A Bíblia - ON LINE - Êxodo - EX

1-1 - Estes, pois, são os nomes dos filhos de Israel, que entraram no Egito com Jacó; cada um entrou com sua casa:

1-2 - Rúben, Simeão, Levi e Judá;

1-3 - Issacar, Zebulom e Benjamim;

1-4 - Dã, Naftali, Gade e Aser.

1-5 - Todas as almas, pois, que descenderam de Jacó foram setenta almas; José, porém, estava no Egito.

1-6 - Sendo, pois, José falecido, e todos os seus irmãos, e toda aquela geração,

1-7 - os filhos de Israel frutificaram, e aumentaram muito, e multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente; de maneira que a terra se encheu deles.

1-8 - Depois, levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José,

1-9 - o qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é muito e mais poderoso do que nós.

1-10 - Eia, usemos sabiamente para com ele, para que não se multiplique, e aconteça que, vindo guerra, ele também se ajunte com os nossos inimigos, e peleje contra nós, e suba da terra.

1-11 - E os egípcios puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas. E edificaram a Faraó cidades de tesouros, Pitom e Ramessés.

1-12 - Mas, quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais cresciam; de maneira que se enfadavam por causa dos filhos de Israel.

1-13 - E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com dureza;

1-14 - assim, lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo, com todo o seu serviço, em que os serviam com dureza.

1-15 - E o rei do Egito falou às parteiras das hebréias ( das quais o nome de uma era Sifrá, e o nome da outra, Puá )

1-16 - e disse: Quando ajudardes no parto as hebréias e as virdes sobre os assentos, se for filho, matai-o; mas, se for filha, então, viva.

1-17 - As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram como o rei do Egito lhes dissera; antes, conservavam os meninos com vida.

1-18 - Então, o rei do Egito chamou as parteiras e disse-lhes: Por que fizestes isto, que guardastes os meninos com vida?

1-19 - E as parteiras disseram a Faraó: É que as mulheres hebréias não são como as egípcias; porque são vivas e já têm dado à luz os filhos antes que a parteira venha a elas.

1-20 - Portanto, Deus fez bem às parteiras. E o povo se aumentou e se fortaleceu muito.

1-21 - E aconteceu que, como as parteiras temeram a Deus, estabeleceu-lhes casas.

1-22 - Então, ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida.

2-1 - E foi-se um varão da casa de Levi e casou com uma filha de Levi.

2-2 - E a mulher concebeu, e teve um filho, e, vendo que ele era formoso, escondeu-o três meses.

2-3 - Não podendo, porém, mais escondê-lo, tomou uma arca de juncos e a betumou com betume e pez; e, pondo nela o menino, a pôs nos juncos à borda do rio.

2-4 - E a irmã do menino postou-se de longe, para saber o que lhe havia de acontecer.

2-5 - E a filha de Faraó desceu a lavar-se no rio, e as suas donzelas passeavam pela borda do rio; e ela viu a arca no meio dos juncos, e enviou a sua criada, e a tomou.

2-6 - E, abrindo-a, viu o menino, e eis que o menino chorava; e moveu-se de compaixão dele e disse: Dos meninos dos hebreus é este.

2-7 - Então, disse sua irmã à filha de Faraó: Irei eu a chamar uma ama das hebréias, que crie este menino para ti?

2-8 - E a filha de Faraó disse-lhe: Vai. E foi-se a moça e chamou a mãe do menino.

2-9 - Então, lhe disse a filha de Faraó: Leva este menino e cria-mo; eu te darei teu salário. E a mulher tomou o menino e criou-o.

2-10 - E, sendo o menino já grande, ela o trouxe à filha de Faraó, a qual o adotou; e chamou o seu nome Moisés e disse: Porque das águas o tenho tirado.

2-11 - E aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já grande, saiu a seus irmãos e atentou nas suas cargas; e viu que um varão egípcio feria a um varão hebreu, de seus irmãos.

2-12 - E olhou a uma e a outra banda, e, vendo que ninguém ali havia, feriu ao egípcio, e escondeu-o na areia.

2-13 - E tornou a sair no dia seguinte, e eis que dois varões hebreus contendiam; e disse ao injusto: Por que feres o teu próximo?

2-14 - O qual disse: Quem te tem posto a ti por maioral e juiz sobre nós? Pensas matar-me, como mataste o egípcio? Então, temeu Moisés e disse: Certamente este negócio foi descoberto.

2-15 - Ouvindo, pois, Faraó este caso, procurou matar a Moisés; mas Moisés fugiu de diante da face de Faraó, e habitou na terra de Midiã, e assentou-se junto a um poço.

2-16 - E o sacerdote de Midiã tinha sete filhas, as quais vieram a tirar água, e encheram as pias para dar de beber ao rebanho de seu pai.

2-17 - Então, vieram os pastores e lançaram-nas dali; Moisés, porém, levantou-se, e defendeu-as, e abeberou-lhes o rebanho.

2-18 - E, vindo elas a Reuel, seu pai, ele disse: Por que tornastes hoje tão depressa?

2-19 - E elas disseram: Um homem egípcio nos livrou da mão dos pastores; e também nos tirou água em abundância e abeberou o rebanho.

2-20 - E disse a suas filhas: E onde está ele? Por que deixastes o homem? Chamai-o para que coma pão.

2-21 - E Moisés consentiu em morar com aquele homem; e ele deu a Moisés sua filha Zípora,

2-22 - a qual teve um filho, e ele chamou o seu nome Gérson, porque disse: Peregrino fui em terra estranha.

2-23 - E aconteceu, depois de muitos destes dias, morrendo o rei do Egito, que os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão e clamaram; e o seu clamor subiu a Deus por causa de sua servidão.

2-24 - E ouviu Deus o seu gemido e lembrou-se Deus do seu concerto com Abraão, com Isaque e com Jacó;

2-25 - e atentou Deus para os filhos de Israel e conheceu-os Deus.

3-1 - E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto e veio ao monte de Deus, a Horebe.

3-2 - E apareceu-lhe o Anjo do SENHOR em uma chama de fogo, no meio de uma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.

3-3 - E Moisés disse: Agora me virarei para lá e verei esta grande visão, porque a sarça se não queima.

3-4 - E, vendo o SENHOR que se virava para lá a ver, bradou Deus a ele do meio da sarça e disse: Moisés! Moisés! E ele disse: Eis-me aqui.

3-5 - E disse: Não te chegues para cá; tira os teus sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa.

3-6 - Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus.

3-7 - E disse o SENHOR: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores.

3-8 - Portanto, desci para livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel; ao lugar do cananeu, e do heteu, e do amorreu, e do ferezeu, e do heveu, e do jebuseu.

3-9 - E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel chegou a mim, e também tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem.

3-10 - Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito.

3-11 - Então, Moisés disse a Deus: Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?

3-12 - E Deus disse: Certamente eu serei contigo; e isto te será por sinal de que eu te enviei: quando houveres tirado este povo do Egito, servireis a Deus neste monte.

3-13 - Então, disse Moisés a Deus: Eis que quando vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me disserem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?

3-14 - E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.

3-15 - E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vós; este é meu nome eternamente, e este é meu memorial de geração em geração.

3-16 - Vai, e ajunta os anciãos de Israel, e dize-lhes: O SENHOR, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, me apareceu, dizendo: Certamente vos tenho visitado e visto o que vos é feito no Egito.

3-17 - Portanto, eu disse: Far-vos-ei subir da aflição do Egito à terra do cananeu, e do heteu, e do amorreu, e do ferezeu, e do heveu, e do jebuseu, a uma terra que mana leite e mel.

3-18 - E ouvirão a tua voz; e irás, tu e os anciãos de Israel, ao rei do Egito, e dir-lhe-eis: O SENHOR, o Deus dos hebreus, nos encontrou; agora, pois, deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto, para que sacrifiquemos ao SENHOR, nosso Deus.

3-19 - Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, nem ainda por uma mão forte.

3-20 - Porque eu estenderei a minha mão e ferirei ao Egito com todas as minhas maravilhas que farei no meio dele; depois, vos deixará ir.

3-21 - E eu darei graça a esse povo aos olhos dos egípcios; e acontecerá que, quando sairdes, não saireis vazios,

3-22 - porque cada mulher pedirá à sua vizinha e à sua hóspeda vasos de prata, e vasos de ouro, e vestes, os quais poreis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas; e despojareis ao Egito.

4-1 - Então, respondeu Moisés e disse: Mas eis que me não crerão, nem ouvirão a minha voz, porque dirão: O SENHOR não te apareceu.

4-2 - E o SENHOR disse-lhe: Que é isso na tua mão? E ele disse: Uma vara.

4-3 - E ele disse: Lança-a na terra. Ele a lançou na terra, e tornou-se em cobra; e Moisés fugia dela.

4-4 - Então, disse o SENHOR a Moisés: Estende a mão e pega-lhe pela cauda ( E estendeu a mão e pegou-lhe pela cauda, e tornou-se em vara na sua mão. );

4-5 - para que creiam que te apareceu o SENHOR, o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.

4-6 - E disse-lhe mais o SENHOR: Mete agora a mão no peito. E, tirando-a, eis que sua mão estava leprosa, branca como a neve.

4-7 - E disse: Torna a meter a mão no peito. E tornou a meter a mão no peito; depois, tirou-a do peito, e eis que se tornara como a sua outra carne.

4-8 - E acontecerá que, se eles te não crerem, nem ouvirem a voz do primeiro sinal, crerão a voz do derradeiro sinal;

4-9 - e, se acontecer que ainda não creiam a estes dois sinais, nem ouçam a tua voz, tomarás das águas do rio e as derramarás na terra seca; e as águas que tomarás do rio tornar-se-ão em sangue sobre a terra seca.

4-10 - Então, disse Moisés ao SENHOR: Ah! Senhor! Eu não sou homem eloqüente, nem de ontem, nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua.

4-11 - E disse-lhe o SENHOR: Quem fez a boca do homem? Ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o SENHOR?

4-12 - Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar.

4-13 - Ele, porém, disse: Ah! Senhor! Envia por mão daquele a quem tu hás de enviar.

4-14 - Então, se acendeu a ira do SENHOR contra Moisés, e disse: Não é Arão, o levita, teu irmão? Eu sei que ele falará muito bem; e eis que ele também sai ao teu encontro; e, vendo-te, se alegrará em seu coração.

4-15 - E tu lhe falarás e porás as palavras na sua boca; e eu serei com a tua boca e com a sua boca, ensinando-vos o que haveis de fazer.

4-16 - E ele falará por ti ao povo; e acontecerá que ele te será por boca, e tu lhe serás por Deus.

4-17 - Toma, pois, esta vara na tua mão, com que farás os sinais.

4-18 - Então, foi-se Moisés, e voltou para Jetro, seu sogro, e disse-lhe: Eu irei agora e tornarei a meus irmãos que estão no Egito, para ver se ainda vivem. Disse, pois, Jetro a Moisés: Vai em paz.

4-19 - Disse também o SENHOR a Moisés em Midiã: Vai, volta para o Egito; porque todos os que buscavam a tua alma morreram.

4-20 - Tomou, pois, Moisés sua mulher e seus filhos, e os levou sobre um jumento, e tornou à terra do Egito; e Moisés tomou a vara de Deus na sua mão.

4-21 - E disse o SENHOR a Moisés: Quando voltares ao Egito, atenta que faças diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão; mas eu endurecerei o seu coração, para que não deixe ir o povo.

4-22 - Então, dirás a Faraó: Assim diz o SENHOR: Israel é meu filho, meu primogênito.

4-23 - E eu te tenho dito: Deixa ir o meu filho, para que me sirva; mas tu recusaste deixá-lo ir; eis que eu matarei a teu filho, o teu primogênito.

4-24 - E aconteceu no caminho, numa estalagem, que o SENHOR o encontrou e o quis matar.

4-25 - Então, Zípora tomou uma pedra aguda, e circuncidou o prepúcio de seu filho, e o lançou a seus pés, e disse: Certamente me és um esposo sanguinário.

4-26 - E desviou-se dele. Então, ela disse: Esposo sanguinário, por causa da circuncisão.

4-27 - Disse também o SENHOR a Arão: Vai ao encontro de Moisés, ao deserto. E ele foi, encontrou-o no monte de Deus e o beijou.

4-28 - E anunciou Moisés a Arão todas as palavras do SENHOR, que o enviara, e todos os sinais que lhe mandara.

4-29 - Então, foram Moisés e Arão e ajuntaram todos os anciãos dos filhos de Israel.

4-30 - E Arão falou todas as palavras que o SENHOR falara a Moisés e fez os sinais perante os olhos do povo.

4-31 - E o povo creu; e ouviram que o SENHOR visitava aos filhos de Israel e que via a sua aflição; e inclinaram-se e adoraram.

5-1 - E, depois, foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto.

5-2 - Mas Faraó disse: Quem é o SENHOR, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? Não conheço o SENHOR, nem tampouco deixarei ir Israel.

5-3 - E eles disseram: O Deus dos hebreus nos encontrou; portanto, deixa-nos agora ir caminho de três dias ao deserto, para que ofereçamos sacrifícios ao SENHOR e ele não venha sobre nós com pestilência ou com espada.

5-4 - Então, disse-lhes o rei do Egito: Moisés e Arão, por que fazeis cessar o povo das suas obras? Ide a vossas cargas.

5-5 - E disse também Faraó: Eis que o povo da terra já é muito, e vós os fazeis abandonar as suas cargas.

5-6 - Portanto, deu ordem Faraó naquele mesmo dia aos exatores do povo e aos seus oficiais, dizendo:

5-7 - Daqui em diante não torneis a dar palha ao povo, para fazer tijolos, como fizestes ontem e anteontem; vão eles mesmos e colham palha para si.

5-8 - E lhes imporeis a conta dos tijolos que fizeram ontem e anteontem; nada diminuireis dela, porque eles estão ociosos; por isso, clamam, dizendo: Vamos, sacrifiquemos ao nosso Deus.

5-9 - Agrave-se o serviço sobre estes homens, para que se ocupem nele e não confiem em palavras de mentira.

5-10 - Então, saíram os exatores do povo, e seus oficiais, e falaram ao povo, dizendo: Assim diz Faraó: Eu não vos darei palha;

5-11 - ide vós mesmos, e tomai vós palha de onde a achardes; porque nada se diminuirá de vosso serviço.

5-12 - Então, o povo se espalhou por toda a terra do Egito, a colher restolho em lugar de palha.

5-13 - E os exatores os apertavam, dizendo: Acabai vossa obra, a tarefa de cada dia, como quando havia palha.

5-14 - E foram açoitados os oficiais dos filhos de Israel, que os exatores de Faraó tinham posto sobre eles, dizendo estes: Por que não acabastes vossa tarefa ontem e hoje, fazendo tijolos como antes?

5-15 - Pelo que se foram os oficiais dos filhos de Israel e clamaram a Faraó, dizendo: Por que fazes assim a teus servos?

5-16 - Palha não se dá a teus servos, e nos dizem: Fazei tijolos; e eis que teus servos são açoitados; porém o teu povo tem a culpa.

5-17 - Mas ele disse: Vós sois ociosos; vós sois ociosos; por isso, dizeis: Vamos, sacrifiquemos ao SENHOR.

5-18 - Ide, pois, agora, trabalhai; palha, porém, não se vos dará; contudo, dareis a conta dos tijolos.

5-19 - Então, os oficiais dos filhos de Israel viram-se em aflição, porquanto se dizia: Nada diminuireis de vossos tijolos, da tarefa do dia no seu dia.

5-20 - E encontraram a Moisés e a Arão, que estavam defronte deles, quando saíram de Faraó.

5-21 - E disseram-lhes: O SENHOR atente sobre vós e julgue isso, porquanto fizestes o nosso cheiro repelente diante de Faraó e diante de seus servos, dando-lhes a espada nas mãos, para nos matar.

5-22 - Então, tornou Moisés ao SENHOR e disse: Senhor! Por que fizeste mal a este povo? Por que me enviaste?

5-23 - Porque, desde que entrei a Faraó para falar em teu nome, ele maltratou a este povo; e, de nenhuma maneira, livraste o teu povo.

6-1 - Então, disse o SENHOR a Moisés: Agora verás o que hei de fazer a Faraó; porque, por mão poderosa, os deixará ir; sim, por mão poderosa, os lançará de sua terra.

6-2 - Falou mais Deus a Moisés e disse: Eu sou o SENHOR.

6-3 - E eu apareci a Abraão, e a Isaque, e a Jacó, como o Deus Todo-poderoso; mas pelo meu nome, o SENHOR, não lhes fui perfeitamente conhecido.

6-4 - E também estabeleci o meu concerto com eles, para dar-lhes a terra de Canaã, a terra de suas peregrinações, na qual foram peregrinos.

6-5 - E também tenho ouvido o gemido dos filhos de Israel, aos quais os egípcios escravizam, e me lembrei do meu concerto.

6-6 - Portanto, dize aos filhos de Israel: Eu sou o SENHOR, e vos tirarei de debaixo das cargas dos egípcios, vos livrarei da sua servidão e vos resgatarei com braço estendido e com juízos grandes.

6-7 - E eu vos tomarei por meu povo, e serei vosso Deus; e sabereis que eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas dos egípcios;

6-8 - e eu vos levarei à terra, acerca da qual levantei a mão, que a daria a Abraão, e a Isaque, e a Jacó, e vo-la darei por herança, eu, o SENHOR.

6-9 - Deste modo falou Moisés aos filhos de Israel, mas eles não ouviram a Moisés, por causa da ânsia do espírito e da dura servidão.

6-10 - Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:

6-11 - Entra e fala a Faraó, rei do Egito, que deixe sair os filhos de Israel da sua terra.

6-12 - Moisés, porém, falou perante o SENHOR, dizendo: Eis que os filhos de Israel me não têm ouvido; como, pois, me ouvirá Faraó? Também eu sou incircunciso de lábios.

6-13 - Todavia, o SENHOR falou a Moisés e a Arão e deu-lhes mandamento para os filhos de Israel e para Faraó, rei do Egito, para que tirassem os filhos de Israel da terra do Egito.

6-14 - Estas são as cabeças das casas de seus pais: Os filhos de Rúben, o primogênito de Israel: Enoque e Palu, Hezrom e Carmi; estas são as famílias de Rúben.

6-15 - E os filhos de Simeão: Jemuel, e Jamim, e Oade, e Jaquim, e Zoar, e Saul, filho de uma cananéia; estas são as famílias de Simeão.

6-16 - E estes são os nomes dos filhos de Levi, segundo as suas gerações: Gérson, e Coate, e Merari; e os anos da vida de Levi foram cento e trinta e sete anos.

6-17 - Os filhos de Gérson: Libni e Simei, segundo as suas famílias;

6-18 - e os filhos de Coate: Anrão, e Isar, e Hebrom, e Uziel; e os anos da vida de Coate foram cento e trinta e três anos.

6-19 - E os filhos de Merari: Mali e Musi; estas são as famílias de Levi, segundo as suas gerações.

6-20 - E Anrão tomou por mulher a Joquebede, sua tia, e ela gerou-lhe a Arão e a Moisés; e os anos da vida de Anrão foram cento e trinta e sete anos.

6-21 - E os filhos de Isar: Corá, e Nefegue, e Zicri.

6-22 - E os filhos de Uziel: Misael, e Elzafã, e Sitri.

6-23 - E Arão tomou por mulher a Eliseba, filha de Aminadabe, irmã de Naassom; e ela gerou-lhe a Nadabe, e Abiú, e Eleazar, e Itamar.

6-24 - E os filhos de Corá: Assir, e Elcana, e Abiasafe; estas são as famílias dos coraítas.

6-25 - E Eleazar, filho de Arão, tomou para si por mulher uma das filhas de Putiel, e ela gerou-lhe a Finéias; estas são as cabeças dos pais dos levitas, segundo as suas famílias.

6-26 - Estes são Arão e Moisés, aos quais o SENHOR disse: Tirai os filhos de Israel da terra do Egito, segundo os seus exércitos.

6-27 - Estes são os que falaram a Faraó, rei do Egito, para que tirassem do Egito os filhos de Israel; estes são Moisés e Arão.

6-28 - E aconteceu que, naquele dia, quando o SENHOR falou a Moisés na terra do Egito,

6-29 - falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Eu sou o SENHOR; dize a Faraó, rei do Egito, tudo quanto eu te digo a ti.

6-30 - Então, disse Moisés perante o SENHOR: Eis que eu sou incircunciso de lábios; como, pois, me ouvirá Faraó?

7-1 - Então, disse o SENHOR a Moisés: Eis que te tenho posto por Deus sobre Faraó; e Arão, teu irmão, será o teu profeta.

