A Bíblia - ON LINE - Isaías - IS

1-1 - Visão de Isaías, filho de Amoz, a qual ele viu a respeito de Judá e Jerusalém, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá.

1-2 - Ouvi, ó céus, e presta ouvidos, tu, ó terra, porque fala o SENHOR: Criei filhos e exalcei-os, mas eles prevaricaram contra mim.

1-3 - O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, a manjedoura do seu dono, mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende.

1-4 - Ai da nação pecadora, do povo carregado da iniqüidade da semente de malignos, dos filhos corruptores! Deixaram o SENHOR, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para trás.

1-5 - Porque seríeis ainda castigados, se mais vos rebelaríeis? Toda a cabeça está enferma, e todo o coração, fraco.

1-6 - Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres, não espremidas, nem ligadas, nem nenhuma delas amolecida com óleo.

1-7 - A vossa terra está assolada, e as vossas cidades, abrasadas pelo fogo; a vossa região, os estranhos a devoram em vossa presença; e está devastada, como em uma subversão de estranhos.

1-8 - E a filha de Sião se ficou como a cabana na vinha, como a choupana no pepinal, como cidade sitiada.

1-9 - Se o SENHOR dos Exércitos nos não deixara algum remanescente, já como Sodoma seríamos e semelhantes a Gomorra.

1-10 - Ouvi a palavra do SENHOR, vós príncipes de Sodoma; prestai ouvidos à lei de nosso Deus, vós, ó povo de Gomorra.

1-11 - De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o SENHOR? Já estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais nédios; e não folgo com o sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes.

1-12 - Quando vindes para comparecerdes perante mim, quem requereu isso de vossas mãos, que viésseis pisar os meus átrios?

1-13 - Não tragais mais ofertas debalde; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, e os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniqüidade, nem mesmo o ajuntamento solene.

1-14 - As vossas Festas da Lua Nova, e as vossas solenidades, as aborrece a minha alma; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer.

1-15 - Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.

1-16 - Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos e cessai de fazer mal.

1-17 - Aprendei a fazer o bem; praticai o que é reto; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas.

1-18 - Vinde, então, e argüi-me, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.

1-19 - Se quiserdes, e ouvirdes, comereis o bem desta terra.

1-20 - Mas, se recusardes e fordes rebeldes, sereis devorados à espada, porque a boca do SENHOR o disse.

1-21 - Como se fez prostituta a cidade fiel! Ela que estava cheia de retidão! A justiça habitava nela, mas, agora, homicidas.

1-22 - A tua prata se tornou em escórias, o teu vinho se misturou com água.

1-23 - Os teus príncipes são rebeldes e companheiros de ladrões; cada um deles ama os subornos e corre após salários; não fazem justiça ao órfão, e não chega perante eles a causa das viúvas.

1-24 - Portanto, diz o SENHOR Deus dos Exércitos, o Forte de Israel: Ah! Consolar-me-ei acerca dos meus adversários, e vingar-me-ei dos meus inimigos.

1-25 - E voltarei contra ti a minha mão e purificarei inteiramente as tuas escórias; e tirar-te-ei toda a impureza.

1-26 - E te restituirei os teus juízes, como eram dantes, e os teus conselheiros, como antigamente; e, então, te chamarão cidade de justiça, cidade fiel.

1-27 - Sião será remida com juízo, e os que voltam para ela, com justiça.

1-28 - Mas os transgressores e os pecadores serão juntamente destruídos; e os que deixarem o SENHOR serão consumidos.

1-29 - Porque vos envergonhareis pelos carvalhos que cobiçastes e sereis confundidos pelos jardins que escolhestes.

1-30 - Porque sereis como o carvalho, ao qual caem as folhas, e como a floresta que não tem água.

1-31 - E o forte se tornará em estopa, e a sua obra, em faísca; e ambos arderão juntamente, e não haverá quem os apague.

2-1 - Visão que teve Isaías, filho de Amoz, a respeito de Judá e de Jerusalém.

2-2 - E acontecerá, nos últimos dias, que se firmará o monte da Casa do SENHOR no cume dos montes e se exalçará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações.

2-3 - E virão muitos povos e dirão: Vinde, subamos ao monte do SENHOR, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine o que concerne aos seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém, a palavra do SENHOR.

2-4 - E ele exercerá o seu juízo sobre as nações e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças, em foices; não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerrear.

2-5 - Vinde, ó casa de Jacó, e andemos na luz do SENHOR.

2-6 - Mas tu desamparaste o teu povo, a casa de Jacó; porque se encheram dos costumes do Oriente, e são agoureiros como os filisteus, e se associam com os filhos dos estranhos.

2-7 - E a sua terra está cheia de prata e ouro, e não têm fim os seus tesouros; também está cheia de cavalos a sua terra, e os seus carros não têm fim.

2-8 - Também está cheia de ídolos a sua terra; inclinaram-se perante a obra das suas mãos, diante daquilo que fabricaram os seus dedos.

2-9 - Ali, o povo se abate, e os nobres se humilham; portanto, lhes não perdoarás.

2-10 - Vai, entra nas rochas e esconde-te no pó, da presença espantosa do SENHOR e da glória da sua majestade.

2-11 - Os olhos altivos dos homens serão abatidos, e a altivez dos varões será humilhada; e só o SENHOR será exaltado naquele dia.

2-12 - Porque o dia do SENHOR dos Exércitos será contra todo o soberbo e altivo e contra todo o que se exalta, para que seja abatido;

2-13 - e contra todos os cedros do Líbano, altos e sublimes; e contra todos os carvalhos de Basã;

2-14 - e contra todos os montes altos, e contra todos os outeiros elevados;

2-15 - e contra toda torre alta e contra todo muro firme;

2-16 - e contra todos os navios de Társis e contra todas as pinturas desejáveis.

2-17 - E a altivez do homem será humilhada, e a altivez dos varões se abaterá, e só o SENHOR será exaltado naquele dia.

2-18 - E todos os ídolos totalmente desaparecerão.

2-19 - Então, os homens se meterão nas concavidades das rochas e nas cavernas da terra, por causa da presença espantosa do SENHOR e por causa da glória da sua majestade, quando ele se levantar para assombrar a terra.

2-20 - Naquele dia, os homens lançarão às toupeiras e aos morcegos os seus ídolos de prata e os seus ídolos de ouro, que fizeram para ante eles se prostrarem.

2-21 - E meter-se-ão pelas fendas das rochas e pelas cavernas das penhas, por causa da presença espantosa do SENHOR e por causa da glória da sua majestade, quando ele se levantar para assombrar a terra.

2-22 - Afastai-vos, pois, do homem cujo fôlego está no seu nariz; porque em que se deve ele estimar?

3-1 - Porque eis que o SENHOR Deus dos Exércitos tirará de Jerusalém e de Judá o bordão e o cajado, todo o sustento de pão e toda a sede de água;

3-2 - o valente, e o soldado, e o juiz, e o profeta, e o adivinho, e o ancião;

3-3 - o capitão de cinqüenta, e o respeitável, e o conselheiro, e o sábio entre os artífices, e o eloqüente;

3-4 - e dar-lhes-ei jovens por príncipes, e crianças governarão sobre eles.

3-5 - E o povo será oprimido; um será contra o outro, e cada um, contra o seu próximo; o menino se atreverá contra o ancião, e o vil, contra o nobre.

3-6 - Quando algum for ter com seu irmão à casa de seu pai, dizendo: Tu tens roupa, sê nosso príncipe e toma sob a tua mão esta ruína;

3-7 - naquele dia, levantará este a voz dizendo: Não posso ser médico, nem tampouco há em minha casa pão ou veste alguma; não me ponhais por príncipe do povo.

3-8 - Porque Jerusalém tropeçou, e Judá caiu, porquanto a sua língua e as suas obras são contra o SENHOR, para irritarem os olhos da sua glória.

3-9 - A aparência do seu rosto testifica contra eles; e publicam os seus pecados como Sodoma; não os dissimulam. Ai da sua alma! Porque se fazem mal a si mesmos.

3-10 - Dizei aos justos que bem lhes irá, porque comerão do fruto das suas obras.

3-11 - Ai do ímpio! Mal lhe irá, porque a recompensa das suas mãos se lhe dará.

3-12 - Os opressores do meu povo são crianças, e mulheres estão à testa do seu governo. Ah! Povo meu! Os que te guiam te enganam e destroem o caminho das tuas veredas.

3-13 - O SENHOR se levanta para pleitear e sai a julgar os povos.

3-14 - O SENHOR vem em juízo contra os anciãos do seu povo e contra os seus príncipes; é que fostes vós que consumistes esta vinha; o espólio do pobre está em vossas casas.

3-15 - Que tendes vós que afligir o meu povo e moer as faces do pobre? —diz o SENHOR, o Deus dos Exércitos.

3-16 - Diz ainda mais o SENHOR: Porquanto as filhas de Sião se exaltam, e andam de pescoço erguido, e têm olhares impudentes, e, quando andam, como que vão dançando, e cascavelando com os pés,

3-17 - portanto, o Senhor fará tinhosa a cabeça das filhas de Sião e o SENHOR porá a descoberto a sua nudez.

3-18 - Naquele dia, tirará o Senhor o enfeite das ligas, e as redezinhas, e as luetas,

3-19 - e os pendentes, e as manilhas, e as vestes resplandecentes;

3-20 - os diademas, e os enfeites dos braços, e as cadeias, e as caixinhas de perfumes e as arrecadas;

3-21 - os anéis e as jóias pendentes do nariz;

3-22 - as vestes de festa, e os mantos, e as coifas, e os alfinetes;

3-23 - os espelhos, e as capinhas de linho finíssimas, e as toucas, e os véus.

3-24 - E será que, em lugar de cheiro suave, haverá fedor, e, por cinto, uma corda; e, em lugar de encrespadura de cabelos, calvície, e, em lugar de veste larga, cilício; e queimadura, em lugar de formosura.

3-25 - Teus varões cairão à espada, e teus valentes, na peleja.

3-26 - E as portas da cidade gemerão e se carpirão, e ela se assentará no chão, desolada.

4-1 - E sete mulheres, naquele dia, lançarão mão de um homem, dizendo: Nós comeremos do nosso pão e nos vestiremos de nossas vestes; tão-somente queremos que sejamos chamadas pelo teu nome; tira o nosso opróbrio.

4-2 - Naquele dia, o Renovo do SENHOR será cheio de beleza e de glória; e o fruto da terra, excelente e formoso para os que escaparem de Israel.

4-3 - E será que aquele que ficar em Sião e que permanecer em Jerusalém será chamado santo: todo aquele que estiver inscrito entre os vivos em Jerusalém.

4-4 - Quando o Senhor lavar a imundícia das filhas de Sião e limpar o sangue de Jerusalém do meio dela, com o espírito de justiça e com o espírito de ardor,

4-5 - criará o SENHOR sobre toda a habitação do monte de Sião e sobre as suas congregações uma nuvem de dia, e uma fumaça, e um resplendor de fogo chamejante de noite; porque sobre toda a glória haverá proteção.

4-6 - E haverá um tabernáculo para sombra contra o calor do dia, e para refúgio e esconderijo contra a tempestade e contra a chuva.

5-1 - Agora, cantarei ao meu amado o cântico do meu querido a respeito da sua vinha. O meu amado tem uma vinha em um outeiro fértil.

5-2 - E a cercou, e a limpou das pedras, e a plantou de excelentes vides; e edificou no meio dela uma torre e também construiu nela um lagar; e esperava que desse uvas boas, mas deu uvas bravas.

5-3 - Agora, pois, ó moradores de Jerusalém e homens de Judá, julgai, vos peço, entre mim e a minha vinha.

5-4 - Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas?

5-5 - Agora, pois, vos farei saber o que eu hei de fazer à minha vinha: tirarei a sua sebe, para que sirva de pasto; derribarei a sua parede, para que seja pisada;

5-6 - e a tornarei em deserto; não será podada, nem cavada; mas crescerão nela sarças e espinheiros; e às nuvens darei ordem que não derramem chuva sobre ela.

5-7 - Porque a vinha do SENHOR dos Exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das suas delícias; e esperou que exercessem juízo, e eis aqui opressão; justiça, e eis aqui clamor.

5-8 - Ai dos que ajuntam casa a casa, reúnem herdade a herdade, até que não haja mais lugar, e fiquem como únicos moradores no meio da terra!

5-9 - A meus ouvidos disse o SENHOR dos Exércitos: Em verdade que muitas casas ficarão desertas, e até as grandes e excelentes, sem moradores.

5-10 - E dez jeiras de vinha não darão mais do que um bato; e um ômer de semente não dará mais do que um efa.

5-11 - Ai dos que se levantam pela manhã e seguem a bebedice! E se demoram até à noite, até que o vinho os esquenta!

5-12 - Harpas, e alaúdes, e tamboris e pífanos, e vinho há nos seus banquetes; e não olham para a obra do SENHOR, nem consideram as obras das suas mãos.

5-13 - Portanto, o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento; e os seus nobres terão fome, e a sua multidão se secará de sede.

5-14 - Por isso, a sepultura aumentou o seu apetite e abriu a boca desmesuradamente; e a glória deles, e a sua multidão, e a sua pompa, e os que entre eles folgavam a ela desceram.

5-15 - Então, o plebeu se abaterá, e o nobre se humilhará; e os olhos dos altivos se humilharão.

5-16 - Mas o SENHOR dos Exércitos será exaltado em juízo, e Deus, o Santo, será santificado em justiça.

5-17 - Então, os cordeiros se pascerão como em pastios seus; e os lugares pisados pelos gordos servirão de alimento a forasteiros.

5-18 - Ai dos que puxam pela iniqüidade com cordas de vaidade e pelo pecado, como se fosse com cordas de carros!

5-19 - E dizem: Apresse-se e acabe a sua obra, para que a vejamos; e aproxime-se e venha o conselho do Santo de Israel, para que o conheçamos.

5-20 - Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce, amargo!

5-21 - Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes diante de si mesmos!

5-22 - Ai dos que são poderosos para beber vinho e homens forçosos para misturar bebida forte!

5-23 - Ai dos que justificam o ímpio por presentes e ao justo negam justiça!

5-24 - Pelo que, como a língua de fogo consome a estopa, e a palha se desfaz pela chama, assim será a sua raiz, como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a lei do SENHOR dos Exércitos e desprezaram a palavra do Santo de Israel.

5-25 - Pelo que se acendeu a ira do SENHOR contra o seu povo, e estendeu a mão contra ele e o feriu; e as montanhas tremeram, e os seus cadáveres eram como monturo no meio das ruas; com tudo isto não tornou atrás a sua ira, mas ainda está alçada a sua mão.

5-26 - E ele arvorará o estandarte ante as nações de longe e lhes assobiará desde a extremidade da terra; e eis que virão apressadamente.

5-27 - Não haverá entre elas cansado, nem claudicante; ninguém tosquenejará, nem dormirá; não se lhe desatará o cinto dos seus lombos, nem se lhe quebrará a correia dos seus sapatos.

5-28 - As suas flechas serão agudas, e todos os seus arcos, retesados; as unhas dos seus cavalos dir-se-iam de pederneira, e as rodas dos seus carros, um redemoinho.

5-29 - O seu rugido será como o do leão; rugirão como filhos de leão; sim, rugirão, e arrebatarão a presa, e a levarão, e não haverá quem a livre.

5-30 - E bramarão contra eles, naquele dia, como o bramido do mar; e, se alguém olhar para a terra, eis que só verá trevas e ânsia, e a luz se escurecerá em suas assolações.

6-1 - No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo.

6-2 - Os serafins estavam acima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, e com duas cobriam os pés, e com duas voavam.

6-3 - E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.

6-4 - E os umbrais das portas se moveram com a voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça.

6-5 - Então, disse eu: ai de mim, que vou perecendo! Porque eu sou um homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o SENHOR dos Exércitos!

6-6 - Mas um dos serafins voou para mim trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz;

6-7 - e com ela tocou a minha boca e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e purificado o teu pecado.

6-8 - Depois disso, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então, disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.

6-9 - Então, disse ele: Vai e dize a este povo: Ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis.

6-10 - Engorda o coração deste povo, e endurece-lhe os ouvidos, e fecha-lhe os olhos; não venha ele a ver com os seus olhos, e a ouvir com os seus ouvidos, e a entender com o seu coração, e a converter-se, e a ser sarado.

6-11 - Então, disse eu: até quando, Senhor? E respondeu: Até que se assolem as cidades, e fiquem sem habitantes, e nas casas não fique morador, e a terra seja assolada de todo.

6-12 - E o SENHOR afaste dela os homens, e, no meio da terra, seja grande o desamparo.

6-13 - Mas, se ainda a décima parte dela ficar, tornará a ser pastada; como o carvalho e como a azinheira, que, depois de se desfolharem, ainda ficam firmes, assim a santa semente será a firmeza dela.

7-1 - Sucedeu, pois, nos dias de Acaz, filho de Jotão, filho de Uzias, rei de Judá, que Rezim, rei da Síria, e Peca, filho de Remalias, rei de Israel, subiram a Jerusalém, para pelejarem contra ela, mas nada puderam contra ela.

7-2 - E deram aviso à casa de Davi, dizendo: A Síria fez aliança com Efraim. Então, se moveu o seu coração, e o coração do seu povo, como se movem as árvores do bosque com o vento.

7-3 - Então, disse o SENHOR a Isaías: Agora, tu e teu filho Sear-Jasube, saí ao encontro de Acaz, ao fim do canal do viveiro superior, ao caminho do campo do lavandeiro.

7-4 - E dize-lhe: Acautela-te e aquieta-te; não temas, nem se desanime o teu coração por causa destes dois pedaços de tições fumegantes, por causa do ardor da ira de Rezim, e da Síria, e do filho de Remalias.

7-5 - Porquanto a Síria teve contra ti maligno conselho, com Efraim e com o filho de Remalias, dizendo:

7-6 - Vamos subir contra Judá, e atormentemo-lo, e repartamo-lo entre nós, e façamos reinar no meio dele o filho de Tabeal.

7-7 - Assim diz o SENHOR Deus: Isto não subsistirá, nem tampouco acontecerá.

7-8 - Mas a cabeça da Síria será Damasco, e o cabeça de Damasco, Rezim; e, dentro de sessenta e cinco anos, Efraim será quebrantado e deixará de ser povo.

7-9 - Entretanto, a cabeça de Efraim será Samaria, e a cabeça de Samaria, o filho de Remalias; se o não crerdes, certamente, não ficareis firmes.

7-10 - E continuou o SENHOR a falar com Acaz, dizendo:

7-11 - Pede para ti ao SENHOR, teu Deus, um sinal; pede-o ou embaixo nas profundezas ou em cima nas alturas.

7-12 - Acaz, porém, disse: Não o pedirei, nem tentarei ao SENHOR.

7-13 - Então, ele disse: Ouvi, agora, ó casa de Davi! Pouco vos é afadigardes os homens, senão que ainda afadigareis também ao meu Deus?

7-14 - Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel.

7-15 - Manteiga e mel comerá, até que ele saiba rejeitar o mal e escolher o bem.

7-16 - Na verdade, antes que este menino saiba rejeitar o mal e escolher o bem, a terra de que te enfadas será desamparada dos seus dois reis.

7-17 - Mas o SENHOR fará vir sobre ti, e sobre o teu povo, e sobre a casa de teu pai, pelo rei da Assíria, dias tais, quais nunca vieram, desde o dia em que Efraim se separou de Judá.

7-18 - Porque há de acontecer que, naquele dia, assobiará o SENHOR às moscas que há no extremo dos rios do Egito e às abelhas que andam na terra da Assíria;

7-19 - e virão e pousarão todas nos vales desertos e nas fendas das rochas, e em todos os espinhos, e em todas as florestas.

7-20 - Naquele dia, refará o Senhor com uma navalha alugada, que está além do rio, isto é, com o rei da Assíria, a cabeça e os cabelos dos pés e até a barba totalmente tirará.

7-21 - E sucederá, naquele dia, que alguém criará uma vaca e duas ovelhas.

7-22 - E acontecerá que, por causa da abundância do leite que elas hão de dar, comerá manteiga; e manteiga e mel comerá todo aquele que ficar de resto no meio da terra.

7-23 - Sucederá, também, naquele dia, que todo lugar em que houver mil vides do valor de mil moedas de prata será para sarças e para espinheiros.

7-24 - Com arco e flechas se entrará nele, porque as sarças e os espinheiros cobrirão toda a terra.

7-25 - E também a todos os montes que costumam cavar com enxadas se não irá, por causa do temor das sarças e dos espinheiros; mas servirão para se mandarem para lá os bois e para serem pisados pelas ovelhas.

8-1 - Disse-me também o SENHOR: Toma um grande volume e escreve nele em estilo de homem: Apressando-se ao despojo, apressou-se à presa.

8-2 - Então, tomei comigo fiéis testemunhas, a Urias, sacerdote, e a Zacarias, filho de Jeberequias.

8-3 - E fui ter com a profetisa; e ela concebeu e deu à luz um filho; e o SENHOR me disse: Põe-lhe o nome de Maer-Salal-Hás-Baz.

8-4 - Porque, antes que o menino saiba dizer meu pai ou minha mãe, se levarão as riquezas de Damasco e os despojos de Samaria, diante do rei da Assíria.

8-5 - E continuou o SENHOR a falar ainda comigo, dizendo:

8-6 - Porquanto este povo desprezou as águas de Siloé que correm brandamente e com Rezim e com o filho de Remalias se alegrou,

8-7 - eis que o Senhor fará vir sobre eles as águas do rio, fortes e impetuosas, isto é, o rei da Assíria, com toda a sua glória; e subirá sobre todos os seus leitos e transbordará por todas as suas ribanceiras;

8-8 - e passará a Judá, inundando-o, e irá passando por ele, e chegará até ao pescoço; e a extensão de suas asas encherá a largura da tua terra, ó Emanuel.

8-9 - Alvoroçai-vos, ó povos, e sereis quebrantados; dai ouvidos, todos os que sois de longínquas terras; cingi-vos e sereis feitos em pedaços, cingi-vos e sereis feitos em pedaços.

8-10 - Tomai juntamente conselho, e ele será dissipado; dizei a palavra, e ela não subsistirá, porque Deus é conosco.

8-11 - Porque assim o SENHOR me disse com uma forte mão e me ensinou que não andasse pelo caminho deste povo, dizendo:

8-12 - Não chameis conjuração a tudo quanto este povo chama conjuração; e não temais o seu temor, nem tampouco vos assombreis.

8-13 - Ao SENHOR dos Exércitos, a ele santificai; e seja ele o vosso temor, e seja ele o vosso assombro.

8-14 - Então, ele vos será santuário, mas servirá de pedra de tropeço e de rocha de escândalo às duas casas de Israel; de laço e rede, aos moradores de Jerusalém.

8-15 - E muitos dentre eles tropeçarão, e cairão, e serão quebrantados, e enlaçados, e presos.

8-16 - Liga o testemunho e sela a lei entre os meus discípulos.

8-17 - E esperarei o SENHOR, que esconde o rosto da casa de Jacó, e a ele aguardarei.

8-18 - Eis-me aqui, com os filhos que me deu o SENHOR, como sinais e maravilhas em Israel da parte do SENHOR dos Exércitos, que habita no monte de Sião.

8-19 - Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes; —não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos?

8-20 - À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva.

8-21 - E passarão pela terra duramente oprimidos e famintos; e será que, tendo fome e enfurecendo-se, então, amaldiçoarão ao seu rei e ao seu Deus, olhando para cima.

8-22 - E, olhando para a terra, eis que haverá angústia e escuridão, e serão entenebrecidos com ânsias e arrastados para a escuridão.

9-1 - Mas a terra que foi angustiada não será entenebrecida. Ele envileceu, nos primeiros tempos, a terra de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, a enobreceu junto ao caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia dos gentios.

9-2 - O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra de morte resplandeceu a luz.

9-3 - Tu multiplicaste este povo e a alegria lhe aumentaste; todos se alegrarão perante ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando se repartem os despojos.

9-4 - Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre ele, a vara que lhe feria os ombros e o cetro do seu opressor, como no dia dos midianitas.

9-5 - Porque toda a armadura daqueles que pelejavam com ruído e as vestes que rolavam no sangue serão queimadas, servirão de pasto ao fogo.

9-6 - Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.

