A Bíblia - ON LINE - Gênesis - GN

1-1 - No princípio, criou Deus os céus e a terra.

1-2 - E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.

1-3 - E disse Deus: Haja luz. E houve luz.

1-4 - E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.

1-5 - E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã: o dia primeiro.

1-6 - E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas.

1-7 - E fez Deus a expansão e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão. E assim foi.

1-8 - E chamou Deus à expansão Céus; e foi a tarde e a manhã: o dia segundo.

1-9 - E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca. E assim foi.

1-10 - E chamou Deus à porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares. E viu Deus que era bom.

1-11 - E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nela sobre a terra. E assim foi.

1-12 - E a terra produziu erva, erva dando semente conforme a sua espécie e árvore frutífera, cuja semente está nela conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom.

1-13 - E foi a tarde e a manhã: o dia terceiro.

1-14 - E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos.

1-15 - E sejam para luminares na expansão dos céus, para alumiar a terra. E assim foi.

1-16 - E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas.

1-17 - E Deus os pôs na expansão dos céus para alumiar a terra,

1-18 - e para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que era bom.

1-19 - E foi a tarde e a manhã: o dia quarto.

1-20 - E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus.

1-21 - E Deus criou as grandes baleias, e todo réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies, e toda ave de asas conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom.

1-22 - E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra.

1-23 - E foi a tarde e a manhã: o dia quinto.

1-24 - E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis, e bestas-feras da terra conforme a sua espécie. E assim foi.

1-25 - E fez Deus as bestas-feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom.

1-26 - E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra.

1-27 - E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.

1-28 - E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.

1-29 - E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda erva que dá semente e que está sobre a face de toda a terra e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente; ser-vos-ão para mantimento.

1-30 - E a todo animal da terra, e a toda ave dos céus, e a todo réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde lhes será para mantimento. E assim foi.

1-31 - E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã: o dia sexto.

2-1 - Assim, os céus, e a terra, e todo o seu exército foram acabados.

2-2 - E, havendo Deus acabado no dia sétimo a sua obra, que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito.

2-3 - E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra, que Deus criara e fizera.

2-4 - Estas são as origens dos céus e da terra, quando foram criados; no dia em que o SENHOR Deus fez a terra e os céus.

2-5 - Toda planta do campo ainda não estava na terra, e toda erva do campo ainda não brotava; porque ainda o SENHOR Deus não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para lavrar a terra.

2-6 - Um vapor, porém, subia da terra e regava toda a face da terra.

2-7 - E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.

2-8 - E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, da banda do Oriente, e pôs ali o homem que tinha formado.

2-9 - E o SENHOR Deus fez brotar da terra toda árvore agradável à vista e boa para comida, e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore da ciência do bem e do mal.

2-10 - E saía um rio do Éden para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços.

2-11 - O nome do primeiro é Pisom; este é o que rodeia toda a terra de Havilá, onde há ouro.

2-12 - E o ouro dessa terra é bom; ali há o bdélio e a pedra sardônica.

2-13 - E o nome do segundo rio é Giom; este é o que rodeia toda a terra de Cuxe.

2-14 - E o nome do terceiro rio é Hidéquel; este é o que vai para a banda do oriente da Assíria; e o quarto rio é o Eufrates.

2-15 - E tomou o SENHOR Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar.

2-16 - E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente,

2-17 - mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

2-18 - E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.

2-19 - Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.

2-20 - E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele.

2-21 - Então, o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar.

2-22 - E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.

2-23 - E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.

2-24 - Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

2-25 - E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam.

3-1 - Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?

3-2 - E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos,

3-3 - mas, do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.

3-4 - Então, a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.

3-5 - Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.

3-6 - E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.

3-7 - Então, foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.

3-8 - E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e escondeu-se Adão e sua mulher da presença do SENHOR Deus, entre as árvores do jardim.

3-9 - E chamou o SENHOR Deus a Adão e disse-lhe: Onde estás?

3-10 - E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.

3-11 - E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses?

3-12 - Então, disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi.

3-13 - E disse o SENHOR Deus à mulher: Por que fizeste isso? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.

3-14 - Então, o SENHOR Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isso, maldita serás mais que toda besta e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás e pó comerás todos os dias da tua vida.

3-15 - E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.

3-16 - E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor e a tua conceição; com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.

3-17 - E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida.

3-18 - Espinhos e cardos também te produzirá; e comerás a erva do campo.

3-19 - No suor do teu rosto, comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás.

3-20 - E chamou Adão o nome de sua mulher Eva, porquanto ela era a mãe de todos os viventes.

3-21 - E fez o SENHOR Deus a Adão e a sua mulher túnicas de peles e os vestiu.

3-22 - Então, disse o SENHOR Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, pois, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente,

3-23 - o SENHOR Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra, de que fora tomado.

3-24 - E, havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida.

4-1 - E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu, e teve a Caim, e disse: Alcancei do SENHOR um varão.

4-2 - E teve mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra.

4-3 - E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR.

4-4 - E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta.

4-5 - Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante.

4-6 - E o SENHOR disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante?

4-7 - Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás.

4-8 - E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel e o matou.

4-9 - E disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão?

4-10 - E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra.

4-11 - E agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue do teu irmão.

4-12 - Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e errante serás na terra.

4-13 - Então, disse Caim ao SENHOR: É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada.

4-14 - Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e errante na terra, e será que todo aquele que me achar me matará.

4-15 - O SENHOR, porém, disse-lhe: Portanto, qualquer que matar a Caim sete vezes será castigado. E pôs o SENHOR um sinal em Caim, para que não o ferisse qualquer que o achasse.

4-16 - E saiu Caim de diante da face do SENHOR e habitou na terra de Node, da banda do oriente do Éden.

4-17 - E conheceu Caim a sua mulher, e ela concebeu e teve a Enoque; e ele edificou uma cidade e chamou o nome da cidade pelo nome de seu filho Enoque.

4-18 - E a Enoque nasceu Irade, e Irade gerou a Meujael, e Meujael gerou a Metusael, e Metusael gerou a Lameque.

4-19 - E tomou Lameque para si duas mulheres; o nome de uma era Ada, e o nome da outra, Zilá.

4-20 - E Ada teve a Jabal; este foi o pai dos que habitam em tendas e têm gado.

4-21 - E o nome do seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e órgão.

4-22 - E Zilá também teve a Tubalcaim, mestre de toda obra de cobre e de ferro; e a irmã de Tubalcaim foi Naamá.

4-23 - E disse Lameque a suas mulheres: Ada e Zilá, ouvi a minha voz; vós, mulheres de Lameque, escutai o meu dito: porque eu matei um varão, por me ferir, e um jovem, por me pisar.

4-24 - Porque sete vezes Caim será vingado; mas Lameque, setenta vezes sete.

4-25 - E tornou Adão a conhecer a sua mulher; e ela teve um filho e chamou o seu nome Sete; porque, disse ela, Deus me deu outra semente em lugar de Abel; porquanto Caim o matou.

4-26 - E a Sete mesmo também nasceu um filho; e chamou o seu nome Enos; então, se começou a invocar o nome do SENHOR.

5-1 - Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez.

5-2 - Macho e fêmea os criou, e os abençoou, e chamou o seu nome Adão, no dia em que foram criados.

5-3 - E Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e chamou o seu nome Sete.

5-4 - E foram os dias de Adão, depois que gerou a Sete, oitocentos anos, e gerou filhos e filhas.

5-5 - E foram todos os dias que Adão viveu novecentos e trinta anos; e morreu.

5-6 - E viveu Sete cento e cinco anos e gerou a Enos.

5-7 - E viveu Sete, depois que gerou a Enos, oitocentos e sete anos e gerou filhos e filhas.

5-8 - E foram todos os dias de Sete novecentos e doze anos; e morreu.

5-9 - E viveu Enos noventa anos; e gerou a Cainã.

5-10 - E viveu Enos, depois que gerou a Cainã, oitocentos e quinze anos e gerou filhos e filhas.

5-11 - E foram todos os dias de Enos novecentos e cinco anos; e morreu.

5-12 - E viveu Cainã setenta anos e gerou a Maalalel.

5-13 - E viveu Cainã, depois que gerou a Maalalel, oitocentos e quarenta anos e gerou filhos e filhas.

5-14 - E foram todos os dias de Cainã novecentos e dez anos; e morreu.

5-15 - E viveu Maalalel sessenta e cinco anos e gerou a Jarede.

5-16 - E viveu Maalalel, depois que gerou a Jarede, oitocentos e trinta anos e gerou filhos e filhas.

5-17 - E foram todos os dias de Maalalel oitocentos e noventa e cinco anos; e morreu.

5-18 - E viveu Jarede cento e sessenta e dois anos e gerou a Enoque.

5-19 - E viveu Jarede, depois que gerou a Enoque, oitocentos anos e gerou filhos e filhas.

5-20 - E foram todos os dias de Jarede novecentos e sessenta e dois anos; e morreu.

5-21 - E viveu Enoque sessenta e cinco anos e gerou a Metusalém.

5-22 - E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Metusalém, trezentos anos e gerou filhos e filhas.

5-23 - E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos.

5-24 - E andou Enoque com Deus; e não se viu mais, porquanto Deus para si o tomou.

5-25 - E viveu Metusalém cento e oitenta e sete anos e gerou a Lameque.

5-26 - E viveu Metusalém, depois que gerou a Lameque, setecentos e oitenta e dois anos e gerou filhos e filhas.

5-27 - E foram todos os dias de Metusalém novecentos e sessenta e nove anos; e morreu.

5-28 - E viveu Lameque cento e oitenta e dois anos e gerou um filho.

5-29 - E chamou o seu nome Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o SENHOR amaldiçoou.

5-30 - E viveu Lameque, depois que gerou a Noé, quinhentos e noventa e cinco anos e gerou filhos e filhas.

5-31 - E foram todos os dias de Lameque setecentos e setenta e sete anos; e morreu.

5-32 - E era Noé da idade de quinhentos anos e gerou Noé a Sem, Cam e Jafé.

6-1 - E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas,

6-2 - viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.

6-3 - Então, disse o SENHOR: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos.

6-4 - Havia, naqueles dias, gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os varões de fama.

6-5 - E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente.

6-6 - Então, arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra, e pesou-lhe em seu coração.

6-7 - E disse o SENHOR: Destruirei, de sobre a face da terra, o homem que criei, desde o homem até ao animal, até ao réptil e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito.

6-8 - Noé, porém, achou graça aos olhos do SENHOR.

6-9 - Estas são as gerações de Noé: Noé era varão justo e reto em suas gerações; Noé andava com Deus.

6-10 - E gerou Noé três filhos: Sem, Cam e Jafé.

6-11 - A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência.

6-12 - E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra.

6-13 - Então, disse Deus a Noé: O fim de toda carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra.

6-14 - Faze para ti uma arca da madeira de gofer; farás compartimentos na arca e a betumarás por dentro e por fora com betume.

6-15 - E desta maneira farás: de trezentos côvados o comprimento da arca, e de cinqüenta côvados a sua largura, e de trinta côvados a sua altura.

6-16 - Farás na arca uma janela e de um côvado a acabarás em cima; e a porta da arca porás ao seu lado; far-lhe-ás andares baixos, segundos e terceiros.

6-17 - Porque eis que eu trago um dilúvio de águas sobre a terra, para desfazer toda carne em que há espírito de vida debaixo dos céus: tudo o que há na terra expirará.

6-18 - Mas contigo estabelecerei o meu pacto; e entrarás na arca, tu e os teus filhos, e a tua mulher, e as mulheres de teus filhos contigo.

6-19 - E de tudo o que vive, de toda carne, dois de cada espécie meterás na arca, para os conservares vivos contigo; macho e fêmea serão.

6-20 - Das aves conforme a sua espécie, dos animais conforme a sua espécie, de todo réptil da terra conforme a sua espécie, dois de cada espécie virão a ti, para os conservares em vida.

6-21 - E tu toma para ti de toda comida que se come e ajunta-a para ti; e te será para mantimento, para ti e para eles.

6-22 - Assim fez Noé; conforme tudo o que Deus lhe mandou, assim o fez.

7-1 - Depois, disse o SENHOR a Noé: Entra tu e toda a tua casa na arca, porque te hei visto justo diante de mim nesta geração.

7-2 - De todo animal limpo tomarás para ti sete e sete: o macho e sua fêmea; mas dos animais que não são limpos, dois: o macho e sua fêmea.

7-3 - Também das aves dos céus sete e sete: macho e fêmea, para se conservar em vida a semente sobre a face de toda a terra.

7-4 - Porque, passados ainda sete dias, farei chover sobre a terra quarenta dias e quarenta noites; e desfarei de sobre a face da terra toda substância que fiz.

7-5 - E fez Noé conforme tudo o que o SENHOR lhe ordenara.

7-6 - E era Noé da idade de seiscentos anos, quando o dilúvio das águas veio sobre a terra.

7-7 - E entrou Noé, e seus filhos, e sua mulher, e as mulheres de seus filhos com ele na arca, por causa das águas do dilúvio.

7-8 - Dos animais limpos, e dos animais que não são limpos, e das aves, e de todo o réptil sobre a terra,

7-9 - entraram de dois em dois para Noé na arca, macho e fêmea, como Deus ordenara a Noé.

7-10 - E aconteceu que, passados sete dias, vieram sobre a terra as águas do dilúvio.

7-11 - No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, naquele mesmo dia, se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram,

7-12 - e houve chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites.

7-13 - E, no mesmo dia, entrou Noé, e Sem, e Cam, e Jafé, os filhos de Noé, como também a mulher de Noé, e as três mulheres de seus filhos, com ele na arca;

7-14 - eles, e todo animal conforme a sua espécie, e todo gado conforme a sua espécie, e todo réptil que se roja sobre a terra conforme a sua espécie, e toda ave conforme a sua espécie, todo pássaro de toda qualidade.

7-15 - E de toda carne, em que havia espírito de vida, entraram de dois em dois para Noé na arca.

7-16 - E os que entraram, macho e fêmea de toda carne entraram, como Deus lhe tinha ordenado; e o SENHOR a fechou por fora.

7-17 - E esteve o dilúvio quarenta dias sobre a terra; e cresceram as águas e levantaram a arca, e ela se elevou sobre a terra.

7-18 - E prevaleceram as águas e cresceram grandemente sobre a terra; e a arca andava sobre as águas.

7-19 - E as águas prevaleceram excessivamente sobre a terra; e todos os altos montes que havia debaixo de todo o céu foram cobertos.

7-20 - Quinze côvados acima prevaleceram as águas; e os montes foram cobertos.

7-21 - E expirou toda carne que se movia sobre a terra, tanto de ave como de gado, e de feras, e de todo o réptil que se roja sobre a terra, e de todo homem.

7-22 - Tudo o que tinha fôlego de espírito de vida em seus narizes, tudo o que havia no seco, morreu.

7-23 - Assim, foi desfeita toda substância que havia sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil e até à ave dos céus; e foram extintos da terra; e ficou somente Noé e os que com ele estavam na arca.

7-24 - E prevaleceram as águas sobre a terra cento e cinqüenta dias.

8-1 - E lembrou-se Deus de Noé, e de todo animal, e de toda rês que com ele estava na arca; e Deus fez passar um vento sobre a terra, e aquietaram-se as águas.

8-2 - Cerraram-se também as fontes do abismo e as janelas dos céus, e a chuva dos céus deteve-se.

8-3 - E as águas tornaram de sobre a terra continuamente e, ao cabo de cento e cinqüenta dias, as águas minguaram.

8-4 - E a arca repousou, no sétimo mês, no dia dezessete do mês, sobre os montes de Ararate.

8-5 - E foram as águas indo e minguando até ao décimo mês; no décimo mês, no primeiro dia do mês, apareceram os cumes dos montes.

8-6 - E aconteceu que, ao cabo de quarenta dias, abriu Noé a janela da arca que tinha feito.

8-7 - E soltou um corvo, que saiu, indo e voltando, até que as águas se secaram de sobre a terra.

8-8 - Depois, soltou uma pomba, a ver se as águas tinham minguado de sobre a face da terra.

8-9 - A pomba, porém, não achou repouso para a planta de seu pé e voltou a ele para a arca; porque as águas estavam sobre a face de toda a terra; e ele estendeu a sua mão, e tomou-a, e meteu-a consigo na arca.

8-10 - E esperou ainda outros sete dias e tornou a enviar a pomba fora da arca.

8-11 - E a pomba voltou a ele sobre a tarde; e eis, arrancada, uma folha de oliveira no seu bico; e conheceu Noé que as águas tinham minguado sobre a terra.

8-12 - Então, esperou ainda outros sete dias e enviou fora a pomba; mas não tornou mais a ele.

8-13 - E aconteceu que, no ano seiscentos e um, no mês primeiro, no primeiro dia do mês, as águas se secaram de sobre a terra. Então, Noé tirou a cobertura da arca e olhou, e eis que a face da terra estava enxuta.

8-14 - E, no segundo mês, aos vinte e sete dias do mês, a terra estava seca.

8-15 - Então, falou Deus a Noé, dizendo:

8-16 - Sai da arca tu, e tua mulher, e teus filhos, e as mulheres de teus filhos contigo.

8-17 - Todo animal que está contigo, de toda carne, de ave, e de gado, e de todo réptil que se roja sobre a terra, traze fora contigo; e povoem abundantemente a terra, e frutifiquem, e se multipliquem sobre a terra.

8-18 - Então, saiu Noé, e seus filhos, e sua mulher, e as mulheres de seus filhos com ele;

8-19 - todo animal, todo réptil, toda ave, tudo o que se move sobre a terra, conforme as suas famílias, saiu para fora da arca.

8-20 - E edificou Noé um altar ao SENHOR; e tomou de todo animal limpo e de toda ave limpa e ofereceu holocaustos sobre o altar.

8-21 - E o SENHOR cheirou o suave cheiro e disse o SENHOR em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice; nem tornarei mais a ferir todo vivente, como fiz.

8-22 - Enquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite não cessarão.

9-1 - E abençoou Deus a Noé e a seus filhos e disse-lhes: frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra.

9-2 - E será o vosso temor e o vosso pavor sobre todo animal da terra e sobre toda ave dos céus; tudo o que se move sobre a terra e todos os peixes do mar na vossa mão são entregues.

9-3 - Tudo quanto se move, que é vivente, será para vosso mantimento; tudo vos tenho dado, como a erva verde.

9-4 - A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis.

9-5 - E certamente requererei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; da mão de todo animal o requererei, como também da mão do homem e da mão do irmão de cada um requererei a vida do homem.

9-6 - Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem.

9-7 - Mas vós, frutificai e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra e multiplicai-vos nela.

9-8 - E falou Deus a Noé e a seus filhos com ele, dizendo:

9-9 - E eu, eis que estabeleço o meu concerto convosco, e com a vossa semente depois de vós,

9-10 - e com toda alma vivente, que convosco está, de aves, de reses, e de todo animal da terra convosco; desde todos que saíram da arca, até todo animal da terra.

9-11 - E eu convosco estabeleço o meu concerto, que não será mais destruída toda carne pelas águas do dilúvio e que não haverá mais dilúvio para destruir a terra.

9-12 - E disse Deus: Este é o sinal do concerto que ponho entre mim e vós e entre toda alma vivente, que está convosco, por gerações eternas.

9-13 - O meu arco tenho posto na nuvem; este será por sinal do concerto entre mim e a terra.

9-14 - E acontecerá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, aparecerá o arco nas nuvens.

9-15 - Então, me lembrarei do meu concerto, que está entre mim e vós e ainda toda alma vivente de toda carne; e as águas não se tornarão mais em dilúvio, para destruir toda carne.

9-16 - E estará o arco nas nuvens, e eu o verei, para me lembrar do concerto eterno entre Deus e toda alma vivente de toda carne, que está sobre a terra.

9-17 - E disse Deus a Noé: Este é o sinal do concerto que tenho estabelecido entre mim e toda a carne que está sobre a terra.

9-18 - E os filhos de Noé, que da arca saíram, foram Sem, e Cam, e Jafé; e Cam é o pai de Canaã.

9-19 - Estes três foram os filhos de Noé; e destes se povoou toda a terra.

9-20 - E começou Noé a ser lavrador da terra e plantou uma vinha.

9-21 - E bebeu do vinho e embebedou-se; e descobriu-se no meio de sua tenda.

9-22 - E viu Cam, o pai de Canaã, a nudez de seu pai e fê-lo saber a ambos seus irmãos, fora.

9-23 - Então, tomaram Sem e Jafé uma capa, puseram-na sobre ambos os seus ombros e, indo virados para trás, cobriram a nudez do seu pai; e os seus rostos eram virados, de maneira que não viram a nudez do seu pai.

9-24 - E despertou Noé do seu vinho e soube o que seu filho menor lhe fizera.

9-25 - E disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos.

9-26 - E disse: Bendito seja o SENHOR, Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.

9-27 - Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.

9-28 - E viveu Noé, depois do dilúvio, trezentos e cinqüenta anos.

9-29 - E foram todos os dias de Noé novecentos e cinqüenta anos, e morreu.

10-1 - Estas, pois, são as gerações dos filhos de Noé: Sem, Cam e Jafé; e nasceram-lhes filhos depois do dilúvio.

10-2 - Os filhos de Jafé são: Gomer, e Magogue, e Madai, e Javã, e Tubal, e Meseque, e Tiras.

10-3 - E os filhos de Gomer são: Asquenaz, e Rifate, e Togarma.

10-4 - E os filhos de Javã são: Elisá, e Társis, e Quitim, e Dodanim.

10-5 - Por estes, foram repartidas as ilhas das nações nas suas terras, cada qual segundo a sua língua, segundo as suas famílias, entre as suas nações.

10-6 - E os filhos de Cam são: Cuxe, e Mizraim, e Pute, e Canaã.

10-7 - E os filhos de Cuxe são: Sebá, e Havilá, e Sabtá, e Raamá, e Sabtecá; e os filhos de Raamá são: Sabá e Dedã.

10-8 - E Cuxe gerou a Ninrode; este começou a ser poderoso na terra.

10-9 - E este foi poderoso caçador diante da face do SENHOR; pelo que se diz: Como Ninrode, poderoso caçador diante do SENHOR.

10-10 - E o princípio do seu reino foi Babel, e Ereque, e Acade, e Calné, na terra de Sinar.

10-11 - Desta mesma terra saiu ele à Assíria e edificou a Nínive, e Reobote-Ir, e Calá,

10-12 - e Resém, entre Nínive e Calá ( esta é a grande cidade ).

10-13 - E Mizraim gerou a Ludim, e a Anamim, e a Leabim, e a Naftuim,

10-14 - e a Patrusim, e a Casluim ( donde saíram os filisteus ), e a Caftorim.

10-15 - E Canaã gerou a Sidom, seu primogênito, e a Hete,

10-16 - e ao jebuseu, e ao amorreu, e ao girgaseu,

10-17 - e ao heveu, e ao arqueu, e ao sineu,

10-18 - e ao arvadeu, e ao zemareu, e ao hamateu, e depois se espalharam as famílias dos cananeus.

10-19 - E foi o termo dos cananeus desde Sidom, indo para Gerar, até Gaza; indo para Sodoma, e Gomorra, e Admá, e Zeboim, até Lasa.

10-20 - Estes são os filhos de Cam, segundo as suas famílias, segundo as suas línguas, em suas terras, em suas nações.

10-21 - E a Sem nasceram filhos, e ele é o pai de todos os filhos de Éber e o irmão mais velho de Jafé.

10-22 - Os filhos de Sem são: Elão, e Assur, e Arfaxade, e Lude, e Arã.

10-23 - E os filhos de Arã são: Uz, e Hul, e Geter, e Más.

10-24 - E Arfaxade gerou a Salá; e Salá gerou a Éber.

10-25 - E a Éber nasceram dois filhos: o nome de um foi Pelegue, porquanto em seus dias se repartiu a terra; e o nome do seu irmão foi Joctã.

10-26 - E Joctã gerou a Almodá, e a Selefe, e a Hazar-Mavé, e a Jerá,

10-27 - e a Hadorão, e a Uzal, e a Dicla,

10-28 - e a Obal, e a Abimael, e a Sabá,

10-29 - e a Ofir, e a Havilá, e a Jobabe; todos estes foram filhos de Joctã.

10-30 - E foi a sua habitação desde Messa, indo para Sefar, montanha do Oriente.

10-31 - Estes são os filhos de Sem, segundo as suas famílias, segundo as suas línguas, em suas terras, em suas nações.

10-32 - Estas são as famílias dos filhos de Noé, segundo as suas gerações, em suas nações; e destes foram divididas as nações na terra, depois do dilúvio.

11-1 - E era toda a terra de uma mesma língua e de uma mesma fala.

11-2 - E aconteceu que, partindo eles do Oriente, acharam um vale na terra de Sinar; e habitaram ali.

11-3 - E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o betume, por cal.