7-2 - Tu falarás tudo o que eu te mandar; e Arão, teu irmão, falará a Faraó que deixe ir os filhos de Israel da sua terra.

7-3 - Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó, e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as minhas maravilhas.

7-4 - Faraó, porém, não vos ouvirá; e eu porei a mão sobre o Egito e tirarei os meus exércitos, o meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito com grandes juízos.

7-5 - Então, os egípcios saberão que eu sou o SENHOR, quando estender a mão sobre o Egito e tirar os filhos de Israel do meio deles.

7-6 - Então, fez assim Moisés e Arão; como o SENHOR lhes ordenara, assim fizeram.

7-7 - E Moisés era da idade de oitenta anos, e Arão, da idade de oitenta e três anos, quando falaram a Faraó.

7-8 - E o SENHOR falou a Moisés e a Arão, dizendo:

7-9 - Quando Faraó vos falar, dizendo: Fazei por vós algum milagre; dirás a Arão: Toma a tua vara e lança-a diante de Faraó; e se tornará em serpente.

7-10 - Então, Moisés e Arão entraram a Faraó e fizeram assim como o SENHOR ordenara; e lançou Arão a sua vara diante de Faraó, e diante dos seus servos, e tornou-se em serpente.

7-11 - E Faraó também chamou os sábios e encantadores; e os magos do Egito fizeram também o mesmo com os seus encantamentos.

7-12 - Porque cada um lançou sua vara, e tornaram-se em serpentes; mas a vara de Arão tragou as varas deles.

7-13 - Porém o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o SENHOR tinha dito.

7-14 - Então, disse o SENHOR a Moisés: O coração de Faraó está obstinado; recusa deixar ir o povo.

7-15 - Vai pela manhã a Faraó; eis que ele sairá às águas; põe-te em frente dele na praia do rio e tomarás em tua mão a vara que se tornou em cobra.

7-16 - E lhe dirás: O SENHOR, o Deus dos hebreus, me tem enviado a ti, dizendo: Deixa ir o meu povo, para que me sirva no deserto; porém eis que até agora não tens ouvido.

7-17 - Assim diz o SENHOR: Nisto saberás que eu sou o SENHOR: Eis que eu com esta vara, que tenho em minha mão, ferirei as águas que estão no rio, e tornar-se-ão em sangue.

7-18 - E os peixes que estão no rio morrerão, e o rio cheirará mal; e os egípcios nausear-se-ão, bebendo a água do rio.

7-19 - Disse mais o SENHOR a Moisés: Dize a Arão: Toma tua vara e estende a mão sobre as águas do Egito, sobre as suas correntes, sobre os seus rios, sobre os seus tanques e sobre todo o ajuntamento das suas águas, para que se tornem em sangue; e haja sangue em toda a terra do Egito, assim nos vasos de madeira como nos de pedra.

7-20 - E Moisés e Arão fizeram assim como o SENHOR tinha mandado; e levantou a vara e feriu as águas que estavam no rio, diante dos olhos de Faraó e diante dos olhos de seus servos; e todas as águas do rio se tornaram em sangue.

7-21 - E os peixes que estavam no rio morreram, e o rio fedeu, e os egípcios não podiam beber a água do rio; e houve sangue por toda a terra do Egito.

7-22 - Porém os magos do Egito também fizeram o mesmo com os seus encantamentos; de maneira que o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o SENHOR tinha dito.

7-23 - E virou-se Faraó e foi para sua casa; nem ainda nisto pôs seu coração.

7-24 - E todos os egípcios cavaram poços junto ao rio, para beberem água; porquanto não podiam beber das águas do rio.

7-25 - Assim, se cumpriram sete dias, depois que o SENHOR ferira o rio.

8-1 - Depois, disse o SENHOR a Moisés: Entra a Faraó e dize-lhe: Assim diz o SENHOR: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.

8-2 - E, se recusares deixá-lo ir, eis que ferirei com rãs todos os teus termos.

8-3 - E o rio criará rãs, que subirão e virão à tua casa, e ao teu dormitório, e sobre a tua cama, e às casas dos teus servos, e sobre o teu povo, e aos teus fornos, e às tuas amassadeiras.

8-4 - E as rãs subirão sobre ti, e sobre o teu povo, e sobre todos os teus servos.

8-5 - Disse mais o SENHOR a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua mão com tua vara sobre as correntes, e sobre os rios, e sobre os tanques, e faze subir rãs sobre a terra do Egito.

8-6 - E Arão estendeu a mão sobre as águas do Egito, e subiram rãs e cobriram a terra do Egito.

8-7 - Então, os magos fizeram o mesmo com os seus encantamentos; e fizeram subir rãs sobre a terra do Egito.

8-8 - E Faraó chamou a Moisés e a Arão e disse: Rogai ao SENHOR que tire as rãs de mim e do meu povo; depois, deixarei ir o povo, para que sacrifiquem ao SENHOR.

8-9 - E Moisés disse a Faraó: Tu tenhas glórias sobre mim. Quando orarei por ti, e pelos teus servos, e por teu povo, para tirar as rãs de ti e das suas casas, de sorte que somente fiquem no rio?

8-10 - E ele disse: Amanhã. E Moisés disse: Seja conforme a tua palavra, para que saibas que ninguém há como o SENHOR, nosso Deus.

8-11 - E as rãs apartar-se-ão de ti, e das tuas casas, e dos teus servos, e do teu povo; somente ficarão no rio.

8-12 - Então, saiu Moisés e Arão de Faraó; e Moisés clamou ao SENHOR por causa das rãs que tinha posto sobre Faraó.

8-13 - E o SENHOR fez conforme a palavra de Moisés; e as rãs morreram nas casas, nos pátios e nos campos.

8-14 - E ajuntaram-nas em montões, e a terra cheirou mal.

8-15 - Vendo, pois, Faraó que havia descanso, agravou o seu coração e não os ouviu, como o SENHOR tinha dito.

8-16 - Disse mais o SENHOR a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua vara e fere o pó da terra, para que se torne em piolhos por toda a terra do Egito.

8-17 - E fizeram assim; porque Arão estendeu a mão com a sua vara e feriu o pó da terra, e havia muitos piolhos nos homens e no gado; todo o pó da terra se tornou em piolhos em toda a terra do Egito.

8-18 - E os magos fizeram também assim com os seus encantamentos para produzirem piolhos, mas não puderam; e havia piolhos nos homens e no gado.

8-19 - Então, disseram os magos a Faraó: Isto é o dedo de Deus. Porém o coração de Faraó se endureceu, e não os ouvia, como o SENHOR tinha dito.

8-20 - Disse mais o SENHOR a Moisés: Levanta-te pela manhã cedo, e põe-te diante de Faraó; eis que ele sairá às águas, e dize-lhe: Assim diz o SENHOR: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.

8-21 - Porque, se não deixares ir o meu povo, eis que enviarei enxames de moscas sobre ti, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, e às tuas casas; e as casas dos egípcios se encherão destes enxames, e também a terra em que eles estiverem.

8-22 - E, naquele dia, eu separarei a terra de Gósen, em que meu povo habita, a fim de que nela não haja enxames de moscas, para que saibas que eu sou o SENHOR no meio desta terra.

8-23 - E porei separação entre o meu povo e o teu povo; amanhã será este sinal.

8-24 - E o SENHOR fez assim; e vieram grandes enxames de moscas à casa de Faraó, e às casas dos seus servos, e sobre toda a terra do Egito; a terra foi corrompida destes enxames.

8-25 - Então, chamou Faraó a Moisés e a Arão e disse: Ide e sacrificai ao vosso Deus nesta terra.

8-26 - E Moisés disse: Não convém que façamos assim, porque sacrificaríamos ao SENHOR, nosso Deus, a abominação dos egípcios; eis que, se sacrificássemos a abominação dos egípcios perante os seus olhos, não nos apedrejariam eles?

8-27 - Deixa-nos ir caminho de três dias ao deserto, para que sacrifiquemos ao SENHOR, nosso Deus, como ele nos dirá.

8-28 - Então, disse Faraó: Deixar-vos-ei ir, para que sacrifiqueis ao SENHOR, vosso Deus, no deserto; somente que indo, não vades longe; orai também por mim.

8-29 - E Moisés disse: Eis que saio de ti e orarei ao SENHOR, que estes enxames de moscas se retirem amanhã de Faraó, dos seus servos e do seu povo; somente que Faraó não mais me engane, não deixando ir a este povo para sacrificar ao SENHOR.

8-30 - Então, saiu Moisés de Faraó e orou ao SENHOR.

8-31 - E fez o SENHOR conforme a palavra de Moisés, e os enxames de moscas se retiraram de Faraó, dos seus servos e do seu povo; não ficou uma só.

8-32 - Mas endureceu Faraó ainda esta vez seu coração e não deixou ir o povo.

9-1 - Depois, o SENHOR disse a Moisés: Entra a Faraó e dize-lhe: Assim diz o SENHOR, o Deus dos hebreus: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.

9-2 - Porque, se recusares deixá-los ir e ainda por força os detiveres,

9-3 - eis que a mão do SENHOR será sobre teu gado, que está no campo, sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois e sobre as ovelhas, com pestilência gravíssima.

9-4 - E o SENHOR fará separação entre o gado dos israelitas e o gado dos egípcios, para que nada morra de tudo o que for dos filhos de Israel.

9-5 - E o SENHOR assinalou certo tempo, dizendo: Amanhã fará o SENHOR esta coisa na terra.

9-6 - E o SENHOR fez esta coisa no dia seguinte, e todo o gado dos egípcios morreu; porém, do gado dos filhos de Israel, não morreu nenhum.

9-7 - E Faraó enviou a ver, e eis que, do gado de Israel, não morrera nenhum; porém o coração de Faraó se endureceu, e não deixou ir o povo.

9-8 - Então, disse o SENHOR a Moisés e a Arão: Tomai os punhos cheios da cinza do forno, e Moisés a espalhe para o céu diante dos olhos de Faraó;

9-9 - e tornar-se-á em pó miúdo sobre toda a terra do Egito, e se tornará em sarna, que arrebente em úlceras nos homens e no gado, por toda a terra do Egito.

9-10 - E eles tomaram a cinza do forno e puseram-se diante de Faraó, e Moisés a espalhou para o céu; e tornou-se em sarna, que arrebentava em úlceras nos homens e no gado;

9-11 - de maneira que os magos não podiam parar diante de Moisés, por causa da sarna; porque havia sarna nos magos e em todos os egípcios.

9-12 - Porém o SENHOR endureceu o coração de Faraó, e não os ouviu, como o SENHOR tinha dito a Moisés.

9-13 - Então, disse o SENHOR a Moisés: Levanta-te pela manhã cedo, e põe-te diante de Faraó, e dize-lhe: Assim diz o SENHOR, o Deus dos hebreus: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.

9-14 - Porque esta vez enviarei todas as minhas pragas sobre o teu coração, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, para que saibas que não há outro como eu em toda a terra.

9-15 - Porque agora tenho estendido a mão, para te ferir a ti e ao teu povo com pestilência e para que sejas destruído da terra;

9-16 - mas deveras para isto te mantive, para mostrar o meu poder em ti e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra.

9-17 - Tu ainda te levantas contra o meu povo, para não os deixar ir?

9-18 - Eis que amanhã, por este tempo, farei chover saraiva mui grave, qual nunca houve no Egito, desde o dia em que foi fundado até agora.

9-19 - Agora, pois, envia, recolhe o teu gado e tudo o que tens no campo; todo homem e animal que for achado no campo e não for recolhido à casa, a saraiva cairá sobre eles, e morrerão.

9-20 - Quem, dos servos de Faraó, temia a palavra do SENHOR fez fugir os seus servos e o seu gado para as casas;

9-21 - mas aquele que não tinha aplicado a palavra do SENHOR ao seu coração deixou os seus servos e o seu gado no campo.

9-22 - Então, disse o SENHOR a Moisés: Estende a mão para o céu, e haverá saraiva em toda a terra do Egito, sobre os homens, e sobre o gado, e sobre toda a erva do campo na terra do Egito.

9-23 - E Moisés estendeu a sua vara para o céu, e o SENHOR deu trovões e saraiva, e fogo corria pela terra; e o SENHOR fez chover saraiva sobre a terra do Egito.

9-24 - E havia saraiva e fogo misturado entre a saraiva, mui grave, qual nunca houve em toda a terra do Egito, desde que veio a ser uma nação.

9-25 - E a saraiva feriu, em toda a terra do Egito, tudo quanto havia no campo, desde os homens até aos animais; também a saraiva feriu toda a erva do campo e quebrou todas as árvores do campo.

9-26 - Somente na terra de Gósen, onde estavam os filhos de Israel, não havia saraiva.

9-27 - Então, Faraó mandou chamar a Moisés e a Arão e disse-lhes: Esta vez pequei; o SENHOR é justo, mas eu e o meu povo, ímpios.

9-28 - Orai ao SENHOR ( pois que basta ) para que não haja mais trovões de Deus nem saraiva; e eu vos deixarei ir, e não ficareis mais aqui.

9-29 - Então, lhe disse Moisés: Em saindo da cidade, estenderei as mãos ao SENHOR; os trovões cessarão, e não haverá mais saraiva; para que saibas que a terra é do SENHOR.

9-30 - Todavia, quanto a ti e aos teus servos, eu sei que ainda não temereis diante do SENHOR Deus.

9-31 - E o linho e a cevada foram feridos, porque a cevada já estava na espiga, e o linho, na cana;

9-32 - mas o trigo e o centeio não foram feridos, porque estavam cobertos.

9-33 - Saiu, pois, Moisés de Faraó, da cidade, e estendeu as mãos ao SENHOR; e cessaram os trovões e a saraiva, e a chuva não caiu mais sobre a terra.

9-34 - Vendo Faraó que cessou a chuva, e a saraiva, e os trovões, continuou a pecar; e agravou o seu coração, ele e os seus servos.

9-35 - Assim, o coração de Faraó se endureceu, e não deixou ir os filhos de Israel, como o SENHOR tinha dito por Moisés.

10-1 - Depois, disse o SENHOR a Moisés: Entra a Faraó, porque tenho agravado o seu coração e o coração de seus servos, para fazer estes meus sinais no meio deles,

10-2 - e para que contes aos ouvidos de teus filhos e dos filhos de teus filhos as coisas que fiz no Egito e os meus sinais que tenho feito entre eles; para que saibais que eu sou o SENHOR.

10-3 - Assim, foram Moisés e Arão a Faraó e disseram-lhe: Assim diz o SENHOR, o Deus dos hebreus: Até quando recusas humilhar-te diante de mim? Deixa ir o meu povo, para que me sirva.

10-4 - Porque, se ainda recusares deixar ir o meu povo, eis que trarei amanhã gafanhotos aos teus termos,

10-5 - e cobrirão a face da terra, que a terra não se poderá ver; e eles comerão o resto do que escapou, o que ficou da saraiva; também comerão toda árvore que vos cresce no campo;

10-6 - e encherão as tuas casas, e as casas de todos os teus servos, e as casas de todos os egípcios, como nunca viram teus pais, nem os pais de teus pais, desde o dia em que eles foram sobre a terra até o dia de hoje. E virou-se e saiu da presença de Faraó.

10-7 - E os servos de Faraó disseram-lhe: Até quando este nos dá de ser por laço? Deixa ir os homens, para que sirvam ao SENHOR, seu Deus; ainda não sabes que o Egito está destruído?

10-8 - Então, Moisés e Arão foram levados outra vez a Faraó, e ele disse-lhes: Ide, servi ao SENHOR, vosso Deus. Quais são os que hão de ir?

10-9 - E Moisés disse: Havemos de ir com nossos meninos e com os nossos velhos; com os nossos filhos, e com as nossas filhas, e com as nossas ovelhas, e com os nossos bois havemos de ir; porque festa do SENHOR temos.

10-10 - Então, ele lhes disse: Seja o SENHOR assim convosco, como eu vos deixarei ir a vós e a vossos filhos; olhai que há mal diante da vossa face.

10-11 - Não será assim; andai agora vós, varões, e servi ao SENHOR; pois isso é o que pedistes. E os lançaram da face de Faraó.

10-12 - Então, disse o SENHOR a Moisés: Estende a tua mão sobre a terra do Egito, para que os gafanhotos venham sobre a terra do Egito e comam toda a erva da terra, tudo o que deixou a saraiva.

10-13 - Então, estendeu Moisés sua vara sobre a terra do Egito, e o SENHOR trouxe sobre a terra um vento oriental todo aquele dia e toda aquela noite; e aconteceu que pela manhã o vento oriental trouxe os gafanhotos.

10-14 - E vieram os gafanhotos sobre toda a terra do Egito e assentaram-se sobre todos os ermos do Egito; mui gravosos foram; antes destes nunca houve tais gafanhotos, nem depois deles virão outros tais.

10-15 - Porque cobriram a face de toda a terra, de modo que a terra se escureceu; e comeram toda a erva da terra e todo o fruto das árvores, que deixara a saraiva; e não ficou verdura alguma nas árvores, nem erva do campo, em toda a terra do Egito.

10-16 - Então, Faraó se apressou a chamar a Moisés e a Arão e disse: Pequei contra o SENHOR, vosso Deus, e contra vós.

10-17 - Agora, pois, peço-vos que perdoeis o meu pecado somente desta vez e que oreis ao SENHOR, vosso Deus, que tire de mim somente esta morte.

10-18 - E saiu da presença de Faraó e orou ao SENHOR.

10-19 - Então, o SENHOR trouxe um vento ocidental fortíssimo, o qual levantou os gafanhotos e os lançou no mar Vermelho; nem ainda um gafanhoto ficou em todos os termos do Egito.

10-20 - O SENHOR, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não deixou ir os filhos de Israel.

10-21 - Então, disse o SENHOR a Moisés: Estende a tua mão para o céu, e virão trevas sobre a terra do Egito, trevas que se apalpem.

10-22 - E Moisés estendeu a sua mão para o céu, e houve trevas espessas em toda a terra do Egito por três dias.

10-23 - Não viu um ao outro, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias; mas todos os filhos de Israel tinham luz em suas habitações.

10-24 - Então, Faraó chamou a Moisés e disse: Ide, servi ao SENHOR; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças.

10-25 - Moisés, porém, disse: Tu também darás em nossas mãos sacrifícios e holocaustos, que ofereçamos ao SENHOR, nosso Deus.

10-26 - E também o nosso gado há de ir conosco, nem uma unha ficará; porque daquele havemos de tomar para servir ao SENHOR, nosso Deus; porque não sabemos com que havemos de servir ao SENHOR, até que cheguemos lá.

10-27 - O SENHOR, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não os quis deixar ir.

10-28 - E disse-lhe Faraó: Vai-te de mim e guarda-te que não mais vejas o meu rosto; porque, no dia em que vires o meu rosto, morrerás.

10-29 - E disse Moisés: Bem disseste; eu nunca mais verei o teu rosto.

11-1 - E o SENHOR disse a Moisés: Ainda uma praga trarei sobre Faraó e sobre o Egito; depois, vos deixará ir daqui; e, quando vos deixar ir totalmente, a toda a pressa vos lançará daqui.

11-2 - Fala agora aos ouvidos do povo, que cada varão peça ao seu vizinho, e cada mulher à sua vizinha, vasos de prata e vasos de ouro.

11-3 - E o SENHOR deu graça ao povo aos olhos dos egípcios; também o varão Moisés era mui grande na terra do Egito, aos olhos dos servos de Faraó e aos olhos do povo.

11-4 - Disse mais Moisés: Assim o SENHOR tem dito: À meia-noite eu sairei pelo meio do Egito;

11-5 - e todo primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que se assenta com ele sobre o seu trono, até ao primogênito da serva que está detrás da mó, e todo primogênito dos animais.

11-6 - E haverá grande clamor em toda a terra do Egito, qual nunca houve semelhante e nunca haverá;

11-7 - mas contra todos os filhos de Israel nem ainda um cão moverá a sua língua, desde os homens até aos animais, para que saibais que o SENHOR fez diferença entre os egípcios e os israelitas.

11-8 - Então, todos estes teus servos descerão a mim e se inclinarão diante de mim, dizendo: Sai tu e todo o povo que te segue as pisadas; e, depois, eu sairei. E saiu de Faraó em ardor de ira.

11-9 - O SENHOR dissera a Moisés: Faraó vos não ouvirá, para que as minhas maravilhas se multipliquem na terra do Egito.

11-10 - E Moisés e Arão fizeram todas estas maravilhas diante de Faraó; mas o SENHOR endureceu o coração de Faraó, que não deixou ir os filhos de Israel da sua terra.

12-1 - E falou o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo:

12-2 - Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano.

12-3 - Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês, tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada casa.