9-7 - Do incremento deste principado e da paz, não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar em juízo e em justiça, desde agora e para sempre; o zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto.

9-8 - O Senhor enviou uma palavra a Jacó, e ela caiu em Israel.

9-9 - E todo este povo o saberá, Efraim e os moradores de Samaria, que, em soberba e altivez de coração, dizem:

9-10 - Os ladrilhos caíram, mas com cantaria tornaremos a edificar; cortaram-se as figueiras bravas, mas por cedros as substituiremos.

9-11 - Portanto, o SENHOR suscitará contra ele os adversários de Rezim e instigará os seus inimigos.

9-12 - Pela frente virão os siros, e por detrás, os filisteus, e devorarão a Israel com a boca escancarada; e nem com tudo isto se apartou a sua ira, mas ainda está estendida a sua mão.

9-13 - Contudo, este povo não se voltou para quem o feria, nem buscou ao SENHOR dos Exércitos.

9-14 - Pelo que o SENHOR cortará de Israel a cabeça e a cauda, o ramo e o junco, em um mesmo dia.

9-15 - ( O ancião e o varão de respeito são a cabeça, e o profeta que ensina a falsidade é a cauda. )

9-16 - Porque os guias deste povo são enganadores, e os que por eles são guiados são devorados.

9-17 - Pelo que o Senhor não se regozijará com os seus jovens e não se compadecerá dos seus órfãos e das suas viúvas, porque todos eles são hipócritas e malfazejos, e toda boca profere doidices. Com tudo isto não se apartou a sua ira, mas ainda está estendida a sua mão.

9-18 - Porque a impiedade lavra como um fogo, ela devora as sarças e os espinheiros; sim, ela se ateará no emaranhado da floresta; e subirão ao alto espessas nuvens de fumaça.

9-19 - Por causa da ira do SENHOR dos Exércitos, a terra se escurecerá, e será o povo como pasto do fogo; ninguém poupará ao seu irmão.

9-20 - Se cortar da banda direita, ainda terá fome, e, se comer da banda esquerda, ainda se não fartará; cada um comerá a carne de seu braço:

9-21 - Manassés a Efraim, e Efraim a Manassés, e ambos eles serão contra Judá. Com tudo isto não se apartou a sua ira, mas ainda está estendida a sua mão.

10-1 - Ai dos que decretam leis injustas e dos escrivães que escrevem perversidades,

10-2 - para prejudicarem os pobres em juízo, e para arrebatarem o direito dos aflitos do meu povo, e para despojarem as viúvas, e para roubarem os órfãos!

10-3 - Mas que fareis vós outros no dia da visitação e da assolação que há de vir de longe? A quem recorrereis para obter socorro e onde deixareis a vossa glória,

10-4 - sem que cada um se abata entre os presos e caia entre os mortos? Com tudo isto a sua ira não se apartou, mas ainda está estendida a sua mão.

10-5 - Ai da Assíria, a vara da minha ira! Porque a minha indignação é como bordão nas suas mãos.

10-6 - Enviá-la-ei contra uma nação hipócrita e contra o povo do meu furor lhe darei ordem, para que lhe roube a presa, e lhe tome o despojo, e o ponha para ser pisado aos pés, como a lama das ruas,

10-7 - ainda que ele não cuide assim, nem o seu coração assim o imagine; antes, no seu coração, intenta destruir e desarraigar não poucas nações.

10-8 - Porque diz: Não são meus príncipes todos eles reis?

10-9 - Não é Calno como Carquemis? Não é Hamate como Arpade? E Samaria, como Damasco?

10-10 - A minha mão alcançou os reinos dos ídolos, ainda que as suas imagens de escultura eram melhores do que as de Jerusalém e do que as de Samaria.

10-11 - Porventura, como fiz a Samaria e aos seus ídolos, não o faria igualmente a Jerusalém e aos seus ídolos?

10-12 - Por isso, acontecerá que, havendo o SENHOR acabado toda a sua obra no monte Sião e em Jerusalém, então, visitarei o fruto do arrogante coração do rei da Assíria e a pompa da altivez dos seus olhos.

10-13 - Porquanto disse: Com a força da minha mão fiz isto e com a minha sabedoria, porque sou inteligente; eu removi os limites dos povos, e roubei os seus tesouros, e, como valente, abati aos que se sentavam sobre tronos.

10-14 - E achou a minha mão as riquezas dos povos como a um ninho; e, como se ajuntam os ovos abandonados, assim eu ajuntei toda a terra; e não houve quem movesse a asa, ou abrisse a boca, ou murmurasse.

10-15 - Porventura, gloriar-se-á o machado contra o que corta com ele? Ou presumirá a serra contra o que puxa por ela? Como se o bordão movesse aos que o levantam ou a vara levantasse o que não é um pedaço de madeira!

10-16 - Pelo que o Senhor, o SENHOR dos Exércitos, fará definhar os que entre eles são gordos e, debaixo da sua glória, ateará um incêndio, como incêndio de fogo.

10-17 - Porque a Luz de Israel virá a ser como fogo, e o seu Santo, como labareda que abrase e consuma os seus espinheiros e as suas sarças em um dia.

10-18 - Também consumirá a glória da sua floresta e do seu campo fértil, desde a alma até ao corpo; e será como quando desmaia o porta-bandeira.

10-19 - E o resto das árvores da sua floresta será tão pouco, que um menino as poderá contar.

10-20 - E acontecerá, naquele dia, que os resíduos de Israel e os escapados da casa de Jacó nunca mais se estribarão sobre o que os feriu; antes, se estribarão sobre o SENHOR, o Santo de Israel, em verdade.

10-21 - Os resíduos se converterão, sim, os resíduos de Jacó, ao Deus forte.

10-22 - Porque ainda que o teu povo, ó Israel, seja como a areia do mar, só um resto dele se converterá; uma destruição está determinada, trasbordando de justiça.

10-23 - Porque determinada já a destruição, o Senhor JEOVÁ dos Exércitos a executará no meio de toda esta terra.

10-24 - Pelo que assim diz o Senhor JEOVÁ dos Exércitos: Não temas, povo meu, que habitas em Sião, a Assíria, quando te ferir com a vara e contra ti levantar o seu bordão, à maneira dos egípcios;

10-25 - porque daqui a bem pouco se cumprirá a minha indignação e a minha ira, para os consumir.

10-26 - Porque o SENHOR dos Exércitos suscitará contra ele um flagelo, como a matança de Midiã junto à rocha de Orebe e como a sua vara sobre o mar, que contra ele se levantará, como sucedeu aos egípcios.

10-27 - E acontecerá, naquele dia, que a sua carga será tirada do teu ombro, e o seu jugo, do teu pescoço; e o jugo será despedaçado por causa da unção.

10-28 - Já vem chegando a Aiate, já vai passando por Migrom e, em Micmás, lança a sua bagagem.

10-29 - Já vão passando, já se alojam em Geba; já Ramá treme, e Gibeá de Saul vai fugindo.

10-30 - Clama alto com a tua voz, ó filha de Galim! Ouve, ó Laís! Ó tu, pobre Anatote!

10-31 - Já Madmena se foi; os moradores de Gebim vão fugindo em bandos.

10-32 - Neste mesmo dia, parará em Nobe, acenará com a sua mão ao monte da filha de Sião, o outeiro de Jerusalém.

10-33 - Mas eis que o Senhor JEOVÁ dos Exércitos desbastará os ramos com violência, e os de alta estatura serão cortados, e os altivos serão abatidos.

10-34 - E cortará com o ferro a espessura da floresta, e o Líbano cairá pela mão de um poderoso.

11-1 - Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará.

11-2 - E repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, e o Espírito de sabedoria e de inteligência, e o Espírito de conselho e de fortaleza, e o Espírito de conhecimento e de temor do SENHOR.

11-3 - E deleitar-se-á no temor do SENHOR e não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos;

11-4 - mas julgará com justiça os pobres, e repreenderá com eqüidade os mansos da terra, e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará o ímpio.

11-5 - E a justiça será o cinto dos seus lombos, e a verdade, o cinto dos seus rins.

11-6 - E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho de leão, e a nédia ovelha viverão juntos, e um menino pequeno os guiará.

11-7 - A vaca e a ursa pastarão juntas, e seus filhos juntos se deitarão; e o leão comerá palha como o boi.

11-8 - E brincará a criança de peito sobre a toca da áspide, e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco.

11-9 - Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da minha santidade, porque a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar.

11-10 - E acontecerá, naquele dia, que as nações perguntarão pela raiz de Jessé, posta por pendão dos povos, e o lugar do seu repouso será glorioso.

11-11 - Porque há de acontecer, naquele dia, que o Senhor tornará a estender a mão para adquirir outra vez os resíduos do seu povo que restarem da Assíria, e do Egito, e de Patros, e da Etiópia, e de Elão, e de Sinar, e de Hamate, e das ilhas do mar.

11-12 - E levantará um pendão entre as nações, e ajuntará os desterrados de Israel, e os dispersos de Judá congregará desde os quatro confins da terra.

11-13 - E desterrar-se-á a inveja de Efraim, e os adversários de Judá serão desarraigados; Efraim não invejará a Judá, e Judá não oprimirá a Efraim.

11-14 - Antes, voarão sobre os ombros dos filisteus ao Ocidente; juntos, despojarão os filhos do Oriente; em Edom e Moabe lançarão as mãos, e os filhos de Amom lhes obedecerão.

11-15 - E o SENHOR destruirá totalmente o braço de mar do Egito, e moverá a sua mão contra o rio com a força do seu vento, e, ferindo-o, dividi-lo-á em sete correntes, que qualquer atravessará com calçados.

11-16 - E haverá caminho plano para os resíduos do seu povo que restarem da Assíria, como sucedeu a Israel no dia em que subiu da terra do Egito.

12-1 - E dirás, naquele dia: Graças te dou, ó SENHOR, porque, ainda que te iraste contra mim, a tua ira se retirou, e tu me consolaste.

12-2 - Eis que Deus é a minha salvação; eu confiarei e não temerei porque o SENHOR JEOVÁ é a minha força e o meu cântico e se tornou a minha salvação.

12-3 - E vós, com alegria, tirareis águas das fontes da salvação.

12-4 - E direis, naquele dia: Dai graças ao SENHOR, invocai o seu nome, tornai manifestos os seus feitos entre os povos e contai quão excelso é o seu nome.

12-5 - Cantai ao SENHOR, porque fez coisas grandiosas; saiba-se isso em toda a terra.

12-6 - Exulta e canta de gozo, ó habitante de Sião, porque grande é o Santo de Israel no meio de ti.

13-1 - Peso da Babilônia que viu Isaías, filho de Amoz.

13-2 - Alçai uma bandeira sobre o monte escalvado; levantai a voz para eles e acenai-lhes com a mão, para que entrem pelas portas dos príncipes.

13-3 - Eu dei ordens aos meus santificados, sim, já chamei os meus valentes para a minha ira, os que exultam com a minha majestade.

13-4 - Já se ouve a gritaria da multidão sobre os montes, semelhante à de um grande povo, a voz do reboliço de reinos e de nações já congregadas. O SENHOR dos Exércitos passa em revista o exército de guerra.

13-5 - Já vêm de uma terra de longe, desde a extremidade do céu, o SENHOR e os instrumentos da sua indignação, para destruir toda aquela terra.

13-6 - Uivai, porque o dia do SENHOR está perto; vem do Todo-poderoso como assolação.

13-7 - Pelo que todas as mãos se debilitarão, e o coração de todos os homens se desanimará.

13-8 - E assombrar-se-ão, e apoderar-se-ão deles dores e ais, e se angustiarão como a mulher parturiente; cada um se espantará do seu próximo; o seu rosto será rosto flamejante.

13-9 - Eis que o dia do SENHOR vem, horrendo, com furor e ira ardente, para pôr a terra em assolação e destruir os pecadores dela.

13-10 - Porque as estrelas dos céus e os astros não deixarão brilhar a sua luz; o sol se escurecerá ao nascer, e a lua não fará resplandecer a sua luz.

13-11 - E visitarei sobre o mundo a maldade e, sobre os ímpios, a sua iniqüidade; e farei cessar a arrogância dos atrevidos e abaterei a soberba dos tiranos.

13-12 - Farei que um homem seja mais precioso do que o ouro puro e mais raro do que o ouro fino de Ofir.

13-13 - Pelo que farei estremecer os céus; e a terra se moverá do seu lugar, por causa do furor do SENHOR dos Exércitos e por causa do dia da sua ardente ira.

13-14 - E cada um será como a corça que foge e como a ovelha que ninguém recolhe; cada um voltará para o seu povo e cada um fugirá para a sua terra.

13-15 - Todo o que for achado será traspassado e, todo o que for apanhado, cairá à espada.

13-16 - E suas crianças serão despedaçadas perante os seus olhos; as suas casas serão saqueadas, e a mulher de cada um, violada.

13-17 - Eis que eu despertarei contra eles os medos, que não farão caso da prata, nem tampouco desejarão ouro.

13-18 - E os seus arcos despedaçarão os jovens, e não se compadecerão do fruto do ventre; o seu olho não poupará os filhos.

13-19 - E Babilônia, o ornamento dos reinos, a glória e a soberba dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou.

13-20 - Nunca mais será habitada, nem reedificada de geração em geração; nem o árabe armará ali a sua tenda, nem tampouco os pastores ali farão deitar os seus rebanhos.

13-21 - Mas as feras do deserto repousarão ali, e a sua casa se encherá de horríveis animais; e ali habitarão os avestruzes, e os sátiros pularão ali.

13-22 - E as feras que uivam gritarão umas às outras nos seus palácios vazios, como também os chacais, nos seus palácios de prazer; pois bem perto já vem chegando o seu tempo, e os seus dias não se prolongarão.

14-1 - Porque o SENHOR se compadecerá de Jacó, e ainda elegerá a Israel, e o porá na sua própria terra; e ajuntar-se-ão com ele os estranhos e se achegarão à casa de Jacó.

14-2 - E os povos os receberão e os levarão aos seus lugares, e a casa de Israel possuirá esses povos por servos e servas, na terra do SENHOR; e cativarão aqueles que os cativaram e dominarão os seus opressores.

14-3 - E acontecerá que, no dia em que o SENHOR vier a dar-te descanso do teu trabalho, e do teu tremor, e da dura servidão com que te fizeram servir,

14-4 - então, proferirás este dito contra o rei da Babilônia e dirás: Como cessou o opressor! A cidade dourada acabou!

14-5 - Já quebrantou o SENHOR o bastão dos ímpios e o cetro dos dominadores.

14-6 - Aquele que feria os povos com furor, com praga incessante, o que com ira dominava as nações, agora, é perseguido, sem que alguém o possa impedir.

14-7 - Já descansa, já está sossegada toda a terra! —exclamam com júbilo.

14-8 - Até as faias se alegram sobre ti, e os cedros do Líbano, dizendo: Desde que tu caíste, ninguém sobe contra nós para nos cortar.

14-9 - O inferno, desde o profundo, se turbou por ti, para te sair ao encontro na tua vinda; despertou por ti os mortos e todos os príncipes da terra e fez levantar do seu trono a todos o reis das nações.

14-10 - Estes todos responderão e te dirão: Tu também adoeceste como nós e foste semelhante a nós.

14-11 - Já foi derribada no inferno a tua soberba, com o som dos teus alaúdes; os bichinhos, debaixo te ti, se estenderão, e os bichos te cobrirão.

14-12 - Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!

14-13 - E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte.

14-14 - Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.

14-15 - E, contudo, levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo.

14-16 - Os que te virem te contemplarão, considerar-te-ão e dirão: É este o varão que fazia estremecer a terra e que fazia tremer os reinos?

14-17 - Que punha o mundo como um deserto e assolava as suas cidades? Que a seus cativos não deixava ir soltos para a casa deles?

14-18 - Todos os reis das nações, todos eles, jazem com honra, cada um na sua casa.

14-19 - Mas tu és lançado da tua sepultura, como um renovo abominável, como uma veste de mortos atravessados à espada, como os que descem ao covil de pedras, como corpo morto e pisado.

14-20 - Com eles não te reunirás na sepultura, porque destruíste a tua terra e mataste o teu povo; a descendência dos malignos não será nomeada para sempre.

14-21 - Preparai a matança para os filhos, por causa da maldade de seus pais, para que não se levantem, e possuam a terra, e encham o mundo de cidades.

14-22 - Porque me levantarei contra eles, diz o SENHOR dos Exércitos, e desarraigarei da Babilônia o nome, e os resíduos, e o filho, e o neto, diz o SENHOR.

14-23 - E reduzi-la-ei a possessão de corujas e a lagoas de águas; e varrê-la-ei com vassoura de perdição, diz o SENHOR dos Exércitos.

14-24 - O SENHOR dos Exércitos jurou, dizendo: Como pensei, assim sucederá; e, como determinei, assim se efetuará.

14-25 - Quebrantarei a Assíria na minha terra e, nas minhas montanhas, a pisarei, para que o seu jugo se aparte deles, e a sua carga se desvie dos seus ombros.

14-26 - Este é o conselho que foi determinado sobre toda esta terra; e esta é a mão que está estendida sobre todas as nações.

14-27 - Porque o SENHOR dos Exércitos o determinou; quem pois o invalidará? E a sua mão estendida está; quem, pois, a fará voltar atrás?

14-28 - No ano em que morreu o rei Acaz, houve este peso.

14-29 - Não te alegres, toda a Filístia, por ser quebrada a vara que te feria; porque da raiz da cobra sairá um basilisco, e o seu fruto será uma serpente ardente, voadora.

14-30 - E os primogênitos dos pobres serão apascentados, e os necessitados se deitarão seguros; mas farei morrer de fome a tua raiz, e serão destruídos os teus resíduos.

14-31 - Uiva, ó porta; grita, ó cidade; tu, ó Filístia, estás toda derretida; porque do Norte vem uma fumaça, e ninguém ficará solitário no tempo determinado.

14-32 - Que se responderá, pois, aos mensageiros do povo? Que o SENHOR fundou a Sião, para que os opressos do seu povo nela encontrem abrigo.

15-1 - Peso de Moabe. Certamente, em uma noite, foi destruída Ar de Moabe e foi desfeita; certamente, em uma noite, foi destruída Quir de Moabe e foi desfeita.

15-2 - Vai subindo a Bajite, e a Dibom, e aos lugares altos, a chorar; por Nebo e por Medeba, Moabe uivará; todas as cabeças ficarão calvas, e toda barba será rapada.

15-3 - Cingiram-se de panos de saco nas suas ruas; nos seus terraços e nas suas praças, todos andam uivando e choram abundantemente.

15-4 - Assim Hesbom, como Eleale, anda gritando; até Jaza se ouve a sua voz; por isso, os armados de Moabe clamam; a sua alma treme dentro deles.

15-5 - O meu coração clama por causa de Moabe; fugiram os seus nobres para Zoar, como a novilha de três anos, porque vão chorando pela subida de Luíte, porque, no caminho de Horonaim, levantam um lastimoso pranto.

15-6 - Porque as águas de Ninrim serão pura assolação; porque se secou o feno, definhou a erva, e não há verdura alguma.

15-7 - Pelo que a abundância que ajuntaram e o que guardaram, ao ribeiro dos salgueiros, o levarão.

15-8 - Porque o pranto rodeará os limites de Moabe; até Eglaim chegará o seu clamor, e ainda até Beer-Elim chegará o seu rugido.

15-9 - Porquanto as águas de Dimom estão cheias de sangue, porque ainda acrescentarei mais a Dimom: leões contra aqueles que escaparem de Moabe e contra as relíquias da terra.

16-1 - Enviai o cordeiro ao dominador da terra, desde Sela, no deserto, até ao monte da filha de Sião.

16-2 - Doutro modo, sucederá que serão as filhas de Moabe junto aos vaus de Arnom como o pássaro vagueante, lançado fora do ninho.

16-3 - Toma conselho, executa o juízo, e põe a tua sombra no pino do meio-dia como a noite; esconde os desterrados e não descubras os vagueantes.

16-4 - Habitem entre ti os meus desterrados, ó Moabe; serve-lhes de refúgio perante a face do destruidor; porque o homem violento terá fim; a destruição é desfeita, e os opressores são consumidos sobre a terra.

16-5 - Porque um trono se firmará em benignidade, e sobre ele no tabernáculo de Davi se assentará em verdade um que julgue, e busque o juízo, e se apresse a fazer justiça.

16-6 - Ouvimos da soberba de Moabe, a soberbíssima, e da sua altivez, e da sua soberba, e do seu furor; a sua jactância é vã.

16-7 - Portanto, Moabe uivará por Moabe; todos uivarão; gemereis pelos fundamentos de Quir-Haresete, pois já estão abalados.

16-8 - Porque os campos de Hesbom e a vinha de Sibma enfraqueceram; os senhores das nações talaram as suas melhores plantas; vão chegando a Jazer; andam vagueando pelo deserto; os seus ramos se estenderam e já passaram além do mar.

16-9 - Pelo que prantearei, com o pranto de Jazer, a vinha de Sibma; regar-te-ei com as minhas lágrimas, ó Hesbom e Eleale, porque o júbilo dos teus frutos de verão e da tua sega desapareceu.

16-10 - E fugiu o folguedo e a alegria do campo fértil, e já nas vinhas se não canta, nem há júbilo algum; já o pisador não pisará as uvas nos lagares. Eu fiz cessar o júbilo.

16-11 - Pelo que minhas entranhas soam por Moabe como harpa, e o meu interior, por Quir-Heres.

16-12 - E será que, quando Moabe se apresentar, quando se cansar nos altos, e entrar no seu santuário a orar, nada alcançará.

16-13 - Esta é a palavra que o SENHOR falou, no passado, contra Moabe.

16-14 - Mas, agora, falou o SENHOR, dizendo: Dentro em três anos, tais quais os anos de assalariados, será envilecida a glória de Moabe, com toda a sua grande multidão; e o resíduo será pouco, pequeno e impotente.

17-1 - Peso de Damasco. Eis que Damasco será tirada e já não será cidade, mas um montão de ruínas.

17-2 - As cidades de Aroer serão abandonadas; hão de ser para os rebanhos, que se deitarão sem haver quem os espante.

17-3 - E a fortaleza de Efraim cessará, como também o reino de Damasco e o resíduo da Síria; serão como a glória dos filhos de Israel, diz o SENHOR dos Exércitos.

17-4 - E será diminuída, naquele dia, a glória de Jacó, e a gordura da sua carne desaparecerá.

17-5 - Porque será como o segador que colhe o trigo e, com o seu braço, sega as espigas; e será também como o que colhe espigas no vale dos Refains.

17-6 - Mas ainda ficarão nele alguns rabiscos, como no sacudir da oliveira: duas ou três azeitonas na mais alta ponta dos ramos e quatro ou cinco nos ramos mais exteriores de uma árvore frutífera, diz o SENHOR Deus de Israel.

17-7 - Naquele dia, atentará o homem para o seu Criador, e os seus olhos olharão para o Santo de Israel.

17-8 - E não atentará para os altares, obra das suas mãos, nem olhará para o que fizeram seus dedos, nem para os bosques, nem para as imagens do sol.

17-9 - Naquele dia, serão as suas cidades fortes como os lugares abandonados no bosque ou sobre o cume das montanhas, os quais foram abandonados ante os filhos de Israel; e haverá assolação.

17-10 - Porquanto te esqueceste do Deus da tua salvação e não te lembraste da rocha da tua fortaleza; pelo que bem plantarás plantas formosas e as cercarás de sarmentos estranhos:

17-11 - No dia em que as plantares, as cercarás e, pela manhã, farás que a tua semente brote; mas a colheita voará no dia da tribulação e das dores insofríveis.

17-12 - Ai da multidão dos grandes povos que bramam como bramam os mares e do rugido das nações que rugem como rugem as impetuosas águas!

17-13 - Bem rugirão as nações, como rugem as muitas águas, mas ele repreendê-las-á, e fugirão para longe; e serão afugentadas como a pragana dos montes diante do vento e como a bola diante do tufão.

17-14 - Ao anoitecer, eis que há pavor; e, antes que amanheça, eles não serão. Esta é a parte daqueles que nos despojam e a sorte daqueles que nos saqueiam.

18-1 - Ai da terra que ensombra com as suas asas, que está além dos rios da Etiópia!