11-4 - E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.

11-5 - Então, desceu o SENHOR para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam;

11-6 - e o SENHOR disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e, agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.

11-7 - Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro.

11-8 - Assim, o SENHOR os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade.

11-9 - Por isso, se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o SENHOR a língua de toda a terra e dali os espalhou o SENHOR sobre a face de toda a terra.

11-10 - Estas são as gerações de Sem: Sem era da idade de cem anos e gerou a Arfaxade, dois anos depois do dilúvio.

11-11 - E viveu Sem, depois que gerou a Arfaxade, quinhentos anos; e gerou filhos e filhas.

11-12 - E viveu Arfaxade trinta e cinco anos e gerou a Salá.

11-13 - E viveu Arfaxade, depois que gerou a Salá, quatrocentos e três anos; e gerou filhos e filhas.

11-14 - E viveu Salá trinta anos e gerou a Éber.

11-15 - E viveu Salá, depois que gerou a Éber, quatrocentos e três anos; e gerou filhos e filhas.

11-16 - E viveu Éber trinta e quatro anos e gerou a Pelegue.

11-17 - E viveu Éber, depois que gerou a Pelegue, quatrocentos e trinta anos; e gerou filhos e filhas.

11-18 - E viveu Pelegue trinta anos e gerou a Reú.

11-19 - E viveu Pelegue, depois que gerou a Reú, duzentos e nove anos; e gerou filhos e filhas.

11-20 - E viveu Reú trinta e dois anos e gerou a Serugue.

11-21 - E viveu Reú, depois que gerou a Serugue, duzentos e sete anos; e gerou filhos e filhas.

11-22 - E viveu Serugue trinta anos e gerou a Naor.

11-23 - E viveu Serugue, depois que gerou a Naor, duzentos anos; e gerou filhos e filhas.

11-24 - E viveu Naor vinte e nove anos e gerou a Tera.

11-25 - E viveu Naor, depois que gerou a Tera, cento e dezenove anos; e gerou filhos e filhas.

11-26 - E viveu Tera setenta anos e gerou a Abrão, a Naor e a Harã.

11-27 - E estas são as gerações de Tera: Tera gerou a Abrão, a Naor e a Harã; e Harã gerou a Ló.

11-28 - E morreu Harã, estando seu pai Tera ainda vivo, na terra do seu nascimento, em Ur dos caldeus.

11-29 - E tomaram Abrão e Naor mulheres para si; o nome da mulher de Abrão era Sarai, e o nome da mulher de Naor era Milca, filha de Harã, pai de Milca e pai de Iscá.

11-30 - E Sarai foi estéril e não tinha filhos.

11-31 - E tomou Tera a Abrão, seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai, sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã e habitaram ali.

11-32 - E foram os dias de Tera duzentos e cinco anos; e morreu Tera em Harã.

12-1 - Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.

12-2 - E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção.

12-3 - E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.

12-4 - Assim, partiu Abrão, como o SENHOR lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos, quando saiu de Harã.

12-5 - E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e toda a sua fazenda, que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e vieram à terra de Canaã.

12-6 - E passou Abrão por aquela terra até ao lugar de Siquém, até ao carvalho de Moré; e estavam, então, os cananeus na terra.

12-7 - E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À tua semente darei esta terra. E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.

12-8 - E moveu-se dali para a montanha à banda do oriente de Betel e armou a sua tenda, tendo Betel ao ocidente e Ai ao oriente; e edificou ali um altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR.

12-9 - Depois, caminhou Abrão dali, seguindo ainda para a banda do Sul.

12-10 - E havia fome naquela terra; e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali, porquanto a fome era grande na terra.

12-11 - E aconteceu que, chegando ele para entrar no Egito, disse a Sarai, sua mulher: Ora, bem sei que és mulher formosa à vista;

12-12 - e será que, quando os egípcios te virem, dirão: Esta é a sua mulher. E matar-me-ão a mim e a ti te guardarão em vida.

12-13 - Dize, peço-te, que és minha irmã, para que me vá bem por tua causa, e que viva a minha alma por amor de ti.

12-14 - E aconteceu que, entrando Abrão no Egito, viram os egípcios a mulher, que era mui formosa.

12-15 - E viram-na os príncipes de Faraó e gabaram-na diante de Faraó; e foi a mulher tomada para a casa de Faraó.

12-16 - E fez bem a Abrão por amor dela; e ele teve ovelhas, e vacas, e jumentos, e servos, e servas, e jumentas, e camelos.

12-17 - Feriu, porém, o SENHOR a Faraó com grandes pragas e a sua casa, por causa de Sarai, mulher de Abrão.

12-18 - Então, chamou Faraó a Abrão e disse: Que é isto que me fizeste? Por que não me disseste que ela era tua mulher?

12-19 - Por que disseste: É minha irmã? De maneira que a houvera tomado por minha mulher; agora, pois, eis aqui tua mulher; toma-a e vai-te.

12-20 - E Faraó deu ordens aos seus varões a seu respeito, e acompanharam-no a ele, e a sua mulher, e a tudo o que tinha.

13-1 - Subiu, pois, Abrão do Egito para a banda do Sul, ele, e sua mulher, e tudo o que tinha, e com ele Ló.

13-2 - E ia Abrão muito rico em gado, em prata e em ouro.

13-3 - E fez as suas jornadas do Sul até Betel, até ao lugar onde, ao princípio, estivera a sua tenda, entre Betel e Ai;

13-4 - até ao lugar do altar que, dantes, ali tinha feito; e Abrão invocou ali o nome do SENHOR.

13-5 - E também Ló, que ia com Abrão, tinha rebanhos, e vacas, e tendas.

13-6 - E não tinha capacidade a terra para poderem habitar juntos, porque a sua fazenda era muita; de maneira que não podiam habitar juntos.

13-7 - E houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló; e os cananeus e os ferezeus habitavam, então, na terra.

13-8 - E disse Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti e entre os meus pastores e os teus pastores, porque irmãos somos.

13-9 - Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; se escolheres a esquerda, irei para a direita; e, se a direita escolheres, eu irei para a esquerda.

13-10 - E levantou Ló os seus olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes de o SENHOR ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar.

13-11 - Então, Ló escolheu para si toda a campina do Jordão e partiu Ló para o Oriente; e apartaram-se um do outro.

13-12 - Habitou Abrão na terra de Canaã, e Ló habitou nas cidades da campina e armou as suas tendas até Sodoma.

13-13 - Ora, eram maus os varões de Sodoma e grandes pecadores contra o SENHOR.

13-14 - E disse o SENHOR a Abrão, depois que Ló se apartou dele: Levanta, agora, os teus olhos e olha desde o lugar onde estás, para a banda do norte, e do sul, e do oriente, e do ocidente;

13-15 - porque toda esta terra que vês te hei de dar a ti e à tua semente, para sempre.

13-16 - E farei a tua semente como o pó da terra; de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, também a tua semente será contada.

13-17 - Levanta-te, percorre essa terra, no seu comprimento e na sua largura; porque a ti a darei.

13-18 - E Abrão armou as suas tendas, e veio, e habitou nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e edificou ali um altar ao SENHOR.

14-1 - E aconteceu, nos dias de Anrafel, rei de Sinar, Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim,

14-2 - que estes fizeram guerra a Bera, rei de Sodoma, a Birsa, rei de Gomorra, a Sinabe, rei de Admá, e a Semeber, rei de Zeboim, e ao rei de Bela ( esta é Zoar ).

14-3 - Todos estes se ajuntaram no vale de Sidim ( que é o mar de Sal ).

14-4 - Doze anos haviam servido a Quedorlaomer, mas, ao décimo terceiro ano, rebelaram-se.

14-5 - E, ao décimo quarto ano, veio Quedorlaomer e os reis que estavam com ele e feriram aos refains em Asterote-Carnaim, e aos zuzins em Hã, e aos emins em Savé-Quiriataim,

14-6 - e aos horeus no seu monte Seir, até à campina de Parã, que está junto ao deserto.

14-7 - Depois, tornaram, e vieram a En-Mispate ( que é Cades ), e feriram toda a terra dos amalequitas e também os amorreus, que habitavam em Hazazom-Tamar.

14-8 - Então, saiu o rei de Sodoma, e o rei de Gomorra, e o rei de Admá, e o rei de Zeboim, e o rei de Bela ( esta é Zoar ) e ordenaram batalha contra eles no vale de Sidim,

14-9 - contra Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim, e Anrafel, rei de Sinar, e Arioque, rei de Elasar; quatro reis contra cinco.

14-10 - E o vale de Sidim estava cheio de poços de betume; e fugiram os reis de Sodoma e de Gomorra e caíram ali; e os restantes fugiram para um monte.

14-11 - E tomaram toda a fazenda de Sodoma e de Gomorra e todo o seu mantimento e foram-se.

14-12 - Também tomaram a Ló, que habitava em Sodoma, filho do irmão de Abrão, e a sua fazenda e foram-se.

14-13 - Então, veio um que escapara e o contou a Abrão, o hebreu; ele habitava junto dos carvalhais de Manre, o amorreu, irmão de Escol e irmão de Aner; eles eram confederados de Abrão.

14-14 - Ouvindo, pois, Abrão que o seu irmão estava preso, armou os seus criados, nascidos em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã.

14-15 - E dividiu-se contra eles de noite, ele e os seus criados, e os feriu, e os perseguiu até Hobá, que fica à esquerda de Damasco.

14-16 - E tornou a trazer toda a fazenda e tornou a trazer também a Ló, seu irmão, e a sua fazenda, e também as mulheres, e o povo.

14-17 - E o rei de Sodoma saiu-lhes ao encontro ( depois que voltou de ferir a Quedorlaomer e aos reis que estavam com ele ) no vale de Savé, que é o vale do Rei.

14-18 - E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e este era sacerdote do Deus Altíssimo.

14-19 - E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra;

14-20 - e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E deu-lhe o dízimo de tudo.

14-21 - E o rei de Sodoma disse a Abrão: Dá-me a mim as almas e a fazenda toma para ti.

14-22 - Abrão, porém, disse ao rei de Sodoma: Levantei minha mão ao SENHOR, o Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra,

14-23 - e juro que, desde um fio até à correia dum sapato, não tomarei coisa alguma de tudo o que é teu; para que não digas: Eu enriqueci a Abrão;

14-24 - salvo tão-somente o que os jovens comeram e a parte que toca aos varões que comigo foram, Aner, Escol e Manre; estes que tomem a sua parte.

15-1 - Depois destas coisas veio a palavra do SENHOR a Abrão em visão, dizendo: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão.

15-2 - Então, disse Abrão: Senhor JEOVÁ, que me hás de dar? Pois ando sem filhos, e o mordomo da minha casa é o damasceno Eliézer.

15-3 - Disse mais Abrão: Eis que me não tens dado semente, e eis que um nascido na minha casa será o meu herdeiro.

15-4 - E eis que veio a palavra do SENHOR a ele, dizendo: Este não será o teu herdeiro; mas aquele que de ti será gerado, esse será o teu herdeiro.

15-5 - Então, o levou fora e disse: Olha, agora, para os céus e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua semente.

15-6 - E creu ele no SENHOR, e foi-lhe imputado isto por justiça.

15-7 - Disse-lhe mais: Eu sou o SENHOR, que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te a ti esta terra, para a herdares.

15-8 - E disse ele: Senhor JEOVÁ, como saberei que hei de herdá-la?

15-9 - E disse-lhe: Toma-me uma bezerra de três anos, e uma cabra de três anos, e um carneiro de três anos, e uma rola, e um pombinho.

15-10 - E trouxe-lhe todos estes, e partiu-os pelo meio, e pôs cada parte deles em frente da outra; mas as aves não partiu.

15-11 - E as aves desciam sobre os cadáveres; Abrão, porém, as enxotava.

15-12 - E, pondo-se o sol, um profundo sono caiu sobre Abrão; e eis que grande espanto e grande escuridão caíram sobre ele.

15-13 - Então, disse a Abrão: Saibas, decerto, que peregrina será a tua semente em terra que não é sua; e servi-los-á e afligi-la-ão quatrocentos anos.

15-14 - Mas também eu julgarei a gente à qual servirão, e depois sairão com grande fazenda.

15-15 - E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado.

15-16 - E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia.

15-17 - E sucedeu que, posto o sol, houve escuridão; e eis um forno de fumaça e uma tocha de fogo que passou por aquelas metades.

15-18 - Naquele mesmo dia, fez o SENHOR um concerto com Abrão, dizendo: À tua semente tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates,

15-19 - e o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu,

15-20 - e o heteu, e o ferezeu, e os refains,

15-21 - e o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu.

16-1 - Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe gerava filhos, e ele tinha uma serva egípcia, cujo nome era Agar.

16-2 - E disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de gerar; entra, pois, à minha serva; porventura, terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.

16-3 - Assim, tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar, egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão, seu marido, ao fim de dez anos que Abrão habitara na terra de Canaã.

16-4 - E ele entrou a Agar, e ela concebeu; e, vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos.

16-5 - Então, disse Sarai a Abrão: Meu agravo seja sobre ti. Minha serva pus eu em teu regaço; vendo ela, agora, que concebeu, sou menosprezada aos seus olhos. O SENHOR julgue entre mim e ti.

16-6 - E disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está na tua mão; faze-lhe o que bom é aos teus olhos. E afligiu-a Sarai, e ela fugiu de sua face.

16-7 - E o Anjo do SENHOR a achou junto a uma fonte de água no deserto, junto à fonte no caminho de Sur.

16-8 - E disse: Agar, serva de Sarai, de onde vens e para onde vais? E ela disse: Venho fugida da face de Sarai, minha senhora.

16-9 - Então, lhe disse o Anjo do SENHOR: Torna-te para tua senhora e humilha-te debaixo de suas mãos.

16-10 - Disse-lhe mais o Anjo do SENHOR: Multiplicarei sobremaneira a tua semente, que não será contada, por numerosa que será.

16-11 - Disse-lhe também o Anjo do SENHOR: Eis que concebeste, e terás um filho, e chamarás o seu nome Ismael, porquanto o SENHOR ouviu a tua aflição.

16-12 - E ele será homem bravo; e a sua mão será contra todos, e a mão de todos, contra ele; e habitará diante da face de todos os seus irmãos.

16-13 - E ela chamou o nome do SENHOR, que com ela falava: Tu és Deus da vista, porque disse: Não olhei eu também para aquele que me vê?

16-14 - Por isso, se chama aquele poço de Laai-Roi; eis que está entre Cades e Berede.

16-15 - E Agar deu um filho a Abrão; e Abrão chamou o nome do seu filho que tivera Agar, Ismael.

16-16 - E era Abrão da idade de oitenta e seis anos, quando Agar deu Ismael a Abrão.

17-1 - Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-poderoso; anda em minha presença e sê perfeito.

17-2 - E porei o meu concerto entre mim e ti e te multiplicarei grandissimamente.

17-3 - Então, caiu Abrão sobre o seu rosto, e falou Deus com ele, dizendo:

17-4 - Quanto a mim, eis o meu concerto contigo é, e serás o pai de uma multidão de nações.

17-5 - E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai da multidão de nações te tenho posto.

17-6 - E te farei frutificar grandissimamente e de ti farei nações, e reis sairão de ti.

17-7 - E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus e à tua semente depois de ti.

17-8 - E te darei a ti e à tua semente depois de ti a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão, e ser-lhes-ei o seu Deus.

17-9 - Disse mais Deus a Abraão: Tu, porém, guardarás o meu concerto, tu e a tua semente depois de ti, nas suas gerações.

17-10 - Este é o meu concerto, que guardareis entre mim e vós e a tua semente depois de ti: Que todo macho será circuncidado.

17-11 - E circuncidareis a carne do vosso prepúcio; e isto será por sinal do concerto entre mim e vós.

17-12 - O filho de oito dias, pois, será circuncidado; todo macho nas vossas gerações, o nascido na casa e o comprado por dinheiro a qualquer estrangeiro, que não for da tua semente.

17-13 - Com efeito, será circuncidado o nascido em tua casa e o comprado por teu dinheiro; e estará o meu concerto na vossa carne por concerto perpétuo.

17-14 - E o macho com prepúcio, cuja carne do prepúcio não estiver circuncidada, aquela alma será extirpada dos seus povos; quebrantou o meu concerto.

17-15 - Disse Deus mais a Abraão: a Sarai, tua mulher, não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome.

17-16 - Porque eu a hei de abençoar e te hei de dar a ti dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de povos sairão dela.

17-17 - Então, caiu Abraão sobre o seu rosto, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? E conceberá Sara na idade de noventa anos?

17-18 - E disse Abraão a Deus: Tomara que viva Ismael diante de teu rosto!

17-19 - E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque; e com ele estabelecerei o meu concerto, por concerto perpétuo para a sua semente depois dele.

17-20 - E, quanto a Ismael, também te tenho ouvido: eis aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação.

17-21 - O meu concerto, porém, estabelecerei com Isaque, o qual Sara te dará neste tempo determinado, no ano seguinte.

17-22 - E acabou de falar com ele e subiu Deus de Abraão.

17-23 - Então, tomou Abraão a seu filho Ismael, e a todos os nascidos na sua casa, e a todos os comprados por seu dinheiro, todo macho entre os homens da casa de Abraão; e circuncidou a carne do seu prepúcio, naquele mesmo dia, como Deus falara com ele.

17-24 - E era Abraão da idade de noventa e nove anos, quando lhe foi circuncidada a carne do seu prepúcio.

17-25 - E Ismael, seu filho, era da idade de treze anos, quando lhe foi circuncidada a carne do seu prepúcio.

17-26 - Neste mesmo dia, foi circuncidado Abraão e Ismael, seu filho.

17-27 - E todos os homens da sua casa, o nascido em casa e o comprado por dinheiro do estrangeiro, foram circuncidados com ele.

18-1 - Depois, apareceu-lhe o SENHOR nos carvalhais de Manre, estando ele assentado à porta da tenda, quando tinha aquecido o dia.

18-2 - E levantou os olhos e olhou, e eis três varões estavam em pé junto a ele. E, vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro, e inclinou-se à terra,

18-3 - e disse: Meu Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo.

18-4 - Traga-se, agora, um pouco de água; e lavai os vossos pés e recostai-vos debaixo desta árvore;

18-5 - e trarei um bocado de pão, para que esforceis o vosso coração; depois, passareis adiante, porquanto por isso chegastes até vosso servo. E disseram: Assim, faze como tens dito.

18-6 - E Abraão apressou-se em ir ter com Sara à tenda e disse-lhe: Amassa depressa três medidas de flor de farinha e faze bolos.

18-7 - E correu Abraão às vacas, e tomou uma vitela tenra e boa, e deu-a ao moço, que se apressou em prepará-la.

18-8 - E tomou manteiga e leite e a vitela que tinha preparado e pôs tudo diante deles; e ele estava em pé junto a eles debaixo da árvore; e comeram.

18-9 - E disseram-lhe: Onde está Sara, tua mulher? E ele disse: Ei-la, aí está na tenda.

18-10 - E disse: Certamente tornarei a ti por este tempo da vida; e eis que Sara, tua mulher, terá um filho. E ouviu-o Sara à porta da tenda, que estava atrás dele.

18-11 - E eram Abraão e Sara já velhos e adiantados em idade; já a Sara havia cessado o costume das mulheres.

18-12 - Assim, pois, riu-se Sara consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho?

18-13 - E disse o SENHOR a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: Na verdade, gerarei eu ainda, havendo já envelhecido?

18-14 - Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR? Ao tempo determinado, tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho.

18-15 - E Sara negou, dizendo: Não me ri, porquanto temeu. E ele disse: Não digas isso, porque te riste.

18-16 - E levantaram-se aqueles varões dali e olharam para a banda de Sodoma; e Abraão ia com eles, acompanhando-os.

18-17 - E disse o SENHOR: Ocultarei eu a Abraão o que faço,

18-18 - visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra?

18-19 - Porque eu o tenho conhecido, que ele há de ordenar a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do SENHOR, para agirem com justiça e juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado.

18-20 - Disse mais o SENHOR: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito,

18-21 - descerei agora e verei se, com efeito, têm praticado segundo este clamor que é vindo até mim; e, se não, sabê-lo-ei.

18-22 - Então, viraram aqueles varões o rosto dali e foram-se para Sodoma; mas Abraão ficou ainda em pé diante da face do SENHOR.

18-23 - E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio?

18-24 - Se, porventura, houver cinqüenta justos na cidade, destruí-los-ás também e não pouparás o lugar por causa dos cinqüenta justos que estão dentro dela?

18-25 - Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti seja. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?

18-26 - Então, disse o SENHOR: Se eu em Sodoma achar cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei todo o lugar por amor deles.

18-27 - E respondeu Abraão, dizendo: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza.

18-28 - Se, porventura, faltarem de cinqüenta justos cinco, destruirás por aqueles cinco toda a cidade? E disse: Não a destruirei, se eu achar ali quarenta e cinco.

18-29 - E continuou ainda a falar-lhe e disse: Se, porventura, acharem ali quarenta? E disse: Não o farei, por amor dos quarenta.

18-30 - Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, se eu ainda falar: se, porventura, se acharem ali trinta? E disse: Não o farei se achar ali trinta.

18-31 - E disse: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor: se, porventura, se acharem ali vinte? E disse: Não a destruirei, por amor dos vinte.

18-32 - Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez.

18-33 - E foi-se o SENHOR, quando acabou de falar a Abraão; e Abraão tornou ao seu lugar.

19-1 - E vieram os dois anjos a Sodoma à tarde, e estava Ló assentado à porta de Sodoma; e, vendo-os Ló, levantou-se ao seu encontro e inclinou-se com o rosto à terra.

19-2 - E disse: Eis agora, meus senhores, entrai, peço-vos, em casa de vosso servo, e passai nela a noite, e lavai os vossos pés; e de madrugada vos levantareis e ireis vosso caminho. E eles disseram: Não! Antes, na rua passaremos a noite.

19-3 - E porfiou com eles muito, e vieram com ele e entraram em sua casa; e fez-lhes banquete e cozeu bolos sem levedura, e comeram.

19-4 - E, antes que se deitassem, cercaram a casa os varões daquela cidade, os varões de Sodoma, desde o moço até ao velho; todo o povo de todos os bairros.

19-5 - E chamaram Ló e disseram-lhe: Onde estão os varões que a ti vieram nesta noite? Traze-os fora a nós, para que os conheçamos.

19-6 - Então, saiu Ló a eles à porta, e fechou a porta atrás de si,

19-7 - e disse: Meus irmãos, rogo-vos que não façais mal.

19-8 - Eis aqui, duas filhas tenho, que ainda não conheceram varão; fora vo-las trarei, e fareis delas como bom for nos vossos olhos; somente nada façais a estes varões, porque por isso vieram à sombra do meu telhado.

19-9 - Eles, porém, disseram: Sai daí. Disseram mais: Como estrangeiro, este indivíduo veio aqui habitar e quereria ser juiz em tudo? Agora, te faremos mais mal a ti do que a eles. E arremessaram-se sobre o varão, sobre Ló, e aproximaram-se para arrombar a porta.

19-10 - Aqueles varões, porém, estenderam a sua mão, e fizeram entrar a Ló consigo na casa, e fecharam a porta;

19-11 - e feriram de cegueira os varões que estavam à porta da casa, desde o menor até ao maior, de maneira que se cansaram para achar a porta.

19-12 - Então, disseram aqueles varões a Ló: Tens alguém mais aqui? Teu genro, e teus filhos, e tuas filhas, e todos quantos tens nesta cidade, tira-os fora deste lugar;

19-13 - pois nós vamos destruir este lugar, porque o seu clamor tem engrossado diante da face do SENHOR, e o SENHOR nos enviou a destruí-lo.

19-14 - Então, saiu Ló, e falou a seus genros, aos que haviam de tomar as suas filhas, e disse: Levantai-vos; saí deste lugar, porque o SENHOR há de destruir a cidade. Foi tido, porém, por zombador aos olhos de seus genros.

19-15 - E, ao amanhecer, os anjos apertaram com Ló, dizendo: Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas que aqui estão, para que não pereças na injustiça desta cidade.

19-16 - Ele, porém, demorava-se, e aqueles varões lhe pegaram pela mão, e pela mão de sua mulher, e pela mão de suas duas filhas, sendo-lhe o Senhor misericordioso, e tiraram-no, e puseram-no fora da cidade.

19-17 - E aconteceu que, tirando-os fora, disse: Escapa-te por tua vida; não olhes para trás de ti e não pares em toda esta campina; escapa lá para o monte, para que não pereças.

19-18 - E Ló disse-lhe: Assim, não, Senhor!

19-19 - Eis que, agora, o teu servo tem achado graça aos teus olhos, e engrandeceste a tua misericórdia que a mim me fizeste, para guardar a minha alma em vida; mas não posso escapar no monte, pois que tenho medo que me apanhe este mal, e eu morra.