12-4 - Mas, se a família for pequena para um cordeiro, então, tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; conforme o comer de cada um, fareis a conta para o cordeiro.

12-5 - O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras

12-6 - e o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde.

12-7 - E tomarão do sangue e pô-lo-ão em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas em que o comerem.

12-8 - E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães asmos; com ervas amargosas a comerão.

12-9 - Não comereis dele nada cru, nem cozido em água, senão assado ao fogo; a cabeça com os pés e com a fressura.

12-10 - E nada dele deixareis até pela manhã; mas o que dele ficar até pela manhã, queimareis no fogo.

12-11 - Assim, pois, o comereis: os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a Páscoa do SENHOR.

12-12 - E eu passarei pela terra do Egito esta noite e ferirei todo primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e sobre todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o SENHOR.

12-13 - E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito.

12-14 - E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.

12-15 - Sete dias comereis pães asmos; ao primeiro dia, tirareis o fermento das vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, desde o primeiro até ao sétimo dia, aquela alma será cortada de Israel.

12-16 - E, ao primeiro dia, haverá santa convocação; também, ao sétimo dia, tereis santa convocação; nenhuma obra se fará neles, senão o que cada alma houver de comer; isso somente aprontareis para vós.

12-17 - Guardai, pois, a Festa dos Pães Asmos, porque naquele mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo.

12-18 - No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães asmos até vinte e um do mês à tarde.

12-19 - Por sete dias não se ache nenhum fermento nas vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, aquela alma será cortada da congregação de Israel, assim o estrangeiro como o natural da terra.

12-20 - Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações comereis pães asmos.

12-21 - Chamou, pois, Moisés a todos os anciãos de Israel e disse-lhes: Escolhei, e tomai vós cordeiros para vossas famílias, e sacrificai a Páscoa.

12-22 - Então, tomai um molho de hissopo, e molhai-o no sangue que estiver na bacia, e lançai na verga da porta, e em ambas as ombreiras, do sangue que estiver na bacia; porém nenhum de vós saia da porta da sua casa até à manhã.

12-23 - Porque o SENHOR passará para ferir aos egípcios, porém, quando vir o sangue na verga da porta e em ambas as ombreiras, o SENHOR passará aquela porta e não deixará ao destruidor entrar em vossas casas para vos ferir.

12-24 - Portanto, guardai isto por estatuto para vós e para vossos filhos, para sempre.

12-25 - E acontecerá que, quando entrardes na terra que o SENHOR vos dará, como tem dito, guardareis este culto.

12-26 - E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este vosso?

12-27 - Então, direis: Este é o sacrifício da Páscoa ao SENHOR, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios e livrou as nossas casas. Então, o povo inclinou-se e adorou.

12-28 - E foram os filhos de Israel e fizeram isso; como o SENHOR ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram.

12-29 - E aconteceu, à meia-noite, que o SENHOR feriu todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se sentava em seu trono, até ao primogênito do cativo que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos animais.

12-30 - E Faraó levantou-se de noite, ele, e todos os seus servos, e todos os egípcios; e havia grande clamor no Egito, porque não havia casa em que não houvesse um morto.

12-31 - Então, chamou a Moisés e a Arão de noite e disse: Levantai-vos, saí do meio do meu povo, tanto vós como os filhos de Israel; e ide, servi ao SENHOR, como tendes dito.

12-32 - Levai também convosco vossas ovelhas e vossas vacas, como tendes dito; e ide e abençoai-me também a mim.

12-33 - E os egípcios apertavam ao povo, apressando-se para lançá-los da terra; porque diziam: Todos seremos mortos.

12-34 - E o povo tomou a sua massa, antes que levedasse, e as suas amassadeiras atadas em suas vestes, sobre seus ombros.

12-35 - Fizeram, pois, os filhos de Israel conforme a palavra de Moisés e pediram aos egípcios vasos de prata, e vasos de ouro, e vestes.

12-36 - E o SENHOR deu graça ao povo em os olhos dos egípcios, e estes emprestavam-lhes, e eles despojavam os egípcios.

12-37 - Assim, partiram os filhos de Israel de Ramessés para Sucote, coisa de seiscentos mil de pé, somente de varões, sem contar os meninos.

12-38 - E subiu também com eles uma mistura de gente, e ovelhas, e vacas, uma grande multidão de gado.

12-39 - E cozeram bolos asmos da massa que levaram do Egito, porque não se tinha levedado, porquanto foram lançados do Egito; e não se puderam deter, nem prepararam comida.

12-40 - O tempo que os filhos de Israel habitaram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos.

12-41 - E aconteceu que, passados os quatrocentos e trinta anos, naquele mesmo dia, todos os exércitos do SENHOR saíram da terra do Egito.

12-42 - Esta noite se guardará ao SENHOR, porque nela os tirou da terra do Egito; esta é a noite do SENHOR, que devem guardar todos os filhos de Israel nas suas gerações.

12-43 - Disse mais o SENHOR a Moisés e a Arão: Esta é a ordenança da Páscoa; nenhum filho de estrangeiro comerá dela.

12-44 - Porém todo servo de qualquer, comprado por dinheiro, depois que o houveres circuncidado, então, comerá dela.

12-45 - O estrangeiro e o assalariado não comerão dela.

12-46 - Numa casa se comerá; não levarás daquela carne fora da casa, nem dela quebrareis osso.

12-47 - Toda a congregação de Israel o fará.

12-48 - Porém, se algum estrangeiro se hospedar contigo e quiser celebrar a Páscoa ao SENHOR, seja-lhe circuncidado todo macho, e, então, chegará a celebrá-la, e será como o natural da terra; mas nenhum incircunciso comerá dela.

12-49 - Uma mesma lei haja para o natural e para o estrangeiro que peregrinar entre vós.

12-50 - E todos os filhos de Israel o fizeram; como o SENHOR ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram.

12-51 - E aconteceu, naquele mesmo dia, que o SENHOR tirou os filhos de Israel da terra do Egito, segundo os seus exércitos.

13-1 - Então, falou o SENHOR a Moisés, dizendo:

13-2 - Santifica-me todo primogênito, o que abrir toda madre entre os filhos de Israel, de homens e de animais; porque meu é.

13-3 - E Moisés disse ao povo: Lembrai-vos deste mesmo dia, em que saístes do Egito, da casa da servidão; pois, com mão forte, o SENHOR vos tirou daqui; portanto, não comereis pão levedado.

13-4 - Hoje, no mês de abibe, vós saís.

13-5 - E acontecerá que, quando o SENHOR te houver metido na terra dos cananeus, e dos heteus, e dos amorreus, e dos heveus, e dos jebuseus, a qual jurou a teus pais que ta daria, terra que mana leite e mel, guardarás este culto neste mês.

13-6 - Sete dias comerás pães asmos; e ao sétimo dia haverá festa ao SENHOR.

13-7 - Sete dias se comerão pães asmos, e o levedado não se verá contigo, nem ainda fermento será visto em todos os teus termos.

13-8 - E, naquele mesmo dia, farás saber a teu filho, dizendo: Isto é pelo que o SENHOR me tem feito, quando eu saí do Egito.

13-9 - E te será por sinal sobre tua mão e por lembrança entre teus olhos; para que a lei do SENHOR esteja em tua boca; porquanto, com mão forte, o SENHOR te tirou do Egito.

13-10 - Portanto, tu guardarás este estatuto a seu tempo, de ano em ano.

13-11 - Também acontecerá que, quando o SENHOR te houver metido na terra dos cananeus, como jurou a ti e a teus pais, quando te houver dado,

13-12 - apartarás para o SENHOR tudo o que abrir a madre e tudo o que abrir a madre do fruto dos animais que tiveres; os machos serão do SENHOR.

13-13 - Porém tudo o que abrir a madre da jumenta resgatarás com cordeiro; e, se o não resgatares, cortar-lhe-ás a cabeça; mas todo primogênito do homem entre teus filhos resgatarás.

13-14 - Se acontecer que teu filho no tempo futuro te pergunte, dizendo: Que é isto? Dir-lhe-ás: O SENHOR nos tirou com mão forte do Egito, da casa da servidão.

13-15 - Porque sucedeu que, endurecendo-se Faraó, para não nos deixar ir, o SENHOR matou todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito do homem até ao primogênito dos animais; por isso, eu sacrifico ao SENHOR os machos de tudo o que abre a madre; porém, a todo primogênito de meus filhos, eu resgato.

13-16 - E será por sinal sobre tua mão e por frontais entre os teus olhos; porque o SENHOR nos tirou do Egito com mão forte.

13-17 - E aconteceu que, quando Faraó deixou ir o povo, Deus não os levou pelo caminho da terra dos filisteus, que estava mais perto; porque Deus disse: Para que, porventura, o povo não se arrependa, vendo a guerra, e tornem ao Egito.

13-18 - Mas Deus fez rodear o povo pelo caminho do deserto perto do mar Vermelho; e subiram os filhos de Israel da terra do Egito armados.

13-19 - E tomou Moisés os ossos de José consigo, porquanto havia este estreitamente ajuramentado aos filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará; fazei, pois, subir daqui os meus ossos convosco.

13-20 - Assim, partiram de Sucote e acamparam em Etã, à entrada do deserto.

13-21 - E o SENHOR ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar, para que caminhassem de dia e de noite.

13-22 - Nunca tirou de diante da face do povo a coluna de nuvem, de dia, nem a coluna de fogo, de noite.

14-1 - Então, falou o SENHOR a Moisés, dizendo:

14-2 - Fala aos filhos de Israel que voltem e que acampem diante de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom; em frente dele assentareis o campo junto ao mar.

14-3 - Então, Faraó dirá dos filhos de Israel: Estão embaraçados na terra, o deserto os encerrou.

14-4 - E eu endurecerei o coração de Faraó, para que os persiga, e serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército; e saberão os egípcios que eu sou o SENHOR. E eles fizeram assim.

14-5 - Sendo, pois, anunciado ao rei do Egito que o povo fugia, mudou-se o coração de Faraó e dos seus servos contra o povo, e disseram: Por que fizemos isso, havendo deixado ir a Israel, para que nos não sirva?

14-6 - E aprontou o seu carro e tomou consigo o seu povo;

14-7 - e tomou seiscentos carros escolhidos, e todos os carros do Egito, e os capitães sobre eles todos.

14-8 - Porque o SENHOR endureceu o coração de Faraó, rei do Egito, para que perseguisse os filhos de Israel; porém os filhos de Israel saíram com alta mão.

14-9 - E os egípcios perseguiram-nos, todos os cavalos e carros de Faraó, e os seus cavaleiros, e o seu exército e alcançaram-nos acampados junto ao mar, perto de Pi-Hairote, diante de Baal-Zefom.

14-10 - E, chegando Faraó, os filhos de Israel levantaram seus olhos, e eis que os egípcios vinham atrás deles, e temeram muito; então, os filhos de Israel clamaram ao SENHOR.

14-11 - E disseram a Moisés: Não havia sepulcros no Egito, para nos tirares de lá, para que morramos neste deserto? Por que nos fizeste isto, que nos tens tirado do Egito?

14-12 - Não é esta a palavra que te temos falado no Egito, dizendo: Deixa-nos, que sirvamos aos egípcios? Pois que melhor nos fora servir aos egípcios do que morrermos no deserto.

14-13 - Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos e vede o livramento do SENHOR, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais vereis para sempre.

14-14 - O SENHOR pelejará por vós, e vos calareis.

14-15 - Então, disse o SENHOR a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem.

14-16 - E tu, levanta a tua vara, e estende a tua mão sobre o mar, e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco.

14-17 - E eis que endurecerei o coração dos egípcios para que entrem nele atrás deles; e eu serei glorificado em Faraó, e em todo o seu exército, e nos seus carros, e nos cavaleiros,

14-18 - e os egípcios saberão que eu sou o SENHOR, quando for glorificado em Faraó, e nos seus carros, e nos seus cavaleiros.

14-19 - E o Anjo de Deus, que ia adiante do exército de Israel, se retirou e ia atrás deles; também a coluna de nuvem se retirou de diante deles e se pôs atrás deles.

14-20 - E ia entre o campo dos egípcios e o campo de Israel; e a nuvem era escuridade para aqueles e para estes esclarecia a noite; de maneira que em toda a noite não chegou um ao outro.

14-21 - Então, Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o SENHOR fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas.

14-22 - E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas lhes foram como muro à sua direita e à sua esquerda.

14-23 - E os egípcios seguiram-nos, e entraram atrás deles todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros, até ao meio do mar.

14-24 - E aconteceu que, na vigília daquela manhã, o SENHOR, na coluna de fogo e de nuvem, viu o campo dos egípcios; e alvoroçou o campo dos egípcios,

14-25 - e tirou-lhes as rodas dos seus carros, e fê-los andar dificultosamente. Então, disseram os egípcios: Fujamos da face de Israel, porque o SENHOR por eles peleja contra os egípcios.

14-26 - E disse o SENHOR a Moisés: Estende a tua mão sobre o mar, para que as águas tornem sobre os egípcios, sobre os seus carros e sobre os seus cavaleiros.

14-27 - Então, Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o mar retomou a sua força ao amanhecer, e os egípcios fugiram ao seu encontro; e o SENHOR derribou os egípcios no meio do mar,

14-28 - porque as águas, tornando, cobriram os carros e os cavaleiros de todo o exército de Faraó, que os haviam seguido no mar; nem ainda um deles ficou.

14-29 - Mas os filhos de Israel foram pelo meio do mar em seco: e as águas foram-lhes como muro à sua mão direita e à sua esquerda.

14-30 - Assim, o SENHOR salvou Israel naquele dia da mão dos egípcios; e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar.

14-31 - E viu Israel a grande mão que o SENHOR mostrara aos egípcios; e temeu o povo ao SENHOR e creu no SENHOR e em Moisés, seu servo.

15-1 - Então, cantou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao SENHOR; e falaram, dizendo: Cantarei ao SENHOR, porque sumamente se exaltou; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.

15-2 - O SENHOR é a minha força e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu Deus; portanto, lhe farei uma habitação; ele é o Deus de meu pai; por isso, o exaltarei.

15-3 - O SENHOR é varão de guerra; SENHOR é o seu nome.

15-4 - Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército; e os seus escolhidos príncipes afogaram-se no mar Vermelho.

15-5 - Os abismos os cobriram; desceram às profundezas como pedra.

15-6 - A tua destra, ó SENHOR, se tem glorificado em potência; a tua destra, ó SENHOR, tem despedaçado o inimigo;

15-7 - e, com a grandeza da tua excelência, derribaste os que se levantaram contra ti; enviaste o teu furor, que os consumiu como restolho.

15-8 - E, com o sopro dos teus narizes, amontoaram-se as águas; as correntes pararam como montão; os abismos coalharam-se no coração do mar.

15-9 - O inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos; fartar-se-á a minha alma deles, arrancarei a minha espada, a minha mão os destruirá.

15-10 - Sopraste com o teu vento, o mar os cobriu; afundaram-se como chumbo em veementes águas.

15-11 - Ó SENHOR, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu, glorificado em santidade, terrível em louvores, operando maravilhas?

15-12 - Estendeste a tua mão direita; a terra os tragou.

15-13 - Tu, com a tua beneficência, guiaste este povo, que salvaste; com a tua força o levaste à habitação da tua santidade.

15-14 - Os povos o ouvirão, eles estremecerão; apoderar-se-á uma dor dos habitantes da Filístia.

15-15 - Então, os príncipes de Edom se pasmarão, dos poderosos dos moabitas apoderar-se-á um tremor, derreter-se-ão todos os habitantes de Canaã.

15-16 - Espanto e pavor cairá sobre eles; pela grandeza do teu braço emudecerão como pedra; até que o teu povo haja passado, ó SENHOR, até que passe este povo que adquiriste.

15-17 - Tu os introduzirás e os plantarás no monte da tua herança, no lugar que tu, ó SENHOR, aparelhaste para a tua habitação; no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram.

15-18 - O SENHOR reinará eterna e perpetuamente.

15-19 - Porque os cavalos de Faraó, com os seus carros e com os seus cavaleiros, entraram no mar, e o SENHOR fez tornar as águas do mar sobre eles; mas os filhos de Israel passaram em seco pelo meio do mar.

15-20 - Então, Miriã, a profetisa, a irmã de Arão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças.

15-21 - E Miriã lhes respondia: Cantai ao SENHOR, porque sumamente se exaltou e lançou no mar o cavalo com o seu cavaleiro.

15-22 - Depois, fez Moisés partir os israelitas do mar Vermelho, e saíram ao deserto de Sur; e andaram três dias no deserto e não acharam água.

15-23 - Então, chegaram a Mara; mas não puderam beber as águas de Mara, porque eram amargas; por isso, chamou-se o seu nome Mara.

15-24 - E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber?

15-25 - E ele clamou ao SENHOR, e o SENHOR mostrou-lhe um lenho que lançou nas águas, e as águas se tornaram doces; ali lhes deu estatutos e uma ordenação e ali os provou.

15-26 - E disse: Se ouvires atento a voz do SENHOR, teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o SENHOR, que te sara.

15-27 - Então, vieram a Elim, e havia ali doze fontes de água e setenta palmeiras; e ali se acamparam junto das águas.

16-1 - E, partidos de Elim, toda a congregação dos filhos de Israel veio ao deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, aos quinze dias do mês segundo, depois que saíram da terra do Egito.

16-2 - E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão no deserto.

16-3 - E os filhos de Israel disseram-lhes: Quem dera que nós morrêssemos por mão do SENHOR na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão até fartar! Porque nos tendes tirado para este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão.

16-4 - Então, disse o SENHOR a Moisés: Eis que vos farei chover pão dos céus, e o povo sairá e colherá cada dia a porção para cada dia, para que eu veja se anda em minha lei ou não.

16-5 - E acontecerá, ao sexto dia, que prepararão o que colherem; e será o dobro do que colhem cada dia.

16-6 - Então, disse Moisés e Arão a todos os filhos de Israel: À tarde sabereis que o SENHOR vos tirou da terra do Egito,

16-7 - e amanhã vereis a glória do SENHOR, porquanto ouviu as vossas murmurações contra o SENHOR; porque quem somos nós para que murmureis contra nós?

16-8 - Disse mais Moisés: Isso será quando o SENHOR, à tarde, vos der carne para comer e, pela manhã, pão a fartar, porquanto o SENHOR ouviu as vossas murmurações, com que murmurais contra ele ( porque quem somos nós? ). As vossas murmurações não são contra nós, mas sim contra o SENHOR.

16-9 - Depois, disse Moisés a Arão: Dize a toda a congregação dos filhos de Israel: Chegai-vos para diante do SENHOR, porque ouviu as vossas murmurações.

16-10 - E aconteceu que, quando falou Arão a toda a congregação dos filhos de Israel, e eles se viraram para o deserto, eis que a glória do SENHOR apareceu na nuvem.

16-11 - E o SENHOR falou a Moisés, dizendo:

16-12 - Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel; fala-lhes, dizendo: Entre as duas tardes, comereis carne, e, pela manhã, vos fartareis de pão, e sabereis que eu sou o SENHOR, vosso Deus.

16-13 - E aconteceu que, à tarde, subiram codornizes e cobriram o arraial; e, pela manhã, jazia o orvalho ao redor do arraial.

16-14 - E, alçando-se o orvalho caído, eis que sobre a face do deserto estava uma coisa miúda, redonda, miúda como a geada sobre a terra.

16-15 - E, vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? Porque não sabiam o que era. Disse-lhes, pois, Moisés: Este é o pão que o SENHOR vos deu para comer.

16-16 - Esta é a palavra que o SENHOR tem mandado: Colhei dele cada um conforme o que pode comer, um gômer por cabeça, segundo o número das vossas almas; cada um tomará para os que se acharem na sua tenda.

16-17 - E os filhos de Israel fizeram assim; e colheram, uns, mais, e outros, menos.

16-18 - Porém, medindo-o com o gômer, não sobejava ao que colhera muito, nem faltava ao que colhera pouco; cada um colheu tanto quanto podia comer.

16-19 - E disse-lhes Moisés: Ninguém deixe dele para amanhã.

16-20 - Eles, porém, não deram ouvidos a Moisés; antes, alguns deles deixaram dele para o dia seguinte; e aquele criou bichos e cheirava mal; por isso, indignou-se Moisés contra eles.

16-21 - Eles, pois, o colhiam cada manhã; cada um, conforme ao que podia comer; porque, aquecendo o sol, derretia-se.

16-22 - E aconteceu que, ao sexto dia, colheram pão em dobro, dois gômeres para cada um; e todos os príncipes da congregação vieram e contaram-no a Moisés.