18-2 - Que envia embaixadores por mar em navios de junco sobre as águas, dizendo: Ide, mensageiros velozes, a uma nação alta e polida, a um povo terrível desde o seu princípio; a uma nação de medidas e de vexames, cuja terra os rios dividem.

18-3 - Vós, todos os habitantes do mundo, e vós, os moradores da terra, quando se arvorar a bandeira nos montes, o vereis; e, quando se tocar a trombeta, o ouvireis.

18-4 - Porque assim me disse o SENHOR: Estarei quieto, olhando desde a minha morada, como o ardor do sol resplandecente, como a nuvem do orvalho no calor da sega.

18-5 - Porque antes da sega, quando já o renovo está perfeito, e as uvas verdes amadurecem, então, podará os sarmentos, e tirará os ramos, e os cortará.

18-6 - Eles serão deixados juntos às aves dos montes e aos animais da terra; e sobre eles veranearão as aves de rapina, e todos os animais da terra invernarão sobre eles.

18-7 - Naquele tempo, trará um presente ao SENHOR dos Exércitos um povo alto e polido e um povo terrível desde o seu princípio; uma nação de medidas e de vexames, cuja terra os rios dividem; ao lugar do nome do SENHOR dos Exércitos, ao monte de Sião.

19-1 - Peso do Egito. Eis que o SENHOR vem cavalgando em uma nuvem ligeira e virá ao Egito; e os ídolos do Egito serão movidos perante a sua face, e o coração dos egípcios se derreterá no meio deles.

19-2 - Porque farei com que os egípcios se levantem contra os egípcios, e cada um pelejará contra o seu irmão e cada um, contra o seu próximo, cidade contra cidade, reino contra reino.

19-3 - E o espírito dos egípcios se esvaecerá dentro deles; eu destruirei o seu conselho, e eles consultarão os seus ídolos, e encantadores, e adivinhos, e mágicos.

19-4 - E entregarei os egípcios nas mãos de um senhor duro, e um rei rigoroso os dominará, diz o Senhor, o SENHOR dos Exércitos.

19-5 - E faltarão as águas do mar, e o rio se esgotará e secará.

19-6 - Também os rios apodrecerão; e se esgotarão e secarão os canais do Egito; as canas e os juncos se murcharão.

19-7 - A relva que está junto ao rio, junto às ribanceiras dos rios, e tudo o que foi semeado junto ao rio se secarão, e serão arrancados, e não subsistirão.

19-8 - E os pescadores gemerão, e suspirarão todos os que lançam anzol ao rio, e os que estendem rede sobre as águas desfalecerão.

19-9 - E envergonhar-se-ão os que trabalham em linho fino e os que tecem pano branco.

19-10 - E os seus fundamentos serão despedaçados, e todos os que trabalham por salário ficarão com tristeza na alma.

19-11 - Na verdade, loucos são os príncipes de Zoã; o conselho dos sábios conselheiros de Faraó se embruteceu; como, pois, a Faraó direis: Sou filho de sábios, filho de antigos reis?

19-12 - Onde estão, agora, os teus sábios? Anunciem-te, agora, ou informem-te do que o SENHOR dos Exércitos determinou contra o Egito.

19-13 - Loucos se tornaram os príncipes de Zoã, e enganados estão os príncipes de Nofe; eles farão errar o Egito, eles que são a pedra de esquina das suas tribos.

19-14 - O SENHOR derramou no meio deles um perverso espírito; e eles fizeram errar o Egito com toda a sua obra, como o bêbedo quando se revolve no seu vômito.

19-15 - E não aproveitará ao Egito obra alguma que possa fazer a cabeça, a cauda, o ramo ou o junco.

19-16 - Naquele tempo, os egípcios serão como mulheres, e tremerão, e temerão por causa do movimento da mão do SENHOR dos Exércitos, porque ela se há de mover contra eles.

19-17 - E a terra de Judá será um espanto para o Egito; todo aquele a quem isso se anunciar se assombrará, por causa do propósito do SENHOR dos Exércitos, do que determinou contra eles.

19-18 - Naquele tempo, haverá cinco cidades na terra do Egito que falarão a língua de Canaã e farão juramento ao SENHOR dos Exércitos; e uma se chamará Cidade da Destruição.

19-19 - Naquele tempo, o SENHOR terá um altar no meio da terra do Egito, e um monumento se erigirá ao SENHOR, na sua fronteira.

19-20 - E servirá de sinal e de testemunho ao SENHOR dos Exércitos na terra do Egito, porque ao SENHOR clamarão por causa dos opressores, e ele lhes enviará um Redentor e Protetor que os livrará.

19-21 - E o SENHOR se dará a conhecer ao Egito, e os egípcios conhecerão ao SENHOR, naquele dia; sim, eles o adorarão com sacrifícios e ofertas, e farão votos ao SENHOR, e os cumprirão.

19-22 - E ferirá o SENHOR aos egípcios e os curará; e converter-se-ão ao SENHOR, e ele mover-se-á às suas orações e os curará.

19-23 - Naquele dia haverá estrada do Egito até à Assíria, e os assírios virão ao Egito, e os egípcios irão à Assíria; e os egípcios adorarão com os assírios ao Senhor.

19-24 - Naquele dia, Israel será o terceiro com os egípcios e os assírios, uma bênção no meio da terra.

19-25 - Porque o SENHOR dos Exércitos os abençoará, dizendo: Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança.

20-1 - No ano em que veio Tartã a Asdode, enviando-o Sargão, rei da Assíria, e guerreou contra Asdode, e a tomou,

20-2 - falou o SENHOR, pelo mesmo tempo, pelo ministério de Isaías, filho de Amoz, dizendo: Vai, solta o cilício de teus lombos e descalça os sapatos dos teus pés. E assim o fez, indo nu e descalço.

20-3 - Então, disse o SENHOR: Assim como o meu servo Isaías andou três anos nu e descalço, por sinal e prodígio sobre o Egito e sobre a Etiópia,

20-4 - assim o rei da Assíria levará em cativeiro os presos do Egito e os exilados da Etiópia, tanto moços como velhos, nus, e descalços, e com as nádegas descobertas, para vergonha do Egito.

20-5 - E assombrar-se-ão e envergonhar-se-ão, por causa dos etíopes, sua esperança, e dos egípcios, sua glória.

20-6 - Então, dirão os moradores desta ilha, naquele dia: Vede que tal é a nossa esperança, aquilo que buscamos por socorro, para nos livrarmos da face do rei da Assíria! Como, pois, escaparemos nós?

21-1 - Peso do deserto do mar. Como os tufões de vento do Sul, que tudo assolam, ele virá do deserto, da terra horrível.

21-2 - Visão dura se me manifesta: o pérfido trata perfidamente, e o destruidor anda destruindo. Sobe, ó Elão, sitia, ó medo, que já fiz cessar todo o seu gemido.

21-3 - Pelo que os meus lombos estão cheios de grande enfermidade; angústias se apoderaram de mim como as angústias da que dá à luz; estou tão atribulado, que não posso ouvir, e tão desfalecido, que não posso ver.

21-4 - O meu coração está anelante, e o horror apavora-me; o crepúsculo, que desejava, se me tornou em tremores.

21-5 - Eles põem a mesa, estão de atalaia, comem e bebem; levantai-vos, príncipes, e untai o escudo.

21-6 - Porque assim me disse o Senhor: Vai, põe uma sentinela, e ela que diga o que vir.

21-7 - E, quando vir um bando com cavaleiros a par, um bando de jumentos e um bando de camelos, ela que escute atentamente com grande cuidado.

21-8 - E clamou como um leão: Senhor, sobre a torre de vigia estou em pé continuamente de dia e de guarda me ponho noites inteiras.

21-9 - E eis, agora, vêm um bando de homens e cavaleiros aos pares. Então, respondeu e disse: Caída é Babilônia, caída é! E todas as imagens de escultura dos seus deuses se quebraram contra a terra.

21-10 - Ah! Malhada minha, e trigo da minha eira! O que ouvi do SENHOR dos Exércitos, Deus de Israel, isso vos anunciei.

21-11 - Peso de Dumá. Gritam-me de Seir: Guarda, que houve de noite? Guarda, que houve de noite?

21-12 - E disse o guarda: Vem a manhã, e, também, a noite; se quereis perguntar, perguntai; voltai, vinde.

21-13 - Peso contra a Arábia. Nos bosques da Arábia, passareis a noite, ó viandantes dedanitas.

21-14 - Saí, com água, ao encontro dos sedentos; os moradores da terra de Tema encontraram os que fugiam com seu pão.

21-15 - Porque fogem diante das espadas, diante da espada nua, e diante do arco armado, e diante do peso da guerra.

21-16 - Porque assim me disse o Senhor: Dentro de um ano, tal como os anos de assalariados, toda a glória de Quedar desaparecerá.

21-17 - E os restantes dos números dos flecheiros, os valentes dos filhos de Quedar, serão diminuídos, porque assim o disse o SENHOR, Deus de Israel.

22-1 - Peso do vale da Visão. Que tens, agora, para que assim totalmente subisses aos telhados?

22-2 - Cidade cheia de aclamações, cidade turbulenta, cidade que salta de alegria, os teus mortos não são mortos à espada, nem morreram na guerra.

22-3 - Todos os teus príncipes juntamente fugiram, foram ligados pelos arqueiros; todos os que em ti se acharam foram amarrados juntamente e fugiram para longe.

22-4 - Portanto, digo: desviai de mim a vista, e chorarei amargamente; não vos canseis mais em consolar-me pela destruição da filha do meu povo.

22-5 - Porque dia de alvoroço, e de vexame, e de confusão é este da parte do Senhor JEOVÁ dos Exércitos, no vale da Visão: um derribar de muros e um clamor até às montanhas.

22-6 - Porque Elão tomou a aljava, com carros de homens e cavaleiros; e Quir descobre os escudos.

22-7 - E será que os teus mais formosos vales se encherão de carros, e os cavaleiros se porão em ordem às portas.

22-8 - E se tirará a cobertura de Judá, e, naquele dia, olharás para as armas da casa do bosque.

22-9 - E vereis as brechas da cidade de Davi, porquanto são muitas; e ajuntareis as águas do viveiro inferior.

22-10 - Também contareis as casas de Jerusalém e derribareis as casas, para fortalecer os muros.

22-11 - Fizestes também um reservatório entre os dois muros para as águas do viveiro velho, mas não olhastes para cima, para o que o tinha feito, nem considerastes o que o formou desde a antiguidade.

22-12 - E o Senhor, o SENHOR dos Exércitos, vos convidará naquele dia ao choro, e ao pranto, e ao rapar da cabeça, e ao cingidouro do cilício.

22-13 - Mas eis aqui gozo e alegria; matam-se vacas e degolam-se ovelhas; come-se carne, e bebe-se vinho, e diz-se: Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos.

22-14 - Mas o SENHOR dos Exércitos se declarou aos meus ouvidos, dizendo: Certamente, esta maldade não será expiada até que morrais, diz o Senhor JEOVÁ dos Exércitos.

22-15 - Assim diz o Senhor JEOVÁ dos Exércitos: Anda, vai ter com este tesoureiro, com Sebna, o mordomo, e dize-lhe:

22-16 - Que é que tens aqui? Ou a quem tens tu aqui, para que cavasses aqui uma sepultura, cavando em lugar alto a sua sepultura, cinzelando na rocha uma morada para si mesmo!

22-17 - Eis que o SENHOR te arrojará violentamente como um homem forte e de todo te envolverá.

22-18 - Certamente, te fará rolar, como se faz rolar uma bola em terra larga e espaçosa; ali, morrerás, e, ali, acabarão os carros da tua glória, o opróbrio da casa do teu senhor.

22-19 - E demitir-te-ei do teu ofício e te arrancarei do teu assento.

22-20 - E será, naquele dia, que chamarei a meu servo Eliaquim, filho de Hilquias.

22-21 - E revesti-lo-ei da tua túnica, e esforçá-lo-ei com o teu talabarte, e entregarei nas suas mãos o teu domínio, e ele será como pai para os moradores de Jerusalém e para a casa de Judá.

22-22 - E porei a chave da casa de Davi sobre o seu ombro, e abrirá, e ninguém fechará, e fechará, e ninguém abrirá.

22-23 - E fixá-lo-ei como a um prego em um lugar firme, e será como um trono de honra para a casa de seu pai.

22-24 - E dele penderá toda a glória da casa de seu pai, os renovos e os descendentes, todos os vasos menores, desde as taças até às garrafas.

22-25 - Naquele dia, diz o SENHOR dos Exércitos, o prego pregado em lugar firme será tirado; será arrancado e cairá, e a carga que nele estava se desprenderá, porque o SENHOR o disse.

23-1 - Peso de Tiro. Uivai, navios de Társis, porque está assolada, a ponto de não haver nela casa nenhuma, e de ninguém mais entrar nela; desde a terra de Quitim lhes foi isto revelado.

23-2 - Calai-vos, moradores da ilha, vós a quem encheram os mercadores de Sidom, navegando pelo mar.

23-3 - E a sua provisão era a semente do Canal, que vinha com as muitas águas, e a ceifa do Nilo; e ela era a feira das nações.

23-4 - Envergonha-te, ó Sidom, porque o mar, a fortaleza do mar, fala, dizendo: Eu não tive dores de parto, nem dei à luz, nem ainda criei jovens, nem eduquei donzelas.

23-5 - Como com as novas do Egito, assim haverá dores quando se ouvirem as de Tiro.

23-6 - Passai a Társis e uivai, moradores da ilha.

23-7 - É esta a vossa cidade, que andava pulando de alegria? Cuja antiguidade vem de dias remotos? Pois levá-la-ão os seus próprios pés para longe andarem a peregrinar.

23-8 - Quem formou este desígnio contra Tiro, a cidade coroada, cujos mercadores são príncipes e cujos negociantes são os mais nobres da terra?

23-9 - O SENHOR dos Exércitos formou este desígnio para denegrir a soberba de todo o ornamento e envilecer os mais nobres da terra.

23-10 - Passa como o Nilo pela tua terra, ó filha de Társis; já não há cinto ao redor de ti.

23-11 - Ele estendeu a mão sobre o mar e turbou os reinos; o SENHOR deu mandado contra Canaã, para que se destruíssem as suas fortalezas.

23-12 - E disse: Nunca mais pularás de alegria, ó oprimida donzela, filha de Sidom; levanta-te, passa a Quitim e mesmo ali não terás descanso.

23-13 - Vede a terra dos caldeus, povo que ainda não era povo; a Assíria a fundou para os que moravam no deserto; levantaram as suas fortalezas e edificaram os seus paços, mas já está arruinada de todo.

23-14 - Uivai, navios de Társis, porque é destruída a vossa força.

23-15 - E sucederá, naquele dia, que Tiro será posta em esquecimento por setenta anos, conforme os dias de um rei; mas, no fim de setenta anos, Tiro será como a canção de uma prostituta.

23-16 - Toma a harpa, rodeia a cidade, ó prostituta entregue ao esquecimento; toca bem, canta e repete a ária, para que haja memória de ti.

23-17 - Porque será no fim de setenta anos que o SENHOR visitará a Tiro, e ela tornará à sua ganância de prostituta e terá comércio com todos os reinos que há sobre a face da terra.

23-18 - E será consagrado ao SENHOR o seu comércio e a sua ganância de prostituta; não se entesourará, nem se fechará; mas o seu comércio será para os que habitam perante o SENHOR, para que comam suficientemente e tenham vestes duráveis.

24-1 - Eis que o SENHOR esvazia a terra, e a desola, e transtorna a sua superfície, e dispersa os seus moradores.

24-2 - E o que suceder ao povo sucederá ao sacerdote; ao servo, como ao seu senhor; à serva, como à sua senhora; ao comprador, como ao vendedor; ao que empresta, como ao que toma emprestado; ao que dá usura, como ao que paga usura.

24-3 - De todo se esvaziará a terra e de todo será saqueada, porque o SENHOR pronunciou esta palavra.

24-4 - A terra pranteia e se murcha; o mundo enfraquece e se murcha; enfraquecem os mais altos do povo da terra.

24-5 - Na verdade, a terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos e quebram a aliança eterna.

24-6 - Por isso, a maldição consome a terra, e os que habitam nela serão desolados; por isso, serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão.

24-7 - Pranteia o mosto, e enfraquece a vide; e suspirarão todos os alegres de coração.

24-8 - Cessou o folguedo dos tamboris, acabou o ruído dos que pulam de prazer, e descansou a alegria da harpa.

24-9 - Com canções não beberão vinho; a bebida forte será amarga para os que a beberem.

24-10 - Demolida está a cidade vazia, todas as casas fecharam, ninguém já pode entrar.

24-11 - Há lastimoso clamor nas ruas por causa do vinho; toda a alegria se escureceu, desterrou-se o gozo da terra.

24-12 - Na cidade, só ficou a desolação, e, com estalidos, se quebra a porta.

24-13 - Porque será no interior da terra, no meio destes povos, como a sacudidura da oliveira e como os rabiscos, quando está acabada a vindima.

24-14 - Estes alçarão a sua voz e cantarão com alegria; por causa da glória do SENHOR clamarão desde o mar.

24-15 - Por isso, glorificai ao SENHOR nos vales e nas ilhas do mar, ao nome do SENHOR, Deus de Israel.

24-16 - Dos confins da terra ouvimos cantar: glória ao Justo; mas eu digo: emagreço, emagreço, ai de mim! Os pérfidos tratam perfidamente; sim, os pérfidos tratam perfidamente.

24-17 - O temor, e a cova, e o laço vêm sobre ti, ó morador da terra.

24-18 - E será que aquele que fugir da voz do temor cairá na cova, e o que subir da cova, o laço o prenderá; porque as janelas do alto se abriram, e os fundamentos da terra tremem.

24-19 - De todo será quebrantada a terra, de todo se romperá e de todo se moverá a terra.

24-20 - De todo vacilará a terra como o ébrio e será movida e removida como a choça de noite; e a sua transgressão se agravará sobre ela, e cairá e nunca mais se levantará.

24-21 - E será que, naquele dia, o SENHOR visitará os exércitos do alto na altura e os reis da terra, sobre a terra.

24-22 - E serão amontoados como presos em uma masmorra, e serão encerrados em um cárcere, e serão visitados depois de muitos dias.

24-23 - E a lua se envergonhará, e o sol se confundirá quando o SENHOR dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém; e, então, perante os seus anciãos haverá glória.

25-1 - Ó SENHOR, tu és o meu Deus; exaltar-te-ei e louvarei o teu nome, porque fizeste maravilhas; os teus conselhos antigos são verdade e firmeza.

25-2 - Porque da cidade fizeste um montão de pedras, e da cidade forte, uma ruína, e do paço dos estranhos, que não seja mais cidade e jamais se torne a edificar.

25-3 - Pelo que te glorificará um povo poderoso, e a cidade das nações formidáveis te temerá.

25-4 - Porque foste a fortaleza do pobre e a fortaleza do necessitado na sua angústia; refúgio contra a tempestade e sombra contra o calor; porque o sopro dos opressores é como a tempestade contra o muro.

25-5 - Como o calor em lugar seco, tu abaterás o ímpeto dos estranhos; como se abranda o calor pela sombra da espessa nuvem, assim o cântico dos tiranos será humilhado.

25-6 - E o SENHOR dos Exércitos dará, neste monte, a todos os povos uma festa com animais gordos, uma festa com vinhos puros, com tutanos gordos e com vinhos puros, bem purificados.

25-7 - E destruirá, neste monte, a máscara do rosto com que todos os povos andam cobertos e o véu com que todas as nações se escondem.

25-8 - Aniquilará a morte para sempre, e assim enxugará o Senhor JEOVÁ as lágrimas de todos os rostos, e tirará o opróbrio do seu povo de toda a terra; porque o SENHOR o disse.

25-9 - E, naquele dia, se dirá: Eis que este é o nosso Deus, a quem aguardávamos, e ele nos salvará; este é o SENHOR, a quem aguardávamos; na sua salvação, exultaremos e nos alegraremos.

25-10 - Porque a mão do SENHOR descansará neste monte; mas Moabe será trilhado debaixo dele, como se trilha a palha no monturo.

25-11 - E Moabe estenderá as mãos por entre eles, como as estende o nadador para nadar; mas o SENHOR abaterá a sua altivez, apesar da perícia das suas mãos.

25-12 - E abaixará as altas fortalezas dos teus muros e abatê-las-á, e derribá-las-á por terra, até ao pó.

26-1 - Naquele dia, se entoará este cântico na terra de Judá: Uma forte cidade temos, a quem Deus pôs a salvação por muros e antemuros.

26-2 - Abri as portas, para que entre nela a nação justa, que observa a verdade.

26-3 - Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti.

26-4 - Confiai no SENHOR perpetuamente; porque o SENHOR Deus é uma rocha eterna.

26-5 - Porque ele abate os que habitam em lugares sublimes, e a cidade exaltada humilhará até ao chão, e a derribará até ao pó.

26-6 - O pé a pisará: os pés dos aflitos e os passos dos pobres.

26-7 - O caminho do justo é todo plano; tu retamente pesas o andar do justo.

26-8 - Até no caminho dos teus juízos, SENHOR, te esperamos; no teu nome e na tua memória está o desejo da nossa alma.

26-9 - Com minha alma te desejei de noite e, com o meu espírito, que está dentro de mim, madrugarei a buscar-te; porque, havendo os teus juízos na terra, os moradores do mundo aprendem justiça.

26-10 - Ainda que se mostre favor ao ímpio, nem por isso aprende a justiça; até na terra da retidão, ele pratica a iniqüidade e não atenta para a majestade do SENHOR.

26-11 - SENHOR, a tua mão está exaltada, mas nem por isso a vêem; vê-la-ão, porém confundir-se-ão por causa do zelo que tens do teu povo; e o fogo consumirá os teus adversários.

26-12 - SENHOR, tu nos darás a paz, porque tu és o que fizeste em nós todas as nossas obras.

26-13 - Ó SENHOR, Deus nosso, outros senhores têm tido domínio sobre nós; mas, por ti só, nos lembramos do teu nome.

26-14 - Morrendo eles, não tornarão a viver; falecendo, não ressuscitarão; por isso, os visitaste, e destruíste, e apagaste toda a sua memória.

26-15 - Tu, SENHOR, aumentaste esta gente, tu aumentaste esta gente, fizeste-te glorioso; mas longe os lançaste, para todos os confins da terra.

26-16 - SENHOR, no aperto, te visitaram; vindo sobre eles a tua correção, derramaram a sua oração secreta.

26-17 - Como a mulher grávida, quando está próxima a sua hora, tem dores de parto e dá gritos nas suas dores, assim fomos nós por causa da tua face, ó SENHOR!

26-18 - Bem concebemos nós e tivemos dores de parto, mas isso não foi senão vento; livramento não trouxemos à terra, nem caíram os moradores do mundo.

26-19 - Os teus mortos viverão, os teus mortos ressuscitarão; despertai e exultai, vós que habitais no pó, porque o teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos.

26-20 - Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira.

26-21 - Porque eis que o SENHOR sairá do seu lugar para castigar os moradores da terra, por causa da sua iniqüidade; e a terra descobrirá o seu sangue e não encobrirá mais aqueles que foram mortos.

27-1 - Naquele dia, o SENHOR castigará com a sua dura espada, grande e forte, o leviatã, a serpente veloz, e o leviatã, a serpente tortuosa, e matará o dragão que está no mar.

27-2 - Naquele dia, haverá uma vinha de vinho tinto; cantai-lhe.

27-3 - Eu, o SENHOR, a guardo e, a cada momento, a regarei; para que ninguém lhe faça dano, de noite e de dia a guardarei.

27-4 - Não há indignação em mim; quem me poria sarças e espinheiros diante de mim na guerra? Eu iria contra eles e juntamente os queimaria.

27-5 - Ou que se apodere da minha força e faça paz comigo; sim, que faça paz comigo.

27-6 - Dias virão em que Jacó lançará raízes, e florescerá e brotará Israel, e encherão de fruto a face do mundo.

27-7 - Porventura, feriu-o ele como feriu aos que o feriram? Ou matou-o ele assim como matou aos que por ele foram mortos?

27-8 - Com medida contendeste com ela quando a rejeitaste; ele a tirou com o seu vento forte, no tempo do vento leste.

27-9 - Por isso, se expiará a iniqüidade de Jacó, e este será todo o fruto de se haver tirado o seu pecado; quando ele fizer a todas as pedras do altar como pedras de cal feitas em pedaços, os bosques e as imagens do sol não poderão ficar em pé.

