Literatura Espírita

Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho - Humberto de Campos / Chico Xavier   - Downloads: 3

Este livro é "a revelação da missão coletiva de um país", como define o Espírito Emmanuel, que o prefacia. Ditado em 1938 a Francisco Cândido Xavier, nele o autor, que em obras posteriores passou a utilizar o pseudônimo Irmão X, analisa fatos da História do Brasil, objetivando demonstrar a missão evangelizadora da nação e o acompanhamento feito por Jesus do seu processo evolutivo. A partir de dados colhidos no plano espiritual, tece comentários sobre a escravidão, os movimentos nativistas, a independência, a Guerra do Paraguai, o Espiritismo e o Movimento Espírita no Brasil. Explica a missão da pátria brasileira como "coração espiritual da Terra", evidenciada pela espontânea e enorme acolhida que a Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, teve em nosso país, concitando o povo à prática do Evangelho de Jesus, a fim de irradiar à Humanidade a paz e a fraternidade.

Caminho, Verdade e Vida - Emmanuel - Chico Vavier   - Downloads: 4

Interpretação dos Textos Sagrados

"Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação." - (II Pedro, 1:20)

Jesus é o caminho, a Verdade e a Vida. Sua luz imperecível brilha sobre os milênios terrestres, como o Verbo do princípio, penetrando o mundo, há quase vinte séculos.

Lutas sanguinárias, guerras de extermínio, calamidades sociais não lhe modificaram um til nas palavras que se atualizam, cada vez mais, com a evolução multiforme da Terra. Tempestades de sangue e lágrimas nada mais fizeram que avivar-lhes a grandeza. Entretanto, sempre tardios no aproveitamento das oportunidades preciosas, muitas vezes, no curso das existências renovadas, temos desprezado o Caminho, indiferentes ante os patrimônios da Verdade e da Vida.

O Senhor, contudo, nunca nos deixou desamparados.
Cada dia, reforma os títulos de tolerância para com as nossas dívidas; todavia, é de nosso próprio interesse levantar o padrão da vontade, estabelecer disciplinas para uso pessoal e reeducar a nós mesmo, ao contacto do Mestre Divino. Ele é o Amigo Generoso, mas tantas vezes lhe olvidamos o conselho que somos suscetíveis de atingir obscuras zonas de adiamento indefinível de nossa iluminação interior para a vida eterna.

No propósito de valorizar o ensejo de serviço, organizamos este humilde trabalho interpretativo (1), sem qualquer pretensão a exegese.
Concatenamos apenas modesto conjunto de páginas soltas destinadas a meditações comuns.
Muitos amigos estranhar-nos-ão talvez a atitude, isolando versículos e conferindo-lhes cor independente do capítulo evangélico a que pertencem. Em certas passagens, extraímos daí somente frases pequeninas, proporcionando-lhes fisionomia especial e, em determinadas circunstâncias, as nossas considerações desvaliosas parecem contrariar as disposições do capítulo em que se inspiram.

Assim procedemos, porém, ponderando que, num colar de pérolas, cada qual tem valor específico e que, no imenso conjunto de ensinamentos da Boa Nova, cada conceito do Cristo ou dos seus colaboradores diretos adapta-se a determinada situação do Espírito, nas estradas da vida. A lição do Mestre, além disso, não constitui tão-somente um impositivo para os misteres da adoração. O Evangelho não se reduz a breviário para o genuflexório. É roteiro imprescindível para a legislação e administração, para o serviço e para a obediência. O Cristo não estabelece linhas divisórias entre o templo e a oficina. Toda Terra é seu altar de oração e seu campo de trabalho, ao mesmo tempo. Por louvá-lo nas igrejas e menoscabá-lo nas ruas é que temos naufragado mil vezes, por nossa própria culpa. Todos os lugares, portanto, podem ser consagrados ao serviço divino.

Muitos discípulos, nas várias escolas cristãs, entregaram-se a perquirições teológicas transformando os ensinos do Senhor em relíquea morta dos altares de pedra; no entanto, espera o Cristo venhamos todos a converte-lhe o evangelho de Amor e Sabedoria em companheiro da prece, um livro escolar no aprendizado de cada dia, em fonte inspiradoras de nossas mais humildes ações no trabalho comum e em código de boas maneiras no intercâmbio fraternal.
Embora esclareça nossos singelos objetivos, noto, antecipadamente, ampla perplexidade nesse ou naquele grupo de crentes.
Que fazer? Temos imensas distâncias a vencer no Caminho, para adquirir a Verdade e a Vida na significação integral.