19-20 - Eis, agora, aquela cidade está perto, para fugir para lá, e é pequena; ora, para ali me escaparei ( não é pequena? ), para que minha alma viva.

19-21 - E disse-lhe: Eis aqui, tenho-te aceitado também neste negócio, para não derribar esta cidade de que falaste.

19-22 - Apressa-te, escapa-te para ali; porque nada poderei fazer, enquanto não tiveres ali chegado. Por isso, se chamou o nome da cidade Zoar.

19-23 - Saiu o sol sobre a terra, quando Ló entrou em Zoar.

19-24 - Então, o SENHOR fez chover enxofre e fogo, do SENHOR desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra.

19-25 - E derribou aquelas cidades, e toda aquela campina, e todos os moradores daquelas cidades, e o que nascia da terra.

19-26 - E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal.

19-27 - E Abraão levantou-se aquela mesma manhã de madrugada e foi para aquele lugar onde estivera diante da face do SENHOR.

19-28 - E olhou para Sodoma e Gomorra e para toda a terra da campina; e viu, e eis que a fumaça da terra subia, como a fumaça duma fornalha.

19-29 - E aconteceu que, destruindo Deus as cidades da campina, Deus se lembrou de Abraão e tirou Ló do meio da destruição, derribando aquelas cidades em que Ló habitara.

19-30 - E subiu Ló de Zoar e habitou no monte, e as suas duas filhas com ele, porque temia habitar em Zoar; e habitou numa caverna, ele e as suas duas filhas.

19-31 - Então, a primogênita disse à menor: Nosso pai é já velho, e não há varão na terra que entre a nós, segundo o costume de toda a terra.

19-32 - Vem, demos a beber vinho a nosso pai e deitemo-nos com ele, para que em vida conservemos semente de nosso pai.

19-33 - E deram a beber vinho a seu pai naquela noite; e veio a primogênita e deitou-se com seu pai, e não sentiu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou.

19-34 - E sucedeu, no outro dia, que a primogênita disse à menor: Vês aqui, eu já ontem à noite me deitei com meu pai; demos-lhe a beber vinho também esta noite, e então entra tu, deita-te com ele, para que em vida conservemos semente de nosso pai.

19-35 - E deram a beber vinho a seu pai, também naquela noite; e levantou-se a menor e deitou-se com ele; e não sentiu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou.

19-36 - E conceberam as duas filhas de Ló de seu pai.

19-37 - E teve a primogênita um filho e chamou o seu nome Moabe; este é o pai dos moabitas, até ao dia de hoje.

19-38 - E a menor também teve um filho e chamou o seu nome Ben-Ami; este é o pai dos filhos de Amom, até o dia de hoje.

20-1 - E partiu Abraão dali para a terra do Sul e habitou entre Cades e Sur; e peregrinou em Gerar.

20-2 - E, havendo Abraão dito de Sara, sua mulher: É minha irmã, enviou Abimeleque, rei de Gerar, e tomou a Sara.

20-3 - Deus, porém, veio a Abimeleque em sonhos de noite e disse-lhe: Eis que morto és por causa da mulher que tomaste; porque ela está casada com marido.

20-4 - Mas Abimeleque ainda não se tinha chegado a ela; por isso, disse: Senhor, matarás também uma nação justa?

20-5 - Não me disse ele mesmo: É minha irmã? E ela também disse: É meu irmão. Em sinceridade do coração e em pureza das minhas mãos, tenho feito isto.

20-6 - E disse-lhe Deus em sonhos: Bem sei eu que na sinceridade do teu coração fizeste isto; e também eu te tenho impedido de pecar contra mim; por isso, te não permiti tocá-la.

20-7 - Agora, pois, restitui a mulher ao seu marido, porque profeta é e rogará por ti, para que vivas; porém, se não lha restituíres, sabe que certamente morrerás, tu e tudo o que é teu.

20-8 - E levantou-se Abimeleque pela manhã, de madrugada, chamou todos os seus servos e falou todas estas palavras em seus ouvidos; e temeram muito aqueles varões.

20-9 - Então, chamou Abimeleque a Abraão e disse-lhe: Que nos fizeste? E em que pequei contra ti, para trazeres sobre mim e meu reino tamanho pecado? Tu me fizeste aquilo que não deverias ter feito.

20-10 - Disse mais Abimeleque a Abraão: Que tens visto, para fazeres tal coisa?

20-11 - E disse Abraão: Porque eu dizia comigo: Certamente não há temor de Deus neste lugar, e eles me matarão por amor da minha mulher.

20-12 - E, na verdade, é ela também minha irmã, filha de meu pai, mas não filha da minha mãe; e veio a ser minha mulher.

20-13 - E aconteceu que, fazendo-me Deus sair errante da casa de meu pai, eu lhe disse: Seja esta a graça que me farás em todo o lugar aonde viermos: dize de mim: É meu irmão.

20-14 - Então, tomou Abimeleque ovelhas, e vacas, e servos, e servas e os deu a Abraão; e restituiu-lhe Sara, sua mulher.

20-15 - E disse Abimeleque: Eis que a minha terra está diante da tua face; habita onde bom for aos teus olhos.

20-16 - E a Sara disse: Vês que tenho dado ao teu irmão mil moedas de prata; eis que elas te sejam por véu dos olhos para com todos os que contigo estão e até para com todos os outros; e estás advertida.

20-17 - E orou Abraão a Deus, e sarou Deus a Abimeleque, e a sua mulher, e as suas servas, de maneira que tiveram filhos;

20-18 - porque o SENHOR havia fechado totalmente todas as madres da casa de Abimeleque, por causa de Sara, mulher de Abraão.

21-1 - E o SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o SENHOR a Sara como tinha falado.

21-2 - E concebeu Sara e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, que Deus lhe tinha dito.

21-3 - E chamou Abraão o nome de seu filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque.

21-4 - E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como Deus lhe tinha ordenado.

21-5 - E era Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho.

21-6 - E disse Sara: Deus me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo.

21-7 - Disse mais: Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe dei um filho na sua velhice?

21-8 - E cresceu o menino e foi desmamado; então, Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.

21-9 - E viu Sara que o filho de Agar, a egípcia, que esta tinha dado a Abraão, zombava.

21-10 - E disse a Abraão: Deita fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com meu filho, com Isaque.

21-11 - E pareceu esta palavra mui má aos olhos de Abraão, por causa de seu filho.

21-12 - Porém Deus disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua semente.

21-13 - Mas também do filho desta serva farei uma nação, porquanto é tua semente.

21-14 - Então, se levantou Abraão pela manhã, de madrugada, e tomou pão e um odre de água, e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela foi-se, andando errante no deserto de Berseba.

21-15 - E, consumida a água do odre, lançou o menino debaixo de uma das árvores.

21-16 - E foi-se e assentou-se em frente, afastando-se a distância de um tiro de arco; porque dizia: Que não veja eu morrer o menino. E assentou-se em frente, e levantou a sua voz, e chorou.

21-17 - E ouviu Deus a voz do menino, e bradou o Anjo de Deus a Agar desde os céus e disse-lhe: Que tens, Agar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do rapaz desde o lugar onde está.

21-18 - Ergue-te, levanta o moço e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação.

21-19 - E abriu-lhe Deus os olhos; e viu um poço de água, e foi-se, e encheu o odre de água, e deu de beber ao moço.

21-20 - E era Deus com o moço, que cresceu, e habitou no deserto, e foi flecheiro.

21-21 - E habitou no deserto de Parã; e sua mãe tomou-lhe mulher da terra do Egito.

21-22 - E aconteceu, naquele mesmo tempo, que Abimeleque, com Ficol, príncipe do seu exército, falou com Abraão, dizendo: Deus é contigo em tudo o que fazes;

21-23 - agora, pois, jura-me aqui por Deus que me não mentirás a mim, nem a meu filho, nem a meu neto; segundo a beneficência que te fiz, me farás a mim e à terra onde peregrinaste.

21-24 - E disse Abraão: Eu jurarei.

21-25 - Abraão, porém, repreendeu a Abimeleque por causa de um poço de água que os servos de Abimeleque haviam tomado por força.

21-26 - Então, disse Abimeleque: Eu não sei quem fez isto; e também tu mo não fizeste saber, nem eu o ouvi senão hoje.

21-27 - E tomou Abraão ovelhas e vacas e deu-as a Abimeleque; e fizeram ambos concerto.

21-28 - Pôs Abraão, porém, à parte sete cordeiras do rebanho.

21-29 - E Abimeleque disse a Abraão: Para que estão aqui estas sete cordeiras, que puseste à parte?

21-30 - E disse: Tomarás estas sete cordeiras de minha mão, para que sejam em testemunho que eu cavei este poço.

21-31 - Por isso, se chamou aquele lugar Berseba, porquanto ambos juraram ali.

21-32 - Assim, fizeram concerto em Berseba. Depois, se levantou Abimeleque e Ficol, príncipe do seu exército, e tornaram para a terra dos filisteus.

21-33 - E plantou um bosque em Berseba e invocou lá o nome do SENHOR, Deus eterno.

21-34 - E peregrinou Abraão na terra dos filisteus muitos dias.

22-1 - E aconteceu, depois destas coisas, que tentou Deus a Abraão e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.

22-2 - E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.

22-3 - Então, se levantou Abraão pela manhã, de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque, seu filho; e fendeu lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera.

22-4 - Ao terceiro dia, levantou Abraão os seus olhos e viu o lugar de longe.

22-5 - E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e, havendo adorado, tornaremos a vós.

22-6 - E tomou Abraão a lenha do holocausto e pô-la sobre Isaque, seu filho; e ele tomou o fogo e o cutelo na sua mão. E foram ambos juntos.

22-7 - Então, falou Isaque a Abraão, seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?

22-8 - E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim, caminharam ambos juntos.

22-9 - E vieram ao lugar que Deus lhes dissera, e edificou Abraão ali um altar, e pôs em ordem a lenha, e amarrou a Isaque, seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha.

22-10 - E estendeu Abraão a sua mão e tomou o cutelo para imolar o seu filho.

22-11 - Mas o Anjo do SENHOR lhe bradou desde os céus e disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.

22-12 - Então, disse: Não estendas a tua mão sobre o moço e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus e não me negaste o teu filho, o teu único.

22-13 - Então, levantou Abraão os seus olhos e olhou, e eis um carneiro detrás dele, travado pelas suas pontas num mato; e foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu-o em holocausto, em lugar de seu filho.

22-14 - E chamou Abraão o nome daquele lugar o SENHOR proverá; donde se diz até ao dia de hoje: No monte do SENHOR se proverá.

22-15 - Então, o Anjo do SENHOR bradou a Abraão pela segunda vez desde os céus

22-16 - e disse: Por mim mesmo, jurei, diz o SENHOR, porquanto fizeste esta ação e não me negaste o teu filho, o teu único,

22-17 - que deveras te abençoarei e grandissimamente multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e como a areia que está na praia do mar; e a tua semente possuirá a porta dos seus inimigos.

22-18 - E em tua semente serão benditas todas as nações da terra, porquanto obedeceste à minha voz.

22-19 - Então, Abraão tornou aos seus moços, e levantaram-se e foram juntos para Berseba; e Abraão habitou em Berseba.

22-20 - E sucedeu, depois destas coisas, que anunciaram a Abraão, dizendo: Eis que também Milca deu filhos a Naor, teu irmão:

22-21 - Uz, o seu primogênito, e Buz, seu irmão, e Quemuel, pai de Arã,

22-22 - e Quésede, e Hazo, e Pildas, e Jidlafe, e Betuel.

22-23 - E Betuel gerou Rebeca. Estes oito deu Milca a Naor, irmão de Abraão.

22-24 - E a sua concubina, cujo nome era Reumá, lhe deu também Teba, e Gaã, e Taás, e Maaca.

23-1 - E foi a vida de Sara cento e vinte e sete anos; estes foram os anos da vida de Sara.

23-2 - E morreu Sara em Quiriate-Arba, que é Hebrom, na terra de Canaã; e veio Abraão lamentar a Sara e chorar por ela.

23-3 - Depois, se levantou Abraão de diante do seu morto e falou aos filhos de Hete, dizendo:

23-4 - Estrangeiro e peregrino sou entre vós; dai-me possessão de sepultura convosco, para que eu sepulte o meu morto de diante da minha face.

23-5 - E responderam os filhos de Hete a Abraão, dizendo-lhe:

23-6 - Ouve-nos, meu senhor: príncipe de Deus és no meio de nós; enterra o teu morto na mais escolhida de nossas sepulturas; nenhum de nós te vedará a sua sepultura, para enterrares o teu morto.

23-7 - Então, se levantou Abraão e inclinou-se diante do povo da terra, diante dos filhos de Hete.

23-8 - E falou com eles, dizendo: Se é de vossa vontade que eu sepulte o meu morto de diante de minha face, ouvi-me e falai por mim a Efrom, filho de Zoar.

23-9 - Que ele me dê a cova de Macpela, que tem no fim do seu campo; que ma dê pelo devido preço em posse de sepulcro no meio de vós.

23-10 - Ora, Efrom estava no meio dos filhos de Hete; e respondeu Efrom, heteu, a Abraão, aos ouvidos dos filhos de Hete, de todos os que entravam pela porta da sua cidade, dizendo:

23-11 - Não, meu senhor; ouve-me: o campo te dou, também te dou a cova que nele está; diante dos olhos dos filhos do meu povo ta dou; sepulta o teu morto.

23-12 - Então, Abraão se inclinou diante da face do povo da terra

23-13 - e falou a Efrom, aos ouvidos do povo da terra, dizendo: Mas, se tu estás por isto, ouve-me, peço-te: o preço do campo o darei; toma-o de mim, e sepultarei ali o meu morto.

23-14 - E respondeu Efrom a Abraão, dizendo-lhe:

23-15 - Meu senhor, ouve-me: a terra é de quatrocentos siclos de prata; que é isto entre mim e ti? Sepulta o teu morto.

23-16 - E Abraão deu ouvidos a Efrom e Abraão pesou a Efrom a prata de que tinha falado aos ouvidos dos filhos de Hete, quatrocentos siclos de prata, correntes entre mercadores.

23-17 - Assim, o campo de Efrom, que estava em Macpela, em frente de Manre, o campo e a cova que nele estava, e todo o arvoredo que no campo havia, que estava em todo o seu contorno ao redor,

23-18 - se confirmaram a Abraão em possessão diante dos olhos dos filhos de Hete, de todos os que entravam pela porta da sua cidade.

23-19 - E, depois, sepultou Abraão a Sara, sua mulher, na cova do campo de Macpela, em frente de Manre, que é Hebrom, na terra de Canaã.

23-20 - Assim, o campo e a cova que nele estava se confirmaram a Abraão, em possessão de sepultura pelos filhos de Hete.

24-1 - E era Abraão já velho e adiantado em idade, e o SENHOR havia abençoado a Abraão em tudo.

24-2 - E disse Abraão ao seu servo, o mais velho da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía: Põe agora a tua mão debaixo da minha coxa,

24-3 - para que eu te faça jurar pelo SENHOR, Deus dos céus e Deus da terra, que não tomarás para meu filho mulher das filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito,

24-4 - mas que irás à minha terra e à minha parentela e daí tomarás mulher para meu filho Isaque.

24-5 - E disse-lhe o servo: Porventura não quererá seguir-me a mulher a esta terra. Farei, pois, tornar o teu filho à terra de onde saíste?

24-6 - E Abraão lhe disse: Guarda-te, que não faças lá tornar o meu filho.

24-7 - O SENHOR, Deus dos céus, que me tomou da casa de meu pai e da terra da minha parentela, e que me falou, e que me jurou, dizendo: À tua semente darei esta terra, ele enviará o seu Anjo adiante da tua face, para que tomes mulher de lá para meu filho.

24-8 - Se a mulher, porém, não quiser seguir-te, serás livre deste meu juramento; somente não faças lá tornar a meu filho.

24-9 - Então, pôs o servo a sua mão debaixo da coxa de Abraão, seu senhor, e jurou-lhe sobre este negócio.

24-10 - E o servo tomou dez camelos, dos camelos do seu senhor, e partiu, pois que toda a fazenda de seu senhor estava em sua mão; e levantou-se e partiu para a Mesopotâmia, para a cidade de Naor.

24-11 - E fez ajoelhar os camelos fora da cidade, junto a um poço de água, pela tarde, ao tempo em que as moças saíam a tirar água.

24-12 - E disse: Ó SENHOR, Deus de meu senhor Abraão, dá-me, hoje, bom encontro e faze beneficência ao meu senhor Abraão!

24-13 - Eis que eu estou em pé junto à fonte de água, e as filhas dos varões desta cidade saem para tirar água;

24-14 - Seja, pois, que a donzela a quem eu disser: abaixa agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos, esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque; e que eu conheça nisso que fizeste beneficência a meu senhor.

24-15 - E sucedeu que, antes que ele acabasse de falar, eis que Rebeca, que havia nascido a Betuel, filho de Milca, mulher de Naor, irmão de Abraão, saía com o seu cântaro sobre o seu ombro.

24-16 - E a donzela era mui formosa à vista, virgem, a quem varão não havia conhecido; e desceu à fonte, e encheu o seu cântaro, e subiu.

24-17 - Então, o servo correu-lhe ao encontro e disse: Ora, deixa-me beber um pouco de água do teu cântaro.

24-18 - E ela disse: Bebe, meu senhor. E apressou-se, e abaixou o seu cântaro sobre a sua mão, e deu-lhe de beber.

24-19 - E, acabando ela de lhe dar de beber, disse: Tirarei também água para os teus camelos, até que acabem de beber.

24-20 - E apressou-se, e vazou o seu cântaro na pia, e correu outra vez ao poço para tirar água, e tirou para todos os seus camelos.

24-21 - E o varão estava admirado de vê-la, calando-se, para saber se o SENHOR havia prosperado a sua jornada ou não.

24-22 - E aconteceu que, acabando os camelos de beber, tomou o varão um pendente de ouro de meio siclo de peso e duas pulseiras para as suas mãos, do peso de dez siclos de ouro,

24-23 - e disse: De quem és filha? Faze-mo saber, peço-te; há também em casa de teu pai lugar para nós pousarmos?

24-24 - E ela disse: Eu sou filha de Betuel, filho de Milca, o qual ela deu a Naor.

24-25 - Disse-lhe mais: Também temos palha, e muito pasto, e lugar para passar a noite.

24-26 - Então, inclinou-se aquele varão, e adorou ao SENHOR,

24-27 - e disse: Bendito seja o SENHOR, Deus de meu senhor Abraão, que não retirou a sua beneficência e a sua verdade de meu senhor; quanto a mim, o SENHOR me guiou no caminho à casa dos irmãos de meu senhor.

24-28 - E a donzela correu e fez saber estas coisas na casa de sua mãe.

24-29 - E Rebeca tinha um irmão cujo nome era Labão; e Labão correu ao encontro daquele varão à fonte.

24-30 - E aconteceu que, quando ele viu o pendente e as pulseiras sobre as mãos de sua irmã e quando ouviu as palavras de sua irmã Rebeca, que dizia: Assim me falou aquele varão, veio ao varão, e eis que estava em pé junto aos camelos, junto à fonte.

24-31 - E disse: Entra, bendito do SENHOR, por que estarás fora? Pois eu já preparei a casa e o lugar para os camelos.

24-32 - Então, veio aquele varão à casa, e desataram os camelos e deram palha e pasto aos camelos e água para lavar os pés dele e os pés dos varões que estavam com ele.

24-33 - Depois, puseram de comer diante dele. Ele, porém, disse: Não comerei, até que tenha dito as minhas palavras. E ele disse: Fala.

24-34 - Então, disse: Eu sou o servo de Abraão.

24-35 - O SENHOR abençoou muito o meu senhor, de maneira que foi engrandecido; e deu-lhe ovelhas e vacas, e prata e ouro, e servos e servas, e camelos e jumentos.

24-36 - E Sara, a mulher do meu senhor, gerou um filho a meu senhor depois da sua velhice; e ele deu-lhe tudo quanto tem.

24-37 - E meu senhor me fez jurar, dizendo: Não tomarás mulher para meu filho das filhas dos cananeus, em cuja terra habito;

24-38 - irás, porém, à casa de meu pai e à minha família e tomarás mulher para meu filho.

24-39 - Então, disse eu ao meu senhor: Porventura não me seguirá a mulher.

24-40 - E ele me disse: O SENHOR, em cuja presença tenho andado, enviará o seu Anjo contigo e prosperará o teu caminho, para que tomes mulher para meu filho da minha família e da casa de meu pai.

24-41 - Então, serás livre do meu juramento, quando fores à minha família; e, se não ta derem, livre serás do meu juramento.

24-42 - E hoje cheguei à fonte e disse: Ó SENHOR, Deus de meu senhor Abraão, se tu, agora, prosperas o meu caminho, no qual eu ando,

24-43 - eis que estou junto à fonte de água; seja, pois, que a donzela que sair para tirar água e à qual eu disser: Ora, dá-me um pouco de água do teu cântaro,

24-44 - e ela me disser: Bebe tu também e também tirarei água para os teus camelos, esta seja a mulher que o SENHOR designou ao filho de meu senhor.

24-45 - E, antes que eu acabasse de falar no meu coração, eis que Rebeca saía com seu cântaro sobre o seu ombro, e desceu à fonte, e tirou água; e eu lhe disse: Ora, dá-me de beber.

24-46 - E ela se apressou, e abaixou o seu cântaro de sobre si, e disse: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos; e bebi, e ela deu também de beber aos camelos.

24-47 - Então, lhe perguntei e disse: De quem és filha? E ela disse: Filha de Betuel, filho de Naor, que lhe gerou Milca. Então, eu pus o pendente no seu rosto e as pulseiras sobre as suas mãos.

24-48 - E, inclinando-me, adorei ao SENHOR e bendisse ao SENHOR, Deus do meu senhor Abraão, que me havia encaminhado pelo caminho da verdade, para tomar a filha do irmão de meu senhor para seu filho.

24-49 - Agora, pois, se vós haveis de mostrar beneficência e verdade a meu senhor, fazei-mo saber; e, se não, também mo fazei saber, para que eu olhe à mão direita ou à esquerda.

24-50 - Então, responderam Labão e Betuel e disseram: Do SENHOR procedeu este negócio; não podemos falar-te mal ou bem.

24-51 - Eis que Rebeca está diante da tua face; toma-a e vai-te; seja a mulher do filho de teu senhor, como tem dito o SENHOR.

24-52 - E aconteceu que o servo de Abraão, ouvindo as suas palavras, inclinou-se à terra diante do SENHOR;

24-53 - e tirou o servo vasos de prata, e vasos de ouro, e vestes e deu-os a Rebeca; também deu coisas preciosas a seu irmão e a sua mãe.

24-54 - Então, comeram, e beberam, ele e os varões que com ele estavam, e passaram a noite. E levantaram-se pela manhã, e disse: Deixai-me ir a meu senhor.

24-55 - Então, disseram seu irmão e sua mãe: Fique a donzela conosco alguns dias ou pelo menos dez dias; e depois irá.

24-56 - Ele, porém, lhes disse: Não me detenhais, pois o SENHOR tem prosperado o meu caminho; deixai-me partir, para que eu volte a meu senhor.

24-57 - E disseram: Chamemos a donzela e perguntemos-lho.

24-58 - E chamaram Rebeca e disseram-lhe: Irás tu com este varão? Ela respondeu: Irei.

24-59 - Então, despediram Rebeca, sua irmã, e a sua ama, e o servo de Abraão, e os seus varões.

24-60 - E abençoaram Rebeca e disseram-lhe: Ó nossa irmã, sejas tu em milhares de milhares, e que a tua semente possua a porta de seus aborrecedores!

24-61 - E Rebeca se levantou com as suas moças, e subiram sobre os camelos e seguiram o varão; e tomou aquele servo a Rebeca e partiu.

24-62 - Ora, Isaque vinha do caminho do poço de Laai-Roi, porque habitava na terra do Sul.

24-63 - E Isaque saíra a orar no campo, sobre a tarde; e levantou os olhos, e olhou e eis que os camelos vinham.

24-64 - Rebeca também levantou os olhos, e viu a Isaque, e lançou-se do camelo,

24-65 - e disse ao servo: Quem é aquele varão que vem pelo campo ao nosso encontro? E o servo disse: Este é meu senhor. Então, tomou ela o véu e cobriu-se.

24-66 - E o servo contou a Isaque todas as coisas que fizera.

24-67 - E Isaque trouxe-a para a tenda de sua mãe, Sara, e tomou a Rebeca, e foi-lhe por mulher, e amou-a. Assim, Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe.

25-1 - E Abraão tomou outra mulher; o seu nome era Quetura.

25-2 - E gerou-lhe Zinrã, e Jocsã, e Medã, e Midiã, e Isbaque, e Suá.

25-3 - E Jocsã gerou a Seba e a Dedã; e os filhos de Dedã foram Assurim, e Letusim, e Leumim.