27-10 - Porque a cidade forte está solitária, uma habitação rejeitada e abandonada como um deserto; ali, pastarão os bezerros, e ali se deitarão, e devorarão os seus ramos.

27-11 - Quando os seus ramos se secarem, serão quebrados; vindo as mulheres, os acenderão, porque este povo não é povo de entendimento; por isso, aquele que o fez não se compadecerá dele e aquele que o formou não lhe mostrará nenhum favor.

27-12 - E será, naquele dia, que o SENHOR padejará o seu fruto desde as correntes do rio até o rio do Egito; e vós, ó filhos de Israel, sereis colhidos um a um.

27-13 - E será, naquele dia, que se tocará uma grande trombeta, e os que andavam perdidos pela terra da Assíria e os que foram desterrados para a terra do Egito tornarão a vir e adorarão ao SENHOR no monte santo, em Jerusalém.

28-1 - Ai da coroa de soberba dos bêbados de Efraim, cujo glorioso ornamento é como a flor que cai, que está sobre a cabeça do fértil vale dos vencidos do vinho!

28-2 - Eis que o Senhor mandará um homem valente e poderoso; como uma queda de saraiva, uma tormenta de destruição e como uma tempestade de impetuosas águas que trasbordam, violentamente a derribará por terra.

28-3 - A coroa de soberba dos bêbados de Efraim será pisada aos pés.

28-4 - E a flor caída do seu glorioso ornamento que está sobre a cabeça do fértil vale será como o figo antes do verão, que, vendo-o alguém e tendo-o ainda na mão, o engole.

28-5 - Naquele dia, o SENHOR dos Exércitos será por coroa gloriosa e por grinalda formosa para os restantes de seu povo;

28-6 - e será espírito de juízo para o que se assenta a julgar e por fortaleza para os que fazem recuar a peleja até à porta.

28-7 - Mas também estes erram por causa do vinho e com a bebida forte se desencaminham; até o sacerdote e o profeta erram por causa da bebida forte; são absorvidos do vinho, desencaminham-se por causa da bebida forte, andam errados na visão e tropeçam no juízo.

28-8 - Porque todas as suas mesas estão cheias de vômitos e de imundícia; não há nenhum lugar limpo.

28-9 - A quem, pois, se ensinaria a ciência? E a quem se daria a entender o que se ouviu? Ao desmamado e ao arrancado dos seios?

28-10 - Porque é mandamento sobre mandamento, mandamento e mais mandamento, regra sobre regra, regra e mais regra: um pouco aqui, um pouco ali.

28-11 - Pelo que, por lábios estranhos e por outra língua, falará a este povo,

28-12 - ao qual disse: Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério; mas não quiseram ouvir.

28-13 - Assim, pois, a palavra do SENHOR lhes será mandamento sobre mandamento, mandamento e mais mandamento, regra sobre regra, regra e mais regra: um pouco aqui, um pouco ali; para que vão, e caiam para trás, e se quebrantem, e se enlacem, e sejam presos.

28-14 - Ouvi, pois, a palavra do SENHOR, homens escarnecedores que dominais este povo que está em Jerusalém.

28-15 - Porquanto dizeis: Fizemos concerto com a morte e com o inferno fizemos aliança; quando passar o dilúvio do açoite, não chegará a nós, porque pusemos a mentira por nosso refúgio e debaixo da falsidade nos escondemos.

28-16 - Portanto, assim diz o Senhor JEOVÁ: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada; aquele que crer não se apresse.

28-17 - E regrarei o juízo pela linha e a justiça, pelo prumo, e a saraiva varrerá o refúgio da mentira, e as águas cobrirão o esconderijo.

28-18 - E o vosso concerto com a morte se anulará; e a vossa aliança com o inferno não subsistirá; e, quando o dilúvio do açoite passar, então, sereis oprimidos por ele.

28-19 - Desde que comece a passar, vos arrebatará, porque todas as manhãs passará e todos os dias e todas as noites; e será que somente o ouvir tal notícia causará grande turbação.

28-20 - Porque a cama será tão curta, que ninguém se poderá estender nela; e o cobertor, tão estreito, que ninguém se poderá cobrir com ele.

28-21 - Porque o SENHOR se levantará, como no monte de Perazim, e se irará, como no vale de Gibeão, para fazer a sua obra, a sua estranha obra, e para executar o seu ato, o seu estranho ato.

28-22 - Agora, pois, não mais escarneçais, para que vossas ligaduras se não façam mais fortes; porque já ouvi o Senhor JEOVÁ dos Exércitos falar de uma destruição, e esta já está determinada sobre toda a terra.

28-23 - Inclinai os ouvidos e ouvi a minha voz; atendei bem e ouvi o meu discurso.

28-24 - Porventura, lavra todo o dia o lavrador, para semear? Ou abre e esterroa todo o dia a sua terra?

28-25 - Não é, antes, assim: quando já tem gradado a sua superfície, então, espalha nela ervilhaca, e semeia cominhos; ou lança nela do melhor trigo, ou cevada escolhida, ou centeio, cada qual no seu lugar?

28-26 - O seu Deus o ensina e o instrui acerca do que há de fazer.

28-27 - Porque a ervilhaca não se trilha com instrumento de trilhar, nem sobre os cominhos passa roda de carro; mas, com uma vara, se sacode a ervilhaca e os cominhos, com um pedaço de pau.

28-28 - O trigo é esmiuçado, mas não se trilha continuamente, nem se esmiúça com as rodas do seu carro, nem se quebra com os seus cavalos.

28-29 - Até isto procede do SENHOR dos Exércitos, porque é maravilhoso em conselho e grande em obra.

29-1 - Ai de Ariel, da cidade de Ariel, em que Davi assentou o seu arraial! Acrescentai ano a ano, e sucedam-se as festas.

29-2 - Contudo, porei a Ariel em aperto, e haverá pranto e tristeza; e ela será para mim como Ariel.

29-3 - Porque te cercarei com o meu arraial, e te sitiarei com baluartes, e levantarei trincheiras contra ti.

29-4 - Então, serás abatida, falarás de debaixo da terra, e a tua fala desde o pó sairá fraca, e será a tua voz debaixo da terra como a de um feiticeiro, e a tua fala assobiará desde o pó.

29-5 - E a multidão dos teus inimigos será como o pó miúdo, e a multidão dos tiranos, como a pragana que passa; em um momento repentino, isso acontecerá.

29-6 - Do SENHOR dos Exércitos serás visitada com trovões, e com terremotos, e grande ruído, e com tufão de vento, e tempestade, e labareda de fogo consumidor.

29-7 - E como o sonho e uma visão da noite será a multidão de todas as nações que hão de pelejar contra Ariel, como também todos os que pelejarem contra ela e contra os seus muros e a puserem em aperto.

29-8 - Será também como o faminto que sonha que está comendo, mas, acordando, sente a sua alma vazia; ou como o sequioso que sonha que está bebendo, mas, acordando, eis que ainda desfalecido se acha, e a sua alma, com sede; assim será toda a multidão das nações que pelejarem contra o monte Sião.

29-9 - Tardai, e maravilhai-vos, e folgai, e clamai; bêbados estão, mas não de vinho; andam titubeando, mas não de bebida forte.

29-10 - Porque o SENHOR derramou sobre vós um espírito de profundo sono e fechou os vossos olhos, os profetas; e vendou os vossos líderes, os videntes.

29-11 - Pelo que toda visão vos é como as palavras de um livro selado que se dá ao que sabe ler, dizendo: Ora, lê isto; e ele dirá: Não posso, porque está selado.

29-12 - Ou dá-se o livro ao que não sabe ler, dizendo: Ora, lê isto; e ele dirá: Não sei ler.

29-13 - Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim e, com a boca e com os lábios, me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído;

29-14 - eis que continuarei a fazer uma obra maravilhosa no meio deste povo; uma obra maravilhosa e um assombro, porque a sabedoria dos seus sábios perecerá, e o entendimento dos seus prudentes se esconderá.

29-15 - Ai dos que querem esconder profundamente o seu propósito do SENHOR! Fazem as suas obras às escuras e dizem: Quem nos vê? E quem nos conhece?

29-16 - Vós tudo perverteis, como se o oleiro fosse ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Não me fez; e o vaso formado dissesse do seu oleiro: Nada sabe.

29-17 - Porventura, não se converterá o Líbano, em um breve momento, em campo fértil? E o campo fértil não se reputará por um bosque?

29-18 - E, naquele dia, os surdos ouvirão as palavras do livro, e, dentre a escuridão e dentre as trevas, as verão os olhos dos cegos.

29-19 - E os mansos terão regozijo sobre regozijo no SENHOR; e os necessitados entre os homens se alegrarão no Santo de Israel.

29-20 - Porque o tirano é reduzido a nada, e se consome o escarnecedor, e todos os que se dão a iniqüidade são desarraigados,

29-21 - os que fazem culpado ao homem em uma causa, os que armam laços ao que repreende na porta e os que põem de parte o justo, sem motivo.

29-22 - Portanto, assim diz o SENHOR, que remiu a Abraão, acerca da casa de Jacó: Jacó não será, agora, envergonhado, nem, agora, se descorará a sua face.

29-23 - Mas, quando vir a seus filhos a obra das minhas mãos, no meio dele, santificarão o meu nome, e santificarão o Santo de Jacó, e temerão ao Deus de Israel.

29-24 - E os errados de espírito virão a ter entendimento, e os murmuradores aprenderão doutrina.

30-1 - Ai dos filhos rebeldes, diz o SENHOR, que tomaram conselho, mas não de mim! E que se cobriram com uma cobertura, mas não do meu Espírito, para acrescentarem pecado a pecado!

30-2 - Que descem ao Egito, sem perguntarem à minha boca, para se fortificarem com a força de Faraó e para confiarem na sombra do Egito!

30-3 - Porque a força de Faraó se vos tornará em vergonha, e a confiança na sombra do Egito, em confusão.

30-4 - Porque os seus príncipes estão em Zoã, e os seus embaixadores chegaram a Hanes.

30-5 - Eles se envergonharão de um povo que de nada lhe servirá, nem de ajuda, nem de proveito; antes, de vergonha e de opróbrio.

30-6 - Peso dos animais do Sul. Para a terra de aflição e de angústia ( donde vem a leoa, o leão, o basilisco e a áspide ardente voadora ) levarão às costas de jumentinhos as suas fazendas, e sobre as corcovas de camelos, os seus tesouros a um povo que de nada lhes aproveitará.

30-7 - Porque o Egito os ajudará em vão e para nenhum fim; pelo que clamei acerca disto: No estarem quietos, estará a sua força.

30-8 - Vai, pois, agora, escreve isto em uma tábua perante eles e aponta-o em um livro; para que fique escrito para o tempo vindouro, para sempre e perpetuamente.

30-9 - Porque povo rebelde é este, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do SENHOR;

30-10 - que dizem aos videntes: Não vejais; e aos profetas: Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis e tende para nós enganadoras lisonjas;

30-11 - desviai-vos do caminho, apartai-vos da vereda; fazei que deixe de estar o Santo de Israel perante nós.

30-12 - Pelo que assim diz o Santo de Israel: Visto que rejeitais esta palavra, e confiais na opressão e na perversidade, e sobre isso vos estribais,

30-13 - por isso, esta maldade vos será como a parede fendida, que já forma barriga desde o mais alto sítio, e cuja queda virá subitamente, em um momento.

30-14 - E ele o quebrará como se quebra o vaso do oleiro e, quebrando-o, não se compadecerá; não se achará entre os seus pedaços um que sirva para tomar fogo do lar ou tirar água da poça.

30-15 - Porque assim diz o Senhor JEOVÁ, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em repousardes, estaria a vossa salvação; no sossego e na confiança, estaria a vossa força, mas não a quisestes.

30-16 - Mas dizeis: Não; antes, sobre cavalos fugiremos; portanto, fugireis; e: Sobre cavalos ligeiros cavalgaremos; por isso, os vossos perseguidores serão ligeiros.

30-17 - Mil homens fugirão ao grito de um e, ao grito de cinco, todos vós fugireis, até que sejais deixados como o mastro no cume do monte e como a bandeira no outeiro.

30-18 - Por isso, o SENHOR esperará para ter misericórdia de vós; e, por isso, será exalçado para se compadecer de vós, porque o SENHOR é um Deus de eqüidade. Bem-aventurados todos os que nele esperam.

30-19 - Porque o povo habitará em Sião, em Jerusalém; não chorarás mais; certamente, se compadecerá de ti, à voz do teu clamor; e, ouvindo-a, te responderá.

30-20 - Bem vos dará o Senhor pão de angústia e água de aperto, mas os teus instruidores nunca mais fugirão de ti, como voando com asas; antes, os teus olhos verão a todos os teus mestres.

30-21 - E os teus ouvidos ouvirão a palavra que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho; andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda.

30-22 - E terás por contaminadas as coberturas das tuas esculturas de prata e a coberta das tuas esculturas fundidas de ouro; e as lançarás fora como um pano imundo e dirás a cada uma delas: Fora daqui!

30-23 - Então, te dará chuva sobre a semente com que semeares a terra, como também pão da novidade da terra; e esta será fértil e cheia; naquele dia, o teu gado pastará em lugares largos de pasto.

30-24 - E os bois e os jumentinhos que lavram a terra comerão grão puro, que for padejado com a pá e cirandado com a ciranda.

30-25 - E haverá, em todo monte alto e em todo outeiro elevado, ribeiros e correntes de águas, no dia da grande matança, quando caírem as torres.

30-26 - E será a luz da lua como a luz do sol, e a luz do sol, sete vezes maior, como a luz de sete dias, no dia em que o SENHOR ligar a quebradura do seu povo e curar a chaga da sua ferida.

30-27 - Eis que o nome do SENHOR vem de longe ardendo na sua ira e lançando espessa fumaça; os seus lábios estão cheios de indignação, e a sua língua é como um fogo consumidor;

30-28 - e a sua respiração é como o ribeiro trasbordando, que chega até ao pescoço, para peneirar as nações com peneira de vaidade; e um freio de fazer errar estará nas queixadas dos povos.

30-29 - Um cântico haverá entre vós, como na noite em que se celebra uma festa santa; e alegria de coração, como a daquela que sai tocando pífano, para vir ao monte do SENHOR, à Rocha de Israel.

30-30 - E o SENHOR fará ouvir a glória da sua voz e fará ver o abaixamento do seu braço, com indignação de ira, e a labareda do seu fogo consumidor, e raios, e dilúvio, e pedra de saraiva.

30-31 - Porque, com a voz do SENHOR, será desfeita em pedaços a Assíria, que feriu com a vara.

30-32 - E, a cada pancada do bordão do juízo que o SENHOR der, haverá tamboris e harpas; e, com combates de agitação, combaterá contra eles.

30-33 - Porque uma fogueira está preparada desde ontem, sim, está preparada para o rei; ele a fez profunda e larga; a sua pilha é fogo e tem muita lenha; o assopro do SENHOR como torrente de enxofre a acenderá.

31-1 - Ai dos que descem ao Egito a buscar socorro e se estribam em cavalos! Têm confiança em carros, porque são muitos, e nos cavaleiros, porque são poderosíssimos; e não atentam para o Santo de Israel e não buscam ao SENHOR.

31-2 - Todavia, também ele é sábio, e fará vir o mal, e não retirará as suas palavras; ele se levantará contra a casa dos malfeitores e contra a ajuda dos que praticam a iniqüidade.

31-3 - Porque os egípcios são homens e não Deus; e os seus cavalos, carne e não espírito; e, quando o SENHOR estender a mão, todos cairão por terra, tanto o auxiliador como o ajudado, e todos juntamente serão consumidos.

31-4 - Porque assim me disse o SENHOR: Como o leão e o filhote do leão rugem sobre a sua presa, ainda que se convoque contra eles uma multidão de pastores, e não se espantam das suas vozes, nem se abatem pela sua multidão, assim o SENHOR dos Exércitos descerá para pelejar pelo monte Sião e pelo seu outeiro.

31-5 - Como as aves voam, assim o SENHOR dos Exércitos amparará a Jerusalém; ele a amparará, e a livrará, e, passando, a salvará.

31-6 - Convertei-vos, pois, àquele contra quem os filhos de Israel se rebelaram tão profundamente.

31-7 - Porque, naquele dia, cada um lançará fora os seus ídolos de prata e os seus ídolos de ouro, que fabricaram as vossas mãos para pecardes.

31-8 - E a Assíria cairá pela espada e não por varão; e a espada, não de homem, a consumirá; e fugirá perante a espada, e os seus jovens serão derrotados.

31-9 - E, de medo, passará a sua rocha de refúgio, e os seus príncipes desertarão a bandeira, diz o SENHOR, cujo fogo está em Sião e cuja fornalha, em Jerusalém.

32-1 - Reinará um rei com justiça, e dominarão os príncipes segundo o juízo.

32-2 - E será aquele varão como um esconderijo contra o vento, e como um refúgio contra a tempestade, e como ribeiros de águas em lugares secos, e como a sombra de uma grande rocha em terra sedenta.

32-3 - E os olhos dos que vêem não olharão para trás; e os ouvidos dos que ouvem estarão atentos.

32-4 - E o coração dos imprudentes entenderá a sabedoria; e a língua dos gagos estará pronta para falar distintamente.

32-5 - Ao louco nunca mais se chamará nobre; e do avarento nunca mais se dirá que é generoso.

32-6 - Porque o louco fala loucamente, e o seu coração pratica a iniqüidade, para usar de hipocrisia, e para proferir erros contra o SENHOR, e para deixar vazia a alma do faminto, e para fazer com que o sedento venha a ter falta de bebida.

32-7 - Também todos os instrumentos do avarento são maus; ele maquina invenções malignas, para destruir os mansos com palavras falsas, mesmo quando o pobre chega a falar retamente.

32-8 - Mas o nobre projeta coisas nobres e, pela nobreza, está em pé.

32-9 - Levantai-vos, mulheres que estais em repouso, e ouvi a minha voz; e vós, filhas que estais tão seguras, inclinai os ouvidos às minhas palavras.

32-10 - Porque daqui a um ano e dias vireis a ser turbadas, ó mulheres que estais tão seguras; porque a vindima se acabará, e a colheita não virá.

32-11 - Tremei, mulheres que estais em repouso, e turbai-vos, vós que estais tão seguras; despi-vos, e ponde-vos nuas, e cingi com panos de saco os vossos lombos.

32-12 - Feri os peitos sobre os campos desejáveis e sobre as vides frutuosas.

32-13 - Sobre a terra do meu povo virão espinheiros e sarças, como também sobre todas as casas de alegria, na cidade que anda pulando de prazer.

32-14 - Porque o palácio será abandonado, o ruído da cidade cessará; Ofel e as torres da guarda servirão de cavernas eternamente, para alegria dos jumentos monteses e para pasto dos gados,

32-15 - até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto; então, o deserto se tornará em campo fértil, e o campo fértil será reputado por um bosque.

32-16 - E o juízo habitará no deserto, e a justiça morará no campo fértil.

32-17 - E o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança, para sempre.

32-18 - E o meu povo habitará em morada de paz, e em moradas bem seguras, e em lugares quietos de descanso,

32-19 - ainda que caia saraiva, e caia o bosque, e a cidade seja inteiramente abatida.

32-20 - Bem-aventurados vós, que semeais sobre todas as águas e que dais liberdade ao pé do boi e do jumento.

33-1 - Ai de ti despojador que não foste despojado e que ages perfidamente contra os que não agiram perfidamente contra ti! Acabando tu de despojar, serás despojado; e, acabando tu de tratar perfidamente, perfidamente te tratarão.

33-2 - SENHOR, tem misericórdia de nós! Por ti temos esperado; sê tu o nosso braço cada manhã, como também a nossa salvação em tempos de tribulação.

33-3 - Ao ruído do tumulto, fugirão os povos; à tua exaltação as nações serão dispersas.

33-4 - Então, ajuntar-se-á o vosso despojo como se apanha o pulgão; como os gafanhotos saltam, ali saltará.

33-5 - O SENHOR é exalçado, pois habita nas alturas; encheu a Sião de retidão e de justiça.

33-6 - E haverá estabilidade nos teus tempos, abundância de salvação, sabedoria e ciência; e o temor do SENHOR será o seu tesouro.

33-7 - Eis que os seus embaixadores estão clamando de fora; e os mensageiros de paz estão chorando amargamente.

33-8 - As estradas estão desoladas, cessam os que passam pelas veredas; ele rompeu a aliança, desprezou as cidades e a homem nenhum estima.

33-9 - A terra geme e pranteia, o Líbano se envergonha e se murcha, Sarom se tornou como um deserto, Basã e Carmelo foram sacudidos.

33-10 - Agora, me levantarei, diz o SENHOR; agora, me levantarei a mim mesmo; agora, serei exaltado.

33-11 - Concebestes palha, produzireis pragana, e o vosso espírito vos devorará como fogo.

33-12 - E os povos serão como os incêndios de cal, como espinhos cortados arderão no fogo.

33-13 - Ouvi, vós os que estais longe, o que tenho feito; e vós que estais vizinhos, conhecei o meu poder.

33-14 - Os pecadores de Sião se assombraram, o tremor surpreendeu os hipócritas. Quem dentre nós habitará com o fogo consumidor? Quem dentre nós habitará com as labaredas eternas?

33-15 - O que anda em justiça e que fala com retidão, que arremessa para longe de si o ganho de opressões, que sacode das suas mãos todo o presente; que tapa os ouvidos para não ouvir falar de sangue e fecha os olhos para não ver o mal,

33-16 - este habitará nas alturas; as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, e as suas águas serão certas.

33-17 - Os teus olhos verão o Rei na sua formosura e verão a terra que está longe.

33-18 - O teu coração considerará em assombro, dizendo: Onde está o escrivão? Onde está o pagador? Onde está o que conta as torres?

33-19 - Não verás mais aquele povo cruel, povo de fala tão profunda, que não se pode perceber, e de língua tão estranha, que não se pode entender.

33-20 - Olha para Sião, a cidade das nossas solenidades; os teus olhos verão a Jerusalém, habitação quieta, tenda que não será derribada, cujas estacas nunca serão arrancadas, e das suas cordas nenhuma se quebrará.

33-21 - Mas o SENHOR ali nos será grandioso, lugar de rios e correntes largas; barco nenhum de remo passará por eles, nem navio grande navegará por eles.

33-22 - Porque o SENHOR é o nosso Juiz; o SENHOR é o nosso Legislador; o SENHOR é o nosso Rei; ele nos salvará.

33-23 - As tuas cordas estão frouxas; não puderam ter firme o seu mastro, e vela não estenderam; então, a presa de abundantes despojos se repartirá; e até os coxos roubarão a presa.

33-24 - E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da sua iniqüidade.

34-1 - Chegai-vos, nações, para ouvir; e vós, povos, escutai; ouça a terra, e a sua plenitude, o mundo e tudo quanto produz.

34-2 - Porque a indignação do SENHOR está sobre todas as nações, e o seu furor sobre todo o exército delas; ele as destruiu totalmente, entregou-as à matança.

34-3 - E os mortos serão arremessados, e do seu corpo subirá o mau cheiro; e com o seu sangue os montes se derreterão.

34-4 - E todo o exército dos céus se gastará, e os céus se enrolarão como um livro, e todo o seu exército cairá como cai a folha da vide e como cai o figo da figueira.

34-5 - Porque a minha espada se embriagou nos céus; eis que sobre Edom descerá e sobre o povo do meu anátema, para exercer juízo.

34-6 - A espada do SENHOR está cheia de sangue, está cheia da gordura de sangue de cordeiros e de bodes, da gordura dos rins de carneiros; porque o SENHOR tem sacrifício em Bozra e grande matança na terra de Edom.

34-7 - E os unicórnios descerão com eles, e os bezerros, com os touros; e a sua terra beberá sangue até se fartar, e o seu pó de gordura se encherá.

34-8 - Porque será o dia da vingança do SENHOR, ano de retribuições, pela luta de Sião.

34-9 - E os seus ribeiros se transformarão em pez, e o seu pó, em enxofre, e a sua terra, em pez ardente.

34-10 - Nem de noite nem de dia, se apagará; para sempre a sua fumaça subirá; de geração em geração será assolada, e de século em século ninguém passará por ela.