Compreendemos o respeito devido ao Cristo, mas, pela própria exemplificação do Mestre, sabemos que o labor do aprendiz fiel constitui-se de adoração e trabalho, de oração e esforço próprio.

Quanto ao mais, consola-nos reconhecer que os Textos Sagrados são dádivas do Pai a todos os seus filhos e, por isso mesmo, aqui nos reportamos às palavras sábias de Simão Pedro: "Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação."
(1) Algumas destas páginas, já publicadas na imprensa espiritista cristã, foram por nós revistas e simplificadas para maior clareza de interpretação. 

Emmanuel
(Pedro Leopoldo, 2 de setembro de 1948)

Cartas de Uma Morta - Maria João de Deus   - Downloads: 6

As páginas que vão ler são de autoria daquela que foi, na Terra, a minha mãe muito querida.
Minha progenitora chamava-se Maria João de Deus e desencarnou nesta cidade em 29 de Setembro de 1915. Filha de uma lavadeira humilde de Santa Luiza do Rio das Velhas, ela não pôde receber uma educação esmerada, mas todos os que a conheceram, afirmam que os sentimentos do seu coração substituíram a cultura que lhe faltava.
Quando o seu bondoso espírito se comunicou por meu intermédio, pela primeira vez, eu lhe pedi que me contasse as impressões iniciais da sua vida no outro mundo, recebendo a promessa de que havia de fazer oportunamente. Há pouco tempo ela começou a escrever, por intermédio da minha mediunidade, estas cartas que vão ler.
Eu contava cinco anos de idade quando minha mãe desencarnou, mesmo assim nunca pude esquecê-la e, ultimamente, graças ao Espiritismo, ouço a sua voz, comunico-me com ela e ao seu espírito generoso devo os melhores instantes de consolo espiritual da minha vida.
Aí estão, minha mãe, as tuas páginas. Elas vão ser vendidas em benefício das órfãzinhas. Deus permita que os pequeninos que sofrem recebam um conforto em teu nome e que a Misericórdia Divina te auxilie, multiplicando as tuas luzes na vida espiritual.

Cartas do Coração - Espírito: Diversos / Chico Xavier   - Downloads: 3

Mensagens de saudade, consolo e carinho dos que foram além do largo oceano da morte e que ansiavam por se comunicar com os parentes amados que por aqui continuaram a cumprir seu destino - com o estilo afetuoso do mestre de Uberaba.
Nas páginas dessa obra se encontram mensagens de saudade e carinho de quantos atravessaram o imenso mar da morte, ansiosos por se revelarem aos entes amados, que deixaram à retaguarda, e aos quais precederam na grande viagem da vida.