16-23 - E ele disse-lhes: Isto é o que o SENHOR tem dito: Amanhã é repouso, o santo sábado do SENHOR; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o; e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobejar ponde em guarda para vós até amanhã.

16-24 - E guardaram-no até pela manhã, como Moisés tinha ordenado; e não cheirou mal, nem nele houve algum bicho.

16-25 - Então, disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto hoje é o sábado do SENHOR; hoje não o achareis no campo.

16-26 - Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá.

16-27 - E aconteceu, ao sétimo dia, que alguns do povo saíram para colher, mas não o acharam.

16-28 - Então, disse o SENHOR a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis?

16-29 - Vede, visto que o SENHOR vos deu o sábado, por isso ele, no sexto dia, vos dá pão para dois dias; cada um fique no seu lugar, que ninguém saia do seu lugar no sétimo dia.

16-30 - Assim, repousou o povo no sétimo dia.

16-31 - E chamou a casa de Israel o seu nome Maná; e era como semente de coentro; era branco, e o seu sabor, como bolos de mel.

16-32 - E disse Moisés: Esta é a palavra que o SENHOR tem mandado: Encherás um gômer dele e o guardarás para as vossas gerações, para que vejam o pão que vos tenho dado a comer neste deserto, quando eu vos tirei da terra do Egito.

16-33 - Disse também Moisés a Arão: Toma um vaso, e mete nele um gômer cheio de maná, e põe-no diante do SENHOR, em guarda para as vossas gerações.

16-34 - Como o SENHOR tinha ordenado a Moisés, assim Arão o pôs diante do Testemunho em guarda.

16-35 - E comeram os filhos de Israel maná quarenta anos, até que entraram em terra habitada; comeram maná até que chegaram aos termos da terra de Canaã.

16-36 - E um gômer é a décima parte do efa.

17-1 - Depois, toda a congregação dos filhos de Israel partiu do deserto de Sim pelas suas jornadas, segundo o mandamento do SENHOR, e acamparam em Refidim; e não havia ali água para o povo beber.

17-2 - Então, contendeu o povo com Moisés e disse: Dá-nos água para beber. E Moisés lhes disse: Por que contendeis comigo? Por que tentais ao SENHOR?

17-3 - Tendo, pois, ali o povo sede de água, o povo murmurou contra Moisés e disse: Por que nos fizeste subir do Egito para nos matares de sede, a nós, e aos nossos filhos, e ao nosso gado?

17-4 - E clamou Moisés ao SENHOR, dizendo: Que farei a este povo? Daqui a pouco me apedrejarão.

17-5 - Então, disse o SENHOR a Moisés: Passa diante do povo e toma contigo alguns dos anciãos de Israel; e toma na tua mão a tua vara, com que feriste o rio, e vai.

17-6 - Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe, e tu ferirás a rocha, e dela sairão águas, e o povo beberá. E Moisés assim o fez, diante dos olhos dos anciãos de Israel.

17-7 - E chamou o nome daquele lugar Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos de Israel, e porque tentaram ao SENHOR, dizendo: Está o SENHOR no meio de nós, ou não?

17-8 - Então, veio Amaleque e pelejou contra Israel em Refidim.

17-9 - Pelo que disse Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, e peleja contra Amaleque; amanhã, eu estarei no cume do outeiro, e a vara de Deus estará na minha mão.

17-10 - E fez Josué como Moisés lhe dissera, pelejando contra Amaleque; mas Moisés, Arão e Hur subiram ao cume do outeiro.

17-11 - E acontecia que, quando Moisés levantava a sua mão, Israel prevalecia; mas, quando ele abaixava a sua mão, Amaleque prevalecia.

17-12 - Porém as mãos de Moisés eram pesadas; por isso, tomaram uma pedra e a puseram debaixo dele, para assentar-se sobre ela; e Arão e Hur sustentaram as suas mãos, um de um lado, e o outro, do outro; assim ficaram as suas mãos firmes até que o sol se pôs.

17-13 - E, assim, Josué desfez a Amaleque e a seu povo a fio de espada.

17-14 - Então disse o SENHOR a Moisés: Escreve isto para memória num livro e relata-o aos ouvidos de Josué: que eu totalmente hei de riscar a memória de Amaleque de debaixo dos céus.

17-15 - E Moisés edificou um altar e chamou o seu nome: O SENHOR é minha bandeira.

17-16 - E disse: Porquanto jurou o SENHOR, haverá guerra do SENHOR contra Amaleque de geração em geração.

18-1 - Ora, Jetro, sacerdote de Midiã, sogro de Moisés, ouviu todas as coisas que Deus tinha feito a Moisés e a Israel seu povo; como o SENHOR tinha tirado a Israel do Egito.

18-2 - E Jetro, sogro de Moisés, tomou a Zípora, a mulher de Moisés, depois que ele lha enviara,

18-3 - com seus dois filhos, dos quais um se chamava Gérson, porque disse: Eu fui peregrino em terra estranha;

18-4 - e o outro se chamava Eliézer, porque disse: O Deus de meu pai foi minha ajuda e me livrou da espada de Faraó.

18-5 - Vindo, pois, Jetro, o sogro de Moisés, com seus filhos e com sua mulher a Moisés no deserto, ao monte de Deus, onde se tinha acampado,

18-6 - disse a Moisés: Eu, teu sogro Jetro, venho a ti, com tua mulher e seus dois filhos com ela.

18-7 - Então, saiu Moisés ao encontro de seu sogro, e inclinou-se, e beijou-o, e perguntaram um ao outro como estavam, e entraram na tenda.

18-8 - E Moisés contou a seu sogro todas as coisas que o SENHOR tinha feito a Faraó e aos egípcios por amor de Israel, e todo o trabalho que passaram no caminho, e como o SENHOR os livrara.

18-9 - E alegrou-se Jetro de todo o bem que o SENHOR tinha feito a Israel, livrando-o da mão dos egípcios.

18-10 - E Jetro disse: Bendito seja o SENHOR, que vos livrou das mãos dos egípcios e da mão de Faraó; que livrou a este povo de debaixo da mão dos egípcios.

18-11 - Agora sei que o SENHOR é maior que todos os deuses; porque na coisa em que se ensoberbeceram, os sobrepujou.

18-12 - Então, tomou Jetro, o sogro de Moisés, holocausto e sacrifícios para Deus; e veio Arão, e todos os anciãos de Israel, para comerem pão com o sogro de Moisés diante de Deus.

18-13 - E aconteceu que, ao outro dia, Moisés assentou-se para julgar o povo; e o povo estava em pé diante de Moisés desde a manhã até à tarde.

18-14 - Vendo, pois, o sogro de Moisés tudo o que ele fazia ao povo, disse: Que é isto que tu fazes ao povo? Por que te assentas só, e todo o povo está em pé diante de ti, desde a manhã até à tarde?

18-15 - Então, disse Moisés a seu sogro: É porque este povo vem a mim para consultar a Deus.

18-16 - Quando tem algum negócio, vem a mim, para que eu julgue entre um e outro e lhes declare os estatutos de Deus e as suas leis.

18-17 - O sogro de Moisés, porém, lhe disse: Não é bom o que fazes.

18-18 - Totalmente desfalecerás, assim tu como este povo que está contigo; porque este negócio é mui difícil para ti; tu só não o podes fazer.

18-19 - Ouve agora a minha voz; eu te aconselharei, e Deus será contigo. Sê tu pelo povo diante de Deus e leva tu as coisas a Deus;

18-20 - e declara-lhes os estatutos e as leis e faze-lhes saber o caminho em que devem andar e a obra que devem fazer.

18-21 - E tu, dentre todo o povo, procura homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza; e põe-nos sobre eles por maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinqüenta e maiorais de dez;

18-22 - para que julguem este povo em todo o tempo, e seja que todo negócio grave tragam a ti, mas todo negócio pequeno eles o julguem; assim, a ti mesmo te aliviarás da carga, e eles a levarão contigo.

18-23 - Se isto fizeres, e Deus to mandar, poderás, então, subsistir; assim também todo este povo em paz virá ao seu lugar.

18-24 - E Moisés deu ouvidos à voz de seu sogro e fez tudo quanto tinha dito;

18-25 - e escolheu Moisés homens capazes, de todo o Israel, e os pôs por cabeças sobre o povo: maiorais de mil e maiorais de cem, maiorais de cinqüenta e maiorais de dez.

18-26 - E eles julgaram o povo em todo tempo; o negócio árduo traziam a Moisés, e todo negócio pequeno julgavam eles.

18-27 - Então, despediu Moisés o seu sogro, o qual se foi à sua terra.

19-1 - Ao terceiro mês da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no mesmo dia, vieram ao deserto do Sinai.

19-2 - Tendo partido de Refidim, vieram ao deserto do Sinai e acamparam-se no deserto; Israel, pois, ali acampou-se defronte do monte.

19-3 - E subiu Moisés a Deus, e o SENHOR o chamou do monte, dizendo: Assim falarás à casa de Jacó e anunciarás aos filhos de Israel:

19-4 - Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim;

19-5 - agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu concerto, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha.

19-6 - E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel.

19-7 - E veio Moisés, e chamou os anciãos do povo, e expôs diante deles todas estas palavras que o SENHOR lhe tinha ordenado.

19-8 - Então, todo o povo respondeu a uma voz e disse: Tudo o que o SENHOR tem falado faremos. E relatou Moisés ao SENHOR as palavras do povo.

19-9 - E disse o SENHOR a Moisés: Eis que eu virei a ti numa nuvem espessa, para que o povo ouça, falando eu contigo, e para que também te creiam eternamente. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do seu povo ao SENHOR.

19-10 - Disse também o SENHOR a Moisés: Vai ao povo e santifica-os hoje e amanhã, e lavem eles as suas vestes

19-11 - e estejam prontos para o terceiro dia; porquanto, no terceiro dia, o SENHOR descerá diante dos olhos de todo o povo sobre o monte Sinai.

19-12 - E marcarás limites ao povo em redor, dizendo: Guardai-vos, que não subais o monte nem toqueis o seu termo; todo aquele que tocar o monte certamente morrerá.

19-13 - Nenhuma mão tocará nele; porque certamente será apedrejado ou asseteado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá; soando a buzina longamente, então, subirão o monte.

19-14 - Então, Moisés desceu do monte ao povo e santificou o povo; e lavaram as suas vestes.

19-15 - E disse ao povo: Estai prontos ao terceiro dia; e não chegueis a mulher.

19-16 - E aconteceu ao terceiro dia, ao amanhecer, que houve trovões e relâmpagos sobre o monte, e uma espessa nuvem, e um sonido de buzina mui forte, de maneira que estremeceu todo o povo que estava no arraial.

19-17 - E Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte.

19-18 - E todo o monte Sinai fumegava, porque o SENHOR descera sobre ele em fogo; e a sua fumaça subia como fumaça de um forno, e todo o monte tremia grandemente.

19-19 - E o sonido da buzina ia crescendo em grande maneira; Moisés falava, e Deus lhe respondia em voz alta.

19-20 - E, descendo o SENHOR sobre o monte Sinai, sobre o cume do monte, chamou o SENHOR a Moisés ao cume do monte; e Moisés subiu.

19-21 - E disse o SENHOR a Moisés: Desce, protesta ao povo que não traspasse o termo para ver o SENHOR, a fim de muitos deles não perecerem.

19-22 - E também os sacerdotes, que se chegam ao SENHOR, se hão de santificar, para que o SENHOR não se lance sobre eles.

19-23 - Então, disse Moisés ao SENHOR: O povo não poderá subir o monte Sinai, porque tu nos tens protestado, dizendo: Marca termos ao monte e santifica-o.

19-24 - E disse-lhe o SENHOR: Vai, desce; depois, subirás tu, e Arão contigo; os sacerdotes, porém, e o povo não traspassem o termo para subir ao SENHOR, para que não se lance sobre eles.

19-25 - Então, Moisés desceu ao povo e disse-lhes isto.

20-1 - Então, falou Deus todas estas palavras, dizendo:

20-2 - Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.

20-3 - Não terás outros deuses diante de mim.

20-4 - Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.

20-5 - Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem

20-6 - e faço misericórdia em milhares aos que me amam e guardam os meus mandamentos.

20-7 - Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.

20-8 - Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.

20-9 - Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra,

20-10 - mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas.

20-11 - Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o SENHOR o dia do sábado e o santificou.

20-12 - Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.

20-13 - Não matarás.

20-14 - Não adulterarás.

20-15 - Não furtarás.

20-16 - Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

20-17 - Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

20-18 - E todo o povo viu os trovões, e os relâmpagos, e o sonido da buzina, e o monte fumegando; e o povo, vendo isso, retirou-se e pôs-se de longe.

20-19 - E disseram a Moisés: Fala tu conosco, e ouviremos; e não fale Deus conosco, para que não morramos.

20-20 - E disse Moisés ao povo: Não temais, que Deus veio para provar-vos e para que o seu temor esteja diante de vós, para que não pequeis.

20-21 - E o povo estava em pé de longe; Moisés, porém, se chegou à escuridade, onde Deus estava.

20-22 - Então, disse o SENHOR a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: Vós tendes visto que eu falei convosco desde os céus.

20-23 - Não fareis outros deuses comigo; deuses de prata ou deuses de ouro não fareis para vós.

20-24 - Um altar de terra me farás e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos, e as tuas ofertas pacíficas, e as tuas ovelhas, e as tuas vacas; em todo lugar onde eu fizer celebrar a memória do meu nome, virei a ti e te abençoarei.

20-25 - E, se me fizeres um altar de pedras, não o farás de pedras lavradas; se sobre ele levantares o teu buril, profaná-lo-ás.

20-26 - Não subirás também por degraus ao meu altar, para que a tua nudez não seja descoberta diante deles.

21-1 - Estes são os estatutos que lhes proporás:

21-2 - Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas, ao sétimo, sairá forro, de graça.

21-3 - Se entrou só com o seu corpo, só com o seu corpo sairá; se ele era homem casado, sairá sua mulher com ele.

21-4 - Se seu senhor lhe houver dado uma mulher, e ela lhe houver dado filhos ou filhas, a mulher e seus filhos serão de seu senhor, e ele sairá só com seu corpo.

21-5 - Mas, se aquele servo expressamente disser: Eu amo a meu senhor, e a minha mulher, e a meus filhos, não quero sair forro,

21-6 - então, seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta, ou ao postigo, e seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e o servirá para sempre.

21-7 - E, se algum vender sua filha por serva, não sairá como saem os servos.

21-8 - Se desagradar aos olhos de seu senhor, e não se desposar com ela, fará que se resgate; não poderá vendê-la a um povo estranho, usando deslealmente com ela.

21-9 - Mas, se a desposar com seu filho, fará com ela conforme o direito das filhas.

21-10 - Se lhe tomar outra, não diminuirá o mantimento desta, nem a sua veste, nem a sua obrigação marital.

21-11 - E, se lhe não fizer estas três coisas, sairá de graça, sem dar dinheiro.

21-12 - Quem ferir alguém, que morra, ele também certamente morrerá;

21-13 - porém, se lhe não armou ciladas, mas Deus o fez encontrar nas suas mãos, ordenar-te-ei um lugar para onde ele fugirá.

21-14 - Mas, se alguém se ensoberbecer contra o seu próximo, matando-o com engano, tirá-lo-ás do meu altar para que morra.

21-15 - O que ferir a seu pai ou a sua mãe certamente morrerá.

21-16 - E quem furtar algum homem e o vender, ou for achado na sua mão, certamente morrerá.

21-17 - E quem amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe certamente morrerá.

21-18 - E, se alguns homens pelejarem, ferindo um ao outro com pedra ou com o punho, e este não morrer, mas cair na cama;

21-19 - se ele tornar a levantar-se e andar fora sobre o seu bordão, então, aquele que o feriu será absolvido; somente lhe pagará o tempo que perdera e o fará curar totalmente.

21-20 - Se alguém ferir a seu servo ou a sua serva com vara, e morrerem debaixo da sua mão, certamente será castigado;

21-21 - porém, se ficarem vivos por um ou dois dias, não será castigado, porque é seu dinheiro.

21-22 - Se alguns homens pelejarem, e ferirem uma mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém se não houver morte, certamente aquele que feriu será multado conforme o que lhe impuser o marido da mulher e pagará diante dos juízes.

21-23 - Mas, se houver morte, então, darás vida por vida,

21-24 - olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé,

21-25 - queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe.

21-26 - E, quando alguém ferir o olho do seu servo ou o olho da sua serva e o danificar, o deixará ir forro pelo seu olho.

21-27 - E, se tirar o dente do seu servo ou o dente da sua serva, o deixará ir forro pelo seu dente.

21-28 - E, se algum boi escornar homem ou mulher, que morra, o boi será apedrejado certamente, e a sua carne se não comerá; mas o dono do boi será absolvido.

21-29 - Mas, se o boi dantes era escornador, e o seu dono foi conhecedor disso e não o guardou, matando homem ou mulher, o boi será apedrejado, e também o seu dono morrerá.

21-30 - Se lhe for imposto resgate, então, dará como resgate da sua vida tudo quanto lhe for imposto,

21-31 - quer tenha escornado um filho, quer tenha escornado uma filha; conforme a este estatuto lhe será feito.

21-32 - Se o boi escornar um servo, ou uma serva, dar-se-ão trinta siclos de prata ao seu senhor, e o boi será apedrejado.

21-33 - Se alguém abrir uma cova ou se alguém cavar uma cova e não a cobrir, e nela cair um boi ou jumento,

21-34 - o dono da cova o pagará, ao seu dono o dinheiro restituirá; mas o morto será seu.

21-35 - Se o boi de alguém ferir de morte o boi do seu próximo, então, se venderá o boi vivo, e o dinheiro dele se repartirá igualmente, e também o morto se repartirá igualmente.

21-36 - Mas, se foi notório que aquele boi dantes era escornador, e seu dono não o guardou, certamente pagará boi por boi; porém o morto será seu.

22-1 - Se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois; e pela ovelha, quatro ovelhas.

22-2 - Se o ladrão for achado a minar, e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue.

22-3 - Se o sol houver saído sobre ele, será culpado do sangue. O ladrão fará restituição total; e se não tiver com que pagar, será vendido por seu furto.

22-4 - Se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, ou jumento, ou ovelha, pagará o dobro.

22-5 - Se alguém fizer pastar o seu animal num campo ou numa vinha e o largar para comer no campo de outro, o melhor do seu próprio campo e o melhor da sua própria vinha restituirá.

22-6 - Se rebentar um fogo, e pegar aos espinhos, e abrasar a meda de trigo, ou a seara, ou o campo, aquele que acendeu o fogo pagará totalmente o queimado.

22-7 - Se alguém der prata ou objetos ao seu próximo a guardar, e isso for furtado da casa daquele homem, se o ladrão se achar, pagará o dobro.

22-8 - Se o ladrão não se achar, então, o dono da casa será levado diante dos juízes, a ver se não meteu a sua mão na fazenda do seu próximo.

22-9 - Sobre todo negócio de injustiça, sobre boi, sobre jumento, sobre gado miúdo, sobre veste, sobre toda coisa perdida, de que alguém disser que é sua, a causa de ambos virá perante os juízes; aquele a quem condenarem os juízes o pagará em dobro ao seu próximo.

22-10 - Se alguém der a seu próximo a guardar um jumento, ou boi, ou ovelha, ou algum animal, e morrer, ou for dilacerado, ou afugentado, ninguém o vendo,

22-11 - então, haverá juramento do SENHOR entre ambos, de que não meteu a sua mão na fazenda do seu próximo; e seu dono o aceitará, e o outro não o restituirá.

22-12 - Mas, se lhe for furtado, o pagará ao seu dono.

22-13 - Porém, se lhe for dilacerado, trá-lo-á em testemunho disso e não pagará o dilacerado.

22-14 - E, se alguém a seu próximo pedir alguma coisa, e for danificada ou morta, não estando presente o seu dono, certamente a restituirá.

22-15 - Se o seu dono esteve presente, não a restituirá; se foi alugada, será pelo seu aluguel.

22-16 - Se alguém enganar alguma virgem, que não for desposada, e se deitar com ela, certamente a dotará por sua mulher.

22-17 - Se seu pai inteiramente recusar dar-lha, dará dinheiro conforme ao dote das virgens.

22-18 - A feiticeira não deixarás viver.

22-19 - Todo aquele que se deitar com animal certamente morrerá.

22-20 - O que sacrificar aos deuses e não só ao SENHOR será morto.

22-21 - O estrangeiro não afligirás, nem o oprimirás; pois estrangeiros fostes na terra do Egito.

22-22 - A nenhuma viúva nem órfão afligireis.

22-23 - Se de alguma maneira os afligirdes, e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor,

22-24 - e a minha ira se acenderá, e vos matarei à espada; e vossas mulheres ficarão viúvas, e vossos filhos, órfãos.