34-11 - Mas o pelicano e a coruja a possuirão, e o bufo e o corvo habitarão nela, e ele estenderá sobre ela cordel de confusão e nível de vaidade.

34-12 - Eles chamarão ao reino os seus nobres, mas nenhum haverá, e todos os seus príncipes não serão coisa nenhuma.

34-13 - E, nos seus palácios, crescerão espinhos, urtigas e cardos nas suas fortalezas; e será uma habitação de dragões e sala para os filhos do avestruz.

34-14 - E os cães bravos se encontrarão com os gatos bravos; e o sátiro clamará ao seu companheiro; e os animais noturnos ali pousarão e acharão lugar de repouso para si.

34-15 - Ali, se aninhará a mélroa, e porá os seus ovos, e tirará os seus filhotes, e os recolherá debaixo da sua sombra; também ali os abutres se ajuntarão uns com os outros.

34-16 - Buscai no livro do SENHOR e lede; nenhuma dessas coisas falhará, nem uma nem outra faltará; porque a sua própria boca o ordenou, e o seu espírito mesmo as ajuntará.

34-17 - Porque ele mesmo lançou as sortes por eles, e a sua mão lhes repartiu a terra com o cordel; para sempre a possuirão, de geração em geração habitarão nela.

35-1 - O deserto e os lugares secos se alegrarão com isso; e o ermo exultará e florescerá como a rosa.

35-2 - Abundantemente florescerá e também regurgitará de alegria e exultará; a glória do Líbano se lhe deu, bem como a excelência do Carmelo e de Sarom; eles verão a glória do SENHOR, a excelência do nosso Deus.

35-3 - Confortai as mãos fracas e fortalecei os joelhos trementes.

35-4 - Dizei aos turbados de coração: Esforçai-vos e não temais; eis que o vosso Deus virá com vingança, com recompensa de Deus; ele virá, e vos salvará.

35-5 - Então, os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se abrirão.

35-6 - Então, os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará, porque águas arrebentarão no deserto, e ribeiros, no ermo.

35-7 - E a terra seca se transformará em tanques, e a terra sedenta, em mananciais de águas; e nas habitações em que jaziam os chacais haverá erva com canas e juncos.

35-8 - E ali haverá um alto caminho, um caminho que se chamará O Caminho Santo; o imundo não passará por ele, mas será para o povo de Deus; os caminhantes, até mesmo os loucos, não errarão.

35-9 - Ali, não haverá leão, nem animal feroz subirá a ele, nem se achará nele; mas os remidos andarão por ele.

35-10 - E os resgatados do SENHOR voltarão e virão a Sião com júbilo; e alegria eterna haverá sobre a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido.

36-1 - E aconteceu, no ano décimo quarto do rei Ezequias, que Senaqueribe, rei da Assíria, subiu contra todas as cidades fortes de Judá e as tomou.

36-2 - Então, o rei da Assíria enviou Rabsaqué, desde Laquis a Jerusalém, ao rei Ezequias com um grande exército; e ele parou junto ao cano do tanque mais alto, junto ao caminho do campo do lavandeiro.

36-3 - Então, saiu a ele Eliaquim, filho de Hilquias, o mordomo, e Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o chanceler.

36-4 - E Rabsaqué lhes disse: Ora, dizei a Ezequias: Assim diz o grande rei, o rei da Assíria: Que confiança é esta que tu manifestas?

36-5 - Bem posso eu dizer: teu conselho e poder para a guerra são apenas vãs palavras; em quem, pois, agora, confias, que contra mim te rebelas?

36-6 - Eis que confias naquele bordão de cana quebrada, a saber, no Egito, que, se alguém se apoiar nele, lhe entrará pela mão e lha furará; assim é Faraó, rei do Egito, para com todos os que nele confiam.

36-7 - Mas, se me disseres: No SENHOR, nosso Deus, confiamos, porventura, não é esse aquele cujos altos e cujos altares Ezequias tirou e disse a Judá e a Jerusalém: Perante este altar vos inclinareis?

36-8 - Ora, pois, dá, agora, reféns ao meu senhor, o rei da Assíria, e dar-te-ei dois mil cavalos, se tu puderes dar cavaleiros para eles.

36-9 - Como, não podendo tu voltar o rosto a um só príncipe dos mínimos servos do meu senhor, confias no Egito, por causa dos carros e cavaleiros?

36-10 - E subi eu, agora, sem o SENHOR contra esta terra, para destruí-la? O SENHOR mesmo me disse: Sobe contra esta terra e destrói-a.

36-11 - Então, disse Eliaquim, e Sebna, e Joá a Rabsaqué: Pedimos-te que fales aos teus servos em siríaco, porque bem o entendemos, e não nos fales em judaico, aos ouvidos do povo que está sobre os muros.

36-12 - Mas Rabsaqué disse: Porventura, mandou-me o meu senhor só ao teu senhor e a ti, para dizer estas palavras? E não, antes, aos homens que estão assentados sobre os muros, para que comam convosco o seu esterco e bebam a sua urina?

36-13 - Rabsaqué, pois, se pôs em pé, e clamou em alta voz em judaico, e disse: Ouvi as palavras do grande rei, do rei da Assíria.

36-14 - Assim diz o rei: Não vos engane Ezequias, porque não vos poderá livrar.

36-15 - Nem tampouco Ezequias vos faça confiar no SENHOR, dizendo: Infalivelmente, nos livrará o SENHOR, e esta cidade não será entregue nas mãos do rei da Assíria.

36-16 - Não deis ouvidos a Ezequias, porque assim diz o rei da Assíria: Aliai-vos comigo e saí a mim, e coma cada um da sua vide e da sua figueira e beba cada um da água da sua cisterna,

36-17 - até que eu venha e vos leve para uma terra como a vossa, terra de trigo e de mosto, terra de pão e de vinhas.

36-18 - Não vos engane Ezequias, dizendo: O SENHOR nos livrará. Porventura, os deuses das nações livraram cada um a sua terra das mãos do rei da Assíria?

36-19 - Onde estão os deuses de Hamate e de Arpade? Onde estão os deuses de Sefarvaim? Porventura, livraram eles a Samaria das minhas mãos?

36-20 - Quais são eles, dentre todos os deuses desses países, os que livraram a sua terra das minhas mãos, para que o SENHOR livrasse a Jerusalém das minhas mãos?

36-21 - Mas eles calaram-se e não lhe responderam palavra, porque havia mandado do rei, dizendo: Não lhe respondereis.

36-22 - Então, Eliaquim, filho de Hilquias, o mordomo, e Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o chanceler, vieram a Ezequias com as vestes rasgadas e lhe fizeram saber as palavras de Rabsaqué.

37-1 - E aconteceu que, tendo ouvido isso o rei Ezequias, rasgou as suas vestes, e se cobriu de saco de pano grosseiro, e entrou na Casa do SENHOR.

37-2 - E o rei enviou a Eliaquim, o mordomo, e a Sebna, o escrivão, e aos anciãos dos sacerdotes, cobertos de sacos de pano grosseiro, a Isaías, filho de Amoz, o profeta.

37-3 - E disseram-lhe: Assim diz Ezequias: Este dia é dia de angústia, e de vitupérios, e de blasfêmias, porque chegados são os filhos ao parto, e força não há para os dar à luz.

37-4 - Porventura, o SENHOR, teu Deus, terá ouvido as palavras de Rabsaqué, a quem enviou o rei da Assíria, seu amo, para afrontar o Deus vivo e para o vituperar com as palavras que o SENHOR, teu Deus, tem ouvido; faze oração pelo resto que ficou.

37-5 - E os servos do rei Ezequias vieram a Isaías.

37-6 - E Isaías lhes disse: Assim direis a vosso amo: Assim diz o SENHOR: Não temas à vista das palavras que ouviste, com as quais os servos do rei da Assíria de mim blasfemaram.

37-7 - Eis que porei nele um espírito, e ele ouvirá um rumor e voltará para a sua terra; e fá-lo-ei cair morto à espada, na sua terra.

37-8 - Voltou, pois, Rabsaqué e achou o rei da Assíria pelejando contra Libna; porque ouvira que já se havia retirado de Laquis.

37-9 - E ouviu dizer que Tiraca, rei da Etiópia, tinha saído para lhe fazer guerra. Assim que ouviu isso, enviou mensageiros a Ezequias, dizendo:

37-10 - Assim falareis a Ezequias, rei de Judá, dizendo: Não te engane o teu Deus, em quem confias, dizendo: Jerusalém não será entregue nas mãos do rei da Assíria.

37-11 - Eis que já tens ouvido o que fizeram os reis da Assíria a todas as terras, destruindo-as totalmente; e escaparias tu?

37-12 - Porventura, as livraram os deuses das nações que meus pais destruíram: Gozã, e Harã, e Rezefe, e os filhos de Éden, que estavam em Telassar?

37-13 - Onde está o rei de Hamate, e o rei de Arpade, e o rei das cidades de Sefarvaim, Hena e Iva?

37-14 - Recebendo, pois, Ezequias as cartas das mãos dos mensageiros e lendo-as, subiu à Casa do SENHOR; e Ezequias as estendeu perante o SENHOR.

37-15 - E orou Ezequias ao SENHOR, dizendo:

37-16 - Ó SENHOR dos Exércitos, Deus de Israel, que habitas entre os querubins; tu és o Deus, tu somente, de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra.

37-17 - Inclina, ó SENHOR, os ouvidos e ouve; abre, SENHOR, os olhos e olha; e ouve todas as palavras de Senaqueribe, as quais ele mandou para afrontar o Deus vivo.

37-18 - Verdade é, SENHOR, que os reis da Assíria assolaram todos os países e suas terras.

37-19 - E lançaram no fogo os seus deuses; porque deuses não eram, senão obra de mãos de homens, madeira e pedra; por isso, os destruíram.

37-20 - Agora, pois, ó SENHOR, nosso Deus, livra-nos das suas mãos, para que todos os reinos da terra conheçam que só tu és o SENHOR.

37-21 - Então, Isaías, filho de Amoz, mandou dizer a Ezequias: Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Quanto ao que me pediste acerca de Senaqueribe, rei da Assíria,

37-22 - esta é a palavra que o SENHOR falou a respeito dele: A virgem, a filha de Sião, te despreza e de ti zomba; a filha de Jerusalém meneia a cabeça por detrás de ti.

37-23 - A quem afrontaste e de quem blasfemaste? E contra quem alçaste a voz e ergueste os olhos ao alto? Contra o Santo de Israel!

37-24 - Por meio de teus servos, afrontaste o Senhor e disseste: Com a multidão dos meus carros subi eu aos cumes dos montes, aos últimos recessos do Líbano; e cortarei os seus altos cedros e as suas faias escolhidas e entrarei no seu cume mais elevado, no bosque do seu campo fértil.

37-25 - Eu cavei e bebi as águas; e, com a planta de meus pés, sequei todos os rios do Egito.

37-26 - Porventura, não ouviste que já muito antes eu fiz isso e que já desde os dias antigos o tinha pensado? Agora, porém, se cumpre, e eu quis que fosses tu que destruísses as cidades fortes e as reduzisses a montões assolados.

37-27 - Por isso, os seus moradores, com as mãos caídas, andaram atemorizados e envergonhados; eram como a erva do campo, e a erva verde, e o feno dos telhados, e o trigo queimado antes do crescimento.

37-28 - Mas eu conheço o teu assentar, e o teu sair, e o teu entrar, e o teu furor contra mim.

37-29 - Por causa da tua raiva contra mim e porque a tua arrogância subiu até aos meus ouvidos, eis que porei o meu anzol no teu nariz e o meu freio, nos teus lábios e te farei voltar pelo caminho por onde vieste.

37-30 - E isto te será por sinal: este ano se comerá o que espontaneamente nascer e, no segundo ano, o que daí proceder; mas, no terceiro ano, semeai, e segai, e plantai vinhas, e comei os frutos delas.

37-31 - Porque o que escapou da casa de Judá e ficou de resto tornará a lançar raízes para baixo e dará fruto para cima.

37-32 - Porque de Jerusalém sairá o restante, e, do monte Sião, o que escapou; o zelo do SENHOR dos Exércitos fará isso.

37-33 - Pelo que assim diz o SENHOR acerca do rei da Assíria: Não entrará nesta cidade, nem lançará nela flecha alguma; tampouco virá perante ela com escudo, ou levantará contra ela tranqueira.

37-34 - Pelo caminho por onde vier, por esse voltará; mas nesta cidade não entrará, diz o SENHOR.

37-35 - Porque eu ampararei esta cidade, para a livrar, por amor de mim e por amor do meu servo Davi.

37-36 - Então, saiu o Anjo do SENHOR e feriu, no arraial dos assírios, a cento e oitenta e cinco mil; e, quando se levantaram pela manhã cedo, eis que tudo eram corpos mortos.

37-37 - Assim, Senaqueribe, rei da Assíria, se retirou, e se foi, e voltou, e ficou em Nínive.

37-38 - E sucedeu que, estando ele prostrado na casa de Nisroque, seu deus, Adrameleque e Sarezer, seus filhos, o feriram à espada; e eles fugiram para a terra de Ararate; e Esar-Hadom, seu filho, reinou em seu lugar.

38-1 - Naqueles dias, Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal; e veio a ele Isaías, filho de Amoz, o profeta, e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás e não viverás.

38-2 - Então, virou Ezequias o rosto para a parede e orou ao SENHOR.

38-3 - E disse: Ah! SENHOR, lembra-te, peço-te, de que andei diante de ti em verdade e com coração perfeito e fiz o que era reto aos teus olhos. E chorou Ezequias muitíssimo.

38-4 - Então, veio a palavra do SENHOR a Isaías, dizendo:

38-5 - Vai e dize a Ezequias: Assim diz o SENHOR, o Deus de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos.

38-6 - E livrar-te-ei das mãos do rei da Assíria, a ti, e a esta cidade; eu defenderei esta cidade.

38-7 - E isto te será da parte do SENHOR como sinal de que o SENHOR cumprirá esta palavra que falou:

38-8 - eis que farei que a sombra dos graus, que passou com o sol pelos graus do relógio de Acaz, volte dez graus atrás. Assim, recuou o sol dez graus pelos graus que já tinha andado.

38-9 - Cântico de Ezequias, rei de Judá, de quando adoeceu e sarou de sua enfermidade.

38-10 - Eu disse: na tranqüilidade de meus dias, ir-me-ei às portas da sepultura; já estou privado do resto de meus anos.

38-11 - Eu disse: já não verei mais ao SENHOR na terra dos viventes; jamais verei o homem com os moradores do mundo.

38-12 - O tempo da minha vida se foi e foi removido de mim, como choça de pastor; cortei como tecelão a minha vida; como que do tear me cortará; desde a manhã até à noite, me acabarás.

38-13 - Eu sosseguei até à madrugada; como um leão, quebrou todos os meus ossos; desde a manhã até à noite, me acabarás.

38-14 - Como o grou ou a andorinha, assim eu chilreava e gemia como a pomba; alçava os olhos ao alto; ó Senhor, ando oprimido! Fica por meu fiador.

38-15 - Que direi? Como mo prometeu, assim o fez; assim, passarei mansamente por todos os meus anos, por causa da amargura da minha alma.

38-16 - Senhor, com estas coisas se vive, e em todas elas está a vida do meu espírito; portanto, cura-me e faze-me viver.

38-17 - Eis que, para minha paz, eu estive em grande amargura; tu, porém, tão amorosamente abraçaste a minha alma, que não caiu na cova da corrupção, porque lançaste para trás das tuas costas todos os meus pecados.

38-18 - Porque não pode louvar-te a sepultura, nem a morte glorificar-te; nem esperarão em tua verdade os que descem à cova.

38-19 - Os vivos, os vivos, esses te louvarão, como eu hoje faço; o pai aos filhos fará notória a tua verdade.

38-20 - O SENHOR veio salvar-me; pelo que, tangendo eu meus instrumentos, nós o louvaremos todos os dias de nossa vida na Casa do SENHOR.

38-21 - E dissera Isaías: Tomem uma pasta de figos e a ponham como emplasto sobre a chaga; e sarará.

38-22 - Também dissera Ezequias: Qual será o sinal de que hei de subir à Casa do SENHOR?

39-1 - Naquele tempo, enviou Merodaque-Baladã, filho de Baladã, rei da Babilônia, cartas e um presente a Ezequias, porque tinha ouvido dizer que havia estado doente e que já tinha convalescido.

39-2 - E Ezequias se alegrou com eles e lhes mostrou a casa do seu tesouro, e a prata, e o ouro, e as especiarias, e os melhores ungüentos, e toda a sua casa de armas, e tudo quanto se achava nos seus tesouros; coisa nenhuma houve, nem em sua casa, nem em todo o seu domínio, que Ezequias lhes não mostrasse.

39-3 - Então, o profeta Isaías veio ao rei Ezequias e lhe disse: Que foi que aqueles homens disseram e donde vieram a ti? E disse Ezequias: De uma terra remota vieram a mim, da Babilônia.

39-4 - E disse ele: Que foi que viram em tua casa? E disse Ezequias: Viram tudo quanto há em minha casa; coisa nenhuma há nos meus tesouros que eu deixasse de lhes mostrar.

39-5 - Então, disse Isaías a Ezequias: Ouve a palavra do SENHOR dos Exércitos:

39-6 - Eis que virão dias em que tudo quanto houver em tua casa, com o que entesouraram teus pais até ao dia de hoje, será levado para a Babilônia; não ficará coisa alguma, disse o SENHOR.

39-7 - E dos teus filhos, que procederem de ti e tu gerares, tomarão, para que sejam eunucos no palácio do rei da Babilônia.

39-8 - Então, disse Ezequias a Isaías: Boa é a palavra do SENHOR que disseste. Disse mais: Porque haverá paz e verdade em meus dias.

40-1 - Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus.

40-2 - Falai benignamente a Jerusalém e bradai-lhe que já a sua servidão é acabada, que a sua iniqüidade está expiada e que já recebeu em dobro da mão do SENHOR, por todos os seus pecados.

40-3 - Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus.

40-4 - Todo vale será exaltado, e todo monte e todo outeiro serão abatidos; e o que está torcido se endireitará, e o que é áspero se aplainará.

40-5 - E a glória do SENHOR se manifestará, e toda carne juntamente verá que foi a boca do SENHOR que disse isso.

40-6 - Voz que diz: Clama; e alguém disse: Que hei de clamar? Toda carne é erva, e toda a sua beleza, como as flores do campo.

40-7 - Seca-se a erva, e caem as flores, soprando nelas o hálito do SENHOR. Na verdade, o povo é erva.

40-8 - Seca-se a erva, e caem as flores, mas a palavra de nosso Deus subsiste eternamente.

40-9 - Tu, anunciador de boas-novas a Sião, sobe a um monte alto. Tu, anunciador de boas-novas a Jerusalém, levanta a voz fortemente; levanta-a, não temas e dize às cidades de Judá: Eis aqui está o vosso Deus.

40-10 - Eis que o Senhor JEOVÁ virá como o forte, e o seu braço dominará; eis que o seu galardão vem com ele, e o seu salário, diante da sua face.

40-11 - Como pastor, apascentará o seu rebanho; entre os braços, recolherá os cordeirinhos e os levará no seu regaço; as que amamentam, ele as guiará mansamente.

40-12 - Quem mediu com o seu punho as águas, e tomou a medida dos céus aos palmos, e recolheu em uma medida o pó da terra, e pesou os montes e os outeiros em balanças?

40-13 - Quem guiou o Espírito do SENHOR? E que conselheiro o ensinou?

40-14 - Com quem tomou conselho, para que lhe desse entendimento, e lhe mostrasse as veredas do juízo, e lhe ensinasse sabedoria, e lhe fizesse notório o caminho da ciência?

40-15 - Eis que as nações são consideradas por ele como a gota de um balde e como o pó miúdo das balanças; eis que lança por aí as ilhas como a uma coisa pequeníssima.

40-16 - Nem todo o Líbano basta para o fogo, nem os seus animais bastam para holocaustos.

40-17 - Todas as nações são como nada perante ele; ele considera-as menos do que nada e como uma coisa vã.

40-18 - A quem, pois, fareis semelhante a Deus ou com que o comparareis?

40-19 - O artífice grava a imagem, e o ourives a cobre de ouro e cadeias de prata funde para ela.

40-20 - O empobrecido, que não pode oferecer tanto, escolhe madeira que não se corrompe; artífice sábio busca, para gravar uma imagem que se não pode mover.

40-21 - Porventura, não sabeis? Porventura, não ouvis? Ou desde o princípio se vos não notificou isso mesmo? Ou não atentastes para os fundamentos da terra?

40-22 - Ele é o que está assentado sobre o globo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; ele é o que estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar;

40-23 - o que faz voltar ao nada os príncipes e torna coisa vã os juízes da terra.

40-24 - E não se plantam, nem se semeiam, nem se arraiga na terra o seu tronco cortado; sopra sobre eles, e secam-se; e um tufão, como pragana, os levará.

40-25 - A quem pois me fareis semelhante, para que lhe seja semelhante? —diz o Santo.

40-26 - Levantai ao alto os olhos e vede quem criou estas coisas, quem produz por conta o seu exército, quem a todas chama pelo seu nome; por causa da grandeza das suas forças e pela fortaleza do seu poder, nenhuma faltará.

40-27 - Por que, pois, dizes, ó Jacó, e tu falas, ó Israel: O meu caminho está encoberto ao SENHOR, e o meu juízo passa de largo pelo meu Deus?

40-28 - Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos confins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não há esquadrinhação do seu entendimento.

40-29 - Dá vigor ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.

40-30 - Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os jovens certamente cairão.

40-31 - Mas os que esperam no SENHOR renovarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão.

41-1 - Calai-vos perante mim, ó ilhas; povos, renovai as forças e chegai-vos, e então falai; cheguemo-nos juntos a juízo.

41-2 - Quem suscitou do Oriente o justo e o chamou para o pé de si? Quem deu as nações à sua face e o fez dominar sobre reis? Ele os entregou à sua espada como o pó e como pragana arrebatada do vento, ao seu arco.

41-3 - Ele persegue-os e passa em paz por uma vereda em que, com os seus pés, nunca tinha caminhado.

41-4 - Quem operou e fez isso, chamando as gerações desde o princípio? Eu, o SENHOR, o primeiro, e com os últimos, eu mesmo.

41-5 - As ilhas o viram e temeram; os confins da terra tremeram, aproximaram-se e vieram.

41-6 - Um ao outro ajudou e ao seu companheiro disse: Esforça-te!

41-7 - E o artífice animou o ourives, e o que alisa com o martelo, ao que bate na safra, dizendo da coisa soldada: Boa é. Então, com pregos o firma, para que não venha a mover-se.

41-8 - Mas tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi, semente de Abraão, meu amigo,

41-9 - tu, a quem tomei desde os confins da terra e te chamei dentre os seus mais excelentes e te disse: tu és o meu servo, a ti te escolhi e não te rejeitei;

41-10 - não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.

41-11 - Eis que envergonhados e confundidos serão todos os que se irritaram contra ti; tornar-se-ão nada; e os que contenderem contigo perecerão.

41-12 - Buscá-los-ás, mas não os acharás; e os que pelejarem contigo tornar-se-ão nada, e como coisa que não é nada, os que guerrearem contigo.

41-13 - Porque eu, o SENHOR, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: não temas, que eu te ajudo.

41-14 - Não temas, ó bichinho de Jacó, povozinho de Israel; eu te ajudo, diz o SENHOR, e o teu Redentor é o Santo de Israel.

41-15 - Eis que te preparei trilho novo, que tem dentes agudos; os montes trilharás e moerás; e os outeiros tornarás como a palha.

41-16 - Tu os padejarás, e o vento os levará, e o tufão os espalhará; mas tu te alegrarás no SENHOR e te gloriarás no Santo de Israel.

41-17 - Os aflitos e necessitados buscam águas, e não as há, e a sua língua se seca de sede; mas eu, o SENHOR, os ouvirei, eu, o Deus de Israel os não desampararei.

41-18 - Abrirei rios em lugares altos e fontes, no meio dos vales; tornarei o deserto em tanques de águas e a terra seca, em mananciais.

41-19 - Plantarei no deserto o cedro, e a árvore de sita, e a murta, e a oliveira; conjuntamente, porei no ermo a faia, o olmeiro e o álamo,

41-20 - para que todos vejam, e saibam, e considerem, e juntamente entendam que a mão do SENHOR fez isso, e o Santo de Israel o criou.