Cartas do Evangelho - Casimiro Cunha / Chico Xavier   - Downloads: 2

Ouve, amigo!
As “Cartas do Evangelho" são vendidas em benefício da Casa da Criança, que Jesus nos auxiliou a fundar, em Campos, para recolher os pequenos desvalidos.
Quem as escreveu foi Casimiro Cunha, valoroso discípulo de Jesus e devotado amigo do plano espiritual. São, pois, notícias de um irmão carinhoso, que se elevou a uma esfera mais alta pelos seus méritos morais e valores puros do sentimento.
Estas cartas, portanto, são umas correspondências do céu. Seu preço pode, assim, representar o de uma taxa comum, como a dos selos do mundo, sobre a mensagem de um coração distante e amigo. E no caso presente a moeda despendida é a moeda do céu, porque nos mundos purificados todos os bens são adquiridos pelo valor sagrado e definitivo da virtude.
Vê, pois, leitor amigo, que a sua cooperação material será convertida em agasalho e proteção para os órfãozinhos.
Todavia, não desejo referir-me tão somente à finalidade do selo, que é proveitosa e justa, mas também à significação destas cartas e ao seu substancioso conteúdo.
A presente mensagem, tão simples na sua rima e tão grande na sua expressão ideológica, é o amoroso convite ao banquete do Evangelho. Inicia a sua leitura e medita. Elas falam de suas necessidades, de suas esperanças e de seus sofrimentos. Esclarecendo as suas dúvidas, lhes iluminam, balsamizando as feridas que sangram dentro d’alma, aliviando o coração. Sobretudo, estas cartas preparam o seu espírito para sentir e compreender melhor o ensinamento d’Aquele cujas palavras não passarão. Seus conceitos aclaram o raciocínio e edificam o sentimento, no esforço sagrado da iluminação, e bem sabe que a maior necessidade do homem é justamente a de luz espiritual para se identificar com o Cristo.
Pode vacilar, ante as minhas afirmativas, alegando a preparação do mundo que lhe educou as energias e lhe concedeu possibilidades materiais, as mais vastas, para enfrentar corajosamente as lutas edificadoras da vida. Mas, é indispensável considerar que sem os valores íntimos, toda a preparação do mundo torna-se ilusória. Somente na adversidade e nos perigos pode o espírito dar testemunho de sua edificação definitiva. E, na Terra, chegam sempre, tarde ou cedo, as horas do fracasso, da prova ríspida ou da separação.
Tem consciência de que se encontra realmente preparado, em face das surpresas do caminho?
Estará recebendo todas as dores como um bem? Está convicto da execução de todos os seus deveres?
Se vacila, examina o conteúdo destas cartas e ouve-lhe os apeias.
Na palavra do apóstolo Mateus (7:24-27), Jesus nos fala do homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha, tornando-a inacessível à ação destruidora das chuvas, das torrentes e dos ventos que desabam sobra o mundo.
Um dia, as chuvas das  lágrimas, as torrentes das paixões e os ventos das desventuras virão sobre essa casa que é o símbolo do coração. E feliz aquele que a houver construído sobre a rocha da fé viva.
Recebe, pois, meu amigo, as Cartas do Evangelho e medita. Mais do que as minhas palavras desvaliosas, elas lhe falarão do Divino Mestre, com mais calor e sabedoria, ao âmago do espírito.
E desejando-lhe todo o bem, termino aqui, com o mesmo apelo fraternal do esclarecido autor destas páginas:
“Busca vibrar no Evangelho,
Reforma-te, sem alarde.
Atende agora. Amanhã,
Talvez seja muito tarde “.

Nina Arueira
(15  de março de 1940)

Cartilha da Natureza - Casimiro Cunha / Chico Xavier   - Downloads: 2

Obra de grande sensibilidade e beleza. Suas poesias refletem a singeleza e grandiosidade dos presentes diários oferecidos pelo Criador a toda a humanidade, manifestados sob a forma dos diferentes elementos que compõem a beleza natural do planeta. Esta cartilha ensina a "ler" a natureza circundante e a reconhecer a sua importância e a magnanimidade de Deus. Neste volume, encontram-se as poesias que apresentam a Criação Divina e sua sabedoria ao outorgar ao Sol, à plantação, à chuva, ao lago, ao vento e à flor o ensino de importantes lições de vida. Obra publicada originalmente num só volume e posteriormente desmembrada em três livros com subtemas: A Criação, A Viagem e O Trabalho.