22-25 - Se emprestares dinheiro ao meu povo, ao pobre que está contigo, não te haverás com ele como um usurário; não lhe imporás usura.

22-26 - Se tomares em penhor a veste do teu próximo, lho restituirás antes do pôr-do-sol,

22-27 - porque aquela é a sua cobertura e a veste da sua pele; em que se deitaria? Será, pois, que, quando clamar a mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso.

22-28 - Os juízes não amaldiçoarás e o príncipe dentre o teu povo não maldirás.

22-29 - As tuas primícias e os teus licores não retardarás; o primogênito de teus filhos me darás.

22-30 - Assim farás dos teus bois e das tuas ovelhas; sete dias estarão com sua mãe, e ao oitavo dia mos darás.

22-31 - E ser-me-eis homens santos; portanto, não comereis carne despedaçada no campo; aos cães a lançareis.

23-1 - Não admitirás falso rumor e não porás a tua mão com o ímpio, para seres testemunha falsa.

23-2 - Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda falarás, tomando parte com o maior número para torcer o direito.

23-3 - Nem ao pobre favorecerás na sua demanda.

23-4 - Se encontrares o boi do teu inimigo ou o seu jumento, desgarrado, sem falta lho reconduzirás.

23-5 - Se vires o jumento daquele que te aborrece deitado debaixo da sua carga, deixarás, pois, de ajudá-lo? Certamente o ajudarás juntamente com ele.

23-6 - Não perverterás o direito do teu pobre na sua demanda.

23-7 - De palavras de falsidade te afastarás e não matarás o inocente e o justo; porque não justificarei o ímpio.

23-8 - Também presente não tomarás; porque o presente cega os que têm vista e perverte as palavras dos justos.

23-9 - Também não oprimirás o estrangeiro; porque vós conheceis o coração do estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito.

23-10 - Também seis anos semearás tua terra e recolherás os seus frutos;

23-11 - mas, ao sétimo, a soltarás e deixarás descansar, para que possam comer os pobres do teu povo, e do sobejo comam os animais do campo. Assim farás com a tua vinha e com o teu olival.

23-12 - Seis dias farás os teus negócios; mas, ao sétimo dia, descansarás; para que descanse o teu boi e o teu jumento; e para que tome alento o filho da tua escrava e o estrangeiro.

23-13 - E, em tudo que vos tenho dito, guardai-vos; e do nome de outros deuses nem vos lembreis, nem se ouça da vossa boca.

23-14 - Três vezes no ano me celebrareis festa.

23-15 - A Festa dos Pães Asmos guardarás; sete dias comerás pães asmos, como te tenho ordenado, ao tempo apontado no mês de abibe; porque nele saíste do Egito; ninguém apareça vazio perante mim;

23-16 - e a Festa da Sega dos primeiros frutos do teu trabalho, que houveres semeado no campo, e a Festa da Colheita à saída do ano, quando tiveres colhido do campo o teu trabalho.

23-17 - Três vezes no ano todos os teus varões aparecerão diante do SENHOR.

23-18 - Não oferecerás o sangue do meu sacrifício com pão levedado; nem ficará a gordura da minha festa de noite até de manhã.

23-19 - As primícias, os primeiros frutos da tua terra, trarás à casa do SENHOR, teu Deus; não cozerás o cabrito no leite de sua mãe.

23-20 - Eis que eu envio um Anjo diante de ti, para que te guarde neste caminho e te leve ao lugar que te tenho aparelhado.

23-21 - Guarda-te diante dele, e ouve a sua voz, e não o provoques à ira; porque não perdoará a vossa rebelião; porque o meu nome está nele.

23-22 - Mas, se diligentemente ouvires a sua voz e fizeres tudo o que eu disser, então, serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários.

23-23 - Porque o meu Anjo irá diante de ti e te levará aos amorreus, e aos heteus, e aos ferezeus, e aos cananeus, e aos heveus, e aos jebuseus; e eu os destruirei.

23-24 - Não te inclinarás diante dos seus deuses, nem os servirás, nem farás conforme as suas obras; antes, os destruirás totalmente e quebrarás de todo as suas estátuas.

23-25 - E servireis ao SENHOR, vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de ti as enfermidades.

23-26 - Não haverá alguma que aborte, nem estéril na tua terra; o número dos teus dias cumprirei.

23-27 - Enviarei o meu terror diante de ti, desconcertando a todo o povo aonde entrares, e farei que todos os teus inimigos te virem as costas.

23-28 - Também enviarei vespões diante de ti, que lancem fora os heveus, os cananeus e os heteus de diante de ti.

23-29 - Num só ano os não lançarei fora diante de ti, para que a terra se não torne em deserto, e as feras do campo se não multipliquem contra ti.

23-30 - Pouco a pouco os lançarei de diante de ti, até que sejas multiplicado e possuas a terra por herança.

23-31 - E porei os teus termos desde o mar Vermelho até ao mar dos filisteus, e desde o deserto até ao rio; porque darei nas tuas mãos os moradores da terra, para que os lances fora de diante de ti.

23-32 - Não farás concerto algum com eles ou com os seus deuses.

23-33 - Na tua terra não habitarão, para que não te façam pecar contra mim; se servires aos seus deuses, certamente será um laço para ti.

24-1 - Depois, disse a Moisés: Sobe ao SENHOR, tu e Arão, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel; e inclinai-vos de longe.

24-2 - E só Moisés se chegará ao SENHOR; mas eles não se cheguem, nem o povo suba com ele.

24-3 - Vindo, pois, Moisés e contando ao povo todas as palavras do SENHOR e todos os estatutos, então, o povo respondeu a uma voz. E disseram: Todas as palavras que o SENHOR tem falado faremos.

24-4 - E Moisés escreveu todas as palavras do SENHOR, e levantou-se pela manhã de madrugada, e edificou um altar ao pé do monte e doze monumentos, segundo as doze tribos de Israel;

24-5 - e enviou certos jovens dos filhos de Israel, os quais ofereceram holocaustos e sacrificaram ao SENHOR sacrifícios pacíficos de bezerros.

24-6 - E Moisés tomou a metade do sangue e a pôs em bacias; e a outra metade do sangue espargiu sobre o altar.

24-7 - E tomou o livro do concerto e o leu aos ouvidos do povo, e eles disseram: Tudo o que o SENHOR tem falado faremos e obedeceremos.

24-8 - Então, tomou Moisés aquele sangue, e o espargiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue do concerto que o SENHOR tem feito convosco sobre todas estas palavras.

24-9 - E subiram Moisés e Arão, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel,

24-10 - e viram o Deus de Israel, e debaixo de seus pés havia como uma obra de pedra de safira e como o parecer do céu na sua claridade.

24-11 - Porém ele não estendeu a sua mão sobre os escolhidos dos filhos de Israel; mas viram a Deus, e comeram, e beberam.

24-12 - Então, disse o SENHOR a Moisés: Sobe a mim, ao monte, e fica lá; e dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que tenho escrito, para os ensinares.

24-13 - E levantou-se Moisés com Josué, seu servidor; e subiu Moisés o monte de Deus.

24-14 - E disse aos anciãos: Esperai-nos aqui, até que tornemos a vós; e eis que Arão e Hur ficam convosco; quem tiver algum negócio se chegará a eles.

24-15 - E, subindo Moisés o monte, a nuvem cobriu o monte.

24-16 - E habitava a glória do SENHOR sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; e, ao sétimo dia, chamou o SENHOR a Moisés do meio da nuvem.

24-17 - E o aspecto da glória do SENHOR era como um fogo consumidor no cume do monte aos olhos dos filhos de Israel.

24-18 - E Moisés entrou no meio da nuvem, depois que subiu o monte; e Moisés esteve no monte quarenta dias e quarenta noites.

25-1 - Então, falou o SENHOR a Moisés, dizendo:

25-2 - Fala aos filhos de Israel que me tragam uma oferta alçada; de todo homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta alçada.

25-3 - E esta é a oferta alçada que tomareis deles: ouro, e prata, e cobre,

25-4 - e pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pêlos de cabras,

25-5 - e peles de carneiros tintas de vermelho, e peles de texugos, e madeira de cetim,

25-6 - e azeite para a luz, e especiarias para o óleo da unção, e especiarias para o incenso,

25-7 - e pedras sardônicas, e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral.

25-8 - E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.

25-9 - Conforme tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis.

25-10 - Também farão uma arca de madeira de cetim; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura, de um côvado e meio, e de um côvado e meio, a sua altura.

25-11 - E cobri-la-ás de ouro puro; por dentro e por fora a cobrirás; e farás sobre ela uma coroa de ouro ao redor;

25-12 - e fundirás para ela quatro argolas de ouro e as porás nos quatro cantos dela: duas argolas num lado dela e duas argolas no outro lado dela.

25-13 - E farás varas de madeira de cetim, e as cobrirás com ouro,

25-14 - e meterás as varas nas argolas, aos lados da arca, para se levar com elas a arca.

25-15 - As varas estarão nas argolas da arca, e não se tirarão dela.

25-16 - Depois, porás na arca o Testemunho, que eu te darei.

25-17 - Também farás um propiciatório de ouro puro; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura, de um côvado e meio.

25-18 - Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório.

25-19 - Farás um querubim na extremidade de uma parte e o outro querubim na extremidade da outra parte; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele.

25-20 - Os querubins estenderão as suas asas por cima, cobrindo com as suas asas o propiciatório; as faces deles, uma defronte da outra; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório.

25-21 - E porás o propiciatório em cima da arca, depois que houveres posto na arca o Testemunho, que eu te darei.

25-22 - E ali virei a ti e falarei contigo de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins ( que estão sobre a arca do Testemunho ), tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel.

25-23 - Também farás uma mesa de madeira de cetim; o seu comprimento será de dois côvados, e a sua largura, de um côvado, e a sua altura, de um côvado e meio,

25-24 - e cobri-la-ás com ouro puro; também lhe farás uma coroa de ouro ao redor.

25-25 - Também lhe farás uma moldura ao redor, da largura de uma mão, e lhe farás uma coroa de ouro ao redor da moldura.

25-26 - Também lhe farás quatro argolas de ouro; e porás as argolas nos quatro cantos, que estão nos seus quatro pés.

25-27 - Defronte da moldura estarão as argolas, como lugares para os varais, para se levar a mesa.

25-28 - Farás, pois, estes varais de madeira de cetim e cobri-los-ás com ouro; e levar-se-á com eles a mesa.

25-29 - Também farás os seus pratos, e as suas colheres, e as suas cobertas, e as suas tigelas com que se hão de cobrir; de ouro puro os farás.

25-30 - E sobre a mesa porás o pão da proposição perante a minha face continuamente.

25-31 - Também farás um castiçal de ouro puro; de ouro batido se fará este castiçal; o seu pé, as suas canas, as suas copas, as suas maçãs e as suas flores serão do mesmo.

25-32 - E dos seus lados sairão seis canas: três canas do castiçal de um lado dele e três canas do castiçal do outro lado dele.

25-33 - Numa cana haverá três copos a modo de amêndoas, uma maçã e uma flor; e três copos a modo de amêndoas na outra cana, uma maçã e uma flor; assim serão as seis canas que saem do castiçal.

25-34 - Mas no castiçal mesmo haverá quatro copos a modo de amêndoas, com suas maçãs e com suas flores;

25-35 - e uma maçã debaixo de duas canas que saem dele; e ainda uma maçã debaixo de duas outras canas que saem dele; e ainda mais uma maçã debaixo de duas outras canas que saem dele: assim se fará com as seis canas que saem do castiçal.

25-36 - As suas maçãs e as suas canas serão do mesmo; tudo será de uma só peça, obra batida de ouro puro.

25-37 - Também lhe farás sete lâmpadas, as quais se acenderão para alumiar defronte dele.

25-38 - Os seus espevitadores e os seus apagadores serão de ouro puro.

25-39 - De um talento de ouro puro os farás, com todos estes utensílios.

25-40 - Atenta, pois, que o faças conforme o seu modelo, que te foi mostrado no monte.

26-1 - E o tabernáculo farás de dez cortinas de linho fino torcido, e pano azul, e púrpura, e carmesim; com querubins as farás de obra esmerada.

26-2 - O comprimento de uma cortina será de vinte e oito côvados, e a largura de uma cortina, de quatro côvados; todas estas cortinas serão de uma medida.

26-3 - Cinco cortinas se enlaçarão uma à outra; e as outras cinco cortinas se enlaçarão uma com a outra.

26-4 - E farás laçadas de pano azul na ponta de uma cortina, na extremidade, na juntura; assim também farás na ponta da extremidade da outra cortina, na segunda juntura.

26-5 - Cinqüenta laçadas farás numa cortina e outras cinqüenta laçadas farás na extremidade da cortina que está na segunda juntura; as laçadas estarão travadas uma com a outra.

26-6 - Farás também cinqüenta colchetes de ouro e ajuntarás com estes colchetes as cortinas, uma com a outra, e será um tabernáculo.

26-7 - Farás também cortinas de pêlos de cabras por tenda sobre o tabernáculo; de onze cortinas a farás.

26-8 - O comprimento de uma cortina será de trinta côvados, e a largura da mesma cortina, de quatro côvados; estas onze cortinas serão de uma medida.

26-9 - E ajuntarás cinco destas cortinas por si e as outras seis cortinas também por si: e dobrarás a sexta cortina diante da tenda.

26-10 - E farás cinqüenta laçadas na borda de uma cortina, na extremidade, na juntura, e outras cinqüenta laçadas na borda da outra cortina, na segunda juntura.

26-11 - Farás também cinqüenta colchetes de cobre e meterás os colchetes nas laçadas; e, assim, ajuntarás a tenda para que seja uma.

26-12 - E o resto que sobejar das cortinas da tenda, a metade da cortina que sobejar, penderá sobre as costas do tabernáculo.

26-13 - E um côvado de um lado e outro côvado de outro, que sobejará no comprimento das cortinas da tenda, penderá de sobejo aos lados do tabernáculo de um e de outro lado, para cobri-lo.

26-14 - Farás também à tenda uma coberta de peles de carneiro tintas de vermelho e outra coberta de peles de texugo em cima.

26-15 - Farás também as tábuas para o tabernáculo de madeira de cetim, que estarão levantadas.

26-16 - O comprimento de uma tábua será de dez côvados, e a largura de cada tábua será de um côvado e meio.

26-17 - Duas coiceiras terá cada tábua, travadas uma com a outra; assim farás com todas as tábuas do tabernáculo.

26-18 - E farás as tábuas para o tabernáculo assim: vinte tábuas para a banda do meio-dia, ao sul.

26-19 - Farás também quarenta bases de prata debaixo das vinte tábuas; duas bases debaixo de uma tábua para as suas duas coiceiras e duas bases debaixo de outra tábua para as suas duas coiceiras.

26-20 - Também haverá vinte tábuas ao outro lado do tabernáculo, para a banda do norte,

26-21 - com as suas quarenta bases de prata; duas bases debaixo de uma tábua e duas bases debaixo de outra tábua.

26-22 - E ao lado do tabernáculo para o ocidente farás seis tábuas.

26-23 - Farás também duas tábuas para os cantos do tabernáculo, de ambos os lados;

26-24 - e por baixo se ajuntarão e também em cima dele se ajuntarão numa argola. Assim se fará com as duas tábuas: ambas serão por tábuas para os dois cantos.

26-25 - Assim serão as oito tábuas com as suas bases de prata, dezesseis bases: duas bases debaixo de uma tábua e duas bases debaixo de outra tábua.

26-26 - Farás também cinco barras de madeira de cetim para as tábuas de um lado do tabernáculo

26-27 - e cinco barras para as tábuas do outro lado do tabernáculo; como também cinco barras para as tábuas do outro lado do tabernáculo, de ambas as bandas, para o ocidente.

26-28 - E a barra do meio estará no meio das tábuas, passando de uma extremidade até à outra.

26-29 - E cobrirás de ouro as tábuas e farás de ouro as suas argolas, para meter por elas as barras; também as barras cobrirás de ouro.

26-30 - Então, levantarás o tabernáculo conforme o modelo que te foi mostrado no monte.

26-31 - Depois, farás um véu de pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido; com querubins de obra prima se fará.

26-32 - E o porás sobre quatro colunas de madeira de cetim cobertas de ouro, sobre quatro bases de prata; seus colchetes serão de ouro.

26-33 - Pendurarás o véu debaixo dos colchetes e meterás a arca do Testemunho ali dentro do véu; e este véu vos fará separação entre o santuário e o lugar santíssimo.

26-34 - E porás a coberta do propiciatório sobre a arca do Testemunho no lugar santíssimo,

26-35 - e a mesa porás fora do véu, e o castiçal, defronte da mesa, ao lado do tabernáculo, para o sul; e a mesa porás à banda do norte.

26-36 - Farás também para a porta da tenda uma coberta de pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido, de obra de bordador,

26-37 - e farás para esta coberta cinco colunas de madeira de cetim, e as cobrirás de ouro; seus colchetes serão de ouro, e far-lhe-ás de fundição cinco bases de cobre.

27-1 - Farás também o altar de madeira de cetim; cinco côvados será o comprimento, e cinco côvados, a largura ( será quadrado o altar ), e três côvados, a sua altura.

27-2 - E farás as suas pontas nos seus quatro cantos; as suas pontas serão uma só peça com o mesmo, e o cobrirás de cobre.

27-3 - Far-lhe-ás também as suas caldeirinhas, para recolher a sua cinza, e as suas pás, e as suas bacias, e os seus garfos, e os seus braseiros; todos os seus utensílios farás de cobre.

27-4 - Far-lhe-ás também um crivo de cobre em forma de rede, e farás a esta rede quatro argolas de metal aos seus quatro cantos,

27-5 - e as porás dentro do cerco do altar para baixo, de maneira que a rede chegue até ao meio do altar.

27-6 - Farás também varais para o altar, varais de madeira de cetim, e os cobrirás de cobre.

27-7 - E os varais se meterão nas argolas, de maneira que os varais estejam de ambos os lados do altar quando for levado.

27-8 - Oco, de tábuas, o farás; como se te mostrou no monte, assim o farão.

27-9 - Farás também o pátio do tabernáculo; ao lado do meio-dia, para o sul, o pátio terá cortinas de linho fino torcido; o comprimento de cada lado será de cem côvados.

27-10 - Também as suas vinte colunas e as suas vinte bases serão de cobre; os colchetes das colunas e as suas faixas serão de prata.

27-11 - Assim também do lado do norte as cortinas na longura serão de cem côvados de comprimento; e as suas vinte colunas e as suas vinte bases serão de cobre; os colchetes das colunas e as suas faixas serão de prata.

27-12 - E na largura do pátio do lado do ocidente haverá cortinas de cinqüenta côvados; as suas colunas, dez, e as suas bases, dez.

27-13 - Semelhantemente, a largura do pátio do lado oriental, para o levante, será de cinqüenta côvados,

27-14 - de maneira que haja quinze côvados de cortinas de um lado; suas colunas, três, e as suas bases, três;

27-15 - e quinze côvados de cortinas do outro lado; as suas colunas, três, e as suas bases, três.

27-16 - E à porta do pátio haverá uma coberta de vinte côvados, de pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido, de obra de bordador; as suas colunas, quatro, e as suas bases, quatro.

27-17 - Todas as colunas do pátio ao redor serão cingidas de faixas de prata; os seus colchetes serão de prata, mas as suas bases, de cobre.

27-18 - O comprimento do pátio será de cem côvados, e a largura de cada banda, de cinqüenta, e a altura, de cinco côvados, de linho fino torcido; mas as suas bases serão de cobre.

27-19 - No tocante a todos os utensílios do tabernáculo em todo o seu serviço, até todos os seus pregos e todos os pregos do pátio, serão de cobre.

27-20 - Tu, pois, ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveiras, batido, para o candeeiro, para fazer arder as lâmpadas continuamente.

27-21 - Na tenda da congregação fora do véu, que está diante do Testemunho, Arão e seus filhos as porão em ordem, desde a tarde até pela manhã, perante o SENHOR; um estatuto perpétuo será este, pelas suas gerações, aos filhos de Israel.

28-1 - Depois, tu farás chegar a ti teu irmão Arão e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal, a saber: Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.

28-2 - E farás vestes santas a Arão, teu irmão, para glória e ornamento.

28-3 - Falarás também a todos os que são sábios de coração, a quem eu tenha enchido do espírito de sabedoria, que façam vestes a Arão para santificá-lo, para que me administre o ofício sacerdotal.

28-4 - Estas, pois, são as vestes que farão: um peitoral, e um éfode, e um manto, e uma túnica bordada, e uma mitra, e um cinto; farão, pois, vestes santas a Arão, teu irmão, e a seus filhos, para me administrarem o ofício sacerdotal.

