A Bíblia - ON LINE - Zacarias - ZC

1-1 - No oitavo mês do segundo ano de Dario, veio a palavra do SENHOR ao profeta Zacarias, filho de Baraquias, filho de Ido, dizendo:

1-2 - O SENHOR tem estado em extremo desgostoso com vossos pais.

1-3 - Portanto, dize-lhes: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Tornai para mim, diz o SENHOR dos Exércitos, e eu tornarei para vós, diz o SENHOR dos Exércitos.

1-4 - E não sejais como vossos pais, aos quais clamavam os primeiros profetas, dizendo: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Convertei-vos, agora, dos vossos maus caminhos e das vossas más obras. Mas não ouviram, nem me escutaram, diz o SENHOR.

1-5 - Vossos pais, onde estão eles? E os profetas, viverão eles para sempre?

1-6 - Contudo, as minhas palavras e os meus estatutos, que eu mandei pelos profetas, meus servos, não alcançaram a vossos pais? E eles tornaram e disseram: Assim como o SENHOR dos Exércitos fez tenção de nos tratar, segundo os nossos caminhos e segundo as nossas obras, assim ele nos tratou.

1-7 - Aos vinte e quatro dias do mês undécimo ( que é o mês de sebate ), no segundo ano de Dario, veio a palavra do SENHOR ao profeta Zacarias, filho de Baraquias, filho de Ido, dizendo:

1-8 - Olhei de noite e vi um homem montado em um cavalo vermelho, e parava entre as murtas que estavam na profundeza; e atrás dele estavam cavalos vermelhos, morenos e brancos.

1-9 - E eu disse: Senhor meu, quem são estes? E disse-me o anjo que falava comigo: Eu te mostrarei quem estes são.

1-10 - Então, respondeu o homem que estava entre as murtas e disse: Estes são os que o SENHOR tem enviado para andarem pela terra.

1-11 - E eles responderam ao anjo do SENHOR, que estava entre as murtas, e disseram: Nós já andamos pela terra, e eis que toda a terra está tranqüila e em descanso.

1-12 - Então, o anjo do SENHOR respondeu e disse: Ó SENHOR dos Exércitos, até quando não terás compaixão de Jerusalém e das cidades de Judá, contra as quais estiveste irado estes setenta anos?

1-13 - Respondeu o SENHOR, ao anjo que falava comigo, palavras boas, palavras consoladoras.

1-14 - E o anjo que falava comigo me disse: Clama, dizendo: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Com grande zelo, estou zelando por Jerusalém e por Sião.

1-15 - E, com grandíssima ira, estou irado contra as nações em descanso; porque, estando eu um pouco desgostoso, eles auxiliaram no mal.

1-16 - Portanto, o SENHOR diz assim: Voltei-me para Jerusalém com misericórdia; a minha casa nela será edificada, diz o SENHOR dos Exércitos, e o cordel será estendido sobre Jerusalém.

1-17 - Clama outra vez, dizendo: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: As minhas cidades ainda aumentarão e prosperarão; porque o SENHOR ainda consolará a Sião e ainda escolherá a Jerusalém.

1-18 - E levantei os meus olhos, e olhei, e vi quatro chifres.

1-19 - E eu disse ao anjo que falava comigo: Que é isto? E ele me disse: Estes são os poderes que dispersaram Judá, Israel e Jerusalém.

1-20 - E o SENHOR me mostrou quatro ferreiros.

1-21 - Então, eu disse: Que vêm estes fazer? E ele falou, dizendo: Estes são os poderes que dispersaram Judá, de maneira que ninguém pôde levantar a sua cabeça; estes, pois, vieram para os amedrontarem, para derribarem os poderes das nações que levantaram o seu poder contra a terra de Judá, para a espalharem.

2-1 - Tornei a levantar os meus olhos, e olhei, e vi um homem em cuja mão estava um cordel de medir.

2-2 - E eu disse: Para onde vais tu? E ele me disse: Medir Jerusalém, para ver qual é a sua largura e qual o seu comprimento.

2-3 - E eis que saiu o anjo que falava comigo, e outro anjo lhe saiu ao encontro

2-4 - e lhe disse: Corre, fala a este jovem, dizendo: Jerusalém será habitada como as aldeias sem muros, por causa da multidão, nela, dos homens e dos animais.

