Literatura Espírita

Evangelho em Casa - Meimei - Chico Xavier   - Downloads: 4

Praticas cultos diversos em casa, de maneira imperceptível.
O culto da limpeza.
O culto do pão.
O culto do carinho.
O culto da segurança.
O culto do bem-estar.
A higiene externa, entretanto, pode não incluir a pureza dos pensamentos.
Estômago farto nem sempre é conforto do espírito.
Carinho, em muitas circunstâncias, exprime apego sem ser amor.
Segurança financeira não é fortaleza intrínseca.
Bem-estar, muita vez, é provisória ilusão.
Abraçou-se realmente a Doutrina Espírita, não podes ignorar que o culto do Evangelho te ensinará a valorizar todos eles, porquanto, com o Cristo, a limpeza começa na consciência, o pão do conhecimento nutre a alma antes do corpo, a segurança é harmonia moral, o carinho é entendimento fraterno e o bem-estar é realmente a consagração de cada um ao bem de todos.
Pensando nisso, oferece-te Meimei as páginas deste livro.
Possa ele, pois te ajudar na formação do teu núcleo de Evangelho entre as paredes do próprio lar, porque, se a Doutrina Espírita é o Cristo em luz para a Humanidade, acima de tudo é a luz do Cristo no coração.

Emmanuel
(Uberaba, 10 de outubro de 1959)

Evolução em Dois Mundos - André Luiz / Chico Xavier   - Downloads: 4

Para estudar o processo evolutivo do ser, André Luiz alia os conceitos da ciência com a mensagem consoladora de Jesus reavivada pelo Espiritismo, oferecendo admirável estudo científico sobre o harmonioso elo existente na evolução da alma nos dois planos da vida: o mundo material e o mundo espiritual.Em sua primeira parte, trata do fluido cósmico, corpo espiritual, evolução e sexo, mediunidade, alma e reencarnação, dentre outros temas. Na segunda parte, através de perguntas e respostas, trata de questões como matrimônio e divórcio, gestação frustrada, determinação do sexo, aborto criminoso, dentre outros assuntos relevantes.

Falando à Terra - Espírito: Diversos / Chico Xavier   - Downloads: 3

Falando ao coração humano, quarenta Espíritos - que na Terra foram nomes ilustres nas letras, na política, na ciência, na filosofia, na religião, no Espiritismo - tecem admiráveis considerações sobre a vida,antes e após a morte. Todas as mensagens assinalam o cunho pessoal, o estilo inconfundível e os pendores de cada comunicante. Preciosos ensinamentos estão contidos nesta obra, que apresenta orientações e informações sobre o comportamento humano, bem como valiosas instruções àqueles que se esforçam em promover o próprio adiantamento moral, para não se, confrontarem, quando despidos da vestimenta carnal, com o aguilhão do arrependimento. Ao final da obra, o leitor encontrará resumidos dados biográficos dos autores espirituais.

Fonte Viva - Emmanuel - Chico Xavier   - Downloads: 5

Um dos livros de meditação, produzidos pelo admirável Espírito Emmanuel. São comentários de trechos do Evangelho, Atos e Epístolas dos Apóstolos, em páginas de consolação, orientação e luzes da Espiritualidade Superior. Aberto ao acaso, nos instantes de dúvida ou aflição, parece conter a resposta e a consolação acertadas aos que pedem inspiração aos Benfeitores Espirituais. É um livro de cabeceira, pleno de beleza e saber.