25-4 - E os filhos de Midiã foram Efá, e Efer, e Enoque, e Abida, e Elda; estes todos foram filhos de Quetura.

25-5 - Porém Abraão deu tudo o que tinha a Isaque.

25-6 - Mas, aos filhos das concubinas que Abraão tinha, deu Abraão presentes e, vivendo ele ainda, despediu-os do seu filho Isaque, ao Oriente, para a terra oriental.

25-7 - Estes, pois, são os dias dos anos da vida de Abraão, que viveu cento e setenta e cinco anos.

25-8 - E Abraão expirou e morreu em boa velhice, velho e farto de dias; e foi congregado ao seu povo.

25-9 - E sepultaram-no Isaque e Ismael, seus filhos, na cova de Macpela, no campo de Efrom, filho de Zoar, heteu, que estava em frente de Manre,

25-10 - o campo que Abraão comprara aos filhos de Hete. Ali está sepultado Abraão e Sara, sua mulher.

25-11 - E aconteceu, depois da morte de Abraão, que Deus abençoou a Isaque, seu filho; e habitava Isaque junto ao poço Laai-Roi.

25-12 - Estas, porém, são as gerações de Ismael, filho de Abraão, que a serva de Sara, Agar, egípcia, deu a Abraão.

25-13 - E estes são os nomes dos filhos de Ismael pelos seus nomes, segundo as suas gerações: o primogênito de Ismael era Nebaiote, depois Quedar, e Abdeel, e Mibsão,

25-14 - e Misma, e Dumá, e Massá,

25-15 - e Hadade, e Tema, e Jetur, e Nafis, e Quedemá.

25-16 - Estes são os filhos de Ismael, e estes são os seus nomes pelas suas vilas e pelos seus castelos: doze príncipes segundo as suas famílias.

25-17 - E estes são os anos da vida de Ismael, que viveu cento e trinta e sete anos; e ele expirou, e morreu, e foi congregado ao seu povo.

25-18 - E habitaram desde Havilá até Sur, que está em frente do Egito, indo para Assur; e Ismael fez o seu assento diante da face de todos os seus irmãos.

25-19 - E estas são as gerações de Isaque, filho de Abraão: Abraão gerou a Isaque;

25-20 - e era Isaque da idade de quarenta anos, quando tomou a Rebeca, filha de Betuel, arameu de Padã-Arã, irmã de Labão, arameu, por sua mulher.

25-21 - E Isaque orou instantemente ao SENHOR por sua mulher, porquanto era estéril; e o SENHOR ouviu as suas orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu.

25-22 - E os filhos lutavam dentro dela; então, disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi-se a perguntar ao SENHOR.

25-23 - E o SENHOR lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas: um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.

25-24 - E, cumprindo-se os seus dias para dar à luz, eis gêmeos no seu ventre.

25-25 - E saiu o primeiro, ruivo e todo como uma veste cabeluda; por isso, chamaram o seu nome Esaú.

25-26 - E, depois, saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú; por isso, se chamou o seu nome Jacó. E era Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou.

25-27 - E cresceram os meninos. E Esaú foi varão perito na caça, varão do campo; mas Jacó era varão simples, habitando em tendas.

25-28 - E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu gosto; mas Rebeca amava a Jacó.

25-29 - E Jacó cozera um guisado; e veio Esaú do campo e estava ele cansado.

25-30 - E disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peço-te, comer desse guisado vermelho, porque estou cansado. Por isso, se chamou o seu nome Edom.

25-31 - Então, disse Jacó: Vende-me, hoje, a tua primogenitura.

25-32 - E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer, e para que me servirá logo a primogenitura?

25-33 - Então, disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó.

25-34 - E Jacó deu pão a Esaú e o guisado das lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e levantou-se, e foi-se. Assim, desprezou Esaú a sua primogenitura.

26-1 - E havia fome na terra, além da primeira fome, que foi nos dias de Abraão; por isso, foi-se Isaque a Abimeleque, rei dos filisteus, em Gerar.

26-2 - E apareceu-lhe o SENHOR e disse: Não desças ao Egito. Habita na terra que eu te disser;

26-3 - peregrina nesta terra, e serei contigo e te abençoarei; porque a ti e à tua semente darei todas estas terras e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão, teu pai.

26-4 - E multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e darei à tua semente todas estas terras. E em tua semente serão benditas todas as nações da terra,

26-5 - porquanto Abraão obedeceu à minha voz e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.

26-6 - Assim, habitou Isaque em Gerar.

26-7 - E, perguntando-lhe os varões daquele lugar acerca de sua mulher, disse: É minha irmã; porque temia dizer: É minha mulher; para que porventura ( dizia ele ) me não matem os varões daquele lugar por amor de Rebeca; porque era formosa à vista.

26-8 - E aconteceu que, como ele esteve ali muito tempo, Abimeleque, rei dos filisteus, olhou por uma janela e viu, e eis que Isaque estava brincando com Rebeca, sua mulher.

26-9 - Então, chamou Abimeleque a Isaque e disse: Eis que, na verdade, é tua mulher; como, pois, disseste: É minha irmã? E disse-lhe Isaque: Porque eu dizia: Para que eu porventura não morra por causa dela.

26-10 - E disse Abimeleque: Que é isto que nos fizeste? Facilmente se teria deitado alguém deste povo com a tua mulher, e tu terias trazido sobre nós um delito.

26-11 - E mandou Abimeleque a todo o povo, dizendo: Qualquer que tocar neste varão ou em sua mulher certamente morrerá.

26-12 - E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas, porque o SENHOR o abençoava.

26-13 - E engrandeceu-se o varão e ia-se engrandecendo, até que se tornou mui grande;

26-14 - e tinha possessão de ovelhas, e possessão de vacas, e muita gente de serviço, de maneira que os filisteus o invejavam.

26-15 - E todos os poços que os servos de seu pai tinham cavado nos dias de Abraão, seu pai, os filisteus entulharam e encheram de terra.

26-16 - Disse também Abimeleque a Isaque: Aparta-te de nós, porque muito mais poderoso te tens feito do que nós.

26-17 - Então, Isaque foi-se dali, e fez o seu assento no vale de Gerar, e habitou lá.

26-18 - E tornou Isaque, e cavou os poços de água que cavaram nos dias de Abraão, seu pai, e que os filisteus taparam depois da morte de Abraão, e chamou-os pelos nomes que os chamara seu pai.

26-19 - Cavaram, pois, os servos de Isaque naquele vale e acharam ali um poço de águas vivas.

26-20 - E os pastores de Gerar porfiaram com os pastores de Isaque, dizendo: Esta água é nossa. Por isso, chamou o nome daquele poço Eseque, porque contenderam com ele.

26-21 - Então, cavaram outro poço e também porfiaram sobre ele. Por isso, chamou o seu nome Sitna.

26-22 - E partiu dali e cavou outro poço; e não porfiaram sobre ele. Por isso, chamou o seu nome Reobote e disse: Porque agora nos alargou o SENHOR, e crescemos nesta terra.

26-23 - Depois, subiu dali a Berseba,

26-24 - e apareceu-lhe o SENHOR naquela mesma noite e disse: Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente por amor de Abraão, meu servo.

26-25 - Então, edificou ali um altar, e invocou o nome do SENHOR, e armou ali a sua tenda; e os servos de Isaque cavaram ali um poço.

26-26 - E Abimeleque veio a ele de Gerar, com Ausate, seu amigo, e Ficol, príncipe do seu exército.

26-27 - E disse-lhe Isaque: Por que viestes a mim, pois que vós me aborreceis e me enviastes de vós?

26-28 - E eles disseram: Havemos visto, na verdade, que o SENHOR é contigo; pelo que dissemos: Haja, agora, juramento entre nós, entre nós e ti; e façamos concerto contigo.

26-29 - Que nos não faças mal, como nós te não temos tocado, e como te fizemos somente bem, e te deixamos ir em paz. Agora, tu és o bendito do SENHOR.

26-30 - Então, lhes fez um banquete, e comeram e beberam.

26-31 - E levantaram-se de madrugada e juraram um ao outro; depois, os despediu Isaque, e despediram-se dele, em paz.

26-32 - E aconteceu, naquele mesmo dia, que vieram os servos de Isaque, e anunciaram-lhe acerca do negócio do poço, que tinham cavado, e disseram-lhe: Temos achado água.

26-33 - E chamou-o Seba. Por isso, é o nome daquela cidade Berseba até o dia de hoje.

26-34 - Ora, sendo Esaú da idade de quarenta anos, tomou por mulher a Judite, filha de Beeri, heteu, e a Basemate, filha de Elom, heteu.

26-35 - E estas foram para Isaque e Rebeca uma amargura de espírito.

27-1 - E aconteceu que, como Isaque envelheceu, e os seus olhos se escureceram, de maneira que não podia ver, chamou a Esaú, seu filho mais velho, e disse-lhe: Meu filho! E ele lhe disse: Eis-me aqui!

27-2 - E ele disse: Eis que já agora estou velho e não sei o dia da minha morte.

27-3 - Agora, pois, toma as tuas armas, a tua aljava e o teu arco, e sai ao campo, e apanha para mim alguma caça,

27-4 - e faze-me um guisado saboroso, como eu gosto, e traze-mo, para que eu coma, e para que minha alma te abençoe, antes que morra.

27-5 - E Rebeca escutou quando Isaque falava ao seu filho Esaú; e foi-se Esaú ao campo, para apanhar caça que havia de trazer.

27-6 - Então, falou Rebeca a Jacó, seu filho, dizendo: Eis que tenho ouvido o teu pai que falava com Esaú, teu irmão, dizendo:

27-7 - Traze-me caça e faze-me um guisado saboroso, para que eu coma e te abençoe diante da face do SENHOR, antes da minha morte.

27-8 - Agora, pois, filho meu, ouve a minha voz naquilo que eu te mando.

27-9 - Vai, agora, ao rebanho e traze-me de lá dois bons cabritos; e eu farei deles um guisado saboroso para teu pai, como ele gosta;

27-10 - e levá-lo-ás a teu pai, para que o coma e para que te abençoe antes da sua morte.

27-11 - Então, disse Jacó a Rebeca, sua mãe: Eis que Esaú, meu irmão, é varão cabeludo, e eu, varão liso.

27-12 - Porventura, me apalpará o meu pai, e serei, a seus olhos, enganador; assim, trarei eu sobre mim maldição e não bênção.

27-13 - E disse-lhe sua mãe: Meu filho, sobre mim seja a tua maldição; somente obedece à minha voz, e vai, e traze-mos.

27-14 - E foi, e tomou-os, e trouxe-os à sua mãe; e sua mãe fez um guisado saboroso, como seu pai gostava.

27-15 - Depois, tomou Rebeca as vestes de gala de Esaú, seu filho mais velho, que tinha consigo em casa, e vestiu a Jacó, seu filho menor.

27-16 - E, com as peles dos cabritos, cobriu as suas mãos e a lisura do seu pescoço

27-17 - e deu o guisado saboroso e o pão que tinha preparado na mão de Jacó, seu filho.

27-18 - E veio ele a seu pai e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui. Quem és tu, meu filho?

27-19 - E Jacó disse a seu pai: Eu sou Esaú, teu primogênito. Tenho feito como me disseste. Levanta-te agora, assenta-te e come da minha caça, para que a tua alma me abençoe.

27-20 - Então, disse Isaque a seu filho: Como é isto, que tão cedo a achaste, filho meu? E ele disse: Porque o SENHOR, teu Deus, a mandou ao meu encontro.

27-21 - E disse Isaque a Jacó: Chega-te agora, para que te apalpe, meu filho, se és meu filho Esaú mesmo ou não.

27-22 - Então, se chegou Jacó a Isaque, seu pai, que o apalpou e disse: A voz é a voz de Jacó, porém as mãos são as mãos de Esaú.

27-23 - E não o conheceu, porquanto as suas mãos estavam cabeludas, como as mãos de Esaú, seu irmão. E abençoou-o.

27-24 - E disse: És tu meu filho Esaú mesmo? E ele disse: Eu sou.

27-25 - Então, disse: Faze chegar isso perto de mim, para que coma da caça de meu filho; para que a minha alma te abençoe. E chegou-lho, e comeu; trouxe-lhe também vinho, e bebeu.

27-26 - E disse-lhe Isaque, seu pai: Ora, chega-te e beija-me, filho meu.

27-27 - E chegou-se e beijou-o. Então, cheirou o cheiro das suas vestes, e abençoou-o, e disse: Eis que o cheiro do meu filho é como o cheiro do campo, que o SENHOR abençoou.

27-28 - Assim, pois, te dê Deus do orvalho dos céus, e das gorduras da terra, e abundância de trigo e de mosto.

27-29 - Sirvam-te povos, e nações se encurvem a ti; sê senhor de teus irmãos, e os filhos da tua mãe se encurvem a ti; malditos sejam os que te amaldiçoarem, e benditos sejam os que te abençoarem.

27-30 - E aconteceu que, acabando Isaque de abençoar a Jacó, apenas Jacó acabava de sair da face de Isaque, seu pai, veio Esaú, seu irmão, da sua caça.

27-31 - E fez também ele um guisado saboroso, e trouxe-o a seu pai, e disse a seu pai: Levanta-te, meu pai, e come da caça de teu filho, para que me abençoe a tua alma.

27-32 - E disse-lhe Isaque, seu pai: Quem és tu? E ele disse: Eu sou teu filho, o teu primogênito, Esaú.

27-33 - Então, estremeceu Isaque de um estremecimento muito grande e disse: Quem, pois, é aquele que apanhou a caça e ma trouxe? Eu comi de tudo, antes que tu viesses, e abençoei-o; também será bendito.

27-34 - Esaú, ouvindo as palavras de seu pai, bradou com grande e mui amargo brado e disse a seu pai: Abençoa-me também a mim, meu pai.

27-35 - E ele disse: Veio o teu irmão com sutileza e tomou a tua bênção.

27-36 - Então, disse ele: Não foi o seu nome justamente chamado Jacó? Por isso, que já duas vezes me enganou: a minha primogenitura me tomou e eis que agora me tomou a minha bênção. E disse mais: Não reservaste, pois, para mim bênção alguma?

27-37 - Então, respondeu Isaque e disse a Esaú: Eis que o tenho posto por senhor sobre ti, e todos os seus irmãos lhe tenho dado por servos; e de trigo e de mosto o tenho fortalecido; que te farei, pois, agora a ti, meu filho?

27-38 - E disse Esaú a seu pai: Tens uma só bênção, meu pai? Abençoa-me também a mim, meu pai. E levantou Esaú a sua voz e chorou.

27-39 - Então, respondeu Isaque, seu pai, e disse-lhe: Eis que a tua habitação será longe das gorduras da terra e sem orvalho dos céus.

27-40 - E pela tua espada viverás e ao teu irmão servirás. Acontecerá, porém, que, quando te libertares, então, sacudirás o seu jugo do teu pescoço.

27-41 - E aborreceu Esaú a Jacó por causa daquela bênção, com que seu pai o tinha abençoado; e Esaú disse no seu coração: Chegar-se-ão os dias de luto de meu pai; então, matarei a Jacó, meu irmão.

27-42 - E foram denunciadas a Rebeca estas palavras de Esaú, seu filho mais velho; e ela enviou, e chamou a Jacó, seu filho menor, e disse-lhe: Eis que Esaú, teu irmão, se consola a teu respeito, propondo-se matar-te.

27-43 - Agora, pois, meu filho, ouve a minha voz: levanta-te e acolhe-te a Labão, meu irmão, em Harã;

27-44 - e mora com ele alguns dias, até que passe o furor de teu irmão,

27-45 - até que se desvie de ti a ira de teu irmão, e se esqueça do que lhe fizeste. Então, enviarei e te farei vir de lá. Por que seria eu desfilhada também de vós ambos num mesmo dia?

27-46 - E disse Rebeca a Isaque: Enfadada estou da minha vida, por causa das filhas de Hete; se Jacó tomar mulher das filhas de Hete, como estas são das filhas desta terra, para que me será a vida?

28-1 - E Isaque chamou a Jacó, e abençoou-o, e ordenou-lhe, e disse-lhe: Não tomes mulher de entre as filhas de Canaã.

28-2 - Levanta-te, vai a Padã-Arã, à casa de Betuel, pai de tua mãe, e toma de lá uma mulher das filhas de Labão, irmão de tua mãe.

28-3 - E Deus Todo-poderoso te abençoe, e te faça frutificar, e te multiplique, para que sejas uma multidão de povos;

28-4 - e te dê a bênção de Abraão, a ti e à tua semente contigo, para que em herança possuas a terra de tuas peregrinações, que Deus deu a Abraão.

28-5 - Assim, enviou Isaque a Jacó, o qual se foi a Padã-Arã, a Labão, filho de Betuel, arameu, irmão de Rebeca, mãe de Jacó e de Esaú.

28-6 - Vendo, pois, Esaú que Isaque abençoara a Jacó, e o enviara a Padã-Arã, para tomar mulher para si dali, e que, abençoando-o, lhe ordenara, dizendo: Não tomes mulher das filhas de Canaã;

28-7 - e que Jacó obedecera a seu pai e a sua mãe e se fora a Padã-Arã;

28-8 - vendo também Esaú que as filhas de Canaã eram más aos olhos de Isaque, seu pai,

28-9 - foi-se Esaú a Ismael e tomou para si por mulher, além das suas mulheres, a Maalate, filha de Ismael, filho de Abraão, e irmã de Nebaiote.

28-10 - Partiu, pois, Jacó de Berseba, e foi-se a Harã.

28-11 - E chegou a um lugar onde passou a noite, porque já o sol era posto; e tomou uma das pedras daquele lugar, e a pôs por sua cabeceira, e deitou-se naquele lugar.

28-12 - E sonhou: e eis era posta na terra uma escada cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela.

28-13 - E eis que o SENHOR estava em cima dela e disse: Eu sou o SENHOR, o Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaque. Esta terra em que estás deitado ta darei a ti e à tua semente.

28-14 - E a tua semente será como o pó da terra; e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul; e em ti e na tua semente serão benditas todas as famílias da terra.

28-15 - E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra, porque te não deixarei, até que te haja feito o que te tenho dito.

28-16 - Acordado, pois, Jacó do seu sono, disse: Na verdade o SENHOR está neste lugar, e eu não o sabia.

28-17 - E temeu e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a Casa de Deus; e esta é a porta dos céus.

28-18 - Então, levantou-se Jacó pela manhã, de madrugada, e tomou a pedra que tinha posto por sua cabeceira, e a pôs por coluna, e derramou azeite em cima dela.

28-19 - E chamou o nome daquele lugar Betel; o nome, porém, daquela cidade, dantes, era Luz.

28-20 - E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer e vestes para vestir,

28-21 - e eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR será o meu Deus;

28-22 - e esta pedra, que tenho posto por coluna, será Casa de Deus; e, de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.

29-1 - Então, pôs-se Jacó a pé e foi-se à terra dos filhos do Oriente.

29-2 - E olhou, e eis um poço no campo, e eis três rebanhos de ovelhas que estavam deitados junto a ele; porque daquele poço davam de beber aos rebanhos; e havia uma grande pedra sobre a boca do poço.

29-3 - E ajuntavam ali todos os rebanhos, e removiam a pedra de sobre a boca do poço, e davam de beber às ovelhas, e tornavam a pôr a pedra sobre a boca do poço, no seu lugar.

29-4 - E disse-lhes Jacó: Meus irmãos, donde sois? E disseram: Somos de Harã.

29-5 - E ele lhes disse: Conheceis a Labão, filho de Naor? E disseram: Conhecemos.

29-6 - Disse-lhes mais: Está ele bem? E disseram: Está bem, e eis aqui Raquel, sua filha, que vem com as ovelhas.

29-7 - E ele disse: Eis que ainda é muito dia, não é tempo de ajuntar o gado; dai de beber às ovelhas, e ide, e apascentai-as.

29-8 - E disseram: Não podemos, até que todos os rebanhos se ajuntem, e removam a pedra de sobre a boca do poço, para que demos de beber às ovelhas.

29-9 - Estando ele ainda falando com eles, veio Raquel com as ovelhas de seu pai; porque ela era pastora.

29-10 - E aconteceu que, vendo Jacó a Raquel, filha de Labão, irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, irmão de sua mãe, chegou Jacó, e revolveu a pedra de sobre a boca do poço, e deu de beber às ovelhas de Labão, irmão de sua mãe.

29-11 - E Jacó beijou a Raquel, e levantou a sua voz, e chorou.

29-12 - E Jacó anunciou a Raquel que era irmão de seu pai e que era filho de Rebeca. Então, ela correu e o anunciou a seu pai.

29-13 - E aconteceu que, ouvindo Labão as novas de Jacó, filho de sua irmã, correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e beijou-o, e levou-o à sua casa. E contou ele a Labão todas estas coisas.

29-14 - Então, Labão disse-lhe: Verdadeiramente és tu o meu osso e a minha carne. E ficou com ele um mês inteiro.

29-15 - Depois, disse Labão a Jacó: Porque tu és meu irmão, hás de servir-me de graça? Declara-me qual será o teu salário.

29-16 - E Labão tinha duas filhas; o nome da mais velha era Léia, e o nome da menor, Raquel.

29-17 - Léia, porém, tinha olhos tenros, mas Raquel era de formoso semblante e formosa à vista.

29-18 - E Jacó amava a Raquel e disse: Sete anos te servirei por Raquel, tua filha menor.

29-19 - Então, disse Labão: Melhor é que eu ta dê do que a dê a outro varão; fica comigo.

29-20 - Assim, serviu Jacó sete anos por Raquel; e foram aos seus olhos como poucos dias, pelo muito que a amava.

29-21 - E disse Jacó a Labão: Dá-me minha mulher, porque meus dias são cumpridos, para que eu entre a ela.

29-22 - Então, ajuntou Labão todos os varões daquele lugar e fez um banquete.

29-23 - E aconteceu, à tarde, que tomou Léia, sua filha, e trouxe-lha. E entrou a ela.

29-24 - E Labão deu sua serva Zilpa por serva a Léia, sua filha.

29-25 - E aconteceu pela manhã ver que era Léia; pelo que disse a Labão: Por que me fizeste isso? Não te tenho servido por Raquel? Por que, pois, me enganaste?

29-26 - E disse Labão: Não se faz assim no nosso lugar, que a menor se dê antes da primogênita.

29-27 - Cumpre a semana desta; então te daremos também a outra, pelo serviço que ainda outros sete anos servires comigo.

29-28 - E Jacó fez assim e cumpriu a semana desta; então, lhe deu por mulher Raquel, sua filha.

29-29 - E Labão deu sua serva Bila por serva a Raquel, sua filha.

29-30 - E entrou também a Raquel e amou também a Raquel mais do que a Léia; e serviu com ele ainda outros sete anos.

29-31 - Vendo, pois, o SENHOR que Léia era aborrecida, abriu a sua madre; porém Raquel era estéril.

29-32 - E concebeu Léia, e teve um filho, e chamou o seu nome Rúben, dizendo: Porque o SENHOR atendeu à minha aflição. Por isso, agora me amará o meu marido.

29-33 - E concebeu outra vez e teve um filho, dizendo: Porquanto o SENHOR ouviu que eu era aborrecida, me deu também este; e chamou o seu nome Simeão.

29-34 - E concebeu outra vez e teve um filho, dizendo: Agora, esta vez se ajuntará meu marido comigo, porque três filhos lhe tenho dado; por isso, chamou o seu nome Levi.

29-35 - E concebeu outra vez e teve um filho, dizendo: Esta vez louvarei ao SENHOR. Por isso, chamou o seu nome Judá; e cessou de ter filhos.

30-1 - Vendo, pois, Raquel que não dava filhos a Jacó, teve Raquel inveja de sua irmã e disse a Jacó: Dá-me filhos, senão morro.

30-2 - Então, se acendeu a ira de Jacó contra Raquel e disse: Estou eu no lugar de Deus, que te impediu o fruto de teu ventre?

30-3 - E ela disse: Eis aqui minha serva Bila; entra a ela, para que tenha filhos sobre os meus joelhos, e eu assim receba filhos por ela.

30-4 - Assim, lhe deu a Bila, sua serva, por mulher; e Jacó entrou a ela.

30-5 - E concebeu Bila e deu a Jacó um filho.

30-6 - Então, disse Raquel: Julgou-me Deus, e também ouviu a minha voz, e me deu um filho; por isso, chamou o seu nome Dã.

30-7 - E Bila, serva de Raquel, concebeu outra vez e deu a Jacó o segundo filho.

30-8 - Então, disse Raquel: Com lutas de Deus, tenho lutado com minha irmã e também venci; e chamou o seu nome Naftali.

30-9 - Vendo, pois, Léia que cessava de gerar, tomou também a Zilpa, sua serva, e deu-a a Jacó por mulher.

30-10 - E deu Zilpa, serva de Léia, um filho a Jacó.