2-5 - E eu, diz o SENHOR, serei para ela um muro de fogo em redor e eu mesmo serei, no meio dela, a sua glória.

2-6 - Olá! Oh! Fugi, agora, da terra do Norte, diz o SENHOR, porque vos espalhei como os quatro ventos do céu, diz o SENHOR.

2-7 - Oh! Sião! Livra-te tu que habitas com a filha da Babilônia.

2-8 - Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos: Depois da glória, ele me enviou às nações que vos despojaram; porque aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho.

2-9 - Porque eis aí levantarei a minha mão sobre eles, e eles virão a ser a presa daqueles que os serviram; assim, sabereis vós que o SENHOR dos Exércitos me enviou.

2-10 - Exulta e alegra-te, ó filha de Sião, porque eis que venho e habitarei no meio de ti, diz o SENHOR.

2-11 - E, naquele dia, muitas nações se ajuntarão ao SENHOR e serão o meu povo; e habitarei no meio de ti, e saberás que o SENHOR dos Exércitos me enviou a ti.

2-12 - Então, o SENHOR possuirá a Judá como sua porção na terra santa e ainda escolherá a Jerusalém.

2-13 - Cale-se, toda a carne, diante do SENHOR, porque ele despertou na sua santa morada.

3-1 - E me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do SENHOR, e Satanás estava à sua mão direita, para se lhe opor.

3-2 - Mas o SENHOR disse a Satanás: O SENHOR te repreende, ó Satanás, sim, o SENHOR, que escolheu Jerusalém, te repreende; não é este um tição tirado do fogo?

3-3 - Ora, Josué, vestido de vestes sujas, estava diante do anjo.

3-4 - Então, falando, ordenou aos que estavam diante dele, dizendo: Tirai-lhe estas vestes sujas. E a ele lhe disse: Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniqüidade e te vestirei de vestes novas.

3-5 - E disse eu: Ponham-lhe uma mitra limpa sobre a sua cabeça. E puseram uma mitra limpa sobre sua cabeça e o vestiram de vestes; e o anjo do SENHOR estava ali.

3-6 - E o anjo do SENHOR protestou a Josué, dizendo:

3-7 - Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Se andares nos meus caminhos e se observares as minhas ordenanças, também tu julgarás a minha casa e também guardarás os meus átrios, e te darei lugar entre os que estão aqui.

3-8 - Ouve, pois, Josué, sumo sacerdote, tu e os teus companheiros que se assentam diante de ti, porque são homens portentosos; eis que eu farei vir o meu servo, o Renovo.

3-9 - Porque eis aqui a pedra que pus diante de Josué; sobre esta pedra única estão sete olhos; eis que eu esculpirei a sua escultura, diz o SENHOR dos Exércitos, e tirarei a iniqüidade desta terra, em um dia.

3-10 - Naquele dia, diz o SENHOR dos Exércitos, cada um de vós convidará o seu companheiro para debaixo da videira e para debaixo da figueira.

4-1 - E tornou o anjo que falava comigo, e me despertou, como a um homem que é despertado do seu sono,

4-2 - e me disse: Que vês? E eu disse: Olho, e eis um castiçal todo de ouro, e um vaso de azeite no cimo, com as suas sete lâmpadas; e cada lâmpada posta no cimo tinha sete canudos.

4-3 - E, por cima dele, duas oliveiras, uma à direita do vaso de azeite, e outra à sua esquerda.

4-4 - E falei e disse ao anjo que falava comigo, dizendo: Senhor meu, que é isto?

4-5 - Então, respondeu o anjo que falava comigo e me disse: Não sabes tu o que isto é? E eu disse: Não, Senhor meu.

4-6 - E respondeu e me falou, dizendo: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos.

4-7 - Quem és tu, ó monte grande? Diante de Zorobabel, serás uma campina; porque ele trará a primeira pedra com aclamações: Graça, graça a ela.

4-8 - E a palavra do SENHOR veio de novo a mim, dizendo:

4-9 - As mãos de Zorobabel têm fundado esta casa, também as suas mãos a acabarão, para que saibais que o SENHOR dos Exércitos me enviou a vós.