Com Jesus e Por Jesus
Na introdução de “O Livro dos Espíritos”, recolhemos de Allan Kardec esta afirmação expressiva: “As comunicações entre o mundo espiritual e o mundo corpóreo estão na ordem natural das coisas e não constituem fato sobrenatural, tanto que de tais comunicações se acham vestígios entre todos os povos e em todas as épocas. Hoje se generalizaram e tornaram patentes a todos.”
No item VIII das páginas de conclusão do mesmo livro, o Codificador assevera com segurança:
“Jesus veio mostrar aos homens o caminho do verdadeiro bem. Por que, tendo-o enviado para fazer lembrar sua lei que estava esquecida, não havia Deus de enviar hoje os Espíritos, a fim de a lembrarem novamente aos homens, e com maior precisão, quando eles a olvidam para tudo sacrificar ao orgulho e à cobiça?”
E sabemos que, de permeio, o grande livro que lançou os fundamentos do Espiritismo trata, dentre valiosos assuntos, das leis de adoração, trabalho, sociedade, progresso, igualdade, liberdade, justiça, amor, caridade e perfeição moral, bem como das esperanças e das consolações.
Reportamo-nos a tais referências para recordar que o fenômeno espírita sempre esteve presente no mundo, em todos os lances evolutivos da Humanidade, e que Allan Kardec, desde o inicio do ministério a que se consagrou, imprimiu à sua obra o cariz religioso de que não podia ela ausentar-se, tendo até acentuado que o Espiritismo é forte porque assenta sobre os fundamentos mesmos da Religião: Deus, a alma, as penas e as recompensas futuras.
Aceitamos, perfeitamente, as bases científicas e filosóficas em que repousas a Doutrina Espírita, as quais nos ensejam adquirir a “fé raciocinada capaz de encarar a razão face a face”, contudo, sobre semelhantes alicerces, vemo-la, ainda e sempre, em sua condição de Cristianismos restaurado, aperfeiçoando almas e renovando a vida na Terra, para a vitória do Infinito Bem, sob a égide do Cristo, nosso Divino Mestre e Senhor.
O apóstolo da Codificação não desconhecia o elevado mandato relativamente aos princípios que compilava, e, por isso mesmo, desde a primeira hora, preocupou-se com os impositivos morais de que a Nova Revelação se reveste, tendo salientado que as conseqüências do Espiritismo se resumem em melhorar o homem e, por conseguinte, torná-lo menos infeliz, pela prática da mais pura moral evangélica.
Sabemos que a retorta não sublima o caráter e que a discussão filosófica nada tem que ver com caridade e justiça. Com todo o nosso respeito, pois, pela filosofia que indaga e pela ciência que esclarece, reconheceremos sempre no Espiritismo o Evangelho do Senhor, redivivo e atuante, para instalar com Jesus a Religião Cósmica do Amor Universal e da Divina Sabedoria sobre a Terra.
Espíritos desencarnados aos milhões e em todos os graus de inteligência enxameiam o mundo, requisitando, tanto quanto os encarnados, o concurso da educação.
Não podemos, por isso, acompanhar os que fazem de nossa Redentora Doutrina mera tribuna discutidora ou simples caçada a demonstrações de sobrevivência, apenas para a realização de torneios literários ou para longos cavacos de gabinete e anedotas de salão, sem qualquer conseqüência espiritual para o caminho que lhes é próprio. Estudemos, assim, as lições do Divino Mestre e aprendamo-las na prática de cada dia. A morte a todos nos reunirá para a compreensão da verdadeira vida. . . E, sabendo que a justiça definir-nos-á segundo as nossas obras, abracemos a Codificação Kardequiana, prosseguindo para a frente, com Jesus e por Jesus.

Emmanuel
(Pedro Leopoldo, 11 de fevereiro de 1956)

Gotas de Luz - Casimiro Cunha - Chico Xavier   - Downloads: 0

O título deste livro condiz com seu alto valor doutrinário. São realmente gotas de luz a clarear-nos a estrada que todos palmilhamos. 
Através de trovas o autor espiritual aborda temas como: caridade, esperança, hábitos, perdão, trabalho e vigilância, conclamando-nos à prática dos ensinamentos de Jesus na busca contínua do nosso auto-aperfeiçoamento.
 

Há Dois Mil Anos - Emmanuel - Chico Vavier   - Downloads: 2

Narrativa de Emmanuel, espírito mentor de Chico Xavier, a respeito de uma de suas encarnações como Senador Romano. O livro ressalta episódios da história do cristianismo no século I e momentos inesquecíveis, de grandes emoções. Disponível também em edição especial com letras maiores, diagramação moderna e papel especial.