28-5 - E tomarão o ouro, e o pano azul, e a púrpura, e o carmesim, e o linho fino

28-6 - e farão o éfode de ouro, e de pano azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido, de obra esmerada.

28-7 - Terá duas ombreiras que se unam às suas duas pontas, e assim se unirá.

28-8 - E o cinto de obra esmerada do éfode, que estará sobre ele, será da sua mesma obra, da mesma obra de ouro, e de pano azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido.

28-9 - E tomarás duas pedras sardônicas e lavrarás nelas os nomes dos filhos de Israel,

28-10 - seis dos seus nomes numa pedra e os outros seis nomes na outra pedra, segundo as suas gerações.

28-11 - Conforme a obra do lapidário, como o lavor de selos, lavrarás estas duas pedras, com os nomes dos filhos de Israel; engastadas ao redor em ouro as farás.

28-12 - E porás as duas pedras nas ombreiras do éfode, por pedras de memória para os filhos de Israel; e Arão levará os seus nomes sobre ambos os seus ombros, para memória diante do SENHOR.

28-13 - Farás também engastes de ouro

28-14 - e duas cadeiazinhas de ouro puro; de igual medida, de obra de fieira as farás; e as cadeiazinhas de fieira porás nos engastes.

28-15 - Farás também o peitoral do juízo de obra esmerada, conforme a obra do éfode o farás; de ouro, e de pano azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido o farás.

28-16 - Quadrado e dobrado, será de um palmo o seu comprimento, e de um palmo, a sua largura;

28-17 - e o encherás de pedras de engaste, com quatro ordens de pedras: a ordem de um sárdio, de um topázio e de um carbúnculo; esta será a primeira ordem;

28-18 - e a segunda ordem será de uma esmeralda, de uma safira e de um diamante;

28-19 - e a terceira ordem será de um jacinto, de uma ágata e de uma ametista;

28-20 - e a quarta ordem será de uma turquesa, de uma sardônica e de um jaspe; engastadas em ouro serão nos seus engastes.

28-21 - E serão aquelas pedras segundo os nomes dos filhos de Israel, doze, segundo os seus nomes; serão esculpidas como selos, cada uma com o seu nome, para as doze tribos.

28-22 - Também farás para o peitoral cadeiazinhas de igual medida da obra de trança de ouro puro.

28-23 - Também farás para o peitoral dois anéis de ouro e porás os dois anéis nas extremidades do peitoral.

28-24 - Então, meterás as duas cadeiazinhas de fieira de ouro nos dois anéis, nas extremidades do peitoral;

28-25 - e as duas pontas das duas cadeiazinhas de fieira meterás nos dois engastes e as porás nas ombreiras do éfode, na frente dele.

28-26 - Farás também dois anéis de ouro e os porás nas duas extremidades do peitoral, na sua borda que estiver junto ao éfode por dentro.

28-27 - Farás também dois anéis de ouro, que porás nas duas ombreiras do éfode, abaixo, na frente dele, perto da sua juntura, sobre o cinto de obra esmerada do éfode.

28-28 - E ligarão o peitoral com os seus anéis aos anéis do éfode por cima com um cordão de pano azul, para que esteja sobre o cinto de obra esmerada do éfode; e nunca se separará o peitoral do éfode.

28-29 - Assim, Arão levará os nomes dos filhos de Israel no peitoral do juízo sobre o seu coração, quando entrar no santuário, para memória diante do SENHOR continuamente.

28-30 - Também porás no peitoral do juízo Urim e Tumim, para que estejam sobre o coração de Arão, quando entrar diante do SENHOR; assim, Arão levará o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do SENHOR continuamente.

28-31 - Também farás o manto do éfode todo de pano azul.

28-32 - E o colar da cabeça estará no meio dele; este colar terá uma borda de obra tecida ao redor; como colar de cota de malha será nele, para que se não rompa.

28-33 - E nas suas bordas farás romãs de pano azul, e de púrpura, e de carmesim, ao redor das suas bordas; e campainhas de ouro no meio delas ao redor.

28-34 - Uma campainha de ouro e uma romã, outra campainha de ouro e outra romã haverá nas bordas do manto ao redor,

28-35 - e estará sobre Arão quando ministrar, para que se ouça o seu sonido, quando entrar no santuário diante do SENHOR e quando sair, para que não morra.

28-36 - Também farás uma lâmina de ouro puro e nela gravarás à maneira de gravuras de selos: Santidade ao SENHOR.

28-37 - E atá-la-ás com um cordão de fio azul, de maneira que esteja na mitra; sobre a frente da mitra estará.

28-38 - E estará sobre a testa de Arão, para que Arão leve a iniqüidade das coisas santas, que os filhos de Israel santificarem em todas as ofertas de suas coisas santas; e estará continuamente na sua testa, para que tenham aceitação perante o SENHOR.

28-39 - Também farás a túnica de linho fino e também uma mitra de linho fino; mas o cinto farás de obra de bordador.

28-40 - Também farás túnicas aos filhos de Arão e far-lhes-ás cintos; também lhes farás tiaras, para glória e ornamento.

28-41 - E vestirás com eles a Arão, teu irmão, e também a seus filhos; e os ungirás, e os consagrarás, e os santificarás, para que me administrem o sacerdócio.

28-42 - Faze-lhes também calções de linho, para cobrirem a carne nua; serão dos lombos até às coxas.

28-43 - E estarão sobre Arão e sobre seus filhos, quando entrarem na tenda da congregação, ou quando chegarem ao altar para ministrar no santuário, para que não levem iniqüidade e morram; isto será estatuto perpétuo para ele e para a sua semente depois dele.

29-1 - Isto é o que lhes hás de fazer, para os santificar, para que me administrem o sacerdócio: Toma um novilho, e dois carneiros sem mácula,

29-2 - e pão asmo, e bolos asmos amassados com azeite, e coscorões asmos untados com azeite; com flor de farinha de trigo os farás.

29-3 - E os porás num cesto e os trarás no cesto, com o novilho e os dois carneiros.

29-4 - Então, farás chegar Arão e seus filhos à porta da tenda da congregação e os lavarás com água;

29-5 - depois, tomarás as vestes e vestirás a Arão da túnica, e do manto do éfode, e do éfode mesmo, e do peitoral; e o cingirás com o cinto de obra de artífice do éfode.

29-6 - E a mitra porás sobre a sua cabeça; a coroa da santidade porás sobre a mitra;

29-7 - e tomarás o azeite da unção e o derramarás sobre a sua cabeça; assim, o ungirás.

29-8 - Depois, farás chegar seus filhos, e lhes farás vestir túnicas,

29-9 - e os cingirás com o cinto, a Arão e a seus filhos, e lhes atarás as tiaras, para que tenham o sacerdócio por estatuto perpétuo, e sagrarás a Arão e a seus filhos.

29-10 - E farás chegar o novilho diante da tenda da congregação, e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça do novilho;

29-11 - e degolarás o novilho perante o SENHOR, à porta da tenda da congregação.

29-12 - Depois, tomarás do sangue do novilho, e o porás com o teu dedo sobre as pontas do altar, e todo o sangue restante derramarás à base do altar.

29-13 - Também tomarás toda a gordura que cobre as entranhas, e o redenho de sobre o fígado, e ambos os rins, e a gordura que houver neles e queimá-los-ás sobre o altar;

29-14 - mas a carne do novilho, e a sua pele, e o seu esterco queimarás com fogo fora do arraial; sacrifício por pecado é.

29-15 - Depois, tomarás um carneiro, e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça do carneiro,

29-16 - e degolarás o carneiro, e tomarás o seu sangue, e o espalharás sobre o altar ao redor;

29-17 - e partirás o carneiro em suas partes, e lavarás as suas entranhas e as suas pernas, e as porás sobre as suas partes e sobre a sua cabeça.

29-18 - Assim, queimarás todo o carneiro sobre o altar; é um holocausto para o SENHOR, cheiro suave, uma oferta queimada ao SENHOR.

29-19 - Depois, tomarás o outro carneiro, e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça do carneiro;

29-20 - e degolarás o carneiro, e tomarás do seu sangue, e o porás sobre a ponta da orelha direita de Arão, e sobre a ponta da orelha direita de seus filhos, como também sobre o dedo polegar da sua mão direita, e sobre o dedo polegar do seu pé direito; e o resto do sangue espalharás sobre o altar ao redor.

29-21 - Então, tomarás do sangue que estará sobre o altar e do azeite da unção e os espargirás sobre Arão e sobre as suas vestes, e sobre seus filhos, e sobre as vestes de seus filhos com ele; para que ele seja santificado, e as suas vestes, e também seus filhos, e as vestes de seus filhos com ele.

29-22 - Depois, tomarás do carneiro a gordura, e a cauda, e a gordura que cobre as entranhas, e o redenho do fígado, e ambos os rins com a gordura que houver neles, e o ombro direito, porque é carneiro das consagrações;

29-23 - e uma fogaça de pão, e um bolo de pão azeitado, e um coscorão do cesto dos pães asmos que estiverem diante do SENHOR.

29-24 - E tudo porás nas mãos de Arão e nas mãos de seus filhos; e com movimento o moverás perante o SENHOR.

29-25 - Depois, o tomarás das suas mãos e o queimarás no altar sobre o holocausto por cheiro suave perante o SENHOR; oferta queimada ao SENHOR é.

29-26 - E tomarás o peito do carneiro das consagrações, que é de Arão, e com movimento o moverás perante o SENHOR; e isto será a tua porção.

29-27 - E santificarás o peito do movimento e o ombro da oferta alçada, que foram movidos e alçados do carneiro das consagrações que for de Arão e de seus filhos,

29-28 - e será para Arão e para seus filhos por estatuto perpétuo dos filhos de Israel, porque é oferta alçada; e a oferta alçada será dos filhos de Israel; dos sacrifícios pacíficos, a sua oferta alçada será para o SENHOR.

29-29 - E as vestes santas, que são de Arão, serão de seus filhos depois dele, para serem ungidos neles e sagrados neles.

29-30 - Sete dias os vestirá aquele que de seus filhos for sacerdote em seu lugar, quando entrar na tenda da congregação para ministrar no santuário.

29-31 - E tomarás o carneiro das consagrações e cozerás a sua carne no lugar santo;

29-32 - e Arão e seus filhos comerão a carne deste carneiro e o pão que está no cesto à porta da tenda da congregação

29-33 - e comerão as coisas com que for feita expiação, para consagrá-los e para santificá-los; mas um estranho não as comerá, porque santas são.

29-34 - E se sobejar alguma coisa da carne das consagrações ou do pão até à manhã, o que sobejar queimarás com fogo; não se comerá, porque santo é.

29-35 - Assim, pois, farás a Arão e a seus filhos, conforme tudo o que eu tenho ordenado; por sete dias os sagrarás.

29-36 - Também cada dia prepararás um novilho por sacrifício pelo pecado para as expiações e purificarás o altar, fazendo expiação sobre ele; e o ungirás para santificá-lo.

29-37 - Sete dias farás expiação pelo altar e o santificarás, e o altar será santíssimo; tudo o que tocar o altar será santo.

29-38 - Isto, pois, é o que oferecereis sobre o altar: dois cordeiros de um ano cada dia continuamente.

29-39 - Um cordeiro oferecerás pela manhã e o outro cordeiro oferecerás à tardinha.

29-40 - Com um cordeiro, a décima parte de um efa de flor de farinha, misturada com a quarta parte de um him de azeite batido, e, para libação, a quarta parte de um him de vinho,

29-41 - e o outro cordeiro oferecerás à tardinha e com ele farás como com a oferta da manhã e conforme a sua libação, por cheiro suave; oferta queimada é ao SENHOR.

29-42 - Este será o holocausto contínuo por vossas gerações, à porta da tenda da congregação, perante o SENHOR, onde vos encontrarei para falar contigo ali.

29-43 - E ali virei aos filhos de Israel para que por minha glória sejam santificados.

29-44 - E santificarei a tenda da congregação e o altar; também santificarei a Arão e seus filhos, para que me administrem o sacerdócio.

29-45 - E habitarei no meio dos filhos de Israel e lhes serei por Deus,

29-46 - e saberão que eu sou o SENHOR, seu Deus, que os tenho tirado da terra do Egito, para habitar no meio deles; eu, o SENHOR, seu Deus.

30-1 - E farás um altar para queimar o incenso; de madeira de cetim o farás.

30-2 - O seu comprimento será de um côvado, e a sua largura, de um côvado; será quadrado, e de dois côvados, a sua altura; e as suas pontas farão uma só peça com ele.

30-3 - E com ouro puro o forrarás, o seu teto e as suas paredes ao redor, e as suas pontas; e lhe farás uma coroa de ouro ao redor.

30-4 - Também lhe farás duas argolas de ouro debaixo da sua coroa; aos dois lados as farás, de ambas as bandas; e serão para lugares dos varais, com que será levado.

30-5 - E os varais farás de madeira de cetim e os forrarás com ouro.

30-6 - E o porás diante do véu que está diante da arca do Testemunho, diante do propiciatório que está sobre o Testemunho, onde me ajuntarei contigo.

30-7 - E Arão sobre ele queimará o incenso das especiarias; cada manhã, quando põe em ordem as lâmpadas, o queimará.

30-8 - E, acendendo Arão as lâmpadas à tarde, o queimará; este será incenso contínuo perante o SENHOR pelas vossas gerações.

30-9 - Não oferecereis sobre ele incenso estranho, nem holocausto, nem oferta; nem tampouco derramareis sobre ele libações.

30-10 - E uma vez no ano Arão fará expiação sobre as pontas do altar com o sangue do sacrifício das expiações; uma vez no ano fará expiação sobre ele pelas vossas gerações; santíssimo é ao SENHOR.

30-11 - Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:

30-12 - Quando tomares a soma dos filhos de Israel, conforme a sua conta, cada um deles dará ao SENHOR o resgate da sua alma, quando os contares; para que não haja entre eles praga alguma, quando os contares.

30-13 - Isto dará todo aquele que passar ao arrolamento: a metade de um siclo, segundo o siclo do santuário ( este siclo é de vinte geras ); a metade de um siclo é a oferta ao SENHOR.

30-14 - Qualquer que entrar no arrolamento, de vinte anos para cima, dará a oferta ao SENHOR.

30-15 - O rico não aumentará, e o pobre não diminuirá da metade do siclo, quando derem a oferta ao SENHOR, para fazer expiação por vossas almas.

30-16 - E tomarás o dinheiro das expiações dos filhos de Israel e o darás ao serviço da tenda da congregação; e será para memória aos filhos de Israel diante do SENHOR, para fazer expiação por vossas almas.

30-17 - E falou o SENHOR a Moisés, dizendo:

30-18 - Farás também uma pia de cobre com a sua base de cobre, para lavar; e a porás entre a tenda da congregação e o altar e deitarás água nela.

30-19 - E Arão e seus filhos nela lavarão as suas mãos e os seus pés.

30-20 - Quando entrarem na tenda da congregação, lavar-se-ão com água, para que não morram, ou quando se chegarem ao altar para ministrar, para acender a oferta queimada ao SENHOR.

30-21 - Lavarão, pois, as mãos e os pés, para que não morram; e isto lhes será por estatuto perpétuo, a ele e à sua semente nas suas gerações.

30-22 - Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:

30-23 - Tu, pois, toma para ti das principais especiarias: da mais pura mirra, quinhentos siclos; e de canela aromática, a metade, a saber, duzentos e cinqüenta siclos; e de cálamo aromático, duzentos e cinqüenta siclos;

30-24 - e de cássia, quinhentos siclos, segundo o siclo do santuário; e de azeite de oliveiras, um him.

30-25 - E disto farás o azeite da santa unção, o perfume composto segundo a obra do perfumista; este será o azeite da santa unção.

30-26 - E com ele ungirás a tenda da congregação, e a arca do Testemunho,

30-27 - e a mesa com todos os seus utensílios, e o castiçal com os seus utensílios, e o altar do incenso,

30-28 - e o altar do holocausto com todos os seus utensílios, e a pia com a sua base.

30-29 - Assim, santificarás estas coisas, para que sejam santíssimas; tudo o que tocar nelas será santo.

30-30 - Também ungirás a Arão e a seus filhos e os santificarás para me administrarem o sacerdócio.

30-31 - E falarás aos filhos de Israel, dizendo: Este me será o azeite da santa unção nas vossas gerações.

30-32 - Não se ungirá com ele a carne do homem, nem fareis outro semelhante conforme a sua composição; santo é e será santo para vós.

30-33 - O homem que compuser tal perfume como este, ou que dele puser sobre um estranho, será extirpado dos seus povos.

30-34 - Disse mais o SENHOR a Moisés: Toma especiarias aromáticas, estoraque, e ônica, e gálbano; estas especiarias aromáticas e incenso puro de igual peso;

30-35 - e disto farás incenso, um perfume segundo a arte do perfumista, temperado, puro e santo;

30-36 - e dele, moendo, o pisarás, e dele porás diante do Testemunho, na tenda da congregação, onde eu virei a ti; coisa santíssima vos será.

30-37 - Porém o incenso que farás conforme a composição deste, não o fareis para vós mesmos; santo será para o SENHOR.

30-38 - O homem que fizer tal como este para cheirar será extirpado do seu povo.

31-1 - Depois, falou o SENHOR a Moisés, dizendo:

31-2 - Eis que eu tenho chamado por nome a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá,

31-3 - e o enchi do Espírito de Deus, de sabedoria, e de entendimento, e de ciência em todo artifício,

31-4 - para inventar invenções, e trabalhar em ouro, e em prata, e em cobre,

31-5 - e em lavramento de pedras para engastar, e em artifício de madeira, para trabalhar em todo lavor.

31-6 - E eis que eu tenho posto com ele a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, e tenho dado sabedoria ao coração de todo aquele que é sábio de coração, para que façam tudo o que te tenho ordenado,

31-7 - a saber, a tenda da congregação, e a arca do Testemunho, e o propiciatório que estará sobre ela, e todos os móveis da tenda;

31-8 - e a mesa com os seus utensílios, e o castiçal puro com todos os seus utensílios, e o altar do incenso;

31-9 - e o altar do holocausto com todos os seus utensílios e a pia com a sua base;

31-10 - e as vestes do ministério, e as vestes santas de Arão, o sacerdote, e as vestes de seus filhos, para administrarem o sacerdócio;

31-11 - e o azeite da unção e o incenso aromático para o santuário; farão conforme tudo que te tenho mandado.

31-12 - Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:

31-13 - Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados, porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica.

31-14 - Portanto, guardareis o sábado, porque santo é para vós; aquele que o profanar certamente morrerá; porque qualquer que nele fizer alguma obra, aquela alma será extirpada do meio do seu povo.

31-15 - Seis dias se fará obra, porém o sétimo dia é o sábado do descanso, santo ao SENHOR; qualquer que no dia do sábado fizer obra, certamente morrerá.

31-16 - Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando o sábado nas suas gerações por concerto perpétuo.

31-17 - Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e restaurou-se.

31-18 - E deu a Moisés ( quando acabou de falar com ele no monte Sinai ) as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus.

32-1 - Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, ajuntou-se o povo a Arão e disseram-lhe: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu.

32-2 - E Arão lhes disse: Arrancai os pendentes de ouro que estão nas orelhas de vossas mulheres, e de vossos filhos, e de vossas filhas e trazei-mos.

32-3 - Então, todo o povo arrancou os pendentes de ouro que estavam nas suas orelhas, e os trouxeram a Arão,

32-4 - e ele os tomou das suas mãos, e formou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então, disseram: Estes são teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito.

32-5 - E Arão, vendo isto, edificou um altar diante dele; e Arão apregoou e disse: Amanhã será festa ao SENHOR.

32-6 - E, no dia seguinte, madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se a comer e a beber; depois, levantaram-se a folgar.

32-7 - Então, disse o SENHOR a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egito, se tem corrompido,

32-8 - e depressa se tem desviado do caminho que eu lhes tinha ordenado; fizeram para si um bezerro de fundição, e perante ele se inclinaram, e sacrificaram-lhe, e disseram: Estes são os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito.

32-9 - Disse mais o SENHOR a Moisés: Tenho visto a este povo, e eis que é povo obstinado.

32-10 - Agora, pois, deixa-me, que o meu furor se acenda contra eles, e os consuma; e eu farei de ti uma grande nação.

32-11 - Porém Moisés suplicou ao SENHOR, seu Deus, e disse: Ó SENHOR, por que se acende o teu furor contra o teu povo, que tu tiraste da terra do Egito com grande força e com forte mão?