30-11 - Então, disse Léia: Vem uma turba; e chamou o seu nome de Gade.

30-12 - Depois, deu Zilpa, serva de Léia, um segundo filho a Jacó.

30-13 - Então, disse Léia: Para minha ventura, porque as filhas me terão por bem-aventurada; e chamou o seu nome Aser.

30-14 - E foi Rúben, nos dias da sega do trigo, e achou mandrágoras no campo. E trouxe-as a Léia, sua mãe. Então, disse Raquel a Léia: Ora, dá-me das mandrágoras do teu filho.

30-15 - E ela lhe disse: É já pouco que hajas tomado o meu marido? Tomarás também as mandrágoras do meu filho? Então, disse Raquel: Por isso, se deitará contigo esta noite pelas mandrágoras de teu filho.

30-16 - Vindo, pois, Jacó, à tarde, do campo, saiu-lhe Léia ao encontro e disse: A mim entrarás, porque certamente te aluguei com as mandrágoras do meu filho. E deitou-se com ela aquela noite.

30-17 - E ouviu Deus a Léia, e concebeu e teve um quinto filho.

30-18 - Então, disse Léia: Deus me tem dado o meu galardão, pois tenho dado minha serva ao meu marido. E chamou o seu nome Issacar.

30-19 - E Léia concebeu outra vez e deu a Jacó um sexto filho.

30-20 - E disse Léia: Deus me deu a mim uma boa dádiva; desta vez morará o meu marido comigo, porque lhe tenho dado seis filhos. E chamou o seu nome Zebulom.

30-21 - E, depois, teve uma filha e chamou o seu nome Diná.

30-22 - E lembrou-se Deus de Raquel, e Deus a ouviu, e abriu a sua madre.

30-23 - E ela concebeu, e teve um filho, e disse: Tirou-me Deus a minha vergonha.

30-24 - E chamou o seu nome José, dizendo: O SENHOR me acrescente outro filho.

30-25 - E aconteceu que, quando Raquel teve a José, disse Jacó a Labão: Deixa-me ir; que me vá ao meu lugar e à minha terra.

30-26 - Dá-me os meus filhos e as minhas mulheres, pelas quais te tenho servido, e ir-me-ei; pois tu sabes o meu serviço, que te tenho feito.

30-27 - Então, lhe disse Labão: Se, agora, tenho achado graça a teus olhos, fica comigo. Tenho experimentado que o SENHOR me abençoou por amor de ti.

30-28 - E disse mais: Determina-me o teu salário, que to darei.

30-29 - Então, lhe disse: Tu sabes como te tenho servido e como passou o teu gado comigo.

30-30 - Porque o pouco que tinhas antes de mim é aumentado até uma multidão; e o SENHOR te tem abençoado por meu trabalho. Agora, pois, quando hei de trabalhar também por minha casa?

30-31 - E disse ele: Que te darei? Então, disse Jacó: Nada me darás; tornarei a apascentar e a guardar o teu rebanho, se me fizeres isto:

30-32 - passarei hoje por todo o teu rebanho, separando dele todos os salpicados e malhados, e todos os morenos entre os cordeiros, e o que é malhado e salpicado entre as cabras; e isto será o meu salário.

30-33 - Assim, testificará por mim a minha justiça no dia de amanhã, quando vieres e o meu salário estiver diante de tua face; tudo o que não for salpicado e malhado entre as cabras e moreno entre os cordeiros ser-me-á por furto.

30-34 - Então, disse Labão: Tomara que seja conforme a tua palavra.

30-35 - E separou, naquele mesmo dia, os bodes listrados e malhados e todas as cabras salpicadas e malhadas, tudo em que havia brancura e todo o moreno entre os cordeiros; e deu-os nas mãos dos seus filhos.

30-36 - E pôs três dias de caminho entre si e Jacó; e Jacó apascentava o resto dos rebanhos de Labão.

30-37 - Então, tomou Jacó varas verdes de álamo, e de aveleira, e de castanheiro e descascou nelas riscas brancas, descobrindo a brancura que nas varas havia,

30-38 - e pôs estas varas, que tinha descascado, em frente do rebanho, nos canos e nas pias de água, aonde o rebanho vinha a beber, e conceberam vindo a beber.

30-39 - E concebia o rebanho diante das varas, e as ovelhas davam crias listradas, salpicadas e malhadas.

30-40 - Então, separou Jacó os cordeiros e pôs as faces do rebanho para os listrados e todo moreno entre o rebanho de Labão; e pôs o seu rebanho à parte e não o pôs com o rebanho de Labão.

30-41 - E sucedia que, cada vez que concebiam as ovelhas fortes, punha Jacó as varas diante dos olhos do rebanho nos canos, para que concebessem diante das varas.

30-42 - Mas, quando enfraqueceu o rebanho, não as pôs. Assim, as fracas eram de Labão, e as fortes, de Jacó.

30-43 - E cresceu o varão em grande maneira; e teve muitos rebanhos, e servas, e servos, e camelos, e jumentos.

31-1 - Então, ouvia as palavras dos filhos de Labão, que diziam: Jacó tem tomado tudo o que era de nosso pai e do que era de nosso pai fez ele toda esta glória.

31-2 - Viu também Jacó o rosto de Labão, e eis que não era para com ele como dantes.

31-3 - E disse o SENHOR a Jacó: Torna à terra dos teus pais e à tua parentela, e eu serei contigo.

31-4 - Então, enviou Jacó e chamou a Raquel e a Léia ao campo, ao seu rebanho.

31-5 - E disse-lhes: Vejo que o rosto de vosso pai para comigo não é como anteriormente; porém o Deus de meu pai esteve comigo.

31-6 - E vós mesmas sabeis que, com todo o meu poder, tenho servido a vosso pai;

31-7 - mas vosso pai me enganou e mudou o salário dez vezes; porém Deus não lhe permitiu que me fizesse mal.

31-8 - Quando ele dizia assim: Os salpicados serão o teu salário, então, todos os rebanhos davam salpicados. E, quando ele dizia assim: Os listrados serão o teu salário, então, todos os rebanhos davam listrados.

31-9 - Assim, Deus tirou o gado de vosso pai e mo deu a mim.

31-10 - E sucedeu que, ao tempo em que o rebanho concebia, eu levantei os meus olhos e vi em sonhos que os bodes que cobriam as ovelhas eram listrados, salpicados e malhados.

31-11 - E disse-me o Anjo de Deus, em sonhos: Jacó! E eu disse: Eis-me aqui.

31-12 - E disse ele: Levanta, agora, os teus olhos e vê que todos os bodes que cobrem o rebanho são listrados, salpicados e malhados; porque tenho visto tudo o que Labão te fez.

31-13 - Eu sou o Deus de Betel, onde tens ungido uma coluna, onde me tens feito o voto; levanta-te agora, sai-te desta terra e torna-te à terra da tua parentela.

31-14 - Então, responderam Raquel e Léia e disseram-lhe: Há ainda para nós parte ou herança na casa de nosso pai?

31-15 - Não nos considera ele como estranhas? Pois vendeu-nos e comeu todo o nosso dinheiro.

31-16 - Porque toda a riqueza que Deus tirou de nosso pai é nossa e de nossos filhos; agora, pois, faze tudo o que Deus te tem dito.

31-17 - Então, se levantou Jacó, pondo os seus filhos e as suas mulheres sobre os camelos,

31-18 - e levou todo o seu gado e toda a sua fazenda que havia adquirido, o gado que possuía, que alcançara em Padã-Arã, para ir a Isaque, seu pai, à terra de Canaã.

31-19 - E, havendo Labão ido a tosquiar as suas ovelhas, furtou Raquel os ídolos que seu pai tinha.

31-20 - E esquivou-se Jacó de Labão, o arameu, porque não lhe fez saber que fugia.

31-21 - E fugiu ele com tudo o que tinha; e levantou-se, e passou o rio, e pôs o seu rosto para a montanha de Gileade.

31-22 - E, no terceiro dia, foi anunciado a Labão que Jacó tinha fugido.

31-23 - Então, tomou consigo os seus irmãos e atrás dele seguiu o seu caminho por sete dias; e alcançou-o na montanha de Gileade.

31-24 - Veio, porém, Deus a Labão, o arameu, em sonhos, de noite, e disse-lhe: Guarda-te, que não fales a Jacó nem bem nem mal.

31-25 - Alcançou, pois, Labão a Jacó. E armara Jacó a sua tenda naquela montanha; armou também Labão com os seus irmãos a sua na montanha de Gileade.

31-26 - Então, disse Labão a Jacó: Que fizeste, que te esquivaste de mim e levaste as minhas filhas como cativas pela espada?

31-27 - Por que fugiste ocultamente, e te esquivaste de mim, e não me fizeste saber, para que eu te enviasse com alegria, e com cânticos, e com tamboril, e com harpa?

31-28 - Também não me permitiste beijar os meus filhos e as minhas filhas. Loucamente, pois, agora andaste, fazendo assim.

31-29 - Poder havia em minha mão para vos fazer mal, mas o Deus de vosso pai me falou ontem à noite, dizendo: Guarda-te, que não fales a Jacó nem bem nem mal.

31-30 - E agora, se te querias ir embora, porquanto tinhas saudades de voltar à casa de teu pai, por que furtaste os meus deuses?

31-31 - Então, respondeu Jacó e disse a Labão: Porque temia; pois que dizia comigo se porventura me não arrebatarias as tuas filhas.

31-32 - Com quem achares os teus deuses, esse não viva; reconhece diante de nossos irmãos o que é teu do que está comigo e toma-o para ti. Pois Jacó não sabia que Raquel os tinha furtado.

31-33 - Então, entrou Labão na tenda de Jacó, e na tenda de Léia, e na tenda de ambas as servas e não os achou; e, saindo da tenda de Léia, entrou na tenda de Raquel.

31-34 - Mas tinha tomado Raquel os ídolos, e os tinha posto na albarda de um camelo, e assentara-se sobre eles; e apalpou Labão toda a tenda e não os achou.

31-35 - E ela disse a seu pai: Não se acenda a ira nos olhos de meu senhor, que não posso levantar-me diante da tua face; porquanto tenho o costume das mulheres. E ele procurou, mas não achou os ídolos.

31-36 - Então, irou-se Jacó e contendeu com Labão. E respondeu Jacó e disse a Labão: Qual é a minha transgressão? Qual é o meu pecado, que tão furiosamente me tens perseguido?

31-37 - Havendo apalpado todos os meus móveis, que achaste de todos os móveis da tua casa? Põe-no aqui diante dos meus irmãos e teus irmãos; e que julguem entre nós ambos.

31-38 - Estes vinte anos eu estive contigo, as tuas ovelhas e as tuas cabras nunca abortaram, e não comi os carneiros do teu rebanho.

31-39 - Não te trouxe eu o despedaçado; eu o pagava; o furtado de dia e o furtado de noite da minha mão o requerias.

31-40 - Estava eu de sorte que de dia me consumia o calor, e, de noite, a geada; e o meu sono foi-se dos meus olhos.

31-41 - Tenho estado agora vinte anos na tua casa; catorze te servi por tuas duas filhas e seis anos por teu rebanho; mas o meu salário tens mudado dez vezes.

31-42 - Se o Deus de meu pai, o Deus de Abraão e o Temor de Isaque, não fora comigo, por certo me enviarias agora vazio. Deus atendeu à minha aflição e ao trabalho das minhas mãos e repreendeu-te ontem à noite.

31-43 - Então, respondeu Labão e disse a Jacó: Estas filhas são minhas filhas, e estes filhos são meus filhos, e este rebanho é o meu rebanho, e tudo o que vês meu é; e que farei, hoje, a estas minhas filhas ou aos filhos que tiveram?

31-44 - Agora, pois, vem, e façamos concerto, eu e tu, que seja por testemunho entre mim e ti.

31-45 - Então, tomou Jacó uma pedra e erigiu-a por coluna.

31-46 - E disse Jacó a seus irmãos: Ajuntai pedras. E tomaram pedras, e fizeram um montão, e comeram ali sobre aquele montão.

31-47 - E chamou-lhe Labão Jegar-Saaduta; porém Jacó chamou-lhe Galeede.

31-48 - Então, disse Labão: Este montão seja, hoje, por testemunha entre mim e ti; por isso, se chamou o seu nome Galeede

31-49 - e Mispa, porquanto disse: Atente o SENHOR entre mim e ti, quando nós estivermos apartados um do outro.

31-50 - Se afligires as minhas filhas e se tomares mulheres além das minhas filhas, mesmo que ninguém esteja conosco, atenta que Deus é testemunha entre mim e ti.

31-51 - Disse mais Labão a Jacó: Eis aqui este mesmo montão, e eis aqui esta coluna que levantei entre mim e ti.

31-52 - Este montão seja testemunha, e esta coluna seja testemunha de que eu não passarei este montão para lá e que tu não passarás este montão e esta coluna para cá, para mal.

31-53 - O Deus de Abraão e o Deus de Naor, o Deus de seu pai, julguem entre nós. E jurou Jacó pelo Temor de Isaque, seu pai.

31-54 - E sacrificou Jacó um sacrifício na montanha e convidou seus irmãos para comerem pão; e comeram pão e passaram a noite na montanha.

31-55 - E levantou-se Labão pela manhã, de madrugada, e beijou seus filhos e suas filhas, e abençoou-os; e partiu e voltou Labão ao seu lugar.

32-1 - E foi também Jacó o seu caminho, e encontraram-no os anjos de Deus.

32-2 - E Jacó disse, quando os viu: Este é o exército de Deus. E chamou o nome daquele lugar Maanaim.

32-3 - E enviou Jacó mensageiros diante da sua face a Esaú, seu irmão, à terra de Seir, território de Edom.

32-4 - E ordenou-lhes, dizendo: Assim direis a meu senhor Esaú: Assim diz Jacó, teu servo: Como peregrino morei com Labão e me detive lá até agora.

32-5 - E tenho bois, e jumentos, e ovelhas, e servos, e servas; e enviei para o anunciar a meu senhor, para que ache graça a teus olhos.

32-6 - E os mensageiros tornaram a Jacó, dizendo: Fomos a teu irmão Esaú; e também ele vem a encontrar-te, e quatrocentos varões com ele.

32-7 - Então, Jacó temeu muito e angustiou-se; e repartiu em dois bandos o povo que com ele estava, e as ovelhas, e as vacas, e os camelos.

32-8 - Porque dizia: Se Esaú vier a um bando e o ferir, o outro bando escapará.

32-9 - Disse mais Jacó: Deus de meu pai Abraão e Deus de meu pai Isaque, ó SENHOR, que me disseste: Torna à tua terra e à tua parentela, e far-te-ei bem;

32-10 - menor sou eu que todas as beneficências e que toda a fidelidade que tiveste com teu servo; porque com meu cajado passei este Jordão e, agora, me tornei em dois bandos.

32-11 - Livra-me, peço-te, da mão de meu irmão, da mão de Esaú, porque o temo, para que porventura não venha e me fira e a mãe com os filhos.

32-12 - E tu o disseste: Certamente te farei bem e farei a tua semente como a areia do mar, que, pela multidão, não se pode contar.

32-13 - E passou ali aquela noite; e tomou, do que lhe veio à sua mão, um presente para seu irmão Esaú:

32-14 - duzentas cabras e vinte bodes; duzentas ovelhas e vinte carneiros;

32-15 - trinta camelas de leite com suas crias, quarenta vacas e dez novilhos; vinte jumentas e dez jumentinhos.

32-16 - E deu-o na mão dos seus servos, cada rebanho à parte, e disse a seus servos: Passai adiante da minha face e ponde espaço entre rebanho e rebanho.

32-17 - E ordenou ao primeiro, dizendo: Quando Esaú, meu irmão, te encontrar e te perguntar, dizendo: De quem és, para onde vais, de quem são estes diante da tua face?

32-18 - Então, dirás: São de teu servo Jacó, presente que envia a meu senhor, a Esaú; e eis que ele mesmo vem também atrás de nós.

32-19 - E ordenou também ao segundo, e ao terceiro, e a todos os que vinham atrás dos rebanhos, dizendo: Conforme esta mesma palavra, falareis a Esaú, quando o achardes.

32-20 - E direis também: Eis que o teu servo Jacó vem atrás de nós. Porque dizia: Eu o aplacarei com o presente que vai diante de mim e, depois, verei a sua face; porventura aceitará a minha face.

32-21 - Assim, passou o presente diante da sua face; ele, porém, passou aquela noite no arraial.

32-22 - E levantou-se aquela mesma noite, e tomou as suas duas mulheres, e as suas duas servas, e os seus onze filhos, e passou o vau de Jaboque.

32-23 - E tomou-os e fê-los passar o ribeiro; e fez passar tudo o que tinha.

32-24 - Jacó, porém, ficou só; e lutou com ele um varão, até que a alva subia.

32-25 - E, vendo que não prevalecia contra ele, tocou a juntura de sua coxa; e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, lutando com ele.

32-26 - E disse: Deixa-me ir, porque já a alva subiu. Porém ele disse: Não te deixarei ir, se me não abençoares.

32-27 - E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó.

32-28 - Então, disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel, pois, como príncipe, lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste.

32-29 - E Jacó lhe perguntou e disse: Dá-me, peço-te, a saber o teu nome. E disse: Por que perguntas pelo meu nome? E abençoou-o ali.

32-30 - E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva.

32-31 - E saiu-lhe o sol, quando passou a Peniel; e manquejava da sua coxa.

32-32 - Por isso, os filhos de Israel não comem o nervo encolhido, que está sobre a juntura da coxa, até o dia de hoje, porquanto ele tocara a juntura da coxa de Jacó no nervo encolhido.

33-1 - E levantou Jacó os olhos e olhou, e eis que vinha Esaú, e quatrocentos homens com ele. Então, repartiu os filhos entre Léia, e Raquel, e as duas servas.

33-2 - E pôs as servas e seus filhos na frente e a Léia e a seus filhos, atrás; porém a Raquel e José, os derradeiros.

33-3 - E ele mesmo passou adiante deles e inclinou-se à terra sete vezes, até que chegou a seu irmão.

33-4 - Então, Esaú correu-lhe ao encontro e abraçou-o; e lançou-se sobre o seu pescoço e beijou-o; e choraram.

33-5 - Depois, levantou os seus olhos, e viu as mulheres e os meninos, e disse: Quem são estes contigo? E ele disse: Os filhos que Deus graciosamente tem dado a teu servo.

33-6 - Então, chegaram as servas, elas e os seus filhos, e inclinaram-se.

33-7 - E chegou também Léia com seus filhos, e inclinaram-se; e, depois, chegaram José e Raquel e inclinaram-se.

33-8 - E disse Esaú: De que te serve todo este bando que tenho encontrado? E ele disse: Para achar graça aos olhos de meu senhor.

33-9 - Mas Esaú disse: Eu tenho bastante, meu irmão; seja para ti o que tens.

33-10 - Então, disse Jacó: Não! Se, agora, tenho achado graça a teus olhos, peço-te que tomes o meu presente da minha mão, porquanto tenho visto o teu rosto, como se tivesse visto o rosto de Deus; e tomaste contentamento em mim.

33-11 - Toma, peço-te, a minha bênção, que te foi trazida; porque Deus graciosamente ma tem dado, e porque tenho de tudo. E instou com ele, até que a tomou.

33-12 - E disse: Caminhemos, e andemos; e eu partirei adiante de ti.

33-13 - Porém ele lhe disse: Meu senhor sabe que estes filhos são tenros e que tenho comigo ovelhas e vacas de leite; se as afadigarem somente um dia, todo o rebanho morrerá.

33-14 - Ora, passe o meu senhor diante da face de seu servo; e eu irei como guia pouco a pouco, conforme o passo do gado que está diante da minha face e conforme o passo dos meninos, até que chegue a meu senhor, em Seir.

33-15 - E Esaú disse: Deixarei logo contigo desta gente que está comigo. E ele disse: Para que é isso? Basta que eu ache graça aos olhos de meu senhor.

33-16 - Assim, tornou Esaú aquele dia pelo seu caminho a Seir.

33-17 - Jacó, porém, partiu para Sucote, e edificou para si uma casa, e fez cabanas para o seu gado; por isso, chamou o nome daquele lugar Sucote.

33-18 - E chegou Jacó salvo à cidade de Siquém, que está na terra de Canaã, quando vinha de Padã-Arã; e fez o seu assento diante da cidade.

33-19 - E comprou uma parte do campo, em que estendera a sua tenda, da mão dos filhos de Hamor, pai de Siquém, por cem peças de dinheiro.

33-20 - E levantou ali um altar e chamou-lhe Deus, o Deus de Israel.

34-1 - E saiu Diná, filha de Léia, que esta dera a Jacó, a ver as filhas da terra.

34-2 - E Siquém, filho de Hamor, heveu, príncipe daquela terra, viu-a, e tomou-a, e deitou-se com ela, e humilhou-a.

34-3 - E apegou-se a sua alma com Diná, filha de Jacó, e amou a moça, e falou afetuosamente à moça.

34-4 - Falou também Siquém a Hamor, seu pai, dizendo: Toma-me esta por mulher.

34-5 - Quando Jacó ouviu que fora contaminada Diná, sua filha, estavam os seus filhos no campo com o gado; e calou-se Jacó até que viessem.

34-6 - E saiu Hamor, pai de Siquém, a Jacó, para falar com ele.

34-7 - E vieram os filhos de Jacó do campo; e, ouvindo isso, entristeceram-se os varões e iraram-se muito, pois aquele fizera doidice em Israel, deitando-se com a filha de Jacó, o que não se devia fazer assim.

34-8 - Então, falou Hamor com eles, dizendo: A alma de Siquém, meu filho, está namorada da vossa filha; dai-lha, peço-vos, por mulher.

34-9 - Aparentai-vos conosco, dai-nos as vossas filhas e tomai as nossas filhas para vós;

34-10 - e habitareis conosco; e a terra estará diante da vossa face; habitai, e negociai nela, e tomai possessão nela.

34-11 - E disse Siquém ao pai dela e aos irmãos dela: Ache eu graça a vossos olhos e darei o que me disserdes.

34-12 - Aumentai muito sobre mim o dote e a dádiva, e darei o que me disserdes; dai-me somente a moça por mulher.

34-13 - Então, responderam os filhos de Jacó a Siquém e a Hamor, seu pai, enganosamente, e falaram, porquanto havia contaminado a Diná, sua irmã.

34-14 - E disseram-lhes: Não podemos fazer isso, que déssemos a nossa irmã a um varão não-circuncidado; porque isso seria uma vergonha para nós.

34-15 - Nisso, porém, consentiremos a vós: se fordes como nós, que se circuncide todo macho entre vós;

34-16 - então, dar-vos-emos as nossas filhas, e tomaremos nós as vossas filhas, e habitaremos convosco, e seremos um só povo.

34-17 - Mas, se não nos ouvirdes e não vos circuncidardes, tomaremos a nossa filha e ir-nos-emos.

34-18 - E suas palavras foram boas aos olhos de Hamor e aos olhos de Siquém, filho de Hamor.

34-19 - E não tardou o jovem em fazer isto; porque a filha de Jacó lhe agradava, e ele era o mais honrado de toda a casa de seu pai.

34-20 - Vieram, pois, Hamor e Siquém, seu filho, à porta da sua cidade e falaram aos varões da sua cidade, dizendo:

34-21 - Estes varões são pacíficos conosco; portanto, habitarão nesta terra e negociarão nela; eis que a terra é larga de espaço diante da sua face; tomaremos nós as suas filhas por mulheres e lhes daremos as nossas filhas.

34-22 - Mas somente consentirão aqueles varões habitar conosco, para que sejamos um só povo, se todo macho entre nós se circuncidar, como eles são circuncidados.

34-23 - O seu gado, e as suas possessões, e todos os seus animais não serão nossos? Consintamos somente com eles, e habitarão conosco.

34-24 - E deram ouvidos a Hamor e a Siquém, seu filho, todos os que saíam da porta da cidade; e foi circuncidado todo macho, de todos os que saíam pela porta da sua cidade.

34-25 - E aconteceu que, ao terceiro dia, quando estavam com a mais violenta dor, dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um a sua espada, e entraram afoitamente na cidade, e mataram todo macho.

34-26 - Mataram também a fio de espada a Hamor, e a seu filho Siquém; e tomaram Diná da casa de Siquém e saíram.

34-27 - Vieram os filhos de Jacó aos mortos e saquearam a cidade, porquanto haviam contaminado a sua irmã.

34-28 - As suas ovelhas, e as suas vacas, e os seus jumentos, e o que na cidade e o que no campo havia tomaram;

34-29 - e toda a sua fazenda, e todos os seus meninos, e as suas mulheres levaram presos e despojaram-nos de tudo o que havia em casa.

34-30 - Então, disse Jacó a Simeão e a Levi: Tendes-me turbado, fazendo-me cheirar mal entre os moradores desta terra, entre os cananeus e ferezeus; sendo eu pouco povo em número, ajuntar-se-ão, e ficarei destruído, eu e minha casa.