4-10 - Porque quem despreza o dia das coisas pequenas? Pois esse se alegrará, vendo o prumo na mão de Zorobabel; são os sete olhos do SENHOR, que discorrem por toda a terra.

4-11 - Falei mais e disse-lhe: Que são as duas oliveiras à direita do castiçal e à sua esquerda?

4-12 - E, falando-lhe outra vez, disse: Que são aqueles dois raminhos de oliveira que estão junto aos dois tubos de ouro e que vertem de si ouro?

4-13 - E ele me respondeu, dizendo: Não sabes o que é isto? E eu disse: Não, Senhor meu.

4-14 - Então, ele disse: Estes são os dois ungidos, que estão diante do Senhor de toda a terra.

5-1 - E outra vez levantei os meus olhos, e olhei, e vi um rolo voante.

5-2 - E ele me disse: Que vês? E eu disse: Vejo um rolo voante, que tem vinte côvados de comprido e dez côvados de largo.

5-3 - Então, me disse: Esta é a maldição que sairá pela face de toda a terra; porque qualquer que furtar será desarraigado, conforme a maldição de um lado; e qualquer que jurar falsamente será desarraigado, conforme a maldição do outro lado.

5-4 - Eu a trarei, disse o SENHOR dos Exércitos, e a farei entrar na casa do ladrão e na casa do que jurar falsamente pelo meu nome; e pernoitará no meio da sua casa e a consumirá com a sua madeira e com as suas pedras.

5-5 - E saiu o anjo que falava comigo e me disse: Levanta, agora, os teus olhos e vê que é isto que sai.

5-6 - E eu disse: Que é isto? E ele disse: Isso é um efa que sai. Mais disse: Esta é a semelhança deles em toda a terra.

5-7 - E eis que foi levantado um talento de chumbo, e uma mulher estava assentada no meio do efa.

5-8 - E ele disse: Esta é a impiedade. E a lançou dentro do efa e pôs sobre a boca dele o peso de chumbo.

5-9 - E levantei os meus olhos e olhei, e eis que duas mulheres saíram, agitando o ar com as suas asas, pois tinham asas como as da cegonha; e levantaram o efa entre a terra e o céu.

5-10 - Então, eu disse ao anjo que falava comigo: Para onde levam estas o efa?

5-11 - E ele me disse: Para lhe edificarem uma casa na terra de Sinar, e, estando ela acabada, ele será posto ali em seu próprio lugar.

6-1 - E outra vez levantei os meus olhos, e olhei, e vi quatro carros que saíram dentre dois montes, e estes montes eram montes de metal.

6-2 - No primeiro carro, eram os cavalos vermelhos, e, no segundo carro, cavalos pretos.

6-3 - E, no terceiro carro, cavalos brancos, e, no quarto carro, cavalos grisalhos e fortes.

6-4 - E respondi e disse ao anjo que falava comigo: Que é isto, Senhor meu?

6-5 - E o anjo respondeu e me disse: Estes são os quatro ventos do céu, saindo donde estavam perante o Senhor de toda a terra.

6-6 - O carro em que estão os cavalos pretos sai para a terra do Norte, e os brancos saem atrás deles, e os grisalhos saem para a terra do Sul.

6-7 - E os cavalos fortes saíam e procuravam ir por diante, para andarem pela terra. E ele disse: Ide, andai pela terra. E andavam pela terra.

6-8 - E me chamou e me falou, dizendo: Eis que aqueles que saíram para a terra do Norte fizeram repousar o meu Espírito na terra do Norte.

6-9 - E a palavra do SENHOR veio a mim, dizendo:

6-10 - Recebe dos que foram levados cativos: de Heldai, de Tobias e de Jedaías ( e vem naquele dia e entra na casa de Josias, filho de Sofonias ), os quais vieram da Babilônia;

6-11 - recebe, digo, prata e ouro, e faze coroas, e põe-nas na cabeça de Josué, filho de Jozadaque, sumo sacerdote.

6-12 - E fala-lhe, dizendo: Assim fala e diz o SENHOR dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar e edificará o templo do SENHOR.

6-13 - Ele mesmo edificará o templo do SENHOR, e levará a glória, e assentar-se-á, e dominará no seu trono, e será sacerdote no seu trono, e conselho de paz haverá entre ambos.