32-12 - Por que hão de falar os egípcios, dizendo: Para mal os tirou, para matá-los nos montes e para destruí-los da face da terra? Torna-te da ira do teu furor e arrepende-te deste mal contra o teu povo.

32-13 - Lembra-te de Abraão, de Isaque e de Israel, teus servos, aos quais por ti mesmo tens jurado e lhes disseste: Multiplicarei a vossa semente como as estrelas dos céus e darei à vossa semente toda esta terra, de que tenho dito, para que a possuam por herança eternamente.

32-14 - Então, o SENHOR arrependeu-se do mal que dissera que havia de fazer ao seu povo.

32-15 - E voltou Moisés, e desceu do monte com as duas tábuas do Testemunho na sua mão, tábuas escritas de ambas as bandas; de uma e de outra banda escritas estavam.

32-16 - E aquelas tábuas eram obra de Deus; também a escritura era a mesma escritura de Deus, esculpida nas tábuas.

32-17 - E, ouvindo Josué a voz do povo que jubilava, disse a Moisés: Alarido de guerra há no arraial.

32-18 - Porém ele disse: Não é alarido dos vitoriosos, nem alarido dos vencidos, mas o alarido dos que cantam eu ouço.

32-19 - E aconteceu que, chegando ele ao arraial e vendo o bezerro e as danças, acendeu-se o furor de Moisés, e arremessou as tábuas das suas mãos, e quebrou-as ao pé do monte,

32-20 - e tomou o bezerro que tinham feito, e queimou-o no fogo, moendo-o até que se tornou em pó; e o espargiu sobre as águas e deu-o a beber aos filhos de Israel.

32-21 - E Moisés disse a Arão: Que te tem feito este povo, que sobre ele trouxeste tamanho pecado?

32-22 - Então, disse Arão: Não se acenda a ira do meu senhor; tu sabes que este povo é inclinado ao mal;

32-23 - e eles me disseram: Faze-nos deuses que vão adiante de nós; porque não sabemos que sucedeu a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito.

32-24 - Então, eu lhes disse: Quem tem ouro, arranque-o; e deram-mo, e lancei-o no fogo, e saiu este bezerro.

32-25 - E, vendo Moisés que o povo estava despido, porque Arão o havia despido para vergonha entre os seus inimigos,

32-26 - pôs-se em pé Moisés na porta do arraial e disse: Quem é do SENHOR, venha a mim. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi.

32-27 - E disse-lhes: Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Cada um ponha a sua espada sobre a sua coxa; e passai e tornai pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, e cada um a seu amigo, e cada um a seu próximo.

32-28 - E os filhos de Levi fizeram conforme a palavra de Moisés; e caíram do povo, aquele dia, uns três mil homens.

32-29 - Porquanto Moisés tinha dito: Consagrai hoje as vossas mãos ao SENHOR; porquanto cada um será contra o seu filho e contra o seu irmão; e isto para ele vos dar hoje bênção.

32-30 - E aconteceu que, no dia seguinte, Moisés disse ao povo: Vós pecastes grande pecado; agora, porém, subirei ao SENHOR; porventura, farei propiciação por vosso pecado.

32-31 - Assim, tornou Moisés ao SENHOR e disse: Ora, este povo pecou pecado grande, fazendo para si deuses de ouro.

32-32 - Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito.

32-33 - Então, disse o SENHOR a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei eu do meu livro.

32-34 - Vai, pois, agora, conduze este povo para onde te tenho dito; eis que o meu Anjo irá adiante de ti; porém, no dia da minha visitação, visitarei, neles, o seu pecado.

32-35 - Assim, feriu o SENHOR o povo, porquanto fizeram o bezerro que Arão tinha feito.

33-1 - Disse mais o SENHOR a Moisés: Vai, sobe daqui, tu e o povo que fizeste subir da terra do Egito, à terra que jurei a Abraão, a Isaque e a Jacó, dizendo: À tua semente a darei.

33-2 - E enviarei um Anjo adiante de ti ( e lançarei fora os cananeus, e os amorreus, e os heteus, e os ferezeus, e os heveus, e os jebuseus ),

33-3 - a uma terra que mana leite e mel; porque eu não subirei no meio de ti, porquanto és povo obstinado, para que te não consuma eu no caminho.

33-4 - E, ouvindo o povo esta má notícia, entristeceram-se, e nenhum deles pôs sobre si os seus atavios.

33-5 - Porquanto o SENHOR tinha dito a Moisés: Dize aos filhos de Israel: Povo obstinado és; se um momento eu subir no meio de ti, te consumirei; porém agora tira de ti os teus atavios, para que eu saiba o que te hei de fazer.

33-6 - Então, os filhos de Israel se despojaram dos seus atavios, ao pé do monte Horebe.

33-7 - E tomou Moisés a tenda, e a estendeu para si fora do arraial, desviada longe do arraial, e chamou-lhe a tenda da congregação; e aconteceu que todo aquele que buscava o SENHOR saía à tenda da congregação, que estava fora do arraial.

33-8 - E aconteceu que, saindo Moisés à tenda, todo o povo se levantava, e cada um ficava em pé à porta da sua tenda; e olhavam para Moisés pelas costas, até ele entrar na tenda.

33-9 - E aconteceu que, entrando Moisés na tenda, descia a coluna de nuvem, e punha-se à porta da tenda; e o SENHOR falava com Moisés.

33-10 - E, vendo todo o povo a coluna de nuvem que estava à porta da tenda, todo o povo se levantava, e inclinavam-se cada um à porta da sua tenda.

33-11 - E falava o SENHOR a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo; depois, tornava ao arraial; mas o moço Josué, filho de Num, seu servidor, nunca se apartava do meio da tenda.

33-12 - E Moisés disse ao SENHOR: Eis que tu me dizes: Faze subir a este povo, porém não me fazes saber a quem hás de enviar comigo; e tu disseste: Conheço-te por teu nome; também achaste graça aos meus olhos.

33-13 - Agora, pois, se tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que agora me faças saber o teu caminho, e conhecer-te-ei, para que ache graça aos teus olhos; e atenta que esta nação é o teu povo.

33-14 - Disse, pois: Irá a minha presença contigo para te fazer descansar.

33-15 - Então, disse-lhe: Se a tua presença não for conosco, não nos faças subir daqui.

33-16 - Como, pois, se saberá agora que tenho achado graça aos teus olhos, eu e o teu povo? Acaso, não é por andares tu conosco, e separados seremos, eu e o teu povo, de todo o povo que há sobre a face da terra?

33-17 - Então, disse o SENHOR a Moisés: Farei também isto, que tens dito; porquanto achaste graça aos meus olhos; e te conheço por nome.

33-18 - Então, ele disse: Rogo-te que me mostres a tua glória.

33-19 - Porém ele disse: Eu farei passar toda a minha bondade por diante de ti e apregoarei o nome do SENHOR diante de ti; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem me compadecer.

33-20 - E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá.

33-21 - Disse mais o SENHOR: Eis aqui um lugar junto a mim; ali te porás sobre a penha.

33-22 - E acontecerá que, quando a minha glória passar, te porei numa fenda da penha e te cobrirei com a minha mão, até que eu haja passado.

33-23 - E, havendo eu tirado a minha mão, me verás pelas costas; mas a minha face não se verá.

34-1 - Então, disse o SENHOR a Moisés: Lavra-te duas tábuas de pedra, como as primeiras; e eu escreverei nas tábuas as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas, que tu quebraste.

34-2 - E prepara-te para amanhã, para que subas pela manhã ao monte Sinai, e ali põe-te diante de mim no cume do monte.

34-3 - E ninguém suba contigo e também ninguém apareça em todo o monte; nem ovelhas nem bois se apascentem defronte do monte.

34-4 - Então, ele lavrou duas tábuas de pedra, como as primeiras; e levantou-se Moisés pela manhã de madrugada e subiu ao monte Sinai, como o SENHOR lhe tinha ordenado; e tomou as duas tábuas de pedra na sua mão.

34-5 - E o SENHOR desceu numa nuvem e se pôs ali junto a ele; e ele apregoou o nome do SENHOR.

34-6 - Passando, pois, o SENHOR perante a sua face, clamou: JEOVÁ, o SENHOR, Deus misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade;

34-7 - que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniqüidade, e a transgressão, e o pecado; que ao culpado não tem por inocente; que visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até à terceira e quarta geração.

34-8 - E Moisés apressou-se, e inclinou a cabeça à terra, e encurvou-se,

34-9 - e disse: Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, vá agora o Senhor no meio de nós; porque este é povo obstinado; porém perdoa a nossa iniqüidade e o nosso pecado e toma-nos pela tua herança.

34-10 - Então, disse: Eis que eu faço um concerto; farei diante de todo o teu povo maravilhas que nunca foram feitas em toda a terra, nem entre gente alguma; de maneira que todo este povo, em cujo meio tu estás, veja a obra do SENHOR; porque coisa terrível é o que faço contigo.

34-11 - Guarda o que eu te ordeno hoje; eis que eu lançarei de diante de ti os amorreus, e os cananeus, e os heteus, e os ferezeus, e os heveus, e os jebuseus.

34-12 - Guarda-te que não faças concerto com os moradores da terra aonde hás de entrar; para que não seja por laço no meio de ti.

34-13 - Mas os seus altares transtornareis, e as suas estátuas quebrareis, e os seus bosques cortareis.

34-14 - Porque te não inclinarás diante de outro deus; pois o nome do SENHOR é Zeloso; Deus zeloso é ele;

34-15 - para que não faças concerto com os moradores da terra, e não se prostituam após os seus deuses, nem sacrifiquem aos seus deuses, e tu, convidado deles, comas dos seus sacrifícios,

34-16 - e tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, e suas filhas, prostituindo-se após os seus deuses, façam que também teus filhos se prostituam após os seus deuses.

34-17 - Não farás para ti deuses de fundição.

34-18 - A Festa dos Pães Asmos guardarás; sete dias comerás pães asmos, como te tenho ordenado, ao tempo apontado do mês de abibe; porque no mês de abibe saíste do Egito.

34-19 - Tudo o que abre a madre meu é; até todo o teu gado, que seja macho, abrindo a madre de vacas e de ovelhas;

34-20 - o burro, porém, que abrir a madre, resgatarás com um cordeiro; mas, se o não resgatares, cortar-lhe-ás a cabeça; todo primogênito de teus filhos resgatarás. E ninguém aparecerá vazio diante de mim.

34-21 - Seis dias trabalharás, mas, ao sétimo dia, descansarás; na aradura e na sega descansarás.

34-22 - Também guardarás a Festa das Semanas, que é a Festa das Primícias da sega do trigo, e a Festa da Colheita no fim do ano.

34-23 - Três vezes no ano, todo macho entre ti aparecerá perante o Senhor JEOVÁ, Deus de Israel;

34-24 - porque eu lançarei as nações de diante de ti e alargarei o teu termo; ninguém cobiçará a tua terra, quando subires para aparecer três vezes no ano diante do SENHOR, teu Deus.

34-25 - Não sacrificarás o sangue do meu sacrifício com pão levedado, nem o sacrifício da Festa da Páscoa ficará da noite para a manhã.

34-26 - As primícias dos primeiros frutos da tua terra trarás à casa do SENHOR, teu Deus; não cozerás o cabrito no leite de sua mãe.

34-27 - Disse mais o SENHOR a Moisés: Escreve estas palavras; porque, conforme o teor destas palavras, tenho feito concerto contigo e com Israel.

34-28 - E esteve Moisés ali com o SENHOR quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras do concerto, os dez mandamentos.

34-29 - E aconteceu que, descendo Moisés do monte Sinai ( e Moisés trazia as duas tábuas do Testemunho em sua mão, quando desceu do monte ), Moisés não sabia que a pele do seu rosto resplandecia, depois que o SENHOR falara com ele.

34-30 - Olhando, pois, Arão e todos os filhos de Israel para Moisés, eis que a pele do seu rosto resplandecia; pelo que temeram de chegar-se a ele.

34-31 - Então, Moisés os chamou, e Arão e todos os príncipes da congregação tornaram a ele; e Moisés lhes falou.

34-32 - Depois, chegaram também todos os filhos de Israel; e ele lhes ordenou tudo o que o SENHOR falara com ele no monte Sinai.

34-33 - Assim, acabou Moisés de falar com eles e tinha posto um véu sobre o seu rosto.

34-34 - Porém, entrando Moisés perante o SENHOR, para falar com ele, tirava o véu até que saía; e, saindo, falava com os filhos de Israel o que lhe era ordenado.

34-35 - Assim, pois, viam os filhos de Israel o rosto de Moisés e que resplandecia a pele do rosto de Moisés; e tornava Moisés a pôr o véu sobre o seu rosto, até que entrava para falar com ele.

35-1 - Então, fez Moisés ajuntar toda a congregação dos filhos de Israel e disse-lhes: Estas são as palavras que o SENHOR ordenou que se cumprissem.

35-2 - Seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso ao SENHOR; todo aquele que fizer obra nele morrerá.

35-3 - Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia de sábado.

35-4 - Falou mais Moisés a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: Esta é a palavra que o SENHOR ordenou, dizendo:

35-5 - Tomai, do que vós tendes, uma oferta para o SENHOR; cada um, cujo coração é voluntariamente disposto, a trará por oferta alçada ao SENHOR; ouro, e prata, e cobre,

35-6 - como também pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pêlos de cabras,

35-7 - e peles de carneiros tintas de vermelho, e peles de texugos, e madeira de cetim,

35-8 - e azeite para a luminária, e especiarias para o azeite da unção e para o incenso aromático,

35-9 - e pedras sardônicas, e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral.

35-10 - E todos os sábios de coração entre vós virão e farão tudo o que o SENHOR tem mandado:

35-11 - O tabernáculo, e a sua tenda, e a sua coberta, e os seus colchetes, e as suas tábuas, e as suas barras, e as suas colunas, e as suas bases;

35-12 - a arca e os seus varais, e o propiciatório, e o véu da coberta;

35-13 - a mesa, e os seus varais, e todos os seus utensílios, e os pães da proposição,

35-14 - e o castiçal da luminária, e os seus utensílios, e as suas lâmpadas, e o azeite para a luminária;

35-15 - e o altar do incenso, e os seus varais, e o azeite da unção, e o incenso aromático, e a coberta da porta à entrada do tabernáculo;

35-16 - o altar do holocausto, e o crivo de cobre que terá seus varais, e todos os seus utensílios, e a pia, e a sua base;

35-17 - as cortinas do pátio, e as suas colunas, e as suas bases, e a coberta da porta do pátio;

35-18 - as estacas do tabernáculo, e as estacas do pátio, e as suas cordas;

35-19 - as vestes do ministério para ministrar no santuário, e as vestes santas de Arão, o sacerdote, e as vestes de seus filhos, para administrarem o sacerdócio.

35-20 - Então, toda a congregação dos filhos de Israel saiu de diante de Moisés,

35-21 - e veio todo homem, a quem o seu coração moveu, e todo aquele cujo espírito voluntariamente o impeliu, e trouxeram a oferta alçada ao SENHOR para a obra da tenda da congregação, e para todo o seu serviço, e para as vestes santas.

35-22 - E, assim, vieram homens e mulheres, todos dispostos de coração; trouxeram fivelas, e pendentes, e anéis, e braceletes, e todo vaso de ouro; e todo homem oferecia oferta de ouro ao SENHOR;

35-23 - e todo homem que se achou com pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pêlos de cabras, e peles de carneiro tintas de vermelho, e peles de texugos, os trazia;

35-24 - todo aquele que oferecia oferta alçada de prata ou de metal, a trazia por oferta alçada ao SENHOR; e todo aquele que se achava com madeira de cetim, a trazia para toda a obra do serviço.

35-25 - E todas as mulheres sábias de coração fiavam com as mãos e traziam o fiado, o pano azul, a púrpura, o carmesim e o linho fino.

35-26 - E todas as mulheres cujo coração as moveu em sabedoria fiavam os pêlos das cabras.

35-27 - E os príncipes traziam pedras sardônicas, e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral,

35-28 - e especiarias, e azeite para a luminária, e para o óleo da unção, e para o incenso aromático.

35-29 - Todo homem e mulher, cujo coração voluntariamente se moveu a trazer alguma coisa para toda a obra que o SENHOR ordenara se fizesse pela mão de Moisés, aquilo trouxeram os filhos de Israel por oferta voluntária ao SENHOR.

35-30 - Depois, disse Moisés aos filhos de Israel: Eis que o SENHOR tem chamado por nome a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá.

35-31 - E o Espírito de Deus o encheu de sabedoria, entendimento e ciência em todo artifício,

35-32 - e para inventar invenções, para trabalhar em ouro, e em prata, e em cobre,

35-33 - e em artifício de pedras para engastar, e em artifício de madeira, para trabalhar em toda obra esmerada.

35-34 - Também lhe tem disposto o coração para ensinar a outros, a ele e a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã.

35-35 - Encheu-os de sabedoria do coração, para fazer toda obra de mestre, e a mais engenhosa, e a do bordador, em pano azul, e em púrpura, e em carmesim, e em linho fino, e a do tecelão, fazendo toda obra e inventando invenções.

36-1 - Assim, trabalharam Bezalel, e Aoliabe, e todo homem sábio de coração a quem o SENHOR dera sabedoria e inteligência, para saberem como haviam de fazer toda obra para o serviço do santuário, conforme tudo o que o SENHOR tinha ordenado.

36-2 - Porque Moisés chamara a Bezalel, e a Aoliabe, e a todo homem sábio de coração em cujo coração o SENHOR tinha dado sabedoria, isto é, a todo aquele a quem o seu coração movera que se chegasse à obra para fazê-la.

36-3 - Tomaram, pois, de diante de Moisés toda oferta alçada que trouxeram os filhos de Israel para a obra do serviço do santuário, para fazê-la; e, ainda, eles lhe traziam cada manhã oferta voluntária.

36-4 - E vieram todos os sábios que faziam toda a obra do santuário, cada um da obra que fazia,

36-5 - e falaram a Moisés, dizendo: O povo traz muito mais do que basta para o serviço da obra que o SENHOR ordenou se fizesse.

36-6 - Então, mandou Moisés que fizessem passar uma voz pelo arraial, dizendo: Nenhum homem nem mulher faça mais obra alguma para a oferta alçada do santuário. Assim, o povo foi proibido de trazer mais,

36-7 - porque tinham material bastante para toda a obra que havia de fazer-se, e ainda sobejava.

36-8 - Assim, todo sábio de coração, entre os que faziam a obra, fez o tabernáculo de dez cortinas, de linho fino torcido, e de pano azul, e de púrpura, e de carmesim, com querubins; da obra mais esmerada, as fez.

36-9 - O comprimento de uma cortina era de vinte e oito côvados, e a largura de outra cortina, de quatro côvados; todas as cortinas tinham uma mesma medida.

36-10 - E ligou cinco cortinas, uma com a outra; e outras cinco cortinas ligou uma com a outra.

36-11 - Depois, fez laçadas de fio azul na borda da última cortina do primeiro agrupamento; assim também fez na borda da primeira cortina do segundo agrupamento.

36-12 - Cinqüenta laçadas fez numa cortina e cinqüenta laçadas fez na cortina da extremidade do segundo agrupamento; estas laçadas eram contrapostas uma com a outra.

36-13 - Também fez cinqüenta colchetes de ouro e com estes colchetes uniu as cortinas uma com a outra; e foi feito, assim, um tabernáculo.

36-14 - Fez também cortinas de pêlos de cabras para a tenda sobre o tabernáculo; de onze cortinas a fez.

36-15 - O comprimento de uma cortina era de trinta côvados, e a largura de uma cortina, de quatro côvados; estas onze cortinas tinham uma mesma medida.

36-16 - E ele uniu cinco cortinas à parte, e seis cortinas à parte,

36-17 - e fez cinqüenta laçadas na borda da última cortina do agrupamento; também fez cinqüenta laçadas na borda da cortina do outro agrupamento.

36-18 - Fez também cinqüenta colchetes de metal para ajuntar a tenda, para que fosse uma.

36-19 - Fez também para a tenda uma coberta de peles de carneiros tintas de vermelho; e, por cima, uma coberta de peles de texugo.

36-20 - Também fez tábuas levantadas para o tabernáculo, de madeira de cetim.

36-21 - O comprimento de uma tábua era de dez côvados, e a largura de cada tábua era de um côvado e meio.

36-22 - Cada tábua tinha duas coiceiras, pregadas uma com a outra; assim fez com todas as tábuas do tabernáculo.

36-23 - Assim, pois, fez as tábuas para o tabernáculo; vinte tábuas para a banda do sul;

36-24 - e fez quarenta bases de prata debaixo das vinte tábuas; duas bases debaixo de uma tábua para as suas duas coiceiras e duas bases debaixo de outra tábua para as suas duas coiceiras.