34-31 - E eles disseram: Faria, pois, ele a nossa irmã, como a uma prostituta?

35-1 - Depois, disse Deus a Jacó: Levanta-te, sobe a Betel e habita ali; faze ali um altar ao Deus que te apareceu quando fugiste diante da face de Esaú, teu irmão.

35-2 - Então, disse Jacó à sua família e a todos os que com ele estavam: Tirai os deuses estranhos que há no meio de vós, e purificai-vos, e mudai as vossas vestes.

35-3 - E levantemo-nos e subamos a Betel; e ali farei um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia e que foi comigo no caminho que tenho andado.

35-4 - Então, deram a Jacó todos os deuses estranhos que tinham em suas mãos e as arrecadas que estavam em suas orelhas; e Jacó os escondeu debaixo do carvalho que está junto a Siquém.

35-5 - E partiram; e o terror de Deus foi sobre as cidades que estavam ao redor deles, e não seguiram após os filhos de Jacó.

35-6 - Assim, chegou Jacó a Luz, que está na terra de Canaã ( esta é Betel ), ele e todo o povo que com ele havia.

35-7 - E edificou ali um altar e chamou aquele lugar El-Betel, porquanto Deus ali se lhe tinha manifestado quando fugia diante da face de seu irmão.

35-8 - E morreu Débora, a ama de Rebeca, e foi sepultada ao pé de Betel, debaixo do carvalho cujo nome chamou Alom-Bacute.

35-9 - E apareceu Deus outra vez a Jacó, vindo de Padã-Arã, e abençoou-o.

35-10 - E disse-lhe Deus: O teu nome é Jacó; não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel será o teu nome. E chamou o seu nome Israel.

35-11 - Disse-lhe mais Deus: Eu sou o Deus Todo-poderoso; frutifica e multiplica-te; uma nação e multidão de nações sairão de ti, e reis procederão de ti.

35-12 - E te darei a ti a terra que tenho dado a Abraão e a Isaque e à tua semente depois de ti darei a terra.

35-13 - E Deus subiu dele, do lugar onde falara com ele.

35-14 - E Jacó pôs uma coluna no lugar onde falara com ele, uma coluna de pedra; e derramou sobre ela uma libação e deitou sobre ela azeite.

35-15 - E chamou Jacó o nome daquele lugar, onde Deus falara com ele, Betel.

35-16 - Partiram de Betel, e, havendo ainda um pequeno espaço de terra para chegar a Efrata, teve um filho Raquel e teve trabalho em seu parto.

35-17 - E aconteceu que, tendo ela trabalho em seu parto, lhe disse a parteira: Não temas, porque também este filho terás.

35-18 - E aconteceu que, saindo-se-lhe a alma ( porque morreu ), chamou o seu nome Benoni; mas seu pai o chamou Benjamim.

35-19 - Assim, morreu Raquel e foi sepultada no caminho de Efrata; esta é Belém.

35-20 - E Jacó pôs uma coluna sobre a sua sepultura; esta é a coluna da sepultura de Raquel até o dia de hoje.

35-21 - Então, partiu Israel e estendeu a sua tenda além de Migdal-Éder.

35-22 - E aconteceu que, habitando Israel naquela terra, foi Rúben e deitou-se com Bila, concubina de seu pai; e Israel soube-o. E eram doze os filhos de Jacó:

35-23 - os filhos de Léia: Rúben, o primogênito de Jacó, depois Simeão e Levi, Judá, Issacar e Zebulom;

35-24 - os filhos de Raquel: José e Benjamim;

35-25 - os filhos de Bila, serva de Raquel: Dã e Naftali;

35-26 - os filhos de Zilpa, serva de Léia: Gade e Aser. Estes são os filhos de Jacó, que lhe nasceram em Padã-Arã.

35-27 - E Jacó veio a Isaque, seu pai, a Manre, a Quiriate-Arba ( que é Hebrom ), onde peregrinaram Abraão e Isaque.

35-28 - E foram os dias de Isaque cento e oitenta anos.

35-29 - E Isaque expirou, e morreu, e foi recolhido aos seus povos, velho e farto de dias; e Esaú e Jacó, seus filhos, o sepultaram.

36-1 - E estas são as gerações de Esaú ( que é Edom ).

36-2 - Esaú tomou suas mulheres das filhas de Canaã: Ada, filha de Elom, heteu; Oolibama, filha de Aná, filho de Zibeão, heveu;

36-3 - e Basemate, filha de Ismael, irmã de Nebaiote.

36-4 - E Ada teve de Esaú a Elifaz; e Basemate teve a Reuel;

36-5 - e Oolibama teve a Jeús, e Jalão, e Corá; estes são os filhos de Esaú, que lhe nasceram na terra de Canaã.

36-6 - E Esaú tomou suas mulheres, e seus filhos, e suas filhas, e todas as almas de sua casa, e seu gado, e todos os seus animais, e toda a sua fazenda, que havia adquirido na terra de Canaã; e foi-se a outra terra de diante da face de Jacó, seu irmão.

36-7 - Porque a fazenda deles era muita para habitarem juntos; e a terra de suas peregrinações não os podia sustentar por causa de seu gado.

36-8 - Portanto, Esaú habitou na montanha de Seir; Esaú é Edom.

36-9 - Estas, pois, são as gerações de Esaú, pai dos edomitas, na montanha de Seir.

36-10 - Estes são os nomes dos filhos de Esaú: Elifaz, filho de Ada, mulher de Esaú; Reuel, filho de Basemate, mulher de Esaú.

36-11 - E os filhos de Elifaz foram: Temã, Omar, Zefô, Gaetã e Quenaz.

36-12 - E Timna era concubina de Elifaz, filho de Esaú, e teve de Elifaz a Amaleque; estes são os filhos de Ada, mulher de Esaú.

36-13 - E estes foram os filhos de Reuel: Naate, Zerá, Samá e Mizá; estes foram os filhos de Basemate, mulher de Esaú.

36-14 - E estes foram os filhos de Oolibama, filha de Aná, filho de Zibeão, mulher de Esaú; e deu a Esaú: Jeús, Jalão e Corá.

36-15 - Estes são os príncipes dos filhos de Esaú; os filhos de Elifaz, o primogênito de Esaú, foram: o príncipe Temã, o príncipe Omar, o príncipe Zefô, o príncipe Quenaz,

36-16 - o príncipe Corá, o príncipe Gaetã, o príncipe Amaleque; estes são os príncipes de Elifaz, na terra de Edom; estes são os filhos de Ada.

36-17 - E estes são os filhos de Reuel, filho de Esaú: o príncipe Naate, o príncipe Zerá, o príncipe Samá, o príncipe Mizá; estes são os príncipes de Reuel, na terra de Edom; estes são os filhos de Basemate, mulher de Esaú.

36-18 - E estes são os filhos de Oolibama, mulher de Esaú: o príncipe Jeús, o príncipe Jalão, o príncipe Corá; estes são os príncipes de Oolibama, filha de Aná e mulher de Esaú.

36-19 - Estes são os filhos de Esaú, e estes são seus príncipes; ele é Edom.

36-20 - Estes são os filhos de Seir, horeu, moradores daquela terra: Lotã, Sobal, Zibeão, Aná,

36-21 - Disom, Eser e Disã; estes são os príncipes dos horeus, filhos de Seir, na terra de Edom.

36-22 - E os filhos de Lotã foram: Hori e Homã; e a irmã de Lotã era Timna.

36-23 - Estes são os filhos de Sobal: Alvã, Manaate, Ebal, Sefô e Onã.

36-24 - E estes são os filhos de Zibeão: Aiá e Aná; este é o Aná que achou as caldas no deserto, quando apascentava os jumentos de Zibeão, seu pai.

36-25 - E estes são os filhos de Aná: Disom e Oolibama, a filha de Aná.

36-26 - E estes são os filhos de Disom: Hendã, Esbã, Itrã e Querã.

36-27 - Estes são os filhos de Eser: Bilã, Zaavã e Acã.

36-28 - Estes são os filhos de Disã: Uz e Arã.

36-29 - Estes são os príncipes dos horeus: o príncipe Lotã, o príncipe Sobal, o príncipe Zibeão, o príncipe Aná,

36-30 - o príncipe Disom, o príncipe Eser, o príncipe Disã; estes são os príncipes dos horeus, segundo seus príncipes, na terra de Seir.

36-31 - E estes são os reis que reinaram na terra de Edom, antes que reinasse rei algum sobre os filhos de Israel.

36-32 - Reinou, pois, em Edom Belá, filho de Beor, e o nome da sua cidade foi Dinabá.

36-33 - E morreu Belá; e Jobabe, filho de Zerá, de Bozra, reinou em seu lugar.

36-34 - E morreu Jobabe; e Husão, da terra dos temanitas, reinou em seu lugar.

36-35 - E morreu Husão, e em seu lugar reinou Hadade, filho de Bedade, o que feriu a Midiã no campo de Moabe; e o nome da sua cidade foi Avite.

36-36 - E morreu Hadade; e Samlá, de Masreca, reinou em seu lugar.

36-37 - E morreu Samlá; e Saul, de Reobote do rio, reinou em seu lugar.

36-38 - E morreu Saul; e Baal-Hanã, filho de Acbor, reinou em seu lugar.

36-39 - E morreu Baal-Hanã, filho de Acbor; e Hadar reinou em seu lugar; o nome da sua cidade foi Paú; e o nome de sua mulher foi Meetabel, filha de Matrede, filha de Me-Zaabe.

36-40 - E estes são os nomes dos príncipes de Esaú, segundo as suas gerações, segundo os seus lugares, pelos seus nomes: o príncipe Timna, o príncipe Alva, o príncipe Jetete,

36-41 - o príncipe Oolibama, o príncipe Elá, o príncipe Pinom,

36-42 - o príncipe Quenaz, o príncipe Temã, o príncipe Mibzar,

36-43 - o príncipe Magdiel, o príncipe Irã; estes são os príncipes de Edom, segundo as suas habitações, na terra da sua possessão; este é Esaú, pai de Edom.

37-1 - E Jacó habitou na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã.

37-2 - Estas são as gerações de Jacó: Sendo José de dezessete anos, apascentava as ovelhas com seus irmãos; e estava este jovem com os filhos de Bila e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e José trazia uma má fama deles a seu pai.

37-3 - E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores.

37-4 - Vendo, pois, seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos os seus irmãos, aborreceram-no e não podiam falar com ele pacificamente.

37-5 - Sonhou também José um sonho, que contou a seus irmãos; por isso, o aborreciam ainda mais.

37-6 - E disse-lhes: Ouvi, peço-vos, este sonho, que tenho sonhado:

37-7 - Eis que estávamos atando molhos no meio do campo, e eis que o meu molho se levantava e também ficava em pé; e eis que os vossos molhos o rodeavam e se inclinavam ao meu molho.

37-8 - Então, lhe disseram seus irmãos: Tu, pois, deveras reinarás sobre nós? Tu deveras terás domínio sobre nós? Por isso, tanto mais o aborreciam por seus sonhos e por suas palavras.

37-9 - E sonhou ainda outro sonho, e o contou a seus irmãos, e disse: Eis que ainda sonhei um sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim.

37-10 - E, contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o seu pai e disse-lhe: Que sonho é este que sonhaste? Porventura viremos eu, e tua mãe, e teus irmãos a inclinar-nos perante ti em terra?

37-11 - Seus irmãos, pois, o invejavam; seu pai, porém, guardava este negócio no seu coração.

37-12 - E seus irmãos foram apascentar o rebanho de seu pai, junto de Siquém.

37-13 - Disse, pois, Israel a José: Não apascentam os teus irmãos junto de Siquém? Vem, e enviar-te-ei a eles. E ele lhe disse: Eis-me aqui.

37-14 - E ele lhe disse: Ora, vai, e vê como estão teus irmãos e como está o rebanho, e traze-me resposta. Assim, o enviou do vale de Hebrom, e José veio a Siquém.

37-15 - E achou-o um varão, porque ele andava errado pelo campo, e perguntou-lhe o varão, dizendo: Que procuras?

37-16 - E ele disse: Procuro meus irmãos; dize-me, peço-te, onde eles apascentam.

37-17 - E disse aquele varão: Foram-se daqui, porque ouvi-lhes dizer: Vamos a Dotã. José, pois, seguiu seus irmãos e achou-os em Dotã.

37-18 - E viram-no de longe e, antes que chegasse a eles, conspiraram contra ele, para o matarem.

37-19 - E disseram uns aos outros: Eis lá vem o sonhador-mor!

37-20 - Vinde, pois, agora, e matemo-lo, e lancemo-lo numa destas covas, e diremos: Uma besta-fera o comeu; e veremos que será dos seus sonhos.

37-21 - E, ouvindo-o Rúben, livrou-o das suas mãos e disse: Não lhe tiremos a vida.

37-22 - Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cova que está no deserto e não lanceis mãos nele; para livrá-lo das suas mãos e para torná-lo a seu pai.

37-23 - E aconteceu que, chegando José a seus irmãos, tiraram a José a sua túnica, a túnica de várias cores que trazia.

37-24 - E tomaram-no e lançaram-no na cova; porém a cova estava vazia, não havia água nela.

37-25 - Depois, assentaram-se a comer pão, e levantaram os olhos, e olharam, e eis que uma companhia de ismaelitas vinha de Gileade; e seus camelos traziam especiarias, e bálsamo, e mirra; e iam levar isso ao Egito.

37-26 - Então, Judá disse aos seus irmãos: Que proveito haverá em que matemos a nosso irmão e escondamos a sua morte?

37-27 - Vinde, e vendamo-lo a estes ismaelitas; e não seja nossa mão sobre ele, porque ele é nosso irmão, nossa carne. E seus irmãos obedeceram.

37-28 - Passando, pois, os mercadores midianitas, tiraram, e alçaram a José da cova, e venderam José por vinte moedas de prata aos ismaelitas, os quais levaram José ao Egito.

37-29 - Tornando, pois, Rúben à cova, eis que José não estava na cova; então, rasgou as suas vestes,

37-30 - e tornou a seus irmãos, e disse: O moço não aparece; e, eu, aonde irei?

37-31 - Então, tomaram a túnica de José, e mataram um cabrito, e tingiram a túnica no sangue.

37-32 - E enviaram a túnica de várias cores, e fizeram levá-la a seu pai, e disseram: Temos achado esta túnica; conhece agora se esta será ou não a túnica de teu filho.

37-33 - E conheceu-a e disse: É a túnica de meu filho; uma besta-fera o comeu, certamente foi despedaçado José.

37-34 - Então, Jacó rasgou as suas vestes, e pôs pano de saco sobre os seus lombos, e lamentou a seu filho muitos dias.

37-35 - E levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; recusou, porém, ser consolado e disse: Na verdade, com choro hei de descer ao meu filho até à sepultura. Assim, o chorou seu pai.

37-36 - E os midianitas venderam-no no Egito a Potifar, eunuco de Faraó, capitão da guarda.

38-1 - E aconteceu, no mesmo tempo, que Judá desceu de entre seus irmãos e entrou na casa de um varão de Adulão, cujo nome era Hira.

38-2 - E viu Judá ali a filha de um varão cananeu, cujo nome era Sua; e tomou-a e entrou a ela.

38-3 - E ela concebeu e teve um filho; e chamou o seu nome Er.

38-4 - E tornou a conceber, e teve um filho, e chamou o seu nome Onã.

38-5 - E continuou ainda, e teve um filho, e chamou o seu nome Selá; e ele estava em Quezibe quando ela o teve.

38-6 - Judá, pois, tomou uma mulher para Er, o seu primogênito; e o seu nome era Tamar.

38-7 - Er, porém, o primogênito de Judá, era mau aos olhos do SENHOR, pelo que o SENHOR o matou.

38-8 - Então, disse Judá a Onã: Entra à mulher do teu irmão, e casa-te com ela, e suscita semente a teu irmão.

38-9 - Onã, porém, soube que essa semente não havia de ser para ele; e aconteceu que, quando entrava à mulher de seu irmão, derramava-a na terra, para não dar semente a seu irmão.

38-10 - E o que fazia era mau aos olhos do SENHOR, pelo que também o matou.

38-11 - Então, disse Judá a Tamar, sua nora: Fica-te viúva na casa de teu pai, até que Selá, meu filho, seja grande. Porquanto disse: Para que, porventura, não morra também este, como seus irmãos. Assim, foi-se Tamar e ficou-se na casa de seu pai.

38-12 - Passando-se, pois, muitos dias, morreu a filha de Sua, mulher de Judá; e, depois, se consolou Judá e subiu aos tosquiadores das suas ovelhas, em Timna, ele e Hira, seu amigo, o adulamita.

38-13 - E deram aviso a Tamar, dizendo: Eis que teu sogro sobe a Timna, a tosquiar as suas ovelhas.

38-14 - Então, ela tirou de sobre si as vestes da sua viuvez, e cobriu-se com o véu, e disfarçou-se, e assentou-se à entrada das duas fontes que estão no caminho de Timna; porque via que Selá já era grande, e ela lhe não fora dada por mulher.

38-15 - E, vendo-a Judá, teve-a por uma prostituta; porque ela havia coberto o seu rosto.

38-16 - E dirigiu-se para ela no caminho e disse: Vem, peço-te, deixa-me entrar a ti. Porquanto não sabia que era sua nora; e ela disse: Que darás, para que entres a mim?

38-17 - E ele disse: Eu te enviarei um cabrito do rebanho. E ela disse: Dás-me penhor até que o envies?

38-18 - Então, ele disse: Que penhor é que te darei? E ela disse: O teu selo, e o teu lenço, e o cajado que está em tua mão. O que ele lhe deu, e entrou a ela; e ela concebeu dele.

38-19 - E ela levantou-se, e foi-se, e tirou de sobre si o seu véu, e vestiu as vestes da sua viuvez.

38-20 - E Judá enviou o cabrito por mão do seu amigo, o adulamita, para tomar o penhor da mão da mulher; porém não a achou.

38-21 - E perguntou aos homens daquele lugar, dizendo: Onde está a prostituta que estava no caminho junto às duas fontes? E disseram: Aqui não esteve prostituta alguma.

38-22 - E voltou a Judá e disse: Não a achei; e também disseram os homens daquele lugar: Aqui não esteve prostituta.

38-23 - Então, disse Judá: Tome-o ela, para que porventura não venhamos a cair em desprezo; eis que tenho enviado este cabrito, mas tu não a achaste.

38-24 - E aconteceu que, quase três meses depois, deram aviso a Judá, dizendo: Tamar, tua nora, adulterou e eis que está pejada do adultério. Então, disse Judá: Tirai-a fora para que seja queimada.

38-25 - E, tirando-a fora, ela mandou dizer a seu sogro: Do varão de quem são estas coisas eu concebi. E ela disse mais: Conhece, peço-te, de quem é este selo, e estes lenços, e este cajado.

38-26 - E conheceu-os Judá e disse: Mais justa é ela do que eu, porquanto não a tenho dado a Selá, meu filho. E nunca mais a conheceu.

38-27 - E aconteceu, ao tempo de dar à luz, que havia gêmeos em seu ventre.

38-28 - E aconteceu, dando à luz, que um pôs fora a mão, e a parteira tomou-a e atou em sua mão um fio roxo, dizendo: Este saiu primeiro.

38-29 - Mas aconteceu que, tornando ele a recolher a sua mão, eis que saiu o seu irmão; e ela disse: Como tens tu rompido? Sobre ti é a rotura. E chamaram o seu nome Perez.

38-30 - E depois saiu o seu irmão, em cuja mão estava o fio roxo; e chamaram o seu nome Zerá.

39-1 - E José foi levado ao Egito, e Potifar, eunuco de Faraó, capitão da guarda, varão egípcio, comprou-o da mão dos ismaelitas que o tinham levado lá.

39-2 - E o SENHOR estava com José, e foi varão próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio.

39-3 - Vendo, pois, o seu senhor que o SENHOR estava com ele e que tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava em sua mão,

39-4 - José achou graça a seus olhos e servia-o; e ele o pôs sobre a sua casa e entregou na sua mão tudo o que tinha.

39-5 - E aconteceu que, desde que o pusera sobre a sua casa e sobre tudo o que tinha, o SENHOR abençoou a casa do egípcio por amor de José; e a bênção do SENHOR foi sobre tudo o que tinha, na casa e no campo.

39-6 - E deixou tudo o que tinha na mão de José, de maneira que de nada sabia do que estava com ele, a não ser do pão que comia. E José era formoso de aparência e formoso à vista.

39-7 - E aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e disse: Deita-te comigo.

39-8 - Porém ele recusou e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não sabe do que há em casa comigo e entregou em minha mão tudo o que tem.

39-9 - Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como, pois, faria eu este tamanho mal e pecaria contra Deus?

39-10 - E aconteceu que, falando ela cada dia a José, e não lhe dando ele ouvidos para deitar-se com ela e estar com ela,

39-11 - sucedeu, num certo dia, que veio à casa para fazer o seu serviço; e nenhum dos da casa estava ali.

39-12 - E ela lhe pegou pela sua veste, dizendo: Deita-te comigo. E ele deixou a sua veste na mão dela, e fugiu, e saiu para fora.

39-13 - E aconteceu que, vendo ela que deixara a sua veste em sua mão e fugira para fora,

39-14 - chamou os homens de sua casa e falou-lhes, dizendo: Vede, trouxe-nos o varão hebreu para escarnecer de nós; entrou até mim para deitar-se comigo, e eu gritei com grande voz.

39-15 - E aconteceu que, ouvindo ele que eu levantava a minha voz e gritava, deixou a sua veste comigo, e fugiu, e saiu para fora.

39-16 - E ela pôs a sua veste perto de si, até que o seu senhor veio à sua casa.

39-17 - Então, falou-lhe conforme as mesmas palavras, dizendo: Veio a mim o servo hebreu, que nos trouxeste para escarnecer de mim.

39-18 - E aconteceu que, levantando eu a minha voz e gritando, ele deixou a sua veste comigo e fugiu para fora.

39-19 - E aconteceu que, ouvindo o seu senhor as palavras de sua mulher, que lhe falava, dizendo: Conforme estas mesmas palavras me fez teu servo, a sua ira se acendeu.

39-20 - E o senhor de José o tomou e o entregou na casa do cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam presos; assim, esteve ali na casa do cárcere.

39-21 - O SENHOR, porém, estava com José, e estendeu sobre ele a sua benignidade, e deu-lhe graça aos olhos do carcereiro-mor.

39-22 - E o carcereiro-mor entregou na mão de José todos os presos que estavam na casa do cárcere; e ele fazia tudo o que se fazia ali.

39-23 - E o carcereiro-mor não teve cuidado de nenhuma coisa que estava na mão dele, porquanto o SENHOR estava com ele; e tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava.

40-1 - E aconteceu, depois destas coisas, que pecaram o copeiro do rei do Egito e o padeiro contra o seu senhor, o rei do Egito.

40-2 - E indignou-se Faraó muito contra os seus dois eunucos, contra o copeiro-mor e contra o padeiro-mor.

40-3 - E entregou-os à prisão, na casa do capitão da guarda, na casa do cárcere, no lugar onde José estava preso.

40-4 - E o capitão da guarda pô-los a cargo de José, para que os servisse; e estiveram muitos dias na prisão.

40-5 - E ambos sonharam um sonho, cada um seu sonho na mesma noite; cada um conforme a interpretação do seu sonho, o copeiro e o padeiro do rei do Egito, que estavam presos na casa do cárcere.

40-6 - E veio José a eles pela manhã e olhou para eles, e eis que estavam turbados.

40-7 - Então, perguntou aos eunucos de Faraó, que com ele estavam no cárcere da casa de seu senhor, dizendo: Por que estão, hoje, tristes os vossos semblantes?

40-8 - E eles lhe disseram: Temos sonhado um sonho, e ninguém há que o interprete. E José disse-lhes: Não são de Deus as interpretações? Contai-mo, peço-vos.

40-9 - Então, contou o copeiro-mor o seu sonho a José e disse-lhe: Eis que em meu sonho havia uma vide diante da minha face.

40-10 - E, na vide, três sarmentos, e ela estava como que brotando; a sua flor saía, e os seus cachos amadureciam em uvas.

40-11 - E o copo de Faraó estava na minha mão; e eu tomava as uvas, e as espremia no copo de Faraó, e dava o copo na mão de Faraó.

40-12 - Então, disse-lhe José: Esta é a sua interpretação: os três sarmentos são três dias;

40-13 - dentro ainda de três dias, Faraó levantará a tua cabeça e te restaurará ao teu estado, e darás o copo de Faraó na sua mão, conforme o costume antigo, quando eras seu copeiro.

40-14 - Porém lembra-te de mim, quando te for bem; e rogo-te que uses comigo de compaixão, e que faças menção de mim a Faraó, e faze-me sair desta casa;

40-15 - porque, de fato, fui roubado da terra dos hebreus; e tampouco aqui nada tenho feito, para que me pusessem nesta cova.

40-16 - Vendo, então, o padeiro-mor que tinha interpretado bem, disse a José: Eu também sonhava, e eis que três cestos brancos estavam sobre a minha cabeça;

40-17 - e, no cesto mais alto, havia de todos os manjares de Faraó, obra de padeiro; e as aves os comiam do cesto de sobre a minha cabeça.

40-18 - Então, respondeu José e disse: Esta é a sua interpretação: os três cestos são três dias;

40-19 - dentro ainda de três dias, Faraó levantará a tua cabeça sobre ti e te pendurará num madeiro, e as aves comerão a tua carne de sobre ti.

40-20 - E aconteceu, ao terceiro dia, o dia do nascimento de Faraó, que fez um banquete a todos os seus servos; e levantou a cabeça do copeiro-mor e a cabeça do padeiro-mor, no meio dos seus servos.

40-21 - E fez tornar o copeiro-mor ao seu ofício de copeiro, e este deu o copo na mão de Faraó.

40-22 - Mas ao padeiro-mor enforcou, como José havia interpretado.

40-23 - O copeiro-mor, porém, não se lembrou de José; antes, se esqueceu dele.

41-1 - E aconteceu que, ao fim de dois anos inteiros, Faraó sonhou e eis que estava em pé junto ao rio.

41-2 - E eis que subiam do rio sete vacas, formosas à vista e gordas de carne, e pastavam no prado.

41-3 - E eis que subiam do rio após elas outras sete vacas, feias à vista e magras de carne, e paravam junto às outras vacas na praia do rio.

41-4 - E as vacas feias à vista e magras de carne comiam as sete vacas formosas à vista e gordas. Então, acordou Faraó.

41-5 - Depois, dormiu e sonhou outra vez, e eis que brotavam de um mesmo pé sete espigas cheias e boas.

41-6 - E eis que sete espigas miúdas e queimadas do vento oriental brotavam após elas.

41-7 - E as espigas miúdas devoravam as sete espigas grandes e cheias. Então, acordou Faraó, e eis que era um sonho.

41-8 - E aconteceu que, pela manhã, o seu espírito perturbou-se, e enviou e chamou todos os adivinhadores do Egito e todos os seus sábios; e Faraó contou-lhes os seus sonhos, mas ninguém havia que os interpretasse a Faraó.

41-9 - Então, falou o copeiro-mor a Faraó, dizendo: Dos meus pecados me lembro hoje.

41-10 - Estando Faraó mui indignado contra os seus servos e pondo-me sob prisão na casa da guarda, a mim e ao padeiro-mor,

41-11 - então, sonhamos um sonho na mesma noite, eu e ele, cada um conforme a interpretação do seu sonho sonhamos.

41-12 - E estava ali conosco um jovem hebreu, servo do capitão da guarda, e contamos-lhos, e interpretou-nos os nossos sonhos, a cada um interpretou conforme o seu sonho.

41-13 - E como ele nos interpretou, assim mesmo foi feito: a mim me fez tornar ao meu estado, e a ele fez enforcar.

41-14 - Então, enviou Faraó e chamou a José, e o fizeram sair logo da cova; e barbeou-se, e mudou as suas vestes, e veio a Faraó.

41-15 - E Faraó disse a José: Eu sonhei um sonho, e ninguém há que o interprete; mas de ti ouvi dizer que, quando ouves um sonho, o interpretas.

41-16 - E respondeu José a Faraó, dizendo: Isso não está em mim; Deus dará resposta de paz a Faraó.

41-17 - Então, disse Faraó a José: Eis que em meu sonho estava eu em pé na praia do rio.

41-18 - E eis que subiam do rio sete vacas gordas de carne e formosas à vista e pastavam no prado.

41-19 - E eis que outras sete vacas subiam após estas, muito feias à vista e magras de carne; não tenho visto outras tais, quanto à fealdade, em toda a terra do Egito.

41-20 - E as vacas magras e feias comiam as primeiras sete vacas gordas;

41-21 - e entravam em suas entranhas, mas não se conhecia que houvessem entrado em suas entranhas, porque o seu aspecto era feio como no princípio. Então, acordei.

41-22 - Depois, vi em meu sonho, e eis que de um mesmo pé subiam sete espigas cheias e boas.

41-23 - E eis que sete espigas secas, miúdas e queimadas do vento oriental brotavam após elas.

41-24 - E as sete espigas miúdas devoravam as sete espigas boas. E eu disse-o aos magos, mas ninguém houve que mo interpretasse.

41-25 - Então, disse José a Faraó: O sonho de Faraó é um só; o que Deus há de fazer, notificou-o a Faraó.

41-26 - As sete vacas formosas são sete anos; as sete espigas formosas também são sete anos; o sonho é um só.

41-27 - E as sete vacas magras e feias à vista, que subiam depois delas, são sete anos, como as sete espigas miúdas e queimadas do vento oriental; serão sete anos de fome.

41-28 - Esta é a palavra que tenho dito a Faraó; o que Deus há de fazer, mostrou-o a Faraó.

41-29 - E eis que vêm sete anos, e haverá grande fartura em toda a terra do Egito.

41-30 - E, depois deles, levantar-se-ão sete anos de fome, e toda aquela fartura será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra;

41-31 - e não será conhecida a abundância na terra, por causa daquela fome que haverá depois, porquanto será gravíssima.

41-32 - E o sonho foi duplicado duas vezes a Faraó é porque esta coisa é determinada de Deus, e Deus se apressa a fazê-la.

41-33 - Portanto, Faraó se proveja agora de um varão inteligente e sábio e o ponha sobre a terra do Egito.

41-34 - Faça isso Faraó, e ponha governadores sobre a terra, e tome a quinta parte da terra do Egito nos sete anos de fartura.

41-35 - E ajuntem toda a comida destes bons anos, que vêm, e amontoem trigo debaixo da mão de Faraó, para mantimento nas cidades, e o guardem.

41-36 - Assim, será o mantimento para provimento da terra, para os sete anos de fome que haverá na terra do Egito; para que a terra não pereça de fome.

41-37 - E esta palavra foi boa aos olhos de Faraó e aos olhos de todos os seus servos.

41-38 - E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um varão como este, em quem haja o Espírito de Deus?

41-39 - Depois, disse Faraó a José: Pois que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão inteligente e sábio como tu.

41-40 - Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo; somente no trono eu serei maior que tu.

41-41 - Disse mais Faraó a José: Vês aqui te tenho posto sobre toda a terra do Egito.

41-42 - E tirou Faraó o anel da sua mão, e o pôs na mão de José, e o fez vestir de vestes de linho fino, e pôs um colar de ouro no seu pescoço.

41-43 - E o fez subir no segundo carro que tinha, e clamavam diante dele: Ajoelhai. Assim, o pôs sobre toda a terra do Egito.

41-44 - E disse Faraó a José: Eu sou Faraó; porém sem ti ninguém levantará a sua mão ou o seu pé em toda a terra do Egito.

41-45 - E chamou Faraó o nome de José Zafenate-Panéia e deu-lhe por mulher a Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om; e saiu José por toda a terra do Egito.

41-46 - E José era da idade de trinta anos quando esteve diante da face de Faraó, rei do Egito. E saiu José da face de Faraó e passou por toda a terra do Egito.

41-47 - E a terra produziu nos sete anos de fartura a mãos-cheias.

41-48 - E ajuntou todo o mantimento dos sete anos que houve na terra do Egito; e guardou o mantimento nas cidades, pondo nas cidades o mantimento do campo que estava ao redor de cada cidade.

41-49 - Assim, ajuntou José muitíssimo trigo, como a areia do mar, até que cessou de contar, porquanto não havia numeração.

41-50 - E nasceram a José dois filhos ( antes que viesse o ano de fome ), que lhe deu Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om.

41-51 - E chamou José o nome do primogênito Manassés, porque disse: Deus me fez esquecer de todo o meu trabalho e de toda a casa de meu pai.

41-52 - E o nome do segundo chamou Efraim, porque disse: Deus me fez crescer na terra da minha aflição.

41-53 - Então, acabaram-se os sete anos de fartura que havia na terra do Egito,

41-54 - e começaram a vir os sete anos de fome, como José tinha dito; e havia fome em todas as terras, mas em toda a terra do Egito havia pão.

41-55 - E, tendo toda a terra do Egito fome, clamou o povo a Faraó por pão; e Faraó disse a todos os egípcios: Ide a José; o que ele vos disser fazei.

41-56 - Havendo, pois, fome sobre toda a terra, abriu José tudo em que havia mantimento e vendeu aos egípcios; porque a fome prevaleceu na terra do Egito.

41-57 - E todas as terras vinham ao Egito, para comprar de José, porquanto a fome prevaleceu em todas as terras.

42-1 - Vendo, então, Jacó que havia mantimento no Egito, disse Jacó a seus filhos: Por que estais olhando uns para os outros?

42-2 - Disse mais: Eis que tenho ouvido que há mantimento no Egito; descei até lá e comprai-nos trigo, para que vivamos e não morramos.

42-3 - Então, desceram os dez irmãos de José, para comprarem trigo no Egito.

42-4 - A Benjamim, porém, irmão de José, não enviou Jacó com os seus irmãos, porque dizia: Para que lhe não suceda, porventura, algum desastre.

42-5 - Assim, vieram os filhos de Israel para comprar, entre os que vinham lá; porque havia fome na terra de Canaã.

42-6 - José, pois, era o governador daquela terra; ele vendia a todo o povo da terra; e os irmãos de José vieram e inclinaram-se ante ele com a face na terra.

42-7 - E José, vendo os seus irmãos, conheceu-os; porém mostrou-se estranho para com eles, e falou com eles asperamente, e disse-lhes: Donde vindes? E eles disseram: Da terra de Canaã, para comprarmos mantimento.

42-8 - José, pois, conheceu os seus irmãos; mas eles não o conheceram.

42-9 - Então, José lembrou-se dos sonhos que havia sonhado deles e disse-lhes: Vós sois espias e viestes para ver a nudez da terra.

42-10 - E eles lhe disseram: Não, senhor meu; mas teus servos vieram a comprar mantimento.

42-11 - Todos nós somos filhos de um varão; somos homens de retidão; os teus servos não são espias.

42-12 - E ele lhes disse: Não; antes, viestes para ver a nudez da terra.

42-13 - E eles disseram: Nós, teus servos, somos doze irmãos, filhos de um varão da terra de Canaã; e eis que o mais novo está com nosso pai, hoje; mas um já não existe.

42-14 - Então, lhes disse José: Isso é o que vos tenho dito, dizendo que sois espias.

42-15 - Nisto sereis provados: pela vida de Faraó, não saireis daqui senão quando vosso irmão mais novo vier aqui.

42-16 - Enviai um dentre vós, que traga vosso irmão; mas vós ficareis presos, e vossas palavras serão provadas, se há verdade convosco; e, se não, pela vida de Faraó, vós sois espias.

42-17 - E pô-los juntos em guarda três dias.

42-18 - E, ao terceiro dia, disse-lhes José: Fazei isso e vivereis, porque eu temo a Deus.

42-19 - Se sois homens de retidão, que fique um de vossos irmãos preso na casa de vossa prisão; e, vós, ide, levai trigo para a fome de vossa casa.

42-20 - E trazei-me o vosso irmão mais novo, e serão verificadas vossas palavras, e não morrereis. E eles assim fizeram.

42-21 - Então, disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados acerca de nosso irmão, pois vimos a angústia de sua alma, quando nos rogava; nós, porém, não ouvimos; por isso, vem sobre nós esta angústia.

42-22 - E Rúben respondeu-lhes, dizendo: Não vo-lo dizia eu, dizendo: Não pequeis contra o moço? Mas não ouvistes; e, vedes aqui, o seu sangue também é requerido.

42-23 - E eles não sabiam que José os entendia, porque havia intérprete entre eles.

42-24 - E retirou-se deles e chorou. Depois, tornou a eles, falou-lhes, tomou a Simeão dentre eles e amarrou-o perante os seus olhos.

42-25 - E ordenou José que enchessem os seus sacos de trigo, e que lhes restituíssem o seu dinheiro, a cada um no seu saco, e lhes dessem comida para o caminho; e fizeram-lhes assim.

42-26 - E carregaram o seu trigo sobre os seus jumentos e partiram dali.

42-27 - E, abrindo um deles o seu saco, para dar pasto ao seu jumento na venda, viu o seu dinheiro; porque eis que estava na boca do seu saco.

42-28 - E disse a seus irmãos: Devolveram o meu dinheiro, e ei-lo mesmo aqui no meu saco. Então, lhes desfaleceu o coração, e pasmavam, dizendo um ao outro: Que é isto que Deus nos tem feito?

42-29 - E vieram para Jacó, seu pai, na terra de Canaã; e contaram-lhe tudo o que lhes aconteceu, dizendo:

42-30 - O varão, o senhor da terra, falou conosco asperamente e tratou-nos como espias da terra.

42-31 - Mas dissemos-lhe: Somos homens de retidão; não somos espias;

42-32 - somos doze irmãos, filhos de nosso pai; um não é mais, e o mais novo está hoje com nosso pai na terra de Canaã.

42-33 - E aquele varão, o senhor da terra, nos disse: Nisto conhecerei que vós sois homens de retidão: deixai comigo um de vossos irmãos, e tomai para a fome de vossas casas, e parti;

42-34 - e trazei-me vosso irmão mais novo; assim, saberei que não sois espias, mas homens de retidão; então, vos darei o vosso irmão, e negociareis na terra.

42-35 - E aconteceu que, despejando eles os seus sacos, eis que cada um tinha a trouxinha com seu dinheiro no seu saco; e viram as trouxinhas com seu dinheiro, eles e seu pai, e temeram.

42-36 - Então, Jacó, seu pai, disse-lhes: Tendes-me desfilhado: José já não existe, e Simeão não está aqui, e, agora, levareis a Benjamim! Todas estas coisas vieram sobre mim.

42-37 - Mas Rúben falou a seu pai, dizendo: Mata os meus dois filhos, se to não tornar a trazer; dá-mo em minha mão, e to tornarei a trazer.

42-38 - Ele, porém, disse: Não descerá meu filho convosco, porquanto o seu irmão é morto, e só ele ficou. Se lhe sucede algum desastre no caminho por onde fordes, fareis descer minhas cãs com tristeza à sepultura.

43-1 - E a fome era gravíssima na terra.

43-2 - E aconteceu que, como acabaram de comer o mantimento que trouxeram do Egito, disse-lhes seu pai: Tornai, comprai-nos um pouco de alimento.

43-3 - Mas Judá respondeu-lhe, dizendo: Fortemente nos protestou aquele varão, dizendo: Não vereis a minha face, se o vosso irmão não vier convosco.

43-4 - Se enviares conosco o nosso irmão, desceremos e te compraremos alimento;

43-5 - mas, se não o enviares, não desceremos, porquanto aquele varão nos disse: Não vereis a minha face, se o vosso irmão não vier convosco.

43-6 - E disse Israel: Por que me fizestes tal mal, fazendo saber àquele varão que tínheis ainda outro irmão?

43-7 - E eles disseram: Aquele varão particularmente nos perguntou por nós e pela nossa parentela, dizendo: Vive ainda vosso pai? Tendes mais um irmão? E respondemos-lhe conforme as mesmas palavras. Podíamos nós saber que diria: Trazei vosso irmão?

43-8 - Então, disse Judá a Israel, seu pai: Envia o jovem comigo, e levantar-nos-emos e iremos, para que vivamos e não morramos, nem nós, nem tu, nem os nossos filhos.

43-9 - Eu serei fiador por ele, da minha mão o requererás; se eu não to trouxer e não o puser perante a tua face, serei réu de crime para contigo para sempre.

43-10 - E, se nós não nos tivéssemos detido, certamente já estaríamos segunda vez de volta.

43-11 - Então, disse-lhes Israel, seu pai: Pois que assim é, fazei isso; tomai do mais precioso desta terra em vossos sacos e levai ao varão um presente: um pouco de bálsamo, um pouco de mel, especiarias, mirra, terebinto e amêndoas.

43-12 - E tomai em vossas mãos dinheiro dobrado; e o dinheiro que tornou na boca dos vossos sacos tornai a levar em vossas mãos; bem pode ser que fosse erro.

43-13 - Tomai também a vosso irmão, e levantai-vos, e voltai àquele varão.

43-14 - E Deus Todo-poderoso vos dê misericórdia diante do varão, para que deixe vir convosco vosso outro irmão, e Benjamim; e eu, se for desfilhado, desfilhado ficarei.

43-15 - E os varões tomaram aquele presente e tomaram dinheiro dobrado em suas mãos e a Benjamim; e levantaram-se, e desceram ao Egito, e apresentaram-se diante da face de José.

43-16 - Vendo, pois, José a Benjamim com eles, disse ao que estava sobre a sua casa: Leva estes varões à casa, e mata reses, e prepara tudo; porque estes varões comerão comigo ao meio-dia.

43-17 - E o varão fez como José dissera e o varão levou aqueles varões à casa de José.

43-18 - Então, temeram aqueles varões, porquanto foram levados à casa de José e diziam: Por causa do dinheiro que da outra vez voltou nos nossos sacos, fomos trazidos aqui, para nos criminar e cair sobre nós, para que nos tome por servos e a nossos jumentos.

43-19 - Por isso, chegaram-se ao varão que estava sobre a casa de José, e falaram com ele à porta da casa.

43-20 - E disseram: Ai! Senhor meu, certamente descemos, dantes, a comprar mantimento;

43-21 - e aconteceu que, chegando nós à venda e abrindo os nossos sacos, eis que o dinheiro de cada varão estava na boca do seu saco, nosso dinheiro por seu peso; e tornamos a trazê-lo em nossas mãos.

43-22 - Também trouxemos outro dinheiro em nossas mãos, para comprar mantimento; não sabemos quem tenha posto o nosso dinheiro nos nossos sacos.

43-23 - E ele disse: Paz seja convosco, não temais; o vosso Deus, e o Deus de vosso pai, vos tem dado um tesouro nos vossos sacos; o vosso dinheiro me chegou a mim. E trouxe-lhes fora a Simeão.

43-24 - Depois, levou o varão aqueles varões à casa de José e deu-lhes água, e lavaram os seus pés; também deu pasto aos seus jumentos.

43-25 - E prepararam o presente, para quando José viesse ao meio-dia; porque tinham ouvido que ali haviam de comer pão.

43-26 - Vindo, pois, José à casa, trouxeram-lhe ali o presente que estava na sua mão; e inclinaram-se a ele até à terra.

43-27 - E ele lhes perguntou como estavam e disse: Vosso pai, o velho de quem falastes, está bem? Ainda vive?

43-28 - E eles disseram: Bem está o teu servo, nosso pai vive ainda. E abaixaram a cabeça e inclinaram-se.

43-29 - E ele levantou os olhos, e viu a Benjamim, seu irmão, filho de sua mãe, e disse: Este é o vosso irmão mais novo, de quem me falastes? Depois, ele disse: Deus te abençoe, meu filho.

43-30 - E José apressou-se, porque o seu íntimo moveu-se para o seu irmão; e procurou onde chorar, e entrou na câmara, e chorou ali.

43-31 - Depois, lavou o rosto e saiu; e conteve-se e disse: Ponde pão.

43-32 - E puseram-lhe a ele à parte, e a eles à parte, e aos egípcios que comiam com ele à parte; porque os egípcios não podem comer pão com os hebreus, porquanto é abominação para os egípcios.

43-33 - E assentaram-se diante dele, o primogênito segundo a sua primogenitura e o menor segundo a sua menoridade; do que os varões se maravilhavam entre si.

43-34 - E apresentou-lhe as porções que estavam diante dele; porém a porção de Benjamim era cinco vezes maior do que a de qualquer deles. E eles beberam e se regalaram com ele.

44-1 - E deu ordem ao que estava sobre a sua casa, dizendo: Enche de mantimento os sacos destes varões, quanto puderem levar, e põe o dinheiro de cada varão na boca do seu saco.

44-2 - E o meu copo, o copo de prata, porás na boca do saco do mais novo, com o dinheiro do seu trigo. E fez conforme a palavra de José, que tinha dito.

44-3 - Vinda a luz da manhã, despediram-se estes varões, eles com os seus jumentos.

44-4 - Saindo eles da cidade e não se havendo ainda distanciado, disse José ao que estava sobre a sua casa: Levanta-te e persegue aqueles varões; e, alcançando-os, lhes dirás: Por que pagastes mal por bem?

44-5 - Não é este o copo por que bebe meu senhor? E em que ele bem adivinha? Fizestes mal no que fizestes.

44-6 - E alcançou-os e falou-lhes as mesmas palavras.

44-7 - E eles disseram-lhe: Por que diz meu senhor tais palavras? Longe estejam teus servos de fazerem semelhante coisa.

44-8 - Eis que o dinheiro que temos achado na boca dos nossos sacos te tornamos a trazer desde a terra de Canaã; como, pois, furtaríamos da casa do teu senhor prata ou ouro?

44-9 - Aquele dos teus servos, com quem for achado, morra; e ainda nós seremos escravos do meu senhor.

44-10 - E ele disse: Ora, seja também assim conforme as vossas palavras; aquele com quem se achar será meu escravo, porém vós sereis desculpados.

44-11 - E eles apressaram-se, e cada um pôs em terra o seu saco, e cada um abriu o seu saco.

44-12 - E buscou, começando no maior e acabando no mais novo; e achou-se o copo no saco de Benjamim.

44-13 - Então, rasgaram as suas vestes, e carregou cada um o seu jumento, e tornaram à cidade.

44-14 - E veio Judá com os seus irmãos à casa de José, porque ele ainda estava ali; e prostraram-se diante dele em terra.

44-15 - E disse-lhes José: Que é isto que fizestes? Não sabeis vós que tal homem como eu bem adivinha?

44-16 - Então, disse Judá: Que diremos a meu senhor? Que falaremos? E como nos justificaremos? Achou Deus a iniqüidade de teus servos; eis que somos escravos de meu senhor, tanto nós como aquele em cuja mão foi achado o copo.

44-17 - Mas ele disse: Longe de mim que eu tal faça; o varão em cuja mão o copo foi achado, aquele será meu servo; porém vós subi em paz para vosso pai.

44-18 - Então, Judá se chegou a ele e disse: Ai! Senhor meu, deixa, peço-te, o teu servo dizer uma palavra aos ouvidos de meu senhor, e não se acenda a tua ira contra o teu servo; porque tu és como Faraó.

44-19 - Meu senhor perguntou a seus servos, dizendo: Tendes vós pai ou irmão?

44-20 - E dissemos a meu senhor: Temos um velho pai e um moço da sua velhice, o mais novo, cujo irmão é morto; e só ele ficou de sua mãe, e seu pai o ama.

44-21 - Então, tu disseste a teus servos: Trazei-mo a mim, e porei os meus olhos sobre ele.

44-22 - E nós dissemos a meu senhor: Aquele moço não poderá deixar a seu pai; se deixar a seu pai, este morrerá.

44-23 - Então, tu disseste a teus servos: Se vosso irmão mais novo não descer convosco, nunca mais vereis a minha face.

44-24 - E aconteceu que, subindo nós a teu servo, meu pai, e contando-lhe as palavras de meu senhor,

44-25 - disse nosso pai: Tornai, comprai-nos um pouco de mantimento.

44-26 - E nós dissemos: Não poderemos descer; mas, se nosso irmão menor for conosco, desceremos; pois não poderemos ver a face do varão, se este nosso irmão menor não estiver conosco.

44-27 - Então, disse-nos teu servo, meu pai: Vós sabeis que minha mulher me deu dois filhos;

44-28 - um ausentou-se de mim, e eu disse: Certamente foi despedaçado, e não o tenho visto até agora;

44-29 - se agora também tirardes a este da minha face, e lhe acontecer algum desastre, fareis descer as minhas cãs com dor à sepultura.

44-30 - Agora, pois, indo eu a teu servo, meu pai, e o moço não indo conosco, como a sua alma está atada com a alma dele,

44-31 - acontecerá que, vendo ele que o moço ali não está, morrerá; e teus servos farão descer as cãs de teu servo, nosso pai, com tristeza à sepultura.

44-32 - Porque teu servo se deu por fiador por este moço para com meu pai, dizendo: Se não to tornar, eu serei culpado a meu pai todos os dias.

44-33 - Agora, pois, fique teu servo em lugar deste moço por escravo de meu senhor, e que suba o moço com os seus irmãos.

44-34 - Porque como subirei eu a meu pai, se o moço não for comigo? Para que não veja eu o mal que sobrevirá a meu pai.

45-1 - Então, José não se podia conter diante de todos os que estavam com ele; e clamou: Fazei sair daqui a todo varão; e ninguém ficou com ele quando José se deu a conhecer a seus irmãos.

45-2 - E levantou a sua voz com choro, de maneira que os egípcios o ouviam, e a casa de Faraó o ouviu.

45-3 - E disse José a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, porque estavam pasmados diante da sua face.

45-4 - E disse José a seus irmãos: Peço-vos, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então, disse ele: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito.

45-5 - Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque, para conservação da vida, Deus me enviou diante da vossa face.

45-6 - Porque já houve dois anos de fome no meio da terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem sega.

45-7 - Pelo que Deus me enviou diante da vossa face, para conservar vossa sucessão na terra e para guardar-vos em vida por um grande livramento.

45-8 - Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito.

45-9 - Apressai-vos, e subi a meu pai, e dizei-lhe: Assim tem dito o teu filho José: Deus me tem posto por senhor em toda a terra do Egito; desce a mim e não te demores.

45-10 - E habitarás na terra de Gósen e estarás perto de mim, tu e os teus filhos, e os filhos dos teus filhos, e as tuas ovelhas, e as tuas vacas, e tudo o que tens.

45-11 - E ali te sustentarei, porque ainda haverá cinco anos de fome, para que não pereças de pobreza, tu, e tua casa, e tudo o que tens.

45-12 - E eis que vossos olhos vêem, e os olhos de meu irmão Benjamim, que é minha boca que vos fala.

45-13 - E fazei saber a meu pai toda a minha glória no Egito e tudo o que tendes visto; e apressai-vos a fazer descer meu pai para cá.

45-14 - E lançou-se ao pescoço de Benjamim, seu irmão, e chorou; e Benjamim chorou também ao seu pescoço.

45-15 - E beijou todos os seus irmãos e chorou sobre eles; e, depois, seus irmãos falaram com ele.

45-16 - E a nova ouviu-se na casa de Faraó, dizendo: Os irmãos de José são vindos; e pareceu bem aos olhos de Faraó e aos olhos de seus servos.

45-17 - E disse Faraó a José: Dize a teus irmãos: Fazei isto: carregai os vossos animais, e parti, e tornai à terra de Canaã,

45-18 - e tornai a vosso pai e a vossas famílias, e vinde a mim; e eu vos darei o melhor da terra do Egito, e comereis a fartura da terra.

45-19 - A ti, pois, é ordenado; fazei isto: tomai vós da terra do Egito carros para vossos meninos, para vossas mulheres e para vosso pai e vinde.

45-20 - E não vos pese coisa alguma das vossas alfaias; porque o melhor de toda a terra do Egito será vosso.

45-21 - E os filhos de Israel fizeram assim. E José deu-lhes carros, conforme o mandado de Faraó; também lhes deu comida para o caminho.

45-22 - A todos lhes deu, a cada um, mudas de vestes; mas a Benjamim deu trezentas peças de prata e cinco mudas de vestes.

45-23 - E a seu pai enviou semelhantemente dez jumentos carregados do melhor do Egito, e dez jumentos carregados de trigo, e pão, e comida para seu pai, para o caminho.

45-24 - E despediu os seus irmãos, e partiram; e disse-lhes: Não contendais pelo caminho.

45-25 - E subiram do Egito e vieram à terra de Canaã, a Jacó, seu pai.

45-26 - Então, lhe anunciaram, dizendo: José ainda vive e ele também é regente em toda a terra do Egito. E o seu coração desmaiou, porque não os acreditava.

45-27 - Porém, havendo-lhe eles contado todas as palavras de José que ele lhes falara, e vendo ele os carros que José enviara para levá-lo, reviveu o espírito de Jacó, seu pai.

45-28 - E disse Israel: Basta; ainda vive meu filho José; eu irei e o verei antes que eu morra.

46-1 - E partiu Israel com tudo quanto tinha, e veio a Berseba, e ofereceu sacrifícios ao Deus de Isaque, seu pai.

46-2 - E falou Deus a Israel em visões, de noite, e disse: Jacó! Jacó! E ele disse: Eis-me aqui.

46-3 - E disse: Eu sou Deus, o Deus de teu pai; não temas descer ao Egito, porque eu te farei ali uma grande nação.

46-4 - E descerei contigo ao Egito e certamente te farei tornar a subir; e José porá a sua mão sobre os teus olhos.

46-5 - Então, levantou-se Jacó de Berseba; e os filhos de Israel levaram Jacó, seu pai, e seus meninos, e as suas mulheres, nos carros que Faraó enviara para o levar.

46-6 - E tomaram o seu gado e a sua fazenda que tinham adquirido na terra de Canaã e vieram ao Egito, Jacó e toda a sua semente com ele.

46-7 - Os seus filhos, e os filhos de seus filhos com ele, as suas filhas, e as filhas de seus filhos, e toda a sua semente levou consigo ao Egito.

46-8 - E estes são os nomes dos filhos de Israel, que vieram ao Egito, Jacó e seus filhos: Rúben, o primogênito de Jacó,

46-9 - e os filhos de Rúben: Enoque, e Palu, e Hezrom, e Carmi.

46-10 - E os filhos de Simeão: Jemuel, e Jamim, e Oade, e Jaquim, e Zoar, e Saul, filho de uma mulher cananéia.

46-11 - E os filhos de Levi: Gérson, Coate e Merari.

46-12 - E os filhos de Judá: Er, e Onã, e Selá, e Perez, e Zerá. Er e Onã, porém, morreram na terra de Canaã; e os filhos de Perez foram Esrom e Hamul.

46-13 - E os filhos de Issacar: Tola, e Puva, e Jó, e Sinrom.

46-14 - E os filhos de Zebulom: Serede, e Elom, e Jaleel.

46-15 - Estes são os filhos de Léia, que deu a Jacó em Padã-Arã, com Diná, sua filha; todas as almas de seus filhos e de suas filhas foram trinta e três.

46-16 - E os filhos de Gade: Zifiom, e Hagi, e Suni, e Esbom, e Eri, e Arodi, e Areli.

46-17 - E os filhos de Aser: Imna, e Isvá, e Isvi, e Berias, e Será, a irmã deles; e os filhos de Berias: Héber e Malquiel.

46-18 - Estes são os filhos de Zilpa, a qual Labão deu à sua filha Léia e que deu a Jacó estas dezesseis almas.

46-19 - Os filhos de Raquel, mulher de Jacó: José e Benjamim.

46-20 - E nasceram a José na terra do Egito Manassés e Efraim, que lhe deu Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om.

46-21 - E os filhos de Benjamim: Belá, e Bequer, e Asbel, e Gera, e Naamã, e Eí, e Rôs, e Mupim, e Hupim, e Arde.

46-22 - Estes são os filhos de Raquel, que nasceram a Jacó, ao todo catorze almas.

46-23 - E o filho de Dã: Husim.

46-24 - E os filhos de Naftali: Jazeel, e Guni, e Jezer, e Silém.

46-25 - Estes são os filhos de Bila, a qual Labão deu à sua filha Raquel e que deu estes a Jacó; todas as almas foram sete.

46-26 - Todas as almas que vieram com Jacó ao Egito, que descenderam dele, fora as mulheres dos filhos de Jacó, todas foram sessenta e seis almas.

46-27 - E os filhos de José, que lhe nasceram no Egito, eram duas almas. Todas as almas da casa de Jacó, que vieram ao Egito, foram setenta.

46-28 - E Jacó enviou Judá diante da sua face a José, para o encaminhar a Gósen; e chegaram à terra de Gósen.

46-29 - Então, José aprontou o seu carro e subiu ao encontro de Israel, seu pai, a Gósen. E, mostrando-se-lhe, lançou-se ao seu pescoço e chorou sobre o seu pescoço, longo tempo.

46-30 - E Israel disse a José: Morra eu agora, pois já tenho visto o teu rosto, que ainda vives.

46-31 - Depois, disse José a seus irmãos e à casa de seu pai: Eu subirei, e anunciarei a Faraó, e lhe direi: Meus irmãos e a casa de meu pai, que estavam na terra de Canaã, vieram a mim.

46-32 - E os varões são pastores de ovelhas, porque são homens de gado, e trouxeram consigo as suas ovelhas, e as suas vacas, e tudo o que têm.

46-33 - Quando, pois, acontecer que Faraó vos chamar e disser: Qual é o vosso negócio?

46-34 - Então, direis: Teus servos foram homens de gado desde a nossa mocidade até agora, tanto nós como os nossos pais; para que habiteis na terra de Gósen, porque todo o pastor de ovelhas é abominação para os egípcios.

47-1 - Então, veio José, e anunciou a Faraó, e disse: Meu pai, e os meus irmãos, e as suas ovelhas, e as suas vacas, com tudo o que têm, chegaram da terra de Canaã, e eis que estão na terra de Gósen.

47-2 - E tomou uma parte de seus irmãos, a saber, cinco varões, e os pôs diante de Faraó.

47-3 - Então, disse Faraó a seus irmãos: Qual é o vosso negócio? E eles disseram a Faraó: Teus servos são pastores de ovelhas, tanto nós como nossos pais.

47-4 - Disseram mais a Faraó: Viemos para peregrinar nesta terra; porque não há pasto para as ovelhas de teus servos, porquanto a fome é grave na terra de Canaã; agora, pois, rogamos-te que teus servos habitem na terra de Gósen.

47-5 - Então, falou Faraó a José, dizendo: Teu pai e teus irmãos vieram a ti.

47-6 - A terra do Egito está diante da tua face; no melhor da terra faze habitar teu pai e teus irmãos; habitem na terra de Gósen; e, se sabes que entre eles há homens valentes, os porás por maiorais do gado, sobre o que eu tenho.

47-7 - E trouxe José a Jacó, seu pai, e o pôs diante de Faraó; e Jacó abençoou a Faraó.

47-8 - E Faraó disse a Jacó: Quantos são os dias dos anos de tua vida?

47-9 - E Jacó disse a Faraó: Os dias dos anos das minhas peregrinações são cento e trinta anos; poucos e maus foram os dias dos anos da minha vida e não chegaram aos dias dos anos da vida de meus pais, nos dias das suas peregrinações.

47-10 - E Jacó abençoou a Faraó e saiu de diante da face de Faraó.

47-11 - E José fez habitar a seu pai e seus irmãos e deu-lhes possessão na terra do Egito, no melhor da terra, na terra de Ramessés, como Faraó ordenara.

47-12 - E José sustentou de pão a seu pai, e a seus irmãos, e a toda a casa de seu pai, segundo as suas famílias.

47-13 - E não havia pão em toda a terra, porque a fome era mui grave; de maneira que a terra do Egito e a terra de Canaã desfaleciam por causa da fome.

47-14 - Então, José recolheu todo o dinheiro que se achou na terra do Egito e na terra de Canaã, pelo trigo que compravam; e José trouxe o dinheiro à casa de Faraó.

47-15 - Acabando-se, pois, o dinheiro na terra do Egito e na terra de Canaã, vieram todos os egípcios a José, dizendo: Dá-nos pão; por que morreremos em tua presença? Porquanto o dinheiro nos falta.

47-16 - E José disse: Dai o vosso gado, e eu vo-lo darei por vosso gado, se falta o dinheiro.

47-17 - Então, trouxeram o seu gado a José; e José deu-lhes pão em troca de cavalos, e das ovelhas, e das vacas, e dos jumentos; e os sustentou de pão aquele ano por todo o seu gado.

47-18 - E, acabado aquele ano, vieram a ele no segundo ano e disseram-lhe: Não ocultaremos ao meu senhor que o dinheiro é acabado, e meu senhor possui os animais; nenhuma outra coisa nos ficou diante da face de meu senhor, senão o nosso corpo e a nossa terra.

47-19 - Por que morreremos diante dos teus olhos, tanto nós como a nossa terra? Compra-nos a nós e à nossa terra por pão, e nós e a nossa terra seremos servos de Faraó; dá semente para que vivamos e não morramos, e a terra não se desole.

47-20 - Assim, José comprou toda a terra do Egito para Faraó, porque os egípcios venderam cada um o seu campo, porquanto a fome era extrema sobre eles; e a terra ficou sendo de Faraó.

47-21 - E, quanto ao povo, fê-lo passar às cidades, desde uma extremidade da terra do Egito até à outra extremidade.

47-22 - Somente a terra dos sacerdotes não a comprou, porquanto os sacerdotes tinham porção de Faraó e eles comiam a sua porção que Faraó lhes tinha dado; por isso, não venderam a sua terra.

47-23 - Então, disse José ao povo: Eis que hoje vos tenho comprado a vós e a vossa terra para Faraó; eis aí tendes semente para vós, para que semeeis a terra.

47-24 - Há de ser, porém, que das colheitas dareis o quinto a Faraó, e as quatro partes serão vossas, para semente do campo, e para o vosso mantimento, e dos que estão nas vossas casas, e para que comam vossos meninos.

47-25 - E disseram: A vida nos tens dado; achemos graça aos olhos de meu senhor e seremos servos de Faraó.

47-26 - José, pois, pôs isto por estatuto, até ao dia de hoje, sobre a terra do Egito: que Faraó tirasse o quinto; só a terra dos sacerdotes não ficou sendo de Faraó.

47-27 - Assim, habitou Israel na terra do Egito, na terra de Gósen, e nela tomaram possessão, e frutificaram, e multiplicaram-se muito.

47-28 - E Jacó viveu na terra do Egito dezessete anos; de sorte que os dias de Jacó, os anos da sua vida, foram cento e quarenta e sete anos.

47-29 - Chegando-se, pois, o tempo da morte de Israel, chamou a José, seu filho, e disse-lhe: Se agora tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que ponhas a tua mão debaixo da minha coxa, e usa comigo de beneficência e verdade; rogo-te que me não enterres no Egito,

47-30 - mas que eu jaza com os meus pais; por isso, me levarás do Egito e me sepultarás na sepultura deles. E ele disse: Farei conforme a tua palavra.

47-31 - E disse ele: Jura-me. E ele jurou-lhe; e Israel inclinou-se sobre a cabeceira da cama.

48-1 - E aconteceu, depois destas coisas, que disseram a José: Eis que teu pai está enfermo. Então, tomou consigo os seus dois filhos, Manassés e Efraim.

48-2 - E um deu parte a Jacó e disse: Eis que José, teu filho, vem a ti. E esforçou-se Israel e assentou-se sobre a cama.

48-3 - E Jacó disse a José: O Deus Todo-poderoso me apareceu em Luz, na terra de Canaã, e me abençoou,

48-4 - e me disse: Eis que te farei frutificar e multiplicar, e te porei por multidão de povos, e darei esta terra à tua semente depois de ti, em possessão perpétua.

48-5 - Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus; Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão.

48-6 - Mas a tua geração, que gerarás depois deles, será tua; segundo o nome de seus irmãos serão chamados na sua herança.

48-7 - Vindo, pois, eu de Padã, me morreu Raquel na terra de Canaã, no caminho, quando ainda ficava um pequeno espaço de terra para vir a Efrata; e eu a sepultei ali, no caminho de Efrata, que é Belém.

48-8 - E Israel viu os filhos de José e disse: Quem são estes?

48-9 - E José disse a seu pai: Eles são meus filhos, que Deus me tem dado aqui. E ele disse: Peço-te, traze-mos aqui, para que os abençoe.

48-10 - Os olhos, porém, de Israel eram carregados de velhice, já não podia ver bem; e fê-los chegar a ele, e beijou-os e abraçou-os.

48-11 - E Israel disse a José: Eu não cuidara ver o teu rosto; e eis que Deus me fez ver a tua semente também.

48-12 - Então, José os tirou de seus joelhos e inclinou-se à terra diante da sua face.

48-13 - E tomou José a ambos, a Efraim na sua mão direita, à esquerda de Israel, e a Manassés na sua mão esquerda, à direita de Israel, e fê-los chegar a ele.

48-14 - Mas Israel estendeu a sua mão direita e a pôs sobre a cabeça de Efraim, ainda que era o menor, e a sua esquerda sobre a cabeça de Manassés, dirigindo as suas mãos avisadamente, ainda que Manassés era o primogênito.

48-15 - E abençoou a José e disse: O Deus, em cuja presença andaram os meus pais Abraão e Isaque, o Deus que me sustentou, desde que eu nasci até este dia,

48-16 - o Anjo que me livrou de todo o mal, abençoe estes rapazes; e seja chamado neles o meu nome e o nome de meus pais Abraão e Isaque; e multipliquem-se, como peixes em multidão, no meio da terra.

48-17 - Vendo, pois, José que seu pai punha a sua mão direita sobre a cabeça de Efraim, foi mau aos seus olhos; e tomou a mão de seu pai, para a transpor de sobre a cabeça de Efraim à cabeça de Manassés.

48-18 - E José disse a seu pai: Não assim, meu pai, porque este é o primogênito; põe a tua mão direita sobre a sua cabeça.

48-19 - Mas seu pai o recusou e disse: Eu o sei, filho meu, eu o sei; também ele será um povo e também ele será grande; contudo, o seu irmão menor será maior que ele, e a sua semente será uma multidão de nações.

48-20 - Assim, os abençoou naquele dia, dizendo: Em ti Israel abençoará, dizendo: Deus te ponha como a Efraim e como a Manassés. E pôs a Efraim diante de Manassés.

48-21 - Depois, disse Israel a José: Eis que eu morro, mas Deus será convosco e vos fará tornar à terra de vossos pais.

48-22 - E eu te tenho dado a ti um pedaço de terra mais que a teus irmãos, o qual tomei com a minha espada e com o meu arco da mão dos amorreus.

49-1 - Depois, chamou Jacó a seus filhos e disse: Ajuntai-vos, e anunciar-vos-ei o que vos há de acontecer nos derradeiros dias;

49-2 - ajuntai-vos e ouvi, filhos de Jacó; e ouvi a Israel, vosso pai:

49-3 - Rúben, tu és meu primogênito, minha força e o princípio de meu vigor, o mais excelente em alteza e o mais excelente em poder.

49-4 - Inconstante como a água, não serás o mais excelente, porquanto subiste ao leito de teu pai. Então, o contaminaste; subiste à minha cama.

49-5 - Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de violência.

49-6 - No seu secreto conselho, não entre minha alma; com a sua congregação, minha glória não se ajunte; porque, no seu furor, mataram varões e, na sua teima, arrebataram bois.

49-7 - Maldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura; eu os dividirei em Jacó e os espalharei em Israel.

49-8 - Judá, a ti te louvarão os teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de seus inimigos; os filhos de teu pai a ti se inclinarão.

49-9 - Judá é um leãozinho; da presa subiste, filho meu. Encurva-se e deita-se como um leão e como um leão velho; quem o despertará?

49-10 - O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos.

49-11 - Ele amarrará o seu jumentinho à vide e o filho da sua jumenta, à cepa mais excelente; ele lavará a sua veste no vinho e a sua capa, em sangue de uvas.

49-12 - Os olhos serão vermelhos de vinho, e os dentes, brancos de leite.

49-13 - Zebulom habitará no porto dos mares e será como porto dos navios; e o seu termo será em Sidom.

49-14 - Issacar é jumento de fortes ossos, deitado entre dois fardos.

49-15 - E viu ele que o descanso era bom e que a terra era deliciosa, e abaixou o seu ombro para acarretar, e serviu debaixo de tributo.

49-16 - Dã julgará o seu povo, como uma das tribos de Israel.

49-17 - Dã será serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os calcanhares do cavalo e faz cair o seu cavaleiro por detrás.

49-18 - A tua salvação espero, ó SENHOR!

49-19 - Quanto a Gade, uma tropa o acometerá; mas ele a acometerá por fim.

49-20 - De Aser, o seu pão será abundante e ele dará delícias reais.

49-21 - Naftali é uma cerva solta; ele dá palavras formosas.

49-22 - José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus ramos correm sobre o muro.

49-23 - Os flecheiros lhe deram amargura, e o flecharam, e o aborreceram.

49-24 - O seu arco, porém, susteve-se no forte, e os braços de suas mãos foram fortalecidos pelas mãos do Valente de Jacó ( donde é o Pastor e a Pedra de Israel ),

49-25 - pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos céus de cima, com bênçãos do abismo que está debaixo, com bênçãos dos peitos e da madre.

49-26 - As bênçãos de teu pai excederão as bênçãos de meus pais, até à extremidade dos outeiros eternos; elas estarão sobre a cabeça de José e sobre o alto da cabeça do que foi separado de seus irmãos.

49-27 - Benjamim é lobo que despedaça; pela manhã, comerá a presa e, à tarde, repartirá o despojo.

49-28 - Todas estas são as doze tribos de Israel; e isto é o que lhes falou seu pai quando os abençoou; a cada um deles abençoou segundo a sua bênção.

49-29 - Depois, ordenou-lhes e disse-lhes: Eu me congrego ao meu povo; sepultai-me, com meus pais, na cova que está no campo de Efrom, o heteu,

49-30 - na cova que está no campo de Macpela, que está em frente de Manre, na terra de Canaã, a qual Abraão comprou com aquele campo de Efrom, o heteu, por herança de sepultura.

49-31 - Ali, sepultaram Abraão e Sara, sua mulher; ali, sepultaram Isaque e Rebeca, sua mulher; e, ali, eu sepultei Léia.

49-32 - O campo e a cova que está nele foram comprados aos filhos de Hete.

49-33 - Acabando, pois, Jacó de dar mandamentos a seus filhos, encolheu os seus pés na cama, e expirou, e foi congregado ao seu povo.

50-1 - Então, José se lançou sobre o rosto de seu pai, e chorou sobre ele, e o beijou.

50-2 - E José ordenou aos seus servos, os médicos, que embalsamassem o seu pai; e os médicos embalsamaram Israel.

50-3 - E cumpriram-se-lhe quarenta dias, porque assim se cumprem os dias daqueles que se embalsamam; e os egípcios o choraram setenta dias.

50-4 - Passados os dias de seu choro, falou José à casa de Faraó, dizendo: Se agora tenho achado graça aos vossos olhos, rogo-vos que faleis aos ouvidos de Faraó, dizendo:

50-5 - Meu pai me fez jurar, dizendo: Eis que eu morro; em meu sepulcro, que cavei para mim na terra de Canaã, ali me sepultarás. Agora, pois, te peço, que eu suba, para que sepulte o meu pai; então, voltarei.

50-6 - E Faraó disse: Sobe e sepulta o teu pai, como ele te fez jurar.

50-7 - E José subiu para sepultar o seu pai; e subiram com ele todos os servos de Faraó, os anciãos da sua casa e todos os anciãos da terra do Egito,

50-8 - como também toda a casa de José, e seus irmãos, e a casa de seu pai; somente deixaram na terra de Gósen os seus meninos, e as suas ovelhas, e as suas vacas.

50-9 - E subiram também com ele tanto carros como gente a cavalo; e o concurso foi grandíssimo.

50-10 - Chegando eles, pois, à eira do espinhal, que está além do Jordão, fizeram um grande e gravíssimo pranto; e fez a seu pai um grande pranto por sete dias.

50-11 - E, vendo os moradores da terra, os cananeus, o luto na eira do espinhal, disseram: É este o pranto grande dos egípcios. Por isso, chamou-se o seu nome Abel-Mizraim, que está além do Jordão.

50-12 - E fizeram-lhe os seus filhos assim como ele lhes ordenara,

50-13 - pois os seus filhos o levaram à terra de Canaã e o sepultaram na cova do campo de Macpela, que Abraão tinha comprado com o campo, por herança de sepultura, a Efrom, o heteu, em frente de Manre.

50-14 - Depois, tornou José para o Egito, ele, e seus irmãos, e todos os que com ele subiram a sepultar o seu pai, depois de haver sepultado o seu pai.

50-15 - Vendo, então, os irmãos de José que o seu pai já estava morto, disseram: Porventura, nos aborrecerá José e nos pagará certamente todo o mal que lhe fizemos.

50-16 - Portanto, enviaram a José, dizendo: Teu pai mandou, antes da sua morte, dizendo:

50-17 - Assim direis a José: Perdoa, rogo-te, a transgressão de teus irmãos e o seu pecado, porque te fizeram mal; agora, pois, rogamos-te que perdoes a transgressão dos servos do Deus de teu pai. E José chorou quando eles lhe falavam.

50-18 - Depois, vieram também seus irmãos, e prostraram-se diante dele, e disseram: Eis-nos aqui por teus servos.

50-19 - E José lhes disse: Não temais; porque, porventura, estou eu em lugar de Deus?

50-20 - Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande.

50-21 - Agora, pois, não temais; eu vos sustentarei a vós e a vossos meninos. Assim, os consolou e falou segundo o coração deles.

50-22 - José, pois, habitou no Egito, ele e a casa de seu pai; e viveu José cento e dez anos.

50-23 - E viu José os filhos de Efraim, da terceira geração; também os filhos de Maquir, filho de Manassés, nasceram sobre os joelhos de José.

50-24 - E disse José a seus irmãos: Eu morro, mas Deus certamente vos visitará e vos fará subir desta terra para a terra que jurou a Abraão, a Isaque e a Jacó.

50-25 - E José fez jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente, vos visitará Deus, e fareis transportar os meus ossos daqui.

50-26 - E morreu José da idade de cento e dez anos; e o embalsamaram e o puseram num caixão no Egito.