41-21 - Apresentai a vossa demanda, diz o SENHOR; trazei as vossas firmes razões, diz o Rei de Jacó.

41-22 - Tragam e anunciem-nos as coisas que hão de acontecer; anunciai-nos as coisas passadas, para que atentemos para elas e saibamos o fim delas; ou fazei-nos ouvir as coisas futuras.

41-23 - Anunciai-nos as coisas que ainda hão de vir, para que saibamos que sois deuses; fazei bem ou fazei mal, para que nos assombremos e, juntamente, o vejamos.

41-24 - Eis que sois menos do que nada, e a vossa obra é menos do que nada; abominação é quem vos escolhe.

41-25 - Suscito a um do Norte, e ele há de vir; desde o nascimento do sol, invocará o meu nome; e virá sobre os magistrados, como sobre o lodo; e, como o oleiro pisa o barro, assim ele os pisará.

41-26 - Quem anunciou isso desde o princípio, para que o possamos saber; ou em outro tempo, para que digamos: Justo é? Mas não há quem anuncie, nem tampouco quem manifeste, nem tampouco quem ouça as vossas palavras.

41-27 - Eu sou o que primeiro direi a Sião: Eis que ali estão; e a Jerusalém darei um anunciador de boas-novas.

41-28 - E, quando olhei, ninguém havia; nem mesmo entre estes conselheiros algum havia a quem perguntasse ou que me respondesse palavra.

41-29 - Eis que todos são vaidade; as suas obras não são coisa alguma; as suas imagens de fundição são vento e nada.

42-1 - Eis aqui o meu Servo, a quem sustenho, o meu Eleito, em quem se compraz a minha alma; pus o meu Espírito sobre ele; juízo produzirá entre os gentios.

42-2 - Não clamará, não se exaltará, nem fará ouvir a sua voz na praça.

42-3 - A cana trilhada não quebrará, nem apagará o pavio que fumega; em verdade, produzirá o juízo.

42-4 - Não faltará, nem será quebrantado, até que ponha na terra o juízo; e as ilhas aguardarão a sua doutrina.

42-5 - Assim diz Deus, o SENHOR, que criou os céus, e os estendeu, e formou a terra e a tudo quanto produz, que dá a respiração ao povo que nela está e o espírito, aos que andam nela.

42-6 - Eu, o SENHOR, te chamei em justiça, e te tomarei pela mão, e te guardarei, e te darei por concerto do povo e para luz dos gentios;

42-7 - para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos e do cárcere, os que jazem em trevas.

42-8 - Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor, às imagens de escultura.

42-9 - Eis que as primeiras coisas passaram, e novas coisas eu vos anuncio, e, antes que venham à luz, vo-las faço ouvir.

42-10 - Cantai ao SENHOR um cântico novo e o seu louvor, desde o fim da terra, vós que navegais pelo mar e tudo quanto há nele; vós, ilhas e seus habitantes.

42-11 - Alcem a voz o deserto e as suas cidades, com as aldeias que Quedar habita; exultem os que habitam nas rochas e clamem do cume dos montes.

42-12 - Dêem glória ao SENHOR e anunciem o seu louvor nas ilhas.

42-13 - O SENHOR, como poderoso, sairá; como homem de guerra, despertará o zelo; clamará, e fará grande ruído, e sujeitará os seus inimigos.

42-14 - Por muito tempo, me calei, estive em silêncio e me contive; mas, agora, darei gritos como a que está de parto, e a todos assolarei, e juntamente devorarei.

42-15 - Os montes e outeiros tornarei em deserto, e toda a sua erva farei secar, e tornarei os rios em ilhas, e as lagoas secarei.

42-16 - E guiarei os cegos por um caminho que nunca conheceram, fá-los-ei caminhar por veredas que não conheceram; tornarei as trevas em luz perante eles e as coisas tortas farei direitas. Essas coisas lhes farei e nunca os desampararei.

42-17 - Tornarão atrás e confundir-se-ão de vergonha os que confiam em imagens de escultura e dizem às imagens de fundição: Vós sois nossos deuses.

42-18 - Surdos, ouvi, e vós, cegos, olhai, para que possais ver.

42-19 - Quem é cego, senão o meu servo ou surdo como o meu mensageiro, a quem envio? E quem é cego como o galardoado e cego, como o servo do SENHOR?

42-20 - Tu vês muitas coisas, mas não as guardas; ainda que tenha os ouvidos abertos, nada ouve.

42-21 - O SENHOR se agradava dele por amor da sua justiça; engrandeceu-o pela lei e o fez glorioso.

42-22 - Mas este é um povo roubado e saqueado; todos estão enlaçados em cavernas e escondidos nas casas dos cárceres; são postos por presa, e ninguém há que os livre; por despojo, e ninguém diz: Restitui.

42-23 - Quem há entre vós que ouça isso? Que atenda e ouça o que há de ser depois?

42-24 - Quem entregou Jacó por despojo e Israel, aos roubadores? Porventura, não foi o SENHOR, aquele contra quem pecaram e nos caminhos do qual não queriam andar, não dando ouvidos à sua lei?

42-25 - Pelo que derramou sobre eles a indignação da sua ira e a força da guerra e lhes pôs labaredas em redor, mas nisso não atentaram; e os queimou, mas não puseram nisso o coração.

43-1 - Mas, agora, assim diz o SENHOR que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome; tu és meu.

43-2 - Quando passares pelas águas, estarei contigo, e, quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.

43-3 - Porque eu sou o SENHOR, teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador; dei o Egito por teu resgate, a Etiópia e Sebá, por ti.

43-4 - Enquanto foste precioso aos meus olhos, também foste glorificado, e eu te amei, pelo que dei os homens por ti, e os povos, pela tua alma.

43-5 - Não temas, pois, porque estou contigo; trarei a tua semente desde o Oriente e te ajuntarei desde o Ocidente.

43-6 - Direi ao Norte: Dá; e ao Sul: Não retenhas; trazei meus filhos de longe e minhas filhas das extremidades da terra,

43-7 - a todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para minha glória; eu os formei, sim, eu os fiz.

43-8 - Trazei o povo cego, que tem olhos; e os surdos, que têm ouvidos.

43-9 - Todas as nações se congreguem, e os povos se reúnam; quem dentre eles pode anunciar isto e fazer-nos ouvir as coisas antigas? Apresentem as suas testemunhas, para que se justifiquem, e para que se ouça, e para que se diga: Verdade é.

43-10 - Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, e o meu servo, a quem escolhi; para que o saibas, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá.

43-11 - Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há Salvador.

43-12 - Eu anunciei, e eu salvei, e eu o fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR; eu sou Deus.

43-13 - Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá?

43-14 - Assim diz o SENHOR, teu Redentor, o Santo de Israel: Por amor de vós, enviei inimigos contra a Babilônia e a todos farei descer como fugitivos, isto é, os caldeus, nos navios com que se vangloriavam.

43-15 - Eu sou o SENHOR, vosso Santo, o Criador de Israel, vosso Rei.

43-16 - Assim diz o SENHOR, o que preparou no mar um caminho e nas águas impetuosas, uma vereda;

43-17 - o que trouxe o carro e o cavalo, o exército e a força; eles juntamente se deitaram e nunca se levantarão; estão extintos e como um pavio, se apagaram.

43-18 - Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas.

43-19 - Eis que farei uma coisa nova, e, agora, sairá à luz; porventura, não a sabereis? Eis que porei um caminho no deserto e rios, no ermo.

43-20 - Os animais do campo me servirão, os dragões e os filhos do avestruz; porque porei águas no deserto e rios, no ermo, para dar de beber ao meu povo, ao meu eleito.

43-21 - Esse povo que formei para mim, para que me desse louvor.

43-22 - Contudo, tu não me invocaste a mim, ó Jacó, mas te cansaste de mim, ó Israel.

43-23 - Não me trouxeste o gado miúdo dos teus holocaustos, nem me honraste com os teus sacrifícios; não te fiz servir com ofertas, nem te fatiguei com incenso.

43-24 - Não me compraste por dinheiro cana aromática, nem com a gordura dos teus sacrifícios me encheste, mas me deste trabalho com os teus pecados e me cansaste com as tuas maldades.

43-25 - Eu, eu mesmo, sou o que apaga as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados me não lembro.

43-26 - Procura lembrar-me; entremos em juízo juntamente; apresenta as tuas razões, para que te possa justificar.

43-27 - Teu primeiro pai pecou, e os teus intérpretes prevaricaram contra mim.

43-28 - Pelo que profanarei os maiorais do santuário e farei de Jacó um anátema e de Israel, um opróbrio.

44-1 - Agora, pois, ouve, ó Jacó, servo meu, e tu, ó Israel, a quem escolhi.

44-2 - Assim diz o SENHOR que te criou, e te formou desde o ventre, e que te ajudará: Não temas, ó Jacó, servo meu, e tu, Jesurum, a quem escolhi.

44-3 - Porque derramarei água sobre o sedento e rios, sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes.

44-4 - E brotarão entre a erva, como salgueiros junto aos ribeiros das águas.

44-5 - Este dirá: Eu sou do SENHOR; e aquele se chamará do nome de Jacó; e aquele outro escreverá com a mão: Eu sou do SENHOR; e por sobrenome tomará o nome de Israel.

44-6 - Assim diz o SENHOR, Rei de Israel e seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e fora de mim não há Deus.

44-7 - E quem chamará como eu, e anunciará isso, e o porá em ordem perante mim, desde que ordenei um povo eterno? Este que anuncie as coisas futuras e as que ainda hão de vir.

44-8 - Não vos assombreis, nem temais; porventura, desde então, não vo-lo fiz ouvir e não vo-lo anunciei? Porque vós sois as minhas testemunhas. Há outro Deus além de mim? Não! Não há outra Rocha que eu conheça.

44-9 - Todos os artífices de imagens de escultura são vaidade, e as suas coisas mais desejáveis são de nenhum préstimo; e suas mesmas testemunhas nada vêem, nem entendem, para que eles sejam confundidos.

44-10 - Quem forma um deus e funde uma imagem de escultura, que é de nenhum préstimo?

44-11 - Eis que todos os seus seguidores ficarão confundidos, pois os mesmos artífices são dentre os homens; ajuntem-se todos e levantem-se; assombrar-se-ão e serão juntamente confundidos.

44-12 - O ferreiro faz o machado, e trabalha nas brasas, e o forma com martelos, e o lavra com a força do seu braço; ele tem fome, e a sua força falta, e não bebe água, e desfalece.

44-13 - O carpinteiro estende a régua, e emprega a almagra, e aplaina com o cepilho, e marca com o compasso, e faz o seu deus à semelhança de um homem, segundo a forma de um homem, para ficar em casa.

44-14 - Tomou para si cedros, ou toma um cipreste, ou um carvalho e esforça-se contra as árvores do bosque; planta um olmeiro, e a chuva o faz crescer.

44-15 - Então, servirão ao homem para queimar; com isso, se aquenta e coze o pão; também faz um deus e se prostra diante dele; fabrica uma imagem de escultura e ajoelha diante dela.

44-16 - Metade queima, com a outra metade come carne; assa-a e farta-se; também se aquenta e diz: Ora, já me aquentei, já vi o fogo.

44-17 - Então, do resto faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, e se inclina, e lhe dirige a sua oração, e diz: Livra-me, porquanto tu és o meu deus.

44-18 - Nada sabem, nem entendem; porque se lhe untaram os olhos, para que não vejam, e o coração, para que não entendam.

44-19 - E nenhum deles toma isso a peito, e já não têm conhecimento nem entendimento para dizer: Metade queimei, e cozi pão sobre as suas brasas, e assei sobre elas carne, e a comi; e faria eu do resto uma abominação? Ajoelhar-me-ia eu ao que saiu de uma árvore?

44-20 - Apascenta-se de cinza; o seu coração enganado o desviou, de maneira que não pode livrar a sua alma, nem dizer: Não há uma mentira na minha mão direita?

44-21 - Lembra-te dessas coisas, ó Jacó, e, tu, Israel, porquanto és meu servo; eu te formei, meu servo és, ó Israel; não me esquecerei de ti.

44-22 - Desfaço as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados, como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi.

44-23 - Cantai alegres, vós, ó céus, porque o SENHOR fez isso; exultai vós, as partes mais baixas da terra; vós, montes, retumbai com júbilo; também vós, bosques e todas as árvores em vós; porque o SENHOR remiu a Jacó e glorificou-se em Israel.

44-24 - Assim diz o SENHOR, teu Redentor, e que te formou desde o ventre: Eu sou o SENHOR que faço todas as coisas, que estendo os céus e espraio a terra por mim mesmo;

44-25 - que desfaço os sinais dos inventores de mentiras e enlouqueço os adivinhos; que faço tornar atrás os sábios e transtorno a ciência deles;

44-26 - sou eu quem confirma a palavra do seu servo e cumpre o conselho dos seus mensageiros; quem diz a Jerusalém: Tu serás habitada, e às cidades de Judá: Sereis reedificadas, e eu levantarei as suas ruínas;

44-27 - quem diz à profundeza: Seca-te, e eu secarei os teus rios;

44-28 - quem diz de Ciro: É meu pastor e cumprirá tudo o que me apraz; dizendo também a Jerusalém: Sê edificada; e ao templo: Funda-te.

45-1 - Assim diz o SENHOR ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela sua mão direita, para abater as nações diante de sua face; eu soltarei os lombos dos reis, para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão.

45-2 - Eu irei adiante de ti, e endireitarei os caminhos tortos; quebrarei as portas de bronze e despedaçarei os ferrolhos de ferro.

45-3 - E te darei os tesouros das escuridades e as riquezas encobertas, para que possas saber que eu sou o SENHOR, o Deus de Israel, que te chama pelo teu nome.

45-4 - Por amor de meu servo Jacó e de Israel, meu eleito, eu a ti te chamarei pelo teu nome; pus-te o teu sobrenome, ainda que não me conhecesses.

45-5 - Eu sou o SENHOR, e não há outro; fora de mim, não há deus; eu te cingirei, ainda que tu me não conheças.

45-6 - Para que se saiba desde o nascente do sol e desde o poente que fora de mim não há outro; eu sou o SENHOR, e não há outro.

45-7 - Eu formo a luz e crio as trevas; eu faço a paz e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas essas coisas.

45-8 - Destilai vós, céus, dessas alturas, e as nuvens chovam justiça; abra-se a terra, e produza-se salvação, e a justiça frutifique juntamente; eu, o SENHOR, as criei.

45-9 - Ai daquele que contende com o seu Criador, caco entre outros cacos de barro! Porventura, dirá o barro ao que o formou: Que fazes? Ou a tua obra: Não tens mãos?

45-10 - Ai daquele que diz ao pai: Que é o que geras? E à mulher: Que dás tu à luz?

45-11 - Assim diz o SENHOR, o Santo de Israel, aquele que o formou: Perguntai-me as coisas futuras; demandai-me acerca de meus filhos e acerca da obra das minhas mãos.

45-12 - Eu fiz a terra e criei nela o homem; eu o fiz; as minhas mãos estenderam os céus e a todos os seus exércitos dei as minhas ordens.

45-13 - Eu o despertei em justiça e todos os seus caminhos endireitarei; ele edificará a minha cidade e soltará os meus cativos não por preço nem por presentes, diz o SENHOR dos Exércitos.

45-14 - Assim diz o SENHOR: O trabalho do Egito, e o comércio dos etíopes, e os sabeus, homens de alta estatura, se passarão para ti e serão teus; irão atrás de ti, virão em grilhões e diante de ti se prostrarão; far-te-ão as suas súplicas, dizendo: Deveras Deus está em ti, e nenhum outro deus há mais.

45-15 - Verdadeiramente, tu és o Deus que te ocultas, o Deus de Israel, o Salvador.

45-16 - Envergonhar-se-ão e também se confundirão todos; cairão juntamente na afronta os que fabricam imagens.

45-17 - Mas Israel é salvo pelo SENHOR, com uma eterna salvação; pelo que não sereis envergonhados, nem confundidos em todas as eternidades.

45-18 - Porque assim diz o SENHOR que tem criado os céus, o Deus que formou a terra e a fez; ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o SENHOR, e não há outro.

45-19 - Não falei em segredo, nem em lugar algum escuro da terra; não disse à descendência de Jacó: Buscai-me em vão; eu sou o SENHOR, que falo a justiça e anuncio coisas retas.

45-20 - Congregai-vos e vinde; chegai-vos juntos, vós que escapastes das nações; nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar.

45-21 - Anunciai, e chegai-vos, e tomai conselho todos juntos; quem fez ouvir isso desde a antiguidade? Quem, desde então, o anunciou? Porventura, não sou eu, o SENHOR? E não há outro Deus senão eu; Deus justo e Salvador, não há fora de mim.

45-22 - Olhai para mim e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro.

45-23 - Por mim mesmo tenho jurado; saiu da minha boca a palavra de justiça e não tornará atrás: que diante de mim se dobrará todo joelho, e por mim jurará toda língua.

45-24 - De mim se dirá: Deveras no SENHOR há justiça e força; até ele virão, mas serão envergonhados todos os que se irritarem contra ele.

45-25 - Mas no SENHOR será justificada e se gloriará toda a descendência de Israel.

46-1 - Já abatido está Bel, Nebo já se encurvou, os seus ídolos são postos sobre os animais, sobre as bestas; as cargas dos vossos fardos são canseira para as bestas já cansadas.

46-2 - Juntamente se encurvaram e se abateram; não puderam livrar-se da carga, mas a sua alma entrou em cativeiro.

46-3 - Ouvi-me, ó casa de Jacó e todo o resíduo da casa de Israel; vós, a quem trouxe nos braços desde o ventre e levei desde a madre.

46-4 - E até à velhice eu serei o mesmo e ainda até às cãs eu vos trarei; eu o fiz, e eu vos levarei, e eu vos trarei e vos guardarei.

46-5 - A quem me fareis semelhante, e com quem me igualareis, e me comparareis, para que sejamos semelhantes?

46-6 - Gastam o ouro da bolsa e pesam a prata nas balanças; assalariam o ourives, e ele faz um deus, e diante dele se prostram e se inclinam.

46-7 - Sobre os ombros o tomam, o levam e o põem no seu lugar; ali está, do seu lugar não se move; e, se recorrem a ele, resposta nenhuma dá, nem livra ninguém da sua tribulação.

46-8 - Lembrai-vos disso e tende ânimo; reconduzi-o ao coração, ó prevaricadores.

46-9 - Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim;

46-10 - que anuncio o fim desde o princípio e, desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade;

46-11 - que chamo a ave de rapina desde o Oriente e o homem do meu conselho, desde terras remotas; porque assim o disse, e assim acontecerá; eu o determinei e também o farei.

46-12 - Ouvi-me, ó duros de coração, vós que estais longe da justiça.

46-13 - Faço chegar a minha justiça, e não estará ao longe, e a minha salvação não tardará; mas estabelecerei em Sião a salvação e em Israel, a minha glória.

47-1 - Desce, e assenta-te no pó, ó virgem filha de Babilônia; assenta-te no chão; já não há trono, ó filha dos caldeus, porque nunca mais serás chamada a tenra, nem a delicada.

47-2 - Toma a mó e mói a farinha; descobre a cabeça, descalça os pés, descobre as pernas e passa os rios.

47-3 - A tua vergonha se descobrirá, e ver-se-á o teu opróbrio; tomarei vingança e não farei acepção de homem algum.

47-4 - O nome do nosso Redentor é o SENHOR dos Exércitos, o Santo de Israel.

47-5 - Assenta-te silenciosa e entra nas trevas, ó filha dos caldeus, porque nunca mais serás chamada senhora de reinos.

47-6 - Muito me agastei contra o meu povo, tornei profana a minha herança e os entreguei nas tuas mãos; não usaste com eles de misericórdia e até sobre os velhos fizeste muito pesado o teu jugo.

47-7 - E dizias: Eu serei senhora para sempre; até agora não tomaste estas coisas em teu coração, nem te lembraste do fim delas.

47-8 - Agora, pois, ouve isto, tu que és dada a delícias, que habitas tão segura, que dizes no teu coração: Eu sou, e fora de mim não há outra; não ficarei viúva, nem conhecerei a perda de filhos.

47-9 - Mas ambas estas coisas virão sobre ti em um momento, no mesmo dia: perda de filhos e viuvez; em toda a sua força, virão sobre ti, por causa da multidão das tuas feitiçarias, por causa da abundância dos teus muitos encantamentos.

47-10 - Porque confiaste na tua maldade e disseste: Ninguém me pode ver; a tua sabedoria e a tua ciência, isso te fez desviar, e disseste no teu coração: Eu sou, e fora de mim não há outra.

47-11 - Pelo que sobre ti virá mal de que não saberás a origem, e tal destruição cairá sobre ti, que a não poderás afastar; porque virá sobre ti de repente tão tempestuosa desolação, que a não poderás conhecer.

47-12 - Deixa-te estar com os teus encantamentos e com a multidão das feitiçarias em que trabalhaste desde a tua mocidade, a ver se podes tirar proveito ou se, porventura, te podes fortificar.

47-13 - Cansaste-te na multidão dos teus conselhos; levantem-se, pois, agora, os agoureiros dos céus, os que contemplavam os astros, os prognosticadores das luas novas, e salvem-te do que há de vir sobre ti.

47-14 - Eis que serão como a pragana, o fogo os queimará; não poderão salvar a sua vida do poder da labareda; ela não será um braseiro, para se aquentarem, nem fogo, para se assentarem junto dele.

47-15 - Assim serão para contigo aqueles com quem trabalhaste, os teus negociantes desde a tua mocidade; cada qual irá vagueando pelo seu caminho; ninguém te salvará.

48-1 - Ouvi isto, casa de Jacó, que vos chamais pelo nome de Israel e saístes das águas de Judá, que jurais pelo nome do SENHOR e fazeis menção do Deus de Israel, mas não em verdade nem em justiça.

48-2 - E até da santa cidade tomam o nome e se firmam sobre o Deus de Israel; o SENHOR dos Exércitos é o seu nome.

48-3 - As primeiras coisas, desde a antiguidade, as anunciei; sim, pronunciou-as a minha boca, e eu as fiz ouvir; apressadamente as fiz, e passaram.

48-4 - Porque eu sabia que eras duro, e a tua cerviz, um nervo de ferro, e a tua testa, de bronze.

48-5 - Por isso, to anunciei desde então e to fiz ouvir antes que acontecesse, para que não dissesses: O meu ídolo fez estas coisas, ou a minha imagem de escultura, ou a minha imagem de fundição as mandou.

48-6 - Já o tens ouvido; olha bem para tudo isto; porventura, não o anunciareis? Desde agora, te faço ouvir coisas novas e ocultas, que nunca conheceste.

48-7 - Agora, são criadas e não desde então, e antes deste dia não as ouviste, para que não digas: Eis que já eu as sabia.

48-8 - Nem tu as ouviste, nem tu as conheceste, nem tampouco desde então foi aberto o teu ouvido, porque eu sabia que procederias muito perfidamente e que eras prevaricador desde o ventre.

48-9 - Por amor do meu nome, retardarei a minha ira e, por amor do meu louvor, me conterei para contigo, para que te não venha a cortar.

48-10 - Eis que te purifiquei, mas não como a prata; provei-te na fornalha da aflição.

48-11 - Por amor de mim, por amor de mim, o farei, porque como seria profanado o meu nome? E a minha glória não a darei a outrem.

48-12 - Dá-me ouvidos, ó Jacó, e tu, ó Israel, a quem chamei; eu sou o mesmo, eu o primeiro, eu também o último.

48-13 - Também a minha mão fundou a terra, e a minha destra mediu os céus a palmos; eu os chamarei, e aparecerão juntos.

48-14 - Ajuntai-vos, todos vós, e ouvi: Quem, dentre eles, tem anunciado estas coisas? O SENHOR o amou e executará a sua vontade contra a Babilônia, e o seu braço será contra os caldeus.

48-15 - Eu, eu o tenho dito; também já o chamei, e o farei vir, e farei próspero o seu caminho.

48-16 - Chegai-vos a mim e ouvi isto: Não falei em segredo desde o princípio; desde o tempo em que aquilo se fez, eu estava ali; e, agora, o Senhor JEOVÁ me enviou o seu Espírito.