6-14 - E estas coroas serão de Helém, e de Tobias, e de Jedaías, e de Hem, filho de Sofonias, como um memorial no templo do SENHOR.

6-15 - E aqueles que estão longe virão e edificarão no templo do SENHOR, e vós sabereis que o SENHOR dos Exércitos me tem enviado a vós; e isso acontecerá, se ouvirdes mui atentos a voz do SENHOR, vosso Deus.

7-1 - Aconteceu, pois, no ano quarto do rei Dario, que a palavra do SENHOR veio a Zacarias, no dia quarto do nono mês, em quisleu.

7-2 - Quando de Betel foram enviados Sarezer, e Regém-Meleque, e os seus homens, para suplicarem o favor do SENHOR,

7-3 - disseram aos sacerdotes que estavam na Casa do SENHOR dos Exércitos e aos profetas: Chorarei eu no quinto mês, separando-me, como o tenho feito por tantos anos?

7-4 - Então, a palavra do SENHOR dos Exércitos veio a mim, dizendo:

7-5 - Fala a todo o povo desta terra e aos sacerdotes, dizendo: Quando jejuastes e pranteastes, no quinto e no sétimo mês, durante estes setenta anos, jejuastes vós para mim, mesmo para mim?

7-6 - Ou, quando comestes e quando bebestes, não foi para vós mesmos que comestes e bebestes?

7-7 - Não ouvistes vós as palavras que o SENHOR pregou pelo ministério dos profetas precedentes, quando Jerusalém estava habitada e quieta, com as suas cidades ao redor dela, e o Sul e a campina eram habitados?

7-8 - E a palavra do SENHOR veio a Zacarias, dizendo:

7-9 - Assim falou o SENHOR dos Exércitos, dizendo: Executai juízo verdadeiro, mostrai piedade e misericórdia cada um a seu irmão;

7-10 - e não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente o mal cada um contra o seu irmão, no seu coração.

7-11 - Eles, porém, não quiseram escutar, e me deram o ombro rebelde, e ensurdeceram os seus ouvidos, para que não ouvissem.

7-12 - Sim, fizeram o seu coração duro como diamante, para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o SENHOR dos Exércitos enviara pelo seu Espírito, mediante os profetas precedentes; donde veio a grande ira do SENHOR dos Exércitos.

7-13 - E aconteceu que, como ele clamou, e eles não ouviram, assim também eles clamarão, mas eu não ouvirei, diz o SENHOR dos Exércitos.

7-14 - E os espalharei com tempestade entre todas as nações que eles não conheceram, e a terra será assolada atrás deles, de sorte que ninguém passará por ela, nem se voltará, porque têm feito da terra desejada uma desolação.

8-1 - Depois, veio a mim a palavra do SENHOR dos Exércitos, dizendo:

8-2 - Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Zelei por Sião com grande zelo e com grande indignação zelei por ela.

8-3 - Assim diz o SENHOR: Voltarei para Sião e habitarei no meio de Jerusalém; e Jerusalém chamar-se-á a cidade de verdade, e o monte do SENHOR dos Exércitos, monte de santidade.

8-4 - Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Ainda nas praças de Jerusalém habitarão velhos e velhas, levando cada um na mão o seu bordão, por causa da sua muita idade.

8-5 - E as ruas da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão.

8-6 - Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Se isso for maravilhoso aos olhos do resto deste povo, naqueles dias, será também maravilhoso aos meus olhos? —diz o SENHOR dos Exércitos.

8-7 - Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eis que salvarei o meu povo da terra do Oriente e da terra do Ocidente;

8-8 - e trá-los-ei, e habitarão no meio de Jerusalém; e serão o meu povo, e eu serei o seu Deus em verdade e em justiça.

8-9 - Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Esforcem-se as mãos de todos vós que nestes dias ouvistes estas palavras da boca dos profetas que estiveram no dia em que foi posto o fundamento da Casa do SENHOR dos Exércitos, para que o templo fosse edificado.

8-10 - Porque antes destes dias não houve aluguel de homens, nem aluguel de animais; nem havia paz para o que entrava, nem para o que saía, por causa do inimigo, porque eu incitei a todos os homens, cada um contra o seu companheiro.

8-11 - Mas, agora, não serei para com o resto deste povo como nos primeiros dias, diz o SENHOR dos Exércitos.

8-12 - Porque a semente prosperará, a vide dará o seu fruto, e a terra dará a sua novidade, e os céus darão o seu orvalho; e farei que o resto deste povo herde tudo isto.

8-13 - E há de acontecer, ó casa de Judá e ó casa de Israel, que, assim como fostes uma maldição entre as nações, assim vos salvarei, e sereis uma bênção; não temais, esforcem-se as vossas mãos.

8-14 - Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos: Assim como pensei fazer-vos mal, quando vossos pais me provocaram à ira, diz o SENHOR dos Exércitos, e não me arrependi,

8-15 - assim pensei de novo em fazer bem a Jerusalém e à casa de Judá nestes dias; não temais.

8-16 - Eis as coisas que deveis fazer: falai verdade cada um com o seu companheiro; executai juízo de verdade e de paz nas vossas portas;

8-17 - e nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu companheiro, nem ame o juramento falso; porque todas estas coisas eu aborreço, diz o SENHOR.

8-18 - E a palavra do SENHOR dos Exércitos veio a mim, dizendo:

8-19 - Assim diz o SENHOR dos Exércitos: O jejum do quarto mês, e o jejum do quinto, e o jejum do sétimo, e o jejum do décimo mês será para a casa de Judá gozo, e alegria, e festividades solenes; amai, pois, a verdade e a paz.

8-20 - Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Ainda sucederá que virão povos e habitantes de muitas cidades;

8-21 - e os habitantes de uma cidade irão à outra, dizendo: Vamos depressa suplicar o favor do SENHOR e buscar o SENHOR dos Exércitos; eu também irei.

8-22 - Assim, virão muitos povos e poderosas nações buscar, em Jerusalém, o SENHOR dos Exércitos e suplicar a bênção do SENHOR.

8-23 - Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Naquele dia, sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla da veste de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco.

9-1 - Peso da palavra do SENHOR contra a terra de Hadraque e Damasco, que é o seu repouso; porque o olhar do homem e de todas as tribos de Israel se volta para o SENHOR.

9-2 - E também Hamate nela terá termo, e Tiro, e Sidom, ainda que sejam mui sábias.

9-3 - E Tiro edificou para si fortalezas e amontoou prata como o pó e ouro fino como a lama das ruas.

9-4 - Eis que o Senhor a despojará e ferirá no mar a sua força, e ela será consumida pelo fogo.

9-5 - Asquelom o verá e temerá, também Gaza e terá grande dor, igualmente Ecrom, porque a sua esperança será iludida; e o rei de Gaza perecerá, e Asquelom não será habitada.

9-6 - E um bastardo habitará em Asdode, e exterminarei a soberba dos filisteus.

9-7 - E da sua boca tirarei o seu sangue e dentre os seus dentes as suas abominações; e ele também ficará como um resto para o nosso Deus; e será como príncipe em Judá, e Ecrom, como um jebuseu.

9-8 - E me acamparei ao redor da minha casa, contra o exército, para que ninguém passe e para que ninguém volte; para que não passe mais sobre eles o exator; porque agora vi com os meus olhos.

9-9 - Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e Salvador, pobre e montado sobre um jumento, sobre um asninho, filho de jumenta.

9-10 - E destruirei os carros de Efraim e os cavalos de Jerusalém, e o arco de guerra será destruído; e ele anunciará paz às nações; e o seu domínio se estenderá de um mar a outro mar e desde o rio até às extremidades da terra.

9-11 - Ainda quanto a ti, por causa do sangue do teu concerto, tirei os teus presos da cova em que não havia água.

9-12 - Voltai à fortaleza, ó presos de esperança; também hoje vos anuncio que vos recompensarei em dobro.

9-13 - Porque curvei Judá para mim, enchi com Efraim o arco; suscitarei a teus filhos, ó Sião, contra os teus filhos, ó Grécia! E pôr-te-ei como a espada de um valente.

9-14 - E o SENHOR será visto sobre eles, e as suas flechas sairão como o relâmpago; e o Senhor JEOVÁ fará soar a trombeta e irá com os redemoinhos do Sul.

9-15 - O SENHOR dos Exércitos os amparará; e comerão, depois que os tiverem sujeitado, as pedras da funda; também beberão e farão barulho como excitados pelo vinho; e encher-se-ão como taças, como os cantos do altar.

9-16 - E o SENHOR, seu Deus, naquele dia, os salvará, como ao rebanho do seu povo; porque, como as pedras de uma coroa, eles serão exaltados na sua terra.

9-17 - Porque quão grande é a sua bondade! E quão grande é a sua formosura! O trigo fará florescer os jovens, e o mosto, as donzelas.

10-1 - Pedi ao SENHOR chuva no tempo da chuva serôdia; o SENHOR, que faz os relâmpagos, lhes dará chuveiro de água e erva no campo a cada um.

10-2 - Porque os terafins têm falado vaidade, e os adivinhos têm visto mentira e descrito sonhos vãos; com vaidade consolam; por isso, vão como ovelhas, estão aflitos, porque não há pastor.

10-3 - Contra os pastores se acendeu a minha ira, e castigarei os bodes; mas o SENHOR dos Exércitos visitará o seu rebanho, a casa de Judá, e os fará como o seu majestoso cavalo na peleja.

10-4 - Dele a pedra de esquina, dele a estaca, dele o arco de guerra, dele juntamente sairão todos os exatores.

10-5 - E serão como valentes que pelo lodo das ruas entram na peleja, esmagando os inimigos; porque o SENHOR estará com eles, e eles envergonharão os que andam montados em cavalos.

10-6 - E fortalecerei a casa de Judá, e salvarei a casa de José, e tornarei a plantá-los, porque me apiedei deles; e serão como se os não tivera rejeitado; porque eu sou o SENHOR, seu Deus, e os ouvirei.

10-7 - E os de Efraim serão como um valente, e o seu coração se alegrará como pelo vinho, e seus filhos o verão e se alegrarão; o seu coração se regozijará no SENHOR.

10-8 - Eu lhes assobiarei e os ajuntarei, porque os tenho remido, e multiplicar-se-ão como se tinham multiplicado.

10-9 - E eu os semearei entre os povos, e lembrar-se-ão de mim em lugares remotos; e viverão com seus filhos e voltarão.

10-10 - Porque eu os farei voltar da terra do Egito e os congregarei da Assíria; e trá-los-ei à terra de Gileade e do Líbano, e não se achará lugar para eles.

10-11 - E ele passará o mar com angústia e ferirá as ondas do mar, e todas as profundezas dos rios se secarão; então, será derribada a soberba da Assíria, e o cetro do Egito se retirará.

10-12 - E eu os fortalecerei no SENHOR, e andarão no seu nome, diz o SENHOR.

11-1 - Abre, ó Líbano, as tuas portas para que o fogo consuma os cedros.

11-2 - Gemei, faias, porque os cedros caíram, porque os mais excelentes são destruídos; gemei, ó carvalhos de Basã, porque o bosque forte é derribado.

11-3 - Eis voz de uivo dos pastores, porque a sua glória é destruída! Voz de bramido dos filhos de leões, porque foi destruída a soberba do Jordão!

11-4 - Assim diz o SENHOR, meu Deus: Apascenta as ovelhas da matança,

11-5 - cujos possuidores as matam e não se têm por culpados; e cujos vendedores dizem: Louvado seja o SENHOR, porque hei enriquecido, e os seus pastores não têm piedade delas.

11-6 - Certamente não terei mais piedade dos moradores desta terra, diz o SENHOR, mas eis que entregarei os homens cada um na mão do seu companheiro e na mão do seu rei; eles ferirão a terra, e eu não os livrarei da sua mão.

11-7 - E eu apascentei as ovelhas da matança, as pobres ovelhas do rebanho; e tomei para mim duas varas: a uma chamei Suavidade, e à outra chamei Laços; e apascentei as ovelhas.

11-8 - E destruí os três pastores num mês, porque se angustiou deles a minha alma, e também a sua alma teve fastio de mim.

11-9 - E eu disse: Não vos apascentarei mais; o que morrer morra, e o que for destruído seja, e as que restarem comam cada uma a carne da sua companheira.

11-10 - E tomei a minha vara Suavidade e a quebrei, para desfazer o meu concerto, que tinha estabelecido com todos estes povos.

11-11 - E foi quebrada, naquele dia, e conheceram assim os pobres do rebanho, que me aguardavam, que isso era palavra do SENHOR.

11-12 - E eu disse-lhes: Se parece bem aos vossos olhos, dai-me o que me é devido e, se não, deixai-o. E pesaram o meu salário, trinta moedas de prata.

11-13 - O SENHOR, pois, me disse: Arroja isso ao oleiro, esse belo preço em que fui avaliado por eles. E tomei as trinta moedas de prata e as arrojei ao oleiro, na Casa do SENHOR.

11-14 - Então, quebrei a minha segunda vara Laços, para romper a irmandade entre Judá e Israel.

11-15 - E o SENHOR me disse: Toma ainda para ti o instrumento de um pastor insensato.

11-16 - Porque eis que levantarei um pastor na terra, que não visitará as que estão perecendo, não buscará a desgarrada e não sarará a doente, nem apascentará a sã; mas comerá a carne da gorda e lhe despedaçará as unhas.

11-17 - Ai do pastor inútil, que abandona o rebanho; a espada cairá sobre o seu braço e sobre o seu olho direito; o seu braço completamente se secará, e o seu olho direito completamente se escurecerá.

12-1 - Peso da palavra do SENHOR sobre Israel. Fala o SENHOR, o que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele.

12-2 - Eis que porei Jerusalém como um copo de tremor para todos os povos em redor e também para Judá, quando do cerco contra Jerusalém.

12-3 - E acontecerá, naquele dia, que farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que carregarem com ela certamente serão despedaçados, e ajuntar-se-ão contra ela todas as nações da terra.

12-4 - Naquele dia, diz o SENHOR, ferirei de espanto todos os cavalos e de loucura os que montam neles; e sobre a casa de Judá abrirei os meus olhos e ferirei de cegueira todos os cavalos dos povos.

12-5 - Então, os chefes de Judá dirão no seu coração: A minha força são os habitantes de Jerusalém e o SENHOR dos Exércitos, seu Deus.

12-6 - Naquele dia, porei os chefes de Judá como uma brasa ardente debaixo da lenha e como um facho entre as gavelas; e à direita e à esquerda eles consumirão a todos os povos em redor, e Jerusalém será habitada outra vez no seu próprio lugar, mesmo em Jerusalém.

12-7 - E o SENHOR primeiramente salvará as tendas de Judá, para que a glória da casa de Davi e a glória dos habitantes de Jerusalém não sejam exaltadas acima de Judá.

12-8 - Naquele dia, o SENHOR amparará os habitantes de Jerusalém; e o que dentre eles tropeçar, naquele dia, será como Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o anjo do SENHOR diante deles.

12-9 - E acontecerá, naquele dia, que procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém.

12-10 - E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e o prantearão como quem pranteia por um unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito.

12-11 - Naquele dia, será grande o pranto em Jerusalém, como o pranto de Hadade-Rimom no vale de Megido.

12-12 - E a terra pranteará, cada linhagem à parte; a linhagem da casa de Davi, à parte, e suas mulheres, à parte, e a linhagem da casa de Natã, à parte, e suas mulheres, à parte;

12-13 - a linhagem da casa de Levi, à parte, e suas mulheres, à parte; a linhagem de Simei, à parte, e suas mulheres, à parte.

12-14 - Todas as mais linhagens, cada linhagem, à parte, e suas mulheres, à parte.

13-1 - Naquele dia, haverá uma fonte aberta para a casa de Davi e para os habitantes de Jerusalém, contra o pecado e contra a impureza.

13-2 - E acontecerá, naquele dia, diz o SENHOR dos Exércitos, que tirarei da terra os nomes dos ídolos, e deles não haverá mais memória; e também farei sair da terra os profetas e o espírito da impureza.

13-3 - E será que, quando alguém ainda profetizar, seu pai e sua mãe, que o geraram, lhe dirão: Não viverás, porque mentirosamente falaste em nome do SENHOR; e seu pai e sua mãe, que o geraram, o traspassarão quando profetizar.

13-4 - E acontecerá, naquele dia, que os profetas se envergonharão, cada um da sua visão, quando profetizarem; nem mais se vestirão de manto de pêlos, para mentirem.