A Grande Fazenda
"E ele repartiu por eles a fazenda." (Jesus - Lucas, 15:12)
A Natureza é a fazenda vasta que o Pai entregou a todas as criaturas. Cada pormenor do valioso patrimônio apresenta significação particular. A árvore, o caminho, a nuvem, o pó, o rio  revelam mensagens silenciosas e especiais.
É preciso, contudo, que o homem aprenda a recolher-se para escutar as grandes vozes que lhe falam ao coração.
A Natureza é sempre o celeiro abençoado de lições maternais. Em seus círculos de serviço, coisa alguma permanece sem propósito, sem finalidade justa.
Eis a razão pela qual o trabalho de Casimiro Cunha se evidencia com singular importância. O coração vibrátil e a sensibilidade apurada conchegaram-se a Jesus, para trazer aos ouvidos dos companheiros encarnados algumas notas da universal sinfonia.
Esta cartilha amorosa relaciona, em rimas singelas, alguns cânticos da fazenda divina que o Pai nos confiou. Envolvendo expressões na luz infinita do Mestre, Casimiro dá notícias das coisas simples, cheias de ensino transcendental. No relatório musicado de sua alma sensível, o milharal, o pântano, a árvore, o ribeiro, o malhadouro dizem alguma coisa de sua maravilhosa destinação, revelando sugestões de beleza sublime. É o ensino espontâneo dos elementos, o alvitre das paisagens que o hábito vulgarizou, mas se conservam repletas de lições sempre novas.
O trabalho valioso do poeta cristão dispensa comentários e considerações.
Entregando-o, pois, ao leitor amigo, não temos outro objetivo senão lembrar a fazenda preciosa que se encontra em nossas mãos.
A Natureza é o livro de páginas vivas e eternas.
Em abrindo a cartilha afetuosa de Casimiro, recordemos Aquele que veio à Terra, começando pela manjedoura; que recebeu pastores e animais como visita primeira; que foi anunciado por uma estrela brilhante; que ensinou sobre as águas, orou sobre os montes, escreveu na terra, transformou a água simples em vinho do júbilo familiar; que aceitou a cooperação de um burrico para receber homenagens do mundo; que meditou num horto, agonizou numa colina pedregosa, partiu em busca do Pai através dos braços de um lenho ríspido e ressuscitou num jardim.
Relembremos semelhantes ensinos e recebamos a fazenda do Senhor, não como filho pródigo que lhe desbaratou os bens, mas como filhos previdentes que procuram aprender sempre, enriquecendo-se de tesouros imortais.

Emmanuel - (Pedro Leopoldo, 20 de maio de 1943)

Cinquenta Anos Depois - Emmanuel / Chico Xavier   - Downloads: 2

Neste romance Emmanuel conta-nos uma história ligada ao Cristianismo do século II. Nele, alguns personagens do livro “Há Dois Mil Anos” voltam à jornada terrena vivenciando, de modo claro, a lei de causa e efeito. Um dos personagens centrais daquela obra, o Senador Públio Lentulus, apresenta-se nesta em uma nova roupagem, encarnado como um escravo: Nestório. Esse escravo mostra, na sua volta à Terra, uma postura mais humilde, agora numa categoria que seu coração orgulhoso havia espezinhado na existência anterior. A misericórdia do Senhor permite-lhe reparar, na personalidade de Nestório, os desmandos e arbitrariedades cometidos no passado, quando, investido do poder público, supunha, em sua vaidade, guardar todos os direitos e poderes em suas mãos. O personagem central deste livro é, no entanto, uma mulher, Célia. Coração sublime, cujo heroísmo divino foi, no dizer de Emmanuel, uma luz acesa na estrada de numerosos Espíritos amargurados e sofredores. Ela entendeu e viveu as lições de Jesus no transcurso doloroso de sua existência.

Carta ao Leitor:
Meu amigo, Deus te conceda paz.
Se lestes as páginas singelas do “Há Dois Mil Anos...”, é possível que procures aqui a continuação das lutas intensas, vividas pelas suas personagens reais, na arena de lutas redentoras da Terra. É por esse motivo que me sinto obrigado a explicar-te alguma coisa, com respeito ao desdobramento desta nova história. 
Cinquenta anos depois das ruínas fumegantes de Pompeia, nas quais o impiedoso senador Públio Lentulus se desprendia novamente do mundo, para aferir o valor de suas dolorosas experiências terrestres, vamos encontrá-lo, nestas páginas, sob a veste humilde dos escravos, que o seu orgulhoso coração havia espezinhado outrora. A misericórdia do Senhor permitia-lhe reparar, na personalidade de Nestório, os desmandos e arbitrariedades cometidos no pretérito, quando, como homem público, supunha guardar nas mãos vaidosas, por injustificável direito divino, todos os poderes. Observando um homem cativo, reconhecerás, em cada traço de seus sofrimentos, o venturoso resgate de um passado de faltas clamorosas. 
Todavia, sinto-me no dever de esclarecer-te a curiosidade, com referência aos seus companheiros mais diretos, na nova romagem terrena, de que este livro é um testemunho real. 
Não obstante estarem na Terra, pela mesma época, os membros da família Severus, Flávia e Marcus Lentulus, Saul e André de Gioras, Aurélia, Sulpício, Flávia e demais comparsas do mesmo drama, devo esclarecer-te que todos esses companheiros de luta mourejavam, na ocasião, em outros setores de sofrimentos abençoados, não comparecendo aqui, onde o senador Públio Lentulus aparece, aos teus olhos, na indumenta de escravo, já na idade madura, como elemento integrante de um quadro novo.
De todas as personagens do “Há Dois Mil Anos...’’, um contudo aqui se encontra, junto de outras figuras do mesmo tempo, como Policarpo, embora não relacionado nominalmente no livro anterior, companheiro esse que, pelos laços afetivos, se lhe tornara um irmão devotado e carinhoso, pelas mesmas lutas políticas e sociais na Roma de Nero e de Vespasiano. Quero referir-me a Pompílio Crasso, aquele mesmo irmão de destino na destruição de Jerusalém, cujo coração palpitante lhe fora retirado do peito por Nicandro, às ordens severas de um chefe cruel e vingativo. 
Pompílio Crasso é o mesmo Helvídio Lucius destas páginas, ressurgindo no mundo para o trabalho renovador e, aludindo a um amigo dedicado e generoso, quero dizer-te que este livro não foi escrito de nós e por nós, no pressuposto de descrever as nossas lutas transitórias no mundo terrestre. Este livro é o repositório da verdade sobre um coração sublime de mulher, transformada em santa, cujo heroísmo divino foi uma luz acesa na estrada de numerosos Espíritos amargurados e sofredores. 
No “Há Dois Mil Anos...” buscávamos encarecer uma época de luzes e sombras, onde a materialidade romana e o Cristianismo disputavam a posse das almas, num cenário de misérias e esplendores, entre as extremas exaltações de César e as maravilhosas edificações em Jesus-Cristo. Ali, Públio Lentulus se movimenta num acervo de farraparias morais e deslumbramentos transitórios; aqui, entretanto, como o escravo Nestório, observa ele uma alma. Refiro-me a Célia, figura central das páginas desta história, cujo coração, amoroso e sábio, entendeu e aplicou todas as lições do Divino Mestre, no transcurso doloroso de sua vida. Na sequência dos fatos, dentro da narrativa, seguirás os seus passos de menina e de moça, como se observasses um anjo pairando acima de todas as contingências da Terra. Santa pelas virtudes e pelos atos de sua existência edificante, seu Espírito era bem o lírio nascido do lado das paixões do mundo, para perfumar a noite da vida terrestre, com os olores suaves das mais divinas esperanças do Céu.
Podemos afirmar, portanto, leitor amigo, que este volume não relaciona, de modo integral, a continuação das experiências purificadoras do antigo senador Lentulus, nos círculos de resgate dos trabalhos terrestres. É a história de um sublime coração feminino que se divinizou no sacrifício e na abnegação, confiando em Jesus, nas lágrimas da sua noite de dor e de trabalho, de reparação e de esperança. A Igreja Romana lhe guarda, até hoje, as generosas tradições, nos seus arquivos envelhecidos, se bem que as datas e as denominações, as descrições e apontamentos se encontrem confusos e obscuros pelo dedo viciado dos narradores humanos.
Mas, meu irmão e meu amigo, abre estas páginas refletindo no turbilhão de lágrimas que se represa no coração humano e pensa no quinhão de experiências amargas que os dias transitórios da vida te trouxerem. É possível que também tenhas amado e sofrido muito. Algumas vezes experimentaste o sopro frio da adversidade enregelando o teu coração. De outras, feriram-te a alma bem intencionada e sensível a calúnia ou o desengano. Em certas circunstâncias, olhaste também o céu e perguntaste, em silêncio, onde se encontrariam a Verdade e a Justiça, invocando a misericórdia de Deus, em preces dolorosas. Conhecendo, porém, que todas as dores têm uma finalidade gloriosa na redenção do teu Espírito, lê esta história real e medita. Os exemplos de uma alma santificada no sofrimento e na humildade, ensinar-te-ão a amar o trabalho e as penas de cada dia; observando-lhe os martírios morais e sentindo, de perto, a sua profunda fé, experimentarás um consolo brando, renovando as tuas esperanças em Jesus-Cristo.
Busca entender a essência deste repositório de verdades confortadoras e, do plano espiritual, o Espírito purificado de nossa heroína derramará em teu coração o bálsamo consolador das esperanças sublimes. 
Que aproveites do exemplo, como nós outros, nos tempos recuados das lutas e das experiências que passaram, é o que te deseja um irmão e servo humilde. 

Emmanuel
(Pedro Leopoldo, 19 de dezembro de 1939

Coletânea do Além - Espírito: Diversos / Chico Xavier   - Downloads: 2

Coletânea do Além é um repositório de mensagens de grande atualidade, emanadas de vários benfeitores espirituais. Páginas de marcante importância que fala bem de perto às nossas necessidades de aculturamento e assimilação de novas verdades, tão necessárias no agitado ambiente do mundo contemporâneo.
Diz Emmanuel que a criança é o futuro; e os homens de agora serão as crianças de amanhã, no processo reencarnacionista. 
Porém, hoje a infância é a humanidade futura e por isso, urge batalhar para provê-la de semeadura proveitosa. 
Este livro constitui-se de mensagens de diversos espíritos psicografados pelo médium Francisco Cândido Xavier que proclamam esses ensinamentos e enaltecem a urgência de sua rápida propagação.

Palavras de Amigo
Meu irmão, permaneça em seu espírito a bênção de Jesus, o nosso Divino Mestre.
Agradecemos a você que adquiriu estas páginas, em favor do nosso trabalho de assistência aos pequeninos.
A obra é grande, meu amigo, e reclama companheiros de boa vontade.
Por esse motivo, com o meu reconhecimento, endereço-lhe um apelo: 
- Venha e ajude-nos! Reunamo-nos a serviço do Evangelho!
A semeadura do bem produzirá para o seu próprio benefício.
A colheita de amanhã dependerá do seu trabalho de hoje.
Em virtude de semelhante realidade, não nos alongaremos através de muitas palavras para somente repetir com Emmanuel - a criança é o futuro.
E todos nós estamos a caminho do infinito porvir...

Batuíra (Pedro Leopoldo, 10 de setembro de 1945)

Conduta Espírita - André Luiz / Chico Xavier   - Downloads: 4

Coletânea de mensagens esclarecedoras que indicam como agir perante as múltiplas situações e opções que se apresentam na vida do homem. Nas palavras de Emmanuel: "abraçando o Espiritismo pedes, a cada passo, orientação para as atitudes que a vida te solicita (...) Não encontramos aqui páginas jactanciosas com a presunção de ensinar diretrizes de bom-tom, mas simples conjunto de lembretes para uso pessoal no caminho da experiência. (...) Assim, ler este livro equivale a ouvir um companheiro fiel ao bom senso. E, se o bom senso ajuda a discernir, quem aprende a discernir sabe sempre como deve fazer".Preceitua ainda a necessidade de aperfeiçoamento, ressaltando que o exemplo digno é a base para toda e qualquer realização respeitável. 

Contos e Apólogos - Irmão X - Chico Xavier   - Downloads: 2

Meu amigo, à maneira dos velhos peregrinos que jornadeiam sem repouso, busco-te os ouvidos pelas portas do coração.
Senta-te aqui por um momento.
Somos poucos junto à árvore seivosa da amizade perfeita.
Muitos passaram traçando-te o caminho...
Visitaram-te muitos outros, compelindo-te a dobrar os joelhos perante o Céu...
Não te imponho um figurino para atitudes exteriores.
Ofereço-te o lume da experiência.
Não te aponto normas para a comtemplação das estrelas.
Rogo vejas no firmamento a presença divina da Divina Bondade.
Trago-te apenas as histórias simples e humildes, que ouvi de outros viajores.
Recebe-as, elas são nossas.
Guardam o sorriso dos que ensinam no templo do amor e as lágrimas dos que aprendem na escola do sofrimento.
Assemelham-se a flores pobres entretecidas de júbilo e prano, dor e bênção, que deponho em tua alma para a viagem do mundo.
Acolhe-as com tolerância e benevolência! Dir-te-ão todas elas que, além da morte, floresce a vida, tanto quanto da noite ressurge o esplendor solar, e que se há flagelação e desepero, ante o infortúnio dos homens, fulgem, sempre puras e renovadas, a esperança e a alegria, ante a glória de Deus.

Irmão X
(Pedro Leopoldo , 30 de outubro de 1957)