48-17 - Assim diz o SENHOR, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o SENHOR, o teu Deus, que te ensina o que é útil e te guia pelo caminho em que deves andar.

48-18 - Ah! Se tivesses dado ouvidos aos meus mandamentos! Então, seria a tua paz como o rio, e a tua justiça, como as ondas do mar.

48-19 - Também a tua descendência seria como a areia, e os que procedem das tuas entranhas seriam tantos como os grãos da areia da praia; o seu nome nunca seria cortado, nem destruído da minha face.

48-20 - Saí da Babilônia, fugi de entre os caldeus. E anunciai com voz de júbilo, e fazei ouvir isso, e levai-o até ao fim da terra; dizei: O SENHOR remiu a seu servo Jacó.

48-21 - E Jacó não tinha sede, quando o levava pelos desertos; fez-lhe correr água da rocha; fendendo ele as rochas, as águas manavam delas.

48-22 - Mas os ímpios não têm paz, diz o SENHOR.

49-1 - Ouvi-me, ilhas, e escutai vós, povos de longe! O SENHOR me chamou desde o ventre, desde as entranhas de minha mãe, fez menção do meu nome.

49-2 - E fez a minha boca como uma espada aguda, e, com a sombra da sua mão, me cobriu, e me pôs como uma flecha limpa, e me escondeu na sua aljava.

49-3 - E me disse: Tu és meu servo, e Israel, aquele por quem hei de ser glorificado.

49-4 - Mas eu disse: Debalde tenho trabalhado, inútil e vãmente gastei as minhas forças; todavia, o meu direito está perante o SENHOR, e o meu galardão, perante o meu Deus.

49-5 - E, agora, diz o SENHOR, que me formou desde o ventre para seu servo, que eu lhe torne a trazer Jacó; mas Israel não se deixou ajuntar; contudo, aos olhos do SENHOR, serei glorificado, e o meu Deus será a minha força.

49-6 - Disse mais: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó e tornares a trazer os guardados de Israel; também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra.

49-7 - Assim diz o SENHOR, o Redentor de Israel, o seu Santo, à alma desprezada, ao que as nações abominam, ao servo dos que dominam: Os reis o verão e se levantarão; os príncipes diante de ti se inclinarão, por amor do SENHOR, que é fiel, e do Santo de Israel, que te escolheu.

49-8 - Assim diz o SENHOR: No tempo favorável, te ouvi e, no dia da salvação, te ajudei, e te guardarei, e te darei por concerto do povo, para restaurares a terra e lhe dares em herança as herdades assoladas;

49-9 - para dizeres aos presos: Saí; e aos que estão em trevas: Aparecei. Eles pastarão nos caminhos e, em todos os lugares altos, terão o seu pasto.

49-10 - Nunca terão fome nem sede, nem a calma nem o sol os afligirão, porque o que se compadece deles os guiará e os levará mansamente aos mananciais das águas.

49-11 - E farei de todos os meus montes um caminho; e as minhas veredas serão exaltadas.

49-12 - Eis que estes virão de longe, e eis que aqueles, do Norte e do Ocidente, e aqueles outros, da terra de Sinim.

49-13 - Exultai, ó céus, e alegra-te tu, terra, e vós, montes, estalai de júbilo, porque o SENHOR consolou o seu povo e dos seus aflitos se compadecerá.

49-14 - Mas Sião diz: Já me desamparou o SENHOR; o Senhor se esqueceu de mim.

49-15 - Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, me não esquecerei de ti.

49-16 - Eis que, na palma das minhas mãos, te tenho gravado; os teus muros estão continuamente perante mim.

49-17 - Os teus filhos apressadamente virão, mas os teus destruidores e os teus assoladores sairão para fora de ti.

49-18 - Levanta os olhos ao redor e olha; todos estes que se ajuntam vêem a ti; vivo eu, diz o SENHOR, que de todos estes te vestirás, como de um ornamento, e te cingirás deles como noiva.

49-19 - Porque, nos teus desertos, e nos teus lugares solitários, e na tua terra destruída, te verás, agora, apertada de moradores, e os que te devoravam se afastarão para longe de ti.

49-20 - Até mesmo os filhos da tua orfandade dirão aos teus ouvidos: Mui estreito é para mim este lugar; aparta-te de mim, para que possa habitar nele.

49-21 - E dirás no teu coração: Quem me gerou estes? Pois eu estava desfilhada e solitária; entrara em cativeiro e me retirara; quem, então, me criou estes? Eis que eu fui deixada sozinha; e estes onde estavam?

49-22 - Assim diz o SENHOR: Eis que levantarei a mão para as nações e, ante os povos, arvorarei a minha bandeira; então, trarão os teus filhos nos braços, e as tuas filhas serão levadas sobre os ombros.

49-23 - E os reis serão os teus aios, e as suas princesas, as tuas amas; diante de ti, se inclinarão com o rosto em terra e lamberão o pó dos teus pés, e saberás que eu sou o SENHOR e que os que confiam em mim não serão confundidos.

49-24 - Tirar-se-ia a presa ao valente? Ou os presos justamente escapariam?

49-25 - Mas assim diz o SENHOR: Por certo que os presos se tirarão ao valente, e a presa do tirano escapará; porque eu contenderei com os que contendem contigo e os teus filhos eu remirei.

49-26 - E sustentarei os teus opressores com a sua própria carne, e com o seu próprio sangue se embriagarão, como com mosto; e toda carne saberá que eu sou o SENHOR, o teu Salvador e o teu Redentor, o Forte de Jacó.

50-1 - Assim diz o SENHOR: Onde está a carta de divórcio de vossa mãe, pela qual eu a repudiei? Ou quem é o meu credor, a quem eu vos tenha vendido? Eis que por vossas maldades fostes vendidos, e por vossas prevaricações vossa mãe foi repudiada.

50-2 - Por que razão vim eu, e ninguém apareceu? Chamei, e ninguém respondeu? Tanto se encolheu a minha mão, que já não possa remir? Ou não há mais força em mim para livrar? Eis que, com a minha repreensão, faço secar o mar, torno os rios em deserto, até que cheirem mal os seus peixes, pois não têm água e morrem de sede.

50-3 - Eu visto os céus de negridão e pôr-lhes-ei um pano de saco grosseiro por sua cobertura.

50-4 - O Senhor JEOVÁ me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer, a seu tempo, uma boa palavra ao que está cansado. Ele desperta-me todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que ouça como aqueles que aprendem.

50-5 - O Senhor JEOVÁ me abriu os ouvidos, e eu não fui rebelde; não me retiro para trás.

50-6 - As costas dou aos que me ferem e a face, aos que me arrancam os cabelos; não escondo a face dos que me afrontam e me cospem.

50-7 - Porque o Senhor JEOVÁ me ajuda, pelo que me não confundo; por isso, pus o rosto como um seixo e sei que não serei confundido.

50-8 - Perto está o que me justifica; quem contenderá comigo? Compareçamos juntamente; quem é meu adversário? Chegue-se para mim.

50-9 - Eis que o Senhor JEOVÁ me ajuda; quem há que me condene? Eis que todos eles, como vestes, se envelhecerão, e a traça os comerá.

50-10 - Quem há entre vós que tema ao SENHOR e ouça a voz do seu servo? Quando andar em trevas e não tiver luz nenhuma, confie no nome do SENHOR e firme-se sobre o seu Deus.

50-11 - Todos vós que acendeis fogo e vos cingis com faíscas, andai entre as labaredas do vosso fogo e entre as faíscas que acendestes; isso vos vem da minha mão, e em tormentos jazereis.

51-1 - Ouvi-me, vós que seguis a justiça, que buscais ao SENHOR; olhai para a rocha de onde fostes cortados e para a caverna do poço de onde fostes cavados.

51-2 - Olhai para Abraão, vosso pai, e para Sara, que vos deu à luz; porque, sendo ele só, eu o chamei, e o abençoei, e o multipliquei.

51-3 - Porque o SENHOR consolará a Sião, e consolará a todos os seus lugares assolados, e fará o seu deserto como o Éden e a sua solidão, como o jardim do SENHOR; gozo e alegria se acharão nela, ações de graças e voz de melodia.

51-4 - Atendei-me, povo meu e nação minha! Inclinai os ouvidos para mim, porque de mim sairá a lei, e o meu juízo se estabelecerá como luz dos povos.

51-5 - Perto está a minha justiça, vem saindo a minha salvação, e os meus braços julgarão os povos; as ilhas me aguardarão e no meu braço esperarão.

51-6 - Levantai os olhos para os céus e olhai para a terra de baixo, porque os céus desaparecerão como a fumaça, e a terra se envelhecerá como uma veste, e os seus moradores morrerão como mosquitos; mas a minha salvação durará para sempre, e a minha justiça não será quebrantada.

51-7 - Ouvi-me, vós que conheceis a justiça, vós, povo, em cujo coração está a minha lei; não temais o opróbrio dos homens, nem vos turbeis pelas suas injúrias.

51-8 - Porque a traça os roerá como a uma veste, e o bicho os comerá como à lã; mas a minha justiça durará para sempre, e a minha salvação, de geração em geração.

51-9 - Desperta, desperta, veste-te de força, ó braço do SENHOR; desperta como nos dias passados, como nas gerações antigas; não és tu aquele que cortou em pedaços a Raabe e feriu o dragão?

51-10 - Não és tu aquele que secou o mar, as águas do grande abismo? E que fez o caminho no fundo do mar, para que passassem os remidos?

51-11 - Assim, voltarão os resgatados do SENHOR e virão a Sião com júbilo, e perpétua alegria haverá sobre a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, a tristeza e o gemido fugirão.

51-12 - Eu, eu sou aquele que vos consola; quem pois és tu, para que temas o homem, que é mortal, ou o filho do homem, que se tornará em feno?

51-13 - E te esqueces do SENHOR, que te criou, que estendeu os céus e fundou a terra, e temes todo o dia o furor do angustiador, quando se prepara para destruir? Onde está o furor daquele que te atribulava?

51-14 - O exilado cativo depressa será solto e não morrerá na caverna, e o seu pão lhe não faltará.

51-15 - Porque eu sou o SENHOR, teu Deus, que fende o mar, e bramem as suas ondas. SENHOR dos Exércitos é o seu nome.

51-16 - E ponho as minhas palavras na tua boca e te cubro com a sombra da minha mão, para plantar os céus, e para fundar a terra, e para dizer a Sião: Tu és o meu povo.

51-17 - Desperta, desperta, levanta-te, ó Jerusalém, que bebeste da mão do SENHOR o cálice do seu furor, bebeste e sorveste as fezes do cálice da vacilação.

51-18 - De todos os filhos que teve, nenhum há que a guie mansamente; e, de todos os filhos que criou, nenhum que a tome pela mão.

51-19 - Essas duas coisas te aconteceram; quem terá compaixão de ti? A assolação, e o quebrantamento, e a fome, e a espada! Como te consolarei?

51-20 - Já os teus filhos desmaiaram, jazem nas entradas de todos os caminhos, como o antílope na rede; cheios estão do furor do SENHOR e da repreensão do teu Deus.

51-21 - Pelo que, agora, ouve isto, ó opressa e embriagada, mas não de vinho:

51-22 - Assim diz o teu Senhor, JEOVÁ, e teu Deus, que pleiteará a causa do seu povo: Eis que eu tomo da tua mão o cálice da vacilação, as fezes do cálice do meu furor; nunca mais dele beberás.

51-23 - Mas pô-lo-ei nas mãos dos que te entristeceram, que dizem à tua alma: Abaixa-te, para que passemos sobre ti; e tu puseste as costas como chão e como caminho aos viandantes.

52-1 - Desperta, desperta, veste-te da tua fortaleza, ó Sião; veste-te das tuas vestes formosas, ó Jerusalém, cidade santa; porque nunca mais entrará em ti nem incircunciso nem imundo.

52-2 - Sacode o pó, levanta-te e assenta-te, ó Jerusalém; solta-te das ataduras de teu pescoço, ó cativa filha de Sião.

52-3 - Porque assim diz o SENHOR: Por nada fostes vendidos; também sem dinheiro sereis resgatados.

52-4 - Porque assim diz o Senhor JEOVÁ: O meu povo, em tempos passados, desceu ao Egito, para peregrinar lá, e a Assíria sem razão o oprimiu.

52-5 - E, agora, que tenho eu aqui que fazer, diz o SENHOR, pois o meu povo foi tomado sem nenhuma razão? Os que dominam sobre ele dão uivos, diz o SENHOR; e o meu nome é blasfemado incessantemente todo o dia.

52-6 - Portanto, o meu povo saberá o meu nome, por esta causa, naquele dia, porque eu mesmo sou o que digo: Eis-me aqui.

52-7 - Quão suaves são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!

52-8 - Eis a voz dos teus atalaias! Eles alçam a voz, juntamente exultam, porque olho a olho verão, quando o SENHOR voltar a Sião.

52-9 - Clamai cantando, exultai juntamente, desertos de Jerusalém! Porque o SENHOR consolou o seu povo, remiu a Jerusalém.

52-10 - O SENHOR desnudou o seu santo braço perante os olhos de todas as nações; e todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus.

52-11 - Retirai-vos, retirai-vos, saí daí, não toqueis coisa imunda; saí do meio dela, purificai-vos, vós que levais os utensílios do SENHOR.

52-12 - Porque não saireis apressadamente, nem vos ireis fugindo, porque o SENHOR irá diante de vós, e o Deus de Israel será a vossa retaguarda.

52-13 - Eis que o meu servo operará com prudência; será engrandecido, e elevado, e mui sublime.

52-14 - Como pasmaram muitos à vista dele, pois a sua aparência estava tão desfigurada, mais do que o de outro qualquer, e a sua figura, mais do que a dos outros filhos dos homens.

52-15 - Assim, borrifará muitas nações, e os reis fecharão a boca por causa dele, porque aquilo que não lhes foi anunciado verão, e aquilo que eles não ouviram entenderão.

53-1 - Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do SENHOR?

53-2 - Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos.

53-3 - Era desprezado e o mais indigno entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.

53-4 - Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.

53-5 - Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados.

53-6 - Todos nós andamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.

53-7 - Ele foi oprimido, mas não abriu a boca; como um cordeiro, foi levado ao matadouro e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.

53-8 - Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes e pela transgressão do meu povo foi ele atingido.

53-9 - E puseram a sua sepultura com os ímpios e com o rico, na sua morte; porquanto nunca fez injustiça, nem houve engano na sua boca.

53-10 - Todavia, ao SENHOR agradou o moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os dias, e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão.

53-11 - O trabalho da sua alma ele verá e ficará satisfeito; com o seu conhecimento, o meu servo, o justo, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si.

53-12 - Pelo que lhe darei a parte de muitos, e, com os poderosos, repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.

54-1 - Canta alegremente, ó estéril que não deste à luz! Exulta de prazer com alegre canto e exclama, tu que não tiveste dores de parto! Porque mais são os filhos da solitária do que os filhos da casada, diz o SENHOR.

54-2 - Amplia o lugar da tua tenda, e as cortinas das tuas habitações se estendam; não o impeças; alonga as tuas cordas e firma bem as tuas estacas.

54-3 - Porque trasbordarás à mão direita e à esquerda; e a tua posteridade possuirá as nações e fará que sejam habitadas as cidades assoladas.

54-4 - Não temas, porque não serás envergonhada; e não te envergonhes, porque não serás confundida; antes, te esquecerás da vergonha da tua mocidade e não te lembrarás mais do opróbrio da tua viuvez.

54-5 - Porque o teu Criador é o teu marido; SENHOR dos Exércitos é o seu nome; e o Santo de Israel é o teu Redentor; ele será chamado o Deus de toda a terra.

54-6 - Porque o SENHOR te chamou como a uma mulher desamparada e triste de espírito; como a uma mulher da mocidade, que é desprezada, diz o teu Deus.

54-7 - Por um pequeno momento, te deixei, mas com grande misericórdia te recolherei;

54-8 - em grande ira, escondi a face de ti por um momento; mas com benignidade eterna me compadecerei de ti, diz o SENHOR, o teu Redentor.

54-9 - Porque isso será para mim como as águas de Noé; pois jurei que as águas de Noé não inundariam mais a terra; assim jurei que não me irarei mais contra ti, nem te repreenderei.

54-10 - Porque as montanhas se desviarão e os outeiros tremerão; mas a minha benignidade não se desviará de ti, e o concerto da minha paz não mudará, diz o SENHOR, que se compadece de ti.

54-11 - Ó oprimida, arrojada com a tormenta e desconsolada! Eis que eu porei as tuas pedras com todo o ornamento e te fundarei sobre safiras.

54-12 - E as tuas janelas farei cristalinas e as tuas portas, de rubins, e todos os teus termos, de pedras aprazíveis.

54-13 - E todos os teus filhos serão discípulos do SENHOR; e a paz de teus filhos será abundante.

54-14 - Com justiça serás confirmada e estarás longe da opressão, porque já não temerás; e também do espanto, porque não chegará a ti.

54-15 - Eis que poderão vir a juntar-se, mas não será por mim; quem se ajuntar contra ti, cairá por amor de ti.

54-16 - Eis que eu criei o ferreiro, que assopra as brasas no fogo, que produz a ferramenta para a sua obra; também criei o assolador, para destruir.

54-17 - Toda ferramenta preparada contra ti não prosperará; e toda língua que se levantar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do SENHOR e a sua justiça que vem de mim, diz o SENHOR.

55-1 - Ó vós todos os que tendes sede, vinde às águas, e vós que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.

55-2 - Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura.

55-3 - Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei um concerto perpétuo, dando-vos as firmes beneficências de Davi.

55-4 - Eis que eu o dei como testemunha aos povos, como príncipe e governador dos povos.

55-5 - Eis que chamarás a uma nação que não conheces, e uma nação que nunca te conheceu correrá para ti, por amor do SENHOR, teu Deus, e do Santo de Israel; porque ele te glorificou.

55-6 - Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.

55-7 - Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno, os seus pensamentos e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.

55-8 - Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR.

55-9 - Porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.

55-10 - Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, mas regam a terra e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come,

55-11 - assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei.

55-12 - Porque, com alegria, saireis e, em paz, sereis guiados; os montes e os outeiros exclamarão de prazer perante a vossa face, e todas as árvores do campo baterão palmas.

55-13 - Em lugar do espinheiro, crescerá a faia, e, em lugar da sarça, crescerá a murta; isso será para o SENHOR por nome, por sinal eterno, que nunca se apagará.

56-1 - Assim diz o SENHOR: Mantende o juízo e fazei justiça, porque a minha salvação está prestes a vir, e a minha justiça, a manifestar-se.

56-2 - Bem-aventurado o homem que fizer isso, e o filho do homem que lançar mão disso, que se guarda de profanar o sábado e guarda a sua mão de perpetrar algum mal.

56-3 - E não fale o filho do estrangeiro que se houver chegado ao SENHOR, dizendo: De todo me apartará o SENHOR do seu povo; nem tampouco diga o eunuco: Eis que eu sou uma árvore seca.

56-4 - Porque assim diz o SENHOR a respeito dos eunucos que guardam os meus sábados, e escolhem aquilo que me agrada, e abraçam o meu concerto:

56-5 - Também lhes darei na minha casa e dentro dos meus muros um lugar e um nome, melhor do que o de filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles que nunca se apagará.

56-6 - E aos filhos dos estrangeiros que se chegarem ao SENHOR, para o servirem e para amarem o nome do SENHOR, sendo deste modo servos seus, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem o meu concerto,

56-7 - também os levarei ao meu santo monte e os festejarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos.

56-8 - Assim diz o Senhor JEOVÁ, que ajunta os dispersos de Israel: Ainda ajuntarei outros aos que já se ajuntaram.

56-9 - Vós todos os animais do campo todas as feras dos bosques, vinde comer.

56-10 - Todos os seus atalaias são cegos, nada sabem; todos são cães mudos, não podem ladrar; andam adormecidos, estão deitados e amam o tosquenejar.

56-11 - E estes cães são gulosos, não se podem fartar; e eles são pastores que nada compreendem; todos eles se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, cada um por sua parte.

56-12 - Vinde, dizem eles, traremos vinho e beberemos bebida forte; e o dia de amanhã será como este e ainda maior e mais famoso.

57-1 - Perece o justo, e não há quem considere isso em seu coração, e os homens compassivos são retirados, sem que alguém considere que o justo é levado antes do mal.

57-2 - Ele entrará em paz; descansarão nas suas camas os que houveram andado na sua retidão.

57-3 - Mas chegai-vos aqui, vós, filhos da agoureira, semente de adultério e de prostituição.

57-4 - De quem fazeis o vosso passatempo? Contra quem escancarais a boca e deitais para fora a língua? Porventura, não sois filhos da transgressão, semente da falsidade,

57-5 - que vos esquentais com os ídolos debaixo de toda árvore verde e sacrificais os filhos nos ribeiros, nas aberturas dos penhascos?

57-6 - Nas pedras lisas dos ribeiros, está a tua parte; estas, estas são a tua sorte; sobre elas também derramas a tua libação e lhes ofereces ofertas; contentar-me-ia eu com essas coisas?

57-7 - Sobre os montes altos e levantados pões a tua cama; e a eles sobes para oferecer sacrifícios.

57-8 - E detrás das portas e das ombreiras pões os teus memoriais; porque a outros, mais do que a mim, te descobres, e sobes, e alargas a tua cama, e fazes concerto com eles; amas a sua cama, onde quer que a vês.

57-9 - E vais ao rei com óleo e multiplicas os teus perfumes; envias os teus embaixadores para longe e te abates até aos infernos.

57-10 - Na tua comprida viagem, te cansaste; mas não dizes: Não há esperança; o que buscavas achaste; por isso, não adoeces.

57-11 - Mas de quem tiveste receio ou temor, para que mentisses e não te lembrasses de mim, nem no teu coração me pusesses? Não é, porventura, porque eu me calo, e isso já desde muito tempo, e me não temes?

57-12 - Eu publicarei a tua justiça e as tuas obras, mas não te aproveitarão.

57-13 - Quando clamares, livrem-te os teus congregados; mas o vento a todos levará, e a vaidade os arrebatará; mas o que confia em mim possuirá a terra e herdará o meu santo monte.

57-14 - E dir-se-á: Aplainai, aplainai, preparai o caminho; tirai os tropeços do caminho do meu povo.

57-15 - Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade e cujo nome é Santo: Em um alto e santo lugar habito e também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e para vivificar o coração dos contritos.

57-16 - Porque para sempre não contenderei, nem continuamente me indignarei; porque o espírito perante a minha face se enfraqueceria, e as almas que eu fiz.

57-17 - Pela iniqüidade da sua avareza, me indignei e os feri; escondi-me e indignei-me; mas, rebeldes, seguiram o caminho do seu coração.

57-18 - Eu vejo os seus caminhos e os sararei; também os guiarei e lhes tornarei a dar consolações e aos seus pranteadores.

57-19 - Eu crio os frutos dos lábios: paz, paz, para os que estão longe e para os que estão perto, diz o SENHOR, e eu os sararei.

57-20 - Mas os ímpios são como o mar bravo que se não pode aquietar e cujas águas lançam de si lama e lodo.

57-21 - Os ímpios, diz o meu Deus, não têm paz.

58-1 - Clama em alta voz, não te detenhas, levanta a voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão e à casa de Jacó, os seus pecados.

58-2 - Todavia, me procuram cada dia, tomam prazer em saber os meus caminhos; como um povo que pratica a justiça e não deixa o direito do seu Deus, perguntam-me pelos direitos da justiça, têm prazer em se chegar a Deus,

58-3 - dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos a nossa alma, e tu o não sabes? Eis que, no dia em que jejuais, achais o vosso próprio contentamento e requereis todo o vosso trabalho.

58-4 - Eis que, para contendas e debates, jejuais e para dardes punhadas impiamente; não jejueis como hoje, para fazer ouvir a vossa voz no alto.

58-5 - Seria este o jejum que eu escolheria: que o homem um dia aflija a sua alma, que incline a cabeça como o junco e estenda debaixo de si pano de saco grosseiro e cinza? Chamarias tu a isso jejum e dia aprazível ao SENHOR?

58-6 - Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo, e que deixes livres os quebrantados, e que despedaces todo o jugo?

58-7 - Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto e recolhas em casa os pobres desterrados? E, vendo o nu, o cubras e não te escondas daquele que é da tua carne?