13-5 - Mas dirão: Não sou profeta, sou lavrador da terra; porque tenho sido servo desde a minha mocidade.

13-6 - E, se alguém lhe disser: Que feridas são essas nas tuas mãos?, dirá ele: São as feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos.

13-7 - Ó espada, ergue-te contra o meu Pastor e contra o varão que é o meu companheiro, diz o SENHOR dos Exércitos; fere o Pastor, e espalhar-se-ão as ovelhas; mas volverei a minha mão para os pequenos.

13-8 - E acontecerá em toda a terra, diz o SENHOR, que as duas partes dela serão extirpadas e expirarão; mas a terceira parte restará nela.

13-9 - E farei passar essa terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro; ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O SENHOR é meu Deus.

14-1 - Eis que vem o dia do SENHOR, em que os teus despojos se repartirão no meio de ti.

14-2 - Porque eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres, forçadas; e metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o resto do povo não será expulso da cidade.

14-3 - E o SENHOR sairá e pelejará contra estas nações, como pelejou no dia da batalha.

14-4 - E, naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade dele, para o sul.

14-5 - E fugireis pelo vale dos meus montes ( porque o vale dos montes chegará até Azel ) e fugireis assim como fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá; então, virá o SENHOR, meu Deus, e todos os santos contigo, ó Senhor.

14-6 - E acontecerá, naquele dia, que não haverá preciosa luz, nem espessa escuridão.

14-7 - Mas será um dia conhecido do SENHOR; nem dia nem noite será; e acontecerá que, no tempo da tarde, haverá luz.

14-8 - Naquele dia, também acontecerá que correrão de Jerusalém águas vivas, metade delas para o mar oriental, e metade delas até ao mar ocidental; no estio e no inverno, sucederá isso.

14-9 - E o SENHOR será rei sobre toda a terra; naquele dia, um será o SENHOR, e um será o seu nome.

14-10 - Toda a terra em redor se tornará em planície, desde Geba até Rimom, ao sul de Jerusalém; ela será exalçada e habitada no seu lugar, desde a Porta de Benjamim até ao lugar da primeira porta, até à Porta da Esquina, e desde a Torre de Hananel até aos lagares do rei.

14-11 - E habitarão nela, e não haverá mais anátema, porque Jerusalém habitará segura.

14-12 - E esta será a praga com que o SENHOR ferirá todos os povos que guerrearam contra Jerusalém: a sua carne será consumida, estando eles de pé, e lhes apodrecerão os olhos nas suas órbitas, e lhes apodrecerá a língua na sua boca.

14-13 - Naquele dia, também acontecerá que haverá uma grande perturbação do SENHOR entre eles; porque pegará cada um na mão do seu companheiro, e alçar-se-á a mão de cada um contra a mão do seu companheiro.

14-14 - E também Judá pelejará em Jerusalém, e se ajuntarão em redor as riquezas de todas as nações, ouro, e prata, e vestes em grande abundância.

14-15 - E será a praga dos cavalos, dos mulos, dos camelos e dos jumentos e de todos os animais que estiverem naqueles exércitos, como foi a praga deles.

14-16 - E acontecerá que todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém subirão de ano em ano para adorarem o Rei, o SENHOR dos Exércitos, e para celebrarem a Festa das Cabanas.

14-17 - E acontecerá que, se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, o SENHOR dos Exércitos, não virá sobre ela a chuva.

14-18 - E, se a família dos egípcios não subir, nem vier, virá sobre eles a praga com que o SENHOR ferirá as nações que não subirem a celebrar a Festa das Cabanas.

14-19 - Este será o castigo dos egípcios e o castigo de todas as nações que não subirem a celebrar a Festa das Cabanas.

14-20 - Naquele dia, se gravará sobre as campainhas dos cavalos: SANTIDADE AO SENHOR; e as panelas na Casa do SENHOR serão como as bacias diante do altar.

14-21 - E todas as panelas em Jerusalém e Judá serão consagradas ao SENHOR dos Exércitos, e todos os que sacrificarem virão, e delas tomarão, e nelas cozerão; e não haverá mais cananeu na Casa do SENHOR dos Exércitos, naquele dia.