Na Intimidade de Emmanuel
Ao Leitor:
Leitor, antes de penetrares o limiar desta história, é justo apresentemos à tua curiosidade algumas observações de Emmanuel, o ex-senador Públio Lentulus, descendente da orgulhosa “gens Cornelia”, recebidas desse generoso Espírito, na intimidade do grupo de estudos espiritualistas de Pedro Leopoldo, Estado de Minas Gerais. 
Através destas observações ficarás conhecendo as primeiras palavras do Autor, a respeito desta obra, e suas impressões mais profundas, no curso do trabalho, que foi levado a efeito de 24 de outubro de 1938 a 9 de fevereiro de 1939, segundo as possibilidades de tempo do seu médium e sem perturbar outras atividades do próprio Emmanuel, junto aos sofredores que frequentemente o procuram, e junto ao esforço de propaganda do Espiritismo cristão na Pátria do Cruzeiro. 
Em 7 de setembro de 1938, afirmava ele em pequena mensagem endereçada aos seus amigos encarnados:
“Algum dia, se Deus mo permitir, falar-vos-ei do orgulhoso patrício Públio Lentulus, a fim de algo aprenderdes nas dolorosas experiências de uma alma indiferente e ingrata. 
Esperemos o tempo e a permissão de Jesus.”
Emmanuel não esqueceu a promessa. Com efeito, em 21 de outubro do mesmo ano, voltava a recordar, noutro comunicado familiar:
“Se a bondade de Jesus nos permitir, iniciaremos o nosso esforço, dentro de alguns dias, esperando eu a possibilidade de grafarmos as nossas lembranças do tempo em que se verificou a passagem do Divino Mestre sobre a face da Terra.”
Não sei se conseguiremos realizar tão bem, quanto desejamos, semelhante intento. De antemão , todavia, quero assinalar minha confiança na misericórdia do Nosso Pai de Infinita Bondade” .
De fato, em 24 de Outubro referido, recebida o médium Xavier a primeira página deste livro e, no dia seguinte, Emmanuel voltava a dizer: 
“Iniciamos, com o amparo de Jesus, mais um despretensioso trabalho. Permita Deus que possamos levá-lo a bom termo.
Agora verificareis a extensão de minhas fraquezas no passado, sentindo-me, porém, confortado em aparecer com toda a sinceridade do meu coração, ante o plenário de vossas consciências. Orai comigo, pedindo a Jesus para que eu possa completar esse esforço, de modo que o plenário se dilate, além do vosso meio, a fim de que a minha confissão seja um roteiro para todos.”
Durante todo o esforço de psicografia, o Autor deste livro não perdeu ensejo de ensinar a humildade e a fé a quantos o acompanham. Em 30 de dezembro de 1938, comentava, em nova mensagem afetuosa: 
“Agradeço, meus filhos, o precioso concurso que me vindes prestando. Tenho-me esforçado, quanto possível, para adaptar uma história tão antiga ao sabor das expressões do mundo moderno, mas, em relatando a verdade, somos levados a penetrar, antes de tudo, na essência das coisas, dos fatos e dos ensinamentos.
Para mim essas recordações têm sido muito suaves, mas também muito amargas. Suaves pela rememoração das lembranças amigas, mas profundamente dolorosas, considerando o meu coração empedernido, que não soube aproveitar o minuto radioso que soara no relógio da minha vida de Espírito, há dois mil anos. 
Permita Jesus que eu possa atingir os fins a que me propus, apresentando, nesse trabalho, não uma lembrança interessante acerca de minha pobre personalidade, mas, tão somente, uma experiência para os que hoje trabalham na semeadura e na seara do Nosso Divino Mestre.”
De outras vezes, Emmanuel ensinava aos seus companheiros encarnados a necessidade de nossa ligação espiritual com Jesus, no desempenho de todos os trabalhos. No dia 4 de Janeiro de 1939, grafava ele esta prece, ainda com respeito às suas memórias do passado remoto: 
“Jesus, Cordeiro Misericordioso do Pai de todas as graças, são passados dois mil anos e minha pobre alma ainda revive os seus dias amargurados e tristes!...
Que são dois milênios, Senhor, no relógio da Eternidade?
Sinto que a tua misericórdia nos responde em suas ignotas profundezas... Sim, o tempo é o grande tesouro do homem e vinte séculos, como vinte existências diversas, podem ser vinte dias de provas, de experiências e de lutas redentoras. 
Só a tua bondade é infinita! Somente tua misericórdia pode abranger todos os séculos e todos os seres, porque em Ti vive a gloriosa síntese de toda a evolução terrestre, fermento divino de todas as culturas, alma sublime de todos os pensamentos. 
Diante de meus pobres olhos, desenha-se a velha Roma dos meus pesares e das minhas quedas dolorosas... Sinto-me ainda envolto na miséria de minhas fraquezas e contemplo os monumentos das vaidades humanas... Expressões políticas, variando nas suas características de liberdade e de força, detentores da autoridade e do poder, senhores da fortuna e da inteligência, grandezas efêmeras que perduram apenas por um dia fugaz!... Tronos e púrpuras, mantos preciosos das honrarias terrestres, togas da falha justiça humana, parlamentos e decretos supostos irrevogáveis!... Em silêncio, Senhor, viste a confusão que se estabelecera entre os homens inquietos e, com o mesmo desvelado amor, salvaste sempre as criaturas no instante doloroso das ruínas supremas... Deste a mão misericordiosa e imaculada aos povos mais humildes e mais frágeis, confundiste a ciência mentirosa de todos os tempos, humilhaste os que se consideravam grandes e poderosos!... 
Sob o teu olhar compassivo, a morte abriu suas portas de sombra e as falsas glórias do mundo foram derruídas no torvelinho das ambições, reduzindo-se todas as vaidades a um acervo de cinzas!...
Ante minhalma surgem as reminiscências das construções elegantes das colinas célebres; vejo o Tibre que passa, recolhendo os detritos da grande Babilônia imperial, os aquedutos, os mármores preciosos, as termas que pareciam indestrutíveis... Vejo ainda as ruas movimentadas, onde uma plebe miserável espera as graças dos grandes senhores, as esmolas de trigo, os fragmentos de pano para resguardarem do frio a nudez da carne. 
Regurgitam os circos... Há uma aristocracia do patriciado observando as provas elegantes do Campo de Marte e, em tudo, das vias mais humildes até os palácios mais suntuosos, fala-se de César, o Augusto!...
Dentro dessas recordações, eu passo, Senhor, entre farraparias e esplendores, com o meu orgulho miserável! Dos véus espessos de minhas sombras, também eu não te podia ver, no Alto, onde guardas o teu sólido de graças inesgotáveis.
Enquanto o grande Império se desfazia em suas lutas inquietantes, trazias o teu coração no silêncio e, como os outros, eu não percebia que vigiavas!
Permitiste que a Babel romana se levantasse muito alto, mas, quando viste que se ameaçava a própria estabilidade da vida no planeta, disseste: - “Basta! São vindos os tempos de operar-se na seara da Verdade!” E os grandes monumentos, com as estátuas dos deuses antigos, rolaram de seus pedestais maravilhosos! Um sopro de morte varreu as regiões infestadas pelo vírus da ambição e do egoísmo desenfreado, despovoando-se, então, a grande metrópole do pecado. Ruíram os circos formidandos, caíram os palácios, enegreceram-se os mármores luxuosos...
Bastou uma palavra tua, Senhor, para que os grandes senhores voltassem às margens do Tibre, como escravos misérrimos!... Perambulamos, assim, dentro da nossa noite, até o dia em que nova luz brotara em nossa consciência. Foi preciso que os séculos passassem, para aprendermos as primeiras letras de tua ciência infinita, de perdão e de amor! 
E aqui estamos, Jesus, para louvar-te a grandeza! Dá que possamos recordar-te em cada passo, ouvir-te a voz em cada som distraído do caminho, para fugirmos da sombra dolorosa!... Estende-nos tuas mãos e fala-nos ainda do teu Reino!... Temos sede imensa daquela água eterna da vida, que figuraste no ensinamento à Samaritana . . .
Exército de operários do teu Evangelho, nós nos movemos sob as tuas determinações suaves e sacrossantas! Ampara-nos, Senhor, e não nos retires dos ombros a cruz luminosa e redentora, mas ajuda-nos a sentir, nos trabalhos de cada dia, a luz eterna e imensa do teu Reino de paz, de concórdia e de sabedoria, em nossa estrada de luta, de solidariedade e de esperança!... 
Em 8 de fevereiro último, véspera do término da recepção deste livro, agradecia Emmanuel o concurso de seus companheiros encarnados, em comunicado familiar, do qual destacamos algumas frases: 
“Meus amigos, Deus vos auxilie e recompense. Nosso modesto trabalho está a terminar. Poucas páginas lhe restam e eu vos agradeço de coração.
- Reencontrando os Espíritos amigos das épocas mortas, sinto o coração satisfeito e confortado ao verificar a dedicação de todos ao firme pensamento de evolução, para a frente e para o alto, pois não é sem razão de ser que hoje laboramos na mesma oficina de esforço e boa vontade. 
Jesus há-de recompensar a cota de esforço amigo e sincero que me prestastes e que a sua infinita misericórdia vos abençoe é a minha oração de sempre.”
Aqui ficam algumas das anotações íntimas de Emmanuel, fornecidas na recepção deste livro. A humildade desse generoso Espírito vem demonstrar que no plano invisível há, também, necessidade de esforço próprio, de paciência e de fé para as realizações. 
As notas familiares do Autor são um convite para que todos nós saibamos orar, trabalhar e esperar em Jesus-Cristo, sem desfalecimentos na luta que a bondade divina nos oferece para o nosso resgate, no caminho da redenção. 

Instruções Psicofônicas - Espíritos Diversos - Chico Xavier   - Downloads: 3

Por intermédio da mediunidade de psicofonia, Chico Xavier retransmite a palavra dos Espíritos em valiosas mensagens que representam ensinamentos inesquecíveis.
São temas, como: atividade espiritual durante o sono; sessão mediúnica; suicídio; vampirismo e outros.
Situa a Terra como escola e a morte como renovação.
Objetiva oferecer a todos a palavra consoladora e instrutiva dos Benfeitores Espirituais, facilitando o entendimento das leis que regem a vida nos planos físico e espiritual. Aborda temas como: atividade espiritual durante o sono, sessão mediúnica, suicídio, vampirismo e vibração da mente. Atesta a imortalidade do Espírito ao mostrar a Terra como escola e a morte como fator de renovação.

Explicação Necessária
Segundo a praxe, um livro diferente no muno das letras pede a apresentação de alguém que lhe abrace o conteúdo.
Mesmo nas letras espíritas, isso é norma corrente, com a movimentação dos literatos de renome ou dos instrutores desencarnados.
Neste livro, porém, o caso foge à regra.
Não dispomos de qualquer garladão para adquirir o favor da publicidade.
Nossos Amigos Espirituais, contudo, são de parecer que notícias e idéias, para que se definam, reclamam o selo do testemunho pessoal de quem lhes opera o lançamento e, por isso, não porque a nossa manifestação deva reportar-se ao esforço do beletrista, mas sim à responsabilidade moral do servidor, aqui estamos, por fidelidade à própria consciência, esposando nosso dever com alegria.
Passemos, pois, aos assuntos e aos fatos.
Corria o ano de 1951 e frequentes se faziam nossas excursões de Belo Horizonte, onde residimos, a Pedro Leopoldo, hoje região suburbana da Capital mineira.
Em conversações fraternas e amigas com nosso companheiro de ideal Francisco Cândido Xavier, muitas vezes observávamos o volume crescente dos casos de obsessão que procuravam incessantemente as reuniões públicas do Centro Espírita Luiz Gonzaga, nas noites de segundas e sextas-feiras.
Impressionava-nos a multiplicidade dos problemas tristes.
As moléstias mentais, como ainda hoje acontece, compareciam, uma trás outra. Possessão, fascinação, histeria, desequilíbrio, loucura...
E o Chico, por várias vezes, falou-nos do desejo expresso pelos mentores espirituais, no sentido de se criar um grupo de irmãos conscientes e responsáveis para a assistência especializada aos problemas difíceis.
Inegavelmente, o Luiz Gonzaga, hoje como há quase trinta anos, vem prestando aos enfermos que lhe batem às portas todo auxílio de que dispõe, através da oração, do socorro magnético e da genuína elucidação evangélica.
Ainda assim, acumulavam-se os obsessos marginais, numerosos e complexos.
E de quando em quando nos perguntava o Chico se não nos decidiríamos a aceitar a direção de um núcleo doutrinário independente, para atender às tarefas da desobsessão.
Antigamente, em conexão com Luiz Gonzaga, funcionara em Pedro Leopoldo um círculo dessa natureza.
Mas, em fevereiro de 1939, desencarnava o confrade José Xavier, que o dirigia, e a partida do companheiro encerrara-lhe a existência.
Não seria justo reatar o serviço especializado de assistência aos alienados mentais, então interrompido?
Ante as perguntas do médium, começamos a meditar.
Não foi possível considerar-lhe, de pronto, os apelos.
Relutamos, conhecendo nossas próprias deficiências.
Além disso, obrigações múltiplas nos tomavam o tempo e a providência exigiria estudo e reflexão na esfera teórica de nossa Doutrina, para que não nos falhasse a segurança na prática.
Hesitávamos, temendo acolher responsabilidades em que não pudéssemos persistir.
Os dias, porém, sucediam-se uns aos outros e, com a romaria constante dos enfermos mentais, repetiam-se as indagações do amigo.
Por que motivo não organizar um posto de socorro mediúnico para a prestação de serviço aos necessitados?
Em meados de 1952, aderimos finalmente.
Convidamos alguns irmãos conscientes da gravidade que o assunto envolve em si e, na noite de 31 de julho do ano mencionado, realizamos nossa primeira reunião.
Grupo reduzido. Vinte companheiros que perseveram unidos até agora, dos quais dez médiuns com faculdades psicofônicas apreciáveis.
O programa traçado pelos Instrutores Espirituais prossegue dentro de normas rígidas.
Reuniões semanais, nas noites de quintas-feiras. Atividades mediúnicas em atmosfera de intimidade. Ausência total de público. Além do quadro habitual da equipe, somente a presença dos enfermos, assim mesmo quando absolutamente necessária. Horário rigoroso.
E, por imposição dos amigos que conosco trabalham, a agremiação recebeu o nome de Grupo Meimei, em recordação da irmã e companheira dedicada que, de imediato, recebeu do Mundo Espiritual a incumbência de assistir-nos as tarefas e amparar-nos os serviços.
Esse o nosso início, recomeçando a obra especializada de desobsessão em Pedro Leopoldo, interrompida por treze anos consecutivos.
A princípio, reuníamo-nos na antiga dependência que o Centro Espírita Luiz Gonzaga ocupou, de 1927 a 1950, mas, em 1954, no segundo aniversário de nossa instituição, por mercê de Deus e com a colaboração espontânea e desinteressada dos nossos companheiros, transferimo-nos para a nossa sede própria e definitiva que, embora singela, se levanta acolhedora à rua Benedito Valadares, nesta Cidade.
Falemos agora de nossas sessões propriamente ditas.
Iniciamos nossas atividades impreterivelmente às vinte horas, na noites de quintas-feiras.
Sempre o mesmo quadro inalterado de irmãos em lide.
Destinamos os primeiros quinza minutos à leitura de trechos doutrinários, à prece de abertura e à palavra rápida do amigo espiritual que nos fornece instruções.
Às vinte horas e quinze minutos, aproximadamente, encetamos o socorro aos desencarnados, constando de esclarecimento e consolo, enfermagem moral e edificação evangélica, a benefício das entidades conturbadas e sofredoras, no que despendemos noventa minutos, valendo-nos da cooperação de todos os médiuns presentes.
Às vinte e uma horas e quarenta e cinco minutos, o ambiente é modificado.
È a parte final que dedicamos à prece, em favor de enfermos distantes. É, nesses quinze minutos que precedem o encerramento, sempre recebemos, pela psicofonia sonambúlica de Francisco Cândido Xavier, a palavra direta de nossos instrutores e benfeitores desencarnados.
Explicada a existência de nosso grupo e aclarado o nosso programa de serviço, reportemo-nos agora à formação deste livro.
Desde 1952, lamentávamos a perda dos ensinamentos recolhidos na fase terminal de nossas reuniões.
Eram lições primorosas dos orientadores, palestras edificantes de amigos, relatos comoventes de irmãos recuperados e preleções de caráter científico, filosófico e religioso, proferidas por devotados e cultos mentores, de passagem por nosso recinto.
Para reter-lhes a palavra construtiva e consoladora, muita vez suspiramos pela colaboração de um taquígrafo.
Nos primeiros dias de 1954, numa das sessões públicas do Centro Espírita Luiz Gonzaga, comentávamos o problema com o nosso distinto confrade Professor Carlos Torres Pastorino, do Rio de Janeiro, e esse nosso amigo, com cativante gentileza, ofereceu-nos gravadora de sua propriedade. Poderíamos utilizá-la em Pedro Leopoldo e, encantados, guardamo-la por valioso empréstimo.
Foi assim que, desde a noite de 11 de março de 1954, graças a bondade de Deus e à generosidade de um amigo, nos foi possível fixar as alocuções dos instrutores e irmãos desencarnados que nos visitam.
É preciso dizer que o médium Chico Xavier sempre as recebeu psicofonicamente, no último quarto de hora das nossas seções, muita vez depois de exaustivo labor na recepção de entidades perturbadas, em socorro de obsessos e doentes, serviço esse no qual coopera, igualmente, junto com os demais médiuns de nossa agremiação.
Alguém sugeriu a conveniência de organizarmos um livro com as presentes comunicações faladas, o primeiro obtido através das faculdades psicofônicas do médium Xavier, e aqui o temos, apresentado, não pela competência literária de que não dispomos, mas pelo nosso amor às resposabilidades assumidas.
Devemos informar que infelizmente não podemos, por impossível, registrar no papel a beleza das recepções, as variações do tom de voz, as paradas mais ou menos largas, o entrecortamento de palavras ou de frases por lágrimas de comoções ou gestos de alegria, a mudança, mesmo, do tipo de vos, além de outros caracterísiticos que valorizariam sobremaneira, o nosso humilde pensar, as páginas de que os leitores tomarão conhecimento a seguir.
Fizemos preceder cada mensagem por anotações informativas que julgamos indispensáveis à apreciação do leitor, e à guisa de posfácio, colocamos no presente volume os apontamentos estatísticos de dois anos sucessivos de ação espiritual do Grupo Meimei, para estudo dos nossos irmãos de ideal interessados no assunto.
Finalizando, consignamos aqui o nosso profundo reconhecimento à bondade de Nosso Senhor Jesus-Cristo, suplicando a Ele abençõe os orientadores e amigos espirituais que amorosamente nos assistem. E, agradecendo a todos os nossos companheiros de tarefa pelo concurso decisivo e fraternal de sempre, rogamos a Deus, Nosso Pai Celestial, nos ampare e fortaleça, em nossos desejos de progresso e renovação.

Arnaldo Rocha
(Pedro Leopoldo, 10 de junho de 1955)

Jesus no Lar - Neio Lúcio   - Downloads: 3

Para a generalidade dos estudiosos, o Cristo permanece tão-somente situado na História, modificando o curso dos acontecimentos políticos do mundo; para a maioria dos teólogos, é simples objeto de estudo, nas letras sagradas, imprimindo novo rumo às interpretações da fé; para os filósofos, é o centro de polêmicas infindáveis, e, para a multidão dos crentes inertes, é o benfeitor providencial nas crises inquietantes da vida comum.
Todavia, quando o homem percebe a grandeza da Boa Nova, compreende que o Mestre não é apenas o reformador da civilização, o legislador da crença, o condutor do raciocínio ou o doador de facilidades terrestres, mas também, acima de tudo, o renovador da vida de cada um.
Atingindo esse ápice do entendimento, a criatura ama o templo que lhe orienta o modo de ser; contudo, não se restringe às reuniões convencionais para as manifestações adorativas e, sim, traz o Amigo Celeste ao santuário familiar, onde Jesus, então, passa a controlar as paixões, a corrigir as maneiras e a inspirar as palavras, habilitando o aprendiz a traduzir-lhe os ensinamentos eternos através de ações vivas, com as quais espera o Senhor estender o divino reinado da paz e do amor sobre a Terra.
Quando o Evangelho penetra o Lar, o coração abre mais facilmente a porta ao Mestre Divino.
Neio Lúcio conhece esta verdade profunda e consagra aos discípulos novos algumas das lições do Senhor no círculo mais íntimo dos apóstolos e seguidores da primeira hora.
Hoje, que quase vinte séculos são já decorridos sobre as primícias da Boa Nova, o domicílio de Simão se transformou no mundo inteiro...
Jesus continua falando aos companheiros de todas as latitudes. Que a sua voz incisiva e doce possa gravar no livro de nossa alma a lição renovadora de que carecemos à frente do porvir, convertendo-nos em semeadores ativos de seu infinito amor, é a felicidade maior a que poderemos aspirar.

Emmanuel
(Pedro Leopoldo, 3  de outubro de 1949)

Joana Darc Médium - León Denis   - Downloads: 1

Relata a vida de Joana dArc, na derrotada e aniquilada França do século XV, vivendo como uma humilde camponesa, sem qualquer tipo de instrução, portadora de extraordinários dons mediúnicos, que lhe possibilitaram as visões do Além e a audição de vozes, as quais a guiaram e sustentaram na grande missão que desempenhou, libertando sua pátria do domínio inglês, além de pacificá-la e uni-la.

Os fatos que cercaram Joana - e que o Espiritismo explica -, como suas visões, premonições, audição de vozes, são analisados como fenômenos mediúnicos que a ignorância e a mentira tentaram desvirtuar.

Esta obra contém uma introdução e mais duas partes. Na primeira, trata da vida e mediunidade de Joana dArc; na segunda, fala de suas missões, apresentando também suas mensagens, em condições satisfatórias de autenticidade.
É um livro que exalta a força da fé e restabelece o primado da verdade.

Justiça Divina - Emmanuel - Chico Vavier   - Downloads: 3

A exemplo de outros três livros que configuram uma série de estudos sobre a Codificação Espírita, este livro de Emmanuel tece comentários em torno do livro O Céu e o Inferno, de Allan Kardec. Reafirmando os conceitos espíritas, apresenta cativantes e racionais comentários em torno de variadas e, por vezes, complexas questões filosóficas e religiosas, tendo como objetivo principal demonstrar que em tudo se espelha a justiça e a misericórdia divinas. Curtos, mas substanciosos, os oitenta e dois capítulos de Justiça Divina são como roteiros seguros a orientar o ser humano nos caminhos do mundo, auxiliando-o a raciocinar diante das dificuldades da vida. Refere-se às obras: Religião dos Espíritos, Seara dos Médiuns e O Espírito da Verdade, que contêm, respectivamente, comentários em torno de O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns e O Evangelho segundo o Espiritismo.

Conteúdo resumido: Esta obra compõe um conjunto de quatro volumes cuja finalidade é consultar a essência religiosa da Codificação Kardequiana, ou seja, tecer comentários e reflexões em torno das quatro primeiras obras básicas da Doutrina Espírita, cujo relacionamento é apresentado a seguir:  Religião dos Espíritos » O Livro dos Espíritos  Seara dos Médiuns » O Livro dos Médiuns  O Espírito da Verdade » O Evangelho segundo o Espiritismo  Justiça Divina » O Céu e o Inferno Os comentários expostos nestas obras nos convidam à reflexão sobre a nossa responsabilidade diante do Espiritismo, em sua feição de Cristianismo redivivo. O objetivo final desse conjunto de obras é reafirmar a necessidade crescente do estudo sistematizado da obra de Allan Kardec – alicerce da Doutrina Espírita –, a fim de que mantenhamos o ensinamento espírita indene da superstição e do fanatismo que aparecem, fatalmente, em todas as agremiações com tendência ao exotismo e à fantasia