58-8 - Então, romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante da tua face, e a glória do SENHOR será a tua retaguarda.

58-9 - Então, clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui; acontecerá isso se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo e o falar vaidade;

58-10 - e, se abrires a tua alma ao faminto e fartares a alma aflita, então, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia.

58-11 - E o SENHOR te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares secos, e fortificará teus ossos; e serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas nunca faltam.

58-12 - E os que de ti procederem edificarão os lugares antigamente assolados; e levantarás os fundamentos de geração em geração, e chamar-te-ão reparador das roturas e restaurador de veredas para morar.

58-13 - Se desviares o teu pé do sábado, de fazer a tua vontade no meu santo dia, e se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR digno de honra, e se o honrares, não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falar as tuas próprias palavras,

58-14 - então, te deleitarás no SENHOR, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai; porque a boca do SENHOR o disse.

59-1 - Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem o seu ouvido, agravado, para não poder ouvir.

59-2 - Mas as vossas iniqüidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.

59-3 - Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos, de iniqüidade; os vossos lábios falam falsamente, e a vossa língua pronuncia perversidade.

59-4 - Ninguém há que clame pela justiça, nem ninguém que compareça em juízo pela verdade; confiam na vaidade e andam falando mentiras; concebem o trabalho e produzem a iniqüidade.

59-5 - Chocam ovos de basilisco e tecem teias de aranha; aquele que comer dos ovos deles morrerá; e, apertando-os, sai deles uma víbora.

59-6 - As suas teias não prestam para vestes, nem se poderão cobrir com as suas obras; as suas obras são obras de iniqüidade, e obra de violência há nas suas mãos.

59-7 - Os seus pés correm para o mal e se apressam para derramarem o sangue inocente; os seus pensamentos são pensamentos de iniqüidade; destruição e quebrantamento há nas suas estradas.

59-8 - Não conhecem o caminho da paz, nem há juízo nos seus passos; as suas veredas tortuosas, as fizeram para si mesmos; todo aquele que anda por elas não tem conhecimento da paz.

59-9 - Por isso, o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança; esperamos pela luz, e eis que só há trevas; pelo resplendor, mas andamos em escuridão.

59-10 - Apalpamos as paredes como cegos; sim, como os que não têm olhos, andamos apalpando; tropeçamos ao meio-dia como nas trevas e nos lugares escuros somos como mortos.

59-11 - Todos nós bramamos como ursos e continuamente gememos como pombas; esperamos o juízo, e ele não aparece; pela salvação, e ela está longe de nós.

59-12 - Porque as nossas transgressões se multiplicaram perante ti, e os nossos pecados testificam contra nós; porque as nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniqüidades;

59-13 - como o prevaricar, e o mentir contra o SENHOR, e o retirarmo-nos do nosso Deus, e o falar de opressão e rebelião, e o conceber e expectorar do coração palavras de falsidade.

59-14 - Pelo que o juízo se tornou atrás, e a justiça se pôs longe, porque a verdade anda tropeçando pelas ruas, e a eqüidade não pode entrar.

59-15 - Sim, a verdade desfalece, e quem se desvia do mal arrisca-se a ser despojado; e o SENHOR o viu, e foi mal aos seus olhos que não houvesse justiça.

59-16 - E viu que ninguém havia e maravilhou-se de que não houvesse um intercessor; pelo que o seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve;

59-17 - porque se revestiu de justiça, como de uma couraça, e pôs o elmo da salvação na sua cabeça, e tomou vestes de vingança por vestidura, e cobriu-se de zelo, como de um manto.

59-18 - Conforme forem as obras deles, assim será a sua retribuição; furor, aos seus adversários, e recompensa, aos seus inimigos; às ilhas dará ele a sua recompensa.

59-19 - Então, temerão o nome do SENHOR desde o poente e a sua glória, desde o nascente do sol; vindo o inimigo como uma corrente de águas, o Espírito do SENHOR arvorará contra ele a sua bandeira.

59-20 - E virá um Redentor a Sião e aos que se desviarem da transgressão em Jacó, diz o SENHOR.

59-21 - Quanto a mim, este é o meu concerto com eles, diz o SENHOR: o meu Espírito, que está sobre ti, e as minhas palavras, que pus na tua boca, não se desviarão da tua boca, nem da boca da tua posteridade, nem da boca da posteridade da tua posteridade, diz o SENHOR, desde agora e para todo o sempre.

60-1 - Levanta-te, resplandece, porque já vem a tua luz, e a glória do SENHOR vai nascendo sobre ti.

60-2 - Porque eis que as trevas cobriram a terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti o SENHOR virá surgindo, e a sua glória se verá sobre ti.

60-3 - E as nações caminharão à tua luz, e os reis, ao resplendor que te nasceu.

60-4 - Levanta em redor os olhos e vê; todos estes já se ajuntaram e vêm a ti; teus filhos virão de longe, e tuas filhas se criarão ao teu lado.

60-5 - Então, o verás e serás iluminado, e o teu coração estremecerá e se alargará; porque a abundância do mar se tornará a ti, e as riquezas das nações a ti virão.

60-6 - A multidão de camelos te cobrirá, os dromedários de Midiã e Efa; todos virão de Sabá; ouro e incenso trarão e publicarão os louvores do SENHOR.

60-7 - Todas as ovelhas de Quedar se congregarão junto a ti, e os carneiros de Nebaiote te servirão; com agrado subirão ao meu altar, e eu glorificarei a casa da minha glória.

60-8 - Quem são estes que vêm voando como nuvens e como pombas, às suas janelas?

60-9 - Certamente, as ilhas me aguardarão, e, primeiro, os navios de Társis, para trazer teus filhos de longe, a sua prata e o seu ouro com eles, na santificação do nome do SENHOR, teu Deus, e do Santo de Israel, porquanto te glorificou.

60-10 - E os filhos dos estrangeiros edificarão os teus muros, e os seus reis te servirão, porque, no meu furor, te feri, mas, na minha benignidade, tive misericórdia de ti.

60-11 - E as tuas portas estarão abertas de contínuo: nem de dia nem de noite se fecharão, para que tragam a ti as riquezas das nações, e, conduzidos com elas, os seus reis.

60-12 - Porque a nação e o reino que te não servirem perecerão; sim, essas nações de todo serão assoladas.

60-13 - A glória do Líbano virá a ti; a faia, o pinheiro e o buxo conjuntamente, para ornarem o lugar do meu santuário, e glorificarei o lugar em que assentam os meus pés.

60-14 - Também virão a ti, inclinando-se, os filhos dos que te oprimiram; e prostrar-se-ão à planta dos teus pés todos os que te desprezaram; e chamar-te-ão a Cidade do SENHOR, a Sião do Santo de Israel.

60-15 - Em vez do desprezo e do aborrecimento a que foste votada, de modo que ninguém passava por ti, porei em ti uma excelência perpétua, um gozo de geração em geração.

60-16 - E mamarás o leite das nações e te alimentarás aos peitos dos reis; e saberás que eu sou o SENHOR, o teu Salvador, e o teu Redentor, e o Possante de Jacó.

60-17 - Por cobre trarei ouro, e por ferro trarei prata, e, por madeira, bronze, e, por pedras, ferro; e farei pacíficos os teus inspetores e justos, os teus exatores.

60-18 - Nunca mais se ouvirá de violência na tua terra, de desolação ou destruição, nos teus termos; mas aos teus muros chamarás salvação, e às tuas portas, louvor.

60-19 - Nunca mais te servirá o sol para luz do dia, nem com o seu resplendor a lua te alumiará; mas o SENHOR será a tua luz perpétua, e o teu Deus, a tua glória.

60-20 - Nunca mais se porá o teu sol, nem a tua lua minguará, porque o SENHOR será a tua luz perpétua, e os dias do teu luto findarão.

60-21 - E todos os do teu povo serão justos, para sempre herdarão a terra; serão renovos por mim plantados, obra das minhas mãos, para que eu seja glorificado.

60-22 - O menor virá a ser mil, e o mínimo, um povo grandíssimo. Eu, o SENHOR, a seu tempo o farei prontamente.

61-1 - O Espírito do Senhor JEOVÁ está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos;

61-2 - a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes;

61-3 - a ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê ornamento por cinza, óleo de gozo por tristeza, veste de louvor por espírito angustiado, a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do SENHOR, para que ele seja glorificado.

61-4 - E edificarão os lugares antigamente assolados, e restaurarão os de antes destruídos, e renovarão as cidades assoladas, destruídas de geração em geração.

61-5 - E haverá estrangeiros que apascentarão os vossos rebanhos, e estranhos serão os vossos lavradores e os vossos vinhateiros.

61-6 - Mas vós sereis chamados sacerdotes do SENHOR, e vos chamarão ministros de nosso Deus; comereis das riquezas das nações e na sua glória vos gloriareis.

61-7 - Por vossa dupla vergonha e afronta, exultarão pela sua parte; pelo que, na sua terra, possuirão o dobro e terão perpétua alegria.

61-8 - Porque eu, o SENHOR, amo o juízo, e aborreço a iniqüidade; eu lhes darei sua recompensa em verdade e farei um concerto eterno com eles.

61-9 - E a sua posteridade será conhecida entre as nações, e os seus descendentes, no meio dos povos; todos quantos os virem os conhecerão como semente bendita do SENHOR.

61-10 - Regozijar-me-ei muito no SENHOR, a minha alma se alegra no meu Deus, porque me vestiu de vestes de salvação, me cobriu com o manto de justiça, como um noivo que se adorna com atavios e como noiva que se enfeita com as suas jóias.

61-11 - Porque, como a terra produz os seus renovos, e como o horto faz brotar o que nele se semeia, assim o Senhor JEOVÁ fará brotar a justiça e o louvor para todas as nações.

62-1 - Por amor de Sião, me não calarei e, por amor de Jerusalém, me não aquietarei, até que saia a sua justiça como um resplendor, e a sua salvação, como uma tocha acesa.

62-2 - E as nações verão a tua justiça, e todos os reis, a tua glória; e chamar-te-ão por um nome novo, que a boca do SENHOR nomeará.

62-3 - E serás uma coroa de glória na mão do SENHOR e um diadema real na mão do teu Deus.

62-4 - Nunca mais te chamarão Desamparada, nem a tua terra se denominará jamais Assolada; mas chamar-te-ão Hefzibá; e à tua terra, Beulá, porque o SENHOR se agrada de ti; e com a tua terra o SENHOR se casará.

62-5 - Porque, como o jovem se casa com a donzela, assim teus filhos se casarão contigo; e, como o noivo se alegra com a noiva, assim se alegrará contigo o teu Deus.

62-6 - Ó Jerusalém! Sobre os teus muros pus guardas, que todo o dia e toda a noite se não calarão; ó vós que fazeis menção do SENHOR, não haja silêncio em vós,

62-7 - nem estejais em silêncio, até que confirme e até que ponha a Jerusalém por louvor na terra.

62-8 - Jurou o SENHOR pela sua mão direita e pelo braço da sua força: Nunca mais darei o teu trigo por comida aos teus inimigos, nem os estranhos beberão o teu mosto, em que trabalhaste.

62-9 - Mas os que o ajuntarem o comerão e louvarão ao SENHOR; e os que o colherem beberão nos átrios do meu santuário.

62-10 - Passai, passai pelas portas; preparai o caminho ao povo; aplainai, aplainai a estrada, limpai-a das pedras; arvorai a bandeira aos povos.

62-11 - Eis que o SENHOR fez ouvir até às extremidades da terra: Dizei à filha de Sião: Eis que a tua salvação vem; eis que com ele vem o seu galardão, e a sua obra, diante dele.

62-12 - E chamar-lhes-ão povo santo, os remidos do SENHOR; e tu serás chamada Procurada, Cidade não desamparada.

63-1 - Quem é este que vem de Edom, de Bozra, com vestes tintas? Este que é glorioso em sua vestidura, que marcha com a sua grande força? Eu, que falo em justiça, poderoso para salvar.

63-2 - Por que está vermelha a tua vestidura? E as tuas vestes, como as daquele que pisa uvas no lagar?

63-3 - Eu sozinho pisei no lagar, e dos povos ninguém se achava comigo; e os pisei na minha ira e os esmaguei no meu furor; e o seu sangue salpicou as minhas vestes, e manchei toda a minha vestidura.

63-4 - Porque o dia da vingança estava no meu coração, e o ano dos meus redimidos é chegado.

63-5 - E olhei, e não havia quem me ajudasse; e espantei-me de não haver quem me sustivesse; pelo que o meu braço me trouxe a salvação, e o meu furor me susteve.

63-6 - E pisei os povos na minha ira e os embriaguei no meu furor, e a sua força derribei por terra.

63-7 - As benignidades do SENHOR mencionarei e os muitos louvores do SENHOR, consoante tudo o que o SENHOR nos concedeu, e a grande bondade para com a casa de Israel, que usou com eles segundo as suas misericórdias e segundo a multidão das suas benignidades.

63-8 - Porque o Senhor dizia: Certamente, eles são meu povo, filhos que não mentirão. Assim ele foi seu Salvador.

63-9 - Em toda a angústia deles foi ele angustiado, e o Anjo da sua presença os salvou; pelo seu amor e pela sua compaixão, ele os remiu, e os tomou, e os conduziu todos os dias da antiguidade.

63-10 - Mas eles foram rebeldes e contristaram o seu Espírito Santo; pelo que se lhes tornou em inimigo e ele mesmo pelejou contra eles.

63-11 - Todavia, se lembrou dos dias da antiguidade, de Moisés e do seu povo, dizendo: Onde está aquele que os fez subir do mar com os pastores do seu rebanho? Onde está aquele que pôs no meio deles o seu Espírito Santo,

63-12 - aquele cujo braço glorioso ele fez andar à mão direita de Moisés? Que fendeu as águas diante deles, para criar um nome eterno?

63-13 - Aquele que os guiou pelos abismos, como o cavalo, no deserto, de modo que nunca tropeçaram?

63-14 - Como ao animal que desce aos vales, o Espírito do SENHOR lhes deu descanso; assim guiaste ao teu povo, para criares um nome glorioso.

63-15 - Atenta desde os céus e olha desde a tua santa e gloriosa habitação. Onde estão o teu zelo e as tuas obras poderosas? A ternura das tuas entranhas e das tuas misericórdias detém-se para comigo!

63-16 - Mas tu és nosso Pai, ainda que Abraão nos não conhece, e Israel não nos reconhece. Tu, ó SENHOR, és nosso Pai; nosso Redentor desde a antiguidade é o teu nome.

63-17 - Por que, ó SENHOR, nos fazes desviar dos teus caminhos? Por que endureces o nosso coração, para que te não temamos? Faz voltar, por amor dos teus servos, as tribos da tua herança.

63-18 - Só por um pouco de tempo, foi possuída pelo teu santo povo; nossos adversários pisaram o teu santuário.

63-19 - Tornamo-nos como aqueles sobre quem tu nunca dominaste e como aqueles que nunca se chamaram pelo teu nome.

64-1 - Ó! Se fendesses os céus e descesses! Se os montes se escoassem diante da tua face!

64-2 - Como quando o fogo inflama a lenha e faz ferver as águas, para fazeres notório o teu nome aos teus adversários, assim as nações tremessem da tua presença!

64-3 - Quando fazias coisas terríveis, que não esperávamos, descias, e os montes se escoavam diante da tua face.

64-4 - Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que trabalhe para aquele que nele espera.

64-5 - Saíste ao encontro daquele que se alegrava e praticava justiça, daqueles que se lembram de ti nos teus caminhos; eis que te iraste, porque pecamos; neles há eternidade, para que sejamos salvos.

64-6 - Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; e todos nós caímos como a folha, e as nossas culpas, como um vento, nos arrebatam.

64-7 - E já ninguém há que invoque o teu nome, que desperte e te detenha; porque escondes de nós o rosto e nos fazes derreter, por causa das nossas iniqüidades.

64-8 - Mas, agora, ó SENHOR, tu és o nosso Pai; nós, o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos.

64-9 - Não te enfureças tanto, ó SENHOR, nem perpetuamente te lembres da iniqüidade; eis, olha, nós te pedimos, todos nós somos o teu povo.

64-10 - As tuas santas cidades estão feitas um deserto; Sião está feita um deserto, Jerusalém está assolada.

64-11 - A nossa santa e gloriosa casa, em que te louvavam nossos pais, foi queimada; e todas as nossas coisas mais aprazíveis se tornaram em assolação.

64-12 - Conter-te-ias tu ainda sobre estas calamidades, ó SENHOR? Ficarias calado, e nos afligirias tanto?

65-1 - Fui buscado pelos que não perguntavam por mim; fui achado por aqueles que me não buscavam; a um povo que se não chamava do meu nome eu disse: Eis-me aqui.

65-2 - Estendi as mãos todo o dia a um povo rebelde, que caminha por caminho que não é bom, após os seus pensamentos;

65-3 - povo que me irrita diante da minha face de contínuo, sacrificando em jardins e queimando incenso sobre tijolos;

65-4 - assentando-se junto às sepulturas, e passando as noites junto aos lugares secretos, e comendo carne de porco e caldo de coisas abomináveis nos seus pratos.

65-5 - E dizem: Retira-te, e não te chegues a mim, porque sou mais santo do que tu. Estes são uma fumaça no meu nariz, um fogo que arde todo o dia.

65-6 - Eis que está escrito diante de mim: não me calarei; mas eu pagarei, sim, deitar-lhes-ei a recompensa no seu seio,

65-7 - as vossas iniqüidades e juntamente as iniqüidades de vossos pais, diz o SENHOR, que queimaram incenso nos montes e me afrontaram nos outeiros; pelo que lhes tornarei a medir as suas obras antigas no seu seio.

65-8 - Assim diz o SENHOR: Como quando se acha mosto em um cacho de uvas, dizem: Não o desperdices, pois há bênção nele, assim farei por amor de meus servos, para que os não destrua a todos.

65-9 - E produzirei descendência a Jacó e a Judá, um herdeiro que possua os meus montes; e os meus eleitos herdarão a terra, e os meus servos habitarão ali.

65-10 - E Sarom servirá de curral de ovelhas, e o vale de Acor, de lugar de repouso de gado, para o meu povo que me buscar.

65-11 - Mas a vós que vos apartais do SENHOR, que vos esqueceis do meu santo monte, que preparais uma mesa para a Fortuna e que misturais vinho para o Destino,

65-12 - também vos destinarei à espada, e todos vos encurvareis à matança, porquanto chamei, e não respondestes; falei, e não ouvistes, mas fizestes o que é mal aos meus olhos e escolhestes aquilo em que eu não tinha prazer.

65-13 - Pelo que assim diz o Senhor JEOVÁ: Eis que os meus servos comerão, mas vós padecereis fome; eis que os meus servos beberão, mas vós tereis sede; eis que os meus servos se alegrarão, mas vós vos envergonhareis;

65-14 - eis que os meus servos cantarão por terem o seu coração alegre, mas vós gritareis com tristeza de ânimo e uivareis pelo vosso quebrantamento de espírito;

65-15 - e deixareis o vosso nome aos meus eleitos por maldição; e o Senhor JEOVÁ vos matará; e a seus servos chamará por outro nome.

65-16 - De sorte que aquele que se bendisser na terra será bendito no Deus da verdade; e aquele que jurar na terra jurará pelo Deus da verdade; porque já estão esquecidas as angústias passadas e estão encobertas diante dos meus olhos.

65-17 - Porque eis que eu crio céus novos e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão.

65-18 - Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que eu crio; porque eis que crio para Jerusalém alegria e para o seu povo, gozo.

65-19 - E folgarei em Jerusalém e exultarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor.

65-20 - Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias; porque o jovem morrerá de cem anos, mas o pecador de cem anos será amaldiçoado.

65-21 - E edificarão casas e as habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto.

65-22 - Não edificarão para que outros habitem, não plantarão para que outros comam, porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos até à velhice.

65-23 - Não trabalharão debalde, nem terão filhos para a perturbação, porque são a semente dos benditos do SENHOR, e os seus descendentes, com eles.

65-24 - E será que, antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei.

65-25 - O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; e o pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR.

66-1 - Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra, o escabelo dos meus pés. Que casa me edificaríeis vós? E que lugar seria o do meu descanso?

66-2 - Porque a minha mão fez todas estas coisas, e todas estas coisas foram feitas, diz o SENHOR; mas eis para quem olharei: para o pobre e abatido de espírito e que treme diante da minha palavra.

66-3 - Aquele que mata um boi é como aquele que fere um homem; aquele que sacrifica um cordeiro, como aquele que degola um cão; aquele que oferece uma oblação, como aquele que oferece sangue de porco; aquele que queima incenso, como aquele que bendiz a um ídolo; também estes escolhem os seus próprios caminhos, e a sua alma toma prazer nas suas abominações.

66-4 - Também eu quererei as suas ilusões, farei vir sobre eles os seus temores, porquanto clamei, e ninguém respondeu; falei, e não escutaram, mas fizeram o que é mal aos meus olhos e escolheram aquilo em que eu não tinha prazer.

66-5 - Ouvi a palavra do SENHOR, vós que tremeis diante da sua palavra. Vossos irmãos, que vos aborrecem e que para longe vos lançam por amor do meu nome, dizem: O SENHOR seja glorificado, para que vejamos a vossa alegria! Mas eles serão confundidos.

66-6 - Uma voz de grande rumor virá da cidade, uma voz do templo, a voz do SENHOR, que dá o pago aos seus inimigos.

66-7 - Antes que estivesse de parto, ela deu à luz; antes que lhe viessem as dores, ela deu à luz um filho.

66-8 - Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisas semelhantes? Poder-se-ia fazer nascer uma terra em um só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? Mas Sião esteve de parto e já deu à luz seus filhos.

66-9 - Abriria eu a madre e não geraria, diz o SENHOR; geraria eu e fecharia a madre? —diz o teu Deus.

66-10 - Regozijai-vos com Jerusalém e alegrai-vos por ela, vós todos que a amais; enchei-vos por ela de alegria, todos que por ela pranteastes;

66-11 - para que mameis e vos farteis dos peitos das suas consolações; para que sugueis e vos deleiteis com o resplendor da sua glória.

66-12 - Porque assim diz o SENHOR: Eis que estenderei sobre ela a paz, como um rio, e a glória das nações, como um ribeiro que trasborda; então, mamareis, ao colo vos trarão e sobre os joelhos vos afagarão.

66-13 - Como a alguém que sua mãe consola, assim eu vos consolarei; e em Jerusalém vós sereis consolados.

66-14 - Isso vereis, e alegrar-se-á o vosso coração, e os vossos ossos reverdecerão como a erva tenra; então, a mão do SENHOR será notória aos seus servos, e ele se indignará contra os seus inimigos.

66-15 - Porque eis que o SENHOR virá em fogo; e os seus carros, como um torvelinho, para tornar a sua ira em furor e a sua repreensão, em chamas de fogo.

66-16 - Porque, com fogo e com a sua espada, entrará o SENHOR em juízo com toda a carne; e os mortos do SENHOR serão multiplicados.

66-17 - Os que se santificam e se purificam nos jardins uns após outros, os que comem carne de porco, e a abominação, e o rato juntamente serão consumidos, diz o SENHOR.

66-18 - Porque conheço as suas obras e os seus pensamentos! O tempo vem, em que ajuntarei todas as nações e línguas; e virão e verão a minha glória.

66-19 - E porei entre eles um sinal e os que deles escaparem enviarei às nações, a Társis, Pul e Lude, flecheiros, a Tubal e Javã, até às ilhas de mais longe que não ouviram a minha fama, nem viram a minha glória; e anunciarão a minha glória entre as nações.

66-20 - E trarão todos os vossos irmãos, dentre todas as nações, por presente ao SENHOR, sobre cavalos, e em carros, e em liteiras, e sobre mulas, e sobre dromedários, ao meu santo monte, a Jerusalém, diz o SENHOR, como quando os filhos de Israel trazem as suas ofertas em vasos limpos à Casa do SENHOR.

66-21 - E também deles tomarei alguns para sacerdotes e para levitas, diz o SENHOR.

66-22 - Porque, como os céus novos e a terra nova que hei de fazer estarão diante da minha face, diz o SENHOR, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome.

66-23 - E será que, desde uma Festa da Lua Nova até à outra e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o SENHOR.

66-24 - E sairão e verão os corpos mortos dos homens que prevaricaram contra mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e serão um horror para toda a carne.