36-25 - Também fez vinte tábuas ao outro lado do tabernáculo da banda do norte,

36-26 - com as suas quarenta bases de prata; duas bases debaixo de uma tábua e duas bases debaixo de outra tábua.

36-27 - E ao lado do tabernáculo para o ocidente fez seis tábuas.

36-28 - Fez também duas tábuas para os cantos do tabernáculo aos dois lados,

36-29 - as quais estavam juntas debaixo e também se ajuntavam por cima com uma argola; assim fez com elas ambas nos dois cantos.

36-30 - Assim, eram oito tábuas com as suas bases de prata, a saber, dezesseis bases; duas bases debaixo de cada tábua.

36-31 - Fez também barras de madeira de cetim; cinco para as tábuas de um lado do tabernáculo,

36-32 - e cinco barras para as tábuas do outro lado do tabernáculo; e outras cinco barras para as tábuas do tabernáculo de ambas as bandas do ocidente.

36-33 - E fez que a barra do meio passasse pelo meio das tábuas de uma extremidade até à outra.

36-34 - E cobriu as tábuas de ouro, e as suas argolas ( os lugares das barras ) fez de ouro; as barras também cobriu de ouro.

36-35 - Depois, fez o véu de pano azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido; de obra esmerada o fez, com querubins.

36-36 - E fez-lhe quatro colunas de madeira de cetim e as cobriu de ouro; e seus colchetes fez de ouro e fundiu-lhe quatro bases de prata.

36-37 - Fez também para a porta da tenda o véu de pano azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido, da obra de bordador,

36-38 - com as suas cinco colunas e os seus colchetes; e as suas cabeças e as suas molduras cobriu de ouro; e as suas cinco bases eram de cobre.

37-1 - Fez também Bezalel a arca de madeira de cetim; o seu comprimento era de dois côvados e meio; e a sua largura, de um côvado e meio; e a sua altura, de um côvado e meio.

37-2 - E cobriu-a de ouro puro por dentro e por fora; e fez-lhe uma coroa de ouro ao redor;

37-3 - e fundiu-lhe quatro argolas de ouro aos seus quatro cantos, num lado, duas, e no outro lado, duas argolas;

37-4 - e fez varais de madeira de cetim e os cobriu de ouro;

37-5 - e meteu os varais pelas argolas aos lados da arca, para levar a arca.

37-6 - Fez também de ouro puro o propiciatório; o seu comprimento era de dois côvados e meio, e a sua largura, de um côvado e meio.

37-7 - Fez também dois querubins de ouro; de obra batida os fez, às duas extremidades do propiciatório;

37-8 - um querubim a uma extremidade desta banda, e o outro querubim à outra extremidade da outra banda; do mesmo propiciatório fez sair os querubins às duas extremidades dele.

37-9 - E os querubins estendiam as asas por cima, cobrindo com as asas o propiciatório; e os seus rostos estavam defronte um do outro; o rosto dos querubins estava virado para o propiciatório.

37-10 - Fez também a mesa de madeira de cetim; o seu comprimento era de dois côvados, e a sua largura, de um côvado, e a sua altura, de um côvado e meio.

37-11 - E cobriu-a de ouro puro e fez-lhe uma coroa de ouro ao redor.

37-12 - Fez-lhe também uma moldura da largura de uma mão ao redor; e fez uma coroa de ouro ao redor da sua moldura.

37-13 - Fundiu-lhe também quatro argolas de ouro; e pôs as argolas aos quatro cantos que estavam aos seus quatro pés.

37-14 - Defronte da moldura estavam as argolas para os lugares dos varais, para levar a mesa.

37-15 - Fez também os varais de madeira de cetim e os cobriu de ouro, para levar a mesa.

37-16 - E fez de ouro puro os utensílios que haviam de estar sobre a mesa, e os seus pratos, e as suas colheres, e as suas escudelas, e as suas cobertas, com que se haviam de cobrir.

37-17 - Fez também o castiçal de ouro puro; de obra batida fez este castiçal; o seu pé, e as suas canas, e os seus copos, e as suas maçãs, e as suas flores, na mesma peça.

37-18 - Seis canas saíam dos seus lados: três canas do castiçal, de um lado dele, e três canas do castiçal, do outro lado.

37-19 - Numa cana, estavam três copos a modo de amêndoas, uma maçã e uma flor; e noutra cana, três copos a modo de amêndoas, uma maçã e uma flor; assim para as seis canas que saíam do castiçal.

37-20 - Mas no mesmo castiçal havia quatro copos a modo de amêndoas com as suas maçãs e com as suas flores.

37-21 - E era uma maçã debaixo de duas canas do mesmo; e outra maçã debaixo de outras duas canas; e mais uma maçã debaixo de outras duas canas; assim se fez para as seis canas que saíam dele.

37-22 - As suas maçãs e as suas canas formavam a mesma peça; tudo era uma obra batida de ouro puro.

37-23 - E fez-lhe sete lâmpadas; os seus espevitadores e os seus apagadores eram de ouro puro.

37-24 - De um talento de ouro puro o fez, e todos os seus utensílios.

37-25 - E fez o altar do incenso de madeira de cetim; de um côvado era o seu comprimento, e de um côvado, a sua largura, quadrado; e de dois côvados, a sua altura; dele mesmo eram feitas as suas pontas.

37-26 - E cobriu-o de ouro puro, e a sua coberta, e as suas paredes ao redor, e as suas pontas; e fez-lhe uma coroa de ouro ao redor.

37-27 - Fez-lhe também duas argolas de ouro debaixo da sua coroa, nos seus dois cantos, de ambos os seus lados, para os lugares dos varais, para levá-lo com eles.

37-28 - E os varais fez de madeira de cetim e os cobriu de ouro.

37-29 - Também fez o azeite santo da unção e o incenso aromático, puro, de obra de perfumista.

38-1 - Fez também o altar do holocausto de madeira de cetim; de cinco côvados era o seu comprimento, e de cinco côvados, a sua largura, quadrado; e de três côvados, a sua altura.

38-2 - E fez-lhe as suas pontas aos seus quatro cantos; as suas pontas formavam uma só peça com o altar; e cobriu-o de cobre.

38-3 - Fez também todos os utensílios do altar: os caldeirões, e as pás, e as bacias, e os garfos, e os braseiros; todos os seus utensílios fez de cobre.

38-4 - Fez também para o altar um crivo de cobre, de obra de rede, na sua cercadura debaixo, até ao meio dele.

38-5 - E fundiu quatro argolas às quatro extremidades do crivo de cobre, para os lugares dos varais.

38-6 - E fez os varais de madeira de cetim e os cobriu de cobre.

38-7 - E meteu os varais pelas argolas aos lados do altar, para levá-lo com eles; fê-lo oco e de tábuas.

38-8 - Fez também a pia de cobre com a sua base de cobre, dos espelhos das mulheres que se ajuntavam, ajuntando-se à porta da tenda da congregação.

38-9 - Fez também o pátio da banda do meio-dia ao sul; as cortinas do pátio eram de linho fino torcido, de cem côvados.

38-10 - As suas vinte colunas e as suas vinte bases eram de cobre; os colchetes destas colunas e as suas molduras eram de prata;

38-11 - e da banda do norte, cortinas de cem côvados; as suas vinte colunas e as suas vinte bases eram de cobre, e os colchetes das colunas e as suas molduras eram de prata.

38-12 - E da banda do ocidente, cortinas de cinqüenta côvados; as suas colunas, dez, e as suas bases, dez; os colchetes das colunas e as suas molduras eram de prata.

38-13 - E da banda oriental, ao oriente, cortinas de cinqüenta côvados.

38-14 - As cortinas desta banda da porta eram de quinze côvados; as suas colunas, três, e as suas bases, três.

38-15 - E da outra banda da porta do pátio, de ambos os lados, eram cortinas de quinze côvados; as suas colunas, três, e as suas bases, três.

38-16 - Todas as cortinas do pátio ao redor eram de linho fino torcido.

38-17 - E as bases das colunas eram de cobre; os colchetes das colunas e as suas molduras eram de prata; e a coberta das suas cabeças, de prata; e todas as colunas do pátio eram cingidas de prata.

38-18 - E a coberta da porta do pátio era de obra de bordador, de pano azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido; e o comprimento era de vinte côvados, e a altura, na largura, de cinco côvados, defronte das cortinas do pátio.

38-19 - E as suas quatro colunas e as suas quatro bases eram de cobre, os seus colchetes, de prata, e a coberta das suas cabeças e as suas molduras, de prata.

38-20 - E todas as estacas do tabernáculo e do pátio ao redor eram de cobre.

38-21 - Esta é a enumeração das coisas contadas do tabernáculo do Testemunho, que por ordem de Moisés foram contadas para o ministério dos levitas por mão de Itamar, filho de Arão, o sacerdote.

38-22 - Fez, pois, Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, tudo quanto o SENHOR tinha ordenado a Moisés.

38-23 - E com ele Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, um mestre de obra, e engenhoso artífice, e bordador em pano azul, e em púrpura, e em carmesim, e em linho fino.

38-24 - Todo o ouro gasto na obra, em toda a obra do santuário, a saber, o ouro da oferta, foram vinte e nove talentos e setecentos e trinta siclos, conforme o siclo do santuário;

38-25 - e a prata dos arrolados da congregação foram cem talentos e mil e setecentos e setenta e cinco siclos, conforme o siclo do santuário:

38-26 - Um beca para cada cabeça, isto é, meio siclo, conforme o siclo do santuário, de qualquer que passava aos arrolados, da idade de vinte anos e acima, que foram seiscentos e três mil e quinhentos e cinqüenta.

38-27 - E houve cem talentos de prata para fundir as bases do santuário e as bases do véu; para cem bases eram cem talentos: um talento para cada base.

38-28 - Mas dos mil e setecentos e setenta e cinco siclos fez os colchetes das colunas, e cobriu as suas cabeças, e as cingiu de molduras.

38-29 - E o cobre da oferta foi setenta talentos e dois mil e quatrocentos siclos.

38-30 - E dele fez as bases da porta da tenda da congregação, e o altar de cobre, e o crivo de cobre para ele, e todos os utensílios do altar,

38-31 - e as bases do pátio ao redor, e as bases da porta do pátio, e todas as estacas do tabernáculo, e todas as estacas do pátio ao redor.

39-1 - Fizeram também as vestes do ministério, para ministrar no santuário, de pano azul, e de púrpura, e de carmesim; também fizeram as vestes santas para Arão, como o SENHOR ordenara a Moisés.

39-2 - Assim, fez o éfode de ouro, de pano azul, e de púrpura, e de carmesim e de linho fino torcido.

39-3 - E estenderam as lâminas de ouro e as cortaram em fios, para entretecer entre o pano azul, e entre a púrpura, e entre o carmesim, e entre o linho fino da obra mais esmerada.

39-4 - Fizeram nele ombreiras que se ajuntassem; às suas duas pontas se ajuntavam.

39-5 - E o cinto de artifício do éfode, que estava sobre ele, era conforme a sua obra, da mesma peça, de ouro, e de pano azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido, como o SENHOR ordenara a Moisés.

39-6 - Também prepararam as pedras sardônicas, engastadas em ouro, lavradas com gravuras de selo, com os nomes dos filhos de Israel.

39-7 - E as pôs sobre as ombreiras do éfode por pedras de memória para os filhos de Israel, como o SENHOR ordenara a Moisés.

39-8 - Fez também o peitoral de obra de artífice, como a obra do éfode, de ouro, e de pano azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido.

39-9 - Quadrado era; dobrado fizeram o peitoral; o seu comprimento era de um palmo, e a sua largura, de um palmo dobrado.

39-10 - E engastaram nele quatro ordens de pedras: uma ordem de um sárdio, um topázio e um carbúnculo; esta é a primeira ordem.

39-11 - E a segunda ordem, de uma esmeralda, uma safira e um diamante;

39-12 - e a terceira ordem, de um jacinto, uma ágata e uma ametista;

39-13 - e a quarta ordem, de uma turquesa, uma sardônica e um jaspe; e todas eram engastadas nos seus engastes de ouro.

39-14 - Estas pedras, pois, eram, segundo os nomes dos filhos de Israel, doze, segundo os seus nomes; de gravura de selo, cada uma com o seu nome, segundo as doze tribos.

39-15 - Também fizeram para o peitoral cadeiazinhas de igual medida, obra de trança e de ouro puro.

39-16 - E fizeram dois engastes de ouro e duas argolas de ouro; e puseram as duas argolas nas duas extremidades do peitoral.

39-17 - E puseram as duas cadeiazinhas de trança de ouro nas duas argolas, nas duas extremidades do peitoral.

39-18 - E as outras duas pontas das duas cadeiazinhas de trança, puseram nos dois engastes; e as puseram sobre as ombreiras do éfode, defronte dele.

39-19 - Fizeram também duas argolas de ouro, que puseram nas outras duas extremidades do peitoral, na sua borda que estava junto ao éfode por dentro.

39-20 - Fizeram mais duas argolas de ouro, que puseram nas duas ombreiras do éfode, debaixo, defronte dele, defronte da sua juntura, sobre o cinto de artifício do éfode.

39-21 - E ligaram o peitoral com as suas argolas às argolas do éfode com um cordão azul, para que estivesse sobre o cinto de artifício do éfode, e o peitoral não se apartasse do éfode, como o SENHOR ordenara a Moisés.

39-22 - E fez o manto do éfode de obra tecida, todo de pano azul.

39-23 - E o colar do manto estava no meio dele, como colar de cota de malha; este colar tinha uma borda em volta, para que se não rompesse.

39-24 - E nas bordas do manto fizeram romãs de pano azul, e de púrpura, e de carmesim, a fio torcido.

39-25 - Fizeram também as campainhas de ouro puro, pondo as campainhas no meio das romãs nas bordas da capa, em roda, entre as romãs:

39-26 - Uma campainha e uma romã, outra campainha e outra romã, nas bordas do manto à roda, para ministrar, como o SENHOR ordenara a Moisés.

39-27 - Fizeram também as túnicas de linho fino, de obra tecida, para Arão e para seus filhos,

39-28 - e a mitra de linho fino, e o ornato das tiaras de linho fino, e os calções de linho fino torcido,

39-29 - e o cinto de linho fino torcido, e de fio azul, e de púrpura, e de carmesim, de obra de bordador, como o SENHOR ordenara a Moisés.

39-30 - Fizeram também a folha da coroa de santidade de ouro puro, e nela escreveram o escrito como de gravura de selo: SANTIDADE AO SENHOR.

39-31 - E ataram-na com um cordão de azul, para a atar à mitra em cima, como o SENHOR ordenara a Moisés.

39-32 - Assim, se acabou toda a obra do tabernáculo da tenda da congregação; e os filhos de Israel fizeram conforme tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés; assim o fizeram.

39-33 - Depois, trouxeram a Moisés o tabernáculo, e a tenda, e todos os seus móveis; e os seus colchetes, e as suas tábuas, e os seus varais, e as suas colunas, e as suas bases;

39-34 - e a coberta de peles de carneiro tintas de vermelho, e a coberta de peles de texugos, e o véu da coberta;

39-35 - a arca do Testemunho, e os seus varais, e o propiciatório;

39-36 - a mesa com todos os seus utensílios e os pães da proposição;

39-37 - o castiçal puro com suas lâmpadas, as lâmpadas da ordenança, e todos os seus utensílios, e o azeite para a luminária;

39-38 - também o altar de ouro, e o azeite da unção, e o incenso aromático, e a coberta da porta da tenda;

39-39 - o altar de cobre, e o seu crivo de cobre, e os seus varais, e todos os seus utensílios, e a pia, e a sua base;

39-40 - as cortinas do pátio, e as suas colunas, e as suas bases, e a coberta da porta do pátio, e as suas cordas, e os seus pregos, e todos os utensílios do serviço do tabernáculo, para a tenda da congregação;

39-41 - as vestes do ministério para ministrar no santuário; as vestes santas de Arão, o sacerdote, e as vestes dos seus filhos, para administrarem o sacerdócio.

39-42 - Conforme tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel toda a obra.

39-43 - Viu, pois, Moisés toda a obra, e eis que a tinham feito; como o SENHOR ordenara, assim a fizeram; então, Moisés os abençoou.

40-1 - Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:

40-2 - No primeiro mês, no primeiro dia do mês, levantarás o tabernáculo da tenda da congregação,

40-3 - e porás nele a arca do Testemunho, e cobrirás a arca com o véu.

40-4 - Depois, meterás nele a mesa e porás em ordem o que se deve pôr em ordem nela; também meterás nele o castiçal e acenderás as suas lâmpadas.

40-5 - E porás o altar de ouro para o incenso diante da arca do Testemunho; então, pendurarás a coberta da porta do tabernáculo.

40-6 - Porás também o altar do holocausto diante da porta do tabernáculo da tenda da congregação.

40-7 - E porás a pia entre a tenda da congregação e o altar e nela porás água.

40-8 - Depois, porás o pátio ao redor e pendurarás a coberta à porta do pátio.

40-9 - Então, tomarás o azeite da unção e ungirás o tabernáculo e tudo o que há nele; e o santificarás com todos os seus móveis, e será santo.

40-10 - Ungirás também o altar do holocausto e a todos os seus utensílios e santificarás o altar; e o altar será uma coisa santíssima.

40-11 - Então, ungirás a pia e a sua base e a santificarás.

40-12 - Farás também chegar Arão e seus filhos à porta da tenda da congregação e os lavarás com água.

40-13 - E vestirás a Arão as vestes santas, e o ungirás, e o santificarás, para que me administre o sacerdócio.

40-14 - Também farás chegar seus filhos, e lhes vestirás as túnicas,

40-15 - e os ungirás como ungiste a seu pai, para que me administrem o sacerdócio; e a sua unção lhes será por sacerdócio perpétuo nas suas gerações.

40-16 - E fê-lo Moisés; conforme tudo o que o SENHOR lhe ordenou, assim o fez.

40-17 - E aconteceu no mês primeiro, no ano segundo, ao primeiro do mês, que o tabernáculo foi levantado;

40-18 - porque Moisés levantou o tabernáculo, e pôs as suas bases, e armou as suas tábuas, e meteu nele os seus varais, e levantou as suas colunas;

40-19 - e estendeu a tenda sobre o tabernáculo, e pôs a coberta da tenda sobre ela, em cima, como o SENHOR ordenara a Moisés.

40-20 - E tomou o Testemunho, e pô-lo na arca, e meteu os varais à arca; e pôs o propiciatório sobre a arca, em cima.

40-21 - E levou a arca ao tabernáculo, e pendurou o véu da cobertura, e cobriu a arca do Testemunho, como o SENHOR ordenara a Moisés.

40-22 - Pôs também a mesa na tenda da congregação, ao lado do tabernáculo para o norte, fora do véu.

40-23 - E sobre ela pôs em ordem o pão perante o SENHOR, como o SENHOR ordenara a Moisés.

40-24 - Pôs também na tenda da congregação o castiçal defronte da mesa, ao lado do tabernáculo para o sul,

40-25 - e acendeu as lâmpadas perante o SENHOR, como o SENHOR ordenara a Moisés.

40-26 - E pôs o altar de ouro na tenda da congregação, diante do véu.

40-27 - E acendeu sobre ele o incenso de especiarias aromáticas, como o SENHOR ordenara a Moisés.

40-28 - Pendurou também a coberta da porta do tabernáculo,

40-29 - e pôs o altar do holocausto à porta do tabernáculo da tenda da congregação, e ofereceu sobre ele holocausto e oferta de manjares, como o SENHOR ordenara a Moisés.

40-30 - Pôs também a pia entre a tenda da congregação e o altar e derramou água nela, para lavar.

40-31 - E Moisés, e Arão, e seus filhos, lavaram nela as mãos e os pés.

40-32 - Quando entravam na tenda da congregação e quando chegavam ao altar, lavavam-se, como o SENHOR ordenara a Moisés.

40-33 - Levantou também o pátio ao redor do tabernáculo e do altar e pendurou a coberta da porta do pátio. Assim, Moisés acabou a obra.

40-34 - Então, a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do SENHOR encheu o tabernáculo,

40-35 - de maneira que Moisés não podia entrar na tenda da congregação, porquanto a nuvem ficava sobre ela, e a glória do SENHOR enchia o tabernáculo.

40-36 - Quando, pois, a nuvem se levantava de sobre o tabernáculo, então, os filhos de Israel caminhavam em todas as suas jornadas.

40-37 - Se a nuvem, porém, não se levantava, não caminhavam até ao dia em que ela se levantava;

40-38 - porquanto a nuvem do SENHOR estava de dia sobre o tabernáculo, e o fogo estava de noite sobre ele, perante os olhos de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas.