A Bíblia - ON LINE - Salmos - SL

1-1 - Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.

1-2 - Antes, tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.

1-3 - Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará.

1-4 - Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.

1-5 - Pelo que os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.

1-6 - Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; mas o caminho dos ímpios perecerá.

2-1 - Por que se amotinam as nações, e os povos imaginam coisas vãs?

2-2 - Os reis da terra se levantam, e os príncipes juntos se mancomunam contra o SENHOR e contra o seu ungido, dizendo:

2-3 - Rompamos as suas ataduras e sacudamos de nós as suas cordas.

2-4 - Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles.

2-5 - Então, lhes falará na sua ira e no seu furor os confundirá.

2-6 - Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte Sião.

2-7 - Recitarei o decreto: O SENHOR me disse: Tu és meu Filho; eu hoje te gerei.

2-8 - Pede-me, e eu te darei as nações por herança e os confins da terra por tua possessão.

2-9 - Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro.

2-10 - Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra.

2-11 - Servi ao SENHOR com temor e alegrai-vos com tremor.

2-12 - Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se inflamar a sua ira. Bem-aventurados todos aqueles que nele confiam.

3-1 - SENHOR, como se têm multiplicado os meus adversários! São muitos os que se levantam contra mim.

3-2 - Muitos dizem da minha alma: Não há salvação para ele em Deus. ( Selá )

3-3 - Mas tu, SENHOR, és um escudo para mim, a minha glória e o que exalta a minha cabeça.

3-4 - Com a minha voz clamei ao SENHOR; ele ouviu-me desde o seu santo monte. ( Selá )

3-5 - Eu me deitei e dormi; acordei, porque o SENHOR me sustentou.

3-6 - Não terei medo de dez milhares de pessoas que se puseram contra mim ao meu redor.

3-7 - Levanta-te, SENHOR; salva-me, Deus meu, pois feriste a todos os meus inimigos nos queixos; quebraste os dentes aos ímpios.

3-8 - A salvação vem do SENHOR; sobre o teu povo seja a tua bênção. ( Selá )

4-1 - Ouve-me quando eu clamo, ó Deus da minha justiça; na angústia me deste largueza; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração.

4-2 - Filhos dos homens, até quando convertereis a minha glória em infâmia? Até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira? ( Selá )

4-3 - Sabei, pois, que o SENHOR separou para si aquele que lhe é querido; o SENHOR ouvirá quando eu clamar a ele.

4-4 - Perturbai-vos e não pequeis; falai com o vosso coração sobre a vossa cama e calai-vos. ( Selá )

4-5 - Oferecei sacrifícios de justiça e confiai no SENHOR.

4-6 - Muitos dizem: Quem nos mostrará o bem? SENHOR, exalta sobre nós a luz do teu rosto.

4-7 - Puseste alegria no meu coração, mais do que no tempo em que se multiplicaram o seu trigo e o seu vinho.

4-8 - Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, SENHOR, me fazes habitar em segurança.

5-1 - Dá ouvidos às minhas palavras, ó SENHOR; atende à minha meditação.

5-2 - Atende à voz do meu clamor, Rei meu e Deus meu, pois a ti orarei.

5-3 - Pela manhã, ouvirás a minha voz, ó SENHOR; pela manhã, me apresentarei a ti, e vigiarei.

5-4 - Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniqüidade, nem contigo habitará o mal.

5-5 - Os loucos não pararão à tua vista; aborreces a todos os que praticam a maldade.

5-6 - Destruirás aqueles que proferem a mentira; o SENHOR aborrecerá o homem sanguinário e fraudulento.

5-7 - Mas eu entrarei em tua casa pela grandeza da tua benignidade; e em teu temor me inclinarei para o teu santo templo.

5-8 - SENHOR, guia-me na tua justiça, por causa dos meus inimigos; aplana diante de mim o teu caminho.

5-9 - Porque não há retidão na boca deles; o seu íntimo são verdadeiras maldades; a sua garganta é um sepulcro aberto; lisonjeiam com a sua língua.

5-10 - Declara-os culpados, ó Deus; caiam por seus próprios conselhos; lança-os fora por causa da multidão de suas transgressões, pois se revoltaram contra ti.

5-11 - Mas alegrem-se todos os que confiam em ti; exultem eternamente, porquanto tu os defendes; e em ti se gloriem os que amam o teu nome.

5-12 - Pois tu, SENHOR, abençoarás ao justo; circundá-lo-ás da tua benevolência como de um escudo.

6-1 - SENHOR, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor.

6-2 - Tem misericórdia de mim, SENHOR, porque sou fraco; sara-me, SENHOR, porque os meus ossos estão perturbados.

6-3 - Até a minha alma está perturbada; mas tu, SENHOR, até quando?

6-4 - Volta-te, SENHOR, livra a minha alma; salva-me por tua benignidade.

6-5 - Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará?

6-6 - Já estou cansado do meu gemido; toda noite faço nadar a minha cama; molho o meu leito com as minhas lágrimas.

6-7 - Já os meus olhos estão consumidos pela mágoa e têm envelhecido por causa de todos os meus inimigos.

6-8 - Apartai-vos de mim todos os que praticais a iniqüidade; porque o SENHOR já ouviu a voz do meu lamento.

6-9 - O SENHOR já ouviu a minha súplica; o SENHOR aceitará a minha oração.

6-10 - Envergonhem-se e perturbem-se todos os meus inimigos; tornem atrás e envergonhem-se num momento.

7-1 - SENHOR, meu Deus, em ti confio; salva-me de todos os que me perseguem e livra-me;

7-2 - para que ele não arrebate a minha alma, como leão, despedaçando-a, sem que haja quem a livre;

7-3 - SENHOR, meu Deus, se eu fiz isto, se há perversidade nas minhas mãos,

7-4 - se paguei com o mal àquele que tinha paz comigo ( antes, livrei ao que me oprimia sem causa );

7-5 - persiga o inimigo a minha alma e alcance-a; calque aos pés a minha vida sobre a terra e reduza a pó a minha glória. ( Selá )

7-6 - Levanta-te, SENHOR, na tua ira; exalta-te por causa do furor dos meus opressores; e desperta por mim, para o juízo que ordenaste.

7-7 - Assim, te rodeará o ajuntamento de povos; por causa deles, pois, volta às alturas.

7-8 - O SENHOR julgará os povos; julga-me, SENHOR, conforme a minha justiça e conforme a integridade que há em mim.

7-9 - Tenha já fim a malícia dos ímpios, mas estabeleça-se o justo; pois tu, ó justo Deus, provas o coração e a mente.

7-10 - O meu escudo está com Deus, que salva os retos de coração.

7-11 - Deus é um juiz justo, um Deus que se ira todos os dias.

7-12 - Se o homem se não converter, Deus afiará a sua espada; já tem armado o seu arco e está aparelhado;

7-13 - e já para ele preparou armas mortais; e porá em ação as suas setas inflamadas contra os perseguidores.

7-14 - Eis que esse está com dores de perversidade; concebeu trabalhos e produzirá mentiras.

7-15 - Cavou um poço, e o fez fundo, e caiu na cova que fez.

7-16 - A sua obra cairá sobre a sua cabeça; e a sua violência descerá sobre a sua mioleira.

7-17 - Eu louvarei ao SENHOR segundo a sua justiça e cantarei louvores ao nome do SENHOR Altíssimo.

8-1 - Ó SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra, pois puseste a tua glória sobre os céus!

8-2 - Da boca das crianças e dos que mamam tu suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres calar o inimigo e vingativo.

8-3 - Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste;

8-4 - que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites?

8-5 - Contudo, pouco menor o fizeste do que os anjos e de glória e de honra o coroaste.

8-6 - Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés:

8-7 - todas as ovelhas e bois, assim como os animais do campo;

8-8 - as aves dos céus, e os peixes do mar, e tudo o que passa pelas veredas dos mares.

8-9 - Ó SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome sobre toda a terra!

9-1 - Eu te louvarei, SENHOR, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas.

9-2 - Em ti me alegrarei e saltarei de prazer; cantarei louvores ao teu nome, ó Altíssimo.

9-3 - Porquanto os meus inimigos retrocederam e caíram; e pereceram diante da tua face.

9-4 - Pois tu tens sustentado o meu direito e a minha causa; tu te assentaste no tribunal, julgando justamente.

9-5 - Repreendeste as nações, destruíste os ímpios, apagaste o seu nome para sempre e eternamente.

9-6 - Oh! Inimigo! Consumaram-se as assolações; —tu arrasaste as cidades, e a sua memória pereceu com elas.

9-7 - Mas o SENHOR está assentado perpetuamente; já preparou o seu tribunal para julgar.

9-8 - Ele mesmo julgará o mundo com justiça; julgará os povos com retidão.

9-9 - O SENHOR será também um alto refúgio para o oprimido; um alto refúgio em tempos de angústia.

9-10 - E em ti confiarão os que conhecem o teu nome; porque tu, SENHOR, nunca desamparaste os que te buscam.

9-11 - Cantai louvores ao SENHOR, que habita em Sião; anunciai entre os povos os seus feitos,

9-12 - pois inquire do derramamento de sangue e lembra-se dele; não se esquece do clamor dos aflitos.

9-13 - Tem misericórdia de mim, SENHOR; vê como me fazem sofrer aqueles que me aborrecem, tu que me levantas das portas da morte;

9-14 - para que eu conte todos os teus louvores às portas da filha de Sião e me alegre na tua salvação.

9-15 - As nações precipitaram-se na cova que abriram; na rede que ocultaram ficou preso o seu pé.

9-16 - O SENHOR é conhecido pelo juízo que fez; enlaçado ficou o ímpio nos seus próprios feitos. ( Higaiom; Selá )

9-17 - Os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus.

9-18 - Porque o necessitado não será esquecido para sempre, nem a expectação dos pobres se malogrará perpetuamente.

9-19 - Levanta-te, SENHOR! Não prevaleça o homem; sejam julgadas as nações perante a tua face.

9-20 - Tu os pões em medo, SENHOR, para que saibam as nações que são constituídas por meros homens. ( Selá )

10-1 - Por que te conservas longe, SENHOR? Por que te escondes nos tempos de angústia?

10-2 - Os ímpios, na sua arrogância, perseguem furiosamente o pobre; sejam apanhados nas ciladas que maquinaram.

10-3 - Porque o ímpio gloria-se do desejo da sua alma, bendiz ao avarento e blasfema do SENHOR.

10-4 - Por causa do seu orgulho, o ímpio não investiga; todas as suas cogitações são: Não há Deus.

10-5 - Os seus caminhos são sempre atormentadores; os teus juízos estão longe dele, em grande altura; trata com desprezo os seus adversários.

10-6 - Diz em seu coração: Não serei abalado, porque nunca me verei na adversidade.

10-7 - A sua boca está cheia de imprecações, de enganos e de astúcia; debaixo da sua língua há malícia e maldade.

10-8 - Põe-se nos cerrados das aldeias; nos lugares ocultos mata o inocente; os seus olhos estão ocultamente fixos sobre o pobre.

10-9 - Arma ciladas em esconderijos, como o leão no seu covil; arma ciladas para roubar o pobre; rouba-o colhendo-o na sua rede.

10-10 - Encolhe-se, abaixa-se, para que os pobres caiam em suas fortes garras.

10-11 - Diz em seu coração: Deus esqueceu-se; cobriu o seu rosto e nunca verá isto.

10-12 - Levanta-te, SENHOR! Ó Deus, levanta a tua mão; não te esqueças dos necessitados!

10-13 - Por que blasfema de Deus o ímpio, dizendo no seu coração que tu não inquirirás?

10-14 - Tu o viste, porque atentas para o trabalho e enfado, para os tomares sob tuas mãos; a ti o pobre se encomenda; tu és o auxílio do órfão.

10-15 - Quebranta o braço do ímpio e malvado; busca a sua impiedade até nada mais achares dela.

10-16 - O SENHOR é Rei eterno; da sua terra serão desarraigados os gentios.

10-17 - SENHOR, tu ouviste os desejos dos mansos; confortarás o seu coração; os teus ouvidos estarão abertos para eles;

10-18 - para fazeres justiça ao órfão e ao oprimido, a fim de que o homem, que é da terra, não prossiga mais em usar da violência.

11-1 - No SENHOR confio; como dizeis, pois, à minha alma: Foge para a tua montanha como pássaro?

11-2 - Porque eis que os ímpios armam o arco, põem as flechas na corda, para com elas atirarem, às ocultas, aos retos de coração.

11-3 - Na verdade, que já os fundamentos se transtornam; que pode fazer o justo?

11-4 - O SENHOR está no seu santo templo; o trono do SENHOR está nos céus; os seus olhos estão atentos, e as suas pálpebras provam os filhos dos homens.

11-5 - O SENHOR prova o justo, mas a sua alma aborrece o ímpio e o que ama a violência.

11-6 - Sobre os ímpios fará chover laços, fogo, enxofre e vento tempestuoso; eis a porção do seu copo.

11-7 - Porque o SENHOR é justo e ama a justiça; o seu rosto está voltado para os retos.

12-1 - Salva-nos, SENHOR, porque faltam os homens benignos; porque são poucos os fiéis entre os filhos dos homens.

12-2 - Cada um fala com falsidade ao seu próximo; falam com lábios lisonjeiros e coração dobrado.

12-3 - O SENHOR cortará todos os lábios lisonjeiros e a língua que fala soberbamente.

12-4 - Pois dizem: Com a nossa língua prevaleceremos; os lábios são nossos; quem é o senhor sobre nós?

12-5 - Por causa da opressão dos pobres e do gemido dos necessitados, me levantarei agora, diz o SENHOR; porei em salvo aquele para quem eles assopram.

12-6 - As palavras do SENHOR são palavras puras como prata refinada em forno de barro e purificada sete vezes.

12-7 - Tu nos guardarás, SENHOR; desta geração nos livrarás para sempre.

12-8 - Os ímpios circulam por toda parte quando os mais vis dos filhos dos homens são exaltados.

13-1 - Até quando te esquecerás de mim, SENHOR? Para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto?

13-2 - Até quando consultarei com a minha alma, tendo tristeza no meu coração cada dia? Até quando se exaltará sobre mim o meu inimigo?

13-3 - Atenta em mim, ouve-me, ó SENHOR, meu Deus; alumia os meus olhos para que eu não adormeça na morte;

13-4 - para que o meu inimigo não diga: Prevaleci contra ele; e os meus adversários se não alegrem, vindo eu a vacilar.

13-5 - Mas eu confio na tua benignidade; na tua salvação, meu coração se alegrará.

13-6 - Cantarei ao SENHOR, porquanto me tem feito muito bem.

14-1 - Disseram os néscios no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem.

14-2 - O SENHOR olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus.

14-3 - Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não há sequer um.

14-4 - Não terão conhecimento os obreiros da iniqüidade, que comem o meu povo como se comessem pão? Eles não invocam ao SENHOR.

14-5 - Ali se acharam em grande pavor, porque Deus está na geração dos justos.

14-6 - Vós envergonhais o conselho dos pobres, porquanto o SENHOR é o seu refúgio.

14-7 - Oh! Se de Sião tivera já vindo a redenção de Israel! Quando o SENHOR fizer voltar os cativos do seu povo, se regozijará Jacó e se alegrará Israel.

15-1 - SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte?

15-2 - Aquele que anda em sinceridade, e pratica a justiça, e fala verazmente segundo o seu coração;

15-3 - aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhuma afronta contra o seu próximo;

15-4 - aquele a cujos olhos o réprobo é desprezado; mas honra os que temem ao SENHOR; aquele que, mesmo que jure com dano seu, não muda.

15-5 - Aquele que não empresta o seu dinheiro com usura, nem recebe subornos contra o inocente; quem faz isto nunca será abalado.

16-1 - Guarda-me, ó Deus, porque em ti confio.

16-2 - A minha alma disse ao SENHOR: Tu és o meu Senhor; não tenho outro bem além de ti.

16-3 - Digo aos santos que estão na terra e aos ilustres em quem está todo o meu prazer:

16-4 - As dores se multiplicarão àqueles que fazem oferendas a outro deus; eu não oferecerei as suas libações de sangue, nem tomarei o seu nome nos meus lábios.

16-5 - O SENHOR é a porção da minha herança e o meu cálice; tu sustentas a minha sorte.

16-6 - As linhas caem-me em lugares deliciosos; sim, coube-me uma formosa herança.

16-7 - Louvarei ao SENHOR que me aconselhou; até o meu coração me ensina de noite.

16-8 - Tenho posto o SENHOR continuamente diante de mim; por isso que ele está à minha mão direita, nunca vacilarei.

16-9 - Portanto, está alegre o meu coração e se regozija a minha glória; também a minha carne repousará segura.

16-10 - Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.

16-11 - Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há abundância de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente.

17-1 - Ouve, SENHOR, a justiça e atende ao meu clamor; dá ouvidos à minha oração, que não é feita com lábios enganosos.

17-2 - Saia a minha sentença de diante do teu rosto; atendam os teus olhos à razão.

17-3 - Provaste o meu coração; visitaste-me de noite; examinaste-me e nada achaste; o que pensei, a minha boca não transgredirá.

17-4 - Quanto ao trato dos homens, pela palavra dos teus lábios me guardei das veredas do destruidor.

17-5 - Dirige os meus passos nos teus caminhos, para que as minhas pegadas não vacilem.

17-6 - Eu te invoquei, ó Deus, pois me queres ouvir; inclina para mim os teus ouvidos e escuta as minhas palavras.

17-7 - Faze maravilhosas as tuas beneficências, tu que livras aqueles que em ti confiam dos que se levantam contra a tua destra.

17-8 - Guarda-me como à menina do olho, esconde-me à sombra das tuas asas,

17-9 - dos ímpios que me oprimem, dos meus inimigos mortais que me andam cercando.

17-10 - Na sua gordura se encerram e com a boca falam soberbamente.

17-11 - Andam-nos agora espiando os nossos passos; e fixam os seus olhos em nós para nos derribarem por terra;

17-12 - parecem-se com o leão que deseja arrebatar a sua presa e com o leãozinho que se põe em esconderijos.

17-13 - Levanta-te, SENHOR! Detém-no, derriba-o, livra a minha alma do ímpio, pela tua espada;

17-14 - dos homens, com a tua mão, SENHOR, dos homens do mundo, cuja porção está nesta vida e cujo ventre enches do teu tesouro oculto; seus filhos estão fartos, e estes dão os seus sobejos às suas crianças.

17-15 - Quanto a mim, contemplarei a tua face na justiça; eu me satisfarei da tua semelhança quando acordar.

18-1 - Eu te amarei do coração, ó SENHOR, fortaleza minha.

18-2 - O SENHOR é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação e o meu alto refúgio.

18-3 - Invocarei o nome do SENHOR, que é digno de louvor, e ficarei livre dos meus inimigos.

18-4 - Cordéis de morte me cercaram, e torrentes de impiedade me assombraram.

18-5 - Cordas do inferno me cingiram, laços de morte me surpreenderam.

18-6 - Na angústia, invoquei ao SENHOR e clamei ao meu Deus; desde o seu templo ouviu a minha voz e aos seus ouvidos chegou o meu clamor perante a sua face.

18-7 - Então, a terra se abalou e tremeu; e os fundamentos dos montes também se moveram e se abalaram, porquanto se indignou.

18-8 - Do seu nariz subiu fumaça, e da sua boca saiu fogo que consumia; carvões se acenderam dele.

18-9 - Abaixou os céus e desceu, e a escuridão estava debaixo de seus pés.

18-10 - E montou num querubim e voou; sim, voou sobre as asas do vento.

18-11 - Fez das trevas o seu lugar oculto; o pavilhão que o cercava era a escuridão das águas e as nuvens dos céus.

18-12 - Ao resplendor da sua presença as nuvens se espalharam, e a saraiva, e as brasas de fogo.

18-13 - E o SENHOR trovejou nos céus; o Altíssimo levantou a sua voz; e havia saraiva e brasas de fogo.

18-14 - Despediu as suas setas e os espalhou; multiplicou raios e os perturbou.

18-15 - Então, foram vistas as profundezas das águas, e foram descobertos os fundamentos do mundo; pela tua repreensão, SENHOR, ao soprar das tuas narinas.

18-16 - Enviou desde o alto e me tomou; tirou-me das muitas águas.

18-17 - Livrou-me do meu inimigo forte e dos que me aborreciam, pois eram mais poderosos do que eu.

18-18 - Surpreenderam-me no dia da minha calamidade; mas o SENHOR foi o meu amparo.

18-19 - Trouxe-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque tinha prazer em mim.

18-20 - Recompensou-me o SENHOR conforme a minha justiça e retribuiu-me conforme a pureza das minhas mãos.

18-21 - Porque guardei os caminhos do SENHOR e não me apartei impiamente do meu Deus.

18-22 - Porque todos os seus juízos estavam diante de mim, e não rejeitei os seus estatutos.

18-23 - Também fui sincero perante ele e me guardei da minha iniqüidade.

18-24 - Pelo que me retribuiu o SENHOR conforme a minha justiça, conforme a pureza de minhas mãos perante os seus olhos.

18-25 - Com o benigno te mostrarás benigno; e com o homem sincero te mostrarás sincero;

18-26 - com o puro te mostrarás puro; e com o perverso te mostrarás indomável.

18-27 - Porque tu livrarás o povo aflito e abaterás os olhos altivos.

18-28 - Porque tu acenderás a minha candeia; o SENHOR, meu Deus, alumiará as minhas trevas.

18-29 - Porque contigo entrei pelo meio de um esquadrão e com o meu Deus saltei uma muralha.

18-30 - O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é provada; é um escudo para todos os que nele confiam.

18-31 - Porque, quem é Deus senão o SENHOR? E quem é rochedo senão o nosso Deus?

18-32 - Deus é o que me cinge de força e aperfeiçoa o meu caminho.

18-33 - Faz os meus pés como os das cervas e põe-me nas minhas alturas.

18-34 - Adestra as minhas mãos para o combate, de sorte que os meus braços quebraram um arco de cobre.

18-35 - Também me deste o escudo da tua salvação; a tua mão direita me susteve, e a tua mansidão me engrandeceu.

18-36 - Alargaste os meus passos e os meus artelhos não vacilaram.

18-37 - Persegui os meus inimigos e os alcancei; não voltei, senão depois de os ter consumido.

18-38 - Atravessei-os, de sorte que não se puderam levantar; caíram debaixo dos meus pés.

18-39 - Pois me cingiste de força para a peleja; fizeste abater debaixo de mim aqueles que contra mim se levantaram.

18-40 - Deste-me também o pescoço dos meus inimigos, para que eu pudesse destruir os que me aborrecem.

18-41 - Clamaram, mas não houve quem os livrasse; até ao SENHOR, mas ele não lhes respondeu.

18-42 - Então, os esmiucei como o pó diante do vento; deitei-os fora como a lama das ruas.

18-43 - Livraste-me das contendas do povo e me fizeste cabeça das nações; um povo que não conheci me servirá.

18-44 - Em ouvindo a minha voz, me obedecerão; os estranhos se submeterão a mim.

18-45 - Os estranhos decairão e terão medo nas suas fortificações.

18-46 - O SENHOR vive; e bendito seja o meu rochedo, e exaltado seja o Deus da minha salvação.

18-47 - É Deus que me vinga inteiramente e sujeita os povos debaixo de mim;

18-48 - o que me livra de meus inimigos; —sim, tu me exaltas sobre os que se levantam contra mim, tu me livras do homem violento.

18-49 - Pelo que, ó SENHOR, te louvarei entre as nações e cantarei louvores ao teu nome.

18-50 - É ele que engrandece as vitórias do seu rei e usa de benignidade com o seu ungido, com Davi, e com a sua posteridade para sempre.

19-1 - Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.

19-2 - Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite.

19-3 - Sem linguagem, sem fala, ouvem-se as suas vozes

19-4 - em toda a extensão da terra, e as suas palavras, até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol,

19-5 - que é qual noivo que sai do seu tálamo e se alegra como um herói a correr o seu caminho.

19-6 - A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso, até à outra extremidade deles; e nada se furta ao seu calor.

19-7 - A lei do SENHOR é perfeita e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices.

19-8 - Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro e alumia os olhos.

19-9 - O temor do SENHOR é limpo e permanece eternamente; os juízos do SENHOR são verdadeiros e justos juntamente.

19-10 - Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o licor dos favos.

19-11 - Também por eles é admoestado o teu servo; e em os guardar há grande recompensa.

19-12 - Quem pode entender os próprios erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos.

19-13 - Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim; então, serei sincero e ficarei limpo de grande transgressão.

19-14 - Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, SENHOR, rocha minha e libertador meu!

20-1 - O SENHOR te ouça no dia da angústia; o nome do Deus de Jacó te proteja.

20-2 - Envie-te socorro desde o seu santuário e te sustenha desde Sião.

20-3 - Lembre-se de todas as tuas ofertas e aceite os teus holocaustos. ( Selá )

20-4 - Conceda-te conforme o teu coração e cumpra todo o teu desígnio.

20-5 - Nós nos alegraremos pela tua salvação e, em nome do nosso Deus, arvoraremos pendões; satisfaça o SENHOR todas as tuas petições.

20-6 - Agora sei que o SENHOR salva o seu ungido; ele o ouvirá desde o seu santo céu com a força salvadora da sua destra.

20-7 - Uns confiam em carros, e outros, em cavalos, mas nós faremos menção do nome do SENHOR, nosso Deus.

20-8 - Uns encurvam-se e caem, mas nós nos levantamos e estamos de pé.

20-9 - Salva-nos, SENHOR! Ouça-nos o Rei quando clamarmos.

21-1 - O rei se alegra em tua força, SENHOR; e na tua salvação grandemente se regozija.

21-2 - Cumpriste-lhe o desejo do seu coração e não desatendeste as súplicas dos seus lábios. ( Selá )

21-3 - Pois o provês das bênçãos de bondade; pões na sua cabeça uma coroa de ouro fino.

21-4 - Vida te pediu, e lha deste, mesmo longura de dias para sempre e eternamente.

21-5 - Grande é a sua glória pela tua salvação; de honra e de majestade o revestiste.

21-6 - Pois o abençoaste para sempre; tu o enches de gozo com a tua face.

21-7 - Porque o rei confia no SENHOR e pela misericórdia do Altíssimo nunca vacilará.

21-8 - A tua mão alcançará todos os teus inimigos; a tua mão direita alcançará aqueles que te aborrecem.

21-9 - Tu os farás como um forno aceso quando te manifestares; o SENHOR os devorará na sua indignação, e o fogo os consumirá.

21-10 - Seu fruto destruirás da terra e a sua descendência, dentre os filhos dos homens.

21-11 - Porque intentaram o mal contra ti; maquinaram um ardil, mas não prevalecerão.

21-12 - Portanto, tu lhes farás voltar as costas; e com tuas flechas postas nas cordas lhes apontarás ao rosto.

21-13 - Exalta-te, SENHOR, na tua força; então, cantaremos e louvaremos o teu poder.

22-1 - Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que te alongas das palavras do meu bramido e não me auxilias?

22-2 - Deus meu, eu clamo de dia, e tu não me ouves; de noite, e não tenho sossego.

22-3 - Porém tu és Santo, o que habitas entre os louvores de Israel.

22-4 - Em ti confiaram nossos pais; confiaram, e tu os livraste.

22-5 - A ti clamaram e escaparam; em ti confiaram e não foram confundidos.

22-6 - Mas eu sou verme, e não homem, opróbrio dos homens e desprezado do povo.

22-7 - Todos os que me vêem zombam de mim, estendem os lábios e meneiam a cabeça, dizendo:

22-8 - Confiou no SENHOR, que o livre; livre-o, pois nele tem prazer.

22-9 - Mas tu és o que me tiraste do ventre; o que me preservaste estando ainda aos seios de minha mãe.

22-10 - Sobre ti fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre de minha mãe.

22-11 - Não te alongues de mim, pois a angústia está perto, e não há quem ajude.

22-12 - Muitos touros me cercaram; fortes touros de Basã me rodearam.

22-13 - Abriram contra mim suas bocas, como um leão que despedaça e que ruge.

22-14 - Como água me derramei, e todos os meus ossos se desconjuntaram; o meu coração é como cera e derreteu-se dentro de mim.

22-15 - A minha força se secou como um caco, e a língua se me pega ao paladar; e me puseste no pó da morte.

22-16 - Pois me rodearam cães; o ajuntamento de malfeitores me cercou; traspassaram-me as mãos e os pés.

22-17 - Poderia contar todos os meus ossos; eles vêem e me contemplam.

22-18 - Repartem entre si as minhas vestes e lançam sortes sobre a minha túnica.

22-19 - Mas tu, SENHOR, não te alongues de mim; força minha, apressa-te em socorrer-me.

22-20 - Livra a minha alma da espada e a minha predileta, da força do cão.

22-21 - Salva-me da boca do leão; sim, ouve-me desde as pontas dos unicórnios.

22-22 - Então, declararei o teu nome aos meus irmãos; louvar-te-ei no meio da congregação.

22-23 - Vós que temeis ao SENHOR, louvai-o; todos vós, descendência de Jacó, glorificai-o; e temei-o todos vós, descendência de Israel.

22-24 - Porque não desprezou nem abominou a aflição do aflito, nem escondeu dele o seu rosto; antes, quando ele clamou, o ouviu.

22-25 - O meu louvor virá de ti na grande congregação; pagarei os meus votos perante os que o temem.

22-26 - Os mansos comerão e se fartarão; louvarão ao SENHOR os que o buscam; o vosso coração viverá eternamente.

22-27 - Todos os limites da terra se lembrarão e se converterão ao SENHOR; e todas as gerações das nações adorarão perante a tua face.

22-28 - Porque o reino é do SENHOR, e ele domina entre as nações.

22-29 - Todos os grandes da terra comerão e adorarão, e todos os que descem ao pó se prostrarão perante ele; como também os que não podem reter a sua vida.

22-30 - Uma semente o servirá; falará do Senhor de geração em geração.

22-31 - Chegarão e anunciarão a sua justiça ao povo que nascer, porquanto ele o fez.

23-1 - O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará.

23-2 - Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.

23-3 - Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.

23-4 - Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.

23-5 - Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.

23-6 - Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do SENHOR por longos dias.

24-1 - Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam.

24-2 - Porque ele a fundou sobre os mares e a firmou sobre os rios.

24-3 - Quem subirá ao monte do SENHOR ou quem estará no seu lugar santo?

24-4 - Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente.

24-5 - Este receberá a bênção do SENHOR e a justiça do Deus da sua salvação.

24-6 - Esta é a geração daqueles que buscam, daqueles que buscam a tua face, ó Deus de Jacó. ( Selá )

24-7 - Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória.

24-8 - Quem é este Rei da Glória? O SENHOR forte e poderoso, o SENHOR poderoso na guerra.

24-9 - Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória.

24-10 - Quem é este Rei da Glória? O SENHOR dos Exércitos; ele é o Rei da Glória. ( Selá )

25-1 - A ti, SENHOR, levanto a minha alma.

25-2 - Deus meu, em ti confio; não me deixes confundido, nem que os meus inimigos triunfem sobre mim.

25-3 - Na verdade, não serão confundidos os que esperam em ti; confundidos serão os que transgridem sem causa.

25-4 - Faze-me saber os teus caminhos, SENHOR; ensina-me as tuas veredas.

25-5 - Guia-me na tua verdade e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação; por ti estou esperando todo o dia.

25-6 - Lembra-te, SENHOR, das tuas misericórdias e das tuas benignidades, porque são desde a eternidade.

25-7 - Não te lembres dos pecados da minha mocidade nem das minhas transgressões; mas, segundo a tua misericórdia, lembra-te de mim, por tua bondade, SENHOR.

25-8 - Bom e reto é o SENHOR; pelo que ensinará o caminho aos pecadores.

25-9 - Guiará os mansos retamente; e aos mansos ensinará o seu caminho.

25-10 - Todas as veredas do SENHOR são misericórdia e verdade para aqueles que guardam o seu concerto e os seus testemunhos.

25-11 - Por amor do teu nome, SENHOR, perdoa a minha iniqüidade, pois é grande.

25-12 - Qual é o homem que teme ao SENHOR? Ele o ensinará no caminho que deve escolher.

25-13 - A sua alma pousará no bem, e a sua descendência herdará a terra.

25-14 - O segredo do SENHOR é para os que o temem; e ele lhes fará saber o seu concerto.

25-15 - Os meus olhos estão continuamente no SENHOR, pois ele tirará os meus pés da rede.

25-16 - Olha para mim e tem piedade de mim, porque estou solitário e aflito.

25-17 - As ânsias do meu coração se têm multiplicado; tira-me dos meus apertos.

25-18 - Olha para a minha aflição e para a minha dor e perdoa todos os meus pecados.

25-19 - Olha para os meus inimigos, pois se vão multiplicando e me aborrecem com ódio cruel.

25-20 - Guarda a minha alma e livra-me; não me deixes confundido, porquanto confio em ti.

25-21 - Guardem-me a sinceridade e a retidão, porquanto espero em ti.

25-22 - Redime, ó Deus, a Israel de todas as suas angústias.

26-1 - Julga-me, SENHOR, pois tenho andado em minha sinceridade; tenho confiado também no SENHOR; não vacilarei.

26-2 - Examina-me, SENHOR, e prova-me; esquadrinha a minha mente e o meu coração.

26-3 - Porque a tua benignidade está diante dos meus olhos; e tenho andado na tua verdade.

26-4 - Não me tenho assentado com homens vãos, nem converso com os homens dissimulados.

26-5 - Tenho aborrecido a congregação de malfeitores; não me ajunto com os ímpios.

26-6 - Lavo as minhas mãos na inocência; e assim andarei, SENHOR, ao redor do teu altar,

26-7 - para publicar com voz de louvor e contar todas as tuas maravilhas.

26-8 - SENHOR, eu tenho amado a habitação da tua casa e o lugar onde permanece a tua glória.

26-9 - Não colhas a minha alma com a dos pecadores, nem a minha vida com a dos homens sanguinolentos,

26-10 - em cujas mãos há malefício, e cuja mão direita está cheia de subornos.

26-11 - Mas eu ando na minha sinceridade; livra-me e tem piedade de mim.

26-12 - O meu pé está posto em caminho plano; nas congregações louvarei ao SENHOR.

27-1 - O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei?

27-2 - Quando os malvados, meus adversários e meus inimigos, investiram contra mim, para comerem as minhas carnes, tropeçaram e caíram.

27-3 - Ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, nele confiaria.

27-4 - Uma coisa pedi ao SENHOR e a buscarei: que possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR e aprender no seu templo.

27-5 - Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá; pôr-me-á sobre uma rocha.

27-6 - Também a minha cabeça será exaltada sobre os meus inimigos que estão ao redor de mim; pelo que oferecerei sacrifício de júbilo no seu tabernáculo; cantarei, sim, cantarei louvores ao SENHOR.

27-7 - Ouve, SENHOR, a minha voz quando clamo; tem também piedade de mim e responde-me.

27-8 - Quando tu disseste: Buscai o meu rosto, o meu coração te disse a ti: O teu rosto, SENHOR, buscarei.

27-9 - Não escondas de mim a tua face e não rejeites ao teu servo com ira; tu foste a minha ajuda; não me deixes, nem me desampares, ó Deus da minha salvação.

27-10 - Porque, quando meu pai e minha mãe me desampararem, o SENHOR me recolherá.

27-11 - Ensina-me, SENHOR, o teu caminho e guia-me pela vereda direita, por causa dos que me andam espiando.

27-12 - Não me entregues à vontade dos meus adversários, pois se levantaram falsas testemunhas contra mim, e os que respiram crueldade.

27-13 - Pereceria sem dúvida, se não cresse que veria os bens do SENHOR na terra dos viventes.

27-14 - Espera no SENHOR, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no SENHOR.

28-1 - A ti clamarei, ó SENHOR, rocha minha; não emudeças para comigo; não suceda, calando-te tu a meu respeito, que eu me torne semelhante aos que descem à cova.

28-2 - Ouve a voz das minhas súplicas, quando a ti clamar, quando levantar as minhas mãos para o oráculo do teu santuário.

28-3 - Não me arremesses com os ímpios e com os que praticam a iniqüidade; que falam de paz ao seu próximo, mas têm o mal no seu coração.

28-4 - Retribui-lhes segundo as suas obras e segundo a malícia dos seus esforços; dá-lhes conforme a obra das suas mãos; envia-lhes a sua recompensa.

28-5 - Porquanto não atentam para as obras do SENHOR, nem para o que as suas mãos têm feito; pelo que ele os derribará e não os reedificará.

28-6 - Bendito seja o SENHOR, porque ouviu a voz das minhas súplicas.

28-7 - O SENHOR é a minha força e o meu escudo; nele confiou o meu coração, e fui socorrido; pelo que o meu coração salta de prazer, e com o meu canto o louvarei.

28-8 - O SENHOR é a força do seu povo; também é a força salvadora do seu ungido.

28-9 - Salva o teu povo e abençoa a tua herança; apascenta-os e exalta-os para sempre.

29-1 - Dai ao SENHOR, ó filhos dos poderosos, dai ao SENHOR glória e força.

29-2 - Dai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; adorai o SENHOR na beleza da sua santidade.

29-3 - A voz do SENHOR ouve-se sobre as águas; o Deus da glória troveja; o SENHOR está sobre as muitas águas.

29-4 - A voz do SENHOR é poderosa; a voz do SENHOR é cheia de majestade.

29-5 - A voz do SENHOR quebra os cedros; sim, o SENHOR quebra os cedros do Líbano.

29-6 - Ele os faz saltar como a um bezerro; ao Líbano e Siriom, como novos unicórnios.

29-7 - A voz do SENHOR separa as labaredas do fogo.

29-8 - A voz do SENHOR faz tremer o deserto; o SENHOR faz tremer o deserto de Cades.

29-9 - A voz do SENHOR faz parir as cervas e desnuda as brenhas. E no seu templo cada um diz: Glória!

29-10 - O SENHOR se assentou sobre o dilúvio; o SENHOR se assenta como Rei perpetuamente.

29-11 - O SENHOR dará força ao seu povo; o SENHOR abençoará o seu povo com paz.

30-1 - Exaltar-te-ei, ó SENHOR, porque tu me exaltaste; e não fizeste com que meus inimigos se alegrassem sobre mim.

30-2 - SENHOR, meu Deus, clamei a ti, e tu me saraste.

30-3 - SENHOR, fizeste subir a minha alma da sepultura; conservaste-me a vida para que não descesse ao abismo.

30-4 - Cantai ao SENHOR, vós que sois seus santos, e celebrai a memória da sua santidade.

30-5 - Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida; o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.

30-6 - Eu dizia na minha prosperidade: Não vacilarei jamais.

30-7 - Tu, SENHOR, pelo teu favor fizeste forte a minha montanha; tu encobriste o teu rosto, e fiquei perturbado.

30-8 - A ti, SENHOR, clamei, e ao SENHOR supliquei.

30-9 - Que proveito há no meu sangue, quando desço à cova? Porventura, te louvará o pó? Anunciará ele a tua verdade?

30-10 - Ouve, SENHOR, e tem piedade de mim; SENHOR, sê o meu auxílio.

30-11 - Tornaste o meu pranto em folguedo; tiraste o meu cilício e me cingiste de alegria;

30-12 - para que a minha glória te cante louvores e não se cale; SENHOR, Deus meu, eu te louvarei para sempre.

31-1 - Em ti, SENHOR, confio; nunca me deixes confundido; livra-me pela tua justiça.

31-2 - Inclina para mim os teus ouvidos, livra-me depressa; sê a minha firme rocha, uma casa fortíssima que me salve.

31-3 - Porque tu és a minha rocha e a minha fortaleza; pelo que, por amor do teu nome, guia-me e encaminha-me.

31-4 - Tira-me da rede que para mim esconderam, pois tu és a minha força.

31-5 - Nas tuas mãos encomendo o meu espírito; tu me remiste, SENHOR, Deus da verdade.

31-6 - Aborreço aqueles que se entregam a vaidades enganosas; eu, porém, confio no SENHOR.

31-7 - Eu me alegrarei e regozijarei na tua benignidade, pois consideraste a minha aflição; conheceste a minha alma nas angústias.

31-8 - E não me entregaste nas mãos do inimigo; puseste os meus pés num lugar espaçoso.

31-9 - Tem misericórdia de mim, ó SENHOR, porque estou angustiado; consumidos estão de tristeza os meus olhos, a minha alma e o meu corpo.

31-10 - Porque a minha vida está gasta de tristeza, e os meus anos, de suspiros; a minha força descai por causa da minha iniqüidade, e os meus ossos se consomem.

31-11 - Por causa de todos os meus inimigos, fui o opróbrio dos meus vizinhos e um horror para os meus conhecidos; os que me viam na rua fugiam de mim.

31-12 - Estou esquecido no coração deles, como um morto; sou como um vaso quebrado.

31-13 - Pois ouvi a murmuração de muitos; temor havia ao redor; porquanto todos se conluiavam contra mim; intentam tirar-me a vida.

31-14 - Mas eu confiei em ti, SENHOR; e disse: Tu és o meu Deus.

31-15 - Os meus tempos estão nas tuas mãos; livra-me das mãos dos meus inimigos e dos que me perseguem.

31-16 - Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo; salva-me por tuas misericórdias.

31-17 - Não me deixes confundido, SENHOR, porque te tenho invocado; deixa confundidos os ímpios; emudeçam na sepultura.

31-18 - Emudeçam os lábios mentirosos que dizem coisas más com arrogância e desprezo contra o justo.

31-19 - Oh! Quão grande é a tua bondade, que guardaste para os que te temem, e que tu mostraste àqueles que em ti confiam na presença dos filhos dos homens!

31-20 - Tu os esconderás, no secreto da tua presença, das intrigas dos homens; ocultá-los-ás, em um pavilhão, da contenda das línguas.

31-21 - Bendito seja o SENHOR, pois fez maravilhosa a sua misericórdia para comigo em cidade segura.

31-22 - Pois eu dizia na minha pressa: Estou cortado de diante dos teus olhos; não obstante, tu ouviste a voz das minhas súplicas, quando eu a ti clamei.

31-23 - Amai ao SENHOR, vós todos os que sois seus santos; porque o SENHOR guarda os fiéis e retribui com abundância aos soberbos.

31-24 - Esforçai-vos, e ele fortalecerá o vosso coração, vós todos os que esperais no SENHOR.

32-1 - Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto.

32-2 - Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano.

32-3 - Enquanto eu me calei, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia.

32-4 - Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. ( Selá )

32-5 - Confessei-te o meu pecado e a minha maldade não encobri; dizia eu: Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado. ( Selá )

32-6 - Pelo que todo aquele que é santo orará a ti, a tempo de te poder achar; até no transbordar de muitas águas, estas a ele não chegarão.

32-7 - Tu és o lugar em que me escondo; tu me preservas da angústia; tu me cinges de alegres cantos de livramento. ( Selá )

32-8 - Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos.

32-9 - Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio, para que se não atirem a ti.

32-10 - O ímpio tem muitas dores, mas aquele que confia no SENHOR, a misericórdia o cercará.

32-11 - Alegrai-vos no SENHOR e regozijai-vos, vós, os justos; e cantai alegremente todos vós que sois retos de coração.

33-1 - Regozijai-vos no SENHOR, vós, justos, pois aos retos convém o louvor.

33-2 - Louvai ao SENHOR com harpa, cantai a ele com saltério de dez cordas.

33-3 - Cantai-lhe um cântico novo; tocai bem e com júbilo.

33-4 - Porque a palavra do SENHOR é reta, e todas as suas obras são fiéis.

33-5 - Ele ama a justiça e o juízo; a terra está cheia da bondade do SENHOR.

33-6 - Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus; e todo o exército deles, pelo espírito da sua boca.

33-7 - Ele ajunta as águas do mar como num montão; põe os abismos em tesouros.

33-8 - Tema toda a terra ao SENHOR; temam-no todos os moradores do mundo.

33-9 - Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu.

33-10 - O SENHOR desfaz o conselho das nações; quebranta os intentos dos povos.

33-11 - O conselho do SENHOR permanece para sempre; os intentos do seu coração, de geração em geração.

33-12 - Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo que ele escolheu para a sua herança.

33-13 - O SENHOR olha desde os céus e está vendo a todos os filhos dos homens;

33-14 - da sua morada contempla todos os moradores da terra.

33-15 - Ele é que forma o coração de todos eles, que contempla todas as suas obras.

33-16 - Não há rei que se salve com a grandeza de um exército, nem o homem valente se livra pela muita força.

33-17 - O cavalo é vão para a segurança; não livra ninguém com a sua grande força.

33-18 - Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia,

33-19 - para livrar a sua alma da morte e para os conservar vivos na fome.

33-20 - A nossa alma espera no SENHOR; ele é o nosso auxílio e o nosso escudo.

33-21 - Pois nele se alegra o nosso coração, porquanto temos confiado no seu santo nome.

33-22 - Seja a tua misericórdia, SENHOR, sobre nós, como em ti esperamos.

34-1 - Louvarei ao SENHOR em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca.

34-2 - A minha alma se gloriará no SENHOR; os mansos o ouvirão e se alegrarão.

34-3 - Engrandecei ao SENHOR comigo, e juntos exaltemos o seu nome.

34-4 - Busquei ao SENHOR, e ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores.

34-5 - Olharam para ele, e foram iluminados; e os seus rostos não ficarão confundidos.

34-6 - Clamou este pobre, e o SENHOR o ouviu; e o salvou de todas as suas angústias.

34-7 - O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra.

34-8 - Provai e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele confia.

34-9 - Temei ao SENHOR, vós os seus santos, pois não têm falta alguma aqueles que o temem.

34-10 - Os filhos dos leões necessitam e sofrem fome, mas aqueles que buscam ao SENHOR de nada têm falta.

34-11 - Vinde, meninos, ouvi-me; eu vos ensinarei o temor do SENHOR.

34-12 - Quem é o homem que deseja a vida, que quer largos dias para ver o bem?

34-13 - Guarda a tua língua do mal e os teus lábios, de falarem enganosamente.

34-14 - Aparta-te do mal e faze o bem; procura a paz e segue-a.

34-15 - Os olhos do SENHOR estão sobre os justos; e os seus ouvidos, atentos ao seu clamor.

34-16 - A face do SENHOR está contra os que fazem o mal, para desarraigar da terra a memória deles.

34-17 - Os justos clamam, e o SENHOR os ouve e os livra de todas as suas angústias.

34-18 - Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado e salva os contritos de espírito.

34-19 - Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas.

34-20 - Ele lhe guarda todos os seus ossos; nem sequer um deles se quebra.

34-21 - A malícia matará o ímpio, e os que aborrecem o justo serão punidos.

34-22 - O SENHOR resgata a alma dos seus servos, e nenhum dos que nele confiam será condenado.

35-1 - Pleiteia, SENHOR, com aqueles que pleiteiam comigo; peleja contra os que pelejam contra mim.

35-2 - Pega do escudo e da rodela e levanta-te em minha ajuda.

35-3 - Tira da lança e obstrui o caminho aos que me perseguem; dize à minha alma: Eu sou a tua salvação.

35-4 - Sejam confundidos e envergonhados os que buscam a minha vida; voltem atrás e envergonhem-se os que contra mim intentam o mal.

35-5 - Sejam como pragana perante o vento; o anjo do SENHOR os faça fugir.

35-6 - Seja o seu caminho tenebroso e escorregadio, e o anjo do SENHOR os persiga.

35-7 - Porque sem causa encobriram de mim a rede na cova, que sem razão cavaram para a minha alma.

35-8 - Sobrevenha-lhes destruição sem o saberem, e prenda-os a rede que ocultaram; caiam eles nessa mesma destruição.

35-9 - E a minha alma se alegrará no SENHOR; alegrar-se-á na sua salvação.

35-10 - Todos os meus ossos dirão: SENHOR, quem é como tu? Pois livras o pobre daquele que é mais forte do que ele; sim, o pobre e o necessitado, daquele que os rouba.

35-11 - Falsas testemunhas se levantaram; depuseram contra mim coisas que eu não sabia.

35-12 - Tornaram-me o mal pelo bem, roubando a minha alma.

35-13 - Mas, quanto a mim, quando estavam enfermos, a minha veste era pano de saco; humilhava a minha alma com o jejum, e a minha oração voltava para o meu seio.

35-14 - Portava-me com ele como se fora meu irmão ou amigo; andava lamentando e muito encurvado, como quem chora por sua mãe.

35-15 - Mas eles com a minha adversidade se alegravam e se congregavam; os abjetos se congregavam contra mim, e eu não o sabia; rasgavam-me e não cessavam.

35-16 - Como hipócritas zombadores nas festas, rangiam os dentes contra mim.

35-17 - Senhor, até quando verás isto? Resgata a minha alma das suas assolações, e a minha predileta, dos leões.

35-18 - Louvar-te-ei na grande congregação; entre muitíssimo povo te celebrarei.

35-19 - Não se alegrem de mim os meus inimigos sem razão, nem pisquem os olhos aqueles que me aborrecem sem causa.

35-20 - Pois não falam de paz; antes, projetam enganar os quietos da terra.

35-21 - Abrem a boca de par em par contra mim e dizem: Ah! Ah! Os nossos olhos o viram!

35-22 - Tu, SENHOR, o viste, não te cales; Senhor, não te alongues de mim;

35-23 - desperta e acorda para o meu julgamento, para a minha causa, Deus meu e Senhor meu!

35-24 - Julga-me segundo a tua justiça, SENHOR, Deus meu, e não deixes que se alegrem de mim.

35-25 - Não digam em seu coração: Eia, sus, alma nossa! Não digam: Nós o havemos devorado!

35-26 - Envergonhem-se e confundam-se à uma os que se alegram com o meu mal; vistam-se de vergonha e de confusão os que se engrandecem contra mim.

35-27 - Cantem e alegrem-se os que amam a minha justiça, e digam continuamente: O SENHOR, que ama a prosperidade do seu servo, seja engrandecido.

35-28 - E assim a minha língua falará da tua justiça e do teu louvor, todo o dia.

36-1 - A prevaricação do ímpio fala no íntimo do seu coração; não há temor de Deus perante os seus olhos.

36-2 - Porque em seus olhos se lisonjeia, até que a sua iniqüidade se mostre detestável.

36-3 - As palavras da sua boca são malícia e engano; deixou de entender e de fazer o bem.

36-4 - Maquina o mal na sua cama; põe-se em caminho que não é bom; não aborrece o mal.

36-5 - A tua misericórdia, SENHOR, está nos céus, e a tua fidelidade chega até às mais excelsas nuvens.

36-6 - A tua justiça é como as grandes montanhas; os teus juízos são um grande abismo; SENHOR, tu conservas os homens e os animais.

36-7 - Quão preciosa é, ó Deus, a tua benignidade! E por isso os filhos dos homens se abrigam à sombra das tuas asas.

36-8 - Eles se fartarão da gordura da tua casa, e os farás beber da corrente das tuas delícias;

36-9 - porque em ti está o manancial da vida; na tua luz veremos a luz.

36-10 - Estende a tua benignidade sobre os que te conhecem, e a tua justiça sobre os retos de coração.

36-11 - Não venha sobre mim o pé dos soberbos, e não me mova a mão dos ímpios.

36-12 - Ali caem os obreiros da iniqüidade; cairão e não se poderão levantar.

37-1 - Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniqüidade.

37-2 - Porque cedo serão ceifados como a erva e murcharão como a verdura.

37-3 - Confia no SENHOR e faze o bem; habitarás na terra e, verdadeiramente, serás alimentado.

37-4 - Deleita-te também no SENHOR, e ele te concederá o que deseja o teu coração.

37-5 - Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele tudo fará.

37-6 - E ele fará sobressair a tua justiça como a luz; e o teu juízo, como o meio-dia.

37-7 - Descansa no SENHOR e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos.

37-8 - Deixa a ira e abandona o furor; não te indignes para fazer o mal.

37-9 - Porque os malfeitores serão desarraigados; mas aqueles que esperam no SENHOR herdarão a terra.

37-10 - Pois ainda um pouco, e o ímpio não existirá; olharás para o seu lugar, e não aparecerá.

37-11 - Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz.

37-12 - O ímpio maquina contra o justo e contra ele range os dentes.

37-13 - O Senhor se rirá dele, pois vê que vem chegando o seu dia.

37-14 - Os ímpios puxaram da espada e entesaram o arco, para derribarem o pobre e necessitado e para matarem os de reto caminho.

37-15 - Mas a sua espada lhes entrará no coração, e os seus arcos se quebrarão.

37-16 - Vale mais o pouco que tem o justo do que as riquezas de muitos ímpios.

37-17 - Pois os braços dos ímpios se quebrarão, mas o SENHOR sustém os justos.

37-18 - O SENHOR conhece os dias dos retos, e a sua herança permanecerá para sempre.

37-19 - Não serão envergonhados nos dias maus e nos dias de fome se fartarão.

37-20 - Mas os ímpios perecerão, e os inimigos do SENHOR serão como a gordura dos cordeiros; desaparecerão e em fumaça se desfarão.

37-21 - O ímpio toma emprestado e não paga; mas o justo se compadece e dá.

37-22 - Porque aqueles que ele abençoa herdarão a terra, e aqueles que forem por ele amaldiçoados serão desarraigados.

37-23 - Os passos de um homem bom são confirmados pelo SENHOR, e ele deleita-se no seu caminho.

37-24 - Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o SENHOR o sustém com a sua mão.

37-25 - Fui moço e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão.

37-26 - Compadece-se sempre, e empresta, e a sua descendência é abençoada.

37-27 - Aparta-te do mal e faze o bem; e terás morada para sempre.

37-28 - Porque o SENHOR ama o juízo e não desampara os seus santos; eles são preservados para sempre; mas a descendência dos ímpios será desarraigada.

37-29 - Os justos herdarão a terra e habitarão nela para sempre.

37-30 - A boca do justo fala da sabedoria; a sua língua fala do que é reto.

37-31 - A lei do seu Deus está em seu coração; os seus passos não resvalarão.

37-32 - O ímpio espreita o justo e procura matá-lo.

37-33 - O SENHOR não o deixará em suas mãos, nem o condenará quando for julgado.

37-34 - Espera no SENHOR e guarda o seu caminho, e te exaltará para herdares a terra; tu o verás quando os ímpios forem desarraigados.

37-35 - Vi o ímpio com grande poder espalhar-se como a árvore verde na terra natal.

37-36 - Mas passou e já não é; procurei-o, mas não se pôde encontrar.

37-37 - Nota o homem sincero e considera o que é reto, porque o futuro desse homem será de paz.

37-38 - Quanto aos transgressores, serão, à uma, destruídos, e as relíquias dos ímpios todas perecerão.

37-39 - Mas a salvação dos justos vem do SENHOR; ele é a sua fortaleza no tempo da angústia.

37-40 - E o SENHOR os ajudará e os livrará; ele os livrará dos ímpios e os salvará, porquanto confiam nele.

38-1 - Ó SENHOR, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor.

38-2 - Porque as tuas flechas se cravaram em mim, e a tua mão sobre mim desceu.

38-3 - Não há coisa sã na minha carne, por causa da tua cólera; nem há paz em meus ossos, por causa do meu pecado.

38-4 - Pois já as minhas iniqüidades ultrapassam a minha cabeça; como carga pesada são demais para as minhas forças.

38-5 - As minhas chagas cheiram mal e estão corruptas, por causa da minha loucura.

38-6 - Estou encurvado, estou muito abatido, ando lamentando todo o dia.

38-7 - Porque os meus lombos estão cheios de ardor, e não há coisa sã na minha carne.

38-8 - Estou fraco e mui quebrantado; tenho rugido por causa do desassossego do meu coração.

38-9 - Senhor, diante de ti está todo o meu desejo, e o meu gemido não te é oculto.

38-10 - O meu coração dá voltas, a minha força me falta; quanto à luz dos meus olhos, até essa me deixou.

38-11 - Os meus amigos e os meus propínquos afastam-se da minha chaga; e os meus parentes se põem em distância.

38-12 - Também os que buscam a minha vida me armam laços, e os que procuram o meu mal dizem coisas que danificam e imaginam astúcias todo o dia.

38-13 - Mas eu, como surdo, não ouvia e, como mudo, não abri a boca.

38-14 - Assim eu sou como homem que não ouve, e em cuja boca não há reprovação.

38-15 - Porque em ti, SENHOR, espero; tu, Senhor, meu Deus, me ouvirás.

38-16 - Porque dizia eu: Ouve-me, para que se não alegrem de mim; quando escorrega o meu pé, eles se engrandecem contra mim.

38-17 - Porque estou prestes a coxear; a minha dor está constantemente perante mim.

38-18 - Porque eu confessarei a minha iniqüidade; afligir-me-ei por causa do meu pecado.

38-19 - Mas os meus inimigos estão vivos e são fortes, e os que sem causa me odeiam se engrandecem.

38-20 - Os que dão mal pelo bem são meus adversários, porque eu sigo o que é bom.

38-21 - Não me desampares, SENHOR; meu Deus, não te alongues de mim.

38-22 - Apressa-te em meu auxílio, Senhor, minha salvação.

39-1 - Eu disse: Guardarei os meus caminhos para não delinqüir com a minha língua; enfrearei a minha boca enquanto o ímpio estiver diante de mim.

39-2 - Com o silêncio fiquei como mudo; calava-me mesmo acerca do bem; mas a minha dor se agravou.

39-3 - Incendeu-se dentro de mim o meu coração; enquanto eu meditava se acendeu um fogo: então falei com a minha língua. Disse:

39-4 - Faze-me conhecer, SENHOR, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil.

39-5 - Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade. ( Selá )

39-6 - Na verdade, todo homem anda como uma sombra; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas e não sabem quem as levará.

39-7 - Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti.

39-8 - Livra-me de todas as minhas transgressões; não me faças o opróbrio dos loucos.

39-9 - Emudeci; não abro a minha boca, porquanto tu o fizeste.

39-10 - Tira de sobre mim a tua praga; estou desfalecido pelo golpe da tua mão.

39-11 - Se com repreensões castigas alguém, por causa da iniqüidade, logo destróis, como traça, a sua beleza; de sorte que todo homem é vaidade. ( Selá )

39-12 - Ouve, SENHOR, a minha oração, e inclina os teus ouvidos ao meu clamor; não te cales perante as minhas lágrimas, porque sou para contigo como um estranho, e peregrino como todos os meus pais.

39-13 - Poupa-me, até que tome alento, antes que me vá e não seja mais.

40-1 - Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.

40-2 - Tirou-me de um lago horrível, de um charco de lodo; pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos;

40-3 - e pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no SENHOR.

40-4 - Bem-aventurado o homem que põe no SENHOR a sua confiança e que não respeita os soberbos, nem os que se desviam para a mentira.

40-5 - Muitas são, SENHOR, meu Deus, as maravilhas que tens operado para conosco, e os teus pensamentos não se podem contar diante de ti; eu quisera anunciá-los e manifestá-los, mas são mais do que se podem contar.

40-6 - Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste.

40-7 - Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro está escrito de mim:

40-8 - Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração.

40-9 - Preguei a justiça na grande congregação; eis que não retive os meus lábios, SENHOR, tu o sabes.

40-10 - Não escondi a tua justiça dentro do meu coração; apregoei a tua fidelidade e a tua salvação; não escondi da grande congregação a tua benignidade e a tua verdade.

40-11 - Não detenhas para comigo, SENHOR, as tuas misericórdias; guardem-me continuamente a tua benignidade e a tua verdade.

40-12 - Porque males sem número me têm rodeado; as minhas iniqüidades me prenderam, de modo que não posso olhar para cima; são mais numerosas do que os cabelos da minha cabeça, pelo que desfalece o meu coração.

40-13 - Digna-te, SENHOR, livrar-me; SENHOR, apressa-te em meu auxílio.

40-14 - Sejam à uma confundidos e envergonhados os que buscam a minha vida para destruí-la; tornem atrás e confundam-se os que me querem mal.

40-15 - Confundidos sejam em troca da sua afronta os que me dizem: Ah! Ah!

40-16 - Folguem e alegrem-se em ti os que te buscam; digam constantemente os que amam a tua salvação: Engrandecido seja o SENHOR.

40-17 - Eu sou pobre e necessitado; mas o Senhor cuida de mim: tu és o meu auxílio e o meu libertador; não te detenhas, ó meu Deus.

41-1 - Bem-aventurado é aquele que atende ao pobre; o SENHOR o livrará no dia do mal.

41-2 - O SENHOR o livrará e o conservará em vida; será abençoado na terra, e tu não o entregarás à vontade de seus inimigos.

41-3 - O SENHOR o sustentará no leito da enfermidade; tu renovas a sua cama na doença.

41-4 - Eu dizia: SENHOR, tem piedade de mim; sara a minha alma, porque pequei contra ti.

41-5 - Os meus inimigos falam mal de mim, dizendo: Quando morrerá ele, e perecerá o seu nome?

41-6 - E, se algum deles vem ver-me, diz coisas vãs; no seu coração amontoa a maldade; em saindo para fora, é disso que fala.

41-7 - Todos os que me aborrecem murmuram à uma contra mim; contra mim imaginam o mal, dizendo:

41-8 - Uma doença má se lhe pegou; e, pois que está deitado, não se levantará mais.

41-9 - Até o meu próprio amigo íntimo, em quem eu tanto confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar.

41-10 - Mas tu, SENHOR, tem piedade de mim, e levanta-me, para que eu lhes dê o pago.

41-11 - Por isto conheço eu que tu me favoreces: que o meu inimigo não triunfa de mim.

41-12 - Quanto a mim, tu me sustentas na minha sinceridade e me puseste diante da tua face para sempre.

41-13 - Bendito seja o SENHOR, Deus de Israel, de século em século! Amém e amém!

42-1 - Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!

42-2 - A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?

42-3 - As minhas lágrimas servem-me de mantimento de dia e de noite, porquanto me dizem constantemente: Onde está o teu Deus?

42-4 - Quando me lembro disto, dentro de mim derramo a minha alma; pois eu havia ido com a multidão; fui com eles à Casa de Deus, com voz de alegria e louvor, com a multidão que festejava.

42-5 - Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei na salvação da sua presença.

42-6 - Ó meu Deus, dentro de mim a minha alma está abatida; portanto, lembro-me de ti desde a terra do Jordão, e desde o Hermom, e desde o pequeno monte.

42-7 - Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas catadupas; todas as tuas ondas e vagas têm passado sobre mim.

42-8 - Contudo, o SENHOR mandará de dia a sua misericórdia, e de noite a sua canção estará comigo: a oração ao Deus da minha vida.

42-9 - Direi a Deus, a minha Rocha: Por que te esqueceste de mim? Por que ando angustiado por causa da opressão do inimigo?

42-10 - Como com ferida mortal em meus ossos, me afrontam os meus adversários, quando todo o dia me dizem: Onde está o teu Deus?

42-11 - Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei. Ele é a salvação da minha face e o meu Deus.

43-1 - Faze-me justiça, ó Deus, e pleiteia a minha causa contra a gente ímpia; livra-me do homem fraudulento e injusto.

43-2 - Pois tu és o Deus da minha fortaleza; por que me rejeitas? Por que me visto de luto por causa da opressão do inimigo?

43-3 - Envia a tua luz e a tua verdade, para que me guiem e me levem ao teu santo monte e aos teus tabernáculos.

43-4 - Então, irei ao altar de Deus, do Deus que é a minha grande alegria, e com harpa te louvarei, ó Deus, Deus meu.

43-5 - Por que estás abatida, ó minha alma? E por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei. Ele é a salvação da minha face e Deus meu.

44-1 - Ó Deus, nós ouvimos com os nossos ouvidos, e nossos pais nos têm contado os feitos que realizaste em seus dias, nos tempos da antiguidade.

44-2 - Como expeliste as nações com a tua mão e aos nossos pais plantaste; como afligiste os povos e aos nossos pais alargaste.

44-3 - Pois não conquistaram a terra pela sua espada, nem o seu braço os salvou, e sim a tua destra, e o teu braço, e a luz da tua face, porquanto te agradaste deles.

44-4 - Tu és o meu Rei, ó Deus; ordena salvações para Jacó.

44-5 - Por ti venceremos os nossos inimigos; pelo teu nome pisaremos os que se levantam contra nós.

44-6 - Pois eu não confiarei no meu arco, nem a minha espada me salvará.

44-7 - Mas tu nos salvaste dos nossos inimigos e confundiste os que nos aborreciam.

44-8 - Em Deus nos gloriamos todo o dia e louvamos o teu nome eternamente. ( Selá )

44-9 - Mas, agora, tu nos rejeitaste, e nos confundiste, e não sais com os nossos exércitos.

44-10 - Tu nos fazes retirar-nos do inimigo, e aqueles que nos odeiam nos tomam como saque.

44-11 - Tu nos entregaste como ovelhas para comer e nos espalhaste entre as nações.

44-12 - Tu vendes por nada o teu povo e não aumentas a tua riqueza com o seu preço.

44-13 - Tu nos fazes o opróbrio dos nossos vizinhos, o escárnio e a zombaria daqueles que estão à roda de nós.

44-14 - Tu nos pões por provérbio entre as nações, por movimento de cabeça entre os povos.

44-15 - A minha confusão está constantemente diante de mim, e a vergonha do meu rosto me cobre,

44-16 - à voz daquele que afronta e blasfema, por causa do inimigo e do que se vinga.

44-17 - Tudo isto nos sobreveio; todavia, não nos esquecemos de ti, nem nos houvemos falsamente contra o teu concerto.

44-18 - O nosso coração não voltou atrás, nem os nossos passos se desviaram das tuas veredas,

44-19 - ainda que nos quebrantaste num lugar de dragões e nos cobriste com a sombra da morte.

44-20 - Se nós esquecermos o nome do nosso Deus e estendermos as nossas mãos para um deus estranho,

44-21 - porventura, não conhecerá Deus isso? Pois ele sabe os segredos do coração.

44-22 - Sim, por amor de ti, somos mortos todo dia; somos reputados como ovelhas para o matadouro.

44-23 - Desperta! Por que dormes, Senhor? Acorda! Não nos rejeites para sempre!

44-24 - Por que escondes a face e te esqueces da nossa miséria e da nossa opressão?

44-25 - Pois a nossa alma está abatida até ao pó; o nosso corpo, curvado até ao chão.

44-26 - Levanta-te em nosso auxílio e resgata-nos por amor das tuas misericórdias.

45-1 - O meu coração ferve com palavras boas; falo do que tenho feito no tocante ao rei; a minha língua é a pena de um destro escritor.

45-2 - Tu és mais formoso do que os filhos dos homens; a graça se derramou em teus lábios; por isso, Deus te abençoou para sempre.

45-3 - Cinge a tua espada à coxa, ó valente, com a tua glória e a tua majestade.

45-4 - E neste teu esplendor cavalga prosperamente pela causa da verdade, da mansidão e da justiça; e a tua destra te ensinará coisas terríveis.

45-5 - As tuas flechas são agudas no coração dos inimigos do rei, e por elas os povos caíram debaixo de ti.

45-6 - O teu trono, ó Deus, é eterno e perpétuo; o cetro do teu reino é um cetro de eqüidade.

45-7 - Tu amas a justiça e aborreces a impiedade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros.

45-8 - Todas as tuas vestes cheiram a mirra, a aloés e a cássia, desde os palácios de marfim de onde te alegram.

45-9 - As filhas dos reis estavam entre as tuas ilustres donzelas; à tua direita estava a rainha ornada de finíssimo ouro de Ofir.

45-10 - Ouve, filha, e olha, e inclina teus ouvidos; esquece-te do teu povo e da casa de teu pai.

45-11 - Então, o rei se afeiçoará à tua formosura, pois ele é teu senhor; obedece-lhe.

45-12 - E a filha de Tiro estará ali com presentes; os ricos do povo suplicarão o teu favor.

45-13 - A filha do rei é toda ilustre no seu palácio; as suas vestes são de ouro tecido.

45-14 - Levá-la-ão ao rei com vestes bordadas; as virgens que a acompanham a trarão a ti.

45-15 - Com alegria e regozijo serão trazidas; elas entrarão no palácio do rei.

45-16 - Em lugar de teus pais será a teus filhos que farás príncipes sobre toda a terra.

45-17 - Farei lembrado o teu nome de geração em geração; pelo que os povos te louvarão eternamente.

46-1 - Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.

46-2 - Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares.

46-3 - Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. ( Selá )

46-4 - Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo.

46-5 - Deus está no meio dela; não será abalada; Deus a ajudará ao romper da manhã.

46-6 - As nações se embraveceram; os reinos se moveram; ele levantou a sua voz e a terra se derreteu.

46-7 - O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio. ( Selá )

46-8 - Vinde, contemplai as obras do SENHOR; que desolações tem feito na terra!

46-9 - Ele faz cessar as guerras até ao fim da terra; quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo.

46-10 - Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações; serei exaltado sobre a terra.

46-11 - O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio. ( Selá )

47-1 - Aplaudi com as mãos, todos os povos; cantai a Deus com voz de triunfo.

47-2 - Porque o SENHOR Altíssimo é tremendo e Rei grande sobre toda a terra.

47-3 - Ele nos submeterá os povos e porá as nações debaixo dos nossos pés.

47-4 - Escolherá para nós a nossa herança, a glória de Jacó, a quem amou. ( Selá )

47-5 - Deus subiu com júbilo, o SENHOR subiu ao som da trombeta.

47-6 - Cantai louvores a Deus, cantai louvores; cantai louvores ao nosso Rei, cantai louvores.

47-7 - Pois Deus é o Rei de toda a terra; cantai louvores com inteligência.

47-8 - Deus reina sobre as nações; Deus se assenta sobre o trono da sua santidade.

47-9 - Os príncipes dos povos se congregam para serem o povo do Deus de Abraão; porque os escudos da terra são de Deus; ele está muito elevado!

48-1 - Grande é o SENHOR e mui digno de louvor na cidade do nosso Deus, no seu monte santo.

48-2 - Formoso de sítio e alegria de toda a terra é o monte Sião sobre os lados do Norte, a cidade do grande Rei.

48-3 - Deus é conhecido nos seus palácios por um alto refúgio.

48-4 - Porque eis que os reis se ajuntaram; eles passaram juntos.

48-5 - Viram-no e ficaram maravilhados; ficaram assombrados e se apressaram em fugir.

48-6 - Tremor ali os tomou, e dores, como de parturiente.

48-7 - Tu quebras as naus de Társis com um vento oriental.

48-8 - Como o ouvimos, assim o vimos na cidade do SENHOR dos Exércitos, na cidade do nosso Deus. Deus a confirmará para sempre. ( Selá )

48-9 - Lembramo-nos, ó Deus, da tua benignidade no meio do teu templo.

48-10 - Segundo é o teu nome, ó Deus, assim é o teu louvor, até aos confins da terra; a tua mão direita está cheia de justiça.

48-11 - Alegre-se o monte de Sião; alegrem-se as filhas de Judá por causa dos teus juízos.

48-12 - Rodeai Sião; cercai-a; contai as suas torres;

48-13 - notai bem os seus antemuros; observai os seus palácios, para que tudo narreis à geração seguinte.

48-14 - Porque este Deus é o nosso Deus para sempre; ele será nosso guia até à morte.

49-1 - Ouvi isto, vós todos os povos; inclinai os ouvidos, todos os moradores do mundo,

49-2 - quer humildes quer grandes, tanto ricos como pobres.

49-3 - A minha boca falará da sabedoria; e a meditação do meu coração será de entendimento.

49-4 - Inclinarei os meus ouvidos a uma parábola; decifrarei o meu enigma na harpa.

49-5 - Por que temerei eu nos dias maus, quando me cercar a iniqüidade dos que me armam ciladas?

49-6 - Aqueles que confiam na sua fazenda e se gloriam na multidão das suas riquezas,

49-7 - nenhum deles, de modo algum, pode remir a seu irmão ou dar a Deus o resgate dele

49-8 - ( pois a redenção da sua alma é caríssima, e seus recursos se esgotariam antes );

49-9 - por isso, tampouco viverá para sempre ou deixará de ver a corrupção;

49-10 - porque vê que os sábios morrem, que perecem igualmente o louco e o bruto e deixam a outros os seus bens.

49-11 - O seu pensamento interior é que as suas casas serão perpétuas, e as suas habitações, de geração em geração; dão às suas terras os seus próprios nomes.

49-12 - Todavia, o homem que está em honra não permanece; antes, é como os animais, que perecem.

49-13 - Este caminho deles é a sua loucura; contudo, a sua posteridade aprova as suas palavras. ( Selá )

49-14 - Como ovelhas, são enterrados; a morte se alimentará deles; os retos terão domínio sobre eles na manhã; e a sua formosura na sepultura se consumirá, por não ter mais onde more.

49-15 - Mas Deus remirá a minha alma do poder da sepultura, pois me receberá. ( Selá )

49-16 - Não temas quando alguém se enriquece, quando a glória da sua casa se engrandece.

49-17 - Porque, quando morrer, nada levará consigo, nem a sua glória o acompanhará.

49-18 - Ainda que na sua vida ele bendisse a sua alma, e os homens o louvem quando faz bem a si mesmo,

49-19 - irá para a geração dos seus pais; eles nunca verão a luz.

49-20 - O homem que está em honra, e não tem entendimento, é semelhante aos animais, que perecem.

50-1 - O Deus poderoso, o SENHOR, falou e chamou a terra desde o nascimento do sol até ao seu ocaso.

50-2 - Desde Sião, a perfeição da formosura, resplandeceu Deus.

50-3 - Virá o nosso Deus e não se calará; adiante dele um fogo irá consumindo, e haverá grande tormenta ao redor dele.

50-4 - Do alto, chamará os céus e a terra, para julgar o seu povo.

50-5 - Congregai os meus santos, aqueles que fizeram comigo um concerto com sacrifícios.

50-6 - E os céus anunciarão a sua justiça, pois Deus mesmo é o Juiz. ( Selá )

50-7 - Ouve, povo meu, e eu falarei; ó Israel, e eu, Deus, o teu Deus, protestarei contra ti.

50-8 - Não te repreenderei pelos teus sacrifícios, ou holocaustos, de contínuo perante mim.

50-9 - Da tua casa não tirarei bezerro nem bodes dos teus currais.

50-10 - Porque meu é todo animal da selva e as alimárias sobre milhares de montanhas.

50-11 - Conheço todas as aves dos montes; e minhas são todas as feras do campo.

50-12 - Se eu tivesse fome, não to diria, pois meu é o mundo e a sua plenitude.

50-13 - Comerei eu carne de touros? Ou beberei sangue de bodes?

50-14 - Oferece a Deus sacrifício de louvor e paga ao Altíssimo os teus votos.

50-15 - E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás.

50-16 - Mas ao ímpio diz Deus: Que tens tu que recitar os meus estatutos e que tomar o meu concerto na tua boca,

50-17 - pois aborreces a correção e lanças as minhas palavras para detrás de ti?

50-18 - Quando vês o ladrão, consentes com ele; e tens a tua parte com adúlteros.

50-19 - Soltas a tua boca para o mal, e a tua língua compõe o engano.

50-20 - Assentas-te a falar contra teu irmão; falas mal contra o filho de tua mãe.

50-21 - Estas coisas tens feito, e eu me calei; pensavas que era como tu; mas eu te argüirei, e, em sua ordem, tudo porei diante dos teus olhos.

50-22 - Ouvi, pois, isto, vós que vos esqueceis de Deus; para que vos não faça em pedaços, sem haver quem vos livre.

50-23 - Aquele que oferece sacrifício de louvor me glorificará; e àquele que bem ordena o seu caminho eu mostrarei a salvação de Deus.

51-1 - Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.

51-2 - Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado.

51-3 - Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.

51-4 - Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que a teus olhos é mal, para que sejas justificado quando falares e puro quando julgares.

51-5 - Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.

51-6 - Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria.

51-7 - Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve.

51-8 - Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste.

51-9 - Esconde a tua face dos meus pecados e apaga todas as minhas iniqüidades.

51-10 - Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto.

51-11 - Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo.

51-12 - Torna a dar-me a alegria da tua salvação e sustém-me com um espírito voluntário.

51-13 - Então, ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores a ti se converterão.

51-14 - Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua louvará altamente a tua justiça.

51-15 - Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca entoará o teu louvor.

51-16 - Porque te não comprazes em sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos.

51-17 - Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.

51-18 - Abençoa a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica os muros de Jerusalém.

51-19 - Então, te agradarás de sacrifícios de justiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas; então, se oferecerão novilhos sobre o teu altar.

52-1 - Por que te glorias na malícia, ó homem poderoso? Pois a bondade de Deus permanece continuamente.

52-2 - A tua língua intenta o mal, como uma navalha afiada, traçando enganos.

52-3 - Tu amas mais o mal do que o bem; e mais a mentira do que o falar conforme a retidão. ( Selá )

52-4 - Amas todas as palavras devoradoras, ó língua fraudulenta.

52-5 - Também Deus te destruirá para sempre; arrebatar-te-á e arrancar-te-á da tua habitação; e desarraigar-te-á da terra dos viventes. ( Selá )

52-6 - E os justos o verão, e temerão, e se rirão dele, dizendo:

52-7 - Eis aqui o homem que não pôs a Deus por sua fortaleza; antes, confiou na abundância das suas riquezas e se fortaleceu na sua maldade.

52-8 - Mas eu sou como a oliveira verde na Casa de Deus; confio na misericórdia de Deus para sempre, eternamente.

52-9 - Para sempre te louvarei, porque tu isso fizeste; e esperarei no teu nome, porque é bom diante de teus santos.

53-1 - Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido e têm cometido abominável iniqüidade; não há ninguém que faça o bem.

53-2 - Deus olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus.

53-3 - Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não há sequer um.

53-4 - Acaso não têm conhecimento estes obreiros da iniqüidade, os quais comem o meu povo como se comessem pão? Eles não invocam a Deus.

53-5 - Eis que se acharam em grande temor, onde temor não havia, porque Deus espalhou os ossos daquele que te cercava; tu os confundiste, porque Deus os rejeitou.

53-6 - Oh! Se de Sião já viesse a salvação de Israel! Quando Deus fizer voltar os cativos do seu povo, então, se regozijará Jacó e se alegrará Israel.

54-1 - Salva-me, ó Deus, pelo teu nome, e faze-me justiça pelo teu poder.

54-2 - Ó Deus, ouve a minha oração; inclina os teus ouvidos às palavras da minha boca.

54-3 - Porque estranhos se levantam contra mim, e tiranos procuram a minha vida; não põem a Deus perante os seus olhos. ( Selá )

54-4 - Eis que Deus é o meu ajudador; o SENHOR está com aqueles que sustêm a minha alma.

54-5 - Ele pagará o mal daqueles que me andam espiando; destrói-os por tua verdade.

54-6 - Eu te oferecerei voluntariamente sacrifícios; louvarei o teu nome, ó SENHOR, porque é bom,

54-7 - porque me livrou de toda a angústia; e os meus olhos viram cumprido o meu desejo acerca dos meus inimigos.

55-1 - Inclina, ó Deus, os teus ouvidos à minha oração e não te escondas da minha súplica.

55-2 - Atende-me e ouve-me; lamento-me e rujo,

55-3 - por causa do clamor do inimigo e da opressão do ímpio; pois lançam sobre mim iniqüidade e com furor me aborrecem.

55-4 - O meu coração está dorido dentro de mim, e terrores de morte sobre mim caíram.

55-5 - Temor e tremor me sobrevêm; e o horror me cobriu.

55-6 - Pelo que disse: Ah! Quem me dera asas como de pomba! Voaria e estaria em descanso.

55-7 - Eis que fugiria para longe e pernoitaria no deserto. ( Selá )

55-8 - Apressar-me-ia a escapar da fúria do vento e da tempestade.

55-9 - Despedaça, Senhor, e divide a sua língua, pois tenho visto violência e contenda na cidade.

55-10 - De dia e de noite andam ao redor dela, sobre os seus muros; iniqüidade e malícia estão no meio dela.

55-11 - Maldade há lá dentro; astúcia e engano não se apartam das suas ruas.

55-12 - Pois não era um inimigo que me afrontava; então, eu o teria suportado; nem era o que me aborrecia que se engrandecia contra mim, porque dele me teria escondido,

55-13 - mas eras tu, homem meu igual, meu guia e meu íntimo amigo.

55-14 - Praticávamos juntos suavemente, e íamos com a multidão à Casa de Deus.

55-15 - A morte os assalte, e vivos os engula a terra; porque há maldade nas suas habitações e no seu próprio interior.

55-16 - Mas eu invocarei a Deus, e o SENHOR me salvará.

55-17 - De tarde, e de manhã, e ao meio-dia, orarei; e clamarei, e ele ouvirá a minha voz.

55-18 - Livrou em paz a minha alma da guerra que me moviam; pois eram muitos contra mim.

55-19 - Deus ouvirá; e os afligirá aquele que preside desde a antiguidade ( Selá ), porque não há neles nenhuma mudança, e tampouco temem a Deus.

55-20 - Puseram suas mãos nos que tinham paz com ele; romperam a sua aliança.

55-21 - A sua boca era mais macia do que a manteiga, mas no seu coração, guerra; as suas palavras eram mais brandas do que o azeite; todavia, eram espadas nuas.

55-22 - Lança o teu cuidado sobre o SENHOR, e ele te susterá; nunca permitirá que o justo seja abalado.

55-23 - Mas tu, ó Deus, os farás descer ao poço da perdição; homens de sangue e de fraude não viverão metade dos seus dias; mas eu em ti confiarei.

56-1 - Tem misericórdia de mim, ó Deus, porque o homem procura devorar-me; e me oprime, pelejando todo o dia.

56-2 - Os que me andam espiando procuram devorar-me todo o dia; pois são muitos os que pelejam contra mim, ó Altíssimo.

56-3 - No dia em que eu temer, hei de confiar em ti.

56-4 - Em Deus louvarei a sua palavra; em Deus pus a minha confiança e não temerei; que me pode fazer a carne?

56-5 - Todos os dias torcem as minhas palavras; todos os seus pensamentos são contra mim para o mal.

56-6 - Ajuntam-se, escondem-se, espiam os meus passos, como aguardando a minha morte.

56-7 - Porventura, escaparão eles por meio da sua iniqüidade? Ó Deus, derriba os povos na tua ira!

56-8 - Tu contaste as minhas vagueações; põe as minhas lágrimas no teu odre; não estão elas no teu livro?

56-9 - Quando eu a ti clamar, então, retrocederão os meus inimigos; isto sei eu, porque Deus está comigo.

56-10 - Em Deus louvarei a sua palavra; no SENHOR louvarei a sua palavra.

56-11 - Em Deus tenho posto a minha confiança; não temerei o que me possa fazer o homem.

56-12 - Os teus votos estão sobre mim, ó Deus; eu te renderei ações de graças;

56-13 - pois tu livraste a minha alma da morte, como também os meus pés de tropeçarem, para que eu ande diante de Deus na luz dos viventes.

57-1 - Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia de mim, porque a minha alma confia em ti; e à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades.

57-2 - Clamarei ao Deus Altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa.

57-3 - Ele dos céus enviará seu auxílio e me salvará do desprezo daquele que procurava devorar-me ( Selá ). Deus enviará a sua misericórdia e a sua verdade.

57-4 - A minha alma está entre leões, e eu estou entre aqueles que estão abrasados, filhos dos homens, cujos dentes são lanças e flechas, e cuja língua é espada afiada.

57-5 - Sê exaltado, ó Deus, sobre os céus; seja a tua glória sobre toda a terra.

57-6 - Armaram uma rede aos meus passos, e a minha alma ficou abatida; cavaram uma cova diante de mim, mas foram eles que nela caíram. ( Selá )

57-7 - Preparado está o meu coração, ó Deus, preparado está o meu coração; cantarei e salmodiarei.

57-8 - Desperta, glória minha! Desperta, alaúde e harpa! Eu mesmo despertarei ao romper da alva.

57-9 - Louvar-te-ei, Senhor, entre os povos; cantar-te-ei entre as nações.

57-10 - Pois a tua misericórdia é grande até aos céus, e a tua verdade até às nuvens.

57-11 - Sê exaltado, ó Deus, sobre os céus; e seja a tua glória sobre toda a terra.

58-1 - Acaso falais vós deveras, ó congregação, a justiça? Julgais retamente, ó filhos dos homens?

58-2 - Antes, no coração forjais iniqüidades; sobre a terra fazeis pesar a violência das vossas mãos.

58-3 - Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, proferindo mentiras.

58-4 - Têm veneno semelhante ao veneno da serpente; são como a víbora surda, que tem tapados os seus ouvidos

58-5 - para não ouvir a voz dos encantadores, do encantador perito em encantamentos.

58-6 - Ó Deus, quebra-lhes os dentes na boca; arranca, SENHOR, os queixais aos filhos dos leões.

58-7 - Sumam-se como águas que se escoam; se armarem as suas flechas, fiquem estas feitas em pedaços.

58-8 - Como a lesma que se derrete, assim se vão; como o aborto de uma mulher, nunca vejam o sol.

58-9 - Antes que os espinhos cheguem a aquecer as vossas panelas, serão arrebatados, tanto os verdes como os que estão ardendo, como por um redemoinho.

58-10 - O justo se alegrará quando vir a vingança; lavará os seus pés no sangue do ímpio.

58-11 - Então, dirá o homem: Deveras há uma recompensa para o justo; deveras há um Deus que julga na terra.

59-1 - Livra-me, meu Deus, dos meus inimigos; defende-me daqueles que se levantam contra mim.

59-2 - Livra-me dos que praticam a iniqüidade e salva-me dos homens sanguinários,

59-3 - pois eis que armam ciladas à minha alma; os fortes se ajuntam contra mim, sem transgressão minha ou pecado meu, ó SENHOR.

59-4 - Eles correm e se preparam, sem culpa minha; desperta para me ajudares e olha.

59-5 - Tu, pois, ó SENHOR, Deus dos Exércitos, Deus de Israel, desperta para visitares todas as nações: não tenhas misericórdia de nenhum dos pérfidos que praticam a iniqüidade. ( Selá )

59-6 - Voltam à tarde; dão ganidos como cães, rodeando a cidade.

59-7 - Eis que eles dão gritos com a boca; espadas estão nos seus lábios; porque dizem eles: Quem ouve?

59-8 - Mas tu, SENHOR, te rirás deles; zombarás de todos os gentios.

59-9 - Por causa da sua força eu te aguardarei; pois Deus é a minha alta defesa.

59-10 - O Deus da minha misericórdia virá ao meu encontro; Deus me fará ver o meu desejo sobre os meus inimigos.

59-11 - Não os mates, para que o meu povo se não esqueça; espalha-os pelo teu poder e abate-os, ó Senhor, nosso escudo.

59-12 - Pelo pecado da sua boca e pelas palavras dos seus lábios fiquem presos na sua soberba; e pelas maldições e pelas mentiras que proferem.

59-13 - Consome-os na tua indignação, consome-os de modo que não existam mais, para que saibam que Deus reina em Jacó até aos confins da terra. ( Selá )

59-14 - E tornem a vir à tarde e dêem ganidos como cães, rodeando a cidade.

59-15 - Vagueiem buscando o que comer, passem a noite sem se fartarem.

59-16 - Eu, porém, cantarei a tua força; pela manhã, louvarei com alegria a tua misericórdia, porquanto tu foste o meu alto refúgio e proteção no dia da minha angústia.

59-17 - A ti, ó fortaleza minha, cantarei louvores; porque Deus é a minha defesa, é o Deus da minha misericórdia.

60-1 - Ó Deus, tu nos rejeitaste, tu nos espalhaste, tu tens estado indignado; oh! Volta-te para nós!

60-2 - Abalaste a terra e a fendeste; sara as suas fendas, pois ela treme.

60-3 - Fizeste ver ao teu povo duras coisas; fizeste-nos beber o vinho da perturbação.

60-4 - Deste um estandarte aos que te temem, para o arvorarem no alto pela causa da verdade. ( Selá )

60-5 - Para que os teus amados sejam livres, salva-nos com a tua destra e ouve-nos;

60-6 - Deus disse na sua santidade: Eu me regozijarei, repartirei a Siquém e medirei o vale de Sucote.

60-7 - Meu é Gileade e meu é Manassés; Efraim é a força da minha cabeça; Judá é o meu legislador.

60-8 - Moabe é a minha bacia de lavar; sobre Edom lançarei o meu sapato; sobre a Filístia jubilarei.

60-9 - Quem me conduzirá à cidade forte? Quem me guiará até Edom?

60-10 - Não serás tu, ó Deus, que nos tinhas rejeitado? Tu, ó Deus, que não saíste com os nossos exércitos?

60-11 - Dá-nos auxílio na angústia, porque vão é o socorro do homem.

60-12 - Em Deus faremos proezas; porque ele é que pisará os nossos inimigos.

61-1 - Ouve, ó Deus, o meu clamor; atende à minha oração.

61-2 - Desde o fim da terra clamo a ti, por estar abatido o meu coração. Leva-me para a rocha que é mais alta do que eu,

61-3 - pois tens sido o meu refúgio e uma torre forte contra o inimigo.

61-4 - Habitarei no teu tabernáculo para sempre; abrigar-me-ei no oculto das tuas asas. ( Selá )

61-5 - Pois tu, ó Deus, ouviste os meus votos; deste-me a herança dos que temem o teu nome.

61-6 - Prolongarás os dias do rei; e os seus anos serão como muitas gerações.

61-7 - Ele permanecerá diante de Deus para sempre; prepara-lhe misericórdia e verdade que o preservem.

61-8 - Assim, cantarei salmos ao teu nome perpetuamente, para pagar os meus votos de dia em dia.

62-1 - A minha alma espera somente em Deus; dele vem a minha salvação.

62-2 - Só ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha defesa; não serei grandemente abalado.

62-3 - Até quando maquinareis o mal contra um homem? Sereis mortos todos vós, sereis como uma parede encurvada e uma sebe pouco segura.

62-4 - Eles somente consultam como o hão de derribar da sua excelência; deleitam-se em mentiras; com a boca bendizem, mas, no seu interior, maldizem. ( Selá )

62-5 - Ó minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem a minha esperança.

62-6 - Só ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha defesa; não serei abalado.

62-7 - Em Deus está a minha salvação e a minha glória; a rocha da minha fortaleza e o meu refúgio estão em Deus.

62-8 - Confiai nele, ó povo, em todos os tempos; derramai perante ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio. ( Selá )

62-9 - Certamente que os homens de classe baixa são vaidade, e os homens de ordem elevada são mentira; pesados em balanças, eles juntos são mais leves do que a vaidade.

62-10 - Não confieis na opressão, nem vos desvaneçais na rapina; se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração.

62-11 - Uma coisa disse Deus, duas vezes a ouvi: que o poder pertence a Deus.

62-12 - A ti também, Senhor, pertence a misericórdia; pois retribuirás a cada um segundo a sua obra.

63-1 - Ó Deus, tu és o meu Deus; de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água,

63-2 - para ver a tua fortaleza e a tua glória, como te vi no santuário.

63-3 - Porque a tua benignidade é melhor do que a vida; os meus lábios te louvarão.

63-4 - Assim, eu te bendirei enquanto viver; em teu nome levantarei as minhas mãos.

63-5 - A minha alma se fartará, como de tutano e de gordura; e a minha boca te louvará com alegres lábios,

63-6 - quando me lembrar de ti na minha cama e meditar em ti nas vigílias da noite.

63-7 - Porque tu tens sido o meu auxílio; jubiloso cantarei refugiado à sombra das tuas asas.

63-8 - A minha alma te segue de perto; a tua destra me sustenta.

63-9 - Mas aqueles que procuram a minha vida para a destruírem irão para as profundezas da terra.

63-10 - Cairão à espada, serão uma ração para as raposas.

63-11 - Mas o rei se regozijará em Deus; qualquer que por ele jurar se gloriará; porque se tapará a boca dos que falam mentira.

64-1 - Ouve, ó Deus, a minha voz na minha oração; livra a minha vida do horror do inimigo.

64-2 - Esconde-me do secreto conselho dos maus e do tumulto dos que praticam a iniqüidade,

64-3 - os quais afiaram a sua língua como espadas; e armaram, por suas flechas, palavras amargas,

64-4 - para de lugares ocultos atirarem sobre o que é reto; disparam sobre ele repentinamente e não temem.

64-5 - Firmam-se em mau intento; falam de armar laços secretamente e dizem: Quem nos verá?

64-6 - Fazem indagações maliciosas, inquirem tudo o que se pode inquirir; até o íntimo de cada um e o profundo coração.

64-7 - Mas Deus disparará sobre eles uma seta, e de repente ficarão feridos.

64-8 - Assim, eles farão com que a sua língua se volte contra si mesmos; todos aqueles que os virem, fugirão.

64-9 - E todos os homens temerão e anunciarão a obra de Deus; e considerarão prudentemente os seus feitos.

64-10 - O justo se alegrará no SENHOR e confiará nele; e todos os retos de coração se regozijarão.

65-1 - A ti, ó Deus, espera o louvor em Sião, e a ti se pagará o voto.

65-2 - Ó tu que ouves as orações! A ti virá toda a carne.

65-3 - Prevalecem as iniqüidades contra mim; mas tu perdoas as nossas transgressões.

65-4 - Bem-aventurado aquele a quem tu escolhes e fazes chegar a ti, para que habite em teus átrios; nós seremos satisfeitos da bondade da tua casa e do teu santo templo.

65-5 - Com coisas tremendas de justiça nos responderás, ó Deus da nossa salvação; tu és a esperança de todas as extremidades da terra e daqueles que estão longe sobre o mar;

65-6 - o que pela sua força consolida os montes, cingido de fortaleza;

65-7 - o que aplaca o ruído dos mares, o ruído das suas ondas e o tumulto das nações.

65-8 - E os que habitam nos confins da terra temem os teus sinais; tu fazes alegres as saídas da manhã e da tarde.

65-9 - Tu visitas a terra e a refrescas; tu a enriqueces grandemente com o rio de Deus, que está cheio de água; tu lhe dás o trigo, quando assim a tens preparada;

65-10 - tu enches de água os seus sulcos, regulando a sua altura; tu a amoleces com a muita chuva; tu abençoas as suas novidades;

65-11 - tu coroas o ano da tua bondade, e as tuas veredas destilam gordura;

65-12 - destilam sobre os pastos do deserto, e os outeiros cingem-se de alegria.

65-13 - Os campos cobrem-se de rebanhos, e os vales vestem-se de trigo; por isso, eles se regozijam e cantam.

66-1 - Louvai a Deus com brados de júbilo, todas as terras.

66-2 - Cantai a glória do seu nome; dai glória ao seu louvor.

66-3 - Dizei a Deus: Quão terrível és tu nas tuas obras! Pela grandeza do teu poder se submeterão a ti os teus inimigos.

66-4 - Toda a terra te adorará, e te cantará louvores, e cantará o teu nome. ( Selá )

66-5 - Vinde e vede as obras de Deus; é terrível nos seus feitos para com os filhos dos homens.

66-6 - Converteu o mar em terra seca; passaram o rio a pé; ali nos alegramos nele.

66-7 - Ele domina eternamente pelo seu poder; os seus olhos estão sobre as nações; não se exaltem os rebeldes. ( Selá )

66-8 - Bendizei, povos, ao nosso Deus e fazei ouvir a voz do seu louvor;

66-9 - ao que sustenta com vida a nossa alma e não consente que resvalem os nossos pés.

66-10 - Pois tu, ó Deus, nos provaste; tu nos afinaste como se afina a prata.

66-11 - Tu nos meteste na rede; afligiste os nossos lombos.

66-12 - Fizeste com que os homens cavalgassem sobre a nossa cabeça; passamos pelo fogo e pela água; mas trouxeste-nos a um lugar de abundância.

66-13 - Entrarei em tua casa com holocaustos; pagar-te-ei os meus votos,

66-14 - que haviam pronunciado os meus lábios, e dissera a minha boca, quando eu estava na angústia.

66-15 - Oferecer-te-ei holocaustos de animais nédios, com odorante fumaça de carneiros; oferecerei novilhos com cabritos. ( Selá )

66-16 - Vinde e ouvi, todos os que temeis a Deus, e eu contarei o que ele tem feito à minha alma.

66-17 - A ele clamei com a minha boca, e ele foi exaltado pela minha língua.

66-18 - Se eu atender à iniqüidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá;

66-19 - mas, na verdade, Deus me ouviu; atendeu à voz da minha oração.

66-20 - Bendito seja Deus, que não rejeitou a minha oração, nem desviou de mim a sua misericórdia.

67-1 - Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe; e faça resplandecer o seu rosto sobre nós. ( Selá )

67-2 - Para que se conheça na terra o teu caminho, e em todas as nações a tua salvação.

67-3 - Louvem-te a ti, ó Deus, os povos; louvem-te os povos todos.

67-4 - Alegrem-se e regozijem-se as nações, pois julgarás os povos com eqüidade, e governarás as nações sobre a terra. ( Selá )

67-5 - Louvem-te a ti, ó Deus, os povos, louvem-te os povos todos.

67-6 - Então, a terra dará o seu fruto; e Deus, o nosso Deus, nos abençoará.

67-7 - Deus nos abençoará, e todas as extremidades da terra o temerão.

68-1 - Levante-se Deus, e sejam dissipados os seus inimigos; fugirão de diante dele os que o aborrecem.

68-2 - Como se impele a fumaça, assim tu os impeles; como a cera se derrete diante do fogo, assim pereçam os ímpios diante de Deus.

68-3 - Mas alegrem-se os justos, e se regozijem na presença de Deus, e folguem de alegria.

68-4 - Cantai a Deus, cantai louvores ao seu nome; louvai aquele que vai sobre os céus, pois o seu nome é JEOVÁ; exultai diante dele.

68-5 - Pai de órfãos e juiz de viúvas é Deus no seu lugar santo.

68-6 - Deus faz que o solitário viva em família; liberta aqueles que estão presos em grilhões; mas os rebeldes habitam em terra seca.

68-7 - Ó Deus! Quando saías adiante do teu povo, quando caminhavas pelo deserto, ( Selá )

68-8 - a terra abalava-se, e os céus destilavam perante a face de Deus; o próprio Sinai tremeu na presença de Deus, do Deus de Israel.

68-9 - Tu, ó Deus, mandaste a chuva em abundância e confortaste a tua herança, quando estava cansada.

68-10 - Nela habitava o teu rebanho; tu, ó Deus, proveste o pobre da tua bondade.

68-11 - O Senhor deu a palavra; grande era o exército dos que anunciavam as boas-novas.

68-12 - Reis de exércitos fugiram à pressa; e aquela que ficava em casa repartia os despojos.

68-13 - Ainda que vos deiteis entre redis, sereis como as asas de uma pomba, cobertas de prata, com as suas penas de ouro amarelo.

68-14 - Quando o Onipotente ali espalhou os reis, foi como quando cai a neve em Zalmom.

68-15 - O monte de Deus é como o monte de Basã, um monte elevado como o monte de Basã.

68-16 - Por que saltais, ó montes elevados? Este é o monte que Deus desejou para sua habitação, e o SENHOR habitará nele eternamente.

68-17 - Os carros de Deus são vinte milhares, milhares de milhares. O Senhor está entre eles, como em Sinai, no lugar santo.

68-18 - Tu subiste ao alto, levaste cativo o cativeiro, recebeste dons para os homens e até para os rebeldes, para que o SENHOR Deus habitasse entre eles.

68-19 - Bendito seja o Senhor, que de dia em dia nos cumula de benefícios; o Deus que é a nossa salvação. ( Selá )

68-20 - O nosso Deus é o Deus da salvação; e a JEOVÁ, o Senhor, pertencem as saídas para escapar da morte.

68-21 - Mas Deus ferirá gravemente a cabeça de seus inimigos e o crânio cabeludo do que anda em suas culpas.

68-22 - Disse o Senhor: Eu os farei voltar de Basã; farei voltar o meu povo das profundezas do mar;

68-23 - para que o teu pé mergulhe no sangue de teus inimigos, e nele mergulhe até a língua dos teus cães.

68-24 - Ó Deus, eles têm visto os teus caminhos; os caminhos do meu Deus, meu Rei, no santuário.

68-25 - Os cantores iam adiante, os tocadores de instrumentos, atrás; entre eles, as donzelas tocando adufes.

68-26 - Celebrai a Deus nas congregações; ao SENHOR, desde a fonte de Israel.

68-27 - Ali está o pequeno Benjamim, que domina sobre eles, os príncipes de Judá com o seu ajuntamento, os príncipes de Zebulom e os príncipes de Naftali.

68-28 - O teu Deus ordenou a tua força; confirma, ó Deus, o que já realizaste por nós.

68-29 - Por amor do teu templo em Jerusalém, os reis te trarão presentes.

68-30 - Repreende as feras dos canaviais, a multidão dos touros, com os novilhos dos povos, pisando com os pés as suas peças de prata; dissipa os povos que desejam a guerra.

68-31 - Embaixadores reais virão do Egito; a Etiópia cedo estenderá para Deus as suas mãos.

68-32 - Reinos da terra, cantai a Deus, cantai louvores ao Senhor, ( Selá )

68-33 - àquele que vai montado sobre os céus dos céus, desde a antiguidade; eis que envia a sua voz e dá um brado veemente.

68-34 - Dai a Deus fortaleza; a sua excelência, está sobre Israel e a sua fortaleza nas mais altas nuvens.

68-35 - Ó Deus, tu és tremendo desde os teus santuários; o Deus de Israel é o que dá fortaleza e poder ao seu povo. Bendito seja Deus!

69-1 - Livra-me, ó Deus, pois as águas entraram até à minha alma.

69-2 - Atolei-me em profundo lamaçal, onde se não pode estar em pé; entrei na profundeza das águas, onde a corrente me leva.

69-3 - Estou cansado de clamar; secou-se-me a garganta; os meus olhos desfalecem esperando o meu Deus.

69-4 - Aqueles que me aborrecem sem causa são mais do que os cabelos da minha cabeça; aqueles que procuram destruir-me sendo injustamente meus inimigos, são poderosos; então, restituí o que não furtei.

69-5 - Tu, ó Deus, bem conheces a minha insipiência; e os meus pecados não te são encobertos.

69-6 - Não sejam envergonhados por minha causa aqueles que esperam em ti, ó Senhor, SENHOR dos Exércitos; não sejam confundidos por minha causa aqueles que te buscam, ó Deus de Israel.

69-7 - Porque por amor de ti tenho suportado afronta; a confusão cobriu o meu rosto.

69-8 - Tenho-me tornado como um estranho para com os meus irmãos, e um desconhecido para com os filhos de minha mãe.

69-9 - Pois o zelo da tua casa me devorou, e as afrontas dos que te afrontam caíram sobre mim.

69-10 - Chorei, e castiguei com jejum a minha alma, mas até isto se me tornou em afrontas.

69-11 - Pus, por veste, um pano de saco e me fiz um provérbio para eles.

69-12 - Aqueles que se assentam à porta falam contra mim; sou a canção dos bebedores de bebida forte.

69-13 - Eu, porém, faço a minha oração a ti, SENHOR, num tempo aceitável; ó Deus, ouve-me segundo a grandeza da tua misericórdia, segundo a verdade da tua salvação.

69-14 - Tira-me do lamaçal e não me deixes atolar; seja eu livre dos que me aborrecem e das profundezas das águas.

69-15 - Não me leve a corrente das águas e não me sorva o abismo, nem o poço cerre a sua boca sobre mim.

69-16 - Ouve-me, SENHOR, pois boa é a tua misericórdia; olha para mim segundo a tua muitíssima piedade.

69-17 - E não escondas o teu rosto do teu servo, porque estou angustiado; ouve-me depressa.

69-18 - Aproxima-te da minha alma, e resgata-a; livra-me por causa dos meus inimigos.

69-19 - Bem conheces a minha afronta, e a minha vergonha, e a minha confusão; diante de ti estão todos os meus adversários.

69-20 - Afrontas me quebrantaram o coração, e estou fraquíssimo; esperei por alguém que tivesse compaixão, mas não houve nenhum; e por consoladores, mas não os achei.

69-21 - Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre.

69-22 - Torne-se a sua mesa diante dele em laço e, para sua inteira recompensa, em ruína.

69-23 - Escureçam-se-lhes os olhos, para que não vejam, e faze com que os seus lombos tremam constantemente.

69-24 - Derrama sobre eles a tua indignação, e prenda-os o ardor da tua ira.

69-25 - Fique desolado o seu palácio; e não haja quem habite nas suas tendas.

69-26 - Pois perseguem a quem afligiste e conversam sobre a dor daqueles a quem feriste.

69-27 - Acrescenta iniqüidade à iniqüidade deles, e não entrem na tua justiça.

69-28 - Sejam riscados do livro da vida e não sejam inscritos com os justos.

69-29 - Eu, porém, estou aflito e triste; ponha-me a tua salvação, ó Deus, num alto retiro.

69-30 - Louvarei o nome de Deus com cântico e engrandecê-lo-ei com ação de graças.

69-31 - Isto será mais agradável ao SENHOR do que o boi ou bezerro que tem pontas e unhas.

69-32 - Os mansos verão isto e se agradarão; o vosso coração viverá, pois que buscais a Deus.

69-33 - Porque o SENHOR ouve os necessitados e não despreza os seus cativos.

69-34 - Louvem-no os céus e a terra, os mares e tudo quanto neles se move.

69-35 - Porque Deus salvará a Sião e edificará as cidades de Judá, para que habitem ali e a possuam.

69-36 - E herdá-la-á a semente de seus servos, e os que amam o seu nome habitarão nela.

70-1 - Apressa-te, ó Deus, em me livrar; SENHOR, apressa-te em ajudar-me.

70-2 - Fiquem envergonhados e confundidos os que procuram a minha alma; tornem atrás e confundam-se os que me desejam mal.

70-3 - Voltem as costas cobertos de vergonha os que dizem: Ah! Ah!

70-4 - Folguem e alegrem-se em ti todos os que te buscam; e aqueles que amam a tua salvação digam continuamente: Engrandecido seja Deus.

70-5 - Eu, porém, estou aflito e necessitado; apressa-te por mim, ó Deus; tu és o meu auxílio e o meu libertador; SENHOR, não te detenhas!

71-1 - Em ti, SENHOR, confio; nunca seja eu confundido.

71-2 - Livra-me na tua justiça e faze que eu escape; inclina os teus ouvidos para mim e salva-me.

71-3 - Sê tu a minha habitação forte, à qual possa recorrer continuamente; deste um mandamento que me salva, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza.

71-4 - Livra-me, meu Deus, das mãos do ímpio, das mãos do homem injusto e cruel,

71-5 - pois tu és a minha esperança, SENHOR Deus; tu és a minha confiança desde a minha mocidade.

71-6 - Por ti tenho sido sustentado desde o ventre; tu és aquele que me tiraste do ventre de minha mãe; o meu louvor será para ti constantemente.

71-7 - Sou como um prodígio para muitos, mas tu és o meu refúgio forte.

71-8 - Encha-se a minha boca do teu louvor e da tua glória todo o dia.

71-9 - Não me rejeites no tempo da velhice; não me desampares, quando se for acabando a minha força.

71-10 - Porque os meus inimigos falam contra mim, e os que espiam a minha alma consultam juntos,

71-11 - dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e prendei-o, pois não há quem o livre.

71-12 - Ó Deus, não te alongues de mim; meu Deus, apressa-te em ajudar-me.

71-13 - Sejam confundidos e consumidos os que são adversários da minha alma; cubram-se de opróbrio e de confusão aqueles que procuram o meu mal.

71-14 - Mas eu esperarei continuamente e te louvarei cada vez mais.

71-15 - A minha boca relatará as bênçãos da tua justiça e da tua salvação todo o dia, posto que não conheça o seu número.

71-16 - Sairei na força do SENHOR Deus; farei menção da tua justiça, e só dela.

71-17 - Ensinaste-me, ó Deus, desde a minha mocidade; e até aqui tenho anunciado as tuas maravilhas.

71-18 - Agora, também, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força a esta geração, e o teu poder a todos os vindouros.

71-19 - Também a tua justiça, ó Deus, está muito alta, pois fizeste grandes coisas; ó Deus, quem é semelhante a ti?

71-20 - Tu, que me tens feito ver muitos males e angústias, me darás ainda a vida e me tirarás dos abismos da terra.

71-21 - Aumentarás a minha grandeza e de novo me consolarás.

71-22 - Também eu te louvarei com o saltério, bem como à tua verdade, ó meu Deus; cantar-te-ei com a harpa, ó Santo de Israel.

71-23 - Os meus lábios exultarão quando eu te cantar, assim como a minha alma que tu remiste.

71-24 - A minha língua falará da tua justiça todo o dia; pois estão confundidos e envergonhados aqueles que procuram o meu mal.

72-1 - Ó Deus, dá ao rei os teus juízos e a tua justiça, ao filho do rei.

72-2 - Ele julgará o teu povo com justiça e os teus pobres com juízo.

72-3 - Os montes trarão paz ao povo, e os outeiros, justiça.

72-4 - Julgará os aflitos do povo, salvará os filhos do necessitado e quebrantará o opressor.

72-5 - Temer-te-ão enquanto durar o sol e a lua, de geração em geração.

72-6 - Ele descerá como a chuva sobre a erva ceifada, como os chuveiros que umedecem a terra.

72-7 - Nos seus dias florescerá o justo, e abundância de paz haverá enquanto durar a lua.

72-8 - Dominará de mar a mar, e desde o rio até às extremidades da terra.

72-9 - Aqueles que habitam no deserto se inclinarão ante ele, e os seus inimigos lamberão o pó.

72-10 - Os reis de Társis e das ilhas trarão presentes; os reis de Sabá e de Sebá oferecerão dons.

72-11 - E todos os reis se prostrarão perante ele; todas as nações o servirão.

72-12 - Porque ele livrará ao necessitado quando clamar, como também ao aflito e ao que não tem quem o ajude.

72-13 - Compadecer-se-á do pobre e do aflito e salvará a alma dos necessitados.

72-14 - Libertará a sua alma do engano e da violência, e precioso será o seu sangue aos olhos dele.

72-15 - E viverá, e se lhe dará do ouro de Sabá, e continuamente se fará por ele oração, e todos os dias o bendirão.

72-16 - Haverá um punhado de trigo na terra sobre os cumes dos montes; o seu fruto se moverá como o Líbano, e os da cidade florescerão como a erva da terra.

72-17 - O seu nome permanecerá eternamente; o seu nome se irá propagando de pais a filhos, enquanto o sol durar; e os homens serão abençoados nele; todas as nações lhe chamarão bem-aventurado.

72-18 - Bendito seja o SENHOR Deus, o Deus de Israel, que só ele faz maravilhas.

72-19 - E bendito seja para sempre o seu nome glorioso; e encha-se toda a terra da sua glória! Amém e amém!

72-20 - Findam aqui as orações de Davi, filho de Jessé.

73-1 - Verdadeiramente, bom é Deus para com Israel, para com os limpos de coração.

73-2 - Quanto a mim, os meus pés quase que se desviaram; pouco faltou para que escorregassem os meus passos.

73-3 - Pois eu tinha inveja dos soberbos, ao ver a prosperidade dos ímpios.

73-4 - Porque não há apertos na sua morte, mas firme está a sua força.

73-5 - Não se acham em trabalhos como outra gente, nem são afligidos como outros homens.

73-6 - Pelo que a soberba os cerca como um colar; vestem-se de violência como de um adorno.

73-7 - Os olhos deles estão inchados de gordura; superabundam as imaginações do seu coração.

73-8 - São corrompidos e tratam maliciosamente de opressão; falam arrogantemente.

73-9 - Erguem a sua boca contra os céus, e a sua língua percorre a terra.

73-10 - Pelo que o seu povo volta aqui, e águas de copo cheio se lhes espremem.

73-11 - E dizem: Como o sabe Deus? Ou: Há conhecimento no Altíssimo?

73-12 - Eis que estes são ímpios; e, todavia, estão sempre em segurança, e se lhes aumentam as riquezas.

73-13 - Na verdade que em vão tenho purificado o meu coração e lavado as minhas mãos na inocência.

73-14 - Pois todo o dia tenho sido afligido e castigado cada manhã.

73-15 - Se eu dissesse: Também falarei assim; eis que ofenderia a geração de teus filhos.

73-16 - Quando pensava em compreender isto, fiquei sobremodo perturbado;

73-17 - até que entrei no santuário de Deus; então, entendi eu o fim deles.

73-18 - Certamente, tu os puseste em lugares escorregadios; tu os lanças em destruição.

73-19 - Como caem na desolação, quase num momento! Ficam totalmente consumidos de terrores.

73-20 - Como faz com um sonho o que acorda, assim, ó Senhor, quando acordares, desprezarás a aparência deles.

73-21 - Assim, o meu coração se azedou, e sinto picadas nos meus rins.

73-22 - Assim, me embruteci e nada sabia; era como animal perante ti.

73-23 - Todavia, estou de contínuo contigo; tu me seguraste pela mão direita.

73-24 - Guiar-me-ás com o teu conselho e, depois, me receberás em glória.

73-25 - A quem tenho eu no céu senão a ti? E na terra não há quem eu deseje além de ti.

73-26 - A minha carne e o meu coração desfalecem; mas Deus é a fortaleza do meu coração e a minha porção para sempre.

73-27 - Pois eis que os que se alongam de ti perecerão; tu tens destruído todos aqueles que, apostatando, se desviam de ti.

73-28 - Mas, para mim, bom é aproximar-me de Deus; pus a minha confiança no SENHOR Deus, para anunciar todas as tuas obras.

74-1 - Ó Deus, por que nos rejeitaste para sempre? Por que se acende a tua ira contra as ovelhas do teu pasto?

74-2 - Lembra-te da tua congregação, que compraste desde a antiguidade; da tua herança que remiste, deste monte Sião, em que habitaste.

74-3 - Levanta-te contra as perpétuas assolações, contra tudo o que o inimigo tem feito de mal no santuário.

74-4 - Os teus inimigos bramam no meio dos lugares santos; põem neles as suas insígnias por sinais.

74-5 - Parecem-se com o homem que avança com o seu machado através da espessura do arvoredo.

74-6 - Eis que toda a obra entalhada quebram com machados e martelos.

74-7 - Lançaram fogo ao teu santuário; profanaram, derribando-a até ao chão, a morada do teu nome.

74-8 - Disseram no seu coração: Despojemo-los de uma vez. Queimaram todos os lugares santos de Deus na terra.

74-9 - Já não vemos os nossos sinais, já não há profeta; nem há entre nós alguém que saiba até quando isto durará.

74-10 - Até quando, ó Deus, nos afrontará o adversário? Blasfemará o inimigo o teu nome para sempre?

74-11 - Por que retiras a tua mão, sim, a tua destra? Tira-a do teu seio e consome-os.

74-12 - Todavia, Deus é o meu Rei desde a antiguidade, operando a salvação no meio da terra.

74-13 - Tu dividiste o mar pela tua força; quebrantaste a cabeça dos monstros das águas.

74-14 - Fizeste em pedaços as cabeças do leviatã, e o deste por mantimento aos habitantes do deserto.

74-15 - Fendeste a fonte e o ribeiro; secaste os rios impetuosos.

74-16 - Teu é o dia e tua é a noite; preparaste a luz e o sol.

74-17 - Estabeleceste todos os limites da terra; verão e inverno, tu os formaste.

74-18 - Lembra-te disto: que o inimigo afrontou ao SENHOR, e que um povo louco blasfemou o teu nome.

74-19 - Não entregues às feras a alma da tua pombinha; não te esqueças para sempre da vida dos teus aflitos.

74-20 - Atenta para o teu concerto, pois os lugares tenebrosos da terra estão cheios de moradas de crueldade.

74-21 - Oh! Não volte envergonhado o oprimido; louvem o teu nome o aflito e o necessitado.

74-22 - Levanta-te, ó Deus, pleiteia a tua própria causa; lembra-te da afronta que o louco te faz cada dia.

74-23 - Não te esqueças dos gritos dos teus inimigos; o tumulto daqueles que se levantam contra ti aumenta continuamente.

75-1 - A ti, ó Deus, glorificamos, a ti damos louvor, pois o teu nome está perto, as tuas maravilhas o declaram.

75-2 - Quando eu ocupar o lugar determinado, julgarei retamente.

75-3 - Dissolve-se a terra e todos os seus moradores, mas eu fortaleci as suas colunas. ( Selá )

75-4 - Disse eu aos loucos: não enlouqueçais; e aos ímpios: não levanteis a fronte;

75-5 - não levanteis a fronte altiva, nem faleis com cerviz dura.

75-6 - Porque nem do Oriente, nem do Ocidente, nem do deserto vem a exaltação.

75-7 - Mas Deus é o juiz; a um abate e a outro exalta.

75-8 - Porque na mão do SENHOR há um cálice cujo vinho ferve, cheio de mistura, e dá a beber dele; certamente todos os ímpios da terra sorverão e beberão as suas fezes.

75-9 - Mas, quanto a mim, exultarei para sempre; cantarei louvores ao Deus de Jacó.

75-10 - E quebrantarei todas as forças dos ímpios, mas as forças dos justos serão exaltadas.

76-1 - Conhecido é Deus em Judá; grande é o seu nome em Israel.

76-2 - E em Salém está o seu tabernáculo, e a sua morada, em Sião.

76-3 - Ali quebrou as flechas do arco; o escudo, e a espada, e a guerra. ( Selá )

76-4 - Tu és mais ilustre e glorioso do que os montes de presa.

76-5 - Os que são ousados de coração foram despojados; dormiram o seu sono, e nenhum dos homens de força achou as próprias mãos.

76-6 - À tua repreensão, ó Deus de Jacó, carros e cavalos são lançados num sono profundo.

76-7 - Tu, tu és terrível! E quem subsistirá à tua vista, se te irares?

76-8 - Desde os céus fizeste ouvir o teu juízo; a terra tremeu e se aquietou

76-9 - quando Deus se levantou para julgar, para livrar a todos os mansos da terra. ( Selá )

76-10 - Porque a cólera do homem redundará em teu louvor, e o restante da cólera, tu o restringirás.

76-11 - Fazei votos e pagai ao SENHOR, vosso Deus; tragam presentes, os que estão em redor dele, àquele que é tremendo.

76-12 - Ele ceifará o espírito dos príncipes: é tremendo para com os reis da terra.

77-1 - Clamei a Deus com a minha voz; a Deus levantei a minha voz, e ele inclinou para mim os ouvidos.

77-2 - No dia da minha angústia busquei ao Senhor; a minha mão se estendeu de noite e não cessava; a minha alma recusava ser consolada.

77-3 - Lembrava-me de Deus e me perturbava; queixava-me, e o meu espírito desfalecia. ( Selá )

77-4 - Sustentaste os meus olhos vigilantes; estou tão perturbado, que não posso falar.

77-5 - Considerava os dias da antiguidade, os anos dos tempos passados.

77-6 - De noite chamei à lembrança o meu cântico; meditei em meu coração, e o meu espírito investigou:

77-7 - Rejeitará o Senhor para sempre e não tornará a ser favorável?

77-8 - Cessou para sempre a sua benignidade? Acabou-se já a promessa que veio de geração em geração?

77-9 - Esqueceu-se Deus de ter misericórdia? Ou encerrou ele as suas misericórdias na sua ira? ( Selá )

77-10 - E eu disse: isto é enfermidade minha; e logo me lembrei dos anos da destra do Altíssimo.

77-11 - Lembrar-me-ei, pois, das obras do SENHOR; certamente que me lembrarei das tuas maravilhas da antiguidade.

77-12 - Meditarei também em todas as tuas obras e falarei dos teus feitos.

77-13 - O teu caminho, ó Deus, está no santuário. Que deus é tão grande como o nosso Deus?

77-14 - Tu és o Deus que fazes maravilhas; tu fizeste notória a tua força entre os povos.

77-15 - Com o teu braço remiste o teu povo, os filhos de Jacó e de José. ( Selá )

77-16 - As águas te viram, ó Deus, as águas te viram, e tremeram; os abismos também se abalaram.

77-17 - Grossas nuvens se desfizeram em água; os céus retumbaram; as tuas flechas correram de uma para outra parte.

77-18 - A voz do teu trovão repercutiu-se nos ares; os relâmpagos alumiaram o mundo; a terra se abalou e tremeu.

77-19 - Pelo mar foi teu caminho, e tuas veredas, pelas grandes águas; e as tuas pegadas não se conheceram.

77-20 - Guiaste o teu povo, como a um rebanho, pela mão de Moisés e de Arão.

78-1 - Escutai a minha lei, povo meu; inclinai os ouvidos às palavras da minha boca.

78-2 - Abrirei a boca numa parábola; proporei enigmas da antiguidade,

78-3 - os quais temos ouvido e sabido, e nossos pais no-los têm contado.

78-4 - Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do SENHOR, assim como a sua força e as maravilhas que fez.

78-5 - Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, e ordenou aos nossos pais que a fizessem conhecer a seus filhos,

78-6 - para que a geração vindoura a soubesse, e os filhos que nascessem se levantassem e a contassem a seus filhos;

78-7 - para que pusessem em Deus a sua esperança e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos

78-8 - e não fossem como seus pais, geração contumaz e rebelde, geração que não regeu o seu coração, e cujo espírito não foi fiel para com Deus.

78-9 - Os filhos de Efraim, armados e trazendo arcos, retrocederam no dia da peleja.

78-10 - Não guardaram o concerto de Deus e recusaram andar na sua lei.

78-11 - E esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes fizera ver,

78-12 - maravilhas que ele fez à vista de seus pais na terra do Egito, no campo de Zoã.

78-13 - Dividiu o mar, e os fez passar por ele; fez com que as águas parassem como num montão.

78-14 - De dia os guiou com uma nuvem, e toda a noite, com um clarão de fogo.

78-15 - Fendeu as penhas no deserto e deu-lhes de beber como de grandes abismos.

78-16 - Fez sair fontes da rocha e fez correr as águas como rios.

78-17 - E ainda prosseguiram em pecar contra ele, provocando ao Altíssimo na solidão.

78-18 - E tentaram a Deus no seu coração, pedindo carne para satisfazerem o seu apetite.

78-19 - E falaram contra Deus e disseram: Poderá Deus, porventura, preparar-nos uma mesa no deserto?

78-20 - Eis que feriu a penha, e águas correram dela; rebentaram ribeiros em abundância; poderá também dar-nos pão ou preparar carne para o seu povo?

78-21 - Pelo que o SENHOR os ouviu e se indignou; e acendeu um fogo contra Jacó, e furor também subiu contra Israel,

78-22 - porquanto não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação,

78-23 - posto que tivesse mandado às altas nuvens, e tivesse aberto as portas dos céus,

78-24 - e fizesse chover sobre eles o maná para comerem, e lhes tivesse dado do trigo do céu.

78-25 - Cada um comeu o pão dos poderosos; ele lhes mandou comida com abundância.

78-26 - Fez soprar o vento do Oriente nos céus e trouxe o Sul com a sua força.

78-27 - E choveu sobre eles carne como pó, e aves de asas como a areia do mar.

78-28 - E as fez cair no meio do seu arraial, ao redor de suas habitações.

78-29 - Então, comeram e se fartaram bem; pois lhes satisfez o desejo.

78-30 - Não refrearam o seu apetite. Ainda lhes estava a comida na boca,

78-31 - quando a ira de Deus desceu sobre eles, e matou os mais fortes deles, e feriu os escolhidos de Israel.

78-32 - Com tudo isto, ainda pecaram e não deram crédito às suas maravilhas.

78-33 - Pelo que consumiu os seus dias na vaidade e os seus anos, na angústia.

78-34 - Pondo-os ele à morte, então, o procuravam; e voltavam, e de madrugada buscavam a Deus.

78-35 - E lembravam-se de que Deus era a sua rocha, e o Deus Altíssimo, o seu Redentor.

78-36 - Todavia, lisonjeavam-no com a boca e com a língua lhe mentiam.

78-37 - Porque o seu coração não era reto para com ele, nem foram fiéis ao seu concerto.

78-38 - Mas ele, que é misericordioso, perdoou a sua iniqüidade e não os destruiu; antes, muitas vezes desviou deles a sua cólera e não deixou despertar toda a sua ira,

78-39 - porque se lembrou de que eram carne, um vento que passa e não volta.

78-40 - Quantas vezes o provocaram no deserto e o ofenderam na solidão!

78-41 - Voltaram atrás, e tentaram a Deus, e duvidaram do Santo de Israel.

78-42 - Não se lembraram do poder da sua mão, nem do dia em que os livrou do adversário;

78-43 - como operou os seus sinais no Egito e as suas maravilhas no campo de Zoã;

78-44 - e converteu em sangue os seus rios e as suas correntes, para que não pudessem beber.

78-45 - E lhes mandou enxames de moscas que os consumiram, e rãs que os destruíram.

78-46 - Deu, também, ao pulgão a sua novidade, e o seu trabalho, aos gafanhotos.

78-47 - Destruiu as suas vinhas com saraiva, e os seus sicômoros, com pedrisco.

78-48 - Também entregou o seu gado à saraiva, e aos coriscos, os seus rebanhos.

78-49 - E atirou para o meio deles, quais mensageiros de males, o ardor da sua ira: furor, indignação e angústia.

78-50 - Abriu caminho à sua ira; não poupou a alma deles à morte, nem a vida deles à pestilência.

78-51 - E feriu todo primogênito no Egito, primícias da sua força nas tendas de Cam,

78-52 - mas fez com que o seu povo saísse como ovelhas e os guiou pelo deserto, como a um rebanho.

78-53 - E os guiou com segurança, e não temeram; mas o mar cobriu os seus inimigos.

78-54 - E conduziu-os até ao limite do seu santuário, até este monte que a sua destra adquiriu,

78-55 - e expulsou as nações de diante deles, e, dividindo suas terras, lhas deu por herança, e fez habitar em suas tendas as tribos de Israel.

78-56 - Contudo, tentaram, e provocaram o Deus Altíssimo, e não guardaram os seus testemunhos.

78-57 - Mas tornaram atrás e portaram-se aleivosamente como seus pais; viraram-se como um arco traiçoeiro,

78-58 - pois lhe provocaram a ira com os seus altos e despertaram-lhe o zelo com as suas imagens de escultura.

78-59 - Deus ouviu isto e se indignou; e sobremodo aborreceu a Israel,

78-60 - pelo que desamparou o tabernáculo em Siló, a tenda que estabelecera como sua morada entre os homens,

78-61 - e deu a sua força ao cativeiro, e a sua glória, à mão do inimigo,

78-62 - e entregou o seu povo à espada, e encolerizou-se contra a sua herança.

78-63 - Aos seus jovens, consumiu-os o fogo, e as suas donzelas não tiveram festa nupcial.

78-64 - Os seus sacerdotes caíram à espada, e suas viúvas não se lamentaram.

78-65 - Então, o Senhor despertou como de um sono, como um valente que o vinho excitasse.

78-66 - E feriu os seus adversários, que fugiram, e os pôs em perpétuo desprezo.

78-67 - Além disto, rejeitou a tenda de José e não elegeu a tribo de Efraim.

78-68 - Antes, elegeu a tribo de Judá, o monte Sião, que ele amava.

78-69 - E edificou o seu santuário como aos lugares elevados, como a terra que fundou para sempre.

78-70 - Também elegeu a Davi, seu servo, e o tirou dos apriscos das ovelhas.

78-71 - De após as ovelhas pejadas o trouxe, para apascentar a Jacó, seu povo, e a Israel, sua herança.

78-72 - Assim, os apascentou, segundo a integridade do seu coração, e os guiou com a perícia de suas mãos.

79-1 - Ó Deus, as nações entraram na tua herança; contaminaram o teu santo templo; reduziram Jerusalém a montões de pedras.

79-2 - Deram os cadáveres dos teus servos por comida às aves dos céus e a carne dos teus santos, às alimárias da terra.

79-3 - Derramaram o sangue deles como água ao redor de Jerusalém, e não houve quem os sepultasse.

79-4 - Estamos feitos o opróbrio dos nossos vizinhos, o escárnio e a zombaria dos que estão à roda de nós.

79-5 - Até quando, SENHOR? Indignar-te-ás para sempre? Arderá o teu zelo como fogo?

79-6 - Derrama o teu furor sobre nações que te não conhecem e sobre os reinos que não invocam o teu nome.

79-7 - Porque devoraram a Jacó e assolaram as suas moradas.

79-8 - Não te lembres das nossas iniqüidades passadas; apressa-te e antecipem-se-nos as tuas misericórdias, pois estamos muito abatidos.

79-9 - Ajuda-nos, ó Deus da nossa salvação, pela glória do teu nome; e livra-nos e perdoa os nossos pecados, por amor do teu nome.

79-10 - Por que diriam os gentios: Onde está o seu Deus? Torne-se manifesta entre as nações, à nossa vista, a vingança do sangue derramado dos teus servos.

79-11 - Chegue à tua presença o gemido dos presos; segundo a grandeza do teu braço, preserva aqueles que estão sentenciados à morte.

79-12 - E aos nossos vizinhos, deita-lhes no regaço, setuplicadamente, a sua injúria com que te injuriaram, Senhor.

79-13 - Assim, nós, teu povo e ovelhas de teu pasto, te louvaremos eternamente; de geração em geração cantaremos os teus louvores.

80-1 - Ó pastor de Israel, dá ouvidos; tu, que guias a José como a um rebanho, que te assentas entre os querubins, resplandece.

80-2 - Perante Efraim, Benjamim e Manassés, desperta o teu poder e vem salvar-nos.

80-3 - Faze-nos voltar, ó Deus; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.

80-4 - Ó SENHOR, Deus dos Exércitos, até quando te indignarás contra a oração do teu povo?

80-5 - Tu os sustentas com pão de lágrimas e lhes dás a beber lágrimas em abundância.

80-6 - Tu nos pões por objeto de contenção entre os nossos vizinhos; e os nossos inimigos zombam de nós entre si.

80-7 - Faze-nos voltar, ó Deus dos Exércitos; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.

80-8 - Trouxeste uma vinha do Egito; lançaste fora as nações e a plantaste.

80-9 - Preparaste-lhe lugar, e fizeste com que ela aprofundasse raízes; e, assim, encheu a terra.

80-10 - Os montes cobriram-se com a sua sombra, e como os cedros de Deus se tornaram os seus ramos.

80-11 - Ela estendeu a sua ramagem até ao mar, e os seus ramos, até ao rio.

80-12 - Por que quebraste, então, os seus valados, de modo que todos os que passam por ela a vindimam?

80-13 - O javali da selva a devasta, e as feras do campo a devoram.

80-14 - Oh! Deus dos Exércitos, volta-te, nós te rogamos, atende dos céus, e vê, e visita esta vinha,

80-15 - e a videira que a tua destra plantou, e o sarmento que fortificaste para ti!

80-16 - Está queimada pelo fogo, está cortada; pereceu pela repreensão da tua face.

80-17 - Seja a tua mão sobre o varão da tua destra, sobre o filho do homem, que fortificaste para ti.

80-18 - Deste modo, não nos iremos de após ti; guarda-nos em vida, e invocaremos o teu nome.

80-19 - Faze-nos voltar, SENHOR, Deus dos Exércitos; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.

81-1 - Cantai alegremente a Deus, nossa fortaleza; celebrai o Deus de Jacó.

81-2 - Tomai o saltério e trazei o adufe, a harpa suave e o alaúde.

81-3 - Tocai a trombeta na Festa da Lua Nova, no tempo marcado para a nossa solenidade.

81-4 - Porque isto é um estatuto para Israel, e uma ordenança do Deus de Jacó.

81-5 - Ordenou-o em José por testemunho, quando saíra contra a terra do Egito, onde ouvi uma língua que não entendia.

81-6 - Tirei de seus ombros a carga; as suas mãos ficaram livres dos cestos.

81-7 - Clamaste na angústia, e te livrei; respondi-te do lugar oculto dos trovões; provei-te nas águas de Meribá. ( Selá )

81-8 - Ouve-me, povo meu, e eu te admoestarei. Ah! Israel, se me ouvisses!

81-9 - Não haverá entre ti deus alheio, nem te prostrarás ante um deus estranho.

81-10 - Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito; abre bem a tua boca, e ta encherei.

81-11 - Mas o meu povo não quis ouvir a minha voz, e Israel não me quis.

81-12 - Pelo que eu os entreguei aos desejos do seu coração, e andaram segundo os seus próprios conselhos.

81-13 - Ah! Se o meu povo me tivesse ouvido! Se Israel andasse nos meus caminhos!

81-14 - Em breve eu abateria os seus inimigos e voltaria a minha mão contra os seus adversários.

81-15 - Os que aborrecem ao SENHOR ter-se-lhe-iam sujeitado, e o tempo dele seria eterno.

81-16 - E eu o sustentaria com o trigo mais fino e o saciaria com o mel saído da rocha.

82-1 - Deus está na congregação dos poderosos; julga no meio dos deuses.

82-2 - Até quando julgareis injustamente e respeitareis a aparência da pessoa dos ímpios? ( Selá )

82-3 - Defendei o pobre e o órfão; fazei justiça ao aflito e necessitado.

82-4 - Livrai o pobre e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios.

82-5 - Eles nada sabem, nem entendem; andam em trevas; todos os fundamentos da terra vacilam.

82-6 - Eu disse: Vós sois deuses, e vós outros sois todos filhos do Altíssimo.

82-7 - Todavia, como homens morrereis e caireis como qualquer dos príncipes.

82-8 - Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois te pertencem todas as nações!

83-1 - Ó Deus, não estejas em silêncio! Não cerres os ouvidos nem fiques impassível, ó Deus!

83-2 - Porque eis que teus inimigos se alvoroçam, e os que te aborrecem levantaram a cabeça.

83-3 - Astutamente formam conselho contra o teu povo e conspiram contra os teus protegidos.

83-4 - Disseram: Vinde, e desarraiguemo-los para que não sejam nação, nem haja mais memória do nome de Israel.

83-5 - Porque à uma se conluiaram; aliaram-se contra ti:

83-6 - As tendas de Edom, dos ismaelitas, de Moabe, dos agarenos,

83-7 - de Gebal, de Amom, de Amaleque e a Filístia com os moradores de Tiro.

83-8 - Também a Assíria se ligou a eles; foram eles o braço dos filhos de Ló. ( Selá )

83-9 - Faze-lhes como fizeste a Midiã, como a Sísera, como a Jabim na ribeira de Quisom,

83-10 - os quais foram destruídos em En-Dor; vieram a servir de estrume para a terra.

83-11 - Faze aos seus nobres como a Orebe, e como a Zeebe; e a todos os seus príncipes como a Zeba e como a Zalmuna,

83-12 - que disseram: Tomemos para nós, em possessão hereditária, as famosas habitações de Deus.

83-13 - Deus meu, faze-os como que impelidos por um tufão, como a palha diante do vento.

83-14 - Como o fogo que queima um bosque, e como a chama que incendeia as brenhas,

83-15 - assim persegue-os com a tua tempestade e assombra-os com o teu torvelinho.

83-16 - Encham-se de vergonha as suas faces, para que busquem o teu nome, SENHOR.

83-17 - Confundam-se e assombrem-se perpetuamente; envergonhem-se e pereçam.

83-18 - Para que saibam que tu, a quem só pertence o nome de JEOVÁ, és o Altíssimo sobre toda a terra.

84-1 - Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos!

84-2 - A minha alma está anelante e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo.

84-3 - Até o pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si e para a sua prole, junto dos teus altares, SENHOR dos Exércitos, Rei meu e Deus meu.

84-4 - Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvar-te-ão continuamente. ( Selá )

84-5 - Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanados,

84-6 - o qual, passando pelo vale de Baca, faz dele uma fonte; a chuva também enche os tanques.

84-7 - Vão indo de força em força; cada um deles em Sião aparece perante Deus.

84-8 - SENHOR, Deus dos Exércitos, escuta a minha oração; inclina os ouvidos, ó Deus de Jacó! ( Selá )

84-9 - Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido.

84-10 - Porque vale mais um dia nos teus átrios do que, em outra parte, mil. Preferiria estar à porta da Casa do meu Deus, a habitar nas tendas da impiedade.

84-11 - Porque o SENHOR Deus é um sol e escudo; o SENHOR dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão.

84-12 - SENHOR dos Exércitos, bem-aventurado o homem que em ti põe a sua confiança.

85-1 - Abençoaste, SENHOR, a tua terra; fizeste regressar os cativos de Jacó.

85-2 - Perdoaste a iniqüidade do teu povo; cobriste todos os seus pecados. ( Selá )

85-3 - Fizeste cessar toda a tua indignação; desviaste-te do ardor da tua ira.

85-4 - Torna-nos a trazer, ó Deus da nossa salvação, e retira de sobre nós a tua ira.

85-5 - Estarás para sempre irado contra nós? Estenderás a tua ira a todas as gerações?

85-6 - Não tornarás a vivificar-nos, para que o teu povo se alegre em ti?

85-7 - Mostra-nos, SENHOR, a tua misericórdia e concede-nos a tua salvação.

85-8 - Escutarei o que Deus, o SENHOR, disser; porque falará de paz ao seu povo e aos seus santos, contanto que não voltem à loucura.

85-9 - Certamente que a salvação está perto daqueles que o temem, para que a glória habite em nossa terra.

85-10 - A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.

85-11 - A verdade brotará da terra, e a justiça olhará desde os céus.

85-12 - Também o SENHOR dará o bem, e a nossa terra dará o seu fruto.

85-13 - A justiça irá adiante dele, e ele nos fará andar no caminho aberto pelos seus passos.

86-1 - Inclina, SENHOR, os teus ouvidos e ouve-me, porque estou necessitado e aflito.

86-2 - Guarda a minha alma, pois sou santo; ó Deus meu, salva o teu servo, que em ti confia.

86-3 - Tem misericórdia de mim, ó Senhor, pois a ti clamo todo o dia.

86-4 - Alegra a alma do teu servo, pois a ti, Senhor, levanto a minha alma.

86-5 - Pois tu, Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para com todos os que te invocam.

86-6 - Dá ouvidos, SENHOR, à minha oração e atende à voz das minhas súplicas.

86-7 - No dia da minha angústia, clamarei a ti, porquanto me respondes.

86-8 - Entre os deuses não há semelhante a ti, Senhor, nem há obras como as tuas.

86-9 - Todas as nações que fizeste virão e se prostrarão perante a tua face, Senhor, e glorificarão o teu nome.

86-10 - Porque tu és grande e operas maravilhas; só tu és Deus.

86-11 - Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e andarei na tua verdade; une o meu coração ao temor do teu nome.

86-12 - Louvar-te-ei, Senhor, Deus meu, com todo o meu coração e glorificarei o teu nome para sempre.

86-13 - Pois grande é a tua misericórdia para comigo; e livraste a minha alma do mais profundo da sepultura.

86-14 - Ó Deus, os soberbos se levantaram contra mim, e as assembléias dos tiranos procuraram a minha morte; e não te puseram perante os seus olhos.

86-15 - Mas tu, Senhor, és um Deus cheio de compaixão, e piedoso, e sofredor, e grande em benignidade e em verdade.

86-16 - Volta-te para mim e tem misericórdia de mim; dá a tua fortaleza ao teu servo e salva ao filho da tua serva.

86-17 - Mostra-me um sinal para bem, para que o vejam aqueles que me aborrecem e se confundam, quando tu, SENHOR, me ajudares e consolares.

87-1 - O seu fundamento está nos montes santos.

87-2 - O SENHOR ama as portas de Sião mais do que todas as habitações de Jacó.

87-3 - Coisas gloriosas se dizem de ti, ó cidade de Deus. ( Selá )

87-4 - Dentre os que me conhecem, farei menção de Raabe e de Babilônia; eis que da Filístia, e de Tiro, e da Etiópia, se dirá: Este é nascido ali.

87-5 - E de Sião se dirá: Este e aquele nasceram ali; e o mesmo Altíssimo a estabelecerá.

87-6 - O SENHOR, ao fazer descrição dos povos, dirá: Este é nascido ali. ( Selá )

87-7 - E os cantores e tocadores de instrumentos entoarão: Todas as minhas fontes estão em ti.

88-1 - SENHOR, Deus da minha salvação, diante de ti tenho clamado de dia e de noite.

88-2 - Chegue a minha oração perante a tua face, inclina os teus ouvidos ao meu clamor.

88-3 - Porque a minha alma está cheia de angústias, e a minha vida se aproxima da sepultura.

88-4 - Já estou contado com os que descem à cova; estou como um homem sem forças,

88-5 - posto entre os mortos; como os feridos de morte que jazem na sepultura, dos quais te não lembras mais; antes, os exclui a tua mão.

88-6 - Puseste-me no mais profundo do abismo, em trevas e nas profundezas.

88-7 - Sobre mim pesa a tua cólera; tu me abateste com todas as tuas ondas. ( Selá )

88-8 - Alongaste de mim os meus conhecidos e fizeste-me em extremo abominável para eles; estou fechado e não posso sair.

88-9 - A minha vista desmaia por causa da aflição. SENHOR, tenho clamado a ti todo o dia, tenho estendido para ti as minhas mãos.

88-10 - Mostrarás tu maravilhas aos mortos, ou os mortos se levantarão e te louvarão? ( Selá )

88-11 - Será anunciada a tua benignidade na sepultura, ou a tua fidelidade na perdição?

88-12 - Saber-se-ão as tuas maravilhas nas trevas, e a tua justiça na terra do esquecimento?

88-13 - Eu, porém, SENHOR, clamo a ti, e de madrugada te envio a minha oração.

88-14 - SENHOR, por que rejeitas a minha alma? Por que escondes de mim a tua face?

88-15 - Estou aflito e prestes a morrer, desde a minha mocidade; quando sofro os teus terrores, fico perturbado.

88-16 - A tua ardente indignação sobre mim vai passando; os teus terrores fazem-me perecer.

88-17 - Como águas me rodeiam todo o dia; cercam-me todos juntos.

88-18 - Afastaste para longe de mim amigos e companheiros; os meus íntimos amigos agora são trevas.

89-1 - As benignidades do SENHOR cantarei perpetuamente; com a minha boca manifestarei a tua fidelidade de geração em geração.

89-2 - Pois disse eu: a tua benignidade será edificada para sempre; tu confirmarás a tua fidelidade até nos céus, dizendo:

89-3 - Fiz um concerto com o meu escolhido; jurei ao meu servo Davi:

89-4 - a tua descendência estabelecerei para sempre e edificarei o teu trono de geração em geração. ( Selá )

89-5 - E os céus louvarão as tuas maravilhas, ó SENHOR, e a tua fidelidade também na assembléia dos santos.

89-6 - Pois quem no céu se pode igualar ao SENHOR? Quem é semelhante ao SENHOR entre os filhos dos poderosos?

89-7 - Deus deve ser em extremo tremendo na assembléia dos santos e grandemente reverenciado por todos os que o cercam.

89-8 - Ó SENHOR, Deus dos Exércitos, quem é forte como tu, SENHOR, com a tua fidelidade ao redor de ti?!

89-9 - Tu dominas o ímpeto do mar; quando as suas ondas se levantam, tu as fazes aquietar.

89-10 - Tu quebrantaste a Raabe como se fora ferida de morte; espalhaste os teus inimigos com o teu braço poderoso.

89-11 - Teus são os céus e tua é a terra; o mundo e a sua plenitude, tu os fundaste.

89-12 - O Norte e o Sul, tu os criaste; o Tabor e o Hermom regozijam-se em teu nome.

89-13 - Tu tens um braço poderoso; forte é a tua mão, e elevada, a tua destra.

89-14 - Justiça e juízo são a base do teu trono; misericórdia e verdade vão adiante do teu rosto.

89-15 - Bem-aventurado o povo que conhece o som festivo; andará, ó SENHOR, na luz da tua face.

89-16 - Em teu nome se alegrará todo o dia e na tua justiça se exaltará.

89-17 - Pois tu és a glória da sua força; e pelo teu favor será exaltado o nosso poder.

89-18 - Porque o SENHOR é a nossa defesa, e o Santo de Israel, o nosso Rei.

89-19 - Então, em visão falaste do teu santo e disseste: Socorri um que é esforçado; exaltei a um eleito do povo.

89-20 - Achei a Davi, meu servo; com o meu santo óleo o ungi;

89-21 - com ele, a minha mão ficará firme, e o meu braço o fortalecerá.

89-22 - O inimigo não o importunará, nem o filho da perversidade o afligirá.

89-23 - E eu derribarei os seus inimigos perante a sua face e ferirei os que o aborrecem.

89-24 - E a minha fidelidade e a minha benignidade estarão com ele; e em meu nome será exaltado o seu poder.

89-25 - E porei a sua mão no mar e a sua direita, nos rios.

89-26 - Ele me invocará, dizendo: Tu és meu pai, meu Deus, e a rocha da minha salvação.

89-27 - Também por isso lhe darei o lugar de primogênito; fá-lo-ei mais elevado do que os reis da terra.

89-28 - A minha benignidade lhe guardarei para sempre, e o meu concerto lhe será firme.

89-29 - E conservarei para sempre a sua descendência; e, o seu trono, como os dias do céu.

89-30 - Se os seus filhos deixarem a minha lei e não andarem nos meus juízos,

89-31 - se profanarem os meus preceitos e não guardarem os meus mandamentos,

89-32 - então, visitarei com vara a sua transgressão, e a sua iniqüidade, com açoites.

89-33 - Mas não retirarei totalmente dele a minha benignidade, nem faltarei à minha fidelidade.

89-34 - Não quebrarei o meu concerto, não alterarei o que saiu dos meus lábios.

89-35 - Uma vez jurei por minha santidade ( não mentirei a Davi ).

89-36 - A sua descendência durará para sempre, e o seu trono será como o sol perante mim;

89-37 - será estabelecido para sempre como a lua; e a testemunha no céu é fiel. ( Selá )

89-38 - Mas tu rejeitaste e aborreceste; tu te indignaste contra o teu ungido.

89-39 - Abominaste o concerto do teu servo; profanaste a sua coroa, lançando-a por terra.

89-40 - Derribaste todos os seus muros; arruinaste as suas fortificações.

89-41 - Todos os que passam pelo caminho o despojam; tornou-se ele o opróbrio dos seus vizinhos.

89-42 - Exaltaste a destra dos seus adversários; fizeste com que todos os seus inimigos se regozijassem.

89-43 - Também embotaste o fio da sua espada e não o sustentaste na peleja.

89-44 - Fizeste cessar o seu esplendor e deitaste por terra o seu trono.

89-45 - Abreviaste os dias da sua mocidade; cobriste-o de vergonha. ( Selá )

89-46 - Até quando, SENHOR? Esconder-te-ás para sempre? Arderá a tua ira como fogo?

89-47 - Lembra-te de quão breves são os meus dias; por que criarias debalde todos os filhos dos homens?

89-48 - Que homem há, que viva e não veja a morte? Ou que livre a sua alma do poder do mundo invisível? ( Selá )

89-49 - Senhor, onde estão as tuas antigas benignidades, que juraste a Davi pela tua verdade?

89-50 - Lembra-te, Senhor, do opróbrio dos teus servos; e de como trago no meu peito o escárnio de todos os povos poderosos,

89-51 - com o qual, SENHOR, os teus inimigos têm difamado, com o qual têm difamado as pisadas do teu ungido.

89-52 - Bendito seja o SENHOR para sempre! Amém e amém!

90-1 - SENHOR, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração.

90-2 - Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és Deus.

90-3 - Tu reduzes o homem à destruição; e dizes: Volvei, filhos dos homens.

90-4 - Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite.

90-5 - Tu os levas como corrente de água; são como um sono; são como a erva que cresce de madrugada;

90-6 - de madrugada, cresce e floresce; à tarde, corta-se e seca.

90-7 - Pois somos consumidos pela tua ira e pelo teu furor somos angustiados.

90-8 - Diante de ti puseste as nossas iniqüidades; os nossos pecados ocultos, à luz do teu rosto.

90-9 - Pois todos os nossos dias vão passando na tua indignação; acabam-se os nossos anos como um conto ligeiro.

90-10 - A duração da nossa vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nós voamos.

90-11 - Quem conhece o poder da tua ira? E a tua cólera, segundo o temor que te é devido?

90-12 - Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio.

90-13 - Volta-te para nós, SENHOR; até quando? E aplaca-te para com os teus servos.

90-14 - Sacia-nos de madrugada com a tua benignidade, para que nos regozijemos e nos alegremos todos os nossos dias.

90-15 - Alegra-nos pelos dias em que nos afligiste, e pelos anos em que vimos o mal.

90-16 - Apareça a tua obra aos teus servos, e a tua glória, sobre seus filhos.

90-17 - E seja sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus; e confirma sobre nós a obra das nossas mãos; sim, confirma a obra das nossas mãos.

91-1 - Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.

91-2 - Direi do SENHOR: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.

91-3 - Porque ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa.

91-4 - Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas estarás seguro; a sua verdade é escudo e broquel.

91-5 - Não temerás espanto noturno, nem seta que voe de dia,

91-6 - nem peste que ande na escuridão, nem mortandade que assole ao meio-dia.

91-7 - Mil cairão ao teu lado, e dez mil, à tua direita, mas tu não serás atingido.

91-8 - Somente com os teus olhos olharás e verás a recompensa dos ímpios.

91-9 - Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio! O Altíssimo é a tua habitação.

91-10 - Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.

91-11 - Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.

91-12 - Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra.

91-13 - Pisarás o leão e a áspide; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.

91-14 - Pois que tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei num alto retiro, porque conheceu o meu nome.

91-15 - Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; livrá-lo-ei e o glorificarei.

91-16 - Dar-lhe-ei abundância de dias e lhe mostrarei a minha salvação.

92-1 - Bom é louvar ao SENHOR e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo,

92-2 - para de manhã anunciar a tua benignidade e, todas as noites, a tua fidelidade,

92-3 - sobre um instrumento de dez cordas e sobre o saltério; sobre a harpa com som solene.

92-4 - Pois tu, SENHOR, me alegraste com os teus feitos; exultarei nas obras das tuas mãos.

92-5 - Quão grandes são, SENHOR, as tuas obras! Mui profundos são os teus pensamentos!

92-6 - O homem brutal nada sabe, e o louco não entende isto.

92-7 - Brotam os ímpios como a erva, e florescem todos os que praticam a iniqüidade, mas para serem destruídos para sempre.

92-8 - Mas tu, SENHOR, és o Altíssimo para sempre.

92-9 - Pois eis que os teus inimigos, SENHOR, eis que os teus inimigos perecerão; serão dispersos todos os que praticam a iniqüidade.

92-10 - Mas tu exaltarás o meu poder, como o do unicórnio: serei ungido com óleo fresco.

92-11 - Os meus olhos verão cumprido o meu desejo sobre os meus inimigos, e os meus ouvidos dele se certificarão quanto aos malfeitores que se levantam contra mim.

92-12 - O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro no Líbano.

92-13 - Os que estão plantados na Casa do SENHOR florescerão nos átrios do nosso Deus.

92-14 - Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e florescentes,

92-15 - para anunciarem que o SENHOR é reto; ele é a minha rocha, e nele não há injustiça.

93-1 - O SENHOR reina; está vestido de majestade; o SENHOR se revestiu e cingiu de fortaleza; o mundo também está firmado e não poderá vacilar.

93-2 - O teu trono está firme desde então; tu és desde a eternidade.

93-3 - Os rios levantam, ó SENHOR, os rios levantam o seu ruído, os rios levantam as suas ondas.

93-4 - Mas o SENHOR nas alturas é mais poderoso do que o ruído das grandes águas e do que as grandes ondas do mar.

93-5 - Mui fiéis são os teus testemunhos; a santidade convém à tua casa, SENHOR, para sempre.

94-1 - Ó SENHOR Deus, a quem a vingança pertence, ó Deus, a quem a vingança pertence, mostra-te resplandecente!

94-2 - Exalta-te, tu, que és juiz da terra; dá o pago aos soberbos.

94-3 - Até quando os ímpios, SENHOR, até quando os ímpios saltarão de prazer?

94-4 - Até quando proferirão e dirão coisas duras e se gloriarão todos os que praticam a iniqüidade?

94-5 - Reduzem a pedaços o teu povo, SENHOR, e afligem a tua herança.

94-6 - Matam a viúva e o estrangeiro e ao órfão tiram a vida.

94-7 - E dizem: O SENHOR não o verá; nem para isso atentará o Deus de Jacó.

94-8 - Atendei, ó brutais dentre o povo; e vós, loucos, quando sereis sábios?

94-9 - Aquele que fez o ouvido, não ouvirá? E o que formou o olho, não verá?

94-10 - Aquele que argúi as nações, não castigará? E o que dá ao homem o conhecimento, não saberá?

94-11 - O SENHOR conhece os pensamentos do homem, que são vaidade.

94-12 - Bem-aventurado é o homem a quem tu repreendes, ó SENHOR, e a quem ensinas a tua lei,

94-13 - para lhe dares descanso dos dias maus, até que se abra a cova para o ímpio.

94-14 - Pois o SENHOR não rejeitará o seu povo, nem desamparará a sua herança.

94-15 - Mas o juízo voltará a ser justiça, e hão de segui-lo todos os retos de coração.

94-16 - Quem será por mim contra os malfeitores? Quem se porá ao meu lado contra os que praticam a iniqüidade?

94-17 - Se o SENHOR não fora em meu auxílio, já a minha alma habitaria no lugar do silêncio.

94-18 - Quando eu disse: O meu pé vacila; a tua benignidade, SENHOR, me susteve.

94-19 - Multiplicando-se dentro de mim os meus cuidados, as tuas consolações reanimaram a minha alma.

94-20 - Podia, acaso, associar-se contigo o trono de iniqüidade, que forja o mal tendo por pretexto uma lei?

94-21 - Acorrem em tropel contra a vida do justo e condenam o sangue inocente.

94-22 - Mas o SENHOR foi o meu alto retiro; e o meu Deus, a rocha em que me refugiei.

94-23 - E fará recair sobre eles a sua própria iniqüidade; e os destruirá na sua própria malícia; o SENHOR, nosso Deus, os destruirá.

95-1 - Vinde, cantemos ao SENHOR! Cantemos com júbilo à rocha da nossa salvação!

95-2 - Apresentemo-nos ante a sua face com louvores e celebremo-lo com salmos.

95-3 - Porque o SENHOR é Deus grande e Rei grande acima de todos os deuses.

95-4 - Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes são suas.

95-5 - Seu é o mar, pois ele o fez, e as suas mãos formaram a terra seca.

95-6 - Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos! Ajoelhemos diante do SENHOR que nos criou.

95-7 - Porque ele é o nosso Deus, e nós, povo do seu pasto e ovelhas da sua mão. Se hoje ouvirdes a sua voz,

95-8 - não endureçais o coração, como em Meribá e como no dia da tentação no deserto,

95-9 - quando vossos pais me tentaram; provaram-me e viram a minha obra.

95-10 - Quarenta anos estive desgostado com esta geração e disse: é um povo que erra de coração e não tem conhecimento dos meus caminhos.

95-11 - Por isso, jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso.

96-1 - Cantai ao SENHOR um cântico novo, cantai ao SENHOR, todos os moradores da terra.

96-2 - Cantai ao SENHOR, bendizei o seu nome; anunciai a sua salvação de dia em dia.

96-3 - Anunciai entre as nações a sua glória; entre todos os povos, as suas maravilhas.

96-4 - Porque grande é o SENHOR e digno de louvor, mais tremendo do que todos os deuses.

96-5 - Porque todos os deuses dos povos são coisas vãs; mas o SENHOR fez os céus.

96-6 - Glória e majestade estão ante a sua face; força e formosura, no seu santuário.

96-7 - Dai ao SENHOR, ó famílias dos povos, dai ao SENHOR glória e força.

96-8 - Dai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos seus átrios.

96-9 - Adorai ao SENHOR na beleza da santidade; tremei diante dele todos os moradores da terra.

96-10 - Dizei entre as nações: O SENHOR reina! O mundo também se firmará para que se não abale. Ele julgará os povos com retidão.

96-11 - Alegrem-se os céus, e regozije-se a terra: brame o mar e a sua plenitude.

96-12 - Alegre-se o campo com tudo o que há nele; então, se regozijarão todas as árvores do bosque,

96-13 - ante a face do SENHOR, porque vem, porque vem a julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos, com a sua verdade.

97-1 - O SENHOR reina. Regozije-se a terra, alegrem-se as muitas ilhas.

97-2 - Nuvens e obscuridade estão ao redor dele; justiça e juízo são a base do seu trono.

97-3 - Adiante dele vai um fogo que abrasa os seus inimigos em redor.

97-4 - Os seus relâmpagos alumiam o mundo; a terra viu e tremeu.

97-5 - Os montes se derretem como cera na presença do SENHOR, na presença do Senhor de toda a terra.

97-6 - Os céus anunciam a sua justiça, e todos os povos vêem a sua glória.

97-7 - Confundidos sejam todos os que servem a imagens de escultura, que se gloriam de ídolos inúteis; prostrai-vos diante dele todos os deuses.

97-8 - Sião ouviu e se alegrou; e os filhos de Judá se alegraram por causa da tua justiça, ó SENHOR.

97-9 - Pois tu, SENHOR, és o Altíssimo em toda a terra; muito mais elevado que todos os deuses.

97-10 - Vós que amais ao SENHOR, aborrecei o mal; ele guarda a alma dos seus santos, ele os livra das mãos dos ímpios.

97-11 - A luz semeia-se para o justo, e a alegria, para os retos de coração.

97-12 - Alegrai-vos, ó justos, no SENHOR, e dai louvores em memória da sua santidade.

98-1 - Cantai ao SENHOR um cântico novo, porque ele fez maravilhas; a sua destra e o seu braço santo lhe alcançaram a vitória.

98-2 - O SENHOR fez notória a sua salvação; manifestou a sua justiça perante os olhos das nações.

98-3 - Lembrou-se da sua benignidade e da sua verdade para com a casa de Israel; todas as extremidades da terra viram a salvação do nosso Deus.

98-4 - Celebrai com júbilo ao SENHOR, todos os moradores da terra; dai brados de alegria, regozijai-vos e cantai louvores.

98-5 - Cantai louvores ao SENHOR com a harpa; com a harpa e a voz do canto.

98-6 - Com trombetas e som de buzinas, exultai perante a face do SENHOR, do Rei.

98-7 - Brame o mar e a sua plenitude; o mundo e os que nele habitam.

98-8 - Os rios batam palmas; regozijem-se também as montanhas,

98-9 - perante a face do SENHOR, porque vem a julgar a terra; com justiça julgará o mundo e o povo, com eqüidade.

99-1 - O SENHOR reina; tremam as nações. Ele está entronizado entre os querubins; comova-se a terra.

99-2 - O SENHOR é grande em Sião e mais elevado que todas as nações.

99-3 - Louvem o teu nome, grande e tremendo, pois é santo.

99-4 - E a força do Rei ama o juízo; tu firmas a eqüidade, fazes juízo e justiça em Jacó.

99-5 - Exaltai ao SENHOR, nosso Deus, e prostrai-vos diante do escabelo de seus pés, porque ele é santo.

99-6 - Moisés e Arão, entre os seus sacerdotes, e Samuel, entre os que invocam o seu nome, clamavam ao SENHOR, e ele os ouvia.

99-7 - Na coluna de nuvem lhes falava; eles guardavam os seus testemunhos e os estatutos que lhes dera.

99-8 - Tu os escutaste, SENHOR, nosso Deus; tu foste um Deus que lhes perdoaste, posto que vingador dos seus feitos.

99-9 - Exaltai ao SENHOR, nosso Deus, e adorai-o no seu santo monte, porque o SENHOR, nosso Deus, é santo.

100-1 - Celebrai com júbilo ao SENHOR, todos os moradores da terra.

100-2 - Servi ao SENHOR com alegria e apresentai-vos a ele com canto.

100-3 - Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele, e não nós, que nos fez povo seu e ovelhas do seu pasto.

100-4 - Entrai pelas portas dele com louvor e em seus átrios, com hinos; louvai-o e bendizei o seu nome.

100-5 - Porque o SENHOR é bom, e eterna, a sua misericórdia; e a sua verdade estende-se de geração a geração.

101-1 - Cantarei a misericórdia e o juízo; a ti, SENHOR, cantarei.

101-2 - Portar-me-ei com inteligência no caminho reto. Quando virás a mim? Andarei em minha casa com um coração sincero.

101-3 - Não porei coisa má diante dos meus olhos; aborreço as ações daqueles que se desviam; nada se me pegará.

101-4 - Um coração perverso se apartará de mim; não conhecerei o homem mau.

101-5 - Aquele que difama o seu próximo às escondidas, eu o destruirei; aquele que tem olhar altivo e coração soberbo, não o suportarei.

101-6 - Os meus olhos procurarão os fiéis da terra, para que estejam comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá.

101-7 - O que usa de engano não ficará dentro da minha casa; o que profere mentiras não estará firme perante os meus olhos.

101-8 - Pela manhã destruirei todos os ímpios da terra, para desarraigar da cidade do SENHOR todos os que praticam a iniqüidade.

102-1 - SENHOR, ouve a minha oração, e chegue a ti o meu clamor.

102-2 - Não escondas de mim o teu rosto no dia da minha angústia; inclina para mim os teus ouvidos; no dia em que eu clamar, ouve-me depressa.

102-3 - Porque os meus dias se consomem como fumaça, e os meus ossos ardem como lenha.

102-4 - O meu coração está ferido e seco como a erva, pelo que até me esqueço de comer o meu pão.

102-5 - Já os meus ossos se pegam à minha pele, em virtude do meu gemer doloroso.

102-6 - Sou semelhante ao pelicano no deserto; sou como um mocho nas solidões.

102-7 - Velo e sou como o pardal solitário no telhado.

102-8 - Os meus inimigos me afrontam todo o dia; os que contra mim se enfurecem me amaldiçoam.

102-9 - Pois tenho comido cinza como pão e misturado com lágrimas a minha bebida,

102-10 - por causa da tua ira e da tua indignação, pois tu me levantaste e me arremessaste.

102-11 - Os meus dias são como a sombra que declina, e como a erva me vou secando.

102-12 - Mas tu, SENHOR, permanecerás para sempre, e a tua memória, de geração em geração.

102-13 - Tu te levantarás e terás piedade de Sião; pois o tempo de te compadeceres dela, o tempo determinado, já chegou.

102-14 - Porque os teus servos têm prazer nas suas pedras e se compadecem do seu pó.

102-15 - Então, as nações temerão o nome do SENHOR, e todos os reis da terra, a sua glória,

102-16 - quando o SENHOR edificar a Sião, e na sua glória se manifestar,

102-17 - e atender à oração do desamparado, e não desprezar a sua oração.

102-18 - Isto se escreverá para a geração futura; e o povo que se criar louvará ao SENHOR,

102-19 - porquanto olhara desde o alto do seu santuário; desde os céus, o SENHOR observou a terra,

102-20 - para ouvir o gemido dos presos, para soltar os sentenciados à morte;

102-21 - a fim de que seja anunciado o nome do SENHOR em Sião, e o seu louvor, em Jerusalém,

102-22 - quando os povos todos se congregarem, e os reinos, para servirem ao SENHOR.

102-23 - Abateu a minha força no caminho; abreviou os meus dias.

102-24 - Dizia eu: Deus meu, não me leves no meio dos meus dias, tu, cujos anos alcançam todas as gerações.

102-25 - Desde a antiguidade fundaste a terra; e os céus são obra das tuas mãos.

102-26 - Eles perecerão, mas tu permanecerás; todos eles, como uma veste, envelhecerão; como roupa os mudarás, e ficarão mudados.

102-27 - Mas tu és o mesmo, e os teus anos nunca terão fim.

102-28 - Os filhos dos teus servos continuarão, e a sua descendência ficará firmada perante ti.

103-1 - Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.

103-2 - Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios.

103-3 - É ele que perdoa todas as tuas iniqüidades e sara todas as tuas enfermidades;

103-4 - quem redime a tua vida da perdição e te coroa de benignidade e de misericórdia;

103-5 - quem enche a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a águia.

103-6 - O SENHOR faz justiça e juízo a todos os oprimidos.

103-7 - Fez notórios os seus caminhos a Moisés e os seus feitos, aos filhos de Israel.

103-8 - Misericordioso e piedoso é o SENHOR; longânimo e grande em benignidade.

103-9 - Não repreenderá perpetuamente, nem para sempre conservará a sua ira.

103-10 - Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos retribuiu segundo as nossas iniqüidades.

103-11 - Pois quanto o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem.

103-12 - Quanto está longe o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões.

103-13 - Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece daqueles que o temem.

103-14 - Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó.

103-15 - Porque o homem, são seus dias como a erva; como a flor do campo, assim floresce;

103-16 - pois, passando por ela o vento, logo se vai, e o seu lugar não conhece mais.

103-17 - Mas a misericórdia do SENHOR é de eternidade a eternidade sobre aqueles que o temem, e a sua justiça sobre os filhos dos filhos;

103-18 - sobre aqueles que guardam o seu concerto, e sobre os que se lembram dos seus mandamentos para os cumprirem.

103-19 - O SENHOR tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo.

103-20 - Bendizei ao SENHOR, anjos seus, magníficos em poder, que cumpris as suas ordens, obedecendo à voz da sua palavra.

103-21 - Bendizei ao SENHOR, todos os seus exércitos, vós, ministros seus, que executais o seu beneplácito.

103-22 - Bendizei ao SENHOR, todas as suas obras, em todos os lugares do seu domínio. Bendize, ó minha alma, ao SENHOR.

104-1 - Bendize, ó minha alma, ao SENHOR! SENHOR, Deus meu, tu és magnificentíssimo; estás vestido de glória e de majestade.

104-2 - Ele cobre-se de luz como de uma veste, estende os céus como uma cortina.

104-3 - Põe nas águas os vigamentos das suas câmaras, faz das nuvens o seu carro e anda sobre as asas do vento.

104-4 - Faz dos ventos seus mensageiros, dos seus ministros, um fogo abrasador.

104-5 - Lançou os fundamentos da terra, para que não vacile em tempo algum.

104-6 - Tu a cobriste com o abismo, como com uma veste; as águas estavam sobre os montes;

104-7 - à tua repreensão, fugiram; à voz do teu trovão, se apressaram.

104-8 - Subiram aos montes, desceram aos vales, até ao lugar que para elas fundaste.

104-9 - Limite lhes traçaste, que não ultrapassarão, para que não tornem mais a cobrir a terra.

104-10 - Tu, que nos vales fazes rebentar nascentes que correm entre os montes.

104-11 - Dão de beber a todos os animais do campo; os jumentos monteses matam com elas a sua sede.

104-12 - Junto delas habitam as aves do céu, cantando entre os ramos.

104-13 - Ele rega os montes desde as suas câmaras; a terra farta-se do fruto das suas obras.

104-14 - Ele faz crescer a erva para os animais e a verdura, para o serviço do homem, para que tire da terra o alimento

104-15 - e o vinho que alegra o seu coração; ele faz reluzir o seu rosto com o azeite e o pão, que fortalece o seu coração.

104-16 - Satisfazem-se as árvores do SENHOR, os cedros do Líbano que ele plantou,

104-17 - onde as aves se aninham; quanto à cegonha, a sua casa é nas faias.

104-18 - Os altos montes são um refúgio para as cabras monteses, e as rochas, para os coelhos.

104-19 - Designou a lua para as estações; o sol conhece o seu ocaso.

104-20 - Ordenas a escuridão, e faz-se noite, na qual saem todos os animais da selva.

104-21 - Os leõezinhos bramam pela presa e de Deus buscam o seu sustento.

104-22 - Nasce o sol e logo se recolhem e se deitam nos seus covis.

104-23 - Então, sai o homem para a sua lida e para o seu trabalho, até à tarde.

104-24 - Ó SENHOR, quão variadas são as tuas obras! Todas as coisas fizeste com sabedoria; cheia está a terra das tuas riquezas.

104-25 - Tal é este vasto e espaçoso mar, onde se movem seres inumeráveis, animais pequenos e grandes.

104-26 - Ali passam os navios; e o leviatã que formaste para nele folgar.

104-27 - Todos esperam de ti que lhes dês o seu sustento em tempo oportuno.

104-28 - Dando-lho tu, eles o recolhem; abres a tua mão, e enchem-se de bens.

104-29 - Escondes o teu rosto, e ficam perturbados; se lhes tiras a respiração, morrem e voltam ao próprio pó.

104-30 - Envias o teu Espírito, e são criados, e assim renovas a face da terra.

104-31 - A glória do SENHOR seja para sempre! Alegre-se o Senhor em suas obras!

104-32 - Olhando ele para a terra, ela treme; tocando nos montes, logo fumegam.

104-33 - Cantarei ao SENHOR enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Deus, enquanto existir.

104-34 - A minha meditação a seu respeito será suave; eu me alegrarei no SENHOR.

104-35 - Desapareçam da terra os pecadores, e os ímpios não sejam mais. Bendize, ó minha alma, ao SENHOR. Louvai ao SENHOR.

105-1 - Louvai ao SENHOR e invocai o seu nome; fazei conhecidas as suas obras entre os povos.

105-2 - Cantai-lhe, cantai-lhe salmos; falai de todas as suas maravilhas.

105-3 - Gloriai-vos no seu santo nome; alegre-se o coração daqueles que buscam ao SENHOR.

105-4 - Buscai ao SENHOR e a sua força; buscai a sua face continuamente.

105-5 - Lembrai-vos das maravilhas que fez, dos seus prodígios e dos juízos da sua boca,

105-6 - vós, descendência de Abraão, seu servo, vós, filhos de Jacó, seus escolhidos.

105-7 - Ele é o SENHOR, nosso Deus; os seus juízos estão em toda a terra.

105-8 - Lembra-se perpetuamente do seu concerto, da palavra que mandou, até milhares de gerações;

105-9 - do concerto que fez com Abraão e do seu juramento a Isaque,

105-10 - o qual ele confirmou a Jacó por estatuto e a Israel por concerto eterno,

105-11 - dizendo: A ti darei a terra de Canaã por limite da vossa herança.

105-12 - Quando eram ainda poucos homens, sim, muito poucos, e estrangeiros nela;

105-13 - quando andavam de nação em nação e de um reino para outro povo,

105-14 - não permitiu a ninguém que os oprimisse, e por amor deles repreendeu reis, dizendo:

105-15 - Não toqueis nos meus ungidos e não maltrateis os meus profetas.

105-16 - Chamou a fome sobre a terra; fez mirrar toda a planta do pão.

105-17 - Mandou adiante deles um varão, que foi vendido por escravo: José,

105-18 - cujos pés apertaram com grilhões e a quem puseram em ferros,

105-19 - até ao tempo em que chegou a sua palavra; a palavra do SENHOR o provou.

105-20 - Mandou o rei e o fez soltar; o dominador dos povos o soltou.

105-21 - Fê-lo senhor da sua casa e governador de toda a sua fazenda

105-22 - para, a seu gosto, sujeitar os seus príncipes e instruir os seus anciãos.

105-23 - Então, Israel entrou no Egito, e Jacó peregrinou na terra de Cam.

105-24 - E ele multiplicou sobremodo o seu povo e o fez mais poderoso do que os seus inimigos.

105-25 - Mudou o coração deles para que aborrecessem o seu povo, para que tratassem astutamente aos seus servos.

105-26 - Enviou Moisés, seu servo, e Arão, a quem escolhera.

105-27 - Fizeram entre eles os seus sinais e prodígios na terra de Cam.

105-28 - Mandou às trevas que a escurecessem; e elas não foram rebeldes à sua palavra.

105-29 - Converteu as suas águas em sangue e assim fez morrer os peixes.

105-30 - A sua terra produziu rãs em abundância, até nas câmaras dos seus reis.

105-31 - Falou ele, e vieram enxames de moscas e piolhos em todo o seu território.

105-32 - Converteu as suas chuvas em saraiva e fogo abrasador, na sua terra.

105-33 - Feriu as suas vinhas e os seus figueirais e quebrou as árvores dos seus termos.

105-34 - Falou ele, e vieram gafanhotos e pulgão em quantidade inumerável,

105-35 - e comeram toda a erva da sua terra, e devoraram o fruto dos seus campos.

105-36 - Feriu também a todos os primogênitos da sua terra, as primícias de todas as suas forças.

105-37 - Mas, a eles, os fez sair com prata e ouro, e entre as suas tribos não houve um só enfermo.

105-38 - O Egito alegrou-se quando eles saíram, porque o seu temor caíra sobre eles.

105-39 - Estendeu uma nuvem por coberta e um fogo, para os alumiar de noite.

105-40 - Oraram, e ele fez vir codornizes e saciou-os com pão do céu.

105-41 - Abriu a penha, e dela brotaram águas, que correram pelos lugares secos, como um rio.

105-42 - Porque se lembrou da sua santa palavra e de Abraão, seu servo.

105-43 - E tirou dali o seu povo com alegria e, os seus escolhidos, com regozijo.

105-44 - E deu-lhes as terras das nações, e herdaram o trabalho dos povos,

105-45 - para que guardassem os seus preceitos e observassem as suas leis. Louvai ao SENHOR!

106-1 - Louvai ao SENHOR! Louvai ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua benignidade é para sempre.

106-2 - Quem pode referir as obras poderosas do SENHOR? Quem anunciará os seus louvores?

106-3 - Bem-aventurados os que observam o direito, o que pratica a justiça em todos os tempos.

106-4 - Lembra-te de mim, SENHOR, segundo a tua boa vontade para com o teu povo; visita-me com a tua salvação,

106-5 - para que eu veja o bem de teus escolhidos, para que eu me alegre com a alegria do teu povo, para que me regozije com a tua herança.

106-6 - Nós pecamos como os nossos pais; cometemos iniqüidade, andamos perversamente.

106-7 - Nossos pais não atentaram para as tuas maravilhas no Egito; não se lembraram da multidão das tuas misericórdias; antes, foram rebeldes junto ao mar, sim, o mar Vermelho.

106-8 - Não obstante, ele os salvou por amor do seu nome, para fazer conhecido o seu poder.

106-9 - Repreendeu o mar Vermelho, e este se secou, e os fez caminhar pelos abismos como pelo deserto.

106-10 - E livrou-os da mão daquele que os aborrecia e remiu-os da mão do inimigo.

106-11 - As águas cobriram os seus adversários; nem um só deles ficou.

106-12 - Então, creram nas suas palavras e cantaram os seus louvores.

106-13 - Cedo, porém, se esqueceram das suas obras; não esperaram o seu conselho;

106-14 - mas deixaram-se levar da cobiça, no deserto, e tentaram a Deus na solidão.

106-15 - E ele satisfez-lhes o desejo, mas fez definhar a sua alma.

106-16 - E tiveram inveja de Moisés, no acampamento, e de Arão, o santo do SENHOR.

106-17 - Abriu-se a terra, e engoliu a Datã, e cobriu a gente de Abirão.

106-18 - E lavrou um fogo na sua gente; a chama abrasou os ímpios.

106-19 - Fizeram um bezerro em Horebe e adoraram a imagem fundida.

106-20 - E converteram a sua glória na figura de um boi que come erva.

106-21 - Esqueceram-se de Deus, seu Salvador, que fizera grandes coisas no Egito,

106-22 - maravilhas na terra de Cam, coisas tremendas no mar Vermelho.

106-23 - Pelo que disse que os teria destruído se Moisés, seu escolhido, se não pusera perante ele, naquele transe, para desviar a sua indignação, a fim de os não destruir.

106-24 - Também desprezaram a terra aprazível; não creram na sua palavra.

106-25 - Antes, murmuraram em suas tendas e não deram ouvidos à voz do SENHOR.

106-26 - Pelo que levantou a mão contra eles, afirmando que os faria cair no deserto;

106-27 - que humilharia também a sua descendência entre as nações e os espalharia pelas terras.

106-28 - Também se juntaram com Baal-Peor e comeram os sacrifícios dos mortos.

106-29 - Assim, o provocaram à ira com as suas ações; e a peste rebentou entre eles.

106-30 - Então, se levantou Finéias, que executou o juízo, e cessou aquela peste,

106-31 - e isto lhe foi imputado por justiça, de geração em geração, para sempre.

106-32 - Indignaram-no também junto às águas da contenda, de sorte que sucedeu mal a Moisés, por causa deles;

106-33 - porque irritaram o seu espírito, de modo que falou imprudentemente com seus lábios.

106-34 - Não destruíram os povos, como o SENHOR lhes dissera.

106-35 - Antes, se misturaram com as nações e aprenderam as suas obras.

106-36 - E serviram os seus ídolos, que vieram a ser-lhes um laço.

106-37 - Demais disto, sacrificaram seus filhos e suas filhas aos demônios;

106-38 - e derramaram sangue inocente, o sangue de seus filhos e de suas filhas, que sacrificaram aos ídolos de Canaã, e a terra foi manchada com sangue.

106-39 - Assim, se contaminaram com as suas obras e se corromperam com os seus feitos.

106-40 - Pelo que se acendeu a ira do SENHOR contra o seu povo, de modo que abominou a sua herança

106-41 - e os entregou nas mãos das nações; e aqueles que os aborreciam se assenhorearam deles.

106-42 - E os seus inimigos os oprimiram, humilhando-os debaixo das suas mãos.

106-43 - Muitas vezes os livrou; mas eles provocaram-no com o seu conselho e foram abatidos pela sua iniqüidade.

106-44 - Contudo, atentou para a sua aflição, ouvindo o seu clamor.

106-45 - E lembrou-se do seu concerto, e compadeceu-se, segundo a multidão das suas misericórdias.

106-46 - Por isso, fez com que deles tivessem misericórdia os que os levaram cativos.

106-47 - Salva-nos, SENHOR, nosso Deus, e congrega-nos dentre as nações, para que louvemos o teu nome santo e nos gloriemos no teu louvor.

106-48 - Bendito seja o SENHOR, Deus de Israel, de eternidade em eternidade, e todo o povo diga: Amém! Louvai ao SENHOR!

107-1 - Louvai ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua benignidade é para sempre.

107-2 - Digam-no os remidos do SENHOR, os que remiu da mão do inimigo

107-3 - e os que congregou das terras do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul.

107-4 - Andaram desgarrados pelo deserto, por caminhos solitários; não acharam cidade que habitassem.

107-5 - Famintos e sedentos, a sua alma neles desfalecia.

107-6 - E clamaram ao SENHOR na sua angústia, e ele os livrou das suas necessidades.

107-7 - E os levou por caminho direito, para irem à cidade que deviam habitar.

107-8 - Louvem ao SENHOR pela sua bondade e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens!

107-9 - Pois fartou a alma sedenta e encheu de bens a alma faminta,

107-10 - tal como a que se assenta nas trevas e sombra da morte, presa em aflição e em ferro.

107-11 - Como se rebelaram contra as palavras de Deus e desprezaram o conselho do Altíssimo,

107-12 - eis que lhes abateu o coração com trabalho; tropeçaram, e não houve quem os ajudasse.

107-13 - Então, clamaram ao SENHOR na sua angústia, e ele os livrou das suas necessidades.

107-14 - Tirou-os das trevas e sombra da morte e quebrou as suas prisões.

107-15 - Louvem ao SENHOR pela sua bondade e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens!

107-16 - Pois quebrou as portas de bronze e despedaçou os ferrolhos de ferro.

107-17 - Os loucos, por causa do seu caminho de transgressão e por causa das suas iniqüidades, são afligidos.

107-18 - A sua alma aborreceu toda comida, e chegaram até às portas da morte.

107-19 - Então, clamaram ao SENHOR na sua angústia, e ele os livrou das suas necessidades.

107-20 - Enviou a sua palavra, e os sarou, e os livrou da sua destruição.

107-21 - Louvem ao SENHOR pela sua bondade e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens!

107-22 - E ofereçam sacrifícios de louvor e relatem as suas obras com regozijo!

107-23 - Os que descem ao mar em navios, mercando nas grandes águas,

107-24 - esses vêem as obras do SENHOR e as suas maravilhas no profundo.

107-25 - Pois ele manda, e se levanta o vento tempestuoso, que eleva as suas ondas.

107-26 - Sobem aos céus, descem aos abismos, e a sua alma se derrete em angústias.

107-27 - Andam e cambaleiam como ébrios, e esvai-se-lhes toda a sua sabedoria.

107-28 - Então, clamam ao SENHOR na sua tribulação, e ele os livra das suas angústias.

107-29 - Faz cessar a tormenta, e acalmam-se as ondas.

107-30 - Então, se alegram com a bonança; e ele, assim, os leva ao porto desejado.

107-31 - Louvem ao SENHOR pela sua bondade e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens!

107-32 - Exaltem-no na congregação do povo e glorifiquem-no na assembléia dos anciãos!

107-33 - Ele converte rios em desertos; nascentes, em terra sedenta;

107-34 - a terra frutífera, em terreno salgado, pela maldade dos que nela habitam.

107-35 - Converte o deserto em lagos e a terra seca, em nascentes.

107-36 - E faz habitar ali os famintos, que edificam cidade para sua residência,

107-37 - e semeiam campos, e plantam vinhas, que produzem fruto abundante.

107-38 - E ele os abençoa, de modo que se multiplicam muito; e o seu gado não diminui.

107-39 - Mas outra vez decrescem e são abatidos, pela opressão, aflição e tristeza.

107-40 - Derrama o desprezo sobre os príncipes e os faz andar desgarrados pelo deserto, onde não há caminho.

107-41 - Mas ele levanta da opressão o necessitado, para um alto retiro, e multiplica as famílias como rebanhos.

107-42 - Os retos vêem isto e alegram-se, mas todos os iníquos fecham a boca.

107-43 - Quem é sábio observe estas coisas e considere atentamente as benignidades do SENHOR.

108-1 - Preparado está o meu coração, ó Deus; cantarei e salmodiarei com toda a minha alma.

108-2 - Despertai, saltério e harpa! Eu despertarei ao romper da alva.

108-3 - Louvar-te-ei entre os povos, SENHOR, e a ti cantarei salmos entre as nações.

108-4 - Porque a tua benignidade se eleva acima dos céus, e a tua verdade ultrapassa as mais altas nuvens.

108-5 - Exalta-te sobre os céus, ó Deus, e a tua glória sobre toda a terra,

108-6 - para que sejam livres os teus amados; salva-nos com a tua destra e ouve-nos.

108-7 - Deus falou no seu santuário: Eu me regozijarei; repartirei a Siquém e medirei o vale de Sucote.

108-8 - Meu é Galaade, meu é Manassés; Efraim é a força da minha cabeça; Judá, o meu legislador.

108-9 - Moabe, a minha bacia de lavar; sobre Edom lançarei o meu sapato; sobre a Filístia jubilarei.

108-10 - Quem me levará à cidade forte? Quem me guiará até Edom?

108-11 - Porventura, não serás tu, ó Deus, que nos rejeitaste? E não sairás, ó Deus, com os nossos exércitos?

108-12 - Dá-nos auxílio para sairmos da angústia, porque vão é o socorro da parte do homem.

108-13 - Em Deus faremos proezas, pois ele calcará aos pés os nossos inimigos.

109-1 - Ó Deus do meu louvor, não te cales!

109-2 - Pois a boca do ímpio e a boca fraudulenta estão abertas contra mim; têm falado contra mim com uma língua mentirosa.

109-3 - Eles me cercaram com palavras odiosas e pelejaram contra mim sem causa.

109-4 - Em paga do meu amor, são meus adversários; mas eu faço oração.

109-5 - Deram-me mal pelo bem e ódio pelo meu amor.

109-6 - Põe acima do meu inimigo um ímpio, e Satanás esteja à sua direita.

109-7 - Quando for julgado, saia condenado; e em pecado se lhe torne a sua oração.

109-8 - Sejam poucos os seus dias, e outro tome o seu ofício.

109-9 - Sejam órfãos os seus filhos, e viúva, sua mulher.

109-10 - Sejam errantes e mendigos os seus filhos e busquem o seu pão longe da sua habitação assolada.

109-11 - Lance o credor mão de tudo quanto tenha, e despojem-no os estranhos do seu trabalho.

109-12 - Não haja ninguém que se compadeça dele, nem haja quem favoreça os seus órfãos.

109-13 - Desapareça a sua posteridade, e o seu nome seja apagado na seguinte geração.

109-14 - Esteja na memória do SENHOR a iniqüidade de seus pais, e não se apague o pecado de sua mãe.

109-15 - Antes, estejam sempre perante o SENHOR, para que faça desaparecer a sua memória da terra.

109-16 - Porquanto se não lembrou de usar de misericórdia; antes, perseguiu o varão aflito e o necessitado, como também o quebrantado de coração, para o matar.

109-17 - Visto que amou a maldição, ela lhe sobrevenha; e pois que não desejou a bênção, ela se afaste dele.

109-18 - Assim como se vestiu de maldição tal como de uma veste, assim penetre ela nas suas entranhas como água e em seus ossos como azeite.

109-19 - Seja para ele como a veste que o cobre e como cinto que o cinja sempre.

109-20 - Seja este, da parte do SENHOR, o galardão dos meus contrários e dos que falam mal da minha alma.

109-21 - Mas tu, ó JEOVÁ Senhor, sê comigo por amor do teu nome; porque a tua misericórdia é boa, livra-me.

109-22 - Porque estou aflito e necessitado, e, dentro de mim, está aflito o meu coração.

109-23 - Eis que me vou como a sombra que declina; sou sacudido como o gafanhoto.

109-24 - De jejuar, estão enfraquecidos os meus joelhos, e a minha carne emagrece.

109-25 - E ainda lhes sirvo de opróbrio; quando me contemplam, movem a cabeça.

109-26 - Ajuda-me, SENHOR, Deus meu! Salva-me segundo a tua misericórdia.

109-27 - Para que saibam que nisto está a tua mão, e que tu, SENHOR, o fizeste.

109-28 - Amaldiçoem eles, mas abençoa tu; levantem-se, mas fiquem confundidos; e alegre-se o teu servo.

109-29 - Vistam-se os meus adversários de vergonha, e cubra-os a sua própria confusão como uma capa.

109-30 - Louvarei grandemente ao SENHOR com a minha boca; louvá-lo-ei entre a multidão.

109-31 - Pois se porá à direita do pobre, para o livrar dos que condenam a sua alma.

110-1 - Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés.

110-2 - O SENHOR enviará o cetro da tua fortaleza desde Sião, dizendo: Domina no meio dos teus inimigos.

110-3 - O teu povo se apresentará voluntariamente no dia do teu poder, com santos ornamentos; como vindo do próprio seio da alva, será o orvalho da tua mocidade.

110-4 - Jurou o SENHOR e não se arrependerá: Tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque.

110-5 - O Senhor, à tua direita, ferirá os reis no dia da sua ira.

110-6 - Julgará entre as nações; enchê-las-á de cadáveres; ferirá os cabeças de grandes terras.

110-7 - Pelo caminho, dessedentar-se-á no ribeiro e prosseguirá de cabeça erguida.

111-1 - Louvai ao SENHOR! Louvarei ao SENHOR de todo o coração, na assembléia dos justos e na congregação.

111-2 - Grandes são as obras do SENHOR, procuradas por todos os que nelas tomam prazer.

111-3 - Glória e majestade há em sua obra, e a sua justiça permanece para sempre.

111-4 - Fez lembradas as suas maravilhas; piedoso e misericordioso é o SENHOR.

111-5 - Deu mantimento aos que o temem; lembrar-se-á sempre do seu concerto.

111-6 - Mostrou ao seu povo o poder das suas obras, dando-lhe a herança das nações.

111-7 - As obras das suas mãos são verdade e juízo; fiéis, todos os seus mandamentos.

111-8 - Permanecem firmes para todo o sempre; são feitos em verdade e retidão.

111-9 - Redenção enviou ao seu povo; ordenou o seu concerto para sempre; santo e tremendo é o seu nome.

111-10 - O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria; bom entendimento têm todos os que lhe obedecem; o seu louvor permanece para sempre.

112-1 - Louvai ao SENHOR! Bem-aventurado o homem que teme ao SENHOR, que em seus mandamentos tem grande prazer.

112-2 - A sua descendência será poderosa na terra; a geração dos justos será abençoada.

112-3 - Fazenda e riquezas haverá na sua casa, e a sua justiça permanece para sempre.

112-4 - Aos justos nasce luz nas trevas; ele é piedoso, misericordioso e justo.

112-5 - Bem irá ao homem que se compadece e empresta; disporá as suas coisas com juízo.

112-6 - Na verdade, nunca será abalado; o justo ficará em memória eterna.

112-7 - Não temerá maus rumores; o seu coração está firme, confiando no SENHOR.

112-8 - O seu coração, bem firmado, não temerá, até que ele veja cumprido o seu desejo sobre os seus inimigos.

112-9 - É liberal, dá aos necessitados; a sua justiça permanece para sempre, e a sua força se exaltará em glória.

112-10 - O ímpio verá isto e se enraivecerá; rangerá os dentes e se consumirá; o desejo dos ímpios perecerá.

113-1 - Louvai ao SENHOR! Louvai, servos do SENHOR, louvai o nome do SENHOR.

113-2 - Seja bendito o nome do SENHOR, desde agora e para sempre.

113-3 - Desde o nascimento do sol até ao ocaso, seja louvado o nome do SENHOR.

113-4 - Exaltado está o SENHOR, acima de todas as nações, e a sua glória, sobre os céus.

113-5 - Quem é como o SENHOR, nosso Deus, que habita nas alturas;

113-6 - que se curva para ver o que está nos céus e na terra;

113-7 - que do pó levanta o pequeno e, do monturo, ergue o necessitado,

113-8 - para o fazer assentar com os príncipes, sim, com os príncipes do seu povo;

113-9 - que faz com que a mulher estéril habite em família e seja alegre mãe de filhos? Louvai ao SENHOR!

114-1 - Quando Israel saiu do Egito, e a casa de Jacó, de um povo bárbaro,

114-2 - Judá ficou sendo o seu santuário; e Israel, o seu domínio.

114-3 - O mar viu isto e fugiu; o Jordão tornou atrás.

114-4 - Os montes saltaram como carneiros; e os outeiros, como cordeiros.

114-5 - Que tiveste, ó mar, que fugiste, e tu, ó Jordão, que tornaste atrás?

114-6 - E vós, montes, que saltastes como carneiros, e vós, outeiros, como cordeiros?

114-7 - Treme, terra, na presença do Senhor, na presença do Deus de Jacó,

114-8 - o qual converteu o rochedo em lago de águas; e um seixo, em manancial.

115-1 - Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade.

115-2 - Por que dirão as nações: Onde está o seu Deus?

115-3 - Mas o nosso Deus está nos céus e faz tudo o que lhe apraz.

115-4 - Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens.

115-5 - Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não vêem;

115-6 - têm ouvidos, mas não ouvem; nariz têm, mas não cheiram.

115-7 - Têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta.

115-8 - Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e todos os que neles confiam.

115-9 - Confia, ó Israel, no SENHOR; ele é teu auxílio e teu escudo.

115-10 - Casa de Arão, confia no SENHOR; ele é teu auxílio e teu escudo.

115-11 - Vós, os que temeis ao SENHOR, confiai no SENHOR; ele é vosso auxílio e vosso escudo.

115-12 - O SENHOR, que se lembrou de nós, abençoará; abençoará a casa de Israel; abençoará a casa de Arão.

115-13 - Abençoará os que temem ao SENHOR, tanto pequenos como grandes.

115-14 - O SENHOR vos aumentará cada vez mais, a vós e a vossos filhos.

115-15 - Sede benditos do SENHOR, que fez os céus e a terra.

115-16 - Os céus são os céus do SENHOR; mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens.

115-17 - Os mortos não louvam ao SENHOR, nem os que descem ao silêncio.

115-18 - Mas nós bendiremos ao SENHOR, desde agora e para sempre. Louvai ao SENHOR!

116-1 - Amo ao SENHOR, porque ele ouviu a minha voz e a minha súplica.

116-2 - Porque inclinou para mim os seus ouvidos; portanto, invocá-lo-ei enquanto viver.

116-3 - Cordéis da morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim; encontrei aperto e tristeza.

116-4 - Então, invoquei o nome do SENHOR, dizendo: Ó SENHOR, livra a minha alma!

116-5 - Piedoso é o SENHOR e justo; o nosso Deus tem misericórdia.

116-6 - O SENHOR guarda aos símplices; estava abatido, mas ele me livrou.

116-7 - Volta, minha alma, a teu repouso, pois o SENHOR te fez bem.

116-8 - Porque tu, Senhor, livraste a minha alma da morte, os meus olhos das lágrimas e os meus pés da queda.

116-9 - Andarei perante a face do SENHOR, na terra dos viventes.

116-10 - Cri; por isso, falei: estive muito aflito.

116-11 - Eu dizia na minha precipitação: todo homem é mentira.

116-12 - Que darei eu ao SENHOR por todos os benefícios que me tem feito?

116-13 - Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do SENHOR.

116-14 - Pagarei os meus votos ao SENHOR, agora, na presença de todo o seu povo.

116-15 - Preciosa é à vista do SENHOR a morte dos seus santos.

116-16 - Ó SENHOR, deveras sou teu servo; sou teu servo, filho da tua serva; soltaste as minhas ataduras.

116-17 - Oferecer-te-ei sacrifícios de louvor e invocarei o nome do SENHOR.

116-18 - Pagarei os meus votos ao SENHOR; que eu possa fazê-lo na presença de todo o meu povo,

116-19 - nos átrios da Casa do SENHOR, no meio de ti, ó Jerusalém! Louvai ao SENHOR!

117-1 - Louvai ao SENHOR, todas as nações; louvai-o, todos os povos.

117-2 - Porque a sua benignidade é grande para conosco, e a verdade do SENHOR é para sempre. Louvai ao SENHOR!

118-1 - Louvai ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua benignidade é para sempre.

118-2 - Diga, agora, Israel que a sua benignidade é para sempre.

118-3 - Diga, agora, a casa de Arão que a sua benignidade é para sempre.

118-4 - Digam, agora, os que temem ao SENHOR que a sua benignidade é para sempre.

118-5 - Invoquei o SENHOR na angústia; o SENHOR me ouviu e me pôs em um lugar largo.

118-6 - O SENHOR está comigo; não temerei o que me pode fazer o homem.

118-7 - O SENHOR está comigo entre aqueles que me ajudam; pelo que verei cumprido o meu desejo sobre os que me aborrecem.

118-8 - É melhor confiar no SENHOR do que confiar no homem.

118-9 - É melhor confiar no SENHOR do que confiar nos príncipes.

118-10 - Todas as nações me cercaram, mas no nome do SENHOR as despedacei.

118-11 - Cercaram-me e tornaram a cercar-me; mas no nome do SENHOR eu as despedacei.

118-12 - Cercaram-me como abelhas, mas apagaram-se como fogo de espinhos; pois no nome do SENHOR as despedacei.

118-13 - Com força me impeliste para me fazeres cair, mas o SENHOR me ajudou.

118-14 - O SENHOR é a minha força e o meu cântico, porque ele me salvou.

118-15 - Nas tendas dos justos há voz de júbilo e de salvação; a destra do SENHOR faz proezas.

118-16 - A destra do SENHOR se exalta, a destra do SENHOR faz proezas.

118-17 - Não morrerei, mas viverei; e contarei as obras do SENHOR.

118-18 - O SENHOR castigou-me muito, mas não me entregou à morte.

118-19 - Abri-me as portas da justiça; entrarei por elas e louvarei ao SENHOR.

118-20 - Esta é a porta do SENHOR, pela qual os justos entrarão.

118-21 - Louvar-te-ei porque me escutaste e me salvaste.

118-22 - A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se cabeça de esquina.

118-23 - Foi o SENHOR que fez isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos.

118-24 - Este é o dia que fez o SENHOR; regozijemo-nos e alegremo-nos nele.

118-25 - Oh! Salva, SENHOR, nós te pedimos; ó SENHOR, nós te pedimos, prospera!

118-26 - Bendito aquele que vem em nome do SENHOR; nós vos bendizemos desde a Casa do SENHOR.

118-27 - Deus é o SENHOR que nos concedeu a luz; atai a vítima da festa com cordas e levai-a até aos ângulos do altar.

118-28 - Tu és o meu Deus, e eu te louvarei; tu és o meu Deus, e eu te exaltarei.

118-29 - Louvai ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua benignidade é para sempre.

119-1 - Bem-aventurados os que trilham caminhos retos e andam na lei do SENHOR.

119-2 - Bem-aventurados os que guardam os seus testemunhos e o buscam de todo o coração.

119-3 - E não praticam iniqüidade, mas andam em seus caminhos.

119-4 - Tu ordenaste os teus mandamentos, para que diligentemente os observássemos.

119-5 - Tomara que os meus caminhos sejam dirigidos de maneira a poder eu observar os teus estatutos.

119-6 - Então, não ficaria confundido, atentando eu para todos os teus mandamentos.

119-7 - Louvar-te-ei com retidão de coração, quando tiver aprendido os teus justos juízos.

119-8 - Observarei os teus estatutos; não me desampares totalmente.

119-9 - Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra.

119-10 - De todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos.

119-11 - Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.

119-12 - Bendito és tu, ó SENHOR! Ensina-me os teus estatutos.

119-13 - Com os meus lábios declarei todos os juízos da tua boca.

119-14 - Folgo mais com o caminho dos teus testemunhos do que com todas as riquezas.

119-15 - Em teus preceitos meditarei e olharei para os teus caminhos.

119-16 - Alegrar-me-ei nos teus estatutos; não me esquecerei da tua palavra.

119-17 - Faze bem ao teu servo, para que viva e observe a tua palavra.

119-18 - Desvenda os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei.

119-19 - Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos.

119-20 - A minha alma está quebrantada de desejar os teus juízos em todo o tempo.

119-21 - Tu repreendeste asperamente os soberbos, amaldiçoados, que se desviam dos teus mandamentos.

119-22 - Tira de sobre mim o opróbrio e o desprezo, pois guardei os teus testemunhos.

119-23 - Enquanto os príncipes se conluiavam e falavam contra mim, o teu servo meditava nos teus estatutos.

119-24 - Também os teus testemunhos são o meu prazer e os meus conselheiros.

119-25 - A minha alma está pegada ao pó; vivifica-me segundo a tua palavra.

119-26 - Meus caminhos te descrevi, e tu me ouviste; ensina-me os teus estatutos.

119-27 - Faze-me entender o caminho dos teus preceitos; assim, falarei das tuas maravilhas.

119-28 - A minha alma consome-se de tristeza; fortalece-me segundo a tua palavra.

119-29 - Desvia de mim o caminho da falsidade e concede-me piedosamente a tua lei.

119-30 - Escolhi o caminho da verdade; propus-me seguir os teus juízos.

119-31 - Apego-me aos teus testemunhos; ó SENHOR, não me confundas.

119-32 - Correrei pelo caminho dos teus mandamentos, quando dilatares o meu coração.

119-33 - Ensina-me, ó SENHOR, o caminho dos teus estatutos, e guardá-lo-ei até o fim.

119-34 - Dá-me entendimento, e guardarei a tua lei e observá-la-ei de todo o coração.

119-35 - Faze-me andar na verdade dos teus mandamentos, porque nela tenho prazer.

119-36 - Inclina o meu coração a teus testemunhos e não à cobiça.

119-37 - Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade e vivifica-me no teu caminho.

119-38 - Confirma a tua promessa ao teu servo, que se inclina ao teu temor.

119-39 - Desvia de mim o opróbrio que temo, pois os teus juízos são bons.

119-40 - Eis que tenho desejado os teus preceitos; vivifica-me por tua justiça.

119-41 - Venham também sobre mim as tuas misericórdias, ó SENHOR, e a tua salvação, segundo a tua palavra.

119-42 - Assim, terei que responder ao que me afronta, pois confio na tua palavra.

119-43 - E de minha boca não tires nunca de todo a palavra de verdade, pois me atenho aos teus juízos.

119-44 - Assim, observarei de contínuo a tua lei, para sempre e eternamente.

119-45 - E andarei em liberdade, pois busquei os teus preceitos.

119-46 - Também falarei dos teus testemunhos perante os reis e não me envergonharei.

119-47 - E alegrar-me-ei em teus mandamentos, que eu amo.

119-48 - Também levantarei as minhas mãos para os teus mandamentos, que amo, e meditarei nos teus estatutos.

119-49 - Lembra-te da palavra dada ao teu servo, na qual me fizeste esperar.

119-50 - Isto é a minha consolação na minha angústia, porque a tua palavra me vivificou.

119-51 - Os soberbos zombaram grandemente de mim; apesar disso, não me desviei da tua lei.

119-52 - Lembrei-me dos teus juízos antiqüíssimos, ó SENHOR, e, assim, me consolei.

119-53 - Grande indignação se apoderou de mim, por causa dos ímpios que abandonam a tua lei.

119-54 - Os teus estatutos têm sido os meus cânticos no lugar das minhas peregrinações.

119-55 - De noite, me lembrei do teu nome, ó SENHOR, e observei a tua lei.

119-56 - Isto fiz eu, porque guardei os teus mandamentos.

119-57 - O SENHOR é a minha porção; eu disse que observaria as tuas palavras.

119-58 - Implorei deveras o teu favor de todo o meu coração; tem piedade de mim, segundo a tua palavra.

119-59 - Considerei os meus caminhos e voltei os meus pés para os teus testemunhos.

119-60 - Apressei-me e não me detive a observar os teus mandamentos.

119-61 - Bandos de ímpios me despojaram; apesar disso, eu não me esqueci da tua lei.

119-62 - À meia-noite, me levantarei para te louvar pelos teus justos juízos.

119-63 - Companheiro sou de todos os que te temem e dos que guardam os teus preceitos.

119-64 - A terra, ó SENHOR, está cheia da tua benignidade; ensina-me os teus estatutos.

119-65 - Fizeste bem ao teu servo, SENHOR, segundo a tua palavra.

119-66 - Ensina-me bom juízo e ciência, pois cri nos teus mandamentos.

119-67 - Antes de ser afligido, andava errado; mas agora guardo a tua palavra.

119-68 - Tu és bom e abençoador; ensina-me os teus estatutos.

119-69 - Os soberbos forjaram mentiras contra mim; mas eu de todo o coração guardarei os teus preceitos.

119-70 - Engrossa-se-lhes o coração como gordura, mas eu me alegro na tua lei.

119-71 - Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos.

119-72 - Melhor é para mim a lei da tua boca do que inúmeras riquezas em ouro ou prata.

119-73 - As tuas mãos me fizeram e me afeiçoaram; dá-me inteligência para que aprenda os teus mandamentos.

119-74 - Os que te temem alegraram-se quando me viram, porque tenho esperado na tua palavra.

119-75 - Bem sei eu, ó SENHOR, que os teus juízos são justos e que em tua fidelidade me afligiste.

119-76 - Sirva, pois, a tua benignidade para me consolar, segundo a palavra que deste ao teu servo.

119-77 - Venham sobre mim as tuas misericórdias, para que viva, pois a tua lei é a minha delícia.

119-78 - Confundam-se os soberbos, pois me trataram de uma maneira perversa, sem causa; mas eu meditarei nos teus preceitos.

119-79 - Voltem-se para mim os que te temem e aqueles que têm conhecido os teus testemunhos.

119-80 - Seja reto o meu coração para com os teus estatutos, para que eu não seja confundido.

119-81 - Desfaleceu a minha alma, esperando por tua salvação; mas confiei na tua palavra.

119-82 - Os meus olhos desfaleceram, esperando por tua promessa; entretanto, dizia: Quando me consolarás tu?

119-83 - Pois fiquei como odre na fumaça; mas não me esqueci dos teus estatutos.

119-84 - Quantos serão os dias do teu servo? Quando me farás justiça contra os que me perseguem?

119-85 - Os soberbos abriram covas para mim, o que não é conforme a tua lei.

119-86 - Todos os teus mandamentos são verdade; com mentiras me perseguem; ajuda-me!

119-87 - Quase que me têm consumido sobre a terra; mas eu não deixei os teus preceitos.

119-88 - Vivifica-me segundo a tua benignidade; então, guardarei o testemunho da tua boca.

119-89 - Para sempre, ó SENHOR, a tua palavra permanece no céu.

119-90 - A tua fidelidade estende-se de geração a geração; tu firmaste a terra, e firme permanece.

119-91 - Conforme o que ordenaste, tudo se mantém até hoje; porque todas as coisas te obedecem.

119-92 - Se a tua lei não fora toda a minha alegria, há muito que teria perecido na minha angústia.

119-93 - Nunca me esquecerei dos teus preceitos, pois por eles me tens vivificado.

119-94 - Sou teu, salva-me; pois tenho buscado os teus preceitos.

119-95 - Os ímpios me esperam para me destruírem, mas eu atentarei para os teus testemunhos.

119-96 - A toda perfeição vi limite, mas o teu mandamento é amplíssimo.

119-97 - Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia!

119-98 - Tu, pelos teus mandamentos, me fazes mais sábio que meus inimigos, pois estão sempre comigo.

119-99 - Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque medito nos teus testemunhos.

119-100 - Sou mais prudente do que os velhos, porque guardo os teus preceitos.

119-101 - Desviei os meus pés de todo caminho mau, para observar a tua palavra.

119-102 - Não me apartei dos teus juízos, porque tu me ensinaste.

119-103 - Oh! Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais doces do que o mel à minha boca.

119-104 - Pelos teus mandamentos, alcancei entendimento; pelo que aborreço todo falso caminho.

119-105 - Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho.

119-106 - Jurei e cumprirei que hei de guardar os teus justos juízos.

119-107 - Estou aflitíssimo; vivifica-me, ó SENHOR, segundo a tua palavra.

119-108 - Aceita, SENHOR, eu te rogo, as oferendas voluntárias da minha boca; ensina-me os teus juízos.

119-109 - A minha alma está de contínuo nas minhas mãos; todavia, não me esqueço da tua lei.

119-110 - Os ímpios me armaram laço; contudo, não me desviei dos teus preceitos.

119-111 - Os teus testemunhos tenho eu tomado por herança para sempre, pois são o gozo do meu coração.

119-112 - Inclinei o meu coração a guardar os teus estatutos, para sempre, até ao fim.

119-113 - Aborreço a duplicidade, mas amo a tua lei.

119-114 - Tu és o meu refúgio e o meu escudo; espero na tua palavra.

119-115 - Apartai-vos de mim, malfeitores, para que guarde os mandamentos do meu Deus.

119-116 - Sustenta-me conforme a tua palavra, para que viva, e não me deixes envergonhado da minha esperança.

119-117 - Sustenta-me, e serei salvo e de contínuo me alegrarei nos teus estatutos.

119-118 - Tu desprezas a todos os que se desviam dos teus estatutos, pois o engano deles é falsidade.

119-119 - Tu tiraste da terra, como escórias, a todos os ímpios; pelo que amo os teus testemunhos.

119-120 - O meu corpo se arrepiou com temor de ti, e temi os teus juízos.

119-121 - Fiz juízo e justiça; não me entregues aos meus opressores.

119-122 - Fica por fiador do teu servo para o bem; não deixes que os soberbos me oprimam.

119-123 - Os meus olhos desfaleceram, esperando por tua salvação e pela promessa da tua justiça.

119-124 - Trata com o teu servo segundo a tua benignidade e ensina-me os teus estatutos.

119-125 - Sou teu servo; dá-me inteligência, para entender os teus testemunhos.

119-126 - Já é tempo de operares, ó SENHOR, pois eles têm quebrantado a tua lei.

119-127 - Pelo que amo os teus mandamentos mais do que o ouro, e ainda mais do que o ouro fino.

119-128 - Por isso, tenho, em tudo, como retos todos os teus preceitos e aborreço toda falsa vereda.

119-129 - Maravilhosos são os teus testemunhos; por isso, a minha alma os guarda.

119-130 - A exposição das tuas palavras dá luz e dá entendimento aos símplices.

119-131 - Abri a boca e respirei, pois que desejei os teus mandamentos.

119-132 - Olha para mim e tem piedade de mim, conforme usas com os que amam o teu nome.

119-133 - Ordena os meus passos na tua palavra, e não se apodere de mim iniqüidade alguma.

119-134 - Livra-me da opressão do homem; assim, guardarei os teus preceitos.

119-135 - Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo e ensina-me os teus estatutos.

119-136 - Rios de águas correm dos meus olhos, porque os homens não guardam a tua lei.

119-137 - Justo és, ó SENHOR, e retos são os teus juízos.

119-138 - Os teus testemunhos, que ordenaste, são retos e muito fiéis.

119-139 - O meu zelo me consumiu, porque os meus inimigos se esqueceram da tua palavra.

119-140 - A tua palavra é muito pura; por isso, o teu servo a ama.

119-141 - Pequeno sou e desprezado, mas não me esqueço dos teus mandamentos.

119-142 - A tua justiça é uma justiça eterna, e a tua lei é a verdade.

119-143 - Aperto e angústia se apoderam de mim; não obstante, os teus mandamentos são o meu prazer.

119-144 - A justiça dos teus testemunhos é eterna; dá-me inteligência, e viverei.

119-145 - Clamei de todo o meu coração; escuta-me, SENHOR, e guardarei os teus estatutos.

119-146 - A ti te invoquei; salva-me, e guardarei os teus testemunhos.

119-147 - Antecipei-me à alva da manhã e clamei; esperei na tua palavra.

119-148 - Os meus olhos anteciparam-me às vigílias da noite, para meditar na tua palavra.

119-149 - Ouve a minha voz, segundo a tua benignidade; vivifica-me, ó SENHOR, segundo o teu juízo.

119-150 - Aproximam-se os que seguem aos malvados; afastam-se da tua lei.

119-151 - Tu estás perto, ó SENHOR, e todos os teus mandamentos são a verdade.

119-152 - Acerca dos teus testemunhos eu soube, desde a antiguidade, que tu os fundaste para sempre.

119-153 - Olha para a minha aflição e livra-me, pois não me esqueci da tua lei.

119-154 - Pleiteia a minha causa e livra-me; vivifica-me, segundo a tua palavra.

119-155 - A salvação está longe dos ímpios, pois não buscam os teus estatutos.

119-156 - Muitas são, ó SENHOR, as tuas misericórdias; vivifica-me, segundo os teus juízos.

119-157 - Muitos são os meus perseguidores e os meus inimigos; mas não me desvio dos teus testemunhos.

119-158 - Vi os transgressores e me afligi, porque não observam a tua palavra.

119-159 - Considera como amo os teus preceitos; vivifica-me, ó SENHOR, segundo a tua benignidade.

119-160 - A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre.

119-161 - Príncipes me perseguiram sem causa, mas o meu coração temeu a tua palavra.

119-162 - Folgo com a tua palavra, como aquele que acha um grande despojo.

119-163 - Abomino e aborreço a falsidade, mas amo a tua lei.

119-164 - Sete vezes no dia te louvo pelos juízos da tua justiça.

119-165 - Muita paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço.

119-166 - SENHOR, tenho esperado na tua salvação e tenho cumprido os teus mandamentos.

119-167 - A minha alma tem observado os teus testemunhos; amo-os extremamente.

119-168 - Tenho observado os teus preceitos e os teus testemunhos, porque todos os meus caminhos estão diante de ti.

119-169 - Chegue a ti o meu clamor, ó SENHOR; dá-me entendimento conforme a tua palavra.

119-170 - Chegue a minha súplica perante a tua face; livra-me segundo a tua palavra.

119-171 - Os meus lábios proferiram o louvor, quando me ensinaste os teus estatutos.

119-172 - A minha língua falará da tua palavra, pois todos os teus mandamentos são justiça.

119-173 - Venha a tua mão socorrer-me, pois escolhi os teus preceitos.

119-174 - Tenho desejado a tua salvação, ó SENHOR; a tua lei é todo o meu prazer.

119-175 - Viva a minha alma e louvar-te-á; ajudem-me os teus juízos.

119-176 - Desgarrei-me como a ovelha perdida; busca o teu servo, pois não me esqueci dos teus mandamentos.

120-1 - Na minha angústia clamei ao SENHOR, e ele me ouviu.

120-2 - SENHOR, livra a minha alma dos lábios mentirosos e da língua enganadora.

120-3 - Que te dará, ou que te acrescentará a língua enganadora?

120-4 - Flechas agudas do valente, com brasas vivas de zimbro.

120-5 - Ai de mim, que peregrino em Meseque, e habito nas tendas de Quedar.

120-6 - A minha alma bastante tempo habitou com os que detestam a paz.

120-7 - Pacífico sou, mas, em eu falando, já eles estão em guerra.

121-1 - Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro?

121-2 - O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra.

121-3 - Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará.

121-4 - Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel.

121-5 - O SENHOR é quem te guarda; o SENHOR é a tua sombra à tua direita.

121-6 - O sol não te molestará de dia, nem a lua, de noite.

121-7 - O SENHOR te guardará de todo mal; ele guardará a tua alma.

121-8 - O SENHOR guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre.

122-1 - Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do SENHOR!

122-2 - Os nossos pés estão dentro das tuas portas, ó Jerusalém.

122-3 - Jerusalém está edificada como uma cidade bem sólida,

122-4 - aonde sobem as tribos, as tribos do SENHOR, como testemunho de Israel, para darem graças ao nome do SENHOR,

122-5 - pois ali estão os tronos do juízo, os tronos da casa de Davi.

122-6 - Orai pela paz de Jerusalém! Prosperarão aqueles que te amam.

122-7 - Haja paz dentro de teus muros e prosperidade dentro dos teus palácios.

122-8 - Por causa dos meus irmãos e amigos, direi: haja paz em ti!

122-9 - Por causa da Casa do SENHOR, nosso Deus, buscarei o teu bem.

123-1 - Para ti, que habitas nos céus, levanto os meus olhos.

123-2 - Eis que, como os olhos dos servos atentam para as mãos do seu senhor, e os olhos da serva, para as mãos de sua senhora, assim os nossos olhos atentam para o SENHOR, nosso Deus, até que tenha piedade de nós.

123-3 - Tem piedade de nós, ó SENHOR, tem piedade de nós, pois estamos assaz fartos de desprezo.

123-4 - A nossa alma está sobremodo farta da zombaria daqueles que estão à sua vontade e do desprezo dos soberbos.

124-1 - Se não fora o SENHOR, que esteve ao nosso lado, ora, diga Israel:

124-2 - Se não fora o SENHOR, que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós,

124-3 - eles, então, nos teriam engolido vivos, quando a sua ira se acendeu contra nós;

124-4 - então, as águas teriam trasbordado sobre nós, e a corrente teria passado sobre a nossa alma;

124-5 - então, as águas altivas teriam passado sobre a nossa alma.

124-6 - Bendito seja o SENHOR, que não nos deu por presa aos seus dentes.

124-7 - A nossa alma escapou, como um pássaro do laço dos passarinheiros; o laço quebrou-se, e nós escapamos.

124-8 - O nosso socorro está em o nome do SENHOR, que fez o céu e a terra.

125-1 - Os que confiam no SENHOR serão como o monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.

125-2 - Como estão os montes à roda de Jerusalém, assim o SENHOR está em volta do seu povo, desde agora e para sempre.

125-3 - Porque o cetro da impiedade não permanecerá sobre a sorte dos justos, para que o justo não estenda as mãos à iniqüidade.

125-4 - Faze bem, ó SENHOR, aos bons e aos que são retos de coração.

125-5 - Quanto àqueles que se desviam para os seus caminhos tortuosos, levá-los-á o SENHOR com os que praticam a maldade; paz haverá sobre Israel.

126-1 - Quando o SENHOR trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham.

126-2 - Então, a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua, de cânticos; então, se dizia entre as nações: Grandes coisas fez o SENHOR a estes.

126-3 - Grandes coisas fez o SENHOR por nós, e, por isso, estamos alegres.

126-4 - Faze-nos regressar outra vez do cativeiro, SENHOR, como as correntes do Sul.

126-5 - Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria.

126-6 - Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.

127-1 - Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.

127-2 - Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono.

127-3 - Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre, o seu galardão.

127-4 - Como flechas na mão do valente, assim são os filhos da mocidade.

127-5 - Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, quando falarem com os seus inimigos à porta.

128-1 - Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos!

128-2 - Pois comerás do trabalho das tuas mãos, feliz serás, e te irá bem.

128-3 - A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa.

128-4 - Eis que assim será abençoado o homem que teme ao SENHOR!

128-5 - O SENHOR te abençoará desde Sião, e tu verás o bem de Jerusalém em todos os dias da tua vida.

128-6 - E verás os filhos de teus filhos e a paz sobre Israel.

129-1 - Muitas vezes me angustiaram desde a minha mocidade, diga agora Israel.

129-2 - Muitas vezes me angustiaram desde a minha mocidade; todavia, não prevaleceram contra mim.

129-3 - Os lavradores araram sobre as minhas costas; compridos fizeram os seus sulcos.

129-4 - O SENHOR é justo; cortou as cordas dos ímpios.

129-5 - Sejam confundidos e tornem atrás todos os que aborrecem a Sião!

129-6 - Sejam como a erva dos telhados, que se seca antes que a arranquem,

129-7 - com a qual o segador não enche a mão, nem o que ata os feixes enche o braço,

129-8 - nem tampouco os que passam dizem: A bênção do SENHOR seja sobre vós! Nós vos abençoamos em nome do SENHOR!

130-1 - Das profundezas a ti clamo, ó SENHOR!

130-2 - Senhor, escuta a minha voz! Sejam os teus ouvidos atentos à voz das minhas súplicas.

130-3 - Se tu, SENHOR, observares as iniqüidades, Senhor, quem subsistirá?

130-4 - Mas contigo está o perdão, para que sejas temido.

130-5 - Aguardo o SENHOR; a minha alma o aguarda, e espero na sua palavra.

130-6 - A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas pelo romper da manhã; sim, mais do que aqueles que esperam pela manhã.

130-7 - Espere Israel no SENHOR, porque no SENHOR há misericórdia, e nele há abundante redenção,

130-8 - e ele remirá a Israel de todas as suas iniqüidades.

131-1 - SENHOR, o meu coração não se elevou, nem os meus olhos se levantaram; não me exercito em grandes assuntos, nem em coisas muito elevadas para mim.

131-2 - Decerto, fiz calar e sossegar a minha alma; qual criança desmamada para com sua mãe, tal é a minha alma para comigo.

131-3 - Espere Israel no SENHOR, desde agora e para sempre.

132-1 - Lembra-te, SENHOR, de Davi e de todas as suas aflições.

132-2 - Como jurou ao SENHOR e fez votos ao Poderoso de Jacó, dizendo:

132-3 - Certamente, que não entrarei na tenda em que habito, nem subirei ao leito em que durmo;

132-4 - não darei sono aos meus olhos, nem repouso às minhas pálpebras,

132-5 - enquanto não achar lugar para o SENHOR, uma morada para o Poderoso de Jacó.

132-6 - Eis que ouvimos falar da arca em Efrata e a achamos no campo do bosque.

132-7 - Entraremos nos seus tabernáculos; prostrar-nos-emos ante o escabelo de seus pés.

132-8 - Levanta-te, SENHOR, no teu repouso, tu e a arca da tua força.

132-9 - Vistam-se os teus sacerdotes de justiça, e alegrem-se os teus santos.

132-10 - Por amor de Davi, teu servo, não faças virar o rosto do teu ungido.

132-11 - O SENHOR jurou a Davi com verdade e não se desviará dela: Do fruto do teu ventre porei sobre o teu trono.

132-12 - Se os teus filhos guardarem o meu concerto e os meus testemunhos, que eu lhes hei de ensinar, também os seus filhos se assentarão perpetuamente no teu trono.

132-13 - Porque o SENHOR elegeu a Sião; desejou-a para sua habitação, dizendo:

132-14 - Este é o meu repouso para sempre; aqui habitarei, pois o desejei.

132-15 - Abençoarei abundantemente o seu mantimento; fartarei de pão os seus necessitados.

132-16 - Vestirei de salvação os seus sacerdotes, e os seus santos rejubilarão.

132-17 - Ali farei brotar a força de Davi; preparei uma lâmpada para o meu ungido.

132-18 - Vestirei os seus inimigos de confusão; mas sobre ele florescerá a sua coroa.

133-1 - Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!

133-2 - É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes.

133-3 - Como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre.

134-1 - Eis aqui, bendizei ao SENHOR todos vós, servos do SENHOR, que assistis na Casa do SENHOR todas as noites.

134-2 - Levantai as mãos no santuário e bendizei ao SENHOR.

134-3 - O SENHOR, que fez o céu e a terra, te abençoe desde Sião!

135-1 - Louvai ao SENHOR! Louvai o nome do SENHOR; louvai-o, servos do SENHOR.

135-2 - Vós que assistis na Casa do SENHOR, nos átrios da Casa do nosso Deus.

135-3 - Louvai ao SENHOR, porque o SENHOR é bom; cantai louvores ao seu nome, porque é agradável.

135-4 - Porque o SENHOR escolheu para si a Jacó e a Israel, para seu tesouro peculiar.

135-5 - Porque eu conheço que o SENHOR é grande e que o nosso Deus está acima de todos os deuses.

135-6 - Tudo o que o SENHOR quis, ele o fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos.

135-7 - Faz subir os vapores das extremidades da terra; faz os relâmpagos para a chuva; tira os ventos dos seus tesouros.

135-8 - Foi ele que feriu os primogênitos do Egito, desde os homens até aos animais;

135-9 - que operou sinais e prodígios no meio de ti, ó Egito, contra Faraó e contra os seus servos;

135-10 - que feriu muitas nações e deu morte a poderosos reis:

135-11 - a Seom, rei dos amorreus, e a Ogue, rei de Basã, e a todos os reinos de Canaã,

135-12 - e deu a sua terra em herança, em herança a Israel, seu povo.

135-13 - O teu nome, ó SENHOR, permanece perpetuamente; e a tua memória, ó SENHOR, de geração em geração.

135-14 - Pois o SENHOR julgará o seu povo e se arrependerá em atenção aos seus servos.

135-15 - Os ídolos das nações são prata e ouro, obra das mãos dos homens.

135-16 - Têm boca, mas não falam; têm olhos, e não vêem;

135-17 - têm ouvidos, mas não ouvem, nem há respiro algum na sua boca.

135-18 - Semelhantes a eles se tornem os que os fazem, e todos os que confiam neles.

135-19 - Casa de Israel, bendizei ao SENHOR! Casa de Arão, bendizei ao SENHOR!

135-20 - Casa de Levi, bendizei ao SENHOR! Vós, os que temeis ao SENHOR, louvai ao SENHOR!

135-21 - Bendito seja, desde Sião, o SENHOR, que habita em Jerusalém. Louvai ao SENHOR!

136-1 - Louvai ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua benignidade é para sempre.

136-2 - Louvai ao Deus dos deuses; porque a sua benignidade é para sempre.

136-3 - Louvai ao Senhor dos senhores; porque a sua benignidade é para sempre.

136-4 - Àquele que só faz maravilhas; porque a sua benignidade é para sempre.

136-5 - Àquele que com entendimento fez os céus; porque a sua benignidade é para sempre.

136-6 - Àquele que estendeu a terra sobre as águas; porque a sua benignidade é para sempre.

136-7 - Àquele que fez os grandes luminares; porque a sua benignidade é para sempre.

136-8 - O sol para governar de dia; porque a sua benignidade é para sempre.

136-9 - A lua e as estrelas para presidirem a noite; porque a sua benignidade é para sempre.

136-10 - Que feriu o Egito nos seus primogênitos; porque a sua benignidade é para sempre.

136-11 - E tirou a Israel do meio deles; porque a sua benignidade é para sempre.

136-12 - Com mão forte, e com braço estendido; porque a sua benignidade é para sempre.

136-13 - Àquele que dividiu o mar Vermelho em duas partes; porque a sua benignidade é para sempre.

136-14 - E fez passar Israel pelo meio dele; porque a sua benignidade é para sempre.

136-15 - Mas derribou a Faraó com o seu exército no mar Vermelho; porque a sua benignidade é para sempre.

136-16 - Àquele que guiou o seu povo pelo deserto; porque a sua benignidade é para sempre.

136-17 - Àquele que feriu os grandes reis; porque a sua benignidade é para sempre.

136-18 - E deu morte a reis famosos; porque a sua benignidade é para sempre.

136-19 - Seom, rei dos amorreus; porque a sua benignidade é para sempre.

136-20 - E Ogue, rei de Basã; porque a sua benignidade é para sempre.

136-21 - E deu a terra deles em herança; porque a sua benignidade é para sempre.

136-22 - Sim, em herança a Israel, seu servo; porque a sua benignidade é para sempre.

136-23 - Que se lembrou da nossa humilhação; porque a sua benignidade é para sempre.

136-24 - E nos remiu dos nossos inimigos; porque a sua benignidade é para sempre.

136-25 - Que dá mantimento a toda a carne; porque a sua benignidade é para sempre.

136-26 - Louvai ao Deus dos céus; porque a sua benignidade é para sempre.

137-1 - Junto aos rios da Babilônia nos assentamos e choramos, lembrando-nos de Sião.

137-2 - Nos salgueiros, que há no meio dela, penduramos as nossas harpas.

137-3 - Porquanto aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos um dos cânticos de Sião.

137-4 - Mas como entoaremos o cântico do SENHOR em terra estranha?

137-5 - Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza.

137-6 - Apegue-se-me a língua ao paladar se me não lembrar de ti, se não preferir Jerusalém à minha maior alegria.

137-7 - Lembra-te, SENHOR, dos filhos de Edom no dia de Jerusalém, porque diziam: Arrasai-a, arrasai-a, até aos seus alicerces.

137-8 - Ah! Filha da Babilônia, que vais ser assolada! Feliz aquele que te retribuir consoante nos fizeste a nós!

137-9 - Feliz aquele que pegar em teus filhos e der com eles nas pedras!

138-1 - Eu te louvarei, SENHOR, de todo o meu coração; na presença dos deuses a ti cantarei louvores.

138-2 - Inclinar-me-ei para o teu santo templo e louvarei o teu nome, pela tua benignidade e pela sua verdade; pois engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome.

138-3 - No dia em que eu clamei, me escutaste; alentaste-me, fortalecendo a minha alma.

138-4 - Todos os reis da terra te louvarão, ó SENHOR, quando ouvirem as palavras da tua boca;

138-5 - e cantarão os caminhos do SENHOR, pois grande é a glória do SENHOR.

138-6 - Ainda que o SENHOR é excelso, atenta para o humilde; mas ao soberbo, conhece-o de longe.

138-7 - Andando eu no meio da angústia, tu me revivificarás; estenderás a mão contra a ira dos meus inimigos, e a tua destra me salvará.

138-8 - O SENHOR aperfeiçoará o que me concerne; a tua benignidade, ó SENHOR, é para sempre; não desampares as obras das tuas mãos.

139-1 - SENHOR, tu me sondaste e me conheces.

139-2 - Tu conheces o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.

139-3 - Cercas o meu andar e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.

139-4 - Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó SENHOR, tudo conheces.

139-5 - Tu me cercaste em volta e puseste sobre mim a tua mão.

139-6 - Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta, que não a posso atingir.

139-7 - Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face?

139-8 - Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também;

139-9 - se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar,

139-10 - até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.

139-11 - Se disser: decerto que as trevas me encobrirão; então, a noite será luz à roda de mim.

139-12 - Nem ainda as trevas me escondem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa.

139-13 - Pois possuíste o meu interior; entreteceste-me no ventre de minha mãe.

139-14 - Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.

139-15 - Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra.

139-16 - Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia.

139-17 - E quão preciosos são para mim, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grande é a soma deles!

139-18 - Se os contasse, seriam em maior número do que a areia; quando acordo, ainda estou contigo.

139-19 - Ó Deus! Tu matarás, decerto, o ímpio! Apartai-vos, portanto, de mim, homens de sangue.

139-20 - Pois falam malvadamente contra ti; e os teus inimigos tomam o teu nome em vão.

139-21 - Não aborreço eu, ó SENHOR, aqueles que te aborrecem, e não me aflijo por causa dos que se levantam contra ti?

139-22 - Aborreço-os com ódio completo; tenho-os por inimigos.

139-23 - Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos.

139-24 - E vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.

140-1 - Livra-me, ó SENHOR, do homem mau; guarda-me do homem violento;

140-2 - os quais pensam o mal no coração; continuamente se ajuntam para a guerra.

140-3 - Aguçaram a língua como a serpente; o veneno das víboras está debaixo dos seus lábios. ( Selá )

140-4 - Guarda-me, ó SENHOR, das mãos do ímpio e guarda-me do homem violento, os quais se propuseram desviar os meus passos.

140-5 - Os soberbos armaram-me laços e cordas; estenderam a rede à beira do caminho; armaram-me laços corrediços. ( Selá )

140-6 - Eu disse ao SENHOR: tu és o meu Deus; ouve a voz das minhas súplicas, ó SENHOR.

140-7 - SENHOR Deus, fortaleza da minha salvação, tu cobriste a minha cabeça no dia da batalha.

140-8 - Não cumpras, ó SENHOR, ao ímpio os seus desejos; não deixes ir por diante o seu mau propósito, para que não se exalte. ( Selá )

140-9 - Quanto aos que, cercando-me, levantam a cabeça, cubra-os a maldade dos seus lábios.

140-10 - Caiam sobre eles brasas vivas, sejam lançados no fogo em covas profundas, para que se não tornem a levantar.

140-11 - Não terá firmeza na terra o homem de má língua; o mal perseguirá o homem violento, até que seja desterrado.

140-12 - Sei que o SENHOR sustentará a causa do oprimido e o direito do necessitado.

140-13 - Assim, os justos louvarão o teu nome; os retos habitarão na tua presença.

141-1 - SENHOR, a ti clamo! Escuta-me! Inclina os teus ouvidos à minha voz, quando a ti clamar.

141-2 - Suba a minha oração perante a tua face como incenso, e seja o levantar das minhas mãos como o sacrifício da tarde.

141-3 - Põe, ó SENHOR, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios.

141-4 - Não inclines o meu coração para o mal, nem para se ocupar de coisas más com aqueles que praticam a iniqüidade; e não coma eu das suas delícias.

141-5 - Fira-me o justo, será isso uma benignidade; e repreenda-me, será um excelente óleo, que a minha cabeça não rejeitará; porque continuarei a orar a despeito das maldades deles.

141-6 - Quando os seus juízes forem arremessados da rocha, ouvirão as minhas palavras, pois são agradáveis.

141-7 - Como quando alguém lavra e sulca a terra, são os nossos ossos espalhados à boca da sepultura.

141-8 - Mas os meus olhos te contemplam, ó Deus, SENHOR; em ti confio; não desampares a minha alma.

141-9 - Guarda-me dos laços que me armaram; e dos laços corrediços dos que praticam a iniqüidade.

141-10 - Caiam os ímpios nas suas próprias redes, até que eu tenha escapado inteiramente.

142-1 - Com a minha voz clamei ao SENHOR; com a minha voz ao SENHOR supliquei.

142-2 - Derramei a minha queixa perante a sua face; expus-lhe a minha angústia.

142-3 - Quando o meu espírito estava angustiado em mim, então, conheceste a minha vereda. No caminho em que eu andava, ocultaram um laço.

142-4 - Olhei para a minha direita e vi; mas não havia quem me conhecesse; refúgio me faltou; ninguém cuidou da minha alma.

142-5 - A ti, ó SENHOR, clamei; eu disse: tu és o meu refúgio e a minha porção na terra dos viventes.

142-6 - Atende ao meu clamor, porque estou muito abatido; livra-me dos meus perseguidores, porque são mais fortes do que eu.

142-7 - Tira a minha alma da prisão, para que louve o teu nome; os justos me rodearão, pois me fizeste bem.

143-1 - Ó SENHOR, ouve a minha oração! Inclina os ouvidos às minhas súplicas; escuta-me segundo a tua verdade e segundo a tua justiça

143-2 - e não entres em juízo com o teu servo, porque à tua vista não se achará justo nenhum vivente.

143-3 - Pois o inimigo perseguiu a minha alma; abateu-me até ao chão; fez-me habitar na escuridão, como aqueles que morreram há muito.

143-4 - Pelo que o meu espírito se angustia em mim; e o meu coração em mim está desolado.

143-5 - Lembro-me dos dias antigos; considero todos os teus feitos; medito na obra das tuas mãos.

143-6 - Estendo para ti as minhas mãos; a minha alma tem sede de ti como terra sedenta. ( Selá )

143-7 - Ouve-me depressa, ó SENHOR! O meu espírito desfalece; não escondas de mim a tua face, para que eu não seja semelhante aos que descem à cova.

143-8 - Faze-me ouvir a tua benignidade pela manhã, pois em ti confio; faze-me saber o caminho que devo seguir, porque a ti levanto a minha alma.

143-9 - Livra-me, ó SENHOR, dos meus inimigos; porque em ti é que eu me refugio.

143-10 - Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus; guie-me o teu bom Espírito por terra plana.

143-11 - Vivifica-me, ó SENHOR, por amor do teu nome; por amor da tua justiça, tira a minha alma da angústia.

143-12 - E, por tua misericórdia, desarraiga os meus inimigos e destrói a todos os que angustiam a minha alma, pois sou teu servo.

144-1 - Bendito seja o SENHOR, minha rocha, que adestra as minhas mãos para a peleja e os meus dedos para a guerra;

144-2 - benignidade minha e fortaleza minha; alto retiro meu e meu libertador és tu; escudo meu, em quem eu confio, e que me sujeita o meu povo.

144-3 - SENHOR, que é o homem, para que o conheças, e o filho do homem, para que o estimes?

144-4 - O homem é semelhante à vaidade; os seus dias são como a sombra que passa.

144-5 - Abaixa, ó SENHOR, os teus céus e desce; toca os montes, e fumegarão.

144-6 - Vibra os teus raios e dissipa-os; envia as tuas flechas e desbarata-os.

144-7 - Estende as mãos desde o alto; livra-me e arrebata-me das muitas águas e das mãos dos filhos estranhos,

144-8 - cuja boca fala vaidade e cuja mão direita é a destra da falsidade.

144-9 - A ti, ó Deus, cantarei um cântico novo; com o saltério e com o instrumento de dez cordas te cantarei louvores.

144-10 - É ele que dá a vitória aos reis e que livra a Davi, seu servo, da espada maligna.

144-11 - Livra-me e tira-me das mãos dos filhos estranhos, cuja boca fala vaidade e cuja mão direita é a destra da iniqüidade.

144-12 - Para que nossos filhos sejam, como plantas, bem desenvolvidos na sua mocidade; para que as nossas filhas sejam como pedras de esquina lavradas, como colunas de um palácio;

144-13 - para que as nossas despensas se encham de todo o provimento; para que os nossos gados produzam a milhares e a dezenas de milhares em nossas ruas;

144-14 - para que os nossos bois sejam fortes para o trabalho; para que não haja nem assaltos, nem saídas, nem clamores em nossas ruas.

144-15 - Bem-aventurado o povo a quem assim sucede! Bem-aventurado é o povo cujo Deus é o SENHOR!

145-1 - Eu te exaltarei, ó Deus, Rei meu, e bendirei o teu nome pelos séculos dos séculos.

145-2 - Cada dia te bendirei e louvarei o teu nome pelos séculos dos séculos.

145-3 - Grande é o SENHOR e muito digno de louvor; e a sua grandeza, inescrutável.

145-4 - Uma geração louvará as tuas obras à outra geração e anunciará as tuas proezas.

145-5 - Falarei da magnificência gloriosa da tua majestade e das tuas obras maravilhosas.

145-6 - E se falará da força dos teus feitos terríveis; e contarei a tua grandeza.

145-7 - Publicarão abundantemente a memória da tua grande bondade e cantarão a tua justiça.

145-8 - Piedoso e benigno é o SENHOR, sofredor e de grande misericórdia.

145-9 - O SENHOR é bom para todos, e as suas misericórdias são sobre todas as suas obras.

145-10 - Todas as tuas obras te louvarão, ó SENHOR, e os teus santos te bendirão.

145-11 - Falarão da glória do teu reino e relatarão o teu poder,

145-12 - para que façam saber aos filhos dos homens as tuas proezas e a glória da magnificência do teu reino.

145-13 - O teu reino é um reino eterno; o teu domínio estende-se a todas as gerações.

145-14 - O SENHOR sustenta a todos os que caem e levanta a todos os abatidos.

145-15 - Os olhos de todos esperam em ti, e tu lhes dás o seu mantimento a seu tempo.

145-16 - Abres a mão e satisfazes os desejos de todos os viventes.

145-17 - Justo é o SENHOR em todos os seus caminhos e santo em todas as suas obras.

145-18 - Perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade.

145-19 - Ele cumprirá o desejo dos que o temem; ouvirá o seu clamor e os salvará.

145-20 - O SENHOR guarda a todos os que o amam; mas todos os ímpios serão destruídos.

145-21 - A minha boca entoará o louvor do SENHOR, e toda a carne louvará o seu santo nome para todo o sempre.

146-1 - Louvai ao SENHOR! Ó minha alma, louva ao SENHOR!

146-2 - Louvarei ao SENHOR durante a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus enquanto viver.

146-3 - Não confieis em príncipes nem em filhos de homens, em quem não há salvação.

146-4 - Sai-lhes o espírito, e eles tornam para sua terra; naquele mesmo dia, perecem os seus pensamentos.

146-5 - Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio e cuja esperança está posta no SENHOR, seu Deus,

146-6 - que fez os céus e a terra, o mar e tudo quanto há neles e que guarda a verdade para sempre;

146-7 - que faz justiça aos oprimidos; que dá pão aos famintos. O SENHOR solta os encarcerados;

146-8 - o SENHOR abre os olhos aos cegos; o SENHOR levanta os abatidos; o SENHOR ama os justos;

146-9 - o SENHOR guarda os estrangeiros; ampara o órfão e a viúva, mas transtorna o caminho dos ímpios.

146-10 - O SENHOR reinará eternamente; o teu Deus, ó Sião, é de geração em geração. Louvai ao SENHOR!

147-1 - Louvai ao SENHOR, porque é bom cantar louvores ao nosso Deus; isto é agradável; decoroso é o louvor.

147-2 - O SENHOR edifica Jerusalém; congrega os dispersos de Israel;

147-3 - sara os quebrantados de coração e liga-lhes as feridas;

147-4 - conta o número das estrelas, chamando-as a todas pelos seus nomes.

147-5 - Grande é o nosso SENHOR e de grande poder; o seu entendimento é infinito.

147-6 - O SENHOR eleva os humildes e abate os ímpios até à terra.

147-7 - Cantai ao SENHOR em ação de graças; cantai louvores ao nosso Deus sobre a harpa.

147-8 - Ele é que cobre o céu de nuvens, que prepara a chuva para a terra e que faz produzir erva sobre os montes;

147-9 - que dá aos animais o seu sustento e aos filhos dos corvos, quando clamam.

147-10 - Não se deleita na força do cavalo, nem se compraz na agilidade do varão.

147-11 - O SENHOR agrada-se dos que o temem e dos que esperam na sua misericórdia.

147-12 - Louva, ó Jerusalém, ao SENHOR; louva, ó Sião, ao teu Deus.

147-13 - Porque ele fortaleceu os ferrolhos das tuas portas; abençoa aos teus filhos dentro de ti.

147-14 - Ele é quem pacifica os teus termos e da flor da farinha te farta;

147-15 - quem envia o seu mandamento à terra; a sua palavra corre velozmente;

147-16 - quem dá a neve como lã e esparge a geada como cinza;

147-17 - quem lança o seu gelo em pedaços; quem pode resistir ao seu frio?

147-18 - Manda a sua palavra e os faz derreter; faz soprar o vento, e correm as águas.

147-19 - Mostra a sua palavra a Jacó, os seus estatutos e os seus juízos, a Israel.

147-20 - Não fez assim a nenhuma outra nação; e, quanto aos seus juízos, nenhuma os conhece. Louvai ao SENHOR!

148-1 - Louvai ao SENHOR! Louvai ao SENHOR desde os céus, louvai-o nas alturas.

148-2 - Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todos os seus exércitos.

148-3 - Louvai-o, sol e lua; louvai-o, todas as estrelas luzentes.

148-4 - Louvai-o, céus dos céus, e as águas que estão sobre os céus.

148-5 - Que louvem o nome do SENHOR, pois mandou, e logo foram criados.

148-6 - E os confirmou para sempre e lhes deu uma lei que não ultrapassarão.

148-7 - Louvai ao SENHOR desde a terra, vós, baleias e todos os abismos,

148-8 - fogo e saraiva, neve e vapores e vento tempestuoso que executa a sua palavra;

148-9 - montes e todos os outeiros, árvores frutíferas e todos os cedros;

148-10 - as feras e todos os gados, répteis e aves voadoras;

148-11 - reis da terra e todos os povos, príncipes e todos os juízes da terra;

148-12 - rapazes e donzelas, velhos e crianças.

148-13 - Que louvem o nome do SENHOR, pois só o seu nome é exaltado; a sua glória está sobre a terra e o céu.

148-14 - Ele também exalta o poder do seu povo, o louvor de todos os seus santos, dos filhos de Israel, um povo que lhe é chegado. Louvai ao SENHOR!

149-1 - Louvai ao SENHOR! Cantai ao SENHOR um cântico novo e o seu louvor, na congregação dos santos.

149-2 - Alegre-se Israel naquele que o fez, regozijem-se os filhos de Sião no seu Rei.

149-3 - Louvem o seu nome com flauta, cantem-lhe o seu louvor com adufe e harpa.

149-4 - Porque o SENHOR se agrada do seu povo; ele adornará os mansos com a salvação.

149-5 - Exultem os santos na glória, cantem de alegria no seu leito.

149-6 - Estejam na sua garganta os altos louvores de Deus e espada de dois fios, nas suas mãos,

149-7 - para tomarem vingança das nações e darem repreensões aos povos,

149-8 - para prenderem os seus reis com cadeias e os seus nobres, com grilhões de ferro;

149-9 - para fazerem neles o juízo escrito; esta honra, tê-la-ão todos os santos. Louvai ao SENHOR!

150-1 - Louvai ao SENHOR! Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder.

150-2 - Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza.

150-3 - Louvai-o com o som de trombeta; louvai-o com o saltério e a harpa.

150-4 - Louvai-o com o adufe e a flauta; louvai-o com instrumento de cordas e com flautas.

150-5 - Louvai-o com os címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes.

150-6 - Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR!